Manifestação em João Pessoa ficou concentrada no Busto de Tamandaré (Foto: Diogo Almeida/G1)
Manifestação em João Pessoa ficou concentrada no Busto de Tamandaré (Foto: Diogo Almeida/G1)
“Manifestantes fizeram passeatas contra a corrupção e a presidente. PM diz que 4 mil pessoas passaram pelo protesto na capital”.
Fotos: Hermes de Luna
Cerca de mil pessoas ocuparam a Praça da Bandeira, no Centro de Campina Grande, no início da tarde deste domingo (15) para protestar contra a forma de governo de Dilma Rousseff e pedir o impeachment da presidente. Os manifestantes criticaram os escândalos de corrupção envolvendo pessoas ligadas ao PT, partido de Dilma, e o atual momento da economia brasileira. Dentre as principais queixas, estavam os aumentos dos preços de combustíveis e da tarifa de energia elétrica.
Uma equipe da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) esteve no local para dar suporte à segurança do protesto. Até as 15h, ainda não havia policiais na Praça da Bandeira, mas o Comando da Polícia Militar garantiu que ia enviar profissionais para o local.
Os manifestantes saíram da Praça da Bandeira em passeata, passando pela rua Irineu Joffilly, com destino ao Açude Velho, onde se encerrou a manifestação. Por volta das 18h, os manifestantes começaram a se dispersar. O grupo utilizou bandeiras, faixas e carros de som. A manifestação foi pacífica e nenhum princípio de tumulto foi registrado.
Manifestação em João Pessoa ficou concentrada no Busto de Tamandaré (Foto: Diogo Almeida/G1)
Na Capital
Um grupo de aproximadamente 6 mil pessoas participa do protesto em João Pessoa. O trânsito foi fechado no sentido Centro-praia da Avenida Epitácio Pessoa, um dos principais corredores da cidade. A concentração do protesto é no Busto de Tamandaré, divisa das praias de Tambaú e Cabo Branco. Não houve passeata.
No Busto de Tamandaré, os manifestantes cantaram o hino nacional e esbravejam gritos de “Fora, Dilma”. Além disso, fazem duras críticas à corrupção na Petrobras, utilizando cartazes e bandeiras do Brasil. A previsão é de que a manifestação se estenda até as 20h. Equipes da Polícia Militar e Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) estão no local para garantir a segurança no protesto.
As manifestações contra o governo federal ocorrem em 22 estados do Brasil e no Distrito Federal. O protesto de maior destaque acontece em São Paulo, com cerca de 1 milhão de pessoas reunidas na Avenida Paulista, segundo a Polícia Militar.
Por Amanda Gabriel, Alisson Correia e Rafaella Gomes, via Portal Correio
Manifestação no Rio de Janeiro reúne milhares de manifestantes na orla da Praia de CopacabanaTânia Rêgo/Agência Brasil.
Ao menos 1,5 milhão de pessoas protestaram contra o governo federal neste domingo (15) em todos os Estados do país, além do Distrito Federal. O número de manifestantes em cada Estado foi divulgado pela Polícia Militar local.
São Paulo é o Estado com o maior número. Por volta das 15h40, a PM informou que 1 milhão de pessoas estavam reunidas na região da avenida Paulista, no centro da capital paulista. A cidade foi a única a registrar um incidente até o momento. Cerca de 20 manifestantes de um grupo denominado “Carecas do Subúrbio”, conforme escrito em suas camisetas, foram detidos. Com eles, foram encontrados rojões, bombas caseiras e soco inglês.
Em Ribeirão Preto (SP), outras 40 mil pessoas saíram às ruas. Em Campinas, foram dois atos: 10 mil e 25 mil.
No Paraná, cerca de 80 mil pessoas protestaram no centro de Curitiba. Em Londrina, o ato reuniu entre 35 e 40 mil pessoas.
Em Brasília, o protesto ocupou o Eixo Monumental, com cerca de 45 mil pessoas marchando em direção ao Congresso Nacional. A passeata saiu do Museu da República e se concentrou diante da sede do legislativo. Um cordão de policiais fez isolamento do Congresso para evitar invasões. Um carro de som “proibia” bandeiras vermelhas e de partidos políticos.
No Rio de Janeiro, 15 mil pessoas ocuparam a faixa de areia e a pista da orla de Copacabana e caminharam em direção ao Leme. Em uníssono, eles gritam frases como “Fora Dilma”, “o PT roubou” e “a nossa bandeira jamais será vermelha”.
Na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, 30 mil pessoas lotavam o local. Muitas usavam camisetas da seleção brasileira, enquanto outras pintaram os rostos em verde e amarelo e usavam apitos. O tráfego de veículos no entorno da praça foi fechado.
Em Goiás, cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto em Goiânia. A concentração começou na praça Tamandaré e seguiu a avenida 85.
Já em Porto Alegre, por volta das 15h30, a Polícia Militar estimava que cerca de 30 mil pessoas participavam do protesto. Os manifestantes, que se concentraram no parque Moinhos de Vento, marcharam rumo ao parque Farroupilha.
Em Salvador, os manifestantes marcaram encontro no Farol da Barra, onde 4.000 pessoas participaram do protesto pacífico. Boa parte usava cartazes para demonstrar a insatisfação com os rumos políticos do país.
Manifestação no Rio de Janeiro reúne milhares de manifestantes na orla da Praia de CopacabanaTânia Rêgo/Agência Brasil.
No Recife, os manifestantes saíram em passeata pela avenida Boa Viagem. A concentração começou às 9h, e a movimentação seguiu durante toda a manhã e tarde. O clima só esquentou quando algumas pessoas pediam uma intervenção militar, mas não foram bem recebidas. Segundo a PM, cerca de 8.000 pessoas estavam presentes na manifestação por volta das 11h.
Em Fortaleza, cerca de 6.000 pessoas participaram do protesto na praça Portugal. O protesto foi pacífico e contou com a presença de muitas crianças. Manifestantes também usaram bicicletas. O trânsito nas ruas do entorno foram fechadas para evitar problemas.
Ao menos 2.000 manifestantes participaram de ato na avenida Marechal Castelo Branco, na zona central de Teresina.
Em Manaus, cerca de 10 mil pessoas participaram do ato contra a presidente na praça Congresso, no centro da capital amazonense. Os líderes do movimento recolheram assinaturas para enviar aos legislativos cobrando o impeachment.
Em Belém, cerca de 7.000 pessoas se reúnem na praça da República, onde ocorre o protesto contra o governo –o mesmo local onde manifestantes se reuniram na sexta-feira (13) em ato de defesa da Petrobras.
Em Maceió, o protesto reuniu 10 mil no corredor Vera Arruda, na praia de Jatiúca. No local havia faixas com os dizeres “SOS Militares”, defendendo uma nova intervenção armada no país e dizendo que os militares “são os únicos que podem fazer a verdadeira reforma política.”
Em São Luís, cerca de 3.000 pessoas se concentraram na avenida Litorânea e fizeram um percurso de 6 km.
Em Aracaju, a manifestação ocorreu nos Arcos da Orla. As pessoas começaram a chegar por volta das 9h30 apenas, já que choveu no início da manhã na capital. Segundo a Polícia Militar, 600 pessoas participaram do movimento. Um painel foi montado para que as pessoas gravassem as marcas das mãos em verde e amarelo.
Também foram registrados atos em cidades de Rondônia, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amapá, Roraima, Mato Grosso e Acre.
Durante a ditadura militar (1964-1985) o Estado brasileiro restringiu as liberdades individuais e praticou diversas violações de direitos humanos. Pelo menos 434 pessoas foram mortas ou desapareceram por ação dos agentes da repressão. Segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, o número não leva em conta os camponeses e indígenas que também sofreram com a ação dos agentes da ditadura. A identificação dessas pessoas deverá aumentar o número de vítimas do regime militar.
Dilma pede manifestações pacíficas: “Sou de uma época em que não era possível se manifestar"
Neste sábado (14), a presidente Dilma Rousseff divulgou em sua página oficial no Facebook um vídeo no qual defende a “livre manifestação”. A livre manifestação é algo que o Brasil tem que defender”, declarou a petista. Dilma pede manifestações ‘sem violência’ neste domingo (15).
O Tiro de Guerra (TG – 07/001) reiniciou suas atividades de instrução na última quinta-feira (12) durante solenidade de abertura as 16h, com as presenças da diretora do órgão militar e prefeita de Rio Tinto Dudu de Brizola, dos vereadores Marcos Moura e Sélida Carvalho, além de representantes da Loja Maçônica, secretários e assessores do município e familiares dos novos atiradores. Os 45 soldados alistados no serviço militar para o ano de 2015, fizeram uma breve apresentação e cantaram o hino nacional juntamente com as autoridades e convidados.
Em seu primeiro ano na cidade de Rio Tinto, o subtenente Pompermayer falou do estilo e metodologia de trabalho que pretende apresentar durante os dois anos que estará a frente dos trabalhos no (TG 07/001).
“É claro que cada um coloca a sua cara, o seu método pessoal de trabalho, mas sempre seguindo as orientações do escalão superior que está previsto em manual. Sempre vai ter uma diferença, mas o objetivo final é sempre o mesmo. Soldados prontos para comporem a reserva do Exército Brasileiro”, afirmou.
Os atiradores também já receberam algumas instruções de Ordem Unida e a primeira parte do fardamento militar. As expectativas de todos são muito boas.
Já no terceiro ano no cargo de diretora do (TG), a prefeita Dudu de Brizola falou da alegria e da satisfação em participar da abertura do ano de instrução. “É uma grande satisfação a gente ter um Tiro de Guerra em nossa cidade, o que pudermos fazer em benefício desse Tiro Guerra estarei pronta para lutar com todas as forças possíveis para mantermos esta casa em nossa cidade”, ressaltou. A prefeita lembrou das dificuldades de logísticas que alguns (TG`s) estão enfrentando em outras regiões do país.
Prefeita Dudu de Brizola e vereadores participaram da solenidade de abertura do serviço militar
“Quando esses atiradores completarem as 40 semanas de serviços, eles serão outras pessoas. Terão uma cultura diferente, uma mentalidade e uma vida totalmente disciplinada”, considerou.
“A Prefeitura de Rio Tinto está de portas abertas para esta conceituada e respeitada instituição, assim, como já temos uma parceria firmada, onde colaboramos dando os apoios necessários a este (TG)”, disse a prefeita.
Em depoimento à CPI da Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que decreto editado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso permitiu a instituição de esquema de corrupção na estatal.
Segundo Cunha, o decreto que modificou a lei de licitações na empresa foi o “fato motivador” que resultou na formação de cartel e de irregularidades em contratos da estatal.
“No meu ponto de vista pessoal, a razão do esquema de corrupção na Petrobras se deu pela mudança da regra de licitações”, afirmou.
“Foi exclusivamente por decreto da Presidência da República, não foi na Presidência atual, foi ainda na época do governo de Fernando Henrique”, disse o presidente à CPI, acrescentando que o conceito da mudança visava dar agilidade para que a Petrobras pudesse competir internacionalmente.
“(O decreto) foi a porta aberta para que se permitisse instalar uma possível lista de privilegiadas na execução de obras e serviços na Petrobras”, acrescentou.
A CPI, assim como a Justiça, apuram a existência de esquema de corrupção na Petrobras envolvendo pagamento de propina em contratos de três diretorias, em benefício de políticos e partidos.
Cunha, assim como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), figura em lista de 49 pessoas –47 deles políticos, com ou sem mandato–, que passaram a ser investigadas a partir de autorização do STF após pedido de abertura de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na última semana, para apurar suposto envolvimento em esquema.
Cunha aproveitou seu depoimento para questionar o que considera uma condução política do caso pelo procurador-geral, afirmando que sua inclusão na lista ocorreu de foma “irresponsável e leviana”.
O presidente da Câmara sugeriu ainda que o Legislativo mude as regras para vedar a possibilidade de recondução ao cargo de procurador-geral. Atualmente, o procurador-geral depende do poder Executivo para condução à sua reeleição.
“Caberia a nós, até, mudarmos a legislação para vedar a recondução. Para dar isenção. Para ele, no exercício de sua função, não ter que agradar a quem quer que seja. Seja quem vai reconduzi-lo ou seja quem aprová-lo na Casa competente.”
Embora o clima na CPI fosse de elogios a Cunha –tanto de oposicionistas quanto de governistas –, alguns, como a deputada Maria do Rosário (PT-RS) discordou e disse não acreditar em politização dos atos do procurador.
Já o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), em coro com os que teciam elogios a Cunha, apresentou requerimento, qua ainda precisa ser votado, pedindo a quebra dos sigilos telefônicos de Janot e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Cunha, por sua vez, afirmou que não colocaria seus sigilos à disposição para não fazer “bravata” ou “constranger” outros investigados, que poderiam sentir-se na obrigação de fazer o mesmo. Ressaltou, no entanto, que sua declaração fiscal já é pública e que se a CPI assim entender, poderá quebrar os sigilos.
Atores fizeram vídeos em apoio aos protestos
Foto: Facebook/VemPraRuaBrasil.org / Reprodução
Atores fizeram vídeos em apoio aos protestos Foto: Facebook/VemPraRuaBrasil.org / Reprodução
“Basta de brigarmos entre nós. Vamos exigir de quem trabalha para a gente!”, diz a atriz Alessandra Maestrini
Não só os políticos da oposição têm convocado a população para ir aos protestos marcados para o próximo domingo (15), em diversas cidades brasileiras. Algumas celebridades também gravaram vídeos convidando seus fãs a comparecerem às ruas, para protestar contra o governo de Dilma Rousseff.
“As pessoas estão insatisfeitas. Não é dizer que a classe rica está insatisfeita, que é a classe média, não, a classe baixa… tá todo mundo insatisfeito”, afirma o ator Marcelo Serrado.
“Basta de brigarmos entre nós. Vamos exigir de quem trabalha para a gente! Aumentar os nossos impostos e, ao mesmo tempo, os próprios salários?”, indaga a atriz Alessandra Maestrini, em vídeo divulgado no Facebook.
Sede do HSBC em Curitiba (PR), mesma cidade onde o juiz Sergio Moro comanda as investigações da Lava-Jato
Foto: Divulgação / Wikipédia
“Donos de veículos de comunicação, jornalistas e até apresentador famoso estão entre os clientes do banco na Suíça”
Sede do HSBC em Curitiba (PR), mesma cidade onde o juiz Sergio Moro comanda as investigações da Lava-Jato Foto: Divulgação / Wikipédia
No escândalo Swissleaks, em que foi divulgada a lista de ditadores, políticos, estrelas de Hollywood, reis e executivos da Lava-Jato que, em 2006 e 2007, tinham contas numeradas no HSBC da Suíça, aparecem ao menos 22 empresários de mídia e comunicação, além de 7 jornalistas. O levantamento foi feito pelo jornal O Globo em parceria com o UOL.
Procurados, os empresários de mídia e jornalistas que aparecem na lista do HSBC negaram a existência das contas numeradas na Suíça ou qualquer irregularidade. Ter uma conta bancária na Suíça ou em qualquer outro país não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Os titulares também devem informar ao Banco Central quando o saldo for superior a US$ 100 mil.
No documento, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha, ao qual pertence o portal UOL. Aparecem na lista os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, que foi criada em 1990 e oficialmente encerrada em 1998. Em 2006/2007, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas, no período, ela estava inativa e zerada.
O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira informaram “não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.
Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho (1908-1983) e Roberto Marinho (1904-2003), aparece na lista. Horácio de Carvalho foi proprietário do extinto Diário Carioca. Roberto Marinho foi dono das Organizações Globo, hoje Grupo Globo, ao qual pertence O Globo. O nome de Lily surge nos documentos com o sobrenome de Horácio, seu primeiro marido, e o representante legal da conta junto ao HSBC é a Fundação Horácio de Carvalho Jr. Lily morreu em 2011.
Sobre a conta de Lily de Carvalho, viúva dos jornalistas Horácio de Carvalho e Roberto Marinho, o Grupo Globo não comenta.
Quatro integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, também tinham contas no HSBC na época em que os arquivos foram vazados. O Grupo Bandeirantes, de João Jorge Saad, informou, por meio de sua assessoria, que “não vai comentar o assunto”.
O apresentador de TV Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho e dono da “Rede Massa”, afiliada ao SBT no Paraná. O empresário, que tinha uma conta com sua mulher em 2006/2007, acumulava um saldo de US$ 12,5 milhões. O Grupo Massa, de Ratinho, afirmou: “Todos os bens e valores de Carlos Roberto Massa e Solange Martinez Massa foram devidamente declarados”.
Do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste”, estão Lenise Queiroz Rocha, Yolanda Vidal Queiroz e Paula Frota Queiroz (membros do conselho de administração). Elas tinham US$ 83,9 milhões em 2006/2007. Pelo Grupo Edson Queiroz, da TV Verdes Mares, Lenise Queiroz Rocha afirmou desconhecer a existência da conta. Luiz Fernando Ferreira Levy, ex-presidente da Gazeta Mercantil disse que não tinha conta:
– Nunca sequer fui correntista do HSBC no Brasil, muito menos na Suíça.
Luiz Fernando Ferreira Levy (1911-2002), que foi proprietário do jornal “Gazeta Mercantil”, que não existe mais, teve conta no HSBC em Genebra entre os anos de 1992 a 1995.
Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa (Rede Transamérica), tinha US$ 120,6 milhões. O Grupo Alfa, de Aloysio de Andrade Faria, afirmou que não tinha “nada a declarar”.
Dorival Masci de Abreu (morto em 2004), que era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), foi correntista da instituição financeira na Suíça entre 1990 a 1998. A família de Dorival Masci de Abreu, que era proprietário da rede CBS de rádios, disse, por meio de assessoria, que não se manifestará.
João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM, no Paraná, tinha conta ativa em 2006/2007. O saldo era de US$ 167,1 mil. Julieta, mulher de João Lydio Seiler Bettega, da Curitiba e Ouro Verde FMs, afirmou que o casal nunca teve conta na Suíça e que é correntista do banco em Curitiba. Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, foi procurado por e-mail enviado para sua diretoria dele, mas não respondeu.
Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, que tem a TV e a rádio Tribuna (no Espírito Santo e em Pernambuco) e o jornal “A Tribuna” tinha duas contas no período a que se refere os documentos. O saldo delas era de US$ 4,4 milhões e US$ 5,6 milhões.
Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), fundador do antigo Grupo Manchete, fechou sua conta no ano 2000. Anna Bentes, mulher de Adolpho Bloch, não foi encontrada.
Os sete jornalistas que aparecem nos registros do HSBC são Arnaldo Bloch (“O Globo”), José Roberto Guzzo (Editora Abril), Mona Dorf (apresentadora da rádio Jovem Pan), Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines. Fernando Luiz Vieira de Mello (1929-2001), ex-rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999.
O jornalista Arnaldo Bloch afirmou:
– Nunca tive conta no HSBC, no Brasil ou no exterior. De 1991 a 1994 fui correspondente da Manchete em Paris. Recebia meu salário em remessas enviadas através do Banco do Brasil e depositadas no banco francês Crédit Lyonnais. Quando retornei ao Brasil, em 1994, mantive a conta aberta com saldo irrisório. Quando o recurso findou, em 1999, recebi aviso de que a mesma fora encerrada. Não entendo que relação isso possa ter com a lista de correntistas do HSBC.
Já o jornalista José Roberto Guzzo disse que “nunca teve conta no HSBC da Suíça em qualquer outra época”. Mona Dorf, da Jovem Pan, foi procurada, por meio de sua assessoria, mas não respondeu.
Alberto Dines informou que três dos seus quatro filhos (Arnaldo, Debora e Liana) “moram fora do Brasil há pelo menos 30 anos”. Por essa razão, não declaram imposto de renda no Brasil. O único filho que vive no Brasil (Alexandre) é apenas beneficiário das contas bancárias na Suíça.
O jornalista Fernando Vieira de Mello afirmou que nem ele ou o pai foi titular de conta no HSBC suíço.
Esta foi a terceira reportagem da série. A primeira mostrou envolvidos em escândalos, e a segunda falou a contravenção no Rio.
Manifestantes gritaram palavras de ordem contra 'mídia golpista no Brasil'
Manifestantes gritaram palavras de ordem contra ‘mídia golpista no Brasil’
Mais de 4 mil pessoas participaram na tarde desta sexta-feira (13) do ato em defesa da democracia, direitos trabalhistas, Petrobrás, e contra as manifestações em defesa do impeachment da presidente, organizado para o próximo domingo (15).
“Queremos a Petrobras, nossa soberania; queremos nosso governo, nossa democracia”. Foi com esse verso que os repentistas deram início às manifestações de apoio a presidente Dilma Rousseff na Presidência do Brasil, no anel interno do Parque Solon de Lucena, a Lagoa, no Centro da Capital.
A Polícia Militar estima que 3 mil tenham participado do ato público. Os protestos tiveram exibição de faixas, mensagens, bandeiras e utilizaram um carro de som com repentistas que entoaram versos para conduzir a manifestação.
O evento contou com a participação de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Brasil, Estudantes, (MST), (LGBT), seguimentos religiosos, entre outros. Participantes do levante deixaram claro que não concordam com as alterações trabalhistas implementadas pela presidente.
De acordo o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, a manifestação foi em defesa da classe trabalhadora, da Petrobras como instituição, da democracia e da reforma política democrática e popular.
“Vamos sair em defesa da Petrobras. Ela é a empresa que mais investe no nosso país e nós não podemos deixar que continue acontecendo o que está acontecendo com ela”, disse.
Segundo a organização do movimento, caravanas de cerca de 20 cidades da Paraíba participaram do manifesto. Eles seguiram com apoio de carros de som pela avenida Presidente Getúlio Vargas, onde fica o Liceu Paraibano, fizeram o retorno à Lagoa, seguiram pelo Anel Externo, rua Diogo Velho, avenida Pedro II, Praça dos Três Poderes e concluíram no Ponto de Cem Réis, por volta das 19h.
Em João Pessoa, a segurança foi feita pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal; agentes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) reorganizaram o trânsito e orientaram motoristas sobre desvios.
Participantes
A movimentação ocorre em todo o Brasil e é organizada pela CUT, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central de Movimentos Populares (CMP), Levante Popular da Juventude, Campanha do Plebiscito Constituinte, Movimento Nacional das Populações de Rua (MNPR), Fora do Eixo Mídia Ninja (FDE) e Marcha Mundial das Mulheres (MMM).
Integrantes de movimentos sociais lotaram a Avenida Paulista em São Paulo
247 – As manifestações em defesa da democracia, do governo Dilma Rousseff, da Petrobras e a favor dos direitos trabalhistas, puxadas pela CUT, MST e UNE, movimentaram 24 Estados e o Distrito Federal nesta sexta-feira (13). As bandeiras com o nome da presidente eram frequentes e os discursos contra qualquer possibilidade de golpe e de um impeachment dominaram todos os atos. Em São Paulo, onde ocorreu a maior movimentação, mais de 40 mil pessoas foram às ruas, segundo dados do Datafolha. A grande adesão aos atos de hoje surpreendeu até o governo, que temia conflitos com grupos contrários a Dilma, mas todas as manifestações foram pacíficas. Mesmo que a marcha deste domingo (15), capitaneada pela oposição seja bem-sucedido, os atos deste 13 de março revelam que o governo da presidente Dilma tem um forte bloco de apoio e que qualquer iniciativa golpista será rechaçada nas ruas. Em outras palavras, é possível dizer que o golpe morreu.
Em São Paulo, onde ocorreu a maior concentração, com 41 mil pessoas, mesmo sob muita chuva, os ativistas gritam palavras de ordem como “não vai ter impeachment, não” e “fica Dilma”. As pautas dos movimentos foram a defesa dos direitos dos trabalhadores, a defesa da democracia e o repúdio ao impeachment, contra a privatização da Petrobras e a punição dos corruptos juntamente de uma reforma política que acabe com o financiamento empresarial de campanha.
“A CUT e os movimentos estão habituados a construir suas reivindicações nas ruas, e o faremos sempre que a democracia estiver em perigo. Sempre que houver aqueles que não aceitam a vontade da maioria, nós estaremos nas ruas fazendo enfrentamento pelos nossos direitos“, disse Vagner Freitas, presidente da CUT, que disse que este é apenas o primeiro de outros atos.
Segundo ele, o movimento social saiu às ruas para apoiar a presidente Dilma Rousseff e pressionar pelos direitos dos trabalhadores. “Ela precisa de aliança com os movimentos sociais, operários, trabalhadores”, disse. “Ela tem as dificuldades de um governo muito heterogêneo, um congresso conservador, e que fica impulsionando a presidenta a tomar medidas impopulares, que não condizem com o discurso com que ela se elegeu”, afirmou.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, disse que os atos convocados pela CUT e o MST em defesa da democracia funcionaram como um marco em relação ao programado para o domingo contra o governo de Dilma Rousseff. Florisvaldo admitiu que a cúpula do PT chegou a sugerir que os organizadores cancelassem as manifestações desta sexta-feira. Mas hoje reconhece que a iniciativa foi importante. “Ficou demarcado que os golpistas estão do lado de lá”, disse ele.
Mesmo diante da força do ato, o senador Álvaro Dias (PSDB), um dos maiores apoiadores do golpe, disse ao Jornal Nacional que as manifestações foram “fracasso de público” e “prova da impopularidade do governo Dilma”.
No Rio
No Rio de Janeiro, cerca de 1 mil pessoas participaram do ato. Os manifestantes caminharam em direção à sede da Petrobras, onde o grupo fez um abraço simbólico e cantou o Hino Nacional na porta do edifício. Em seguida, gritaram “viva Dilma”. Após alguns minutos na frente do prédio, alguns manifestantes voltarão para a Cinelândia. Outros continuaram no local. João Pedro Stédile, líder do MST, se disse feliz com o que chamou de “jornada cívica em todo o país”.
O ativista defendeu a presença do povo nas ruas, conforme pedido feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ato recente na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). “A rua é o único espaço em que o povo pode discutir política. O Parlamento é dos deputados, os palácios são dos eleitos. A rua é democrática e da paz. Quem é violento no Brasil sempre foram os poderosos. A elite que não aceita repartir com os trabalhadores a riqueza e o poder.”
Em Brasília
A manifestação a favor da presidente Dilma e contra a política econômica dela, convocada pela CUT, reuniu cerca de mil pessoas, segundo a PM, e os manifestantes, em Brasília. Os integrantes do movimento se encontraram na rodoviária da capital sob forte vigilância da polícia. As palavras de ordem eram a favor da presidente, contra o golpe, mas também contrárias ao ajuste fiscal, atribuído ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ao longo de toda a tarde não foram registrados confrontos.
Manifestações no Nordeste
As manifestações do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Democracia, da Petrobras e pela Reforma Política ocorreram também em estados das regiões Norte e Nordeste, onde foram organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e tiveram participação de entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em Salvador, o ato ocorreu na parte da manhã e teve a presença do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli. Em discurso, assim como tinha feito ao depor ontem (12) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Gabrielli voltou a dizer que os desvios de recursos da empresa, investigados pela Operação Lava Jato, não tinham como ser detectados. “A Petrobras é uma empresa séria, que tem um sistema de controle. Portanto, não poderia capturar nos seus mecanismos de controle o comportamento criminal de alguns, que fizeram conluio e os comportamentos inadequados fora da companhia.”
Em Fortaleza, a manifestação ocorreu na Praça da Imprensa, no bairro Aldeota. Os participantes seguiram em passeata pela Avenida Desembargador Moreira e pediram também reforma política. Segundo a Polícia Militar, cerca de 500 pessoas participaram do ato. Representantes da CUT, que organizou a manifestação, estimaram que aproximadamente 3 mil pessoas estiveram presentes.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, as manifestações foram pacíficas e não houve registro de incidentes. Os policiais acompanharam os manifestantes, que seguiram da Praça da Imprensa até a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.
Em Alagoas, 5 mil pessoas, segundo a CUT local, e 1.800, de acordo com a Polícia Militar, participaram de uma passeata pelas principais ruas de Maceió. A manifestação teve a presença de caravanas do interior do estado. O ato teve início às 9h e terminou às 13h30. Segundo a polícia, não foram registradas ocorrências.
No Acre, por causa da enchente que atinge parte da capital em função do transbordamento do Rio Acre, a manifestação ficou restrita aos locais de grande circulação de pessoas, como áreas comerciais e o Terminal Urbano de Rio Branco. De acordo com a representação da CUT no estado, 50 pessoas participaram do ato.
No Amapá, a forte chuva que atingiu pela manhã a capital, Macapá, obrigou a organização do movimento a alterar a programação. Em vez de percorrer algumas ruas da cidade, os manifestantes se concentraram, das 8h às 12h, na Praça da Bandeira. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a CUT.
Em Belo Horizonte, a CUT informou que a manifestação começou por volta das 16h, saido da Praça Afonso Arinos rumo à Praça Sete. Além da CUT e de outras centrais de trabalhadores, o MST e outros movimentos sociais e estudantis participaram do ato. A CUT estima que cerca de 5 mil pessoas tenham participado da mobilização.
Por Sebastião Gerbase (Basinho) - basinhocoms@zipmail.cbom.br
Era finalzinho de 2007, quando, inspirado no desabrigar de uns marimbondinhos que moravam em meu terraço, e relacionando-os com alguns “guerreiros” que também se encontravam desabrigados, graças ao fechamento do Bar do Edmilson, em Mamanguape, fiz uma crônica denominada “OS ARIPUÁS”. Teve uma repercussão, por que os frequentadores do extinto bar eram, em sua maioria, pessoas influentes da sociedade local.
De repente surgiu a ideia de se criar um Bloco Carnavalesco, denominando-o de OS ARIPUÁS.
O bloco foi criado e aceito pela sociedade, tanto é que estava crescendo ano a ano. E estava em boas mãos. Na condição de um dos seus fundadores, também estiva lá por um período, porém, por conveniência, há tempo me ausentei. O último carnaval não desfilou. Não me consta que, para tanto, tenham dado satisfação à sociedade. Mas isso – digamos – não é da minha conta.
Outrossim, nada do que eu disse, até agora, nos impede de projetar a criação de outro bloco. As pessoas na rua estão cobrando. Cobrando de mim, de você, de nós. Carnaval é coisa nossa. É alegria do povo.
Pois bem, o novo bloco 2016, se depender de mim, já está criado. Falta apenas à gente nos reunir, escolher um nome sugestivo, formar uma diretoria e registrar em órgão competente, começar a divulgar, providenciar uma cede provisória, criar sua logomarca e o hino oficial do bloco, identificar despesas e encontrar as receitas, distribuir tarefas e cair em campo: Confeccionar camisas, camisetas, bonés, adesivos, CDs, etc.; Comunicar e solicitar apoio das autoridades constituídas. Temos um pouco menos de um ano disponível para nos envolver, cuidadosamente, sem muita pressa, nesse projeto, e assim conquistar credibilidade e angariar apoios.