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Brasil não tem estrutura prisional para suportar redução da maioridade, aponta pesquisa

Brasil não tem estrutura prisional para suportar redução da maioridade, aponta pesquisa
De acordo com a autora da pesquisa, Jacqueline Sinhoretto, a superpopulação carcerária é uma realidade em todo país.
De acordo com a autora da pesquisa, Jacqueline Sinhoretto, a superpopulação carcerária é uma realidade em todo país.

O sistema prisional brasileiro não tem estrutura para dar conta do aumento projetado para a população carcerária, caso a redução da maioridade penal seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República. A opinião é de autoridades e pesquisadores que participaram hoje (3) do lançamento do Mapa do Encarceramento: os Jovens do Brasil.

Divulgado hoje pelas secretarias Nacional de Juventude (SNJ), de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o documento mostra que a população carcerária no Brasil cresceu 74% entre 2005 e 2012.

De acordo com a autora da pesquisa, Jacqueline Sinhoretto, a superpopulação carcerária é uma realidade em todo país. “Todos estados brasileiros já estão com superpopulação carcerárias. A média do Brasil é 1,7 preso para cada vaga, a um custo variando entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por preso. Em Alagoas, a média é 3,7 presos por vaga. No entanto há unidades com índice superior a cinco presos por vaga”, informou a pesquisadora.

Para o secretário Nacional de Juventude, Gabriel Medina, além da superpopulação, o sistema prisional tem outros desafios. “O Brasil encarcera muito, encarcera mal e não ressocializa os presos. Prova disso é que, apesar de a juventude já vir sendo encarcerada, a situação do país não tem melhorado. Além de não ressocializar os presos, [as instituições] vêm colocando os jovens sob domínio de organizações criminosas”, disse ele.

Os dados do Mapa do Encarceramento mostram que, ao longo do período de análise, o número absoluto de presos saltou de 296.919 para 515.482. A maior parte dessas prisões (70%) foram motivadas por crimes patrimoniais ou envolvendo drogas, enquanto crimes contra a vida motivaram apenas 12 % das prisões.

Para Jacqueline, o aumento do número de vagas no período e a construção de novos presídios não amenizaram os problemas de superpopulação. “Este é um problema de direitos humanos pelo qual as autoridades brasileiras, por diversas vezes, têm sido interpeladas por órgãos internacionais”.

Ao analisar o perfil dos presos, a pesquisa deixa “evidente” a existência de uma “seletividade penal” sobre um segmento específico: o jovem, negro, com idade entre 18 e 24 anos. Em 2012, negros foram presos uma vez e meia a mais do que brancos.

A autora da pesquisa explica que apesar de o número de homens presos ainda ser maior que o de mulheres, o estudo indicou crescimento maior da população feminina nos presídios. “Enquanto o aumento da população carcerária masculina foi 70%, o da população feminina foi mais que o dobro: 146%. Isso está fazendo nossa população carcerária ser cada vez mais feminina”, disse a pesquisadora. Atualmente há 31.824 mulheres presas no país (6,17% da população carcerária) e 483.658 homens (93,83%).

Outra crítica da pesquisadora ao sistema brasileiro é a excessiva quantidade de prisões provisórias. “Para cada dois presos não julgados temos apenas um julgado. Isso mostra que não encontramos na Justiça condições para fazer o julgamento dessas pessoas. Se considerarmos que a maior parte das pessoas apenadas tiveram condenação entre quatro e oito anos, concluímos que, se houvesse preocupação da Justiça em cumprir a lei, 20% dos presos poderiam cumprir a pena em regimes alternativos”, disse ela ao ressaltar que tal medida aliviaria em parte a superpopulação carcerária brasileira.

Coordenador das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek informou que as políticas punitivas não têm apresentado resultados satisfatórios. “A maioria dos países fracassaram ao priorizar políticas punitivas porque as causas dos crimes não foram reduzidas. Não é solução colocar mais gente na cadeia. Por isso temos recomendado que o país não mude a situação da maioridade penal”, disse o representante da ONU.

Da redação, Por Pedro Peduzzi

Sisu: consulta aos cursos do 2° semestre de 2015 já está aberta

Sisu de meio de ano terá 55,6 mil vagas em instituições públicas
MEC divulgou lista de vagas em 72 instituições de ensino superior.
MEC divulgou lista de vagas em 72 instituições de ensino superior.

A segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vai oferecer 55.576 vagas em 72 instituições públicas. As inscrições começam na segunda-feira (8), mas os interessados já podem consultar a lista de cursos na página do Sisu na internet: http://sisu.mec.gov.br/

Para participar do Sisu, o candidato precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e não ter zerado a redação. As inscrições estarão abertas do dia 8 ao dia 10 deste mês, no site do programa. 

O número de vagas aumentou em relação à segunda edição, no ano passado, quando foram ofertadas 51.412 vagas em 67 instituições. O ritmo do aumento das vagas, no entanto, diminuiu. Este ano cresceu 8% em relação a 2014. No ano passado, foram 29% em comparação com 2013.

Em 2014, cerca de 6,2 milhões de candidatos fizeram o Enem em todo o país.

Da redação, Por Mariana Tokarnia

Botafogo-PB e Campinense decidem rumo do campeonato no Almeidão

Com promessa de casa cheia, Botafogo-PB e Campinense decidem rumo do campeonato no Almeidão
O Belo, se vencer, fica apenas um ponto atrás do rubro-negro, e reabre a briga pelo título do Campeonato Paraibano de 2015.
O Belo, se vencer, fica apenas um ponto atrás do rubro-negro, e reabre a briga pelo título do Campeonato Paraibano de 2015.

Quatro pontos separam Botafogo-PB e Campinense na tabela de classificação do Paraibano. A Raposa, líder com sete, em caso de vitória, pode até ser campeã na quinta-feira, caso Treze e Auto Esporte empatem em Campina Grande. O Belo, se vencer, fica apenas um ponto atrás do rubro-negro, e reabre a briga pelo título do Campeonato Paraibano de 2015.

A partida desta noite, no estádio Almeidão, pode decidir os rumos do torneio. A não ser que aconteça outro empate, como o 1 a 1 da última quarta-feira (27). Certo é que a expectativa para o duelo é grande, dentro e fora de campo. Fora dele, começando pela torcida, já que a diretoria do Belo espera cerca de 15 mil pessoas para empurrar o time.

Para apimentar mais ainda a partida, o meia Luiz Fernando e o volante Neto, do Campinense, foram acusados por Luiz Carlos, atacante do Botafogo-PB, de menosprezar o clube pessoense. A confusão se deu nas redes sociais, onde o centro avante chegou a dizer que, caso entrasse em campo, era capaz que saísse preso. Resta aguardar o desenrolar do confronto, já que o “Imperador”, como é conhecido, foi liberado pelo Departamento Médico e poderá defender o Belo na partida. Que as cenas lamentáveis fiquem apenas na rede mundial de computadores.

Dentro de campo, o treinador do Botafogo-PB, Roberto Fonseca, deve manter a mesma escalação titular das duas últimas partidas. No sábado passado, o time teve boa atuação na vitória por 2 a 1 sobre o Confiança-SE, pela Série C. Seguem desfalcando o time o goleiro Genivaldo, o lateral esquerdo Airton, o volante Hércules e o meia Samuel, lesionados. O meia Rone Dias, que não foi inscrito no Paraibano, também fica de fora do clássico.

Pelo lado do Campinense, o técnico Francisco Diá não poderá contar com um de seus principais jogadores no Campeonato. O volante Neto está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e desfalca a equipe. Em seu lugar, o comandante faz mistério, mas Leandro Sobral deve ser o substituto natural. O atacante Nando, que ficou de fora do jogo da última semana, está a disposição e pode jogar.

A arbitragem é outro fator controverso do clássico de logo mais. Insatisfeito com as últimas atuações dos homens do apito, a diretoria do Botafogo-PB chegou a pedir um árbitro FIFA para o confronto, porém a solicitação foi negada pela FPF pois o clube da Maravilha do Contorno não fez o depósito de R$ 15 mil para o pagamento do trio forasteiro. Com isso, João Bosco Sátiro foi sorteado e apita o jogo. Seus auxiliares serão Kildenn Tadeu e Felipe Messias. Antônio Carlos Rocha será o árbitro reserva.

Detalhe é que Sátiro se envolveu em polêmica com a diretoria botafoguense após a partida do Belo com o Atlético de Cajazeiras, no Perpetão, quando o time da casa teve um pênalti marcado ao seu favor aos 49 do segundo tempo. O presidente Guilherme Novinho e o vice de futebol, Zezinho do Botafogo, xingaram o juiz, que ameaçou processá-los.

A bola rola a partir das 20h30, e a Rádio Voz da Torcida transmite o Clássico Emoção ao vivo.

Prováveis escalações

Botafogo-PB: Edson, Gustavo, Walter, André Lima, Alex Cazumba; Zaquel, Nata, Guto, Doda; João Paulo, Rafael Oliveira. Técnico: Roberto Fonseca.

Campinense: Glédson, Osvaldir, Jairo, Juliano, Jefferson Recife; Negretti, Leandro Sobral (Kazado), Leandro Santos, Luiz Fernando; Reginaldo Júnior, Luiz Fernando. Técnico: Francisco Diá.

Da Equipe @Vozdatorcida

Mais de 400 pessoas continuam desaparecidas em naufrágio no Yangtze

Mais de 400 pessoas continuam desaparecidas em naufrágio no Yangtze
Mais de 4.600 pessoas, incluindo centenas de mergulhadores, estão envolvidas nas operações de busca e salvamento numa corrida contra o tempo e as persistentes más condições atmosféricas no local.
Mais de 4.600 pessoas, incluindo centenas de mergulhadores, estão envolvidas nas operações de busca e salvamento numa corrida contra o tempo e as persistentes más condições atmosféricas no local.

Ao menos 430 pessoas que viajavam a bordo do navio naufragado na segunda-feira (1º) à noite no Rio Yangtze continuam desaparecidas hoje (3) após um dos piores naufrágios registrados nas últimas décadas na China.

Um balanço divulgado na madrugada desta quarta-feira pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua informa que havia sete mortos confirmados e que 14 pessoas, entre as quais uma mulher de 65 anos, tinham sido resgatadas.

O naufrágio ocorreu na segunda-feira à noite, por volta das 21h30 (hora local), quando o navio de nome Dongfangzhixing (Estrela Oriental) foi atingido por um tornado e afundou em “apenas um ou dois minutos”.

Trata-se de um barco de cruzeiros turísticos, com quatro andares e 76 metros de comprimento, e navegava há três dias de Nanjing para Chongqing, com 456 pessoas a bordo: 405 passageiros, a maioria dos quais com mais de 60 anos de idade, 46 tripulantes e cinco guias turísticos.

O capitão e o engenheiro-chefe da embarcação, que conseguiram salvar-se, foram detidos pela polícia.

“Foi tão rápido que o capitão nem teve tempo de dar sinal de alerta”, disse Wang Yangsheng, funcionário do Centro de Socorro Marítimo de Yuegang, citado pela agência Xinhua.

Mais de uma centena de barcos e quase 5 mil pessoas, entre as quais 1.840 soldados e 1.600 agentes da polícia, foram mobilizadas para as operações de busca e salvamento, informou a imprensa oficial.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, foi ao local do naufrágio, onde o rio chega a 15 metros de profundidade, em Jianli, na província de Hubei.

Com quase 20 anos de serviço e capacidade para transportar 534 pessoas, o Dongfangzhixing fazia cruzeiros regulares no Yangtze, um percurso turístico popular na China que atrai anualmente cerca de 1 milhão de pessoas.

O Yangtze, ou Chang Jiang (Grande Rio), como chamam os chineses, é o terceiro maior do mundo, menor apenas que o Nilo e o Amazonas, com 6.300 quilômetros de extensão.

Da redação, com Agência Lusa 

População carcerária do Brasil cresce 74% em sete anos

“A análise conjunta das taxas de encarceramento e das taxas de homicídio por estado indica que prender mais não necessariamente reduz os crimes contra a vida, porque as políticas de policiamento enfocam os crimes patrimoniais e de drogas”, aponta o relatório.
“A análise conjunta das taxas de encarceramento e das taxas de homicídio por estado indica que prender mais não necessariamente reduz os crimes contra a vida, porque as políticas de policiamento enfocam os crimes patrimoniais e de drogas”, aponta o relatório.
“A análise conjunta das taxas de encarceramento e das taxas de homicídio por estado indica que prender mais não necessariamente reduz os crimes contra a vida, porque as políticas de policiamento enfocam os crimes patrimoniais e de drogas”, aponta o relatório.

A população prisional no Brasil cresceu 74% entre 2005 e 2012. Em 2005, o número absoluto de presos no país era 296.919. Sete anos depois, passou para 515.482 presos. A população prisional masculina cresceu 70%, enquanto a população feminina cresceu 146% no mesmo período. Em 2012, aproximadamente um terço da população prisional brasileira estavam encarceradas em São Paulo.

Os dados estão no estudo Mapa do Encarceramento: os Jovens do Brasil, divulgado hoje (3) pela Secretaria-Geral da Presidência da República. O levantamento foi feito pela pesquisadora Jacqueline Sinhoretto com base nos dados Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (InfoPen), do Ministério da Justiça. Segundo o estudo, o crescimento foi impulsionado pela prisão de jovens, negros e mulheres.

O relatório aponta que 13 estados tiveram crescimento acima da marca nacional. Em Minas Gerais, segundo estado em população encarcerada, com 45.540 presos em 2012, houve crescimento de 624% no número de presos. Segundo o relatório, isso deve a programas que visam a repressão qualificada aos crimes contra a vida e a presídios privatizados instalados no estado. Já o Rio Grande do Sul apresentou o menor percentual de crescimento da população prisional do país (29%).

De acordo com o levantamento, 38% da população prisional no país é formada por pessoas que estão sob a custódia do Estado sem que tenham sido julgadas. Outros 61% dos presos são condenados e 1% cumpre medida de segurança. Dentre os condenados, 69% estão no regime fechado, 24% no regime semiaberto e 7% no regime aberto.

“Quase metade (48%) dos presos brasileiros recebeu pena de até oito anos. Num sistema superlotado, 18,7% não precisariam estar presos, pois estão no perfil para o qual o Código de Processo Penal prevê cumprimento de penas alternativas”, cita o texto.

Os crimes que mais motivam prisões são patrimoniais e drogas, conforme o estudo, que somados atingem cerca de 70% das causas de prisões. Crimes contra a vida motivam 12% das prisões. Segundo o relatório, isso indica que o policiamento e a Justiça criminal não têm foco nos crimes “mais graves”, mas atuam principalmente nos conflitos contra o patrimônio e nos delitos de drogas.

Da redação, com Agência Brasil 

 

Cássio pede que Ministério da Justiça ajude a segurança da Paraíba

Cássio pede que Ministério da Justiça ajude a segurança da Paraíba
Senador faz apelo ao Ministério da Justiça para ajudar o governo da Paraíba na grave crise de segurança pela qual passa o Estado atualmente.                          
Senador faz apelo ao Ministério da Justiça para ajudar o governo da Paraíba na grave crise de segurança pela qual passa o Estado atualmente.

O Senador Cássio Cunha Lima(PSDB/PB), fez um pronunciamento no Senado Federal para externar a preocupação e o sentimento que todos os paraibanos estão tendo com a gravíssima situação da segurança pública do estado da Paraíba. Na condição de representante do estado no Senado Federal, dirigiu um apelo ao ministro de Justiça de Estado, para que a Força Nacional possa, em entendimento com o governo do Estado, ser remetida à Paraíba ou que o ministro da Justiça chame o governador para um diálogo objetivando resgatar a paz pública aos paraibanos.

Cássio alerta que a situação da Paraíba é de descontrole absoluto e que é preciso que o Governo Federal, o Ministério da Justiça, através da Força Nacional, adote providências no nosso Estado. “Vamos encaminhar esse pleito, essa solicitação, essa súplica, esse clamor ao ministro da Justiça, para que ele se reúna com o governador e a Força Nacional seja mobilizada e preste socorro à população que se encontra desprotegida e desamparada  por completo, da Paraíba.

O parlamentar alertou que a população da Paraíba vive em um estado de insegurança, de pânico, de medo, de terror.  Ele destacou que em Campina Grande, a situação é ainda mais grave. A cidade, praticamente, vive um momento de estado de sítio. Cássio Cunha Lima lamenta que o Governo do Estado sequer tenha a capacidade de reconhecer a existência do problema. “Ao não reconhecer a existência do problema e trazer declarações de que está tudo em ordem, que a Paraíba vive um ambiente de paz e que tudo não passa de terrorismo da oposição e boatos que são por mim criados, a população fica à mercê da própria sorte”, desabafou.

Para evitar que mais uma vez tentem politizar o seu discurso, o senador paraibano, inclusive, fez questão de pontuar que raramente, leva assuntos tidos como “paroquiais” para o plenário, para não parecer que está transferindo para o Senado da República a disputa e o embate político paraibano e as questões meramente locais.

“Diante de dois graves problemas que a Paraíba vem enfrentando neste instante – segurança pública e abastecimento de água –, eu não posso me calar, até porque, da última vez que ocupei aquela tribuna para tratar da gravidade do descaso, do caos, do abandono em que vive a área de segurança pública no nosso Estado, a nossa querida Paraíba, o Governo atribuiu a um ato de terrorismo da minha parte e de uma sucessão de boatos que eu promovia, como se eu tivesse a capacidade de criar fatos na área de segurança”, lembrou Cássio.

Da redação, com Ascom 

Justiça decide que operadoras não podem suspender internet na PB

Justiça decide que operadoras não podem suspender internet na PB
Caso descumpram a determinação, empresas vão sofrer multa de R$ 20 mil.
Caso descumpram a determinação, empresas vão sofrer multa de R$ 20 mil.

A Justiça paraibana concedeu liminar favorável aos consumidores que utilizam internet através da telefonia móvel. A partir desta terça-feira (2) de junho, as operadoras não podem mais suspender o serviço ao término das franquias contratadas. A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) e os Procons da Paraíba, de Cabedelo e de Bayeux entraram com ação civil pública na Justiça Comum contra as operadoras de telefonia Claro, Vivo, TNL (OI) e Tim no mês de abril.

O secretário do Procon-JP, Helton Renê, esclarece que a ação na Justiça foi consequência das frequentes reclamações por parte dos consumidores devido à má prestação de serviço e de quebra de contratos. “As denúncias podem continuar a ser feita através do email internetcortada@gmail.com ou na sede do Procon-JP”.

Helton Renê salienta que a partir dessa liminar não pode mais haver o bloqueio do serviço e os consumidores devem ficar atentos para denunciar caso isso ocorra.  “A liminar nos garante que não pode mais haver a suspensão do serviço. A decisão da Justiça é o reflexo da consonância do Poder Judiciário com a sociedade, atento e em perfeita harmonia com os direitos dos consumidores, garantindo que as empresas terão que manter o serviço ativo”.

Para o titular da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, não é concebível que as empresas de telefonia continuem a contrariar suas próprias ofertas pré-contratuais e publicitárias que previam apenas a diminuição da velocidade de navegação, cortando o serviço de forma abrupta. “Não pode mais haver bloqueio do serviço. As operadoras que descumprirem o que manda a liminar judicial sofrerão as penalidades previstas na legislação, que vão desde multas até a suspensão da venda de novas linhas”, informa.

E-mail denúncia – De acordo com Helton Renê, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) continua convocando os consumidores que tiverem sua internet suspensa para que denunciem o fato através do e-mail internetcortada@gmail.com para que o órgão possa tomar as providências cabíveis. “Não acredito que as empresas descumpram uma liminar judicial, mas se descumpriram um compromisso público assumido com os Procons de todo o Brasil, então é bom ficarmos todos em alerta”.

As operadoras de telefonia móvel tinham acordado com os órgãos de defesa do consumidor, em abril, que não haveria a suspensão do serviço ao término de contratos para a internet e, sim, a redução da velocidade de navegação.

Da redação, com Ascom

Inscrições para concurso de servidores do MPPB terminam nesta 4a feira

Terminam, nesta quarta-feira (3), às 14h (horário de Brasília), as inscrições para o concurso de servidores do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Cento e cinco vagas estão sendo oferecidas para cargos de técnico ministerial (que exigem nível médio completo) e analista ministerial (nível superior), além de cadastro reserva. As remunerações variam de R$ 3,3 mil a R$ 4,9 mil.

As inscrições só podem ser realizadas pelo site da Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br). A taxa para os cargos de técnico ministerial é R$ 85,00, já para analista ministerial o valor é R$ 100,00. O pagamento do boleto poderá ser efetuado em dinheiro ou cheque do próprio candidato. Em caso de cheque, somente será considerado quitado, após a respectiva compensação.

O concurso também prevê vagas para candidatos com deficiência e dois exemplares do edital em braile estão sendo disponibilizados para consulta aos candidatos com deficiência visual. Para ter acesso a eles, basta se dirigir à Diretoria Administrativa do MPPB, localizada no Anexo V, na Rua Treze de Maio, no Centro de João Pessoa.

As provas do concurso estão programadas para o dia 19 de julho.

MPPB

Polícia Federal apreende 893 quilos de maconha em caminhão no RN

“Segundo agentes, cerca de 900 quilos da droga estavam escondidos. Apreensão foi realizada na manhã desta terça (2), em Canguaretama”.

A Polícia Federal (PF) do Rio Grande do Norte apreendeu um caminhão carregado com 893 quilos de maconha prensada no município de Canguaretama, na região Leste do estado nesta terça-feira (2). A droga estava sendo transportada em um caminhão, escondida entre telhas de amianto. Dez agentes participaram da ação.

Com mais esta ação, a PF já totaliza 2.200 quilos de maconha apreendida nos cinco primeiros meses de 2015. O volume total de drogas é o maior já realizado pela PF no RN.

De acordo com a nota emitida pela Polícia Federal, as investigações começaram a três meses, quando a polícia recebeu a informação de que um grande carregamento de maconha seria transportado para Natal, camuflada em uma carga. A investigação chegou até um taxista, que teria viajado ao sul do país para trazer a droga.

O caminhão do suspeito foi visto na BR-101, na divisa com a Paraíba e seguido por policiais federais que abordaram o condutor, um homem de 50 anos, quando este parou em um posto de gasolina. 

Ainda de acordo com a Polícia Federal, algumas telhas de amianto carregadas no caminhão estavam coladas com silicone. Ao ser descarregada toda a carga, a droga foi encontrada distribuída em 527 tabletes e escondida em dois compartimentos construídos após as telhas terem sido serradas.

O acusado foi autuado em flagrante por tráfico interestadual de drogas, mas negou, durante o interrogatório, que soubesse da existência da maconha, alegando que deixou o caminhão em uma oficina mecânica em São Paulo para fazer reparos e lá alguém poderia ter feito o carregamento ilegal.

De acordo com nota emitida pelos agentes da PF, o motorista do caminhão foi levado o Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) para realizar exames de corpo de delito e posteriormente  foi conduzido para a superintendência da Polícia Federal, onde será mantido em custódia à disposição da Justiça.

Do G1RN

Tribunal confirma condenação da Folha de São Paulo por práticas racistas

O recurso da Folha de S. Paulo para anular a condenação por “permitir passivamente que seus empregados e/ou prestadores de serviços fizessem brincadeiras que possam ofender a dignidade do ser humano” foi negado. A decisão foi unânime entre os desembargadores da 12ª Turma do Tribunal Regional de São Paulo. Quem liderou o julgamento foi o Juiz Jorge Eduardo Assad, que considerou que o jornal permitiu que seus funcionários trocassem mensagens com “piadinhas sobre raça, cor ou etnia”.
No ano passado, a Folha já tinha sido condenada a pagar R$ 50 mil de indenização a um ex-colaborador porque tinha ciência, de acordo com a Justiça, da troca frequente de e-mails de cunho racista entre seus funcionários, mas nada fez para impedir a prática. Na defesa, o jornal alegou que o caso se tratava de uma mera “brincadeira” entre os funcionários e, assim, pediu recurso para anular a decisão.
Embora o pedido da Folha não tenha sido atendido, os desembargadores reduziram o valor da condenação de R$ 50 mil para R$ 15 mil. À frente da defesa do ex-funcionário que processou o veículo de comunicação, o advogado Kiyomori Mori reprovou a medida que reduziu o valor da indenização. “A prática nefasta do racismo não tem preço, portanto a redução representa uma tarifação indevida dessa odiosa conduta no ambiente de trabalho, que pode estimular a prática dentro de empresas com grande poder econômico”, explicou ao afirmar que vai recorrer da decisão ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
Além do ato discriminatório envolvendo a Folha, foram condenadas outras quatro empresas (Expernet Telemática, Comércio e Consultoria de Informática, Worksolution Cooperativa de Trabalho dos Empreendedores em Tecnologia da Informação e Nova Dinâmica Tecnologia da Informática) que realizaram a intermediação da contratação da mão de obra do ex-empregado para trabalhar para o jornal, sem registro na carteira de trabalho. O profissional trabalhava no “helpdesk” de informática, responsável por ajudar os jornalistas com seus computadores.
Mori comentou que, como são cinco empresas envolvidas, cada uma pagará apenas R$ 3.000,00 pela permissividade de deixar seus funcionários fazerem “piadas” e “brincadeiras” racistas. “Como foram mais de cinco anos de trabalho nesse ambiente medonho, cada mês de racismo custou apenas R$ 50,00 para cada empresa”, lamentou.
Da redação, com Comunique-se

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