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sexta-feira, 24 julho 2026
                          
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Previsão é de chuva a qualquer hora no Litoral, Agreste e Brejo neste fim de semana

No Litoral é esperado que o céu demonstre muitas nuvens, podendo ocorrer chuvas significativas.
No Litoral é esperado que o céu demonstre muitas nuvens, podendo ocorrer chuvas significativas.
No Litoral é esperado que o céu demonstre muitas nuvens, podendo ocorrer chuvas significativas.

A previsão do tempo para o estado neste fim de semana é de mais precipitações, com maior intensidade nas regiões do Litoral, Agreste e Brejo. Segundo a meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba, Marle Bandeira, nessa sexta, apenas a região do Sertão não registrou chuvas, que se concentraram mais na porção litorânea do estado. A Aesa divulgou os índices pluviométricos do dia, que apontaram a cidade de Alhandra, na região metropolitana de João Pessoa, como o local que registrou maior precipitação, com 51 mm. Das 269 estações de monitoramento da entidade, choveu em apenas oito.

Os registros tendem a aumentar a partir deste sábado (21). Conforme dados da Aesa, no Litoral é esperado que o céu demonstre muitas nuvens, podendo ocorrer chuvas significativas, a qualquer momento. No Brejo também deverá ser percebida muita nebulosidade, com possibilidade de chuvas, assim como no Agreste. No Cariri, Curimataú e Sertão, haverá nebulosidade variável.

“No Sertão e Alto Sertão poderão ocorrer chuvas isoladas nos períodos da tarde e da noite”, concluiu Marle Bandeira. As temperaturas no estado deverão variar entre 21º, no Brejo e Agreste, e 36º, no Sertão.

Por Gustavo Medeiros

Paraibana Bethe promete arrancar verruga de Ronda em luta pelo UFC

Luta entre americana campeã dos pesos-galos do UFC e brasileira é confirmada no Rio de Janeiro, a pedido da dona do cinturão: "Minhas melhores atuações foram aqui"
Luta entre americana campeã dos pesos-galos do UFC e brasileira é confirmada no Rio de Janeiro, a pedido da dona do cinturão: "Minhas melhores atuações foram aqui"
Luta entre americana campeã dos pesos-galos do UFC e brasileira é confirmada no Rio de Janeiro, a pedido da dona do cinturão: “Minhas melhores atuações foram aqui”

Natural de Campina Grande, a lutadora paraibana de MMA, Bethe Correia, terá um grande desafio pela frente. Simplesmente, Bethe desafiou para luta a americana, Ronda Roussey.

As lutadores ser pegarão no UFC 190, que acontecerá no dia 1º de agosto, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.

A luta foi anunciada em coletiva de imprensa de lançamento dos próximos três eventos do Ultimate do Brasil.

Ronda foi muito aplaudida e celebrada logo que apareceu no palco e sempre que respondia perguntas. Ela abriu um largo sorriso com o carinho do público e contou que a emoção dos locais foi decisiva para que lutasse no país – o presidente do UFC, Dana  White, contou inclusive que a própria americana pediu pela oportunidade.

“Minhas melhores atuações na minha carreira foram no Brasil. Já fui aplaudida e vaiada aqui. Este é o país mais passional em que já lutei, é um prazer lutar aqui, seja herói ou vilão. Quero tornar um exemplo de Bethe, e a melhor forma de fazer isso é chegar aqui em seu país e deixá-la envergonhada – declarou a campeã”, declarou.

Bethe comemorou a chance de disputar o cinturão, pela qual fez campanha incessantemente nos últimos meses. Também muito festejada, ela garantiu que a americana se arrependerá de ter pedido para lutar em sua casa.

“Estou em casa, feliz, aqui é um país que acontecem muitas coisas ruins e precisamos de energia. Sei que ela tem fãs no mundo inteiro, mas estou em casa, vou representar vocês e peço que me estimulem mais. Ela nunca lutou MMA no Brasil, só judô, e a torcida brasileira pesa muito no adversário, pode ter certeza”, prometeu a paraibana.

Questionada sobre qual seria sua estratégia para destronar a atual campeã, invicta em 11 lutas, Bethe provocou uma das categorias marcantes de Ronda: a pinta abaixo do olho esquerdo.

“Por enquanto farei meu camp em Natal, mas o que quero da Ronda é um presente, uma coisa que ela nunca recebeu na vida, que é saber o que é um soco pesado na cara. Vou dar de presente a ela tirar essa verruga da cara dela, essa doença horrível, mas podem esperar que depois disso é lona. Ela precisa sentir um pouco o que é a mão pesada. Ela foge da mão pesada, ela nunca deu um jab numa luta.

Rousey respondeu com bom humor.

“(A pinta) É uma marca de beleza. Cindy Crawford tinha também e eu gosto. Eu poderia tirar, mas não, ela me dá um toque único. Eu poderia falar da aparição física dela também, mas vamos deixar por aí…”

A campeã ainda comentou a campanha feita por Bethe Correia para enfrentá-la. Para obter a oportunidade, a brasileira derrotou duas companheiras de equipe de Ronda, Jessamyn Duke e Shayna Baszler, e caçoou do nome de sua equipe, Four Horsewomen (“Quatro Cavaleiras”), baixando um dedo da mão a cada triunfo.

“Eu não a culpo pelo que vez, mas, só porque eu entendo, não quer dizer que eu ache OK. Para ser a desafiante, ela ofendeu minhas amigas e minha família. Se você f*** com minha família, está f****a. Sinto muito como o José (Aldo) está se sentindo, desrespeitado, e essa luta não é só uma competição para mim, é para provar um ponto”,  afirmou Ronda.

Além do UFC 190, o Ultimate confirmou o evento do dia 30 de maio em Goiânia, com os pesos-meio-médios Carlos Condit e Thiago “Pitbull” Alves, e a final do TUF Brasil 4, em 27 de julho, ainda sem cidade-sede confirmada. O UFC 190 terá também uma revanche entre Maurício Shogun e Rogério Minotouro.

Do PBvale com G1 Combate

Decapitação de cristãos na Líbia provoca fuga de milhares de egípcios

Decapitação de cristãos provoca fuga de milhares
O número de egípcios que vivem na Líbia não é conhecido, pois muitos entraram ilegalmente, mas estima-se que pode chegar a centenas de milhares.
O número de egípcios que vivem na Líbia não é conhecido, pois muitos entraram ilegalmente, mas estima-se que pode chegar a centenas de milhares.

Mais de 45.000 egípcios fugiram da Líbia desde o anúncio, em 15 de fevereiro, da decapitação de 21 cristãos coptas pela facção radical Estado Islâmico (EI), informaram nesta sexta-feira (20) funcionários e veículos oficiais egípcios.

O Egito havia pedido que seus cidadãos deixem a Líbia depois da execução dos coptas, que em sua grande maioria eram egípcios.

O número de egípcios que vivem na Líbia não é conhecido, pois muitos entraram ilegalmente, mas estima-se que pode chegar a centenas de milhares. Eles trabalham especialmente com construção e artesanato.

Cerca de 11.500 egípcios deixaram a Líbia através da vizinha Tunísia desde o anúncio das decapitações, disse o porta-voz do ministério da Aviação Civil, Mohamed Rahma.

Outros 34.000 egípcios fugiram do país pela fronteira oriental, segundo veículos oficiais.

O EI, que controla regiões do Iraque e da Síria, aproveitou-se da instabilidade política na Líbia provocada pela queda do regime de Muammar Gaddafi para estender seu domínio a este país, onde também vem promovendo violência.

Do PBVale com Folha de São Paulo, via AFP

Sistema do Fies registra 196 mil novos contratos

Sistema do Fies registra 196 mil novos contratos
Para atender aos estudantes, um serviço telefônico funciona inclusive aos fins de semana, pelo número 0800 616161.
Para atender aos estudantes, um serviço telefônico funciona inclusive aos fins de semana, pelo número 0800 616161.

Mais de 196 mil estudantes solicitaram novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pelo Sistema do Fies (SisFies), segundo o primeiro balanço de novas adesões divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Esses estudantes estão com as vagas reservadas e devem agora validar as informações nas instituições de ensino e contratar o financiamento com os bancos.

Desde que o sistema foi reaberto, estudantes relataram dificuldades em acessar o SisFies e em contratar o serviço. O MEC informou que não há número limite de novas vagas e, sim, um limite financeiro para contratações.

Nas novas adesões, estão sendo priorizados os cursos com nota 5 – pontuação máxima dada pelo MEC – que serão totalmente atendidos. Para os financiamentos de graduações com nota 3 e 4, serão considerados alguns aspectos regionais, priorizando localidades e cursos que historicamente foram menos atendidos.

A partir do dia 30 de março, entram em vigor as novas regras do Fies, que determinam um mínimo de 450 pontos na média das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter tirado zero na redação como critérios para obter o financiamento. Atualmente, não há exigência de nota mínima. O prazo para solicitar novos financiamentos e renovar contratos vai até o dia 30 de abril.

Para o ministro interino, Luiz Cláudio Costa, o número de novos contratos é alto quando comparado à oferta dos demais processos seletivos da pasta neste primeiro semestre: 205 mil vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e 213 mil bolsas no Programa Universidade para Todos (ProUni). Em relação aos novos critérios, segundo Costa, 2,8 milhões, dos mais de 6,1 milhões que fizeram o Enem este ano, atendem aos requisitos.

Além dos novos contratos, o MEC diz que vai garantir todas as renovações do Fies. O balanço mostra que dos 1,9 milhão de contratos existentes, a maior parte fez o aditamento (que inclui etapas na universidade, no sistema online e no banco), mas ainda há 228.154 que estão na primeira fase do processo. Nesta semana, o SisFies passou a aceitar os cadastros dos reajustes das mensalidades das instituições acima de 6,4% para as renovações e passou por melhorias.

“Vamos continuar trabalhando para ter celeridade e dar tranquilidade ao nosso estudante que todos os contratos serão aditados”, destacou o ministro interino. Segundo Costa, “caso seja necessário, o prazo de aditamento poderá ser estendido”.

O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso. O programa acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.

Desde que foram publicadas alterações nas regras do financiamento, no fim do ano passado, o fundo teve várias restrições. Entre elas, a limitação de determinado período do ano para aderir ao programa, o que levou ao congestionamento do sistema. Antes, o financiamento era ofertado ao longo de todo o ano.

De acordo com o MEC, nesta edição, o Fies registrou um pico no sistema de 57 mil acessos simultâneos. No ano passado, na mesma época, o máximo foram 10 mil acessos simultâneos. Também em 2014, o sistema registrou 1,2 mil acessos diários. Neste ano, após as melhorias realizadas nos últimos dias, a média de aditamentos diários cresceu de 16 mil para 30 mil, tendo alcançando um pico de 88 mil.

Para atender aos estudantes, um serviço telefônico funciona inclusive aos fins de semana, pelo número 0800 616161.

Do PBVale com Agência Brasil 

RC e demais governadores do Nordeste se reúnem com Dilma

Ricardo diz que Dilma confirmou reunião com governadores do Nordeste.
A confirmação da audiência foi dada por telefone, na noite da quinta-feira (19), pela presidenta Dilma Rousseff ao governador Ricardo Coutinho.
A confirmação da audiência foi dada por telefone, na noite da quinta-feira (19), pela presidenta Dilma Rousseff ao governador Ricardo Coutinho.

“Audiência da presidente com gestores estaduais será na quarta, em Brasília.”

A presidente Dilma Rousseff (PT) agendou para a próxima quarta-feira (25) uma reunião com os governadores do Nordeste, em Brasília. A petista deve receber dos gestores uma pauta de reivindicações da região. Os governadores devem aproveitar a ocasião para solicitar a criação de um fundo para combater a seca no semiárido, além de pedir verbas para a segurança pública e a desburocratização de linhas de crédito para a região.

O governador Ricardo Coutinho destacou que os governadores esperam nesta audiência obterem algumas respostas da ‘Carta de João Pessoa’, que pontuou as prioridades nas áreas de saúde, educação, recursos hídricos, saneamento e financiamentos para os estados com capacidade de endividamento.

“Em 1988, a União entrava com 85% do financiamento da saúde e em 2012 caiu para apenas 45%, prejudicando Estados e municípios. É preciso restabelecer o equilíbrio”, observou o governador Ricardo Coutinho.

Da redação / PBVale

José Maranhão assume presidência da CCJ do Senado

José Maranhão disse que CCJ é grande desafio.
José Maranhão disse que CCJ é grande desafio.
José Maranhão disse que CCJ é grande desafio.

Por redação

“Uma disputa interna dentro do PMDB atrasou a escolha do comando da comissão, que estava sem funcionar desde o início dos trabalhos do Congresso, no começo de fevereiro.”

O senador José Maranhão (PMDB-PB) foi eleito, na última quarta-feira (18), para presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nos próximos dois anos. Em sua posse ele fez menção à crise econômica e política e disse que a atuação da comissão será importante para enfrentar o “momento grave da vida nacional”. Os membros da CCJ saudaram a eleição de Maranhão e destacaram temas que acreditam ser prioritários.

— Sei que a missão representa talvez o maior desafio da minha vida pública, pelo momento delicado que a nação brasileira está atravessando — afirmou.

José Maranhão foi vice-presidente da CCJ no período 2003-2004, em seu primeiro mandato de senador. Ele deixou o Senado em 2010 e voltou ao cargo nas eleições do ano passado.

A vice-presidência da CCJ cabe ao PT. O vice-líder do partido, Paulo Rocha (PT-PA), informou à comissão que o nome será apresentado na próxima semana.

A CCJ avalia a constitucionalidade, a juridicidade e a regimentalidade de propostas, podendo rejeitá-las por falhas nesses quesitos, independentemente do mérito. É a CCJ que avalia as indicações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outros tribunais superiores e também do Procurador-Geral da República. A comissão dá parecer sobre perda de mandato de senadores e, uma vez por ano, recebe o ministro da Justiça para prestação de informações e avaliação de políticas públicas da pasta.

Em Santa Rita: Acidente entre carro e caminhão deixa quatro pessoas mortas na BR-230

Acidente entre caminhão e carro aconteceu na BR-230, em Santa Rita (Foto: Walter Paparazzo/G1)

A Polícia Rodoviária Federal informou que quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas. Entre as vítimas, uma grávida foi socorrida em estado considerado gravíssimo.

Acidente entre caminhão e carro aconteceu na BR-230, em Santa Rita (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Acidente entre caminhão e carro aconteceu na BR-230, em Santa Rita (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma colisão envolvendo um carro de passeio e um caminhão na manhã desta sexta-feira (20) no km 42 da BR-230, em Santa Rita, deixou quatro pessoas mortas e outras duas em estado gravíssimo, informou a PRF.

Uma mulher grávida, de identidade ainda não revelada, foi socorrida pelos Bombeiros e levada para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde está em estado considerado gravíssimo, de acordo com informações da assessoria de imprensa da unidade repassadas às 12h20.

Além da gestante, o hospital também informou que uma criança, de idade entre 1 e 2 anos, também deu entrada na unidade com queimaduras, vítima do mesmo acidente. O estado da criança era considerado grave às 12h20.

Segundo informações da tenente Thaís Queiroz, do 7º Batalhão, os veículos seguiam no sentido João Pessoa/Campina Grande quando a carreta teria batido na traseira do carro, um veículo Pálio.

“Dentro do carro ficaram duas pessoas presas entre as ferragens, que morreram na hora. A carreta se incendiou com o impacto da batida e ainda não sabemos se os outros mortos estavam na carreta”, disse a tenente.

Cabine do caminhão foi totalmente incendiada depois da colisão
Cabine do caminhão foi totalmente incendiada depois da colisão

De acordo com a PRF, o motorista do caminhão se apresentou espontaneamente no posto da polícia e foi conduzido à delegacia de Santa Rita.

Da redação, com informações de Portais da Capital

 

Unesco: mundo precisará mudar consumo para garantir abastecimento de água

Relatório da Unesco diz que crise global de água é de governança Divulgação/Cesan
Relatório da Unesco diz que crise global de água é de governança Divulgação/Cesan
Relatório da Unesco diz que crise global de água é de governança Divulgação/Cesan

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que há no mundo água suficiente para suprir as necessidades de crescimento do consumo, “mas não sem uma mudança dramática no uso, gerenciamento e compartilhamento”. Segundo o documento, a crise global de água é de governança, muito mais do que de disponibilidade do recurso, e um padrão de consumo mundial sustentável ainda está distante.

De acordo com a organização, nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050. Mantendo os atuais padrões de consumo, em 2030 o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%. Os dados estão no Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 – Água para um Mundo Sustentável.

O relatório atribui a vários fatores a possível falta de água, entre eles, a intensa urbanização, as práticas agrícolas inadequadas e a poluição, que prejudica a oferta de água limpa no mundo. A organização estima que 20% dos aquíferos estejam explorados acima de sua capacidade. Os aquíferos, que concentram água no subterrâneo e abastecem nascentes e rios, são responsáveis atualmente por fornecer água potável à metade da população mundial e é de onde provêm 43% da água usada na irrigação.

Os desafios futuros serão muitos. O crescimento da população está estimado em 80 milhões de pessoas por ano, com estimativa de chegar a 9,1 bilhões em 2050, sendo 6,3 bilhões em áreas urbanas. A agricultura deverá produzir 60% a mais no mundo e 100% a mais nos países em desenvolvimento até 2050. A demanda por água na indústria manufatureira deverá quadruplicar no período de 2000 a 2050.

Segundo a oficial de Ciências Naturais da Unesco na Itália, Angela Ortigara, integrante do Programa Mundial de Avaliação da Água (cuja sigla em inglês é WWAP) e que participou da elaboração do relatório, a intenção do documento é alertar os governos para que incentivem o consumo sustentável e evitem uma grave crise de abastecimento no futuro. “Uma das questões que os países já estão se esforçando para melhorar é a governança da água. É importante melhorar a transparência nas decisões e também tomar medidas de maneira integrada com os diferentes setores que utilizam a água. A população deve sentir que faz parte da solução.”

Cada país enfrenta uma situação específica. De maneira geral, a Unesco recomenda mundanças na administração pública, no investimento em infraestrutura e em educação. “Grande parte dos problemas que os países enfrentam, além de passar por governança e infraestrutura, passa por padrões de consumo, que só a longo prazo conseguiremos mudar, e a educação é a ferramenta para isso”, diz o coordenador de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão.

No Brasil, a preocupação com a falta de água ganhou destaque com a crise hídrica no Sudeste. Antes disso, o país já enfrentava problemas de abastecimento, por exemplo no Nordetste. Ary Mergulhão diz que o Brasil tem reserva de água importante, mas deve investir em um diagnóstico para saber como está em termos de política de consumo, atenção à população e planejamento. “É um trabalho contínuo. Não quer dizer que o país que tem mais ou menos recursos pode relaxar. Todos têm que se preocupar com a situação.”

O relatório será mundialmente lançado hoje (20) em Nova Délhi, na Índia, antes do Dia Mundial da Água (22). O documento foi escrito pelo WWAP e produzido em colaboração com as 31 agências do sistema das Nações Unidas e 37 parceiros internacionais da ONU-Água. A intenção é que a questão hídrica seja um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que vêm sendo discutidos desde 2013, seguindo orientação da Conferência Rio+20 e que deverão nortear as atividades de cooperação internacional nos próximos 15 anos.

Presidente do PSDB pediu ‘recompensa’ para frear CPI da Petrobras, diz delator

Deputado Sérgio Guerra teria recebido uma "recompensa" para não efetivar uma CPI da Petrobras no Congresso

“Segundo Costa, Guerra lhe pediu pessoalmente um total de R$ 10 milhões como propina, durante reunião da qual participou o atual deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE)”

Deputado Sérgio Guerra teria recebido uma "recompensa" para não efetivar uma CPI da Petrobras no Congresso
Deputado Sérgio Guerra teria recebido uma “recompensa” para não efetivar uma CPI da Petrobras no Congresso

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos principais delatores na Operação Lava Jato, disse em vídeo gravado pela PGR (Procuradoria Geral da República) que o ex-senador e ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra (PE), morto em 2014, pediu “uma recompensa” para não efetivar uma CPI da Petrobras no Congresso.

Costa contou ainda que recebeu do chefe de gabinete do então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli (PT), Armando Tripodi, um sinal verde para levar a negociação adiante.

Segundo Costa, Guerra lhe pediu pessoalmente um total de R$ 10 milhões como propina, durante reunião da qual participou o atual deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE). No vídeo, gravado em fevereiro pela PGR no Rio de Janeiro com autorização do STF, Costa contou que o valor foi pago por meio do empresário lldefonso Colares, da empreiteira Queiroz Galvão –escolhida para a operação porque tem como origem o mesmo Estado do senador, Pernambuco.

“‘Serviço realizado’. Sim. E a CPI não foi feita”, afirmou Costa. Voltando-se para seu advogado, o ex-diretor afirmou: “PSDB, doutor”.

Segundo Costa, o diálogo com o senador, ocorrido em um hotel no Rio de Janeiro, foi o seguinte: “[Sérgio Guerra falou:] ‘Paulo, nós estamos aqui para discutir um assunto que é interesse da Petrobras e tal, não sei o quê’. [Eu disse] ‘Qual é o assunto?’. ‘Não, temos a possibilidade de não efetivar a CPI da Petrobras’. Lá em 2009, 2010. Eu falei ‘mas como é que isso?’ ‘Não, se tiver uma recompensa aí a gente…”

As declarações de Costa abrem dúvidas sobre o exato ano dessas negociações, pois no ano de 2009 o Senado chegou a abrir e tocar uma CPI sobre a Petrobras, embora Costa tenha dito que a CPI “não foi feita”. A CPI de 2009, que foi curta (de julho a dezembro) e encerrada laconicamente sem grandes revelações, teve como relator outro investigado na Lava Jato, o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Sérgio Guerra foi membro titular da comissão no bloco da minoria.

Um dos focos alegados da CPI foi a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, sob investigação do TCU. Porém, nenhum dos empreiteiros que participaram das obras foi ouvido na comissão. No depoimento à PGR, Costa disse não saber detalhes de como o dinheiro foi pago pela Queiroz Galvão a Guerra, se em caixa dois ou em doações eleitorais oficiais.

Nas eleições de 2010, empresas do grupo Queiroz Galvão doaram um total de R$ 11,6 milhões para o PSDB, divididos entre a direção nacional e os diretórios estaduais do partido. Naquele ano, Sérgio Guerra era o presidente nacional do PSDB. No mesmo ano, a construtora repassou R$ 13,5 milhões a diretórios nacional e estaduais do PT.

OUTRO LADO

Na campanha eleitoral do ano passado, quando a Folha de S.Paulo revelou as declarações de Paulo Roberto Costa sobre o suposto pagamento de propina a Guerra, o PSDB emitiu nota na qual afirmou que o partido “defende que todas as denúncias sejam investigadas com o mesmo rigor, independente da filiação partidária dos envolvidos e dos cargos que ocupem”.

Francisco Guerra, filho do ex-senador, afirmou na época: “Eu não tenho absolutamente nenhuma declaração a dar. Eu não tenho como falar com alguém que já não está mais aqui. Mas eu preservo o legado do meu pai com muita honra”.

Em petição ao STF no inquérito que investiga sua eventual participação em delito sob investigação na Operação Lava Jato, o deputado Eduardo da Fonte negou qualquer irregularidade. “Inicialmente esclareço que nunca compactuei ou pratiquei atos de corrupção em minha vida e que estou à inteira disposição de Vossa Excelência e desse egrégio Supremo Tribunal Federal para esclarecer quaisquer elementos referentes”.

Procurada pela reportagem no último dia 9 de março, a Petrobras afirmou que reitera que Armando Tripodi “nega ter tratado sobre a suposta tentativa de obstruir o funcionamento da CPI” criada para investigar a Petrobras com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, com qualquer parlamentar específico ou empresa fornecedora da companhia”.

“Tripodi coordenou os trabalhos para a produção de esclarecimentos solicitados pela CPI na época e teve contatos com o ex-diretor sobre os assuntos pertinentes à área de Abastecimento”, informou.

Leia a seguir os principais trechos do vídeo em que Costa narra suas negociações com Fonte e Guerra:

Paulo Roberto Costa: Eduardo da Fonte pediu para conversar comigo num hotel lá na Barra da Tijuca. Eu já conhecia Eduardo da Fonte, PP, aquele negócio todo. Cheguei lá no hotel, vai no apartamento –acho que era no Sheraton ali da Barra– vai no apartamento tal. Para surpresa minha, quem que tava no apartamento? Eduardo da Fonte e Sérgio Guerra. Os dois no apartamento…
Procurador: É hotel Sheraton?

Costa: É. Se não me engano era o Sheraton da Barra.

Procurador: É um perto do outro. Era Sheraton e tem um depoimento que era Windsor, é um dos dois, é um perto do hotel, agora tem que checar.

Costa: Muito bem, um do lado do outro.

Procurador: Parece que teve uma reunião no Sheraton e outro no Windsor sobre esse tema?
Costa: Foi mais de uma reunião, mas agora não posso te precisar, acho que foi uma reunião em um hotel e outra em outro. […] Eduardo da Fonte junto com Sérgio Guerra. Fonte era PP e Sérgio Guerra era PSDB.

Procurador: Era senador?

Costa: Senador e presidente do partido, acho que na época era presidente do partido. [Falou] ‘Paulo, nós estamos aqui para discutir um assunto que é interesse da Petrobras e tal, não sei o quê’. [Eu disse] ‘Qual é o assunto?’. ‘Não, temos a possibilidade de não efetivar a CPI da Petrobras’. Lá em 2009, 2010. Eu falei ‘mas como é que isso?’ ‘Não, se tiver uma recompensa aí a gente…’ Isso dito pelo S…

Procurador: Isso quem falou foi Dudu da Fonte ou o Sérgio Guerra?

Costa: Não, Sérgio Guerra. Porque ele é que tinha força para isso. O Dudu da Fonte aí foi um intermediário. Eu falei: ‘Eu não posso lhe dar essa resposta de bate-pronto, não tenho como te responder. Vou dar uma pensada, vamos conversar e tal’.

Procurador: Ele já falou o valor nessa ocasião?

Costa: Não, na primeira vez acho que não falou o valor. Aí voltamos, depois teve outra reunião, onde foi conversado o valor, aí ele colocou esse valor na mesa. Essa outra reunião, mesma coisa, Dudu da Fonte e Sérgio Guerra. […] No meu conhecimento, Ciro Nogueira não participou dessa reunião – podia estar por trás – mas não participou dessa reunião.

Procurador: Esse “analisar a situação” envolve conversar com alguém, pedir autorização?
[…]

Costa: É. Eu cheguei a levar esse assunto para o chefe de gabinete do presidente da Petrobras, do presidente [José Sérgio] Gabrielli. […] Levei esse assunto para ele e falei “está acontecendo isso e isso”. Ele falou “Paulo, era bom que resolvesse, né”. Eu falei: “É, era bom, né, era bom”. [risos]
[…]

Procurador: “Sim, seria bom que isso foi resolvido”, ele falou aí?

Costa: Ninguém queria que tivesse uma CPI da Petrobras naquele momento.

Procurador: Ele falou isso e falou o quê, “vou conversar com o presidente”?

Costa: Não, não falou nada. Falou só que seria bom que fosse resolvido. Obviamente que ele deve ter conversado com o presidente, mas eu não tive uma resposta dele nesse sentido, ele não me falou nesse sentido.

Procurador: Ao falar isso, o senhor entendeu que era para seguir adiante, né?

Costa: Claro, claro, lógico. Tivemos a segunda reunião, onde foi colocado então o valor de R$ 10 milhões pelo Sérgio Guerra.

Procurador: O chefe de gabinete chegou a perguntar qual…?

Costa: Não, quando eu falei com ele não tinha o valor ainda.

Procurador: Mas o chefe de gabinete chegou a perguntar “quanto é eles estão querendo”?

Costa: Não, que eu me lembre não, falou só que era bom resolver. Armando Trípodi era o nome dele! Pode pôr aí. Armando Trípodi.[…]

Costa: [voltando-se para seu advogado] “PSDB, doutor!”

Advogado: Mudam as siglas mas não mudam os homens.

Costa: [concordando] Não mudam os homens.

Advogado: Os homens mudam de siglas como mudam de camisa.
[…]

Costa: Em cima disso eu procurei o Ildefonso Colares, que era da Queiroz Galvão, que tinha contratos muito grandes lá na Rnest [refinaria Abreu e Lima da Petrobras] de Pernambuco. Por que Queiroz Galvão? Porque Sérgio Guerra era pernambucano. Então seria mais fácil Pernambuco com Pernambuco. Procurei a Queiroz Galvão, o Ildefonso, e pedi para que ele fizesse essa transação. Obviamente que isso ele tirou isso do caixa do PP. Do que seria de comissão para o PP, obviamente que ele tirou.

Procurador: Uma curiosidade, quando tira assim do caixa como é que fica para pagar aquelas despesas correntes, o mensalão dos deputados? Porque é uma despesa extraordinária, não prevista, tem que explica isso para todos os deputados?

Costa: Mas todos eles tinham interesse de que não tivesse CPI da Petrobras naquele momento.
Procurador: Mas é isso que estou perguntando, avisava que ‘nós próximos meses não vai ter porque usamos lá para barrar’…

Costa: Sim, sim, sim.
[..]

Costa: [voltando-se para seu advogado] E dessa maneira a CPI de 2010 não foi feita. Não aconteceu. [risos] Isso vai para o livro, vai para o livro![…]

Procurador: E o senhor sabe como é que foi pago?

Costa: Também não. Eu…

Procurador: O senhor só acionou o Ildefonso?

Costa: O Ildefonso acionei e ele fez o pagamento e a CPI não ocorreu.

Procurador: E ele avisou depois o senhor quando ele fez?

Costa: ‘Serviço realizado’. Sim. E a CPI não foi feita.

FOLHAPRESS

Ricardo solicita liberação de mais de R$ 300 milhões em audiência com ministro das Cidades

O governador solicitou recursos para as áreas de habitação, abastecimento e saneamento e mobilidade urbana no Estado
O governador solicitou recursos para as áreas de habitação, abastecimento e saneamento e mobilidade urbana no Estado
O governador solicitou recursos para as áreas de habitação, abastecimento e saneamento e mobilidade urbana no Estado

Durante audiência na noite desta quinta-feira (19) com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, o governador Ricardo Coutinho solicitou a liberação de mais de R$ 300 milhões para a continuidade de obras nas áreas de habitação, abastecimento e saneamento e mobilidade urbana no Estado.  Kassab garantiu o atendimento dos pleitos e recomendou agilidade à sua equipe ministerial na liberação dos recursos para a construção do Viaduto do Geisel, orçada em R$ 31 milhões.

Ricardo Coutinho também apresentou ao ministro os novos pleitos como a abertura de uma terceira faixa na BR-230, do km 0 em Cabedelo até o km 28 nas Três Lagoas, e a liberação de mais R$ 10 milhões para a conclusão do acesso ao aeroporto Castro Pinto. Na área hídrica, também solicitou liberação de recursos para a construção de uma terceira adutora de água bruta em Campina Grande.

O Governo do Estado possui mais de R$ 500 milhões em obras contratadas e projetos em andamento somente com o Ministério das Cidades, nas áreas de saneamento e abastecimento e infraestrutura.

A reunião entre o governador e o ministro das Cidades contou com a participação do secretário executivo do Ministério das Cidades, Elton Santa Fé, e dos diretores de mobilidade urbana, saneamento e habitação. O senador Raimundo Lyra e os deputados federais Veneziano Vital e Hugo Mota, o deputado estadual João Gonçalves e os secretários de Estado também participaram da reunião de trabalho no Palácio da Redenção.

Dentre os pleitos encaminhados ao ministro estão a contratação de novos empreendimentos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida e a renovação das autorizações emitidas em 2014 para construção de casas, a liberação de R$ 205 milhões para abastecimento de água e esgotamento sanitário e para a continuidade da revitalização do Açude de Bodocongó, em Campina Grande.

O ministro Gilberto Kassab considerou a reunião importante por ratificar e fortalecer as parcerias e planejar novas obras consideradas prioritárias pelo Governo do Estado. Ele ressaltou que após a aprovação do orçamento pelo Congresso Nacional esta semana, o Governo Federal retomará a contratação de mais de três milhões de unidades habitacionais para chegar a 2018 com mais seis milhões de unidades contratadas no programa habitacional.

Kassab ressaltou que o Ministério das Cidades contratou 88 mil casas na Paraíba e entregou 51 mil unidades nos últimos quatro anos. “Nesta nova etapa do programa, a Paraíba será contemplada com milhares de novas unidades habitacionais para reduzir o seu déficit habitacional”, garantiu Kassab.

Ricardo Coutinho disse que a presença do ministro e dos secretários do Ministério das Cidades para discutir os gargalos em algumas obras e, após a aprovação do Orçamento, vai abrir as portas para futuros investimentos. “Os recursos para a continuidade das obras do viaduto do Geisel e a criação de uma terceira faixa e um viaduto na BR-230 entre Cabedelo e as Três Lagoas são essenciais para a melhoria da mobilidade urbana da Capital”, justificou o governador.

O secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Ciência e Tecnologia, João Azevedo Filho, ressaltou que a BR-230 tem características urbanas e necessita de uma nova faixa e do viaduto, que já está em construção. “Essas intervenções são extremamente necessárias e vão representar um impacto na melhoria do trânsito e na qualidade de vida da população”, completou.

Ascom

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