“Situação na península coreana está tensa após exercícios militares de Seul e Washington”
A Coreia do Norte disparou nesta quinta-feira sete mísseis ao mar, em sua costa oriental, anunciou o ministério sul-coreano da Defesa. O líder norte-coreano Kim Jong-Un teria supervisionado pessoalmente a operação na quinta-feira à noite em uma base de lançamento na região da cidade de Sondok.
Os disparos acontencem após a Coreia do Sul e os Estados Unidos fazerem suas manobras militares anuais que sempre provocam reações do país vizinho, que as considera um teste geral para a invasão de seu território. Na semana passada, Pyongyang prometeu “ataques impiedosos” como resposta.
As manobras, que foram finalizados nesta sexta-feira, começaram no dia 2 de março e mobilizaram cerca de 10 mil soldados sul-coreanos e outros 8,6 mil militares americanos. O general Curtis Scaparrotti, chefe do comando das forças conjuntas, afirmou que os exercícios militares são “cruciais” para garantir a defesa da Coreia do Sul.
A outra fase das manobras – Foal Eagle – prosseguirá por mais seis semanas, com a participação de milhares de soldados, dos dois lados. Apesar de Seul e Washington afirmarem que trata-se de exercícios puramente defensivos, Pyongyang afirma que é a antessala de uma invasão.
Coreia do Norte e Coreia do Sul se tornaram Estados independentes em 1948 e a guerra da Coreia (1950-1953) reafirmou esta divisão. As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra porque após o armistício de 1953 não assinaram um tratado de paz.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, na tarde de hoje (12) nota para tranquilizar os estudantes que ainda não conseguiram renovar o contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo a pasta, todos os que firmaram contratos até 2014 têm assegurado o aditamento. Ao todo, foram renovados mais de 830 mil contratos de um total de 1,9 milhão. O sistema ficará aberto até o dia 30 de abril.
“Todos têm assegurado o aditamento de seus contratos”, destaca a nota. A pasta esclarece que, a qualquer momento em que for feito o aditamento, ele vale desde o início do semestre. A lentidão no sistema, enfrentada por alunos, está sendo corrigida, acrescenta o MEC.
O MEC informa ainda que, além das renovações, há vagas para novos contratos, mas não menciona quantas.
Em nota anterior, a pasta ressalta que usa critérios de qualidade, distribuição regional e disponibilidade de recursos para liberar os financiamentos, e que os cursos com nota 5 (avaliação máxima) serão todos oferecidos. Nos que têm notas 3 e 4, são considerados aspectos regionais como, por exemplo, localidades que historicamente receberam menos financiamentos.
O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar após 18 meses da conclusão do curso. Desde 2010, o Fies acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.
“Deputado também se solidarizou com a Defensoria Pública e com os PMs licenciados que tiveram as suas reivindicações negadas pela situação na Assembleia”
O deputado estadual Janduhy Carneiro (PTN), vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, lamentou na manhã desta quinta-feira, 12, não ter a maioria na Casa Epitácio Pessoa para impedir que o Governo do Estado conseguisse vetar até as emendas de metas que são prerrogativas do Poder Legislativo.
Na votação da manhã de hoje, a situação conseguiu manter os vetos do governador a todos os projetos e matérias colocada em pauta pelo presidente da Assembleia, deputado Adriano Galdino. As emendas eram da legislatura passada. Sob a alegação de que o governo teria pressa e que está engessado, houve uma votação onde os deputados foram obrigados a votar em bloco, quando se determina que deveria ser votado veto a veto.
“Até as emendas de metas, que é uma prerrogativa do parlamentar, para destiná-las em ações que beneficiem a população paraibana, em particular os municípios que ele representa, foram vetadas, quando no Governo Federal isto já está no orçamento impositivo, onde oposição e situação têm o mesmo direito”, declarou o deputado Janduhy Carneiro.
O deputado Janduhy Carneiro falou sobre a situação dos PMs licenciados que estão sem poder retornar aos quadros efetivos do Estado, apesar de estarem, legalmente, afastados das funções para tratar de assuntos pessoais, conforme confirma oficialmente o Comando da PM que enviou ofício ao Ministério Público confirmando o afastamento e não o desligamento dos policiais militares. “Foi cometida uma grande injustiça. Não se pode excluir dos quadros de pessoal quem está de licença a pedido. Espero que a categoria continue lutando na Justiça para reaver os seus direitos”, sugeriu Janduhy.
O parlamentar se solidarizou também com os defensores públicos que tiveram as suas reivindicações negadas e disse acreditar na Justiça, apesar da derrota obtida na Assembleia Legislativa. “Lamentavelmente nós fomos derrotados por dois votos na Assembleia. Mas temos a convicção de que a categoria dos defensores públicos irá ganhar no Poder Judiciário. Sabemos das vitórias conquistadas até agora pela Defensoria Pública em várias instâncias judiciais e acreditamos que os defensores irão lograr êxito”, acredita o deputado
“A Assembleia Legislativa da Paraíba, no contexto nacional, é a única do Brasil que não pode apresentar emendas ao orçamento, perdendo a sua autonomia. Isto é extremamente lamentável e saio desta Casa muito triste porque as emendas de metas dos parlamentares não estão sendo cumpridas pelo Governo. É só o que tenho a dizer, pois não tenho mais palavras para expressar a minha tristeza e decepção ao constatar que não podemos apresentar emendas porque são vetadas pelo estado da Paraíba”, lamentou, por fim, o deputado Janduhy Carneiro.
“Protesto em 26 capitais será contra ajustes do governo Dilma, mas pede “respeito aos resultados eleitorais”, em uma resposta aos atos pró-impeachment de domingo”
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) convocou, para esta sexta-feira 13, manifestações em 26 capitais brasileiras. O ato é uma resposta antecipada a outro protesto marcado para este domingo 15, cuja pauta é o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Apesar de ser uma entidade ligada ao PT, a CUT promete protestar “contra o retrocesso”, em referência aos ajustes fiscais promovidos pelo governo que têm atingido direitos dos trabalhadores. No entanto, os sindicalistas enfatizam que o objetivo é também defender a democracia, além da Petrobras e de uma reforma política.
Os protestos têm apoio de outras organizações sindicais e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Em manifesto sobre a convocação, a CUT chamou de “ataque a direitos” as mudanças que o governo Dilma tem feito no acesso a bens trabalhistas.
“As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, são ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora. Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor”, diz o comunicado.
Na mesmo texto, a central reforça que é preciso, no entanto, “respeita os resultados eleitorais”, em referência, justamente, à pauta dos manifestantes de 15 de março, que pretende derrubar o governo eleito. “Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemocratização do País. Democracia pressupõe o direito e o respeito às decisões do povo, em especial, as dos resultados eleitorais. A Constituição deve ser respeitada”, afirma.
Em resposta às denúncias de corrupção que envolvem na Petrobras, que surgiram durante a deflagração da Operação Lava Jato, os sindicalistas propõem a reforma política. Por isso, esta será outra bandeira da manifestação. “Para combater a corrupção entre dirigentes empresariais e políticos, temos de fazer a Reforma Política e acabar de uma vez por todas com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o povo.”
Em São Paulo, o ato da CUT está marcado para começar na avenida Paulista, altura do número 901, onde fica uma das sedes administrativas da Petrobras, a partir das 15h, mesmo horário em que ocorrerá a concentração no Rio de Janeiro, na Cinelândia. Em Curitiba, a manifestação está marcada para começar às 17h, na Praça Santos Andrade, e contará com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Paraná (APP Sindicato), que tem promovido uma série de protestos contra o governador do Estado, Beto Richa (PSDB-PR).
Manifestantes participam da Jornada de Lutas das Camponesas, terça-feira, em BrasíliaJosé Cruz/Agência Brasil
Manifestantes participam da Jornada de Lutas das Camponesas, terça-feira, em BrasíliaJosé Cruz/Agência Brasil
Em continuidade à série de atos da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, iniciada na semana passada, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina promovem manifestações ontem (12) em cinco estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia e Rondônia. Eles protestam pela reforma agrária e contra o avanço do agronegócio.
Na capital paulista, cerca de 5 mil camponeses, de acordo com o MST, marcharam no início da tarde até a sede da Secretaria-Geral da Presidência da República, onde entregaram a pauta de reivindicações.
No Rio Grande do Sul, integrantes da Coordenação de Movimentos Sociais, que reúne várias entidades, participam de um ato “em defesa da classe trabalhadora e da Petrobras”. A manifestação também pede a realização de um plebiscito sobre a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para tratar da reforma política.
“Queremos uma Constituinte da reforma política para acabar com a influência das grandes empresas e do poder econômico na política brasileira, sequestrada no último período por cerca de 10 grandes empresas, que financiaram todos os partidos”, defendeu, em nota, o dirigente estadual da Via Campesina Marcelo da Silva.
Em em Porto Velho, cerca de mil mulheres da Via Campesina, do MST, do Movimento dos Atingidos por Barragens e da Comissão Pastoral da Terra fizeram um protesto pela reforma agrária em frente ao Palácio Presidente Vargas, sedo do governo de Rondônia. Representantes das camponesas foram recebidas pelo vice-governador, Daniel Pereira, pela direção estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Caixa Econômica Federal.
Em Alagoas, segundo o MST, aproximadamente 5 mil sem-terra, que ontem (11) fizeram uma marcha em Maceió, participaram hoje de reunião com o governador Renan Filho para reivindicar celeridade no processo de desapropriação de imóveis para fins de reforma agrária no estado.
Na Bahia, aproximadamente 6 mil trabalhadores rurais continuam em marcha de 116 quilômetros da cidade de Feira de Santana até a capital, Salvador. Os camponeses iniciaram a caminhada segunda-feira (9) e devem chegar à capital na próxima segunda-feira (16). O ato, segundo o MST, quer chamar a atenção do Poder Público para a violência no campo e para a necessidade de reforma agrária.
A Frente Parlamentar da Agropecuária condenou a ações do MST e da Via Campesina. “Muitos dos protestos são marcados por atos de violência que nem sociedade, nem o setor produtivo de alimentos estão dispostos a tolerar”, disseram, em nota, deputados da bancada ruralista.
No documento, os parlamentares ligados ao agronegócio repudiam o que classificam de “verdadeiro desmonte das novas tecnologias implantadas pela Emater [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural], Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] e por outras instituições que cuidam da descoberta e implantação de pesquisas no campo”, em relação a protestos de camponeses em unidades de pesquisa agronegócio e multinacionais do agronegócio.
A presidenta Dilma Rousseff voltou a comentar ontem as manifestações contrárias ao governo que ocorreram nos últimos dias e as que estão programadas para o próximo domingo (15). Dilma disse que “passou a vida” protestando nas ruas e que não tem o “menor interesse” em restringir o direito à livre manifestação no país.
“Já falei para vocês que sou uma pessoa mais velha e sou de uma época em que não era possível se manifestar. As pessoas que se manifestavam iam direto para a cadeia ou eram chamadas de subversivas ou de nomes piores. Eu passei minha vida manifestando nas ruas, principalmente na minha juventude. Não tenho o menor, mas o menor interesse, o menor intuito, nem tampouco o menor compromisso com qualquer processo de restrição à livre manifestação neste país”, disse, em entrevista a jornalistas em Rio Branco, após entregar casas a famílias atingidas pela enchente no Acre.
Segundo Dilma, como o país não vive uma ditadura, os brasileiros têm o direito de se manifestar, mas sem que haja violência. “A livre manifestação é algo que o Brasil tem de defender e tem, ao mesmo tempo, de defender que ela seja feita de forma pacífica”.
No último domingo (8), enquanto o pronunciamento da presidenta em cadeia nacional de rádio e TV era exibido, moradores de cidades brasileiras protestaram contra o governo com panelaços e buzinaços. Ontem, durante evento em São Paulo, a presidenta foi recebida com vaias por parte dos presentes.
No domingo, Dilma deverá enfrentar uma nova onda de protestos. As manifestações estão sendo organizadas por movimentos contrários ao governo em várias cidades do país.
Com voto de minerva do presidente Adriano Galdino (PSB), a Assembleia Legislativa da Paraíba decidiu manter todos os vetos do governador Ricardo Coutinho, inclusive o veto 260/14, que anula os efeitos do projeto de Lei nº 1.968/2014, de autoria da Defensoria Pública do Estado (DPE), referente à fixação do subsídio do defensor público estadual.
A votação ficou empatada em 17 x 17, mas recebeu o voto de minerva do presidente, que desempatou e votou pela manutenção do veto a essa matéria, como também dos demais vetos votados em bloco.
Essa foi a primeira vez que os vetos foram apreciados de forma conjunta. O autor do requerimento sugerindo a votação em bloco foi o deputado Ricardo Barabosa (PSB), que apresentou requerimento na ALPB, sugerindo que os vetos do poder Executivo, em apreciação na sessão desta quinta-feira (12), fossem votados sem discussão.
O requerimento foi aprovado e revoltou os oposicionistas, sobretudo Daniela Ribeiro (PP), Dinaldo Filho (PSDB), Jutay Menezes (PRB) e Janduhy Carneiro (PTN).
A derrota da oposição na Casa aconteceu, principalmente, pela ausência de dois parlamentares, são eles: José Aldemir (PEN) e Frei Anastácio (PT), que não compareceram à sessão de hoje.
Os vetos já haviam sido mantidos pela Comissão de Constituição e Justiça e a Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária. Elas aprovaram o veto às 267 emendas do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA 2015). A aprovação foi por 8 votos a 5.
Ao final da votação dos vetos, a bancada de oposição, mais uma vez, prometeu entrar na justiça para derrubar os vetos do governador Ricardo Coutinho. Renato Gadelha (PSC) alega que a oposição não teve direito a voz na discussão dos vetos.
PROJETO DA DEFENSORIA
O PLO estabelecia o reajuste salarial escalonado dos membros da DPE. Para 2014, os salários seriam aumentados em 44,30%, pagos em três parcelas iguais de R$ 1.000,00. Já para os próximos exercícios, esses valores seriam acrescidos em até 25% anuais.
Os deputados Janduhy Carneiro (PTN) e João Henrique (PEN) que estavam encampados na luta pela derrubada do veto do governador ao Projeto de Lei se manifestaram contra a manutenção do veto.
“A causa da Defensoria Pública é uma causa que está acima dos interesses particulares e partidários. É uma causa que a Paraíba toda tem conhecimento. A decisão do Supremo Tribunal federal diz que não pode ser reduzida a Proposta Orçamentária da Defensoria Pública elaborada de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)”, declarou o deputado Janduhy Carneiro.
De acordo com o parlamentar, a Emenda Constitucional 45/2004 deu um importante passo na valorização das defensorias públicas estaduais, ao prever que a elas deveriam ter asseguradas a autonomia funcional, administrativa e financeira.
“Diz o parágrafo 2º, do artigo 134, que a autonomia administrativa das defensorias lhes dá o direito de se governar, tomando as decisões administrativas que achar corretas, sem precisar de autorização prévia por parte de outros órgãos ou entidades. A autonomia financeira dava o direito a defensoria de decidir qual a proposta do seu orçamento, dentro do que prevê a Lei de Diretrizes Orçamentárias”, explicou.
Em 2014 a Defensoria Pública executou um orçamento no valor de R$ 72 milhões, 741 mil e 704. De acordo com a LDO vigente, o limite para a proposta orçamentária, a vigorar agora em 2015, é de R$ 90 milhões, 561 mil e 196. “O Governo do Estado, entretanto, desconsiderou a resolução federal e reduziu a proposta orçamentária da Defensoria Pública para R$ 50 milhões, 702 mil e 328. A Comissão de Orçamento, tentando dar à Defensoria Pública o mesmo percentual de correção dada ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça, aplicou ao orçamento de 2014 R$ 71 milhões, 641 mil e 794, percentual de 12,32%, e através da emenda de remanejamento Nº 310, no valor de R$ 22 milhões, 764 mil, aumentando a dotação da Defensoria para, R$ 80 milhões, 464 mil”, revelou o deputado.
O prefeito Luciano Cartaxo baixou um Decreto que institui a redução e otimização de gastos na Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Como forma de se adaptar à nova realidade imposta pela crise econômica que tomou o país nos últimos meses, o gestor decidiu aplicar medidas de diminuição das despesas, principalmente no que se refere a custeio e pessoal. Com os atos de austeridade, a gestão estima que R$ 102 milhões serão economizados anualmente.
“Nossa gestão tem se destacado pela entrega de obras que estão mudando para melhor avida de quem mais precisa. Devido à crise econômica, o ano de 2015 tem trazido muitos desafios, mas temos nos esforçado para superar esse momento difícil”, destacou o prefeito.
O Decreto, neste caso, assegura a continuação do planejamento, acompanhamento e execução de ações, garantindo a conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Com estas medidas, vamos poder garantir a manutenção das obras e serviços em andamento, garantindo que o povo de João Pessoa continue a ganhar em qualidade de vida”, explicou Luciano Cartaxo.
De acordo com o texto, todos os órgãos integrantes da administração municipal devem diminuir em no mínimo 20% as despesas com custeio e em 30% os gastos com cargos comissionados e gratificações, tomando como base os valores registrados em 31 de dezembro de 2014. Serão reduzidos os gastos com telefone, combustível, eventos, energia, diárias, passagens, locação de veículos, patrocínios e publicidade. Além disso, todos os contratos acima de R$ 1 milhão serão revisados.
O decreto passará a ter validade a partir da data de sua publicação no Semanário Oficial do Município.
A Prefeitura de Marcação realizou por meio da Secretaria Municipal de Ação Social a programação em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). O evento aconteceu as 09h00 da última quarta-feira (11), no centro da cidade e contou com as participações da vice-prefeita Eliselma Oliveira, secretária da pasta organizadora (Ação Social) – Ellys Oliveira, da secretária Saúde Lurdes Silva, da educação Avenys Soares, administração Alcione Figueiredo, coordenador do Creas George, assistente social Josefa Aragão, Psicóloga Rejane Sousa, vereadora Josa de Tramataia e o pastor Djací da Assembleia de Deus.
Mais de 200 mulheres compareceram ao encontro, participaram de palestras, receberam brindes, rosas e certificados entregues pelas autoridades e convidados presentes. A apresentação cultural do grupo de dança da Capoeira Palmares também fez parte do roteiro alusivo a programação, e, empolgou todos os presentes.
Após suas palavras de boas vindas, a vice-prefeita (Lili), que esteve representando o prefeito Adriano Barreto, comentou o verdadeiro papel que a mulher vem assumindo na sociedade, “pelo trabalho que desenvolve, procurando sempre construir em todos, o espírito de conquista e de solidariedade, lutando por uma sociedade ética e humanizada, assim são vocês mulheres”, disse.
A secretária de Ação Social Ellys Oliveira, acrescentou ainda que o objetivo maior do evento foi de levar as mulheres, as mães e convidadas a uma reflexão do quanto elas são importantes no meio em que estão inseridas. Ellys fez questão de lembrar que as secretarias fizeram um grande esforço para a realização do evento e contou com todo o apoio e incentivo do prefeito Adriano Barreto.
“Hoje é um dia muito especial para as mulheres de todo o mundo, especialmente para as mulheres de Marcação, a quem a gestão do prefeito Adriano Barreto tem dedicado esforço especial para atender as suas principais necessidades de cunho social, pois é uma data especialmente dedicada a esse ser batalhador e que não tem nada de frágil e sim de lutadora”, completou Ellys.
O coordenador do Creas, George, falou da importância dos serviços ofertados por parte da Secretaria de Ação Social do município, principalmente no Centro de Referência Especializado de Assistência Social, com trabalhos voltados também para o gênero feminino. No entanto ele enfatizou o medo que muitas das mulheres tem de denunciar seus companheiros, ou algum outro parente quando de agressões sofridas, fisicamente ou até, moralmente. Em nível de Estado, George lembrou que só no ano passado foram 104 mulheres assassinadas.
Programação foi bastante prestigiada pelas mulheres de Marcação
“O que eu quero dizer a vocês é que, no país existem meios para que vocês possam denunciar. Para que a polícia, órgãos reguladores como o Creas, para que possam dá uma assistência, é preciso que vocês denunciem. A violência domestica a violência contra a mulher ela não se resume ao marido, e sim, todo aquele eu está inserido no seio familiar”, pontuou.
O coordenador ressaltou ainda que as mulheres tem hoje a Lei da Maria da Penha e que elas podem procurar a delegacia mais próxima de sua residência para denunciar qualquer tipo de violência física ou moral, além das medidas preventivas, quando o companheiro ou o agressor pode se ausentar do lar, não se aproximar da vítima durante períodos, nem em certa determinada distância, frisou.
COMO TUDO COMEÇOU
No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, na cidade norte-americana de Nova York, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, há 100 anos, em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Pode-se dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no Executivo e Legislativo.
O Governo do Estado apresenta, nesta sexta-feira (13), aos deputados que integram a Frente Parlamentar da Água as obras do Canal Acauã-Araçagi. O secretário de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo, destaca que os parlamentares terão a oportunidade de conhecer a mais importante obra hídrica da Paraíba, que recebe investimentos de R$ 1 bilhão.
“Esse sistema adutor vai abastecer 38 municípios, garantir água para 600 mil pessoas e terá capacidade de irrigar 16 mil hectares, o que provocará mudanças significativas na economia da região”, argumentou João Azevedo, adiantando que 70% das obras do lote I, de 42,8 km, já foram concluídos. O sistema adutor terá extensão total de 112,4 quilômetros.
De acordo com o engenheiro fiscal da obra, Alexandre Machado, está prevista a apresentação da obra em data-show e em seguida a visita a várias frentes de trabalho, iniciando pela tomada d’água na barragem Acauã. Depois, os parlamentares percorrerão alguns quilômetros da obra, que inclui as tubulações e outras etapas da construção.
Cerca de 50 engenheiros atuam na obra considerada a transposição da Paraíba. São engenheiros nas áreas civil, mecânica, elétrica, ambiental, produção, projetos, hidráulica e segurança do trabalho. A obra emprega 1.000 operários, nos lotes I e II.
O canteiro de obras do lote I está localizado no município de Mogeiro. O sistema adutor receberá as águas da Transposição do São Francisco a partir da barragem Acauã, localizada no município de Itatuba. As obras do lote I, com 40,8 km abrangem as cidades de Itatuba, Ingá, Mogeiro, Itabaiana e São José dos Ramos. No lote I, ainda estão sendo construídas duas pontes sobre os rios Surrão e Ingá, e um aqueduto.
No lote II o canal passará por terras dos municípios de Sobrado, Mari, Sapé e Riachão do Poço. O canteiro de obras do lote 3 vai ser instalado entre Mamanguape e Araçagi, com obras nos municípios de Cuité de Mamanguape, Araçagi, Itapororoca e Curral de Cima, numa extensão de 30,58 km.
O canal tem trechos com largura de 120 metros em aberto que está recebendo revestimento impermeável. E trechos com 80 metros de largura por onde passam três tubos de 1,9 metros de diâmetro. A água seguirá os 112,4 km por gravidade média de três centímetros a cada quilômetro.