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Ricardo defende governabilidade e cobra agilidade nas ações do Governo Federal para os estados

Reunião de governadores
Reunião de governadores
Reunião de governadores

O governador Ricardo Coutinho foi escolhido, mais uma vez, para ser o interlocutor do Nordeste durante entrevista coletiva concedida à imprensa logo após a reunião dos governadores dos 27 Estados brasileiros com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (30), no Palácio da Alvorada, em Brasília. O chefe do Executivo paraibano defendeu a governabilidade, mas cobrou do governo federal regras mais amenas e claras para a Região.

Ricardo considerou o encontro um momento importante para a República brasileira, principalmente pelos temas discutidos entre os 27 governadores e a presidente, a exemplo de equilíbrio fiscal, governabilidade, segurança, acidentes de trânsito. “São pautas essenciais, e também um tema como novas operações de crédito, ou seja, recursos novos para investimento. Eu acho que isso faz avançar porque cooperação federativa é essencial. O país está vivendo turbulências, instabilidade, que tem uma raiz muito forte na política e não interessa a ninguém essa instabilidade”, avaliou o chefe do executivo.

Ele ressaltou que os governadores [oposição e situação] expressaram à presidente Dilma um compromisso com a estabilidade e também, dentro dessa proposta de corresponsabilidade, manifestaram o desejo de serem ouvidos antes de qualquer medida de impacto. “O saldo é positivo, eu penso que as operações que a Paraíba tem à espera na Secretaria do Tesouro Nacional e no Ministério da Fazenda, deverão correr mais rápido agora porque é essencial isso, porque fizemos nosso dever de casa e não podemos ficar prejudicados e ao mesmo tempo temos uma série de outras intervenções que estão à espera dessa autorização do Ministério da Fazenda”, ressaltou.

A reunião

Durante a reunião com os governadores, a presidente Dilma Rousseff abordou temas como a estabilidade econômica e as dificuldades enfrentadas pelo País no campo da economia. “A estabilidade econômica do Brasil é muito importante e uma responsabilidade de todas as esferas”, disse. “Estamos fazendo uma travessia para levar o Brasil para um lugar melhor”, ressaltou, lembrando a importância das exportações como um dos mecanismos para fortalecer a economia brasileira.

A presidente pediu a união de todos os presentes pela recuperação da economia brasileira. “Temos consciência de que é importante sempre estabelecer parcerias, cooperações e enfrentar os problemas juntos. Achamos que estamos vivendo um período de transição para um novo ciclo de expansão que vai ser puxado pelo investimento e pelo aumento de produtividade. E, com isso, dará base para o crescimento do emprego, da renda e para a manutenção da nossa política de distribuição de renda”, afirmou.

Outro aspecto destacado pela presidente Dilma Rousseff foi o fortalecimento do pacto federativo. “A federação se passa nos estados e municípios. É através da cooperação que vamos acelerar a travessia pela qual estamos passando”, afirmou. A presidente pediu a cooperação dos governadores para a construção de um plano de investimentos em logística para os próximos quatro anos.

Dilma com governadores
Dilma com governadores

Ainda na reunião, a presidente propôs um pacto nacional pela redução dos homicídios no País. Segundo Dilma, essa proposta tem origem no fato de o Brasil ser hoje a nação com maior número absoluto de homicídios. “A taxa nacional de homicídios é 23,32 homicídios por 100 mil habitantes, quando o número aceitável, segundo padrões internacionais, é até 10 por 100 mil habitantes. Por isso, propomos aqui nossa cooperação federativa, concentrando esforços – União, estados, municípios e integrando o Judiciário – para enfrentarmos o problema”conclamou.

Fotos:  Agência Brasil

Com Ascom

 

Ministério do Planejamento autoriza IBGE a fazer concurso com 600 vagas

Planejamento
Planejamento
Planejamento

“Vagas são para os cargos de analista de planejamento, gestão e infra-estrutura em informações geográficas e estatística, tecnologista em informações geográficas e estatística e técnico em informações geográficas e estatística”

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo federal autorizou, no Diário Oficial da última segunda-feira (27), a realização de concurso público para o preenchimento de 600 cargos no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os locais para onde os cargos vão ser disponibilizados e detalhes do concurso ainda vão ser divulgados pelo Ministério do Planejamento, que é o responsável pelo certame.

As vagas são para os cargos de analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatística, com 90 vagas; tecnologista em informações geográficas e estatística, com 50 vagas; e técnico em informações geográficas e estatística, com 406 vagas.

No último concurso do IBGE, realizado em 2013, 432 vagas haviam sido disponibilizadas, com salários de até R$ 8,9 mil.

‘Gari gata’ Rita Mattos exibe tatuagem gigante em seu primeiro ensaio sensual

Rita Mattos, a gari gata – Foto: Reprodução/ Instagram e Roberto Teixeira/ EGO
Rita Mattos, a gari gata – Foto: Reprodução/ Instagram e Roberto Teixeira/ EGO
Rita Mattos, a gari gata – Foto: Reprodução/ Instagram e Roberto Teixeira/ EGO

Laís Gomes do EGO, no Rio – A gari carioca Rita Mattos posou para o seu primeiro ensaio sensual. Convidada pelo site Ego, a carioca de Realengo caprichou na pose usando um biquíni pequenininho, e deixou à mostra a tatuagem gigante que vai do pescoço até o bumbum.

Trabalhando na Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb), a bela morena de olhos claros conseguiu a estabilidade de emprego que procurava, e acabou virando uma sensação na internet após dar uma entrevista para um jornal estrangeiro.

Rita Mattos, a gari gata, posou para o EGO na praia da Barra da Tijuca (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
Rita Mattos, a gari gata, posou para o EGO na praia da Barra da Tijuca (Foto: Roberto Teixeira / EGO)

Nós mesmos do Cenapop mostramos o caso, e também parte de um dia de trabalho da carioca. Ele pega cedinho lá no setor de urgências da empresa. Após o serviço vai à academia, e segue uma vida normal. Agora, no entanto, já tem assessor de imprensa e muitos milhares de seguidores nas redes sociais.

Ao Ego, ela contou que toparia posar nua “se a proposta fosse mudar sua vida”, e também que tem namorado, o gari Paulo Hernane.

Rita Mattos (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
Rita Mattos (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
Rita Mattos (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
Rita Mattos (Foto: Roberto Teixeira / EGO)

Conheça dez histórias de corrupção durante a ditadura militar

Militares em frente ao Ministério do Exército, no Rio, em 2 de abril de 1964
Militares em frente ao Ministério do Exército, no Rio, em 2 de abril de 1964
Militares em frente ao Ministério do Exército, no Rio, em 2 de abril de 1964

Os protestos de 15 de março, direcionados principalmente contra o governo federal e a presidente Dilma Rousseff, indicaram a insatisfação de parte da população com os casos de corrupção envolvendo partidos políticos, empresas públicas e empresas privadas. Algumas pessoas, inclusive, chegaram a pedir uma intervenção militar, alegando que essa seria a solução para o fim da corrupção.

Mas será que nesse período a corrupção realmente não fazia parte da esfera política? Apesar da blindagem proporcionada pelas restrições ao Legislativo, Judiciário e imprensa, ainda assim a ditadura não passou imune a diversas denúncias de corrupção.

O UOL listou dez delas, tendo como fonte a série de quatro livros de Elio Gaspari sobre o período (“A Ditadura Envergonhada”, “A Ditadura Escancarada”, “A Ditadura Derrotada” e “A Ditadura Encurralada”) e reportagens da época. O primeiro item que envolve Delfim Netto contém uma resposta do ex-ministro sobre os casos. Veja:

1 – Contrabando na Polícia do Exército

A partir de 1970, dentro da 1ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro, sargentos, capitães e cabos começaram a se relacionar com o contrabando carioca. O capitão Aílton Guimarães Jorge, que já havia recebido a honra da Medalha do Pacificador pelo combate à guerrilha, era um dos integrantes da quadrilha que comercializava ilegalmente caixas de uísques, perfumes e roupas de luxo, inclusive roubando a carga de outros contrabandistas. Os militares escoltavam e intermediavam negócios dos contraventores. Foram presos pelo SNI (Serviço Nacional de Informações) e torturados, mas acabaram inocentados porque os depoimentos foram colhidos com uso de violência – direito de que os civis não dispunham em seus processos na época. O capitão Guimarães, posteriormente, deixaria o Exército para virar um dos principais nomes do jogo do bicho no Rio, ganhando fama também no meio do samba carioca. Foi patrono da Vila Isabel e presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba).

2 – A vida dupla do delegado Fleury

Sérgio Paranhos Fleury
Sérgio Paranhos Fleury

Um dos nomes mais conhecidos da repressão, atuando na captura, na tortura e no assassinato de presos políticos, o delegado paulista Sérgio Fernandes Paranhos Fleury foi acusado pelo Ministério Público de associação ao tráfico de drogas e extermínios. Apontado como líder do Esquadrão da Morte, um grupo paramilitar que cometia execuções, Fleury também era ligado a criminosos comuns, segundo o MP, fornecendo serviço de proteção ao traficante José Iglesias, o “Juca”, na guerra de quadrilhas paulistanas. No fim de 1968, ele teria metralhado o traficante rival Domiciano Antunes Filho, o “Luciano”,  com outro comparsa, e capturado, na companhia de outros policiais associados ao crime, uma caderneta que detalhava as propinas pagas a detetives, comissários e delegados pelos traficantes. O caso chegou a ser divulgado à imprensa por um alcaguete, Odilon Marcheronide Queiróz (“Carioca”), que acabou preso por Fleury e, posteriormente, desmentiu a história a jornais de São Paulo. Carioca seria morto pelo investigador Adhemar Augusto de Oliveira, segundo o próprio revelaria a um jornalista, tempos depois.

Os atos do delegado na repressão, no entanto, lhe renderam uma Medalha do Pacificador e muita blindagem dentro do Exército, que deixou de investigar as denúncias. Promotores do MP foram alertados para interromper as investigações contra Fleury. De acordo com o relato publicado em “A Ditadura Escancarada”, o procurador-geral da Justiça, Oscar Xavier de Freitas, avisou dois promotores em 1973: “Eu não recebo solicitações, apenas ordens. (…) Esqueçam tudo, não se metam em mais nada. Existem olheiros em toda parte, nos fiscalizando. Nossos telefones estão censurados”.

No fim daquele ano de 1973, o delegado chegou a ter a prisão preventiva decretada pelo assassinato de um traficante, mas o Código Penal foi reescrito para que réus primários com “bons antecedentes” tivessem direito à liberdade durante a tramitação dos recursos. Em uma conversa com Heitor Ferreira, secretário do presidente Ernesto Geisel (1974-1979), o general Golbery do Couto e Silva – então ministro do Gabinete Civil e um dos principais articuladores da ditadura militar – classificou assim o delegado Fleury, quando pensava em afastá-lo: “Esse é um bandido. Agora, prestou serviços e sabe muita coisa”. Fleury morreu em 1979, quando ainda estava sob investigação da Justiça.

3 – Governadores biônicos e sob suspeita

Em 1970, uma avaliação feita pelo SNI ajudou a determinar quais seriam os governadores do Estado indicados pelo presidente Médici (1969-1974). No Paraná, Haroldo Leon Peres foi escolhido após ser elogiado pela postura favorável ao regime; um ano depois, foi pego extorquindo um empreiteiro em US$ 1 milhão e obrigado a renunciar. Segundo o general João Baptista Figueiredo, chefe do SNI no governo Geisel, os agentes teriam descoberto que Peres “era ladrão em Maringá” se o tivessem investigado adequadamente. Na Bahia, Antônio Carlos Magalhães, em seu primeiro mandato no Estado, foi acusado em 1972 de beneficiar a Magnesita, da qual seria acionista, abatendo em 50% as dívidas da empresa.

4 – O caso Lutfalla

Paulo Maluf
Paulo Maluf

Outro governador envolvido em denúncias foi o paulista Paulo Maluf. Dois anos antes de assumir o Estado, em 1979, ele foi acusado de corrupção no caso conhecido como Lutfalla – empresa têxtil de sua mulher, Sylvia, que recebeu empréstimos do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento) quando estava em processo de falência. As denúncias envolviam também o ministro do Planejamento Reis Velloso, que negou as irregularidades, e terminou sem punições.

5 – As mordomias do regime

Em 1976, as Redações de jornal já tinham maior liberdade, apesar de ainda estarem sob censura. O jornalista Ricardo Kotscho publicou no “Estado de São Paulo” reportagens expondo as mordomias de que ministros e servidores, financiados por dinheiro público, dispunham em Brasília. Uma piscina térmica banhava a casa do ministro de Minas e Energia, enquanto o ministro do Trabalho contava com 28 empregados. Na casa do governador de Brasília, frascos de laquê e alimentos eram comprados em quantidades desmedidas – 6.800 pãezinhos teriam sido adquiridos num mesmo dia. Filmes proibidos pela censura, como o erótico “Emmanuelle”, eram permitidos na casa dos servidores que os requisitavam. Na época, os ministros não viajavam em voos de carreira, e sim em jatos da Força Aérea.

Antes disso, no governo Médici já se observavam outras regalias: o ministro do Exército, cuja pasta ficava em Brasília, tinha uma casa de veraneio na serra fluminense, com direito a mordomo. Os generais de exército (quatro estrelas) possuíam dois carros, três empregados e casa decorada; os generais de brigada (duas estrelas) que iam para Brasília contavam com US$ 27 mil para comprar mobília. Cabos e sargentos prestavam serviços domésticos às autoridades, e o Planalto também pagou transporte e hospedagem a aspirantes para um churrasco na capital federal.

6 – Delfim e a Camargo Corrêa

Delfim Netto
Delfim Netto

Delfim Netto – ministro da Fazenda durante os governos Costa e Silva (1967-1969) e Médici, embaixador brasileiro na França no governo Geisel e ministro da Agricultura (depois Planejamento) no governo Figueiredo – sofreu algumas acusações de corrupção. Na primeira delas, em 1974, foi acusado pelo próprio Figueiredo (ainda chefe do SNI), em conversas reservadas com Geisel e Heitor Ferreira. Delfim teria beneficiado a empreiteira Camargo Corrêa a ganhar a concorrência da construção da hidrelétrica de Água Vermelha (MG). Anos depois, como embaixador, foi acusado pelo francês Jacques de la Broissia de ter prejudicado seu banco, o Crédit Commercial de France, que teria se recusado a fornecer US$ 60 milhões para a construção da usina hidrelétrica de Tucuruí, obra também executada pela Camargo Corrêa. Em citação reproduzida pela “Folha de S.Paulo” em 2006, Delfim falou sobre as denúncias, que foram publicadas nos livros de Elio Gaspari: “Ele [Gaspari] retrata o conjunto de intrigas armado dentro do staff de Geisel pelo temor que o general tinha de que eu fosse eleito governador de São Paulo”, afirmou o ex-ministro.

 
Outro lado: Em relação às denúncias que envolvem seu nome nesse texto, o ex-ministro Delfim Netto respondeu ao UOL: “Trata-se de velhas intrigas que sempre foram esclarecidas. Nunca tive participação nos eventos relatados”.

7 – As comissões da General Electric

Durante um processo no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em 1976, o presidente da General Electric no Brasil, Gerald Thomas Smilley, admitiu que a empresa pagou comissão a alguns funcionários no país para vender locomotivas à estatal Rede Ferroviária Federal, segundo noticiou a “Folha de S.Paulo” na época. Em 1969, a Junta Militar que sucedeu Costa e Silva e precedeu Médici havia aprovado um decreto-lei que destinava “fundos especiais” para a compra de 180 locomotivas da GE. Na época, um dos diretores da empresa no Brasil na época era Alcio Costa e Silva, irmão do ex-presidente, morto naquele mesmo ano de 1969. Na investigação de 1976, o Cade apurava a formação de um cartel de multinacionais no Brasil e o pagamento de subornos e comissões a autoridades para a obtenção de contratos.

8 – Newton Cruz, caso Capemi e o dossiê Baumgarten

Newton Cruz
Newton Cruz

O jornalista Alexandre von Baumgarten, colaborador do SNI, foi assassinado em 1982, pouco depois de publicar um dossiê acusando o general Newton Cruz de planejar sua morte – segundo o ex-delegado do Dops Cláudio Guerra, em declaração de 2012, a ordem partiu do próprio SNI. A morte do jornalista teria ligação com seu conhecimento sobre as denúncias envolvendo Cruz e outros agentes do Serviço no escândalo da Agropecuária Capemi, empresa dirigida por militares, contratada para comercializar a madeira da região do futuro lago de Tucuruí. Pelo menos US$ 10 milhões teriam sido desviados para beneficiar agentes do SNI no início da década de 1980. O general foi inocentado pela morte do jornalista.

9 – Caso Coroa-Brastel

Delfim Netto sofreria uma terceira acusação direta de corrupção, dessa vez como ministro do Planejamento, ao lado de Ernane Galvêas, ministro da Fazenda, durante o governo Figueiredo. Segundo a acusação apresentada em 1985 pelo procurador-geral da República José Paulo Sepúlveda Pertence, os dois teriam desviado irregularmente recursos públicos por meio de um empréstimo da Caixa Econômica Federal ao empresário Assis Paim, dono do grupo Coroa-Brastel, em 1981. Galvêas foi absolvido em 1994, e a acusação contra Delfim – que disse na época que a denúncia era de “iniciativa política” – não chegou a ser examinada.

10 – Grupo Delfin

Denúncia feita pela “Folha de S.Paulo” de dezembro de 1982 apontou que o Grupo Delfin, empresa privada de crédito imobiliário, foi beneficiado pelo governo por meio do Banco Nacional da Habitação ao obter Cr$ 70 bilhões para abater parte dos Cr$ 82 bilhões devidos ao banco. Segundo a reportagem, o valor total dos terrenos usados para a quitação era de apenas Cr$ 9 bilhões. Assustados com a notícia, clientes do grupo retiraram seus fundos, o que levou a empresa à falência pouco depois. A denúncia envolveu os nomes dos ministros Mário Andreazza (Interior), Delfim Netto (Planejamento) e Ernane Galvêas (Fazenda), que chegaram a ser acusados judicialmente por causa do acordo.

Marcelo Freire
Do UOL, em São Paulo

 

PMDB de Rio Tinto sofre intervenção e oposição deverá retomar comando da legenda

Após intervenção no PMDB, partido deverá compor arco de alianças do grupo de oposição em Rio Tinto
Após intervenção no PMDB, partido deverá compor arco de alianças do grupo de oposição em Rio Tinto
Após intervenção no PMDB, partido deverá compor arco de alianças do grupo de oposição em Rio Tinto

O PMDB da cidade de Rio Tinto sofreu sua antecipação de vigência (intervenção partidária), e, o ex-prefeito por dois mandatos Marcus Gerbasi não é mais o presidente da maior sigla partidária da Paraíba. Segundo informações extra-oficial repassadas ao PBVale, quem deverá assumir o comando do PMDB na cidade é a ex-prefeita Vania Carmen Lisboa.

Marcus Gerbasi foi eleito para o período de 17/02/2014 à 16/02/2016. No entanto, conforme consta no site do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, a antecipação de vigência aconteceu no último dia 17 deste mês.

Uma decisão será aguardada com expectativa nos próximos dias. Para onde deverão migrar os ex-prefeitos Marcus e Magna Gerbasi, já que, nos bastidores, correligionários ligados ao casal afirmam que a ex-prefeita deve disputar a Prefeitura novamente em 2016.

Já atual prefeita Dudu de Brizola que foi eleita nas eleições municipais de 2012 pelo PMDB, revelou abertamente a imprensa local que, tão logo seja oficializada da mudança do comando, deverá ingressar no PTB do ex-senador Wilson Santiago.

A intervenção no partido era aguardada com dúvidas, em razão de informações de que o deputado estadual Raniery Paulino, votado e apoiado pelo grupo Gerbasi-Brizola estava relutando junto ao senador José Maranhão para evitar a mudança na antiga direção.

Com insatisfação pública e revelada pelo próprio senador em 2014, por ocasião de sua passagem por Rio Tinto, Maranhão teve como principal aliado na região, o ex-prefeito Marcus Gerbasi, chegando a ocupar por três oportunidades, nos governos Maranhão I, II e III cargos de primeiro escalão na defensoria pública do Estado.

No entanto, o ex-governador ao ter o apoio negado pelo grupo Gerbasi para sua campanha de senador na última disputa eleitoral, teve que contar com os apoios do ex-prefeito e médico José de Almeida Braga e do vereador Josenir Gonçalves.

Comissão executiva do PMDB de Rio Tinto foi destituid
Comissão executiva do PMDB de Rio Tinto foi destituida

Com o fim da vigência, investidos no cargo na maior bancada de Rio Tinto, os vereadores Edson Barbosa, Claudecir Braz, Eraldo Calixto (atual secretário de saúde), Adênio Pimentel, Ezequiel Firmino (suplente) deverão deixar a legenda.  

Da redação

PBVale

 

 

 

 

Dilma propõe a governadores parceria para enfrentar problemas e superar crise

Dilma Rousseff e sua equipe reúnem-se com os governadores no Palácio da Alvorada Wilson Dias/Agência Brasil
Dilma Rousseff e sua equipe reúnem-se com os governadores no Palácio da Alvorada Wilson Dias/Agência Brasil
Dilma Rousseff e sua equipe reúnem-se com os governadores no Palácio da Alvorada Wilson Dias/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff enumerou hoje (30), durante reunião com governadores de todos os estados, as causas que levaram à queda da arrecadação e à redução das receitas nos estados e na União. Ela citou fatos recentes, como a queda no preço das commodities e o aumento do dólar, que tiveram impacto sobre os “preços e a inflação”. Dilma ressaltou que ela e os governadores foram eleitos e fizeram campanha em uma conjuntura “bem mais favorável” do que a atual.

“Tudo isso não é desculpa para ninguém: é o fato de nós, como governantes, não podemos nos dar o luxo de não ver a realidade com olhos muito claros. Não podemos nos dar o luxo de ignorar a realidade”, disse a presidenta. “Fomos obrigados, diante dos fatos, a promover o reequilíbrio no Orçamento. Estamos fazendo esforço grande”, afirmou Dilma, citando os contingenciamentos feitos pelo governo neste ano. Segundo ela, o objetivo é colocar o Brasil na rota do crescimento e da geração de emprego.

“Não nego as dificuldades, mas afirmo que o governo federal tem todas as condições de enfrentar as dificuldades, os desafios e, em um prazo bem mais curto que alguns pensam, assistir à retomada da economia brasileira”, afirmou Dilma.

Após enumerar as causas da atual crise e as medidas que tem adotado, Dilma complementou que é importante sempre estabelecer parcerias, cooperações e enfrentar problemas juntos. “Queremos construir parcerias em novo ciclo desenvolvimento”, acrescentou a presidenta. Segundo ela, uma das parcerias será no âmbito da segurança pública, para reduzir a criminalidade.

A presidenta ressaltou também que ela e os governadores foram eleitos em um processo democrático em 2014, para mandatos de quatro anos, até 2018.  Ela defendeu as medidas que vem adotando para combater a crise econômica, que ocorre em um período de transição para um “novo ciclo de expansão” e crescimento.

No início da reunião com os 26 governadores e uma vice-governadora dos estados de todas as regiões do país, a presidenta destacou o importante papel do encontro no destino e na condução do país. Dilma disse que ela e os governadores têm um “grande patrimônio em comum”: o fato de terem sido eleitos em processo democrático bastante amplo no país.

Segundo ela, o plano de governo de cada um dos mandatários tem um prazo de execução. “Todos nós temos deveres em relação à democracia, ao voto democrático popular. Fomos eleitos na última e maior mobilização democrática e, nessas eleições, assumimos compromissos perante o país e nossos eleitores. Esses compromissos expressos no plano de governo dão um quadro que temos de desenvolver com todas as ações, iniciativas e projetos, realizando esses compromissos no horizonte, no marco e ao longo do nosso período de governo de quatro anos – portanto até 2018.”

Durante a reunião entre a presidenta e os governadores, no Palácio da Alvorada, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fará uma exposição sobre o tema da segurança. Dilma convidou também o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que auxilia a articulação política do governo, para explicar as medidas de impacto econômico em análise no Congresso Nacional.

De acordo com o governador de Rondônia, Confúcio Moura, alguns mandatários foram escalados para falar sobre temas preestabelecidos. O acordo foi feito durante reunião prévia entre os governadores da base aliada, em um hotel de Brasília. O governador do Maranhão, Flávio Dino, falará sobre estabilidade política, e o da Paraíba, Ricardo Coutinho, sobre desenvolvimento econômico.

“Estamos fazendo uma travessia para levar o Brasil a um lugar melhor, estamos atualizando as bases da economia e vamos voltar a crescer com todo nosso potencial”, prometeu Dilma aos governadores, ao final de sua fala.

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Filho de radialista lançará seu primeiro livro em Mamanguape

Neivylle Lucas é filho do radialista Jota Luiz da rádio Consolação AM
Neivylle Lucas é filho do radialista Jota Luiz da rádio Consolação AM
Neyville Lucas é filho do radialista Jota Luiz da rádio Consolação AM

Leitor voraz, filho de uma professora e um radialista, o jovem Neyvile Lucas, de 14 anos, terá sua estreia no mercado editorial marcada com o livro “Mar Noturno”.

Foi em Mamanguape-PB, cidade onde o autor mora com seus pais, que a obra foi escrita, quando ele tinha apenas 13 anos. Contratado pela Chiado Editora, uma das maiores casas editoriais da Língua Portuguesa, Neyvile terá sua primeira obra publicada, simultaneamente, no Brasil e em Portugal.

Livro será lançado pela Chiado Editora
Livro será lançado pela Chiado Editora

O autor alega ter mergulhado no universo da escrita, e diz que deseja nunca sair de lá. Segundo ele, há milhões de ideias fervilhando em sua mente, mas sabe que deve ir com calma, e toda sua atenção agora está voltada para o coquetel de lançamento da obra, que deverá acontecer em setembro, na cidade de Mamanguape-PB.

Da redação

Com Portal Mídia

Chioro defende revisão no financiamento do sistema de saúde pública

A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi extinta em 2007 e, desde então, o governo deixou de arrecadar mais de R$ 350 bilhões para a saúde. O cálculo é do ministro da Saúde, Arthur Chioro, que concorda com a necessidade de revisão do financiamento da saúde pública brasileira.

Ao participar da abertura do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Goiânia, Chioro disse que o governo defende um Sistema Único de Saúde universal e integral. Segundo Chioro, isso tem custo  alto e deve ser financiado pela sociedade brasileira.

“Esse financiamento virá do imposto das grandes fortunas ou da taxação das heranças? Vamos mexer na chamada taxação do pecado (fumo, álcool, jogos de azar etc)? Vamos direcionar os recursos do seguro Dpvat [Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre], que hoje ficam nas mãos das seguradoras e não vão para as dos usuários? Existem várias possibilidades que precisam ser discutidas com a sociedade”, questionou o ministro.

Chioro destacou que, enquanto o Reino Unido, considerado modelo de saúde pública universal, gasta US$ 3 mil por ano por habitante, no Brasil, considerando valores de 2013 e partindo de municípios, estados e União, o valor não ultrapassou US$ 525.

De acordo com o ministro, sociedade e governantes precisam rever o financiamento do sistema de saúde. Segundo ele, é uma injustiça a afirmação de que os gestores gastam mal o dinheiro da saúde.

Aline Leal – Repórter da Agência Brasil

Primeira mostra de vídeo games de Mamanguape trouxe exposição de todas as gerações

Cerca de 150 pessoas prestigiaram o evento
Cerca de 150 pessoas prestigiaram o evento

O Centro Cultural Fênix foi a sede da Primeira Mostra de vídeo games de Mamanguape no último sábado (25).  O evento teve como objetivo apresentar as novas gerações a historia do vídeo games (desde os mais antigos aos mais recentes) e para os mais saudosistas, relembrar os games antigos.  Mais de 150 pessoas prestigiaram o evento.

Alem da exposição dos vídeos games de todas as gerações, o evento realizou uma palestra com Marisardo Filho, Produtor/Diretor Criativo de Games na Yupi Studios, doutor em Design e Professor na faculdade Estácio, que falou sobre “a evolução dos consoles de videogames e como isso influenciou o mercado”,  além disso ele tirou dúvidas da platéia.

Depois da palestra aconteceu o tão esperado torneio dos jogos Street Fighter II e em seguida The King Of Fighters ’98, jogos com mais de 20 anos (no caso do Street) de idade. Os mais antigos tiveram a oportunidade de relembrar e os mais jovens de conhecer esses dois clássicos. O torneio foi feito em telão e com direito a torcida. Houve premiação para os 3 primeiros lugares.

Público teve contato com os aparelhos de vídeo games de todas as gerações
Público teve contato com os aparelhos de vídeo games de todas as gerações

Já a galera mais jovem, se divertiu também com o Just Dance, jogo de dança que utiliza a tecnologia de captura de movimento Kinect.  Outro que chamou a atenção foi na verdade a comparação dos jogos Super Mario, lançado para NES em 1985 e do seu lado, o jogo Super Mario 3D World, o mais recente, com gráficos de ultima geração.  Alem de venda de camisetas, e outros acessórios.

O evento não teve fins lucrativos, o seu objetivo principal foi divulgar a cultura de vídeo games na região, e ajudar o projeto filantrópico “Eu amo a vida” que está na sua quarta edição. O ingresso foi 1 Kg de alimento repassados para o projeto.

Com o sucesso de publico e critica, os organizadores, Pedro Veloso, Roberto Chaves e André Aragão já confirmaram a segunda edição da Mostra que promete ser maior e dessa vez com a presença também de fliperamas (árcade) e computadores para jogos em rede.

Os organizadores agradeceram a todos que estiveram presentes, e a quem direta ou indiretamente contribuiu para o sucesso do evento.

Da redação

 

MPF busca parcerias para intensificar campanha de combate à corrupção

MPF busca parcerias para intensificar campanha de combate à corrupção

Membros do Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) estão realizando uma série de visitas a órgãos, entidades eclesiásticas e demais representações da sociedade civil organizada, no intuito de apresentar propostas de alterações legislativas que buscam evitar o desvio de recursos públicos e garantir mais transparência, celeridade e eficiência ao trabalho do Ministério Público brasileiro com reflexo no Poder Judiciário. 

Até o momento, já sinalizaram positivamente com a intenção de apoiar o MPF na campanha de combate à corrupção, ajudando a colher assinaturas de cidadãos, a Arquidiocese da Paraíba, além de igrejas evangélicas como Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus, Batista, Presbiteriana, Congregacional e Cidade Viva, bem como associações de bairros e entidades sindicais. O Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13) foi procurado para dar apoio, e o presidente disse que o assunto será levado à deliberação do Pleno.

Os procuradores do MPF na Paraíba estão intensificando as visitas em busca de mais apoiadores, e se colocam à disposição das entidades que desejarem obter mais explicações sobre as “10 Medidas Contra a Corrupção”, para formalizar a parceria, a fim de que os projetos de lei de iniciativa popular tenham o máximo de assinaturas possível, para serem entregue ao Congresso Nacional.

“Estamos a pleno vapor, em contato diuturno com a sociedade, pelos mais diversos meios, para que as “10 Medidas Contra a Corrupção” sejam amplamente conhecidas pelo cidadão. O conhecimento das propostas é imprescindível para a manifestação de apoio aos projetos de lei. A sociedade civil, por todos os seus atores e formadores de opinião, pode contribuir, pois identificamos estas propostas como um caminho a ser trilhado para termos um país mais justo, onde a ética permeie as relações privadas e públicas”, declarou Rodolfo Alves Silva, procurador-chefe do MPF na Paraíba.

10 medidas – As medidas buscam agilizar a tramitação das ações de improbidade administrativa e das ações criminais; instituir o teste de integridade para agentes públicos; criminalizar o enriquecimento ilícito; aumentar as penas para corrupção de altos valores; responsabilizar partidos políticos e criminalizar a prática do caixa 2; revisar o sistema recursal e as hipóteses de cabimento de habeas corpus; alterar o sistema de prescrição; instituir outras ferramentas para recuperação do dinheiro desviado; entre outros resultados.

A íntegra das medidas e a ficha de assinatura estão disponíveis no site www.10medidas.mpf.mp.br. O cidadão pode procurar a unidade do MPF mais próxima de seu domicílio para realizar a entrega.

Da redação, com Ascom – MPF

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