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sábado, 25 julho 2026
                          
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Gilma Germano pode mudar do PPS para o PSB, afirma Buba Germano

A ex-deputada estadual e atual secretária-executiva da Mulher e da Diversidade Humana do Estado, Gilma Germano (PPS) pode estar de malas prontas para o partido do governador, o PSB.

Quem afirma isso é o deputado estadual e marido da secretária, Buba Germano (PSB), ele afirmou que convidará Gilma para compor forças no Partido Socialista Brasileiro.

“Este convite faz parte de uma estratégia de fortalecimento do PSB no interior do estado. A executiva se reúne hoje, em João Pessoa, e um dos assuntos que vamos tratar é justamente este fortalecimento no interior”, afirmou o deputado estadual em entrevista a imprensa.

O objetivo é fortalecer o PSB na região de Picuí, e Gilma seria um nome forte para a região. “Por isso vamos convida-la, queremos reforçar o partido em todas as regiões, e, em especial, na nossa”, concluiu.

João Thiago

Datafolha: 82% dos manifestantes de domingo votaram em Aécio Neves

Ronaldo fenômeno participou das manifestações contra governo
Ronaldo fenômeno participou das manifestações contra governo
Ronaldo fenômeno participou das manifestações contra governo

São Paulo – Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira traçou o perfil dos manifestantes que foram para a rua no domingo, em protesto contra a presidente Dilma Rousseff. Segundo o levantamento, 82% dos manifestantes disseram ter votado em Aécio Neves (PSDB), candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a pesquisa, 74% dos que foram para a rua em São Paulo nunca tinham participado de uma manifestação antes. Pelas contas do Datafolha, o protesto de domingo teve 210 mil pessoas. O instituto afirma ainda que 76% dos que lotaram a avenida Paulista no domingo tinham curso superior, e 68% tinha renda igual ou superior a 5 salários mínimos.

Ainda segundo o jornal, o principal motivo de protesto para a maioria dos manifestantes foi a corrupção – 47% foram para a rua contra os desvios de dinheiro público. O segundo principal motivo foi o impeachment da presidente Dilma, que mobilizou 27% dos participantes.

O perfil dos manifestantes foi diferente do encontrado na mesma avenida na sexta-feira, dia 13 de março, quando a Paulista recebeu uma manifestação organizada por CUT, MST e UNE, entre outras entidades.

O Datafolha também traçou o perfil de quem se manifestou nesta data, e encontrou uma maioria de eleitores de Dilma Rousseff — 71% disseram ter votado na petista no segundo turno das eleições de 2014.

Segundo o instituto, o protesto de sexta reuniu 41 mil pessoas, sendo que 48% participavam de uma manifestação pela primeira vez.

Outra diferença é em relação à renda dos manifestantes. No protesto do dia 13, 62% das pessoas tinham renda de até 5 salários mínimos e apenas 33% recebiam acima deste valor.

Dentre esses manifestantes, o principal motivo para ir às ruas foi protestar contra a perda de direitos trabalhistas — 25% foram ao ato por este motivo. A reivindicação de um aumento para os professores mobilizou 22% dos manifestantes, e a reforma política, 20%.

Apesar das diferenças, os dois grupos tinham pontos em comum. Segundo a Folha, a democracia foi defendida pelos manifestantes nos dois dias. Ambos também criticavam o Congresso Nacional. Dentre os que marcharam na sexta-feira, 61% avaliaram o Legislativo como ruim ou péssimo. No domingo esse número subiu para 77%.

Da redação

Exame

Em Mamanguape: homem relata ameaças em emissora de rádio e é morto horas depois

Jovem relata ameaças em emissora de rádio e é morto a tiros horas depois
Polícia Militar informou que o jovem sofria ameaças após danificar motocicleta de mulher em acidente; ele apelou à mídia antes de denunciar o caso às autoridades.
Polícia Militar informou que o jovem sofria ameaças após danificar motocicleta de mulher em acidente; ele apelou à mídia antes de denunciar o caso às autoridades.

O jovem Edilson Carlos da Silva, de 27 anos, foi assassinado a tiros na cidade de Mamanguape, no Litoral Norte, a 62 km de João Pessoa, na tarde desta segunda-feira (16). Segundo o capitão Alberto Filho, comandante do Batalhão de Polícia Militar do município, a vítima teria ido à emissora de rádio Correio do Vale FM, componente da rede Correio Sat, para denunciar que estaria sofrendo ameaças.

“Ele pegou uma moto emprestada de uma mulher e o veículo foi danificado em um acidente. A mulher pediu que ele pagasse pelo transtorno e ele alegou que não teria condições. Sendo assim, ele disse que a dona da moto passou a ameaçá-lo”, afirmou o capitão.

Ainda segundo o policial, na noite desse domingo (15), a mulher teria feito mais uma ameaça e dito que mandaria um ‘pessoal’ resolver o assunto. Diante desse fato, o jovem partiu para a rádio na manhã seguinte, antes mesmo de informar as autoridades.

“Ele não procurou a Polícia Militar ou Civil e preferiu divulgar o caso na mídia. Enquanto ele fazia as acusações, a mulher chegou no estúdio da rádio para se defender. Os dois trocaram ofensas verbais”, contou Alberto Filho.

O jovem foi assassinado na Rua da Areia, Bairro Areal. De acordo com a PM, ele sofreu três disparos de arma de fogo. Ainda não havia suspeitas concretas pelo crime.

“A gravação do programa de rádio será encaminhada para o delegado local, que procederá com as investigações. Existe, inclusive, a possibilidade de que alguma outra pessoa, sabendo que a vítima acusava a mulher, poderia ter se aproveitado da situação para cometer o assassinato e tentar ficar livre da culpa”, concluiu Alberto Filho.

Por Gustavo Medeiros, do Portal Correio

Ônibus são incendiados em Natal; Secretaria apura ordem de presídios; veja fotos

Ônibus incendiado na Avenida Hermes da Fonseca, em Petrópolis

Terceiro incêndio ocorreu no terminal do Golandim (Foto: Divulgação/Polícia Militar do RN)

“Até as 21h, quatro ataques foram registrados na região metropolitana. Governo investiga relação com onda de rebeliões em unidades prisionais”.

Uma série de ataques a ônibus foi iniciada na tarde desta segunda-feira (16) na Grande Natal. Até o momento, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte registrou quatro ocorrências nos mesmos moldes. De acordo com a PM, criminosos ordenaram que funcionários e passageiros deixassem os veículos e atearam fogo nos ônibus. A cena se repetiu no bairro Petrópolis, na Zona Leste; no conjunto Vale Dourado, na Zona Norte; no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana; e em Parnamirim, também na Grande Natal.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) apura se os ataques têm relação com a onda de rebeliões que ocorrem desde a semana passada nos presídios do estado. O governo do Rio Grande do Norte decretou situação de calamidade do sistema prisional do estado por causa dos motins. Sete unidades prisionais tiveram celas quebradas e colchões queimados em rebeliões na quarta (11), quinta (12), sexta (13) e nesta segunda.

Leia mais: Governo do RN decreta calamidade após onda de rebeliões em presídios

Detentos destruíram seis celas do CDP da Ribeira (Foto: Kléber Teixeira/Inter TV Cabugi)
Detentos destruíram seis celas do CDP da Ribeira
(Foto: Kléber Teixeira/Inter TV Cabugi)

Em entrevista à InterTV Cabugi, a secretária de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, Kalina Leite Gonçalves, afirmou que não vai negociar com os presos. “O que o poder público tem que fazer é garantir os direitos constitucioniais. Agora, nenhuma possibilidade de negociação com preso”, disse.

Os ataques levaram as empresas de ônibus a recolher a frota de veículos mais cedo, conforme a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal. A secretária estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Kalina Leite, autorizou os táxis a realizarem lotações durante a noite e madrugada para atender a população. O Sindicato dos Rodoviários do Rio Grande do Norte informou que os ônibus começarão a circular às 5h desta terça.

O primeiro ataque foi registrado no conjunto Vale Dourado, onde quatro homens atearam fogo em um ônibus na Avenida Santarém. O incêndio foi evitado pelos próprios passageiros, que utilizaram extintores para conter as chamas. Os suspeitos do crime fugiram sem serem identificados.

Ônibus incendiado na Avenida Hermes da Fonseca, em Petrópolis
Ônibus incendiado na Avenida Hermes da Fonseca, em Petrópolis

A Polícia Militar registrou o segundo incêndio de ônibus no bairro Petrópolis, na Zona Leste de Natal. O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, major Antônio Marinho, informou que o crime foi cometido por três homens. “Um deles estava armado e mandou o motorista e os passageiros descerem, dizendo que só queria o ônibus. Os outros dois jogaram gasolina e atearam fogo”, afirma o major. Os responsáveis pelo incêndio fugiram a pé e não foram identificados. Ninguém ficou ferido com as chamas.

O terceiro caso foi no terminal do bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante. O major Manoel Kennedy, comandante do 4º Batalhão da PM, relatou que criminosos ordenaram a saída de passageiros e funcionários do ônibus antes de incendiarem o veículo e fugirem. Por último, um microônibus foi incendiado na BR-101, em Parnamirim, na Grande Natal.

Carro da PM

Um carro da Polícia Militar do Rio Grande do Norte foi incendiado na noite desta segunda-feira (16) na zona Oeste de Natal. O veículo estava dentro de uma oficina na avenida Amintas Barros, no bairro do Bom Pastor. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.

“O carro estava parado dentro da oficina porque passa por conserto. Alguém descobriu isso, entrou no local e ateou fogo nela”, informou a assessoria da Sesed. Não se sabe qual o tamanho da destruição do veículo e quem ateou fogo nele.

Rebeliões

Alcaçuz enfrenta rebeliões de presos há mais de uma semana
Alcaçuz enfrenta rebeliões de presos há mais de uma semana

A onda de rebeliões nos presídios começou na última quarta-feira. Os motins continuaram na quinta, sexta e nesta segunda, atingindo até agora sete unidades prisionais do Rio Grande do Norte. As grades e celas dos pavilhões foram quebradas e em alguns casos os detentos foram levados para as quadras dos presídios.

Após a onda de rebeliões, o governo anunciou a exoneração do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Zaidem Heronildes da Silva Filho. A Sejuc será comandada interinamente pela delegada de Polícia Civil Kalina Leite Gonçalves, que já responde pela Sesed.

Foram alvos de ataques o Centro de Detenção Provisória de Potengi, na Zona Norte; Centro de Detenção Provisória da Ribeira, na Zona Leste; a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP); o Complexo Prisional João Chaves, na Zona Norte; o Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, na Zona Norte; e o Centro de Detenção Provisória (CDP) da Zona Norte.

Força Nacional

A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social informou que foi solicitado apoio da Força Nacional em virtude da onda de rebeliões no sistema prisional. O reforço federal, segundo a assessoria da Sesed, pode chegar a 300 homens, que devem começar a chegar a partir desta terça-feira (17). Além do reforço de pessoal, dois helicópteros cedidos pelo Ministério da Justiça chegam a Natal também nesta terça.

A assessoria acrescentou que o decreto de calamidade para o sistema penitenciário será publicado no Diário Oficial do Estado desta terça. A decisão permite que medidas de emergência sejam adotadas e determina a criação de uma força tarefa. A Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania fica responsável por designar uma comissão especial de licitação, que deve acompanhar todos os processos e decisão a serem adotadas.

A força tarefa deverá apresentar ao governador Robinson Faria, a cada 30 dias, um relatório circunstanciado das atividades. As medidas da situação de calamidade foram propostas após a apreciação do relatório de Situação e Diagnóstico, e consideram a destruição por parte dos rebelados de mil vagas divididas entre Alcaçuz (450), Penitenciária Estadual de Parnamirim (250) e Cadeia Pública de Natal (300).

Presídios danificaram estruturas de presídios (Foto: Divulgação/Sejuc-RN)
Presídios danificaram estruturas de presídios
(Foto: Divulgação/Sejuc-RN)

MP investiga falta de vagas

O Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou inquérito civil para investigar a falta de vagas nos presídios do estado. O inquérito vai apurar medidas usadas pelos órgãos públicos responsáveis pela gestão do sistema penitenciário estadual. Segundo o MP, não há unidades prisionais suficientes no estado.

De acordo com o MP, a população carcerária no RN é de, aproximadamente, 7.650 pessoas e o Estado disponibiliza cerca de 4 mil vagas. Devido à recente série de rebeliões nos presídios, o órgão investigará as condições estruturais das unidades prisionais e a gestão do sistema penitenciário.

A “grave ineficiência funcional dos agentes públicos responsáveis pela gestão deste sistema” é citada na publicação do Diário Oficial local como um dos principais motivos para a superpopulação carcerária.

Felipe Gibson, Fred Carvalho e Carlos Cruz

Do G1 RN

Governo do RN decreta calamidade após onda de rebeliões em presídios

Governo do estado decretou calamidade após onda de rebeliões (Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi)
Governo do estado decretou calamidade após onda de rebeliões (Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi)
Governo do estado decretou calamidade após onda de rebeliões (Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi)

“Decisão será publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (17). Seis unidades prisionais foram alvo de motins desde a semana passada”.

O governo do RN decretou situação de calamidade do sistema prisional do estado devido a onda de rebeliões desencadeada em vários unidades prisionais. O decreto nº 25.017 do Diário Oficial desta terça-feira (17) ainda institui força tarefa para tentar controlar a situação no presídios.

A decisão permite que medidas de emergência sejam adotadas como forma de restabelecer a normalidade do sistema. A força tarefa autoriza a adotação e execução de medidas urgentes como construção, restauração das unidades parcialmente destruídas, reformas, adequações e ampliações com objetivo de criação de novas vagas.

À força tarefa caberá também a contratação emergencial de projetos construtivos; nomeação de agentes penitenciários aprovados no último concurso público para atendimento dos serviços de vigilância e estabelecimento de relações administrativas com órgãos federais para concessão de financiamentos. A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania fica responsável por designar uma comissão especial de licitação, que deve acompanhar todos os processos e decisão a serem adotadas.

A Força Tarefa deverá apresentar ao governador Robinson Faria, a cada 30 dias, um relatório circunstanciado das atividades. As medidas da situação de calamidade foram propostas após a apreciação do relatório de Situação e Diagnóstico, e consideram a destruição por parte dos rebelados de mil vagas divididas entre Alcaçuz (450), Presídio Estadual de Parnamirim (250) e Cadeia Pública de Natal (300).

O governo do estado solicitou ao Ministério da Justiça apoio para a solução dos problemas do sistema prisional. Também foi solicitado o auxílio da Força Nacional e do Departamento Penitenciário Nacional, Depen.

Da redação, com G1RN

“Valeu a pena lutar pela liberdade”, diz Dilma sobre protestos

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de sanção do Código de Processo Civil. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de sanção do Código de Processo Civil. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de sanção do Código de Processo Civil. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente DIlma Rousseff (PT) se emocionou em discurso durante solenidade para sanção do novo Código de Processo Civil ao falar dos protestos do final de semana. “Nunca mais no Brasil nós vamos ver pessoas, ao manifestarem sua opinião, seja contra quem quer que seja, inclusive a Presidência da República, sofrerem quaisquer consequências (…) valeu a pena lutar pela liberdade. Valeu a pena lutar pela democracia. Este país está mais forte que nunca”, afirmou Dilma, com a voz embargada.

Esta foi a primeira vez que Dilma se manifestou sobre os protestos realizados no último domingo (15), quando pelo menos dois milhões de pessoas saíram às ruas de diversas cidades brasileiras em manifestações contra o governo da presidente.  Houve protestos em todos os Estados do Brasil e no Distrito Federal. Somente em São Paulo, pelo menos 1 milhão de pessoas, segundo a PM, ou 210 mil, conforme o Datafolha, protestaram contra a presidente. 

Dilma disse ainda que “muitos da minha geração deram a vida para que o povo pudesse ir às ruas se expressar”. “Eu, particularmente, participei e tenho a honra de ter participado dos processos de resistência da ditadura. Como outros brasileiros, sofremos as consequências da resistência para ver esse país livre da censura e da opressão, da interdição da liberdade de expressão”. 

Dilma fez um discurso de união e afirmou que, apesar dos protestos, ela deverá presidir o país para “203 milhões de brasileiros”. “O meu compromisso é governar para os 203 milhões de brasileiros. Sejam os que me elegeram, sejam os que não votaram em mim. Sejam os que participam das manifestações, seja os que não participam”, afirmou.

“Vamos dialogar com todos. Com humildade, mas com firmeza. […] Ouvir é a palavra, dialogar é a ação”, disse. “No dia em que celebrávamos 30 anos do retorno à democratização, tivemos nesse dia e na sexta-feira uma inequívoca demonstração de que o país de agora é um país democrático que convive para pacificamente com manifestações, ao contrário de muitos países no resto do mundo”. 

O termo “humildade” também foi usado pela manhã pelos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Eduardo Braga (Minas e Energia), em entrevista coletiva após reunião do gabinete de governo realizada na manhã desta segunda-feira (16).

“O que nós queremos (…) é um país que, diante de convites a aventuras e a rupturas da normalidade política, escolhe o caminho da democracia e do respeito de todos os princípios constitucionais; um país que, amparado na separação, independência e harmonia dos poderes, na democracia representativa, na livre manifestação popular nas ruas e nas urnas, se torna cada vez mais impermeável ao preconceito, à intolerância, à violência, ao golpismo e ao retrocesso”, discursou a presidente. “É com a democracia que se vencerá o ódio, é com a democracia se combaterá corruptores e corrompidos”.
 

A presidente voltou a defender os ajustes econômicos que seu governo tenta implementar em seu segundo mandato. Segundo ela, as medidas são resultado da exaustão das medidas anti-cíclicas adotadas pelo governo desde o início da crise econômica internacional, em 2008.

Sobre corrupção, ela afirmou que não há setor imune a desvios.

A corrupção não nasceu hoje. Não só é uma senhora bastante idosa nesse país como não poupa ninguém. Pode estar em qualquer área, inclusive no setor privado”. Ela disse que o dinheiro possui “poder corruptor” e que é necessário ter mecanismos de vigilância e fiscalização para combater desvios.

Da redação, com UOL

Dilma: governo errou ao deixar setor privado controlar matrículas do Fies

Ao comentar as manifestações de ontem (15) contra o governo, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que o governo errou ao deixar que o setor privado controlasse as matrículas feitas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, a presidenta disse que cometem-se erros em qualquer atividade humana. Ela admitiu inclusive a possibilidade de o governo ter cometido algum erro na condução da política econômica, mas pediu que sejam apontados os momentos em que ela não foi humilde para que possa avaliar se se tem razão.

Logo depois, Dilma lembrou de um erro cometido pelo governo: “quem controlava as matrículas era o setor privado. Esse é um erro que cometemos, detectamos, voltamos atrás e estamos ajustando o programa. Antes, as matrículas eram feitas diretamente com as instituições, agora elas vão ter de passar pelo governo”.

A presidenta garantiu, no entanto, que esse erro não é culpa do setor privado, já que esse controle é feito em outras áreas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Desde que foram publicadas, no final do ano passado, alterações nas regras do Fies, o fundo tem sido alvo de embate entre governo e instituições privadas. Restrições de qualidade e de valores foram impostas à oferta de financiamento. Estudantes não estão conseguindo renovar contratos com instituições que tiveram reajustes nas mensalidades acima de 6,4% e estão enfrentando um sistema congestionado para novos financiamentos.

Sobre a exigência de nota mínima, de 450 pontos em média, nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a presidenta defendeu a medida, e disse ser inaceitável alguém que tirou “zero em português” ter acesso ao financiamento. “Esse que teve zero compromete o Brasil”, disse Dilma.

Ela negou que haja problemas com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e reafirmou o compromisso de oferta total de 12 milhões de vagas.

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Repórteres da Globo cobrem manifestações com ‘kit de guerra’

O jornalista José Roberto Burnier grava reportagem com capacete e colete na rua da Consolação, em SP.
O jornalista José Roberto Burnier grava reportagem com capacete e colete na rua da Consolação, em SP.
O jornalista José Roberto Burnier grava reportagem com capacete e colete na rua da Consolação, em SP.

Escaldadas com as agressões sofridas nas manifestações de junho de 2013, as emissoras de TV cobriram os protestos de 15 de março como se estivessem em um campo de batalha. Em todo o país, repórteres da Globo e de suas afiliadas só foram para as ruas com um “kit de guerra”, que inclui capacete, colete e máscara para proteção contra gases. No Fantástico, o repórter José Roberto Burnier apareceu paramentado com colete e capacete em uma reportagem sobre as manifestações em São Paulo.

Burnier foi uma exceção. A maioria dos repórteres que cobriu os protestos deixou o “kit de guerra” na mochila, porque não encontrou um ambiente hostil como em 2013. Na verdade, a Globo mandou poucos repórteres para o asfalto. Nas entradas ao vivo, os repórteres apareceram em helicópteros e em sacadas ou coberturas de prédios, longe dos manifestantes.

Em 2013, um cinegrafista da Band (Santiago Ilidio Andrade) foi morto em uma explosão no Rio, repórteres como Caco Barcellos foram ameaçados de agressão em São Paulo, o SBT teve carros depredados e a Record, uma unidade móvel de jornalismo queimada. Desde então, todas as redes tomam precauções ao cobrir manifestações populares. 

O resultado foi uma sensível queda na qualidade. As redes não se arriscam mais a enviar unidades móveis aos protestos, pois elas chamam muito a atenção. Ontem, ao vivo, as emissoras praticamente só ofereceram imagens aéreas. A Globo, em plantão na tarde de ontem, chegou a exibir imagens da avenida Paulista com qualidade sofrível. Foram geradas por uma câmera instalada em uma motocicleta (motolink), com transmissão via internet.

A Record também tinha motolinks na avenida Paulista, mas não correu o risco de usar as imagens ao vivo. Preferiu a cobertura via helicóptero e de um prédio em frente ao Masp, epicentro do protesto em São Paulo.

Do PBVale com Notícias da TV, Por Daniel Castro

PF volta a prender Renato Duque em nova fase da Operação Lava Jato

PF volta a prender ex-diretor da Petrobras Renato Duque
Os alvos dos mandados de prisão são investigados por suposta associação criminosa, uso de documento falso, corrupção passiva e corrupção ativa, além de fraude em processo licitatório e lavagem de dinheiro.
Os alvos dos mandados de prisão são investigados por suposta associação criminosa, uso de documento falso, corrupção passiva e corrupção ativa, além de fraude em processo licitatório e lavagem de dinheiro.

O ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque foi um dos cinco presos hoje (16) pela Polícia Federal na décima fase da operação Lava Jato. Duque – que já havia sido detido, em dezembro, na sétima fase da operação que investiga fraude em contratos da Petrobras – foi preso em casa, no Rio de Janeiro, onde também foram apreendidos, 131 quadros.

De acordo com o Ministério Público Federal, quando foi solto, 19 dias depois de ter sido preso beneficiado por um habeas corpus concedido pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), Duque transferiu 20 milhões de euros de contas que mantinha na Suíça para bancos de Mônaco. Ele deve seguir por volta das 17h para o Paraná, onde cumprirá a prisão preventiva.

“O dinheiro que foi bloqueado em Mônaco sintetiza a necessidade de prisão de Renato de Souza Duque para a garantia da ordem pública. Assim como Pedro Barusco devolveu aos cofres públicos US$ 97 milhões por ter celebrado acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal, é necessário que Renato Duque, que não celebrou acordo, tenha seus valores auferidos ilicitamente acautelados, seja no exterior ou no Brasil, de forma que os cofres públicos possam ser restituídos na sua integralidade”, disse o procurador da República Roberson Henrique Pozzobon, um dos responsáveis pela décima fase da operação Lava Jato.

Assim como Renato Duque, também foram presos preventivamente hoje o empresário Adir Assad e Lucélio Góes. Assad foi investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira e Lucélio Góes é filho de Mário Góes, um dos suspeitos de intermediar o pagamento de propina pela empresa catarinense Arxo. A prisão preventiva não tem data para terminar.

Foram presos temporariamente Sônia Marisa Branco e Dario Teixeira Alves. Eles devem permanecer detidos por cinco dias. Também foi expedido mandado de prisão temporária contra Sueli Maria Branco que, segundo a PF, está morta.

Cerca de 40 policiais federais cumpriram 18 mandados judiciais: dois de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 12 de busca e apreensão.Os mandados foram cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro, e atendem a ordens expedidas pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro.Todos os presos foram encaminhados para a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

De acordo com o procurador da República Roberson Henrique Pozzobon, as investigações que desencadearam a décima fase da Lava Jato identificaram que empresas que mantém contratos com a Petrobras movimentaram mais de R$ 100 milhões em operações com características de lavagem de dinheiro.

“Dentro da perspectiva que [a área de] Serviço e [a área de] Abastecimento [da Petrobras] funcionavam dentro de uma mesma sistemática, mas em paralelo, na denúncia de hoje se poderá ver, de modo completo, repasse de vantagens indevidas e corrupção nas duas diretorias, inclusive, em alguns caso, se interpenetrando”, explicou Pozzobon.

Do PBVale com Agência Brasil

Governo nomeia concursados da Polícia Civil na Paraíba

Governo nomeia concursados da Polícia Civil na Paraíba
Provas foram aplicadas em 2008 e acordo firmado na Justiça obrigou o governo a iniciar as nomeações.
Provas foram aplicadas em 2008 e acordo firmado na Justiça obrigou o governo a iniciar as nomeações.

“Nomeados foram aprovados no concurso que aconteceu em 2008. Ao todo, 518 aprovados no concurso aguardam a convocação”.

O governo do Estado nomeou 90 pessoas que fazem parte do grupo dos aprovados no concurso da Polícia Civil que aconteceu em 2008 na Paraíba. As nomeações fazem parte de um acordo firmado na Justiça em fevereiro. Foram nomeados nove delegados, três peritos criminais e 78 agentes de investigação. No total, são 518 aprovados no concurso que aguardam a convocação.

As primeiras 90 nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado da sexta-feira (13), que circulou no sábado (14). A data era o prazo final para esta etapa. Pelo acordo judicial, após esta primeira fase, o governo deve chamar, de abril a setembro deste ano, um total de 180 candidatos, em grupos de 30, até o dia 15 de cada mês.

Já de outubro a março de 2016, serão nomeados, mensalmente, o mínimo de 40 candidatos. No acordo, ainda ficou definido que haverá a nomeação proporcional de acordo com os cargos, seguindo a ordem de classificação.

Do PBVale com Secom-PB

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