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Nova regra do seguro-desemprego afetaria 1,3 milhão, afirma Dieese

A maioria dos trabalhadores afetados pelas novas regras pertence ao setor de serviços, comércio e construção civil.
A maioria dos trabalhadores afetados pelas novas regras pertence ao setor de serviços, comércio e construção civil.
A maioria dos trabalhadores afetados pelas novas regras pertence ao setor de serviços, comércio e construção civil.

As restrições aprovadas para a concessão de seguro-desemprego poderiam ter afetado até 1,3 milhão de trabalhadores se as novas regras já estivessem em vigor no ano passado.

O cálculo é do Dieese e considera os beneficiados do ano passado que não haviam trabalhado por 12 meses ininterruptos antes de fazer o primeiro pedido de benefício, o tempo de 9 meses para a segunda solicitação do benefício e de 6 meses para a terceira.

Pela regra anterior, essa exigência era de 6 meses ininterruptos de trabalho antes de fazer o pedido. As mudanças foram aprovadas no Congresso e constam na medida provisória 665, que restringe o acesso a benefícios trabalhistas com o objetivo de cortar gastos públicos obrigatórios.

O 1,3 milhão que havia trabalhado menos de 12 meses representa 16% dos 8,165 milhões de assalariados que no ano passado receberam R$ 31,893 bilhões de seguro-desemprego. Dotal de pedidos feitos no ano passado, 43% solicitaram o benefício pela primeira vez.

Nos cálculos do Dieese, a economia ao governo se não tivesse que pagar o benefício a essa parcela seria de R$ 5,9 bilhões.

PERFIL

A maioria dos trabalhadores afetados pelas novas regras pertence ao setor de serviços, comércio e construção civil. Entre os que deixariam de receber o benefício, 43% têm de 18 a 24 anos e quase metade tem ensino médio completo.

“São justamente os mais vulneráveis são os mais prejudicados. Trabalham em setores com rotatividade mais elevada, muitos estão entrando no mercado de trabalho, sem ensino superior em funções de qualificação mais baixa”, diz Patrícia Pelatieri, coordenadora-executiva do Dieese.

A taxa de rotatividade média do país é de 43,4%, segundo dados do Ministério do Trabalho de 2013. No caso da construção civil, chega a 88,1%, cita a especialista.

No ano passado, quando se discutia por que o seguro-desemprego era tão alto se a taxa de desemprego era tão baixa, muitos economistas defendiam que um dos fatores poderia se relacionar à “indústria da rotatividade”. Ou seja, o seguro-desemprego de alguma forma incentivaria os trabalhadores a sair da vaga, principalmente porque, com o mercado de trabalho aquecido, não teriam dificuldade para se recolocar depois.

ROTATIVIDADE

Para o professor Theodoro Agostinho, especialista em previdência social da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), a mudança no seguro-desemprego pode ter como contrapartida frear a rotatividade mais intensa do mercado de trabalho.

“Pode haver impacto positivo para o empregador, porque essa mão de obra pode parar de ‘rodar’ no mercado de trabalho”, afirma. “Mas é bom destacar que esses trabalhadores, com menor fidelização ao emprego, têm em sua maior parte menor qualificação, portanto ocupam funções menos bem remuneradas, por isso se apegam menos ao emprego. Trocam de vaga muitas vezes por causa dos baixos salários”, completa. Com as novas regras, entretanto, que exigem mais tempo com carteira assinada para receber o seguro, o professor acredita que vão permanecer mais tempo em uma mesma função.

EFEITO INVERSO

A especialista do Dieese chama a atenção ainda para o efeito que o não pagamento do benefício pode causar à arrecadação do governo, uma vez que esses trabalhadores não teriam o seguro-desemprego para consumir.

“O dinheiro do seguro é para ajudar o trabalhador até que ele consiga uma nova ocupação e, portanto, direto para o consumo. Sem esse recurso, que é da ordem de R$ 5,9 bilhões, o governo economiza de um lado, mas deixa de arrecadar do outro ao menos R$ 2,6 bilhões”, diz a coordenadora.

Para chegar a essa estimativa, o Dieese considerou que a tributação indireta nessa faixa de renda dos afetados pelo não recebimento do seguro-desemprego ficaria em torno de 44%, explica.

“Quem mais acessa o seguro-desemprego são os trabalhadores com menores ganhos (até dois salários mínimos). Isto porque essas ocupações, no nosso mercado de trabalho, são as que têm maior rotatividade, e menores benefícios. São inclusive os trabalhadores com maior dificuldade de comprovar contribuição previdenciária para conseguir aposentadoria. Porque há muitas lacunas, como períodos de desemprego e sem contribuição, em sua vida laboral.

O professor da Fipecafi concorda com a avaliação do Dieese. “O seguro-desemprego não vai para a poupança, mas sim para o consumo. Em um primeiro momento, a mudança é interessante ao governo pela economia que gera. Mas, a médio prazo, terá de pensar em outras saídas porque esses recursos geram menos consumo e têm impacto na geração de receita com imposto”, explica.

REAÇÃO

Para a Força Sindical, a única forma agora de evitar a mudança é pressionar para que o STF avalie a Adin (ação de inconstitucionalidade) que a central ingressou para impedir a mudança de regra no benefício.

“Não houve união das centrais na votação para impedir que essa medida prejudicasse os trabalhadores. É preciso fazer ajustes, mas não se pode penalizar quem mais precisa do benefício”, diz Miguel Torres, presidente da Força.

Para a CUT, os protestos realizados nesta sexta-feira e a proposta de uma greve geral são formas de “expor o Congresso Nacional e cobrar do governo a manutenção dos diretos dos trabalhadores”.

Por Claudia Rolli, em São Paulo

Fifa pagou para Irlanda não protestar contra mão de Henry, diz dirigente

Thierry Henry, com a mão, ajeita para o gol da classificação da França para a Copa do Mundo (Foto: AP)
Thierry Henry, com a mão, ajeita para o gol da classificação da França para a Copa do Mundo (Foto: AP)
Thierry Henry, com a mão, ajeita para o gol da classificação da França para a Copa do Mundo (Foto: AP)

Mais uma denúncia atinge o comando do futebol mundial. John Delaney, executivo da Federação Irlandesa de Futebol, disse nesta quinta-feira à Rádio RTE, de seu país, que a entidade foi paga pela Fifa para não entrar com um recurso contra o gol irregular, com toque de mão do atacante Thierry Henry, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 – Gallas empurrou para a rede. O lance aconteceu em 18 de novembro de 2009, em Paris, em empate por 1 a 1 contra a França, que acabou classificada para o Mundial da África do Sul. O árbitro sueco Martin Hansson ignorou a irregularidade.

A jogada enfureceu os irlandeses, que ficaram fora do Mundial e passaram a ameaçar entrar com um recurso. Para acalmar os ânimos, a Fifa cedeu o dinheiro à federação do país, revelou o dirigente. O valor seria de 5 milhões de euros (R$ 16 milhões), segundo a agência Reuters.

– Foi um pagamento para a associação não entrar com um recurso. Houve um acordo de confidencialidade, pelo qual não posso falar sobre valores – disse o dirigente.

De acordo com o cartola, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi diretamente envolvido na negociação.

– Nós sentíamos que tínhamos um caso contra a Fifa pela forma como aconteceram as eliminatórias, aquele gol de mão do Henry. E também a maneira como Blatter se comportou, rindo de nós. Eu falei para ele como me sentia a respeito disso. E chegamos a um acordo. Foi um acordo muito bom para a federação – completou.

Detalhes…

John Delaney estava com a língua solta. Ele também revelou uma cena pessoal envolvendo Blatter. E em detalhes…

– Ele conheceu minha parceira, Emma, em Viena recentemente. Ele olhou para ela por sete ou oito segundos e disse: “Aprovo sua namorada”. Eu disse para ele dar no pé. E ele foi.

Fifa admite repasse de US$ 5 milhões

Segundo a rede britânica BBC, um porta-voz da Fifa confirmou o acordo para o repasse de 5 milhões de dólares à federação irlandesa, mas que seria um empréstimo para a construção de um estádio. O dinheiro deveria retornar para a entidade máxima do futebol caso a Irlanda garantisse vaga para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Como os europeus acabaram não se classificando, a Fifa abriu mão do recebimento no dia 31 de dezembro do ano passado.

Em nota oficial, a federação irlandesa também confirmou o acordo e disse que o dinheiro foi aceito para evitar uma longa e custosa ação judicial. Ainda segundo a entidade, os recursos – € 5 milhões – foram detalhados nas prestações de contas, auditadas de maneira independente, e aplicado nas obras do Estádio Aviva, na capital Dublin. A federação fez questão de ressaltar que o acordo não influenciou a posição crítica da entidade em relação à Fifa e o presidente Joseph Blatter.

Da redação, com Globoesporte.com

HSBC pagará R$ 134 milhões para encerrar investigação na filial suíça

HSBC pagará US$ 43 milhões para encerrar investigação na Suíça
Acordo põe fim a investigações de práticas de banco na Suíça.
Acordo põe fim a investigações de práticas de banco na Suíça.

O banco HSBC fechou um acordo com as autoridades da Suíça suíças e vai pagar 40 milhões de francos suíços – cerca de R$ 134 milhões – para encerrar as investigações de lavagem de dinheiro na filial suíça da instituição. De acordo com o promotor-chefe de Genebra, Olivier Jornot, o acordo resultou no maior confisco já feito pela corte da cidade suíça.

“A soma foi calculada de acordo com as vantagens injustificáveis que o banco obteve como parte de operações consideradas litigiosas. Nós não estamos aqui para quebrar um recorde do Guinness mas, de todo modo, essa é a maior soma já confiscada pela corte de Genebra na história.”

Em comunicado, o banco declarou que nem a instituição nem seus funcionários são suspeitos de qualquer crime. O HSBC pediu desculpas aos clientes e investidores pelas falhas do passado nas operações suíças e informou que já revisou os seus procedimentos.

O HSBC suíço estava sendo investigado desde fevereiro. Conhecida como Swissleaks, a investigação revelou documentos fornecidos por Hervé Falciani, ex-funcionário do HSBC em Genebra, ao jornal francês Le Monde e compartilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que reúne profissionais de mais de 40 países.

Os jornalistas analisaram cerca de 60 mil fichas, algumas delas com com informações que denunciavam que o banco tinha conhecimento de práticas ilícitas de clientes.

À época, a filial suíça do banco britânico HSBC Private Bank assegurou ter sofrido uma “transformação radical” após “descumprimentos verificados em 2007”, para evitar casos de fraude fiscal e de lavagem de dinheiro.

“O HSBC [da Suíça] fez uma transformação radical em 2008 para evitar que os seus serviços sejam utilizados para fraudar o Fisco ou para a lavagem de dinheiro”, disse o diretor-geral da filial, Franco Morra, em comunicado enviado à agência de notícias France Presse.

Por Marcelo Brandão

Travesti diz que foi atropelada por pegar R$ 50 após calote em programa sexual; veja vídeo

Imagens – feitas de um apartamento - mostram quando o travesti caminha pela calçada e passa um carro em alta velocidade, na contramão
Imagens – feitas de um apartamento - mostram quando o travesti caminha pela calçada e passa um carro em alta velocidade, na contramão
Imagens – feitas de um apartamento – mostram quando o travesti caminha pela calçada e passa um carro em alta velocidade, na contramão

Um vídeo divulgado em grupos no WhatsApp mostra o momento em que um travesti é atropelado em João Pessoa. O flagrante teria ocorrido na avenida Edson Ramalho, no bairro de Manaíra, área nobre da Capital, na madrugada da última quarta-feira (3).

Durante entrevista exclusiva ao programa Correio Verdade, TV Correio, a travesti chamada de Priscila disse que o crime ocorreu depois de um programa sexual. “O combinado era ele pagar R$ 100, mas depois veio com a conversar de me dar apenas R$ 20. Tomei a carteira dele e tinha R$ 50, daí peguei o resto do dinheiro. Foi nesse momento que o rapaz colocou o carro por cima de mim”, disse.

As imagens – feitas de um apartamento – mostram quando o travesti caminha pela calçada e passa um carro em alta velocidade, na contramão. O motorista dar marcha ré e ao retornar, ele acelera o automóvel e vai em direção a vítima, que tenta se livrar, mas acaba sendo atropelada.

O travesti ficou por alguns minutos deitado no meio da rua e ainda chegou a receber socorro de um motoqueiro. Logo em seguida, a vítima se levanta e vai para uma parada de ônibus. O motorista que provocou o acidente não foi identificado.

Segundo dados da Associação dos Travesti da Paraíba (Astrapa), mais de dez travestis já foram vítimas de violência este ano. Para Fernanda Bevenutty, que presidente a entidade, uma das grandes barreiras é o medo das vítimas denunciarem os agressores.

“Nesse caso, a agressão foi filmada. Em muitas das vezes, digamos, que cotidianamente, as meninas são sofrem agressões. Em conversas conosco, dez já revelaram que foram agredidas, mas elas têm medo de denunciar os agressores porque as garotas sempre voltam para o mesmo onde foram agredidas. As agressões vão desde jogar lata de cerveja com urina até tiros para o alto”, revela Bevenutty, que falou está levantando as informações para identificar a travesti que foi atropelada.

Confira vídeo:

Da redação, Por Hyldo Pereira

Na PB: número de mulheres presas cresce 112% e Estado é o 6º do país com maior índice

Número de mulheres presas cresce 112% na PB e Estado é o 6º do país com maior índice de aumento
A Paraíba perde apenas para os Estados de Alagoas (263%), Pará (163%), Minas Gerais (135%), Sergipe (125%) e Amazonas (123%).
A Paraíba perde apenas para os Estados de Alagoas (263%), Pará (163%), Minas Gerais (135%), Sergipe (125%) e Amazonas (123%).

Flagradas ao tentar entrar em presídios com drogas, celulares, carregadores ou qualquer outro produto, muitas mulheres têm sido presas quase que diariamente na Paraíba. A maioria alega, em sua defesa, que foi obrigada a transportar o objeto para entregar ao marido ou companheiro. E este pode estar sendo o principal motivo para o crescimento do número de mulheres encarceradas no Estado.

De acordo com o Mapa do Encarceramento divulgado pelo Ministério da Justiça, nesta quarta-feira (03), o índice de pessoas presas do sexo feminino aumentou em 112% colocando a Paraíba em 6º lugar no Brasil onde mais se elevou essa taxa. No Nordeste, o Estado aparece em 3º em crescimento do número de mulheres presas. Isso num intervalo de apenas cinco anos.

A Paraíba perde apenas para os Estados de Alagoas (263%), Pará (163%), Minas Gerais (135%), Sergipe (125%) e Amazonas (123%).

Enquanto em 2007 a população carcerária feminina era de 271 na Paraíba, em 2012 esse número passou para 574. O único ano em que houve redução na taxa de mulheres presas no Estado foi justamente no último avaliado pela pesquisa. Em comparação com o ano anterior (2011) houve um decréscimo mínimo de 2,26%. Nesse período o número de encarceradas era de 587.

População carcerária na Paraíba

A Paraíba é o 4º Estado do Nordeste onde há o maior número de pessoas em presídios. Ao todo, o Estado tem uma população carcerária que chega aos 8.723. Pernambuco é o 1º da região com 28.769 presos. Ele vem seguido do Ceará (17.622) e da Bahia (10.251).

O total de encarcerados na Paraíba cresceu 43% em sete anos. Em 2005 o Estado tinha 6.118 pessoas vivendo em presídios. Segundo o Mapa do Encarceramento, para cada 100 mil paraibanos há 232 presos. Essa média é maior que a registrada no Nordeste, que foi de 163 detidos para cada 100 mil habitantes.

Mas, nem todos os presos haviam sido condenados no período da pesquisa. O estudo revela que 38,3% dos encarcerados ainda aguardavam julgamento, enquanto que 61,7% já haviam sido condenados.

Da redação, Por Nice Almeida

Em clássico emocionante, Botafogo-PB vence o Campinense e reabre a disputa pelo título

Botafogo-PB vence o Campinense e segue na luta pelo tri do Paraibano
Com dois gols de João Paulo, Belo faz 2 a 1 e acaba com a série de doze jogos de invencibilidade da Raposa.
Com dois gols de João Paulo, Belo faz 2 a 1 e acaba com a série de doze jogos de invencibilidade da Raposa.

Botafogo-PB e Campinense fizeram no Almeidão um jogo que poderia redefinir os rumos do Paraibano. O rubro-negro poderia praticamente selar o título em caso de vitória, mas o Belo, se triunfasse, ficaria apenas um ponto atrás e reabriria a disputa do título.

Em um jogo emocionante, o Botafogo-PB venceu por 2 a 1 com dois gols de João Paulo, e agora entrou de vez na disputa pelo tricampeonato estadual.

O primeiro tempo começou animado, com uma chance para cada lado. A primeira foi do Campinense, com Felipe Alves que empurrou a bola para o fundo das redes após falha de Edson. A arbitragem, no entanto, já marcava o impedimento e o placar permaneceu zerado.

Em seguida, em cobrança de escanteio, foi a vez do Botafogo assustar Glédson com o cabeceio de Rafael Oliveira, que saiu à direita do gol rubro-negro.

Aos 7, a chance mais clara surgiu depois de um lançamento primoroso de Alex Cazumba que achou Guto. Cara a cara com o goleiro do Campinense, o volante rolou para Doda, que limpou o arqueiro e bateu colocado, acertando a trave.

Novamente com Guto, o Bota-PB chegou ao ataque, desta vez pela direita. Aos 21 minutos, o volante da camisa 8 cruzou a bola da direita, a zaga do Campinense furou duas vezes e a bola sobrou para João Paulo chutar rasteiro, de fora da área, para abrir o placar.

O Belo se animou e já saiu em busca do segundo gol, que veio aos 35 minutos, quando em um cochilo da defensiva rubro-negra, João Paulo roubou a bola de Joécio e bateu colocado no lado esquerdo de Gledson para ampliar o placar.

No início do segundo tempo o jogo perdeu um pouco em intensidade. Aos 15 minutos, no entanto Felipe Alves recebeu na entrada da área do Botafogo-PB, girou sobre o defensor e tocou na saída de Edson para diminuir o placar.

Após o gol, a Raposa partiu para cima do Belo e em boa tabela entre Luís Fernando e Leandro Santos, o meia recebeu na risca da meia-lua da grande área e foi derrubado pelo zagueiro André Lima. O árbitro João Bosco Sátiro puxou o cartão vermelho do bolso e expulsou o defensor do Bota-PB.

Com a expulsão de André Lima, Roberto Fonseca foi obrigado a abrir mão do 4-1-4-1 adotado desde o início da partida, sacou Guto para promover ao gramado o zagueiro Wesley. Em seguida, o volante Léo Rodrigues entrou no lugar de Doda para reforçar a marcação no meio-campo.

O jogo seguiu dramático até o fim, com o torcedor botafoguense apreensivo, já que o Campinense tentava pressionar e o Belo só se defendia e com um homem a menos.

Após o apito final, muita confusão dentro de campo. Jogadores e comissões técnicas das duas equipes discutiram e os botafoguenses revidaram as provocações que os jogadores do Campinense haviam feito durante a semana. A PM entrou em campo e jogou spray de pimenta. O tumulto se prolongou, assim como as provocações, mas após alguns minutos os ânimos foram contidos.

Com o resultado, o Botafogo-PB chega a 6 pontos, e segue na segunda colocação do quadrangular final, mas apenas um ponto atrás do líder Campinense. No próximo meio de semana, o Belo vai até Campina Grande enfrentar o Treze, e a Raposa volta à João Pessoa para pegar o Auto Esporte.

Da Equipe @Vozdatorcida

Brasil não tem estrutura prisional para suportar redução da maioridade, aponta pesquisa

Brasil não tem estrutura prisional para suportar redução da maioridade, aponta pesquisa
De acordo com a autora da pesquisa, Jacqueline Sinhoretto, a superpopulação carcerária é uma realidade em todo país.
De acordo com a autora da pesquisa, Jacqueline Sinhoretto, a superpopulação carcerária é uma realidade em todo país.

O sistema prisional brasileiro não tem estrutura para dar conta do aumento projetado para a população carcerária, caso a redução da maioridade penal seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República. A opinião é de autoridades e pesquisadores que participaram hoje (3) do lançamento do Mapa do Encarceramento: os Jovens do Brasil.

Divulgado hoje pelas secretarias Nacional de Juventude (SNJ), de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o documento mostra que a população carcerária no Brasil cresceu 74% entre 2005 e 2012.

De acordo com a autora da pesquisa, Jacqueline Sinhoretto, a superpopulação carcerária é uma realidade em todo país. “Todos estados brasileiros já estão com superpopulação carcerárias. A média do Brasil é 1,7 preso para cada vaga, a um custo variando entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por preso. Em Alagoas, a média é 3,7 presos por vaga. No entanto há unidades com índice superior a cinco presos por vaga”, informou a pesquisadora.

Para o secretário Nacional de Juventude, Gabriel Medina, além da superpopulação, o sistema prisional tem outros desafios. “O Brasil encarcera muito, encarcera mal e não ressocializa os presos. Prova disso é que, apesar de a juventude já vir sendo encarcerada, a situação do país não tem melhorado. Além de não ressocializar os presos, [as instituições] vêm colocando os jovens sob domínio de organizações criminosas”, disse ele.

Os dados do Mapa do Encarceramento mostram que, ao longo do período de análise, o número absoluto de presos saltou de 296.919 para 515.482. A maior parte dessas prisões (70%) foram motivadas por crimes patrimoniais ou envolvendo drogas, enquanto crimes contra a vida motivaram apenas 12 % das prisões.

Para Jacqueline, o aumento do número de vagas no período e a construção de novos presídios não amenizaram os problemas de superpopulação. “Este é um problema de direitos humanos pelo qual as autoridades brasileiras, por diversas vezes, têm sido interpeladas por órgãos internacionais”.

Ao analisar o perfil dos presos, a pesquisa deixa “evidente” a existência de uma “seletividade penal” sobre um segmento específico: o jovem, negro, com idade entre 18 e 24 anos. Em 2012, negros foram presos uma vez e meia a mais do que brancos.

A autora da pesquisa explica que apesar de o número de homens presos ainda ser maior que o de mulheres, o estudo indicou crescimento maior da população feminina nos presídios. “Enquanto o aumento da população carcerária masculina foi 70%, o da população feminina foi mais que o dobro: 146%. Isso está fazendo nossa população carcerária ser cada vez mais feminina”, disse a pesquisadora. Atualmente há 31.824 mulheres presas no país (6,17% da população carcerária) e 483.658 homens (93,83%).

Outra crítica da pesquisadora ao sistema brasileiro é a excessiva quantidade de prisões provisórias. “Para cada dois presos não julgados temos apenas um julgado. Isso mostra que não encontramos na Justiça condições para fazer o julgamento dessas pessoas. Se considerarmos que a maior parte das pessoas apenadas tiveram condenação entre quatro e oito anos, concluímos que, se houvesse preocupação da Justiça em cumprir a lei, 20% dos presos poderiam cumprir a pena em regimes alternativos”, disse ela ao ressaltar que tal medida aliviaria em parte a superpopulação carcerária brasileira.

Coordenador das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek informou que as políticas punitivas não têm apresentado resultados satisfatórios. “A maioria dos países fracassaram ao priorizar políticas punitivas porque as causas dos crimes não foram reduzidas. Não é solução colocar mais gente na cadeia. Por isso temos recomendado que o país não mude a situação da maioridade penal”, disse o representante da ONU.

Da redação, Por Pedro Peduzzi

Sisu: consulta aos cursos do 2° semestre de 2015 já está aberta

Sisu de meio de ano terá 55,6 mil vagas em instituições públicas
MEC divulgou lista de vagas em 72 instituições de ensino superior.
MEC divulgou lista de vagas em 72 instituições de ensino superior.

A segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vai oferecer 55.576 vagas em 72 instituições públicas. As inscrições começam na segunda-feira (8), mas os interessados já podem consultar a lista de cursos na página do Sisu na internet: http://sisu.mec.gov.br/

Para participar do Sisu, o candidato precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e não ter zerado a redação. As inscrições estarão abertas do dia 8 ao dia 10 deste mês, no site do programa. 

O número de vagas aumentou em relação à segunda edição, no ano passado, quando foram ofertadas 51.412 vagas em 67 instituições. O ritmo do aumento das vagas, no entanto, diminuiu. Este ano cresceu 8% em relação a 2014. No ano passado, foram 29% em comparação com 2013.

Em 2014, cerca de 6,2 milhões de candidatos fizeram o Enem em todo o país.

Da redação, Por Mariana Tokarnia

Botafogo-PB e Campinense decidem rumo do campeonato no Almeidão

Com promessa de casa cheia, Botafogo-PB e Campinense decidem rumo do campeonato no Almeidão
O Belo, se vencer, fica apenas um ponto atrás do rubro-negro, e reabre a briga pelo título do Campeonato Paraibano de 2015.
O Belo, se vencer, fica apenas um ponto atrás do rubro-negro, e reabre a briga pelo título do Campeonato Paraibano de 2015.

Quatro pontos separam Botafogo-PB e Campinense na tabela de classificação do Paraibano. A Raposa, líder com sete, em caso de vitória, pode até ser campeã na quinta-feira, caso Treze e Auto Esporte empatem em Campina Grande. O Belo, se vencer, fica apenas um ponto atrás do rubro-negro, e reabre a briga pelo título do Campeonato Paraibano de 2015.

A partida desta noite, no estádio Almeidão, pode decidir os rumos do torneio. A não ser que aconteça outro empate, como o 1 a 1 da última quarta-feira (27). Certo é que a expectativa para o duelo é grande, dentro e fora de campo. Fora dele, começando pela torcida, já que a diretoria do Belo espera cerca de 15 mil pessoas para empurrar o time.

Para apimentar mais ainda a partida, o meia Luiz Fernando e o volante Neto, do Campinense, foram acusados por Luiz Carlos, atacante do Botafogo-PB, de menosprezar o clube pessoense. A confusão se deu nas redes sociais, onde o centro avante chegou a dizer que, caso entrasse em campo, era capaz que saísse preso. Resta aguardar o desenrolar do confronto, já que o “Imperador”, como é conhecido, foi liberado pelo Departamento Médico e poderá defender o Belo na partida. Que as cenas lamentáveis fiquem apenas na rede mundial de computadores.

Dentro de campo, o treinador do Botafogo-PB, Roberto Fonseca, deve manter a mesma escalação titular das duas últimas partidas. No sábado passado, o time teve boa atuação na vitória por 2 a 1 sobre o Confiança-SE, pela Série C. Seguem desfalcando o time o goleiro Genivaldo, o lateral esquerdo Airton, o volante Hércules e o meia Samuel, lesionados. O meia Rone Dias, que não foi inscrito no Paraibano, também fica de fora do clássico.

Pelo lado do Campinense, o técnico Francisco Diá não poderá contar com um de seus principais jogadores no Campeonato. O volante Neto está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e desfalca a equipe. Em seu lugar, o comandante faz mistério, mas Leandro Sobral deve ser o substituto natural. O atacante Nando, que ficou de fora do jogo da última semana, está a disposição e pode jogar.

A arbitragem é outro fator controverso do clássico de logo mais. Insatisfeito com as últimas atuações dos homens do apito, a diretoria do Botafogo-PB chegou a pedir um árbitro FIFA para o confronto, porém a solicitação foi negada pela FPF pois o clube da Maravilha do Contorno não fez o depósito de R$ 15 mil para o pagamento do trio forasteiro. Com isso, João Bosco Sátiro foi sorteado e apita o jogo. Seus auxiliares serão Kildenn Tadeu e Felipe Messias. Antônio Carlos Rocha será o árbitro reserva.

Detalhe é que Sátiro se envolveu em polêmica com a diretoria botafoguense após a partida do Belo com o Atlético de Cajazeiras, no Perpetão, quando o time da casa teve um pênalti marcado ao seu favor aos 49 do segundo tempo. O presidente Guilherme Novinho e o vice de futebol, Zezinho do Botafogo, xingaram o juiz, que ameaçou processá-los.

A bola rola a partir das 20h30, e a Rádio Voz da Torcida transmite o Clássico Emoção ao vivo.

Prováveis escalações

Botafogo-PB: Edson, Gustavo, Walter, André Lima, Alex Cazumba; Zaquel, Nata, Guto, Doda; João Paulo, Rafael Oliveira. Técnico: Roberto Fonseca.

Campinense: Glédson, Osvaldir, Jairo, Juliano, Jefferson Recife; Negretti, Leandro Sobral (Kazado), Leandro Santos, Luiz Fernando; Reginaldo Júnior, Luiz Fernando. Técnico: Francisco Diá.

Da Equipe @Vozdatorcida

Mais de 400 pessoas continuam desaparecidas em naufrágio no Yangtze

Mais de 400 pessoas continuam desaparecidas em naufrágio no Yangtze
Mais de 4.600 pessoas, incluindo centenas de mergulhadores, estão envolvidas nas operações de busca e salvamento numa corrida contra o tempo e as persistentes más condições atmosféricas no local.
Mais de 4.600 pessoas, incluindo centenas de mergulhadores, estão envolvidas nas operações de busca e salvamento numa corrida contra o tempo e as persistentes más condições atmosféricas no local.

Ao menos 430 pessoas que viajavam a bordo do navio naufragado na segunda-feira (1º) à noite no Rio Yangtze continuam desaparecidas hoje (3) após um dos piores naufrágios registrados nas últimas décadas na China.

Um balanço divulgado na madrugada desta quarta-feira pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua informa que havia sete mortos confirmados e que 14 pessoas, entre as quais uma mulher de 65 anos, tinham sido resgatadas.

O naufrágio ocorreu na segunda-feira à noite, por volta das 21h30 (hora local), quando o navio de nome Dongfangzhixing (Estrela Oriental) foi atingido por um tornado e afundou em “apenas um ou dois minutos”.

Trata-se de um barco de cruzeiros turísticos, com quatro andares e 76 metros de comprimento, e navegava há três dias de Nanjing para Chongqing, com 456 pessoas a bordo: 405 passageiros, a maioria dos quais com mais de 60 anos de idade, 46 tripulantes e cinco guias turísticos.

O capitão e o engenheiro-chefe da embarcação, que conseguiram salvar-se, foram detidos pela polícia.

“Foi tão rápido que o capitão nem teve tempo de dar sinal de alerta”, disse Wang Yangsheng, funcionário do Centro de Socorro Marítimo de Yuegang, citado pela agência Xinhua.

Mais de uma centena de barcos e quase 5 mil pessoas, entre as quais 1.840 soldados e 1.600 agentes da polícia, foram mobilizadas para as operações de busca e salvamento, informou a imprensa oficial.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, foi ao local do naufrágio, onde o rio chega a 15 metros de profundidade, em Jianli, na província de Hubei.

Com quase 20 anos de serviço e capacidade para transportar 534 pessoas, o Dongfangzhixing fazia cruzeiros regulares no Yangtze, um percurso turístico popular na China que atrai anualmente cerca de 1 milhão de pessoas.

O Yangtze, ou Chang Jiang (Grande Rio), como chamam os chineses, é o terceiro maior do mundo, menor apenas que o Nilo e o Amazonas, com 6.300 quilômetros de extensão.

Da redação, com Agência Lusa 

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