Mais de 3,2 milhões foram às urnas (Foto: Peter Morrison/AP).
Mais de 3,2 milhões foram às urnas (Foto: Peter Morrison/AP).
Representantes da campanha do “não” reconheceram a derrota no plebiscito que decidirá sobre a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda. Ministros do governo também afirmaram que o “sim” venceu. Caso o resultado se confirme, a Irlanda – um país de forte tradição católica – será o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay por voto popular.
Mais de 3,2 milhões de pessoas foram às urnas – muitos irlandeses que não moram no país voltaram só para participar da votação. A contagem dos votos teve início na manhã deste sábado e os resultados oficiais só devem sair no final da tarde (no horário local).
David Quinn, do Instituto Iona, um grupo católico, disse que foi “obviamente uma vitória muito impressionante do ‘sim'”. “Obviamente há um certo grau de decepção, mas sou filosófico sobre o resultado”, disse ele ao canal irlandês RTE
“Era uma batalha difícil – havia muito menos organizações no lado do ‘não’, enquanto todos os grandes partidos políticos apoiavam o ‘sim’ e tivemos grandes corporações vindo a público pela primeira vez para dizer como deveríamos votar em um assunto particular”, afirmou.
Ministros do governo – que apoiaram o “sim” – descreveram o dia como histórico. O ministro da Igualdade, Aodhan O Riordain, disse no Twitter: “É isso. Urnas chaves já foram abertas. Deu sim. E foi uma avalanche em Dublin. Estou tão orgulhoso de ser irlandês hoje.”
O ministro da Saúde, Leo Varadkar, que no início do ano foi o primeiro ministro na história da Irlanda a se assumir abertamente como gay, disse que a campanha foi “quase uma revolução social”.
Ele disse ao canal irlandês RTE que aparentemente 75% dos votos de Dublin que já haviam sido contados eram a favor do casamento entre homossexuais.
A expectativa pelo resultado é grande. Uma parte do castelo de Dublin foi aberta a um público de 2.000 pessoas para que elas possam assistir à declaração final do resultado em um telão. Nas urnas, os eleitores tiveram que responder se concordavam com a frase “O casamento pode ser contraído de acordo com a lei por duas pessoas, sem distinção do seu sexo”.
O plebiscito ocorreu 22 anos após atos homossexuais serem descriminalizados na Irlanda.
Em 2010, o governo aprovou uma lei de união civil que deu reconhecimento legal a casais gays. Mas há diferenças entre união civil e casamento. A principal delas é que o casamento é protegido pela Constituição, enquanto a união civil não é.
Na Irlanda, qualquer emenda constitucional tem de ser aprovada pelo Parlamento e levada à votação popular.
Igreja
Se a medida for aprovada as igrejas católicas ainda vão poder decidir se celebram este tipo de casamento.
O líder da Igreja Católica na Irlanda, Eamon Martin, disse que a igreja poderá analisar se continuará a fazer a parte civil da cerimônia se a mudança for aceita.
Atualmente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal em 19 países do mundo, inclusive no Brasil.
Jô Soares em gravação de seu talk show na Globo; apresentador descarta deixar a emissora
Jô Soares em gravação de seu talk show na Globo; apresentador descarta deixar a emissora
Pela primeira vez desde que estreou seu talk show na Globo, há 15 anos, Jô Soares está sendo ameaçado. Na semana que vem, a emissora grava pilotos de um projeto de Marcelo Adnet que, a médio ou longo prazos, visa substituir o Programa do Jô. A ameaça, aparentemente, não incomoda o apresentador e humorista. Ele recusa a ideia de romper contrato com a Globo, já que a Record teria interesse em seu passe. Também rejeita a possibilidade de se aposentar _como fez seu colega norte-americano David Letterman na última quarta-feira (20).
“Eu nunca rompi um contrato em toda a minha vida. Tenho contrato com a Globo por mais dois anos e vou cumpri-lo”, disse ao Notícias da TV. Em dezembro, Jô renovou com a Globo até o final de 2016. “Romper contrato não está no meu DNA”, sentencia, lembrando que quando trocou a Globo pelo SBT, em 1987, e quando voltou para a Globo, em 2000, estava com vínculos vencidos ou a vencer.
Nas últimas semanas, circularam rumores de que a Record teria feito uma proposta a Jô soares. A emissora ambiciona lançar um late night show para encerrar sua programação noturna. O apresentador nega sequer ter sido sondado pela Record. “Acho que isso foi com a Xuxa”, brinca.
Aos 77 anos e com quase 60 de atividade profissional, o apresentador não pensa em se aposentar, independentemente do futuro do Programa do Jô na Globo, que perdeu metade da audiência em dez anos.
“A gente tem uma profissão em que você só se aposenta quando cansa. A Bibi [Ferreira] está aí com mais de 90 [anos] dando um banho. O artista é privilegiado”, diz Jô, que se prepara para, em breve, receber a presidente Dilma Rousseff em seu programa.
Na tarde desta sexta-feira (22), a deputada estadual Estela Bezerra (PSB), defendeu que seu partido avalie as alianças seladas para definir as cidades onde terá candidatura própria. A socialista defendeu que o PSB busque usar os quadros internos da legenda nos lugares onde os filiados tenham melhor aceitação do que o gestor. “Tem que ponderar a opinião da população sobre a qualidade da gestão e o perfil do gestor”.
“Minha compreensão é que um partido como o PSB, em tendo quadros como o que tem, precisa disputar as eleições municipais”, defendeu Estela, argumentando que o partido tem projetos e que as disputas são ideológicas em todas as cidades. “A gente entende o que é política pública. Partidos que têm projetos, têm que ter candidaturas próprias”.
“O PSB tem quadros e precisa se posicionar com candidaturas, e, no inicio de 2016, ponderar o arco da aliança. Porque tem hora que você tem que avaliar se a gestão está bem avaliada. Se você tem um arco de aliança, e as vezes, você tem um nome que é mais competente, competitivo e melhor”, disse a deputada, lembrando que em algumas cidades o PSB pode ter nomes em partidos aliados para apoiar, mesmo tendo nome competitivo na legenda.
Tendo o nome cogitado para disputar as prefeituras de João Pessoa ou Cabedelo em 2016, Estela desconversa sobre seu objetivo nas eleições do próximo ano e afirma que está focada no mandato. “Uma das coisas ruins na política é que você mal recebeu uma missão e já está condicionando outro espaço. Estou interessada em ser boa deputada, meu foco é esse. Meu projeto é fazer um bom mandato e ver se a política é boa para mim e se eu sou boa para a política , para pensar no futuro”, concluiu.
Ponderando, a socialista também não descarta uma participação efetiva no pleito. “Lógico que quando se tem necessidade, a pessoa que tem um nome no partido, não se pode negar a nenhum tipo de desafio, como em 2012, eu enfrentei um desafio”, arrematou.
Premiê chinês, Li Keqiang, começou pelo Brasil sua visita a países da América Latina
Os acordos fechados durante a visita do premiê chinês, Li Keqiang, à América Latina nesta semana elevam a um novo patamar a presença da China na região e reduzem o poder dos Estados Unidos para influenciar políticas em países latino-americanos, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.
Premiê chinês, Li Keqiang, começou pelo Brasil sua visita a países da América Latina
Li iniciou na segunda-feira um giro de oito dias pelo Brasil, Colômbia, Peru e Chile. Nesta terça, após reunião com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, os dois líderes fecharam 37 acordos em várias áreas, entre as quais infraestrutura, energia e mineração. Segundo o governo brasileiro, os acertos envolvem gastos de mais de US$ 53 bilhões (R$ 160 bilhões).
O principal investimento anunciado é uma ferrovia que ligará a região Centro-Oeste ao Pacífico, atravessando o Peru. A obra facilitaria a venda de produtos brasileiros para a China, hoje feita a partir de portos no Atlântico, mas deve enfrentar a resistência de ambientalistas e grupos indígenas por cruzar um longo trecho da Floresta Amazônica.
Outro acordo firmado entre a Caixa Econômica e o Banco Industrial e Comercial da China criará um fundo de US$ 50 bilhões (R$ 152 bilhões) para financiar projetos de infraestrutura no Brasil, cerca de cinco vezes o valor da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Espera-se que Li anuncie novos investimentos até o fim de sua viagem, no dia 26. Em janeiro, o presidente chinês, Xi Jinping, autoridade máxima do país, disse que Pequim investiria US$ 250 bilhões (R$ 759 bilhões) na América Latina na próxima década.
Além de ampliar a influência de Pequim na região, analistas avaliam que as ações também buscam amortecer os efeitos da desaceleração da economia chinesa, que força suas empresas a buscar lucros no exterior.
Para Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, a China tenta com a visita “desfazer o argumento de que vem para explorar o continente e criar uma relação de dependência” com países latino-americanos.
Uma das principais críticas à China na América Latina é a assimetria em suas trocas comerciais com a região. Os chineses compram principalmente matérias-primas de países latino-americanas, mas lhes vendem produtos industrializados, com maior valor agregado.
Ao diversificar seus laços com países latino-americanos para além do comércio e investir em áreas como infraestrutura, diz Stuenkel, a China reforça o discurso de que não busca apenas o benefício próprio na relação, mas integrar a América Latina à economia global.
“São ações que vão tornar a China um ator político e econômico na região por muitas décadas, e depois disso será impossível cortá-la da equação”.
Para Stephan Mothe, analista da Euromonitor International baseado no Rio de Janeiro, a crescente participação chinesa na América Latina reduz a influência dos Estados Unidos na região. Ele diz que, ao passar a contar com financiamentos de bancos estatais chineses, os países latino-americanos se tornam menos dependentes de organizações mundiais que operam na órbita de Washington, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Os Estados Unidos passam a ter menos alavancagem para pressionar esses países a adotar as políticas que eles queiram”, afirma Mothe, que morou na China por quatro anos.
Margaret Myers, diretora do programa de China e América Latina do Inter-American Dialogue, em Washington, diz que os chineses oferecem à América Latina e outras regiões um modelo alternativo aos financiamentos dos Estados Unidos e de órgãos mundiais tradicionais.
Nos últimos anos, muitos países emergentes têm recorrido a empréstimos chineses em vez de se engajar em lentas e complexas negociações com bancos multilaterais e países desenvolvidos, que costumam fazer uma série de exigências para liberar seus recursos.
Já críticos ao modelo chinês dizem que os empréstimos de Pequim são mais sujeitos a desvios e ignoram boas práticas ambientais e trabalhistas.
A oferta global de crédito chinês deverá aumentar ainda mais nos próximos anos, quando começarem a operar o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que a China gerenciará com seus parceiros nos Brics (Brasil, Índia, Rússia e África do Sul), e o Banco Asiático de Infraestrutura e Investimento (BAII), capitaneado por Pequim.
Analistas destacam outro aspecto da visita do premiê chinês. Em seu giro, ele deixará de lado aliados mais próximos de Pequim, como Venezuela, Argentina, Cuba e Nicarágua, e viajará a países com governos considerados mais moderados e identificados com os Estados Unidos.
Para Stuenkel, da FGV, a decisão busca mostrar que a China “consegue trabalhar com todos os lados” no continente.
Jaseon Marczak, vice-diretor do Adrienne Arsht Latin America Center do Atlantic Council, em Washington, lembra que três dos quatro países visitados por Li (Chile, Colômbia e Peru) integram a Aliança do Pacífico, bloco econômico lançado em 2012 e focado no comércio com a Ásia.
Os três países também integram as discussões para a criação da Parceria Trans-Pacífica (PTT), inciativa econômica liderada pelos Estados Unidos e que exclui a China. Para Marczak, ao visitar Colômbia, Chile e Peru, o premiê chinês fortalece a posição de Pequim nesses países e no Pacífico latino-americano, contrapondo-se a eventuais riscos da PTT aos interesses chineses.
Mothe, da Euromonitor International, diz que os movimentos de Pequim na América Latina também são uma resposta às ações americanas na vizinhança chinesa. “É como se eles dissessem: se vocês não respeitarem o nosso quintal, não respeitaremos o seu”.
Já Stuenkel, da FGV, avalia que a China por ora não tem interesse em desafiar os Estados Unidos e fará de tudo para evitar confrontos com Washington, já que teria muito a perder com um conflito.
E como os Estados Unidos têm reagido às ações mais recentes de Pequim na América Latina?
Para Myers, do Inter-American Dialogue, a expansão do modelo chinês de financiamentos e o possível enfraquecimento das organizações multilaterais arquitetadas por Washington preocupam autoridades americanas.
Por ora, no entanto, ela considera que a reação do governo americano às ações chinesas na América Latina tem sido discreta.
Um dos poucos pontos de atrito é a construção do Canal da Nicarágua, maior obra de engenharia do mundo, financiada por um empresário chinês. A obra está em fase inicial e pretende ligar o Atlântico ao Pacífico, tornando-se uma alternativa ao Canal do Panamá. Autoridades americanas afirmaram que falta transparência à obra e cobraram o governo nicaraguense a sanar preocupações com questões ambientais e fundiárias.
Mas de maneira geral, diz Myers, “o que ouvimos do Departamento de Estado (americano) é que o que é bom para a América Latina é bom para todo o hemisfério”.
Para Marczak, do Atlantic Council, as ações chinesas na América Latina não ameaçam os interesses dos Estados Unidos diretamente. “É importante que a América Latina diversifique sua economia e se desenvolva, e os investimentos chineses podem ajudá-la a chegar lá”.
O problema, diz ele, “é como esses investimentos serão feitos, o quão transparentes serão e se serão bons para as pessoas que deles precisam”.
“Nos últimos anos a América Latina teve importantes avanços em transparência e democracia em resposta a demandas populares, e seria preocupante se os acordos com os chineses fizessem a região retroceder nesses campos.”
Governo recebe relatório da Frente Parlamentar da Água sobre estiagem na Paraíba
Deputados que integram a Frente Parlamentar da Água vão ao Ministério da Integração, em Brasília.
O governador Ricardo Coutinho recebeu, na tarde desta sexta-feira (22), na Granja Santana, o relatório da Frente Parlamentar da Água sobre a situação da falta d’água na Paraíba, contendo as propostas com prioridades para ações que amenizem os efeitos da estiagem.
O relatório da Frente Parlamentar da Água foi entregue pelo deputado Jeová Campos, presidente da Frente, que estava acompanhada de uma comissão formada por dez prefeitos das cidades que vivem colapso de abastecimento, recebendo água de carros-pipa.
O deputado Jeová Campos afirmou que os municípios vivem uma situação crítica e de emergência, colapso ou racionamento por causa da falta de água. “O problema já atinge pelo menos 170 municípios da Paraíba, dos quais 48 estão absolutamente sem água. A situação em algumas cidades é de calamidade. Noutras, nem os carros-pipa estão suprindo as necessidades básicas do consumo humano”, ressaltou.
Na próxima quarta-feira, os deputados que integram a Frente Parlamentar da Água vão ao Ministério da Integração, em Brasília, participar de uma reunião com a bancada Federal da Paraíba e entregar o relatório. O objetivo é pressionar o Governo Federal sobre a situação.
Participaram da audiência na Granja Santana, os deputados Buba Germano e Estela Bezerra, o presidente da Famup, Tota Guedes, e os prefeitos Anderson Monteiro – Esperança, Beto Brasil – Solânea, Acácio Araújo – Picuí, Domingos Sávio – Princesa Isabel, Cláudia Dias – Monte Horebe, André Pedrosa – Carrapateiras, Antônio Justino – Dona Inês, Denise Oliveira – Cajazeiras, José Geramilton – vice-prefeito de Queimadas e Tarcísio – prefeito de Gurinhém.
Vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial de Saúde para este ano – A (H1N1), A (H3N2) e influenza B.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) prorrogou até 5 de junho a Campanha de Vacinação Contra a Gripe, que terminaria nesta sexta-feira (22), para promover um alcance maior do público-alvo em toda a Paraíba. A meta da campanha é vacinar 80% da população de 850.986 pessoas, entre crianças de seis meses a menores de cinco anos; gestantes (em qualquer período gestacional; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores de saúde; população indígena; idosos (a partir dos 60 anos); população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, a exemplo de hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e respiratórias.
Até o início da tarde desta sexta-feira (22), 48,33%, que equivalem a 411.253 pessoas foram imunizadas nos postos de vacinação em toda a Paraíba. Entre o público-alvo da campanha, as puérperas representam o grupo prioritário com maior número de pessoas vacinadas, representando 63,08%. Em segundo lugar, ficam as gestantes, que são 50,47% do público-alvo imunizado. Em seguida, aparecem os trabalhadores da área de saúde: 50,16% deles já procuraram a prevenção contra a gripe. Até o momento, 49,61% das crianças de seis meses a menores de cinco anos foram vacinadas. Na população indígena, o alcance da campanha é de 47,05%. E entre os idosos chega aos 46,92%.
“Estamos seguindo a orientação do Ministério da Saúde para todos os Estados do País. Ainda não atingimos a meta, mas está semelhante ao que acontece todos os anos, já que, geralmente, a campanha é prorrogada e, possivelmente, passaremos dos 80% durante este novo prazo”, disse a chefe do Núcleo Imunização, da SES, Isiane Queiroga.
Os municípios deverão reforçar a campanha e o chamamento da população para se prevenir e evitar as consequências da gripe. “A vacina é de fundamental importância para prevenir as complicações que a gripe trás, como o risco de pneumonia e outras síndromes respiratórias, diminuir as hospitalizações e o número de óbitos decorrentes da doença”, reforça Isiane.
Serviço: Em todo estado, a vacina está sendo oferecida em 1.042 postos fixos e em 740 postos volantes, das 8h às 17h. São mais de seis mil profissionais de saúde envolvidos na campanha.
Governo bloqueia R$ 69,9 bilhões em gastos no Orçamento e medida pode ajudar economia do país
Mesmo com o anúncio desta sexta-feira, a demora na votação das medidas do ajuste fiscal se refletirá na arrecadação dos próximos meses.
O governo federal decidiu contingenciar R$ 69,946 bilhões do Orçamento Geral da União como parte do esforço fiscal para equilibrar as contas públicas do país. O número foi divulgado há pouco pelo Ministério do Planejamento. O objetivo do governo é atingir a meta de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. O detalhamento sobre os cortes deverá ser feito pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, e pelo secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Barbosa Saintive.
O contingenciamento (retenção dos gastos) e o estabelecimento de um limite de despesas de cada ministério constam de decreto que será publicado ainda hoje (22) em edição extraordinária do Diário Oficial da União. Segundo a lei orçamentária de 2015, vence hoje o prazo para edição do decreto. A cada dois meses, o tamanho do corte poderá ser reavaliado.
O governo aguardava a aprovação de medidas encaminhadas ao Congresso Nacional para anunciar o contingenciamento e definir como faria o reequilíbrio das contas. Com o atraso das votações, teve de estabelecer a retenção dos gastos a partir de hoje, como determina a lei orçamentária.
Nessa quinta (21), o governo deu mais um passo para fechar um acordo com o objetivo de aprovar as medidas provisórias do ajuste fiscal no Congresso Nacional. O contingenciamento poderá ser reduzido ao longo do ano caso aumentem as estimativas de receita da União ou melhorem as projeções para a economia em 2015.
Mesmo com o anúncio desta sexta-feira, a demora na votação das medidas do ajuste fiscal se refletirá na arrecadação dos próximos meses, aumentando o impacto das desonerações nos cofres federais.
A avaliação é do chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias, que ontem divulgou o resultado da arrecadação. A arrecadação registrou o menor resultado para o mês de abril em cinco anos: R$ 109,241 bilhões. Houve queda de 4,62% em relação a abril de 2014, descontada a inflação oficial.
Inicialmente, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tinha previsto uma arrecadação extra com a elevação de tributos próxima de R$ 20,6 bilhões. Em janeiro deste ano, anunciou o ajuste fiscal e fez mudanças no Programa de Integração Social (PIS) e na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis, além de adiantar o retorno da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
O aumento da taxação dos lucros dos bancos, que consta de medida provisória publicada nesta sexta, renderá de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões extras.
Ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, participando de audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).
Ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, participando de audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).
As obras de transposição do Rio São Francisco serão concluídas e entregues em 2017, segundo anunciou na última quarta-feira (20) o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi. Ele participou de audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), juntamente com a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e com a Comissão Temporária para Acompanhamento das Obras da Transposição e Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
Ao admitir o atraso, o ministro observou que obras de porte semelhante em andamento em outros países, como China e Japão, também levam tempo parecido para serem concluídas. “Nossa previsão é nos próximos dois anos entregar essa obra. Nós vamos estar compatíveis com a execução mundial de obras dessa natureza” afirmou.
Quando foram iniciadas as obras, em 2007, previa-se que a transposição do rio São Francisco seria concluída em 2012. De lá pra cá, o prazo previsto mudou algumas vezes.
No início de 2014, o ex-ministro da Integração Nacional Francisco Teixeira informou que em dezembro deste ano a água já estaria circulando pelos 477 quilômetros de canais. Em outro anúncio, o ministério previu a entrega para o primeiro semestre do ano que vem. Em março, Gilberto Occhi disse, na Câmara, que o segundo semestre de 2016 seria o novo prazo de entrega.
No mesmo período, o valor da construção estimado saltou de R$ 4,7 bilhões em 2007 para R$ 8,2 bilhões. Conforme o ministro, o custo total da transposição pode ter nova correção até o final das obras. “É possível que tenhamos, sim, a necessidade de suplementação” admitiu o ministro, frisando que a transposição tem sido acompanhada de perto tanto pelo Tribunal de Contas da União quanto pela Controladoria-Geral da União.
Apesar do novo atraso, os eixos Norte e Leste da transposição já estarão com ao menos 35 km de água fluindo. A ideia é liberar novos trechos gradativamente. “O nosso trabalho é no sentido de que faça a água andar pelo canal. Nossa previsão é que para os próximos três meses nós tenhamos condições de, no eixo norte, entregar 35 a 40 km de água sendo abastecida e, no eixo leste, da mesma maneira” anunciou.
Execução
Em abril, conforme informou Occhi, as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco alcançaram o índice de 74,5% de execução. Nos quatro primeiros meses do ano, o governo investiu cerca de R$ 600 milhões nas obras, contra R$ 277 milhões executados no mesmo período do ano passado.
“Quando nós chegamos ao ministério, essa obra estava com 69,2%, então nós estamos andando com a obra desde janeiro com 1.1% ao mês” assinalou Occhi, que assumiu o comando da pasta em janeiro, substituindo Francisco Teixeira. Projeto
O projeto contempla 477 quilômetros de canais, formando os eixos Norte, que vai de Cabrobó (PE) a Cajazeiras (PB), e Leste, com início em Floresta (PE) e término em Monteiro (PB) que conduzirão a água no semiárido nordestino.
Segundo o ministro, as obras garantirão segurança hídrica para 12 milhões de habitantes de 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Visitas
Para acompanhar de perto o andamento das obras, os senadores decidiram que organizarão uma comitiva. Raimundo Lira (PMDB-PB), destacou que o governo deve centrar esforços também na revitalização do Rio São Francisco. “Se não houver um trabalho firme, constante e permanente de revitalização do Rio São Francisco, daqui a duas ou três décadas os resultados positivos dessa transposição podem ser prejudicados por falta de água” disse Lira, que preside a Comissão Temporária para Acompanhamento das Obras da Transposição.
Relator do colegiado, Humberto Costa (PT-PE) disse que os nordestinos estão ansiosos pela conclusão da transposição. “Todas essas obras são a esperança de que possamos resolver definitivamente o problema da oferta de água para a população nordestina” avaliou o parlamentar.
Prefeito Adriano Barreto discursou em público parabenizando Marcação pelos seus 21 anos
O prefeito Adriano Barreto aproveitou a noite da última terça-feira (19) para parabenizar a cidade de Marcação e os seus munícipes pela passagem dos 21 anos de emancipação política do município potiguara.
Na ocasião, a gestão comemorou o dia com a realização de um torneio de futebol com a participação de 26 equipes, nas modalidades masculina e feminino. A competição teve início as 9h e encerrou com as entregas das premiações as 17h30. As 9h, o prefeito participou de missa solene na Igreja Matriz ao lado da vice-prefeita Eliselma Oliveira (Lili), vereadores, secretários, assessores e funcionários em geral da Prefeitura, além da comunidade católica.
Prefeito Adriano Barreto acompanhado da vice-prefeita Lili, participando de missa solene pela manhã
À noite, a festa foi abrilhantada ao som das bandas Fãs do Arrocha, Cavaleiros do Forró e Malla 100 Alça que encantaram e animaram cerca de 6 mil pessoas que prestigiaram o evento. As 00h00 houve a tradicional queima de fogos.
Adriano destacou que este é um ano especial, principalmente pelas conquistas pelas quais passa o município com investimentos nas áreas da educação, saúde, ação social, esportes e infraestrutura, elencando o reajuste pago neste ano aos professores de 13,01% fazendo-se cumprir a Lei do piso nacional do magistério.
Cerca de 6 mil pessoas prestigiaram o evento
“Estou muito feliz por poder está concluindo e entregando algumas obras, depois de muitos ajustes, enxugamentos e planejamentos. Entregamos a Escola Raimunda Soares totalmente reformada e equipada, estamos investindo no profissional da educação, na alimentação escolar, implantamos a educação física nas escolas para as crianças, e os investimentos no esporte como o de hoje, onde aconteceu o torneio da emancipação política”, frisou.
O prefeito lembrou ainda da entrega da Unidade Básica de Saúde que acontece neste sábado (23). “Só tenho a agradecer ao povo de Marcação, as pessoas que vem contribuindo para que esta gestão venha está no funcionamento e dando certo”, ponderou.
Prefeito Adriano com o cantor ‘peruano’ da Banda Cavaleiros do Forró
O gestor ressaltou também que hoje, Marcação ganha no seu calendário festivo e turístico, eventos a nível de estado, a exemplo da tradicional festa de Reis e a emancipação política. No entanto, ele lembrou que teve todo o cuidado de não inviabilizar as finanças do município em razão da festa, mas que, dentro do planejamento implantado de meses, o município pôde realizar uma programação de qualidade, disse.
O secretário de Turismo e Evento Sindré Lima, disse está satisfeito com o sucesso da festa de 21 anos de emancipação política da cidade, desde o número do público presente, o nível das atrações e o brilhantismo do evento que aconteceu em Praça pública. “Realizamos por mais um ano, e com sucesso a festa de emancipação de Marcação. Deu tudo certo graças a Deus, sem maiores ocorrências, tudo transcorreu dentro da normalidade possível. Aproveito para agradecer a presença da Polícia Militar, do pessoal do SAMU, segurança particular, equipe de bombeiro civil – ‘Andrae’, e a toda equipe da gestão do prefeito Adriano Barreto que se empenhou para este sucesso”, disse.
O Brasil já cumpre esta meta e investe 6,6% do PIB.
O Brasil já cumpre esta meta e investe 6,6% do PIB.
Por Mariana Tokarnia
Mais de 150 países, entre eles o Brasil, comprometeram-se a investir pelo menos de 4% a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2030. O compromisso faz parte de declaração assinada no Fórum Mundial de Educação, em Incheon, na Coreia do Sul, que deverá servir de base para a definição de metas globais para a educação nos próximos 15 anos.
Além do investimento, os países comprometeram-se a oferecer educação de qualidade, inclusiva e equidade no acesso, entre outras questões. Para a coordenadora de Educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Rebeca Otero, o financiamento é a questão chave para que os países cumpram as metas. “O financiamento é extremamente importante. A meta de financiamento é fundamental, algo que não tínhamos especificado em 2000”.
A declaração firmada servirá de base para a definição das metas de educação nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que serão ratificados pelas Nações Unidas em setembro. As metas, que deverão ser cumpridas até 2030 darão continuidade ao Marco de Ação de Dakar, Educação para Todos: Cumprindo nossos Compromissos Coletivos, firmado em 2000 por 164 países, que vigorou até este ano.
De acordo com a Unesco, um terço dos países conseguiu cumprir as metas e a falta de recursos está entre os principais motivos. Na declaração firmada, os países comprometem-sem com o investimento de 4% a 6% do PIB ou de 20% do Orçamento. Segundo os últimos dados disponibilizados pela Unesco, em 2012, de 142 países com dados disponíveis, 39 gastaram 6% ou mais do PIB em educação.
A questão do financiamento ainda será detalhada em duas reuniões das Nações Unidas este ano em Adis Abeba, na Etiópia, e em Oslo, na Noruega. Além do aumento de recursos por parte dos países, será debatido o papel dos países ricos como doadores. De acordo com a Unesco, o mundo conseguiria universalizar a educação primária até 2030, incluindo 58 milhões de crianças na escola, com o investimento de US$ 22 bilhões por ano dos países ricos. O valor equivale, por exemplo, ao que esses mesmos países gastam em 4,5 dias com aparatos militares.
No caso do Brasil, a meta de investimento já é cumprida. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o país investe 6,6% do PIB no setor. “É preciso observar a gestão, se esses recursos estão gerando efetividade na aplicação. O país já aloca o padrão mínimo, mas é preciso buscar os 10% do PIB para garantir qualidade”, diz Rebeca.
Segundo ela, se o Brasil cumprir o que está estabelecido no Plano Nacional de Educação (PNE), “alcançará a maior parte das metas internacionais que o país é signatário e provavelmente também do próximo marco de ação. O PNE contempla todas essas metas internacionais”.
O PNE foi sancionando no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. O plano estabelece metas a serem cumpridas pelo Brasil nos próximos dez anos desde o ensino infantil até a pós-graduação, incluindo o ensino técnico e a formação e valorização dos professores. O PNE estabele também o investimento mínimo de 10% do PIB em educação.