Aniversário Elaine Beatriz Conserva
Botafogo joga bem, mas perde para o xará carioca e dá adeus à Copa do Brasil

Com quatro vacilos da defesa, o Botafogo-PB jogou bem, mas acabou eliminado da Copa do Brasil pelo Botafogo-RJ. No Engenhão, Bill e Tomas abriram vantagem para o Glorioso, e Gustavo diminuiu em golaço de falta. No segundo tempo, Wiliam Arão aumentou novamente a vantagem, mas Airton recolocou o Belo na partida. Só que Sassá sacramentou a classificação do alvinegro carioca no finzinho do jogo.
O resultado, entretanto, mente um pouco sobre a partida. Com apenas Élvis inspirado no meio de campo e marcando muito mal, o Alvinegro passou um sufoco em grande parte do jogo. O segundo e o quarto gols saíram enquanto o Belo era superior na partida, em erros individuais da defesa do time paraibano, que apesar da boa linha de frente, viu seus três zagueiros engrossarem e tirarem qualquer chance de classificação do time do Nordeste.
O jogo
A partida começou sem muitas emoções. Se não fosse o chute de Élvis, aos 6, o torcedor que chegasse um pouco atrasado ao Engenhão sequer notaria diferença. Aos 14, o mesmo Elvis obrigou Genivaldo a jogar para escanteio. Era ensaio. Na cobrança, o meia bateu fechado, Jobson raspou e com duas chances, Bill abriu o placar. Terceiro gol do centroavante alvinegro na Copa do Brasil.
Com o meia que se destacou na Tombense comandando o meio de campo, o Botafogo criava bastante, mas pecava no último passe. O problema era o contra-ataque do xará da Paraíba. Com meias rápidos e o time bem armado, o Belo levava perigo. Aos 24 e 26, Rafael Oliveira e Alex Cazumba fizeram Renan trabalhar. O rápido Gustavo, pela direita, era a melhor opção do time paraibano, nas costas de Carleto.
Mesmo mal no jogo, o Fogão ampliou. Elvis fez grande jogada aos 33 e achou Arão, que cruzou para Tomas completar. Com a vantagem, a equipe parecia respirar aliviada para o segundo tempo. Só parecia. Aos 47, Gustavo disparou um chutaço para vencer Renan e marcar um gol de placa no Engenhão.
O segundo tempo se iniciou como o primeiro, modorrento. Dessa vez, entretanto, o Botafogo-PB era mais perigoso. Com isso, René Simões tentou impor velocidade, com Sassá, aos 18. Mas era o Belo que aproveitava. Nas costas de Carleto, Airton esticou para Doda que obrigou Renan a operar milagre aos 23.
Mais uma vez, o panorama se repetiu. Mal no jogo, o Botafogo “achou um gol” três minutos mais tarde, quando Willian Arão roubou a bola e recebeu de Pimpão para, na dividida, bater no canto e aumentar para os cariocas. O 3 a 1 trazia alívio. Mas de novo, durou pouco. Aos 34, Gustavo cruzou na medida e Airton, de voleio, marcou outro golaço para diminuir.
Só parecia o fim. O Botafogo-PB até pressionava bastante, mas mais uma vez, falhou na defesa. Em cruzamento de Arão, a zaga cortou mal e Sassá, livre na área, tocou no contrapé de Genivaldo para aliviar de vez o torcedor e carimbar a vaga do Botafogo para a próxima fase.
Da Equipe @Vozdatorcida com ESPN
Grêmio abusa de chances perdidas, mas elimina Campinense sem sustos


Com a difícil missão de reverter o placar de 2 a 1 a favor do tricolor gaúcho no primeiro jogo, no Amigão, o Campinense acabou sendo derrotado novamente na Arena do Grêmio por 2 a 0.
Pressionado, mas sem sofrer gols no primeiro tempo, a Raposa incomodava a defesa gremista com as jogadas em velocidade de Túlio Renan e Jeferson Recife, sempre pelo lado esquerdo de ataque.
Mesmo sendo superior no primeiro tempo, o Grêmio desperdiçou muitas chances e não conseguiu abrir o placar. Irritado, Felipão viu o zagueiro Joécio impedir, no mesmo lance, Brian Rodriguez de marcar o primeiro gol por duas vezes e Luan acertar a trave de Gledson.
No segundo tempo, a marcação forte exercida pelo Campinense só funcionou até os 18 do primeiro tempo, quando Giuliano furou dentro da área e Douglas bateu no contrapé de Gledson para tirar o zero do placar. Foi o 100º gol do Grêmio marcado em seu novo estádio.
A partir daí, pouco se viu do Campinense no campo de ataque, o Grêmio seguiu dominando as ações do jogo. Aos 34 da etapa final de partida, Douglas deu lugar ao jovem meia Lincoln.
No último minuto, o próprio Lincoln recebeu dentro da área e bateu forte para sacramentar a classificação do tricolor gaúcho à próxima fase da Copa do Brasil. O gol foi o primeiro do garoto de apenas 16 anos.
Com a derrota, o Campinense foi o segundo time paraibano eliminado da Copa do Brasil. Mais cedo o Botafogo-PB foi derrotado pelo xará carioca por 4 a 2 e deu adeus à competição.
Agora, a equipe comandada por Francisco Diá deve se concentrar inteiramente no Campeonato Paraibano, onde é a 4ª colocada, com 21 pontos, mas 3 jogos a menos que o restante dos adversários na briga pelo G-4.
O próximo compromisso do rubro negro de Campina Grande é no Clássico dos Maiorais, diante de seu maior rival, o Treze, que venceu o Atlético de Cajazeiras na noite de hoje e segue na vice-liderança da competição.
Miramar bate o Lucena e chega à sua primeira vitória no Paraibano


Jogando no Almeidão, CSP e Auto Esporte fizeram uma briga direto pela vaga no G4 do Paraibano. Melhor para o Tigre, que venceu por 1 a 0 e assume a terceira colocação no torneio.
O único gol do jogo saiu aos 37 minutos do primeiro tempo. Caaporã fez boa jogada e cruzou para Hélio Paraiba, que chutou sem chances de defesa para o goleiro Vladimir, do Auto Esporte.
Com o resultado, o CSP chega a 22 pontos, e agora é terceiro na tabela. No fim de semana o Tigre vai ao Amigão enfrentar o Lucena. Já o Auto Esporte permanece com 20 pontos, e agora ocupa a quinta colocação. No domingo (18), o Clube do Povo enfrenta o Botafogo-PB, no clássico Botauto.
Finalmente, Miramar
Após quatorze jogos, enfim o Miramar experimentou o gosto da vitória no Campeonato Paraibano.
Enfrentando o Lucena, seu companheiro de zona de rebaixamento, no Amigão, o Tubarão do Porto venceu por 1 a 0. O gol foi marcado por Tiago, aos 37 minutos do segundo tempo.
Apesar do triunfo, o Miramar segue na última colocação com 4 pontos. No fim de semana, o adversário do Tubarão do Porto será o Santa Cruz. O Lucena também não muda de colocação, e permanece no nono lugar. Seu próximo adversário será o CSP, no Amigão.
Da Equipe @Vozdatorcida
No Perpetão, Treze vence Atlético e encosta no líder


Jogando no Perpetão, o Treze engrenou sua segunda vitória fora de casa seguida no Paraibano. Após vencer o CSP no sábado, a vítima da vez foi o Atlético de Cajazeiras, no Perpetão.
Todos os gols da partida foram marcados no segundo tempo. Marcelo Maciel, aos 28 minutos, e Zotti, aos 35, marcaram os gols do Galo. O Trovão Azul ainda descontou aos 48, com Allan.
Com o resultado, o Treze chega a 26 pontos e encosta no líder Botafogo-PB, que tem três a mais. No domingo (18), o Galo da Borborema disputa o Clássico dos Maiorais contra o Campinense. Já o Atlético de Cajazeiras permanece com 13 pontos na sétima colocação. No fim de semana, o Trovão faz o Clássico do Sertão, no Perpetão, com o Sousa.
Da Equipe @Vozdatorcida
Contra a PEC 215, índios acampam em frente ao Congresso Nacional

“Proposta de Emenda à Constituição transfere do Executivo para o Congresso Nacional o poder de demarcar terras indígenas”
Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) e índios protestam em frente ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15/4). O grupo é contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere do Poder Executivo para o Congresso Nacional o poder de demarcar terras indígenas. Eles também pedem agilidade na oficialização dos territórios indígenas.
Nesta tarde, uma comissão que representa os manifestantes foi recebida no Congresso Nacional para expor a pauta de reivindicações. Os índios estão acampados desde terça-feira (14/4) no gramado central da Esplanada dos Ministérios.
O movimento espera derrubar a PEC 215. Para os índios, a proposta é um retrocesso na luta pelo território. “A partir do momento em que o Legislativo decidir pela demarcação das terras indígenas, a gente sabe que não haverá mais demarcação”, afirmou um dos coordenadores da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Lindomar Ferreira.
Desde segunda-feira (13/4), movimentos sociais ligados à reforma agrária também acampam em frente ao Congresso. Entre as medidas reivindicadas pela Frente Nacional de Luta Campo e Cidade, está a reforma agrária, mas a pauta inclui o apoio à causa indígena.
Em reunião nesta tarde, os indígenas ouviram de Eduardo Cunha que não há pressa para a aprovação dessa proposta, e que a tramitação da PEC deve seguir o trâmite normal, a comissão especial deve se pronunciar, e o texto não irá a Plenário antes disso. Cunha recomendou que os manifestantes procurem os líderes partidários. “Quem decide não sou eu, são os parlamentares que disputam no voto; e vence quem tiver maioria no Plenário”, disse.
O cacique Nailton Muniz Pataxo, liderança do sul da Bahia que falou em nome do grupo, disse que os índios devem ocupar o Congresso de forma pacífica e democrática a partir de outubro para protestar contra a PEC. “Vamos nos preparar para o enfrentamento, não vamos recuar. Exigimos a nossa presença, e queríamos uma comissão de índios e deputados para debater a proposta, mas, se não for possível, vamos voltar com 5 ou 6 mil índios a partir de outubro”, disse.
Correio Braziliense
Em dia de protestos, Câmara adia votação de projeto sobre terceirização


Em uma quarta-feira marcada por protestos de centrais sindicais em todo o país, a votação dos destaques do polêmico projeto de lei da terceirização (PL 4330/04) na Câmara dos Deputados foi adiada para a próxima semana, em Brasília.
O texto-base do projeto que regulamenta a terceirização dos contratos de trabalho já foi aprovado, mas os principais destaques dele ainda precisam passar por votação. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB) decidiu adiar o pleito para quarta-feira que vem, após anunciar um acordo entre vários partidos (entre eles, PT, PMDB, PRB, PR, DEM, PDT, PPS e PV) que se comprometeram a votar contra qualquer tentativa de retirada de pauta do PL.
“Vamos produzir um acordo para que a votação não seja emperrada”, disse Cunha.
A principal mudança que o projeto traz é a permissão de que empresas terceirizem não só atividades-meio (funções de apoio ao negócio central da empresa, como limpeza e vigilância), mas também as atividades-fim (por exemplo, a fabricação de carros, no caso de uma montadora). Esse é exatamente o ponto que gera divergências entre os partidos na Câmara.
Protestos
Quase 40 cidades de 23 estados tiveram protestos nesta quarta-feira organizados pelas centrais sindicais que se colocaram contra o projeto da terceirização. Ao longo do dia, SP, MG, ES, BA, PA, RS, AM, AP, CE, GO, PB, PI, PR, RO, SE, PE, MA, AL, AC, SC, RJ, MT, RN, e Distrito Federal tiveram manifestações pedindo a não aprovação do PL polêmico.

Em algumas capitais, os protestos ocorreram principalmente em rodovias, que ficaram com o trânsito interditado por algumas horas. Em Porto Alegre e Salvador, houve paralisação dos rodoviários pela manhã, o que afetou o transporte público das duas cidades.
O maior protesto na capital paulista aconteceu no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, onde, segundo a Polícia Militar, 2.500 pessoas se reuniram em um ato organizado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) – segundo os organizadores, foram 40 mil pessoas.
Em outros pontos da capital, movimentos de luta pela moradia e outros movimentos de trabalhadores também fizeram protestos.
As centrais sindicais alegam que o projeto da tercerização seria um ‘retrocesso’ nas conquistas trabalhistas. Do outro lado, quem argumenta a favor da lei, diz que ela ‘gerará mais empregos’ e que ‘protegerá’ os cerca de 15 milhões de trabalhadores terceirizados que já estão no mercado.
São Paulo
A Avenida Paulista, que era verde e amarela no último domingo, ficou vermelha na tarde desta quarta-feira. O protesto marcado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), no entanto, teve bem menos adesões do que a manifestação do fim de semana, que pedia o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
“Nosso protesto é de trabalhadores e muitos estão trabalhando, não puderam estar aqui”, disse um dos manifestantes à reportagem. “É que não contamos com a mesma divulgação que eles contam na grande mídia, mas todos os trabalhadores deveriam estar aqui”, afirmou uma professora, que não era ligada às entidades organizadoras do protesto, mas foi à manifestação porque é contra a lei da terceirização.
O local escolhido para protestar foi simbólico: o prédio da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), que é uma das grandes defensoras do projeto de lei. Durante o ato, manifestantes queimaram bonecos do presidente da entidade, Paulo Skaf, do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do deputado do partido Solidariedade Paulinho da Força – esse último foi hostilizado pelos manifestantes, que levaram vários cartazes com a mensagem: ‘Paulinho: Solidariedade só se for aos patrões”.
O deputado, que é também presidente da Força Sindical, defende a nova lei. “O projeto regulamenta uma atividade que é realizada há anos no Brasil e dá tranquilidade ao trabalhador”, afirmou.
No entanto, para quem estava no protesto, a lei será ‘um retrocesso’. “Vamos voltar ao período da escravidão. Se isso passar, os trabalhadores que hoje são contratados direto, vão ser demitidos e vão ser contratados como terceirizados”, disse Marli, uma das militantes da CUT, à BBC Brasil.
“A história de que vai ter mais emprego, isso é tudo enrolação do patrão pra pagar menos pro trabalhador, que vai ser demitido e vai trabalhar pra uma cooperativa. Essa lei vai servir pra regulamentar o errado. Não seria mais fácil a empresa contratar o trabalhador direto?”, questiona.
Enquanto o protesto ocorria bem na frente do prédio da Fiesp, as pessoas que trabalham no local precisaram utilizar a outra saída do edifício na hora de deixarem o trabalho. A BBC Brasil conversou com alguns deles, mas a maioria disse que ‘não tinha informações suficientes sobre a lei da terceirização’ ou que ‘não poderia se posicionar’. Um deles, porém, se disse ‘totalmente contra a lei’, reiterando que não poderia dizer seu nome nem onde trabalhava.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que defende o projeto, afirmou em artigo recente no jornal Folha de S.Paulo que “com a regulamentação do trabalho terceirizado, o Brasil irá se alinhar às mais modernas práticas trabalhistas do mundo”.
Com BBC
Ministra do STF garante votação durante reunião com governadores do NE e Ricardo aposta em decisão favorável

A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lúcia, assegurou que a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra lei aprovada no Congresso Nacional, que garante a distribuição dos royalties do pré-sal para estados não produtores, deve sair logo após a posse do novo ministro Luiz Edson Fachin. A afirmação aconteceu durante reunião realizada nesta terça-feira (14), com os governadores nordestinos na sede do STF.
De acordo com o governador Ricardo Coutinho, somente a Paraíba teria direito a receber R$ 350 milhões por ano com a distribuição dos royalties. “É preciso rapidez na votação. Não podemos ficar com um assunto dessa importância na indefinição, na expectativa por algo que se arrasta há tanto tempo”, ressaltou o governador.
Sobre os royalties – Em novembro de 2012, a presidenta Dilma Rousseff vetou itens do projeto de lei que mudou a distribuição dos royalties da exploração de petróleo. A proposta aprovada pelo Congresso reduzia de 26,25% para 20% a arrecadação dos estados produtores e garantiu aos estados e municípios não produtores – que recebiam apenas 1,76% dos royalties do petróleo – uma fatia maior dos recursos. Os royalties são um percentual do lucro obtido pelas empresas e pagos ao estado como forma de compensação pelo uso de recurso natural
Sobre as ADIS – Duas ações diretas de inconstitucionalidade contra a Lei 12.734/2012, que fixa novas regras de distribuição dos royalties do petróleo, foram impetradas no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma ação (ADI 4916) foi requerida pelo ex-governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e a (ADI 4917) pelo então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A ministra Cármen Lúcia é a relatora dos dois processos.
Empresário confirma empréstimo do riotintense Nino Paraíba para o Avaí

“Jogador viaja ainda nesta semana para se apresentar em Santa Catarina. Nino foi afastado do jogo contra o Anapolina, na última terça, após falhar na Copa do Nordeste”
O lateral-direito Nino Paraíba está de saída do Vitória. Nesta quarta-feira, o empresário que agencia a carreira do atleta, André Castilho, da empresa Madeira Sports, confirmou a negociação entre o clube baiano e o Avaí. Segundo Castilho, Nino viaja ainda nesta semana para se apresentar em Santa Catarina.
– O Nino está sendo emprestado para o Avaí até o final do contrato no Vitória, que é até o fim do ano. Não sei se ele viaja quinta ou sexta-feira. O Vitória e o Avaí entraram em acordo – disse o empresário em entrevista ao GloboEsporte.com.
Nino foi um dos protagonistas da eliminação do Vitória na Copa do Nordeste. No sábado, o atleta cometeu um pênalti no duelo contra o Ceará, convertido por Ricardinho. A partida terminou em 2 a 2, resultado que tirou a equipe baiana da competição regional.
No início desta semana, a diretoria rubro-negra decidiu afastá-lo da partida contra o Anapolina, pela Copa do Brasil. Segundo a assessoria de comunicação do Vitória, a decisão foi tomada para preservar o lateral. Além de Nino, os atacantes Willie e Neto Baiano também estão afastados. Neto é outro alvo do Avaí para a sequência da temporada.
Nino chegou ao Vitória em 2009 e defendeu o clube baiano em 210 partidas. Nesta temporada, esteve em campo em 16 oportunidades e não marcou gols.
Por GloboEsporte.com
Salvador
Prisão preventiva: PF diz que há provas de prática criminosa pelo tesoureiro do PT


A prisão preventiva do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi motivada, de acordo com a Polícia Federal (PF) e com o Ministério Público Federal (MPF), pela existência de “indícios concretos” de reiterada prática criminosa assim como pela “comprovação clara” de crimes como lavagem de dinheiro e fraude contra o sistema financeiro. Vaccari nega as acusações.
O tesoureiro também é suspeito de operar um esquema criminoso que desviava recursos de publicidade de órgãos públicos por meio de gráficas. Segundo as investigações, essas empresas eram forçadas a emitir notas fiscais falsas para dar legalidade a pagamento de altos valores.
“Verificamos o pagamento para uma gráfica com a ausência da prestação de serviço. Isso nós já temos comprovado. São notas bem genéricas, em que constam apenas serviços gráficos”, explicou o procurador Carlos Santos Lima, em entrevista coletiva em Curitiba.
A mulher de Vaccari, Giselda Rose Lima, e a cunhada dele, Marice Correia Lima, também foram alvos da 12ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de hoje (15). Contra a mulher de Vaccari foi expedido mandado de condução coercitiva. Contudo, ela foi ouvida por agentes da Polícia Federal em casa. Em relação a Marice Correia Lima, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Lava Jato, expediu mandato de prisão temporária. Ela ainda não foi localizada pela PF.
Para o MPF, Vaccari exercia papel semelhante ao do doleiro Alberto Youssef, como uma espécie de operador do esquema de fraudes em contratos da Petrobras e de empresas de publicidade com órgãos públicos. “A posição de João Vaccari é muito semelhante [à do doleiro Alberto Youssef] no sentido de que ele aparece como operador, representante de um esquema político-partidário dentro da Petrobras”, disse o procurador.
Segundo o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, desde 2004, João Vaccari Neto “desafia” as autoridades “reiteradamente”. “Nem uma ação penal da Justiça de São Paulo, em 2010, o intimidou em nada”, frisou o delegado. A prisão de Vaccari, acrescentou Romário de Paula, está embasada também em depoimentos de cinco presos em fases anteriores da Lava Jato e comprovação documental “clara” de práticas ilícitas.
“A prisão não ocorreu baseada apenas nas delações, mas no material fornecido por esses delatores e também em documentos apreendidos na operação. É bem claro o material apreendido contra ele. Já há indícios concretos de crimes”, disse o delegado da PF.
Vaccari foi citado como intermediário de pagamento de propinas oriundas de contratos superfaturados da Petrobras pelos ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, pelo doleiro Alberto Youssef, pelo empreiteiro Júlio Camargo, e pelo executivo da empresa Toyo Setal Augusto Mendonça.
De acordo com as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, há suspeitas de que Vaccari usava parentes para tentar acobertar transações ilícitas. “Verificamos que a família dele tem diversas operações suspeitas, com valores significativos transitando por contas bancárias de familiares”, disse o delegado.
Segundo o procurador Carlos Santos Lima, algumas transações financeiras, como a compra de um apartamento pela filha de Vaccari no valor superior a R$ 1 milhão, e movimentações bancárias superiores a R$ 300 mil nos últimos três anos na conta da mulher do tesoureiro do PT, sem comprovação da origem dos recursos, apontam o crime de lavagem de dinheiro.
Preso por volta das 6h, em São Paulo, quando se preparava para fazer uma atividade física, João Vaccari Neto deve chegar à carceragem da PF em Curitiba no início da tarde. Ainda não há previsão sobre a data em que ele prestará depoimento à Justiça.
Agência Brasil









































































