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quinta-feira, 10 setembro 2026
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Modelo carcerário brasileiro não diminui criminalidade, avaliam especialistas

Modelo carcerário brasileiro não diminui criminalidade, avaliam especialistas
Entre os condenados, enquanto 69% cumprem pena em regime fechado, apenas 31% estão nos regimes semiaberto ou aberto.
Entre os condenados, enquanto 69% cumprem pena em regime fechado, apenas 31% estão nos regimes semiaberto ou aberto.

O aumento da população carcerária brasileira sem uma melhora na percepção de segurança pública pela população demonstra que o modelo carcerário brasileiro está equivocado, na avaliação de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil sobre as conclusões do Mapa do Encarceramento: os Jovens do Brasil, divulgado na última quarta-feira (3).

Segundo o estudo, divulgado pelas secretarias Nacional de Juventude e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), entre 2005 e 2012, a população carcerária brasileira cresceu 74%. No período, o número de presos subiu de 296.918 para 515.482. A maioria tem entre 18 anos e 29 anos, é negra e cumpre penas entre quatro e oito anos por crimes contra o patrimônio ou ligados às drogas. Cerca de 38% da população carcerária estão presos em caráter provisório, ou seja, ainda não foram julgados. Entre os condenados, enquanto 69% cumprem pena em regime fechado, apenas 31% estão nos regimes semiaberto ou aberto.

“Não se trata de deixar impunes os autores de crimes menos violentos, mas sim de aplicar uma pena cujos resultados sejam melhores para a sociedade e para o próprio apenado, que terá mais chances de se recuperar. Hoje, os que cometem crimes contra o patrimônio e que poderiam ser punidos com penas alternativas são mantidos presos, enquanto crimes graves, como os homicídios, na maioria das vezes não são esclarecidos”, disse.

“De que adianta discutirmos penas mais severas se conseguimos identificar apenas um de cada dez homicidas, deixando outros nove impunes? É uma discussão que não faz o menor sentido em um país com índices tão baixos de esclarecimento de crimes graves. Mesmo assim, cada vez que há um crime de maior repercussão, o Poder Público responde com propostas de aumento das penas, de endurecimento das leis”, completou Langeani.

O pesquisador João Trajano Sento-Sé, do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), é taxativo: o sistema prisional brasileiro funciona mal. “Ele é seletivo e extremamente cruel, pois não ressocializa nem oferece oportunidades de reinserção positiva na sociedade. Estamos encarcerando mais, por mais tempo, sem com isso reduzirmos as taxas de criminalidade. E o mais bizarro é que grande parte desses mais de 500 mil presos já poderia estar em liberdade ou cumprindo penas alternativas. Ou seja, nem mesmo os direitos previstos por leis são garantidos a essas pessoas.”

Defensores da tese de que o endurecimento das penas e a aprovação de leis apresentadas como resposta imediatista à comoção pública diante de casos de repercussão midiática não resolvem os problemas da violência e da segurança pública, Langeani e Sento-Sé são contrários à redução da maioridade penal. “A população não quer um sistema mais ou menos duro. O que os cidadãos cobram é melhorias na segurança pública. Só que temos uma elite política conservadora que identifica os sistemas Judiciário e de execução penal com o mero exercício punitivo e que vem conseguindo convencer parte da população, que está assustada. Daí a associação entre endurecimento das leis e melhoria na segurança pública. Só que essa associação é falha e estão aí os números para provar isso”, disse Sento-Sé.

Para Langeani, atualmente há um crescimento do número de prisões de pessoas portando pequenas quantidades de drogas. “Muitas mulheres têm sido presas tentando ingressar em presídios levando pequenas quantidades de drogas para seus maridos ou companheiros. E esse aumento da população carcerária feminina está associado à nova lei de drogas que, visivelmente, também não está funcionando. Estamos apenas enchendo as cadeias sem diminuir o mercado de drogas, o número de usuários e a violência”, acrescentou o coordenador, ao destacar que as prisões atualmente têm servido para criar e fortalecer organizações criminosas.

Da redação, Por Alex Rodrigues

Enem 2015 já recebeu 5,8 milhões de inscrições

O prazo de inscrições termina nesta sexta-feira (5), às 23h59 (no horário de Brasília).
O prazo de inscrições termina nesta sexta-feira (5), às 23h59 (no horário de Brasília).
O prazo de inscrições termina nesta sexta-feira (5), às 23h59 (no horário de Brasília).

Balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) informa que, até as 10h de hoje (4), 5,8 milhões de estudantes fizeram a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O prazo de inscrições termina amanhã (5), às 23h59 (no horário de Brasília). As provas serão nos dias 24 e 25 de outubro em mais de 1,7 mil cidades. As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Enem. Amanhã também é a data limite para fazer qualquer alteração nos dados cadastrais.

É na hora da inscrição que os participantes podem solicitar atendimento especializado ou específico. O atendimento especializado é oferecido a pessoas com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, surdocegueira, dislexia, deficit de atenção, autismo, discalculia (alteração neurológica que dificulta a aprendizagem de números) ou com outra condição especial.

Já o atendimento específico é oferecido a gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e sabatistas – pessoas que, por convicção religiosa, guardam o sábado. Após fazer a inscrição, participantes transexuais e travestis podem pedir o uso do nome social, também pela internet, entre os dias 15 e 26 de junho.

Neste ano, para fazer a inscrição, o participante deverá ter um e-mail próprio. O sistema não aceitará a inscrição de mais de um candidato com o mesmo endereço eletrônico. O participante deve informar e-mail e números de telefone atualizados pois será por esses canais que receberá informações sobre as provas. O exame custará R$ 63, que deverão ser pagos até o dia 10 de junho.

O Enem foi criado para avaliar os alunos que estão concluindo o ensino médio ou que já o concluíram em anos anteriores. Não importa a idade nem o ano do término do curso. Estudantes que não terminarão o ensino médio este ano podem participar como treineiros, ou seja, o resultado não poderá ser usado para participar de programas de acesso ao ensino superior.

Da redação, Por Mariana Tokarnia – Portal EBC

Paraíba é o Estado com menor índice de prisões entre homens no Brasil

Paraíba é o Estado com menor índice de prisões entre homens no Brasil
Uma contradição, já que o Mapa da Violência 2015 colocou o Estado como o 5º mais violento.
Uma contradição, já que o Mapa da Violência 2015 colocou o Estado como o 5º mais violento.

Um dado que poderia ser a explicação para o crescimento incontrolável da violência. A Paraíba é o Estado do Brasil que menos prendeu homens nos últimos cinco anos. É o que revela o Mapa do Encarceramento divulgado pelo Ministério da Justiça, nesta quarta-feira (03).

O estudo mostra que nesse período o índice de crescimento de homens presos foi de apenas 4%, ou seja, 3% a menos que no Amapá que foi de 7%. Alagoas foi a unidade da federação brasileira que mais apresentou aumento da população carcerária masculina subindo 170%.

O número de homens vivendo em presídios na Paraíba era de 7.833, em 2007, e passou para 8.149, em 2012.

Esse índice é o menor em todo o país. Uma contradição, já que o Mapa da Violência 2015 colocou o Estado como o 5º mais violento. Em 2012 o número de pessoas mortas por arma de fogo no Estado foi de 1.260. Um crescimento de 179,4%, em dez anos, no total de paraibanos assassinados. Esses dados tiram a Paraíba do 17º lugar entre os mais violentos e colocou o Estado em 5º.

Com relação ao número total de encarcerados, a Paraíba aparece como o 5º do país onde menos se prendeu pessoas. O índice de crescimento de presos foi de 43% deixando o Estado atrás apenas do Rio Grande do Sul (29%), Amapá (30%), Rio de Janeiro (34%) e Acre (39%).

Da redação, Por Nice Almeida

Ex-secretário de RC é multado por irregularidades em contrato

Waldson terá que pagar o valor de R$ 2 mil e tem o prazo de 60 dias para efetuar o recolhimento do dinheiro ao Tesouro Estadual.
Waldson terá que pagar o valor de R$ 2 mil e tem o prazo de 60 dias para efetuar o recolhimento do dinheiro ao Tesouro Estadual.
Waldson terá que pagar o valor de R$ 2 mil e tem o prazo de 60 dias para efetuar o recolhimento do dinheiro ao Tesouro Estadual.

O ex-secretário de saúde da Paraíba, Waldson de Souza, atual secretário de Articulação Polícia do Estado, foi multado mais uma vez pelo Tribunal de Contas (TCE-PB). E de novo o motivo foi a verificação de irregularidades em contrato firmado com uma Organização Social para gerenciar um hospital paraibano.

Waldson terá que pagar o valor de R$ 2 mil e tem o prazo de 60 dias para efetuar o recolhimento do dinheiro ao Tesouro Estadual, à conta do Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, cabendo ação a ser impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), em caso do não recolhimento voluntário, devendo-se dar a intervenção do Ministério Público comum, na hipótese de omissão da PGE.

De acordo com o TCE, o contrato celebrado entre a Secretaria de Saúde e o Instituto Gerir, no valor de R$ 29.092.800 milhões, para gerenciar o Hospital Distrital Dr. Antonio Hilário Gouveia, no município de Taperoá, apresenta várias irregularidades.

Entre elas estão a “ausência de razão da escolha da empresa contratada; ausência de comparativos de preços, demonstrando que a contratação é menos onerosa que a administração direta da Unidade; terceirização de atividade fim do Estado (saúde), em confronto com o art. 37 da Constituição Federal (regra do concurso público) e contrariando diversas decisões das Cortes Superiores e deste Tribunal acerca da impossibilidade de terceirização dessa atividade”.

À atual secretária de saúde do Estado, Roberta Abath, foi determinado que disponibilize no portal oficial do Governo do Estado da Paraíba todas as informações referentes a despesas, receitas e gestão de pessoal do Hospital Distrital Dr. Antonio Hilário Gouveia, desde a celebração do contrato de gestão.

Ficou determinado, ainda, que Roberta Abath condicione o repasse dos recursos ao Instituto Gerir à prestação de contas referente aos recursos anteriormente repassados;  demonstre, em articulação com o Instituto Gerir, por meio de indicadores objetivos e dados concretos, o incremento da eficiência e da economicidade na gestão do Hospital Distrital Dr. Antonio Hilário Gouveia, em Taperoá.

Ela também deve fiscalizar a execução do contrato exigindo da entidade parceira a completa e escorreita prestação de contas dos recursos públicos repassados, sob pena de responsabilidade solidária sobre o dano apurado, sem prejuízo de outras penalidades legais cabíveis.

Da redação, Por Nice Almeida – Blog do Gordinho

Nova regra do seguro-desemprego afetaria 1,3 milhão, afirma Dieese

A maioria dos trabalhadores afetados pelas novas regras pertence ao setor de serviços, comércio e construção civil.
A maioria dos trabalhadores afetados pelas novas regras pertence ao setor de serviços, comércio e construção civil.
A maioria dos trabalhadores afetados pelas novas regras pertence ao setor de serviços, comércio e construção civil.

As restrições aprovadas para a concessão de seguro-desemprego poderiam ter afetado até 1,3 milhão de trabalhadores se as novas regras já estivessem em vigor no ano passado.

O cálculo é do Dieese e considera os beneficiados do ano passado que não haviam trabalhado por 12 meses ininterruptos antes de fazer o primeiro pedido de benefício, o tempo de 9 meses para a segunda solicitação do benefício e de 6 meses para a terceira.

Pela regra anterior, essa exigência era de 6 meses ininterruptos de trabalho antes de fazer o pedido. As mudanças foram aprovadas no Congresso e constam na medida provisória 665, que restringe o acesso a benefícios trabalhistas com o objetivo de cortar gastos públicos obrigatórios.

O 1,3 milhão que havia trabalhado menos de 12 meses representa 16% dos 8,165 milhões de assalariados que no ano passado receberam R$ 31,893 bilhões de seguro-desemprego. Dotal de pedidos feitos no ano passado, 43% solicitaram o benefício pela primeira vez.

Nos cálculos do Dieese, a economia ao governo se não tivesse que pagar o benefício a essa parcela seria de R$ 5,9 bilhões.

PERFIL

A maioria dos trabalhadores afetados pelas novas regras pertence ao setor de serviços, comércio e construção civil. Entre os que deixariam de receber o benefício, 43% têm de 18 a 24 anos e quase metade tem ensino médio completo.

“São justamente os mais vulneráveis são os mais prejudicados. Trabalham em setores com rotatividade mais elevada, muitos estão entrando no mercado de trabalho, sem ensino superior em funções de qualificação mais baixa”, diz Patrícia Pelatieri, coordenadora-executiva do Dieese.

A taxa de rotatividade média do país é de 43,4%, segundo dados do Ministério do Trabalho de 2013. No caso da construção civil, chega a 88,1%, cita a especialista.

No ano passado, quando se discutia por que o seguro-desemprego era tão alto se a taxa de desemprego era tão baixa, muitos economistas defendiam que um dos fatores poderia se relacionar à “indústria da rotatividade”. Ou seja, o seguro-desemprego de alguma forma incentivaria os trabalhadores a sair da vaga, principalmente porque, com o mercado de trabalho aquecido, não teriam dificuldade para se recolocar depois.

ROTATIVIDADE

Para o professor Theodoro Agostinho, especialista em previdência social da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), a mudança no seguro-desemprego pode ter como contrapartida frear a rotatividade mais intensa do mercado de trabalho.

“Pode haver impacto positivo para o empregador, porque essa mão de obra pode parar de ‘rodar’ no mercado de trabalho”, afirma. “Mas é bom destacar que esses trabalhadores, com menor fidelização ao emprego, têm em sua maior parte menor qualificação, portanto ocupam funções menos bem remuneradas, por isso se apegam menos ao emprego. Trocam de vaga muitas vezes por causa dos baixos salários”, completa. Com as novas regras, entretanto, que exigem mais tempo com carteira assinada para receber o seguro, o professor acredita que vão permanecer mais tempo em uma mesma função.

EFEITO INVERSO

A especialista do Dieese chama a atenção ainda para o efeito que o não pagamento do benefício pode causar à arrecadação do governo, uma vez que esses trabalhadores não teriam o seguro-desemprego para consumir.

“O dinheiro do seguro é para ajudar o trabalhador até que ele consiga uma nova ocupação e, portanto, direto para o consumo. Sem esse recurso, que é da ordem de R$ 5,9 bilhões, o governo economiza de um lado, mas deixa de arrecadar do outro ao menos R$ 2,6 bilhões”, diz a coordenadora.

Para chegar a essa estimativa, o Dieese considerou que a tributação indireta nessa faixa de renda dos afetados pelo não recebimento do seguro-desemprego ficaria em torno de 44%, explica.

“Quem mais acessa o seguro-desemprego são os trabalhadores com menores ganhos (até dois salários mínimos). Isto porque essas ocupações, no nosso mercado de trabalho, são as que têm maior rotatividade, e menores benefícios. São inclusive os trabalhadores com maior dificuldade de comprovar contribuição previdenciária para conseguir aposentadoria. Porque há muitas lacunas, como períodos de desemprego e sem contribuição, em sua vida laboral.

O professor da Fipecafi concorda com a avaliação do Dieese. “O seguro-desemprego não vai para a poupança, mas sim para o consumo. Em um primeiro momento, a mudança é interessante ao governo pela economia que gera. Mas, a médio prazo, terá de pensar em outras saídas porque esses recursos geram menos consumo e têm impacto na geração de receita com imposto”, explica.

REAÇÃO

Para a Força Sindical, a única forma agora de evitar a mudança é pressionar para que o STF avalie a Adin (ação de inconstitucionalidade) que a central ingressou para impedir a mudança de regra no benefício.

“Não houve união das centrais na votação para impedir que essa medida prejudicasse os trabalhadores. É preciso fazer ajustes, mas não se pode penalizar quem mais precisa do benefício”, diz Miguel Torres, presidente da Força.

Para a CUT, os protestos realizados nesta sexta-feira e a proposta de uma greve geral são formas de “expor o Congresso Nacional e cobrar do governo a manutenção dos diretos dos trabalhadores”.

Por Claudia Rolli, em São Paulo

Fifa pagou para Irlanda não protestar contra mão de Henry, diz dirigente

Thierry Henry, com a mão, ajeita para o gol da classificação da França para a Copa do Mundo (Foto: AP)
Thierry Henry, com a mão, ajeita para o gol da classificação da França para a Copa do Mundo (Foto: AP)
Thierry Henry, com a mão, ajeita para o gol da classificação da França para a Copa do Mundo (Foto: AP)

Mais uma denúncia atinge o comando do futebol mundial. John Delaney, executivo da Federação Irlandesa de Futebol, disse nesta quinta-feira à Rádio RTE, de seu país, que a entidade foi paga pela Fifa para não entrar com um recurso contra o gol irregular, com toque de mão do atacante Thierry Henry, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 – Gallas empurrou para a rede. O lance aconteceu em 18 de novembro de 2009, em Paris, em empate por 1 a 1 contra a França, que acabou classificada para o Mundial da África do Sul. O árbitro sueco Martin Hansson ignorou a irregularidade.

A jogada enfureceu os irlandeses, que ficaram fora do Mundial e passaram a ameaçar entrar com um recurso. Para acalmar os ânimos, a Fifa cedeu o dinheiro à federação do país, revelou o dirigente. O valor seria de 5 milhões de euros (R$ 16 milhões), segundo a agência Reuters.

– Foi um pagamento para a associação não entrar com um recurso. Houve um acordo de confidencialidade, pelo qual não posso falar sobre valores – disse o dirigente.

De acordo com o cartola, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi diretamente envolvido na negociação.

– Nós sentíamos que tínhamos um caso contra a Fifa pela forma como aconteceram as eliminatórias, aquele gol de mão do Henry. E também a maneira como Blatter se comportou, rindo de nós. Eu falei para ele como me sentia a respeito disso. E chegamos a um acordo. Foi um acordo muito bom para a federação – completou.

Detalhes…

John Delaney estava com a língua solta. Ele também revelou uma cena pessoal envolvendo Blatter. E em detalhes…

– Ele conheceu minha parceira, Emma, em Viena recentemente. Ele olhou para ela por sete ou oito segundos e disse: “Aprovo sua namorada”. Eu disse para ele dar no pé. E ele foi.

Fifa admite repasse de US$ 5 milhões

Segundo a rede britânica BBC, um porta-voz da Fifa confirmou o acordo para o repasse de 5 milhões de dólares à federação irlandesa, mas que seria um empréstimo para a construção de um estádio. O dinheiro deveria retornar para a entidade máxima do futebol caso a Irlanda garantisse vaga para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Como os europeus acabaram não se classificando, a Fifa abriu mão do recebimento no dia 31 de dezembro do ano passado.

Em nota oficial, a federação irlandesa também confirmou o acordo e disse que o dinheiro foi aceito para evitar uma longa e custosa ação judicial. Ainda segundo a entidade, os recursos – € 5 milhões – foram detalhados nas prestações de contas, auditadas de maneira independente, e aplicado nas obras do Estádio Aviva, na capital Dublin. A federação fez questão de ressaltar que o acordo não influenciou a posição crítica da entidade em relação à Fifa e o presidente Joseph Blatter.

Da redação, com Globoesporte.com

HSBC pagará R$ 134 milhões para encerrar investigação na filial suíça

HSBC pagará US$ 43 milhões para encerrar investigação na Suíça
Acordo põe fim a investigações de práticas de banco na Suíça.
Acordo põe fim a investigações de práticas de banco na Suíça.

O banco HSBC fechou um acordo com as autoridades da Suíça suíças e vai pagar 40 milhões de francos suíços – cerca de R$ 134 milhões – para encerrar as investigações de lavagem de dinheiro na filial suíça da instituição. De acordo com o promotor-chefe de Genebra, Olivier Jornot, o acordo resultou no maior confisco já feito pela corte da cidade suíça.

“A soma foi calculada de acordo com as vantagens injustificáveis que o banco obteve como parte de operações consideradas litigiosas. Nós não estamos aqui para quebrar um recorde do Guinness mas, de todo modo, essa é a maior soma já confiscada pela corte de Genebra na história.”

Em comunicado, o banco declarou que nem a instituição nem seus funcionários são suspeitos de qualquer crime. O HSBC pediu desculpas aos clientes e investidores pelas falhas do passado nas operações suíças e informou que já revisou os seus procedimentos.

O HSBC suíço estava sendo investigado desde fevereiro. Conhecida como Swissleaks, a investigação revelou documentos fornecidos por Hervé Falciani, ex-funcionário do HSBC em Genebra, ao jornal francês Le Monde e compartilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que reúne profissionais de mais de 40 países.

Os jornalistas analisaram cerca de 60 mil fichas, algumas delas com com informações que denunciavam que o banco tinha conhecimento de práticas ilícitas de clientes.

À época, a filial suíça do banco britânico HSBC Private Bank assegurou ter sofrido uma “transformação radical” após “descumprimentos verificados em 2007”, para evitar casos de fraude fiscal e de lavagem de dinheiro.

“O HSBC [da Suíça] fez uma transformação radical em 2008 para evitar que os seus serviços sejam utilizados para fraudar o Fisco ou para a lavagem de dinheiro”, disse o diretor-geral da filial, Franco Morra, em comunicado enviado à agência de notícias France Presse.

Por Marcelo Brandão

Travesti diz que foi atropelada por pegar R$ 50 após calote em programa sexual; veja vídeo

Imagens – feitas de um apartamento - mostram quando o travesti caminha pela calçada e passa um carro em alta velocidade, na contramão
Imagens – feitas de um apartamento - mostram quando o travesti caminha pela calçada e passa um carro em alta velocidade, na contramão
Imagens – feitas de um apartamento – mostram quando o travesti caminha pela calçada e passa um carro em alta velocidade, na contramão

Um vídeo divulgado em grupos no WhatsApp mostra o momento em que um travesti é atropelado em João Pessoa. O flagrante teria ocorrido na avenida Edson Ramalho, no bairro de Manaíra, área nobre da Capital, na madrugada da última quarta-feira (3).

Durante entrevista exclusiva ao programa Correio Verdade, TV Correio, a travesti chamada de Priscila disse que o crime ocorreu depois de um programa sexual. “O combinado era ele pagar R$ 100, mas depois veio com a conversar de me dar apenas R$ 20. Tomei a carteira dele e tinha R$ 50, daí peguei o resto do dinheiro. Foi nesse momento que o rapaz colocou o carro por cima de mim”, disse.

As imagens – feitas de um apartamento – mostram quando o travesti caminha pela calçada e passa um carro em alta velocidade, na contramão. O motorista dar marcha ré e ao retornar, ele acelera o automóvel e vai em direção a vítima, que tenta se livrar, mas acaba sendo atropelada.

O travesti ficou por alguns minutos deitado no meio da rua e ainda chegou a receber socorro de um motoqueiro. Logo em seguida, a vítima se levanta e vai para uma parada de ônibus. O motorista que provocou o acidente não foi identificado.

Segundo dados da Associação dos Travesti da Paraíba (Astrapa), mais de dez travestis já foram vítimas de violência este ano. Para Fernanda Bevenutty, que presidente a entidade, uma das grandes barreiras é o medo das vítimas denunciarem os agressores.

“Nesse caso, a agressão foi filmada. Em muitas das vezes, digamos, que cotidianamente, as meninas são sofrem agressões. Em conversas conosco, dez já revelaram que foram agredidas, mas elas têm medo de denunciar os agressores porque as garotas sempre voltam para o mesmo onde foram agredidas. As agressões vão desde jogar lata de cerveja com urina até tiros para o alto”, revela Bevenutty, que falou está levantando as informações para identificar a travesti que foi atropelada.

Confira vídeo:

Da redação, Por Hyldo Pereira

Na PB: número de mulheres presas cresce 112% e Estado é o 6º do país com maior índice

Número de mulheres presas cresce 112% na PB e Estado é o 6º do país com maior índice de aumento
A Paraíba perde apenas para os Estados de Alagoas (263%), Pará (163%), Minas Gerais (135%), Sergipe (125%) e Amazonas (123%).
A Paraíba perde apenas para os Estados de Alagoas (263%), Pará (163%), Minas Gerais (135%), Sergipe (125%) e Amazonas (123%).

Flagradas ao tentar entrar em presídios com drogas, celulares, carregadores ou qualquer outro produto, muitas mulheres têm sido presas quase que diariamente na Paraíba. A maioria alega, em sua defesa, que foi obrigada a transportar o objeto para entregar ao marido ou companheiro. E este pode estar sendo o principal motivo para o crescimento do número de mulheres encarceradas no Estado.

De acordo com o Mapa do Encarceramento divulgado pelo Ministério da Justiça, nesta quarta-feira (03), o índice de pessoas presas do sexo feminino aumentou em 112% colocando a Paraíba em 6º lugar no Brasil onde mais se elevou essa taxa. No Nordeste, o Estado aparece em 3º em crescimento do número de mulheres presas. Isso num intervalo de apenas cinco anos.

A Paraíba perde apenas para os Estados de Alagoas (263%), Pará (163%), Minas Gerais (135%), Sergipe (125%) e Amazonas (123%).

Enquanto em 2007 a população carcerária feminina era de 271 na Paraíba, em 2012 esse número passou para 574. O único ano em que houve redução na taxa de mulheres presas no Estado foi justamente no último avaliado pela pesquisa. Em comparação com o ano anterior (2011) houve um decréscimo mínimo de 2,26%. Nesse período o número de encarceradas era de 587.

População carcerária na Paraíba

A Paraíba é o 4º Estado do Nordeste onde há o maior número de pessoas em presídios. Ao todo, o Estado tem uma população carcerária que chega aos 8.723. Pernambuco é o 1º da região com 28.769 presos. Ele vem seguido do Ceará (17.622) e da Bahia (10.251).

O total de encarcerados na Paraíba cresceu 43% em sete anos. Em 2005 o Estado tinha 6.118 pessoas vivendo em presídios. Segundo o Mapa do Encarceramento, para cada 100 mil paraibanos há 232 presos. Essa média é maior que a registrada no Nordeste, que foi de 163 detidos para cada 100 mil habitantes.

Mas, nem todos os presos haviam sido condenados no período da pesquisa. O estudo revela que 38,3% dos encarcerados ainda aguardavam julgamento, enquanto que 61,7% já haviam sido condenados.

Da redação, Por Nice Almeida

Em clássico emocionante, Botafogo-PB vence o Campinense e reabre a disputa pelo título

Botafogo-PB vence o Campinense e segue na luta pelo tri do Paraibano
Com dois gols de João Paulo, Belo faz 2 a 1 e acaba com a série de doze jogos de invencibilidade da Raposa.
Com dois gols de João Paulo, Belo faz 2 a 1 e acaba com a série de doze jogos de invencibilidade da Raposa.

Botafogo-PB e Campinense fizeram no Almeidão um jogo que poderia redefinir os rumos do Paraibano. O rubro-negro poderia praticamente selar o título em caso de vitória, mas o Belo, se triunfasse, ficaria apenas um ponto atrás e reabriria a disputa do título.

Em um jogo emocionante, o Botafogo-PB venceu por 2 a 1 com dois gols de João Paulo, e agora entrou de vez na disputa pelo tricampeonato estadual.

O primeiro tempo começou animado, com uma chance para cada lado. A primeira foi do Campinense, com Felipe Alves que empurrou a bola para o fundo das redes após falha de Edson. A arbitragem, no entanto, já marcava o impedimento e o placar permaneceu zerado.

Em seguida, em cobrança de escanteio, foi a vez do Botafogo assustar Glédson com o cabeceio de Rafael Oliveira, que saiu à direita do gol rubro-negro.

Aos 7, a chance mais clara surgiu depois de um lançamento primoroso de Alex Cazumba que achou Guto. Cara a cara com o goleiro do Campinense, o volante rolou para Doda, que limpou o arqueiro e bateu colocado, acertando a trave.

Novamente com Guto, o Bota-PB chegou ao ataque, desta vez pela direita. Aos 21 minutos, o volante da camisa 8 cruzou a bola da direita, a zaga do Campinense furou duas vezes e a bola sobrou para João Paulo chutar rasteiro, de fora da área, para abrir o placar.

O Belo se animou e já saiu em busca do segundo gol, que veio aos 35 minutos, quando em um cochilo da defensiva rubro-negra, João Paulo roubou a bola de Joécio e bateu colocado no lado esquerdo de Gledson para ampliar o placar.

No início do segundo tempo o jogo perdeu um pouco em intensidade. Aos 15 minutos, no entanto Felipe Alves recebeu na entrada da área do Botafogo-PB, girou sobre o defensor e tocou na saída de Edson para diminuir o placar.

Após o gol, a Raposa partiu para cima do Belo e em boa tabela entre Luís Fernando e Leandro Santos, o meia recebeu na risca da meia-lua da grande área e foi derrubado pelo zagueiro André Lima. O árbitro João Bosco Sátiro puxou o cartão vermelho do bolso e expulsou o defensor do Bota-PB.

Com a expulsão de André Lima, Roberto Fonseca foi obrigado a abrir mão do 4-1-4-1 adotado desde o início da partida, sacou Guto para promover ao gramado o zagueiro Wesley. Em seguida, o volante Léo Rodrigues entrou no lugar de Doda para reforçar a marcação no meio-campo.

O jogo seguiu dramático até o fim, com o torcedor botafoguense apreensivo, já que o Campinense tentava pressionar e o Belo só se defendia e com um homem a menos.

Após o apito final, muita confusão dentro de campo. Jogadores e comissões técnicas das duas equipes discutiram e os botafoguenses revidaram as provocações que os jogadores do Campinense haviam feito durante a semana. A PM entrou em campo e jogou spray de pimenta. O tumulto se prolongou, assim como as provocações, mas após alguns minutos os ânimos foram contidos.

Com o resultado, o Botafogo-PB chega a 6 pontos, e segue na segunda colocação do quadrangular final, mas apenas um ponto atrás do líder Campinense. No próximo meio de semana, o Belo vai até Campina Grande enfrentar o Treze, e a Raposa volta à João Pessoa para pegar o Auto Esporte.

Da Equipe @Vozdatorcida

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