29.6 C
Mamanguape
sábado, 19 setembro 2026
Bayeux
Início Site Página 2843

Reajuste salarial de servidores do Judiciário é aprovado no Senado

O plenário do Senado aprovou nesta-terça (30) o projeto de lei da Câmara que estabelece reajuste escalonado, em média de 59,49%, para os servidores do Poder Judiciário.

A proposta foi negociada pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA) com o Executivo e o Judiciário, permitindo uma tramitação rápida, além do parecer favorável do relator, senador José Maranhão (PMDB-PB). Os servidores do Judiciário estão sem reajuste desde 2006 e vinham pressionando em busca de aumento salarial.

Pelo texto aprovado, o reajuste vai variar de 53% a 78,56%, a depender da classe e do padrão do servidor. O pagamento deverá ser feito em seis parcelas, entre julho deste ano e dezembro de 2017. A aplicação da proposta dependerá ainda de previsão nas próximas leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e os órgãos do Poder Judiciário deverão se comprometer em ajustar as contas, otimizando os processos na área administrativa e reduzindo os gastos com funções de confiança.

A aprovação foi por unanimidade, mas, apesar disso, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), anunciou que o projeto será vetado pela presidenta Dilma Rousseff devido aos impactos financeiros sobre as contas públicas.

Mais cedo, o senador apresentou um requerimento para adiar a votação, de modo que o governo tivesse mais tempo para negociar com os servidores do Judiciário. O requerimento foi acompanhado por ofícios do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowiski, e do ministro interino do Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira, solicitando o adiamento da votação. No entanto, todos os partidos votaram contra o adiamento e o projeto foi colocado em votação.

Da Agência Brasil

Grécia não paga dívida ao FMI e entra oficialmente em calote

Terminou ontem (30), às 19h (hora de Brasília) o prazo para a Grécia pagar cerca de 1,6 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem ter quitado a parcela do resgate financeiro, o país entrou oficialmente em calote com os credores internacionais.

Com o calote, a Grécia deixará de ter acesso aos empréstimos do FMI e perde o direito de voto no fundo. O não pagamento da dívida pode fazer o país sair da zona do euro, grupo de países que adotam a moeda única.

Mais cedo, o país tinha pedido ao FMI para adiar o pagamento das parcelas por quatro meses. O governo grego recorreu a um mecanismo usado na década de 1990 pela Nicarágua e pela Guiana, que permite que países beneficiados por linhas de socorro do fundo adiem o pagamento de três a cinco anos, tempo de duração dos empréstimos.

Em nota, o FMI confirmou o não recebimento da parcela e informou que o pedido da Grécia para estender o prazo de pagamento ainda será avaliado. “Informamos nosso Comitê Executivo de que a Grécia está agora em atraso e que só pode receber financiamentos do FMI uma vez que as pendências estejam sanadas. Também confirmamos que o FMI recebeu um pedido das autoridades gregas por uma extensão da obrigação de pagamento que vencia hoje, que ainda irá para discussão do Comitê Executivo”.

Hoje, os ministros de Finanças da zona do euro recusaram o pedido do governo grego de estender o programa de resgate financeiro. Sem acesso às linhas especiais de crédito, a Grécia não teve dinheiro para pagar a parcela devida ao FMI.

Gastos públicos elevados e descontrole das contas, entre outros motivos, levaram a Grécia à atual situação. Em assistência financeira desde 2010, o país recebeu dois empréstimos dos parceiros europeus e do Fundo Monetário Internacional totalizando 240 bilhões de euros. Em troca, o governo grego comprometeu-se a cumprir duras medidas de austeridade.

Os aumentos de impostos, a redução de benefícios sociais e o corte de gastos públicos puseram a população em um grande aperto financeiro. No início do ano, Alexis Tsipras, líder da legenda radical de esquerda Syriza, venceu as eleições prometendo renegociar a dívida com os credores internacionais e rever a política de austeridade.

*Com informações da Agência Lusa

Redução da maioridade penal para crimes graves é rejeitada pela Câmara

Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados.
Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados.
Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados.

Após mais de quatro horas de discussão, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93 que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram 303 votos favors, 184 contra e 3 abstenções. Para ser aprovado o texto da PEC precisava de, no mínimo, o voto de 308 deputados.

A votação, considerada histórica por sua repercussão, começou pouco depois da meia-noite. A PEC reduz a maioridade penal para a prática de crimes hediondos, como estupro, latrocínio; homicídio qualificado e lesão corporal grave, lesão corporal grave seguida de morte e roubo agravado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias).

Como o texto rejeitado era um subistutivo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o plenário deverá fazer nova votação para deliberar sobre a proposta original que diminui a maioridade penal para todos os crimes. “Iremos deliberar no colégio de líderes a deliberação”, disse.

Em uma sessão marcada por um plenário dividido, mais de 20 deputados se revezaram na tribuna para defender e argumentar contra o relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF) aprovado no último dia 17, por 21 votos a 6 na comissão especial destinada a analisar o tema.

O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que a maioria da bancada votaria a favor “Nós somos favoráveis porque ele propõe a redução para os crimes hediondos, graves e sobretudo os crimes contra a vida”.

Mesma posição foi tomada pelo deputado Moroni Torgan (DEM-CE) que defendeu a redução sob o argumento de que a medida vai acabar com a sensação de impunidade. “Queremos acabar com a impunidade para esses adolescentes que cometem crimes graves e que praticamente não são punidos como se deve”, defendeu.

Contrário à redução, o líder do PROS, Domingos Neto (CE), argumentou que a sociedade quer o fim da impunidade, mas que muitos parlamentares também se colocam a favor para dar uma resposta a opinião pública. “A nossa bancada é contra este modelo de redução que se estende a alguns setores da sociedade pois é discriminatório. Temos que firmar o compromisso de modernizar o Estatuto da Criança e do Adolescente [ECA]”, disse. “A opinião pública condenou Jesus Cristo e absolveu Barrabás”, complementou o vice-líder do governo, Sílvio Costa (PSC-PE).

O governo se posicionou contra a redução e defendeu como alternativa a alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para aumentar o tempo de internação para os adolescentes que cometerem crimes graves, além de mudanças na legislação para endurecer as penas para quem aliciar adolescentes para a prática de crimes. “Não podemos agir emocionalmente, mas também não podemos deixar de dar uma resposta para a sociedade. E o governo está propondo essa mudança”, afirmou Guimarães.

Após a divulgação do resultado, os manifestantes contrários à redução comemoraram e cantaram o Hino Nacional. desde a manhã eles promoveramatos contra a PEC. Os protestos contra a aprovação da proposta reuniram integrantes de organizações estudantis, centrais sindicais e movimentos sociais contrários a redução da maioridade penal. Em frente ao Congresso Nacional, o gramado foi ocupado por manifestantes com faixas e cartazes em um ato contra a PEC.

Por Luciano Nascimento

Em Cabedelo, justiça determina que bares da Praia do Jacaré sejam fechados

Estabelecimentos ocupam irregularmente áreas do patrimônio da União.
Estabelecimentos ocupam irregularmente áreas do patrimônio da União.
Estabelecimentos ocupam irregularmente áreas do patrimônio da União.

Terminou nesta terça-feira (30), o prazo para que os quatro bares que ocupam áreas da União na Praia do Jacaré, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa, parem de funcionar. A Justiça Federal reconheceu que os quatro bares ocupam irregularmente, para fins de exploração comercial, área de uso comum da população, e a partir de hoje (1º) a estrutura deve ser demolida.

A decisão judicial foi determinada em um acordo feito entre os donos dos bares, o Ministério Público Federal (MPF), o Exército Brasileiro e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), em 26 de setembro de 2014. “Foi um acordo feito judicialmente, homologado por sentença e esta sentença já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso”, explicou o procurador da república José Godoy Sousa.

O acordo judicial dá aos comerciantes o prazo de dez dias para a retirada voluntária do material e da estrutura dos bares, prazo que se encerra no dia 10 de julho. Neste período, está proibido a venda de qualquer coisa, produtos ou serviços. Após o dia 10, os donos dos estabelecimentos devem remover as estacas que estão no Rio Paraíba até o dia 20 de julho.

O procurador ainda explica que caso os prazos não sejam cumpridos, a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) fica autorizada para dar cumprimento a lei e desocupar a área em questão, caso algum dos bares ainda se encontre em funcionamento. “O que ficou acordado é que caso [os comerciantes] não saiam e caso resolvam descumprir o que eles acordaram presentes na audiência, o Exército Brasileiro é que tomará as medidas para a desocupação da área e a entrega da área para que a SPU tome conta da área, como órgão do patrimônio da União”, disse

Assista vídeo:

A Prefeitura de Cabedelo tem um projeto aprovado pelo Ministério do Turismo e orçado em R$ 10 milhões, para transformar a área no Parque Turístico Municipal do Jacaré. O órgão está buscando parcerias para a construção do parque. A prefeitura também explicou que está analisando buscar um novo local, dentro do município, para recolocar os comerciantes que sairão da Praia do Jacaré.

Da redação, @pbvale1

Argentina faz 6 a 1 no Paraguai e pega Chile na final da Copa América

Di María marcou dois gols na goleada argentina sobre o Paraguai.
Final da Copa América entre Chile e Argentina acabará com o jejum de um deles.
Final da Copa América entre Chile e Argentina acabará com o jejum de um deles.

No próximo sábado, às 17h (de Brasília), o Estádio Nacional de Santiago receberá a final da Copa América com Chile e Argentina tentando tirar um peso.

De um lado, os chilenos terão a melhor chance de encerrar a incômoda seca de títulos em seus 105 anos de história. A Roja já foi quatro vezes vice-campeã continental (1955, 1956, 1979 e 1987), mas agora joga em casa com sua melhor geração em décadas.

Claudio Bravo, Mauricio Isla, Gary Medel, Arturo Vidal, Charles Aranguiz, Jorge Valdivia, Alexis Sánchez e Eduardo Vargas formam a espinha dorsal do time de Jorge Sampaoli, e os torcedores sentem que o momento chegou.

Se antes os jogadores reclamavam da falta de apoio, hoje a situação mudou, e o Chile ouve as vozes de todo um país mobilizado por um só objetivo.

E o histórico da Copa América joga em favor dos mandantes: das 22 vezes nas quais o país-sede foi à final ou chegou à última rodada com chances de título, em 19 o time da casa saiu campeão.

Do outro lado surge a Argentina. Bicampeã mundial, 14 taças continentais, mas que não celebra uma conquista há 22 anos. A última delas exatamente na edição do torneio sul-americano de 1993, com Gabriel Batistuta em destaque e vitória por 2 a 1 sobre o convidado México na final em Quito.

Desde então, a seleção albiceleste disputou uma final de Copa do Mundo (2014), uma da Copa das Confederações (2005) e outras duas da Copa América (2004 e 2007), terminando como vice em todas – derrota para a Alemanha no ano passado e quedas para o Brasil nas outras três decisões.

A equipe comandada por Gerardo Martino também é formidável, com jogadores do calibre de Javier Mascherano, Ángel di María, Javier Pastore, Carlitos Tevez, Sergio Aguero, Gonzalo Higuaín… e Lionel Messi. O camisa 10 tão contestado em sua própria casa, que está progredindo a cada campeonato com a seleção.

E tem um dado que não é bom para os chilenos: dos 14 títulos continentais da Argentina, oito foram conquistados fora de casa, quatro deles no Chile.

Uma final com ingredientes saborosos para qualquer fã de futebol.

Por Antônio Strini, de Santiago (Chile)

Acusados de praticar sequestro e estupro de mulheres são apresentados; veja fotos

Suspeito de estupros em PE estava desarmado, diz polícia da Paraíba
Imagens compartilhadas no WhatsApp
Imagens compartilhadas no WhatsApp

A Polícia da Paraíba apresentou no final da tarde desta terça-feira (30) os dois acusados da barbárie dos Bancários, durante entrevista coletiva na Central de Polícia, em João Pessoa. Ivan Pedro da Silva, 43 anos, autor do homicídio, e Leonardo José de Sousa, 22 anos, estão sendo responsabilizados pelo sequestro de duas mulheres, estupro e morte de uma das vítimas.

Conforme o delegado Walter Brandão, Glória da Silva, de 42 anos, e Caroline Teles Figueira, de 31 anos foram abordadas no Bairro dos Bancários, na Capital, em seguida levadas para um canavial às margens da BR 101, nas proximidades de Goiana, em Pernambuco.

Saiba mais: 

Polícia prende suspeitos de praticar estupro e sequestro de mulheres nos Bancários, em João Pessoa
Mulheres e bebe sequestrados em JP, foram encontrados em PE; uma delas foi atropelada e morreu
Paraibana estuprada em PE perde memória e trauma dificulta investigação, afirma polícia
Acusado da Bárbarie nos Bancários tenta se matar

As investigações apontaram que Ivan foi o autor tanto dos estupros quanto do homicídio. Conhecido como Márcio, ele já possui um vasto currículo criminal, respondendo a processos em outros estados. A polícia identificou, que o suspeito possuía vários endereços, em João Pessoa, Bayeux, Caaporã, Pedras de Fogo, Itambé e Iragassu.

Já o Leonardo José (o Léo), embora seja tecnicamente primário, quando menor de idade foi apreendido várias vezes por roubo, segundo a polícia.

O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Cláudio Lima, classificou o crime de monstruosidade. “Desde o dia 21 de junho quando foi descoberto o ocorrido, mais de 30 policiais e três delegados se empenharam no caso”, argumentou.

A delegada Roberta Neiva fez toda a narrativa do caso e revelou que o pernambucano Ivan  Pedro (o Márcio) foi o único responsável pelo estupro das duas mulheres e pela morte de Glória da Silva. “Elas foram violentadas sexualmente, sofreram tentativa de estrangulamento e atropeladas”, relatou.

“Glória foi estuprada enquanto Caroline amamentava o filho. A repercussão do caso provocou medo nos elementos que decidiram queimar o carro da vitima”, acrescentou.

Acusados Ivan Pedro da Silva, 43 anos,, e Leonardo José de Sousa, de 22 anos.
Acusados Ivan Pedro da Silva, 43 anos,, e Leonardo José de Sousa, de 22 anos.

A sobrevivente, Caroline Teles Figueira, de 31 anos, sofreu fraturas na clavícula e costela. O filho, um bebê de nove meses, que também estava no carro abordado pelos criminosos, não sofreu ferimentos, mas foi deixado dentro de um matagal.

O titular da Delegacia de Homicídios de Goiana, Herbert Martins, também participou das investigações, disse que Caroline vem reagindo bem ao tratamento e já deixou a UTI do hospital onde está sendo acompanha, em Recife (PE).

Da redação, @pbvale1 

MPF denuncia sete pessoas por exploração ilegal de turmalina paraíba

Turmalina paraíba é considerada uma das pedras mais caras do mundo; uma única pedra de turmalina azul pode chegar a valer R$ 3 milhões (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Turmalina paraíba é considerada uma das pedras mais caras do mundo; uma única pedra de turmalina azul pode chegar a valer R$ 3 milhões (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Turmalina paraíba é considerada uma das pedras mais caras do mundo; uma única pedra de turmalina azul pode chegar a valer R$ 3 milhões (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

O Ministério Público Federal (MPF) em Patos, no Sertão da Paraíba, informou nesta terça-feira (30) que denunciou sete pessoas envolvidas na exploração ilegal da turmalina paraíba em São José da Batalha, distrito do município de Salgadinho. Os envolvidos foram denunciados pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, exploração de minério sem licença ambiental e por organização criminosa com emprego de arma de fogo e tentáculos internacionais. O esquema criminoso foi desarticulado durante a Operação Sete Chaves, deflagrada em 27 de maio.

Leia mais: PF desarticula grupo que contrabandeava pedras preciosas da Paraíba

O MPF requereu que seja fixado em R$ 60 milhões o valor mínimo para reparação dos danos causados com a exploração ilegal executada pela organização criminosa.

A pena por exploração irregular é de um a cinco anos de detenção e multa. Para exploração sem licença ambiental, a pena é de seis meses a um ano de detenção e multa. Já a pena por participação em organização criminosa é de três a oito anos de reclusão e multa. Havendo emprego de arma de fogo, as penas aumentam até 50%, e também se elevam quando ocorre atuação transnacional da organização.

Segundo o MPF, foi apreendido um vasto material probatório, inclusive vários sacos de pedras preciosas com característica de turmalina paraíba, inúmeras armas, munições e grande quantidade de documentos, como resultado dos mandados de busca e apreensão deferidos pela Justiça Federal.

Essa é a primeira denúncia relacionada ao caso e, de acordo com o MPF, não afasta a apresentação de novas denúncias pela prática de outros crimes, em especial, crimes financeiros, bem como a apresentação de ação penal em relação a outras pessoas envolvidas.

Da redação, com Ascom do MPF

MEC prorroga até 20 de julho prazo para renovar contratos do Fies

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o prazo para a renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até o dia 20 de julho. O prazo, que já foi prorrogado mais de uma vez, terminaria hoje (30).

A portaria com a ampliação do prazo foi publicada no Diário Oficial da União. As renovações devem ser feitas por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFies), também disponível nas páginas do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

O Fies oferece financiamento das mensalidades de cursos em instituições privadas de ensino superior, com juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso.

Por José Romildo

Crise grega pode atrasar recuperação da economia mundial, dizem economistas

Isolamento internacional e 'perdão' de última hora fazem parte da lista de cenários para o país em meio a impasse com credores internacionais e nervosismo nos mercados..
Isolamento internacional e 'perdão' de última hora fazem parte da lista de cenários para o país em meio a impasse com credores internacionais e nervosismo nos mercados..
Isolamento internacional e ‘perdão’ de última hora fazem parte da lista de cenários para o país em meio a impasse com credores internacionais e nervosismo nos mercados..

A crise grega pode atrasar a recuperação da economia global, incluindo o Brasil, com risco de colapso de moedas. A avaliação é do professor de Finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibemec-Rio) Gilberto Braga.

Hoje (30) as atenções do mundo financeiro estão voltadas para a Grécia, que precisa pagar a parcela € 1,6 bilhão devida ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A expectativa é que haja acordo, mas o país pode deixar de pagar a parcela da dívidae indicar que está abandonando a zona do euro.

Leia mais: Grécia confirma fechamento temporário dos bancos

Segundo Braga, é difícil dimensionar as consequências da saída da Grécia do bloco. “Poderia haver uma ruptura completa do sistema da União Europeia”. O professor destaca que há um esforço para ceder e manter a Grécia na União Europeia, mas sem que credores “passem a mão na cabeça” do país.

Para o Brasil, Braga considera que a crise pode desestimular investimentos estrangeiros, devido ao clima de desconfiança. “Os investidores ficam mais cautelosos na decisão de investir. Já não temos um cenário favorável no Brasil, devido às condições econômicas e à crise política”. Além disso, a oportunidade de o Brasil vender mais produtos ao exterior, aproveitando a alta do dólar, também é afetada. “É um balde de água fria nesse esforço [de aumentar as exportações brasileiras]”, afirmou.

O economista Róridan Duarte, do Conselho Federal de Economia, destaca que, de imediato, o impacto para a economia grega é avassalador, com graves consequências no bloco. Embora ressalte que, se os gregos aceitarem as condições colocadas pela troika (palavra russa que denomina três comitês, no caso a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI), continuarão com problemas para o cumprimento dos acordos, que incluem, entre outros itens, aumento de impostos, elevação da meta de superávit primário e da idade mínima para aposentadorias para 67 anos (homens).

“De imediato, a Grécia teria de substituir o euro pela antiga moeda do país – o dracma – mas o reflexo maior seria para a própria zona do euro”, disse Róridan.

Segundo ele, os países da periferia do euro teriam problemas com o contágio que isso poderia ocasionar. “Já se sente isso, principalmente no sistema financeiro, com a queda nas bolsas – Portugal, Espanha, Irlanda e até mesmo a Itália podem ser afetados”, acrescentou.

Para o Brasil, o efeito maior seria em relação às expectativas, incluindo as dos agentes financeiros. Róridan lembrou que, desde o início da crise, em 2008, parece bem nítido que a resposta que a Europa tem dado é insuficiente, se comparada com a de outros blocos econômicos.

“Estados Unidos, Reino Unido, China buscaram mais uma resposta de estímulo à economia, de retomada do crescimento: política monetária ativa, com o aumento da moeda em circulação. A Europa procurou o caminho inverso. Uma receita ortodoxa e está colhendo os frutos disso”, pondera.

Na avaliação do economista, quem se beneficiou dessa receita, dentro da Europa, foram os países centrais, como a Alemanha e a França. Mas a periferia, como ele define Portugal, a Espanha e a Irlanda, sofreu e continua sofrendo as consequências da retração devido à resposta frágil à crise.

Segundo ele, alguns analistas consideram que, dependendo das consequências, a crise pode chegar à Itália, por causa da ligação entre as economias italiana e grega no comércio exterior, pela proximidade e pelo fluxo de turistas, entre outras coisas.

Para o Brasil, um dos problemas seria a possibilidade de mais elevação nas taxas de juros. Isso já aparece no horizonte, porque a curva das taxas começa a reagir a essa problemática na Europa. Para o economista, se acontecer isso, haverá risco de correria para ativos mais seguros, como dólar e títulos do Tesouro americano, sobretudo com a perspectiva de alta dos juros nos Estados Unidos. A atratividade desses ativos seria potencializada, levando a uma saída maior de dólares do Brasil em direção a outros ativos mais seguros – este seria o reflexo mais direto para a economia brasileira.

De acordo com Róridan, existe, porém, um reflexo indireto que não é desprezível. “O retardo na recuperação da economia mundial seria muito prejudicial para o Brasil nesta altura do campeonato. Estamos tentando retomar o comércio exterior e buscando redirecionar o motor da economia para o comércio exterior, o que seria um baque neste momento”, concluiu.

Duarte diz que, no seu modo de ver, a Grécia fez a coisa certa porque colocou o elemento político e democrático na decisão. Tradicionalmente, esses organismos como o FMI, Banco Europeu e a própria Comissão Europeia tomam decisões de cúpula e burocráticas.

“Há um contrato, tem de pagar. Que não pagar [está sujeito a] determinadas sanções. Mas o governo grego foi eleito justamente para não ceder a essas pressões e evitar esse receituário”, disse.

Acrescentou que, democraticamente, o governo grego chamou a população, introduzindo um componente político e democrático para que a decisão seja submetida a um referendo.
Ele ressalta que o próprio o ministro grego da Economia, George Stathakis, já antecipou que, se a população decidir acatar as medidas da troika, será para outro primeiro ministro porque ele não fica.

Em um cenário mais otimista, espera-se que o FMI ceda em alguns pontos, que antes pareciam inegociáveis e tente voltar à mesa de negociação. Por outro lado, o governo já sinaliza suspender o referendo se as negociações forem em outras bases, o que seria um bom sinal para os credores.

Para os brasileiros que pensam ir à Grécia nos próximos dias, o economista destaca que em situação de crise, normalmente, os gastos nesses lugares ficam mais baratos para os turistas. Existe porém um olhar sobre a possibilidade de distúrbios e falta de moeda. Um problema, porém, residual.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) Nacional, Leonel Rossi Junior, disse que a crise não deve afetar a ida de brasileiros para o país. “Pelo contrário, a Grécia está muito barata. Não existe grande problema. Houve algumas passeatas, mas foram 13 mil pessoas. E os turistas já vão com hotel marcado e em grupos. Muitos viajam de navio, ficam três dias em Atenas e depois vão visitar as ilhas”, disse Rossi Junior. Ele acrescentou que a única precaução é levar dinheiro em espécie para o caso de ter alguma dificuldade de fazer saques.

De acordo com Rossi Junior, a Grécia não está entre os países que mais atraem os brasileiros. Dos 17 milhões de turistas que aquele país recebe por ano, 40 mil são brasileiros. Os principais destinos dos brasileiros são Itália, França, Portugal, Suíça, disse Rossi Junior.

Segundo Rossi Junior, o que deve reduzir em 7% o turismo dos brasileiros ao exterior este ano é a crise econômica brasileira. “Não é o dólar o problema. Há uma inquietude dos brasileiros em relação ao seu emprego e seus negócios. Estão mais precavidos para gastar com automóveis, eletrodomésticos e viagens também”, disse.

Gastos públicos elevados e descontrole das contas, entre outros motivos, levaram a Grécia à atual situação. País incluído na zona da euro, a Grécia terminou recorrendo à troika tomando empréstimos de mais de 100 bilhões de euros em 2010 e colocando a população em um grande aperto financeiro. A situação só piorou. No início do ano, Alexis Tsipras, líder da legenda radical de esquerda Syriza, venceu as eleições prometendo renegociar a dívida com os credores internacionais, além da política de austeridade.

Por Daniel Lima e Kelly Oliveira – Repórteres da Agência Brasil

Polícia prende suspeitos de praticar estupro e sequestro de mulheres nos Bancários, em João Pessoa

Local do crime, na Zona Rural de Goiana.
No local do crime, foram encontradas roupas das vítimas usadas na tentativa de estrangulamento (Foto: Camila Torres / TV Globo)
No local do crime, foram encontradas roupas das vítimas usadas na tentativa de estrangulamento
(Foto: Camila Torres / TV Globo)

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social da Paraíba, confirmou nesta terça-feira (30), as prisões dos dois homens envolvidos nos crimes de sequestro, estupro, homicídio e tentativa de homicídio, que tiveram como vítimas duas mulheres e um bebê de nove meses. A ação aconteceu por meio de trabalho integrado entre as equipes da 2ª Delegacia Seccional e a Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (Roubos e Furtos), ambas em João Pessoa.

Saiba mais: 

Mulheres e bebe sequestrados em JP, foram encontrados em PE; uma delas foi atropelada e morreu

Paraibana estuprada em PE perde memória e trauma dificulta investigação, afirma polícia

Acusado da Bárbarie nos Bancários tenta se matar

A prisão de um dos suspeitos aconteceu na cidade pernambucana de Igarassu. O homem foi conduzido para a Central de Polícia de João Pessoa. Outro suspeito de envolvimento no caso foi preso na capital paraibana no sábado (27) e levado para a Central de Polícia no domingo (28). Ambos foram apresentados pela polícia durante entrevista coletiva de imprensa no final da tarde desta terça.

Carro da vítima, utilizado no sequestro, foi encontrado queimado (Foto: Aquino Silva Júnior/Arquivo pessoal)
Carro da vítima, utilizado no sequestro, foi encontrado queimado na cidade de Pedras de Fogo (PB)  (Foto: Silva Júnior)

O primeiro homem é suspeito de ter participação no roubo do veículo e, segundo o delegado Felipe Ribeiro, ajudou a identificar o acusado responsável pelo estupro, preso em Igarassu. Ele já tinha passagem pela polícia pelos crimes de porte ilegal de arma, tentativa de homicídio e roubo de carros. “Temos provas suficientes para incriminá-lo independente de confissão dele”, disse.

As mulheres foram sequestradas no dia 20, estupradas e encontradas em um canavial em Goiana, Pernambuco, no dia 21. Uma das vítimas, de 42 anos, morreu e outra, de 31 anos, ficou ferida e segue hospitalizada no Recife (PE). O filho de uma delas, de nove meses, que também estava no carro, foi encontrado próximo ao local onde estavam as mulheres. Ele chegou a ser hospitalizado, mas foi liberado e passa bem.

Da redação, @pbvale1

Últimas Notícias

BlogsOPINIÃO
Objetividade e clareza

WhatsappEnvie
Mande sua sugestão de pauta ou denúncia: (83) 9 8140-8425

Mais Lidas