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Câmara rejeita incluir na Constituição doação de empresas para campanhas

A emenda recebeu 264 votos favoráveis, 207 contrários e houve quatro abstenções.

“Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defendia financiamento privado. Com resultado, PMDB teve segunda derrota em votação da reforma política”.

A emenda recebeu 264 votos favoráveis, 207 contrários e houve quatro abstenções.
A emenda recebeu 264 votos favoráveis, 207 contrários e houve quatro abstenções.

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira (26) – ao analisar um dos trechos da proposta de reforma política que tramita no plenário – emenda que incluía na Constituição Federal a doação de empresas a partidos políticos e campanhas eleitorais.

A emenda recebeu 264 votos favoráveis, 207 contrários e houve quatro abstenções. Mas, por se tratar de proposta para alterar a Constituição, eram necessários 307 votos a favor.

Com isso, o atual modelo misto de financiamento de campanhas eleitorais (público e privado com doações de pessoas físicas e jurídicas) fica inalterado.

A Câmara ainda analisará nesta quarta (27), a partir das 12h, emendas que incluem na Constituição autorização para doações de empresas somente a partidos políticos e que autorizam somente doação de pessoas físicas a partidos e candidatos.

Mas, na visão do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), as votações desta madrugada mostraram que a Câmara “não quer mudar nada” do sistema político e eleitoral do país.

“A Casa quer continuar como está. Está rejeitando mudanças. Acho que não vai passar nada. Não vai passar fim da reeleição, não vai passar coincidência eleitoral”, disse Cunha depois da sessão.

Doações de empresas

O modelo de financiamento de campanha é um dos trechos da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera o sistema eleitoral e político do país e que entrou em votação nesta semana no plenário da Câmara.

Por decisão de Cunha, a PEC foi colocada em votação diretamente no plenário, sem passar por análise na comissão especial criada especialmente para debater o tema.

Cada item da proposta será votado individualmente no plenário. Depois, o texto como um todo passará por uma votação em segundo turno e precisará do voto favorável de 307 deputados para seguir para o Senado.

Inscrever na Constituição a doação de pessoas jurídicas tanto para partidos quanto para os candidatos individualmente era uma bandeira do PMDB e de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O PT era contra, e defendeu a proibição de doação de empresas e a aprovação de financiamento exclusivamente público.

Atualmente, o financiamento de campanha no Brasil é público e privado. Políticos e partidos recebem dinheiro do Fundo Partidário (formado por recursos do Orçamento, multas, penalidades e doações) e de pessoas físicas (até o limite de 10% do rendimento) ou de empresas (limitadas a 2% do faturamento bruto do ano anterior ao da eleição).

Essas regras, porém, não estão previstas na Constituição Federal e estão sendo questionadas por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em abril de 2014, o STF interrompeu o julgamento da ação quando a maioria dos 11 ministros da Corte já havia votado a favor da proibição de doações de empresas a partidos políticos e campanhas eleitorais.

A interrupção foi provocada por um pedido de vista (mais tempo para analisar a matéria) do ministro Gilmar Mendes. Desde então, o magistrado ainda não levou o voto ao plenário, e o julgamento permanece suspenso.

O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), destacou que a inclusão do sistema de doação de campanhas na Constituição era necessária para evitar que o STF “legisle” sobre o tema.

“O Supremo vai interpretar a Constituição e estabelecer uma regra. Creio que isso não é o melhor para a democracia. Quem deve decidir as leis é o Poder Legislativo. Hoje, devemos colocar esse tema na Constituição e estabelecer em lei, depois, os limites. O bom senso nos manda decidir esse tema hoje porque senão estaremos na mão do Poder Judiciário”, disse.

Conforme Picciani, a ideia é garantir a doação empresarial na Constituição e, posteriormente, estabelecer um teto de gastos e doações por meio de um projeto de lei.

O líder do PT, Sibá Machado (AC), criticou o financiamento empresarial a campanhas. “A nossa posição sobre financiamento das campanhas é pelo fim da participação das empresas. Entendemos que isso dá maior dificuldade de arrecadação para pessoas de classes mais desassistidas”, afirmou.

G1

Deputados rejeitam distritão e sistema eleitoral proporcional é mantido

O plenário da Câmara dos Deputados discute emenda à PEC da Reforma PolíticaWilson Dias/Agência Brasil
O plenário da Câmara dos Deputados discute emenda à PEC da Reforma PolíticaWilson Dias/Agência Brasil
O plenário da Câmara dos Deputados discute emenda à PEC da Reforma PolíticaWilson Dias/Agência Brasil

O plenário da Câmara rejeitou, há pouco, durante a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 182/2007, que trata da reforma política, por 210 votos a favor, 267 contra e 5 abstenções a adoção do sistema eleitoral chamado distritão, fórmula em que seriam eleitos os candidatos mais votados em cada estado ou município.

Pelo texto do relator da  PEC, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a adoção do distritão seria para as eleições de vereadores, deputados estaduais e federais. Se ele tivesse sido aprovado acabaria o atual sistema eleitoral proporcional adotado no Brasil para as eleições de vereadores e de deputados. A proposta do distritão vinha sendo defendida pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pela bancada do seu partido. 

No encaminhamento da votação, o bloco do PMDB recomendou o voto sim e foi seguido pelo DEM, SD e PCdoB. Encaminharam contra o sistema o PT, PR, PSB, PDT, PPS, PV e PSOL. Liberaram as bancadas o PSDB, PSB e PROS. 

Com a rejeição do distritão, os deputados iniciaram a discussão da última proposta do sistema eleitoral que prevê que as eleições proporcionais serão realizadas pelo sistema distritão misto. Alguns líderes pediram a retirada da votação do dispositivo, alegando que ele era “natimorto”.

Com isso, o presidente da Câmara retirou o dispositivo de votação e anunciou que, com a rejeição das propostas de mudanças do sistema eleitoral, permanecem as regras atuais da proporcionalidade para as eleições de deputados federais, estaduais e vereadores.

Agência Brasil

Senado aprova MP que muda regras de acesso ao seguro-desemprego e abono salarial

O plenário do Senado aprovou, sem alterações em relação ao texto da Câmara, a Medida Provisória (MP) 665, que altera as regras para acesso do trabalhador ao seguro-desemprego, ao seguro-defeso e ao abono salarial. A matéria segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff. 

Em longa e apertada votação, com 39 votos favoráveis e 32 contrários, o governo conseguiu o apoio da maior parte de sua base para garantir que o texto fosse aprovado sem mudanças e não precisasse retornar para última análise dos deputados, o que poderia fazer com que a MP perdesse a validade por decurso de prazo.

A maior polêmica em relação ao texto se deu em torno do artigo que traz as mudanças no abono salarial. Atualmente, o trabalhador que tiver trabalhado no ano anterior pelo menos 30 dias com carteira assinada e tiver recebido até dois salários-mínimos, tem direito ao abono de um salário-mínimo.

As novas regras aprovadas pelo Congresso estabelecem que ele terá que ter trabalhado pelo menos 90 dias no ano anterior e receberá o benefício proporcionalmente ao tempo trabalhado. Assim, ele receberá um doze avos do salário-mínimo por cada mês trabalhado, conforme as regras que valem para o pagamento de 13º salário.

Um requerimento propondo a retirada desse artigo foi apresentado pelos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Paim (PT-RS), Walter Pinheiro (PT-BA), Otto Alencar (PSD-BA) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), mas foi rejeitado pela maioria do plenário. Os senadores queriam que o governo também se comprometesse a vetar esse trecho do texto, mas só conseguiram a promessa de alguns líderes governistas de alcançar o veto na regra que estabelece os 90 dias de carência. “Nós, como líderes, assumimos o compromisso de que essa noventena é algo que pode ser retirado”, afirmou o líder do PT, senador Humberto Costa (PE).

Apesar disso, o senador Paulo Paim anunciou que a aprovação da MP 665 sem o veto integral sobre o artigo que trata do abono salarial poderá se refletir em prejuízos ao governo na votação da MP 668, que também trata do ajuste fiscal.

“Quanto à terceira medida [MP 668], não há nenhum compromisso nosso de votar favorável. Votaremos contra”, disse o senador. “Nós entendemos que essa outra medida não trata do interesse do trabalhador. Se eles derrubarem a que trata do interesse do trabalhador [emenda que retirava as mudanças sobre o abono salarial], nós vamos debater internamente para votar até mesmo contra essa medida”.

No que se refere ao seguro-desemprego, pelo texto aprovado, o trabalhador terá que comprovar ter trabalhado por pelo menos 12 meses consecutivos para ter acesso ao benefício pela primeira vez. Nos casos em que o trabalhador tiver acessando o seguro pela segunda vez, o prazo de carência será de nove meses. E nos casos em que o acesso se der pela terceira vez, o trabalhador terá que comprovar ter trabalhado por pelo menos seis meses para receber o seguro.

Para acesso ao seguro defeso, o pescador profissional terá que comprovar ter trabalhado por um ano para ter acesso ao benefício. Ele terá direito ao seguro mesmo que já esteja recebendo outros benefícios provenientes de programas sociais do governo.

A votação foi acompanhada por diversos sindicalistas que protestaram nas galerias do plenário do Senado contra a MP. Em alguns momentos o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) precisou suspender a sessão para que as manifestações das galerias fossem controladas. O principal alvo dos sindicalistas eram os senadores do PT, que eram acusados de traição aos trabalhadores.

Da redação

Com Agência Brasil

Colunista de Veja diz que Veneziano tem mais processos de que gol da Alemanha no Brasil

Deputado federal Veneziano Vital do Rego
Deputado federal Veneziano Vital do Rego
Deputado federal Veneziano Vital do Rego

Colunista da Revista Veja, Lauro Jardim,  publicou nota em que comenta a enxurrada de processos contra o deputado federal Veneziano Vital do Rego, advindos de supostas irregularidades cometidas à frente da Prefeitura de Campina Grande, durante os dois mandatos em que exerceu como prefeito. Diz a nota de Lauro Jardim:

“O ritmo que chegam inquéritos no STF para investigar Veneziano Vital do Rego, irmão do ministro do TCU, parece 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil. Bastou piscar, chega mais”

“Na semana passada”, continua, “Carmem Lúcia (ministra do STF) autorizou a abertura de mais um inquérito, novamente para investiga-lo por suspeita de crimes  contra a Lei de Licitações, quando ele governava Campina Grande”.

“Desde fevereiro, quando Veneziano tomou posse, já são oito inquérito e uma ação penal”, conclui o jornalista.

Dentre tantos inquéritos de  improbidade supostamente cometidas quando estava à frente da Prefeitura de Campina Grande, Veneziano responde à Ação Civil Pública na  3ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, por conta das contas do Ipsem, inclusive com indisponibilidade dos bens.

Pesa contra ele ainda ação de contratar, irregular de consultoria jurídica, durante sua gestão à frente do município, junto ao TCE, por conta de licitação. realizada pela Secretaria de Administração e a empresa Deloitte Touche Thomatsu Consultores S/c Ltda, considerada ilegal.

Há ainda outros processos, como o  chamado “Caso Maranata”, utilização de cheque da saúde em conta de campanha, calote a fornecedores e licitação dirigida no Restaurante Popular, que culminou com o fechamento do estabelecimento, além de aplicação duvidosa dos recursos advindos do Ministério do Turismo para o São João, de 2009, com processo também correndo junto à Controladoria da República.

Com ClickPB

MEC prorroga até 30 de junho prazo para renovar contratos do Fies

Estudantes terão até o dia 30 de junho para renovação
Estudantes terão até o dia 30 de junho para renovação
Estudantes terão até o dia 30 de junho para renovação

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o prazo para renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o dia 30 de junho. O prazo, que já foi prorrogado uma vez, terminaria na próxima sexta-feira, 29 de maio. Mas, de acordo com a pasta, 100 mil alunos ainda não concluíram o processo de aditamento.

A portaria com a ampliação do prazo será publicada quinta-feira (28) e, de acordo com nota do MEC, “o compromisso do governo federal é o de garantir que todos os estudantes façam o aditamento”, por meio do portal do Fies.

Hoje (26), o MEC se reuniu com representantes das instituições privadas de ensino superior para debater o Fies.

O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior, a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso. O programa acumula 1,9 milhão de contratos em mais de 1,6 mil instituições.

Agência Brasil

Prefeito Edvaldo participa da Marcha dos Prefeitos em Brasília e tenta destravar recursos para Capim

Assessor Estanislau Chaves Neto e o prefeito Edvaldo Freire durante palestra
Assessor Estanislau Chaves Neto e o prefeito Edvaldo Freire durante palestra

O prefeito Edvaldo Freire de Capim-PB, viajou para a Capital do País, Brasília, no último domingo (24), de onde deve participar do maior evento municipalista que envolve prefeitos de milhares de cidades brasileiras até o próximo dia (28) na quinta-feira.

O principal tema da 18ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios é o repasse de fundos da União para as cidades do País no contexto de ajuste fiscal. 

A assessoria do prefeito, Estanilau Chaves Neto, informou ao PBVale que, além dos temas que serão tratados na marcha, o gestor também pretende visitar alguns gabinetes e ministérios, no sentido de solicitar novos projetos e destravamentos de recursos oriundos do Governo Federal para a cidade de Capim.

Nesta terça-feira (26), Edvaldo Freire visitou o gabinete do deputado federal Wilson Filho (PTB) com o objetivo de cobrar liberações de recursos da Praça de eventos e do Campo de Futebol do município. Edvaldo garantiu que irá tentar articulações em outras áreas, mas, preferiu aguardar o término do evento.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a “Marcha dos Prefeitos”, como é conhecida, deve ter mais força este ano. “A crise que se abateu sobre os governos federal e estaduais agravou a situação dos municípios. E agora, com os ajustes do governo, estamos vivendo uma situação de caos”, afirmou.

De acordo com organização da marcha, até a tarde desta segunda-feira, 25, mais de 7 mil pessoas haviam se credenciado no evento. Nos anos anteriores, a média foi de 5 mil participantes.

O evento promoverá palestras e mesas de debate de hoje até quinta-feira, 28, com prefeitos, vice-prefeitos e secretários de municípios de várias regiões do Brasil.

Da redação

 

Na Índia, pelo menos 800 pessoas já morreram por causa do calor

Mais de 800 são mortos em onda de calor na Índia
Grande parte do país está sob efeitos da onda de calor, incluindo a capital.
Grande parte do país está sob efeitos da onda de calor, incluindo a capital.

Pelo menos 800 pessoas morreram na sequência da onda de calor que ocorre há mais de uma semana na Índia, sobretudo nos estados do Sul do país, disseram hoje (26) as autoridades do país. No estado de Andhra Prades – Sul da Índia –, o mais atingido, ao menos 551 pessoas morreram na última semana.

Na segunda-feira, a temperatura registrava 47 graus Celsius (ºC), o que levou as autoridades a colocar em alerta os hospitais do estado e recomendar à população que evite sair à rua.

“O governo do estado lançou programas de informação na televisão e em outras mídias para recomendar às pessoas que não saiam sem chapéu e que bebam água”, disse Tulsi Rani, responsável pela Unidade de Gestão de Catástrofes de Andhra Pradesh.

“Pedimos também às organizações não governamentais e agências estatais para abrirem pontos de abastecimento de água para que toda a população tenha acesso”, acrescentou a autoridade indiana.

Uma grande parte da Índia foi afetada por essa onda de calor, incluindo a capital Nova Deli.

De acordo com o jornal The Hindustan Times, a temperatura máxima em Deli atingiu um novo recorde na segunda-feira (25), 45,5ºC, por volta de 5ºC acima da média para esta época do ano.

No estado de Telanga, que faz fronteira com Andhra Pradesh, 231 pessoas morreram em uma semana e as temperaturas atingiram os 48ºC no fim de semana.

Em Orissa – Leste do país –, 11 pessoas morreram em decorrência do calor. Os serviços meteorológicos indianos emitiram um “alerta vermelho” para hoje e amanhã em Orissa devido às previsões de temperaturas superiores aos 45ºC.

Em Bengala ocidental, também no Leste do país, 13 pessoas morreram. Os sindicatos dos taxistas de Calcutá recomendaram aos motoristas que limitem os deslocamentos durante o dia.

Centenas de pessoas, sobretudo entre a população mais pobre, morrem todos os verões devido ao calor e dezenas de milhares são afetadas por cortes de eletricidade devido à sobrecarga na rede de energia.

De acordo com o The Hindustan Times, as condições meteorológicas podem causar uma seca nos estados mais afetados pelo calor antes da chegada das monções, esperadas para o final do mês em Kerala (Sul).

A estação das chuvas deverá levar várias semanas até chegar às planícies mais áridas do Norte.

Da redação, com Agência Lusa

Perto de jogo decisivo, três jogadores do Campinense deixam treino machucados

Foto: PBEsportes.net
Foto: PBEsportes.net
Foto: PBEsportes.net

O técnico Francisco Diá mudou de última hora a programação de treinos do Campinense nesta segunda-feira (25). E o resultado pode não ser considerado bom.

No planejamento inicial, a equipe rubro-negra iria treinar no Amigão, local da partida de quarta-feira contra o Botafogo-PB, e de portões fechados.

Mas ontem, momentos antes da atividade começar, a assessoria de imprensa do clube informou que o treino seria realizado no Estádio Renatão mesmo, e com a comissão técnica liberando o acesso para imprensa e torcida.

Durante o treino tático, os atacantes Reginaldo Júnior, Nando e Túlio Renan acabaram deixando o gramado machucados.

A situação mais delicada, conforme o Departamento Médico da Raposa, é a de Reginaldo. O jogador sofreu uma forte pancada no joelho esquerdo e amanheceu com a região bastante dolorida. Antes da movimentação da tarde desta terça-feira o médico Fábio Gondim vai avaliar o trio.

Nando, que saiu após machucar o braço esquerdo, e Túlio Renan, o qual sentiu um incômodo no tornozelo, iniciaram ontem mesmo o tratamento com gelo.

Caso não possa contar com Reginaldo Júnior e Nando, Diá deve promover a entrada do meia Renatinho, deixando Felipe Alves isolado no ataque.

Líder do quadrangular final do Paraibano 2015 com seis pontos, o Campinense encara o vice-líder Botafogo-PB (02) a partir das 20h30 desta quarta. A partida tem validade pela terceira rodada.

A vitória no Clássico Emoção é considerada fundamental pelos raposeiros. Com os três pontos, o Rubro-Negro chega aos nove e abre sete do Belo faltando apenas três rodadas para a competição acabar.

Da redação, com Equipe @Vozdatorcida

Rafael Ilha vai à delegacia registrar B.O e acaba preso

Rafael Ilha vai à delegacia registrar B.O e acaba preso mais uma vez em SP
Delegado informou que ele não compareceu mais ao fórum sobre processo de 2012.
Delegado informou que ele não compareceu mais ao fórum sobre processo de 2012.

O ex-cantor Rafael Ilha foi preso nesta segunda-feira (25) quando procurou a 4ª Divecar (Departamento Estadual de Investigações Criminais), em São Paulo, para registrar um boletim de ocorrência por conta de uma placa do seu carro que foi clonada, Segundo Rafael. No local, ele foi informado que havia um mandado de prisão em aberto.

Ele respondia pela condenação de sequestro e formação de quadrilha, em 2005, mas nunca mais compareceu no fórum em audiências marcadas. Rafael foi condenado à pena alternativa, mas alega que mudou de endereço e não foi mais comunicado sobre as audiências.

— Clonaram a placa do meu carro e vim verificar o que aconteceu e acabei descobrindo que saiu um mandado de prisão de um resgate de uma menina. Eu havia sido condenado para cumprir a pena no semi-aberto, mas como mudei de endereço, não recebi a intimação; foi só uma falta de comunicação, meu advogado já está resolvendo o assunto.

O delegado João Renato afirma que Rafael foi levado à delegacia depois de ser parado em uma blitz e averiguado que existiam restrições no carro em que ele dirigia. O ex-cantor vai passar a noite na delegacia e na terça-feira (26) será encaminhado à Vara de Execuções Penais.

Esta é a oitava vez que Rafael Ilha é preso. Seu primeiro crime foi em 1998 por assaltar em um cruzamento de São Paulo para comprar e consumir drogas. Menos de um ano depois, o ex-músico foi flagrado dirigindo uma moto na contramão e levado novamente para a cadeia.

O vício em cocaína abriu caminho para o tráfico de drogas, o que rendeu mais duas prisões no histórico do ex-Polegar. Em 2000, novas polêmicas para o currículo: Rafael Ilha sofreu uma crise de abstinência e engoliu três esqueiros, uma pilha e uma caneta. Meses depois precisou passar por uma cirurgia de emergência após engolir outras duas pilhas.

A primeira prisão por porte ilegal de arma foi em 2005, quando estava com um revólver calíbre 380 de numeração raspada.

O ex-cantor buscou tratamento diversas vezes em centros de reabilitação para usuários de drogas e, em 2005, abriu seu próprio centro de atendimento e contabilizou sua sexta passagem pela cadeia. Ilha foi indiciado por sequestro e formação de quadrilha ao tentar forçar uma mulher a se internar na sua clínica para dependentes químicos.

Além das prisões, o ex-cantor tentou se suicidar em 2009 quando foi diagnosticado com transtorno bipolar e, em 2013, sofreu um acidente e a moto que pilotava explodiu. Rafael Ilha passará a noite desta segunda-feira (21) preso na delegacia da Polícia Federal de Foz do Iguaçu.

Da redação, com R7

ProUni tem bolsistas que já morreram e de alta renda, mostra auditoria da CGU

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou falhas nos mecanismos de controle para concessão e manutenção das bolsas do Programa Universidade Para Todos (ProUni). Entre as irregularidades, foram identificados 47 beneficiários mortos, além de 4.421 bolsistas cuja renda não atende aos critérios exigidos pelo programa.

O trabalho da CGU avaliou cursos, universidades, candidatos e bolsistas de todas as regiões do país. A controladoria verificou o cumprimento das exigências do programa, além da frequência e do desempenho acadêmico dos bolsistas. A investigação envolveu 291 fiscalizações, além da análise de dados do Sistema Informatizado do ProUni (SisProUni) entre 2005 e 2012.

Para chegar à conclusão de que as pessoas que já morreram recebiam a bolsa, os auditores cruzaram os dados do Sistema Informatizado de Controle de Óbitos com o sistema de dados do Prouni. Eles encontraram beneficiários que haviam morrido, mas contavam como “em utilização-bolsista matriculado”, sendo que um deles morreu antes de se tornar bolsista e os outros 46 após o recebimento da bolsa.

Segundo o levantamento, 12,2% dos candidatos da amostra deixaram de comprovar ao menos um critério para a concessão do benefício, como escolaridade, residência e renda. Foi constatada também a existência de 58 registros de candidatos que informaram não serem brasileiros natos ou naturalizados. Além disso, seis pessoas tinham duas bolsas ativas, o que contraria as normas do ProUni.

A CGU informou, em nota, que “houve problemas na alimentação dos dados do SisProUni pelas instituições de ensino, bolsistas com desempenho acadêmico inferior ao estipulado, inconsistência no que a instituição informava sobre bolsas do ProUni e as vagas efetivamente oferecidas no vestibular, entre outros”.

A controladoria recomendou ao Ministério da Educação (MEC), gestor federal do programa, aprimorar o controle das informações do SisProUni e melhorar a gestão do ProUni. Em resposta à CGU, o MEC disse ter aumentado o controle das informações fornecidas pelas instituições de ensino, assim como feito auditorias periódicas no sistema. O ministério também informou que criou uma lista de espera com o objetivo de diminuir o número de bolsas ociosas.

Criado em 2004, o ProUni concede bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. Procurado pela Agência Brasil, o MEC não se manifestou. 

Agência Brasil

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