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Gervásio lamenta destituição em Mataraca e pede apoio a Veneziano

Deputado Gervásio com aliados em Mataraca
Deputado Gervásio com aliados em Mataraca

O deputado estadual Gervásio Maia reagiu com preocupação à destituição do diretório municipal do PMDB no município de Mataraca. Ele afirmou que, sem nenhuma consulta ao partido, o presidente estadual da legenda, senador José Maranhão, comunicou ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) a antecipação do fim do mandato do então dirigente Floriano Bezerra, aliado do parlamentar.

Leia maisApós intervenção, Floriano é afastado da presidência do PMDB de Mataraca
“Fiquei sabendo pela imprensa e essa decisão individual me deixou bastante preocupado”, resumiu.

Floriano deveria ficar no comando do PMDB em Mataraca até outubro, mas já perdeu o mandato após o comunicado do diretório estadual, assinado por José Maranhão. A atitude causou estranheza no deputado estadual.

Gervásio acrescentou que delegou ao deputado federal Veneziano Vital do Rêgo a missão de intermediar um diálogo com José Maranhão, com o objetivo de compreender a atitude tomada pelo senador e de minimizar a sensação de que os deputados estariam sendo desconsiderados nas decisões da legenda.

“Liguei imediatamente para o deputado Veneziano, que compartilhou comigo do mesmo sentimento. Ele vai conduzir as conversas futuras”, disse.

Floriano, que já foi vereador por três mandatos e chegou a ser vice-prefeito, é cotado para disputar a prefeitura local, com o apoio de Gervásio Filho.
 
Mataraca, aliás, é um dos principais redutos eleitorais do deputado Gervásio, que teve naquele município 951 votos nas eleições de 2014, tendo sido o mais votado para deputado estadual no universo de pouco mais de 6 mil aptos ao voto.
Com ParlamentoPB

Brasil terá superávit sustentado por queda de importações, preveem analistas

Apesar das exportações em queda em relação a 2014, a previsão do governo e do setor privadoé que a balança comercial encerrará 2015 com superávit. Para analistas de comércio exterior, isso ocorrerá porque as importações também estão caindo, e em ritmo mais intenso do que as vendas externas. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que, de janeiro a junho deste ano, houve queda de 14,6% das exportações em comparação com igual período de 2014. Do lado das importações, a queda no mesmo período de comparação foi mais acentuada, de 18,5%.

“Se você olhar o desempenho no primeiro semestre, você vê tanto queda de exportação quanto de importação. Isso [queda das importações] deve ajudar a fazer superávit”, diz Welber Barral, da Barral M Jorge Consultoria em Comércio Exterior. Segundo ele, a contração na economia é a responsável pelo fato de o Brasil estar importando menos. “[O motivo para a queda das importações] é a queda da atividade e do investimento em capital produtivo”, diz. De acordo com Barral há ainda a queda na importação de bens de consumo, que são aqueles usados por indivíduos ou famílias. “Há uma queda de capacidade de compra no Brasil. Um dos setores que mais tiveram queda [nas importações] é o de automóveis. Você tem uma postergação da decisão de compra [pelo consumidor]”, destaca.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, faz avaliação semelhante. A entidade prevê superávit de US$ 8 bilhões para a balança este ano, “Claramente, só haverá superávit por isso [importações]. Pela nossa previsão, as exportações vão cair 15% este ano. Como as importações devem cair 20%, elas é que devem gerar superávit. Esse ano vamos ter um ‘superávit negativo’, que não é gerado por fatores positivos, como aumento de exportação”, ressalta.

Valorização do dólar

Castro atribui a diminuição das importações, em primeiro lugar, à retração econômica, e, em segundo, ao dólar valorizado. “Até maio [o motivo das importações menores] era a retração econômica. A partir daí, teve a taxa de câmbio”, afirma, ressaltando que há uma demora entre a valorização da moeda norte-americana e seu impacto nas importações. “Quem já fez a encomenda vai receber o produto [importado]. Mas, a partir do momento em que o cenário vai piorando [com o dólar mais caro], deixa de fazer a encomenda”, explica.

A economista Lia Valls, pesquisadora da Fundação Getulio Vargas (FGV), também considera a contração da economia a principal razão para a retração das importações em 2015. “ Está despencando a compra de bens intermediários e a de bens de capital, feita pela indústria”, comenta. Para ela, o efeito do dólar valorizado é secundário.

Em se tratando das exportações, o principal motivo para o Brasil estar capitalizando menos é a queda de preços das commodities (produtos primários com cotação internacional), fenômeno em curso desde 2014. “A maior parte da pauta são commodities e os preços continuam caindo. O preço do minério, do petróleo, despencou. Aí a gente fica dependendo dos manufaturados, que têm como principal mercado o argentino, mas a Argentina está em crise. Tem também os Estados Unidos, mas lá já temos uma concorrência ” comenta Lia Valls.

Na avaliação de Welber Barral os produtos manufaturados brasileiros podem estar mais competitivos no mercado externo em 2016 por influência do dólar alto. Isso, diz, deve garantir, também no ano que vem uma balança superavitária. Mas, para ele, os superávits neste ano e no próximo, se acontecerem, não podem ser classificados como sustentáveis. ” O Brasil não é competitivo. Simplesmente uma redução do valor das commodities ou uma elevação do dólar não é suficiente, porque o custo de produção no Brasil é muito alto. Dá para dizer que o superávit que nós vamos não é sustentável”, avalia.

O consultor ressalta que o Brasil tem problemas tradicionais que diminuem a competitividade das exportações. Ele destaca que, além do custo de produção, a infraestrutura é deficiente para o escoamento. Para ele, o Plano Nacional de Exportações, lançado em junho pelo governo, é um passo válido. “É importante para coordenar as ações do governo e dar indicações para o setor privado. Tem partes interessantes no que se refere a medidas de facilitação de comércio e desburocratização. O que faltam são medidas na área tributária, o que não vai acontecer este ano, até por causa das restrições [medidas de] ajuste fiscais”.

Agência Brasil

Inscrições para o Fies começam nesta segunda-feira

As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) começam nesta segunda-feira (3). Nesta edição, os candidatos não precisam correr para acessar o sistema, uma vez que o financiamento não será concedido por ordem de chegada, mas por concorrência. Ao todo serão ofertadas 61,5 mil vagas. O período de inscrição vai até o dia 6, pela internet.

“O objetivo desta vez é que os alunos não fiquem nervosos procurando encontrar para que lugar vão porque vai ser uma concorrência, não vai mais ser ao estilo quem chega primeiro pega a vaga”, explica o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. Os candidatos farão a inscrição e o resultado da pré-seleção será divulgado no dia 10 de agosto, em chamada única.

Para concorrer, os estudantes precisam ter tirado pelo menos 450 pontos na média das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). São aceitas todas as edições do Enem a partir de 2010. O candidato também tem que ter tirado nota maior que 0 na redação. Além disso, precisa ter renda familiar por pessoa de até 2,5 salários mínimos por mês, ou seja, R$ 1.970.

Pelas novas regras do Fies, os juros passarão dos atuais 3,4% para 6,5%. Além disso, os estudantes pagarão parte da mensalidade, de acordo com a renda. Como contrapartida, os estudantes do Fies terão um desconto de 5% nas mensalidades.

A oferta de vagas vai priorizar cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, excluído o Distrito Federal. Os cursos das áreas de engenharia e saúde e a formação de professores também serão priorizados, assim como aqueles com conceitos 4 e 5 na avaliação do MEC, que são os mais altos.

O Fies é um programa do governo que oferece financiamento em instituições privadas de ensino superior com juros mais baixos. Atualmente, cerca de 2,1 milhões de contratos estão ativos.

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

João Pinto é eleito presidente da API

João Pinto
João Pinto
João Pinto

O jornalista João Pinto foi  eleito presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API) durante eleição neste sábado (01). A chapa “API Sempre Unida” era a única na disputa. A API disponibilizou pontos de votação nos municípios de Campina Grande, Guarabira, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras. A jornalista e professora da UFPB, Sandra Moura, foi eleita vice-presidente.

A nova diretoria sucede a gestão presidida pela jornalista Marcela Sitônio. João Pinto era vice de Marcela e já estava o exercício da presidência, por isso foi reeleito.

Além de João Pinto na Presidência e Sandra Moura, na vice, a API terá o presidente da Associação Campinense de Imprensa (ACI), Fernando Soares, como tesoureiro e o editor do Blog OMomento.com, Cristiano Machado, na secretária-geral.

As diretorias foram compostas pelos jornalistas Mário Tourinho (Social), Gil Sabino (Cultura), Edmilson Pereira (Assuntos Políticos), Hacéldama Borba (Comunicação Social) e Ronaldo Belarmino (Esportes).

Confira os integrantes da chapa “API Sempre Unida”:

DIRETORIA EXECUTIVA
Presidente – João Pinto

Vice Presidente – Sandra Moura
Secretário Geral – Cristiano Machado
Tesoureiro – Fernando Soares

DIRETORIAS
Diretoria Social – Mário Tourinho

Diretoria de Cultura – Gil Sabino
Diretoria de Assuntos Políticos – Edmilson Pereira
Diretoria de Comunicação Social – Hacéldama Borba
Diretoria de Esportes – Ronaldo Belarmino

SUPLENTES DIRETORIA
Adelson Barbosa

Conceição Coutinho
Dhiego Amaranto
Fernando Braz
Denis Coelho

CONSELHO DELIBERATIVO
Walter Santos

Tico Pinto
Sônia Lima
Verônica Guerra
Manuelito Freire
José Euflávio Horácio
Gilson Souto Maior
Adelton Alves
Ramalho Leite

CONSELHO FISCAL
Joanildo Mendes

Manoel Raposo
Jackson Bandeira

SUPLENTES
José Valdez

Adriana Rodrigues
Cristiano Teixeira

DIRETORIA DE BASE
Campina Grande – Edson Sousa

Sousa – Ivoneide Lopes
Patos – Antonio Bento
Cajazeiras – Marcos Geraldo Rodrigues Lopes
Pombal – Clemildo Brunet de Sá

Com MaisPB

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Rio Tinto

Antonio Eugênio, conhecido por ‘Fil’, acusado de ser um dos chefes do tráfico de drogas em Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano.
Militares aprenderam maconha e crack.
Militares aprenderam maconha, crack e dinheiro.

Uma operação policial em Rio Tinto, no Vale do Mamanguape, terminou na prisão de um homem suspeito de tráfico de drogas e apreensões de entorpecentes neste sábado (1).

O trabalho envolveu policiais do Serviço de Rádio Patrulha e Força Tática da 2ª CIA. Conforme a PM, o flagrante aconteceu por volta das 15h30 na comunidade Regina II. Antonio Eugênio do Nascimento, conhecido por ‘Fil’, 30 anos, é acusado de comercializar entorpecentes na região.

A polícia conseguiu prender o homem após investigações feitas por equipes da Força Tática. “Nós já estávamos observando o elemento e a área, que é bastante conhecida pelo tráfico”, afirmou um policial.

Antonio Eugênio, conhecido por ‘Fil’, acusado de ser um dos chefes do tráfico de drogas em Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano.
Antonio Eugênio, conhecido por ‘Fil’, acusado de ser um dos chefes do tráfico de drogas em Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano.

Durante a ação, os policiais apreenderam: um tablete de maconha com aproximadamente 1,5 quilos, 90 gramas de cocaína, oito cubos de maconha, 101 pedras de crack, 31 papelotes de cocaína, celulares, câmera digital, balança de precisão e R$ 4.505 reais em espécie.

Antonio foi encaminhado para 7ª DPC Seccional juntamente com o material apreendido para procedimento.

Da redação, Por Williams Soares (Rádio Correio do Vale FM)

Enem tem 7,7 milhões de inscrições confirmadas

A maioria dos candidatos que farão o exame é isenta de pagamento, 5,76 milhões.
A maioria dos candidatos que farão o exame é isenta de pagamento, 5,76 milhões.
A maioria dos candidatos que farão o exame é isenta de pagamento, 5,76 milhões.

O número de candidatos que confirmaram a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 soma 7.746.057, informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Esse número corresponde ao de isentos e àqueles que pagaram a inscrição de R$ 63 dentro do prazo. No total, 8.478.096 fizeram a inscrição, mas 732.039 não pagaram a taxa.

Em relação ao ano passado, o número de inscritos confirmados apresentou queda de 11,19%, primeiro recuo desde 2008. Em 2007, houve redução de inscritos na comparação com 2006. Desde então, o número de inscritos vinha aumentando ano a ano.

A maioria dos candidatos que farão o exame é isenta de pagamento, 5,76 milhões. A Região Sudeste concentra o maior número de inscritos, 2,8 milhões, seguida pelo Nordeste, com aproxidamadamente 2,5 milhões. No Sul, foram feitas 916 mil inscrições; no Norte, 818 mil; e no Centro-Oeste, 703 mil.

A queda já havia sido constatada na divulgação das inscrições totais. Na ocasião, uma das hipóteses levantadas pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, é que caiu o número daqueles que não têm certeza de que farão o exame. Isso porque a pasta estebeleceu que os isentos que não fizerem o exame este ano e deixarem de justificar a ausência perderão o direito à isenção em 2016.

No ano passado, dos 8,7 milhões de inscritos, cerca de 6,2 milhões fizeram a prova.

Neste ano, as provas serão aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro. O Enem foi criado para avaliar os alunos que estão terminando o ensino médio ou que já concluíram essa etapa de ensino em anos anteriores. Estudantes que não terminaram o ensino médio este ano podem fazer o exame como treineiros, ou seja, o resultado não poderá ser usado para participar de programas de acesso ao ensino superior.

Da redação, com Agência Brasil 

Cobrança extra na conta de luz continua em agosto, diz Aneel

Em julho, a bandeira também foi vermelha, por causa do uso intenso da energia de usinas termelétricas.
Em julho, a bandeira também foi vermelha, por causa do uso intenso da energia de usinas termelétricas.
Em julho, a bandeira foi vermelha, por causa do uso intenso da energia de usinas termelétricas.

Em agosto, os consumidores vão pagar novamente um adicional de R$ 5,50 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) de energia consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou ontem (31) que a bandeira tarifária vermelha estará em vigor no período.

O sistema de bandeiras tarifárias permite a cobrança de um valor extra na conta de luz de acordo com  o custo de geração de energia. Em julho, a bandeira também foi vermelha, por causa do uso intenso da energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a gerada por usinas hidrelétricas.

Com as cores verde, amarelo e vermelho, as bandeiras servem para indicar as condições de geração de energia no país. Se for um mês com poucas chuvas, os reservatórios das hidrelétricas estarão mais baixos, por isso, será necessário usar mais energia gerada por termelétricas.

A bandeira verde significa que os custos para gerar energia naquele mês foram baixos e que a tarifa de energia não terá acréscimo. Se a conta de luz vier com a bandeira amarela, a tarifa de energia terá acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha mostra que o custo da geração naquele mês está mais alto, com maior acionamento de termelétricas, e que haverá adicional de R$ 5,50 a cada 100 kWh.

Segundo a Aneel, com o sistema de bandeiras tarifárias, o consumidor poderá identificar qual a bandeira do mês e reagir a essa sinalização com o uso inteligente da energia elétrica, sem desperdício.

Da redação, com Agência Brasil 

71 mil brasileiros concentram 22% de toda riqueza; veja dados da Receita

71 mil brasileiros concentram 22% de toda riqueza; veja dados da Receita

Que o Brasil é um país desigual estamos cansados de ouvir. Dados das declarações de imposto de renda divulgados neste mês pela Receita Federal ajudam a conhecer melhor a distribuição de renda e riqueza no país e mostram que menos de 1% dos contribuintes concentram cerca de 30% de toda a riqueza declarada em bens e ativos financeiros

De 2012 para 2013, o número de brasileiros com renda mensal superior a 160 salários mínimos (maior faixa da pirâmide social pelos critérios da Receita) caiu de 73.743 para 71.440. 

Esta pequena elite – que corresponde a 0,3% dos declarantes de IR – concentrou, em 2013, 14% da renda total e 21,7% da riqueza, totalizando rendimentos de R$ 298 bilhões e patrimônio de R$ 1,2 trilhão. Isso equivale a uma renda média individual anual de R$ 4,17 milhões e uma riqueza média de R$ 17 milhões por pessoa.

Se adicionarmos a este grupo aqueles com renda mensal acima de 80 salários mínimos, chega-se a 208.158 brasileiros (0,8% dos contribuintes), que respondem sozinhos por 30% da riqueza total declarada à Receita.

Receita libera pela 1ª vez tabelas com dados do IR
Os pesquisadores do Ipea Sérgio Wulff Gobetti e Rodrigo Octávio Orair destacaram em artigo publicado na sexta-feira (31), no jornal “Valor Econômico”, que os dados disponibilizados pela primeira vez pela Receita são um “presente à democracia” e mostram um avanço em termos de transparência.

Para a produção de seu livro best-seller “O Capital Século XXI”, o economista francês Thomas Piketty pediu acesso aos dados sobre a evolução da riqueza e imposto de renda no Brasil, mas não recebeu.

Procurada pelo G1, a Receita Federal informou que a novidade é que, além do relatório anual padrão sobre as declarações de imposto de renda das pessoas físicas, foram disponibilizadas também as tabelas em Excel com os dados dos relatórios do ano calendário 2007 ao 2013, atendendo a um pedido de pesquisadores e visando aumentar a transparência da divulgação dos dados. Ainda não há previsão, no entanto, da data da divulgação dos dados referentes ao IR do ano calendário 2014.

As tabelas da Receita mostram o número de declarantes distribuídos por 11 faixas de renda, além de informações como valores de rendimentos (isentos e tributáveis) recebidos e a soma do patrimônio declarado em cada uma das camadas da pirâmide social.

É possível saber também o número de contribuintes que receberam dividendos e a distribuição dos declarantes por ocupação.Clique aqui para ir à pagina da Receita Federal

Evolução do topo da pirâmide
Apesar do número dos ocupantes do topo da pirâmide social ter recuado em 2013, os dados da Receita mostram que a riqueza concentrada por essa faixa de contribuintes tem se mantido relativamente estável nos últimos anos. Em 2007, eram 66.596 pessoas com renda mensal superior a 160 salários mínimos, concentrando 15,8% da renda total e 22,2% da riqueza declarada.

Os dados revelam ainda que quem está nas camadas mais altas paga menos impostos, proporcionalmente à sua renda. Em 2013, do total de rendimentos da faixa que recebe acima de 160 salários mínimo, 35% foram tributados. Na faixa dos que recebem de 3 a 5 salários, por exemplo, mais de 90% da renda foi alvo de pagamento de imposto.

“O Brasil possui uma carga tributária equivalente à média dos países da OCDE, por volta de 35% do PIB, mas tributa muito pouco a renda, principalmente dos mais ricos, e sobretaxa a produção e o consumo”, afirmam os pesquisadores do Ipea.

Medidas para corrigir distorções
O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) defende que a tributação sobre o lucro e o patrimônio é mais justa do que aquela que incide sobre o consumo e vendas e vem cobrando há anos uma maior desoneração das faixas dos contribuintes com menor renda.

Em sua passagem pelo Brasil no final do ano passado, Piketty defendeu um imposto mais alto sobre heranças com instrumento para diminuir o abismo entre os mais ricos e mais pobres Brasil.

Levantamento feito pelo G1 em janeiro apontou que a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas tem apoio de pelo menos 59,8% dos deputados.

Da redação, @pbvale1

‘Cinquentinhas’ vão voltar a ter emplacamento obrigatório na Paraíba

Órgão estadual aguarda apenas o acesso ao sistema de dados do Denatran para iniciar o processo.
Órgão estadual aguarda apenas o acesso ao sistema de dados do Denatran para iniciar o processo.

O emplacamento obrigatório das cinquetinhas passa a ser responsabilidade dos Estados. A Lei 13.154/15, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997), retirando a obrigação dos municípios, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicada na edição do Diário Oficial da União da sexta-feira (31). Na Paraíba, o Detran – que estava impedido de licenciar os ciclomotores por força da Justiça – afirmou que vai retomar imediatamente o processo e só depende da liberação do acesso ao sistema de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Segundo o procurador jurídico do Detran, José Di Lorenzo Serpa Filho, o emplacamento das cinquentinhas vai ser retomado para que o Estado possa agir.

“Estávamos aguardando apenas a sanção da presidente para passar a responsabilidade, em definitivo, dos municípios para o Estado. O Detran defende que o Estado se responsabilize, porque os municípios não tomam as providências”, disse o procurador.

Leia a matéria completa na edição deste sábado (1º) do jornal Correio da Paraíba.

Levy reafirma confiança em recuperação fiscal no segundo semestre

Ministro disse que acredita na recuperação diante da nova meta do superávit primário; ele ressaltou que a equipe econômica do governo está empenhada em trabalhar forte
Ministro disse que acredita na recuperação diante da nova meta do superávit primário; ele ressaltou que a equipe econômica do governo está empenhada em trabalhar forte
Ministro disse que acredita na recuperação diante da nova meta do superávit primário.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, esteve nesta sexta-feira (31) no Ceará, onde visitou o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, na região metropolitana de Fortaleza, e fez palestra de encerramento do 21º Fórum Banco do Nordeste de Desenvolvimento. Após o evento, em entrevista coletiva, Levy disse que acredita na recuperação do ambiente fiscal do governo no segundo semestre, diante da nova meta do superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública), que foi reduzida para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país).

Ele ressaltou que a equipe econômica do governo está empenhada em trabalhar forte para tanto, e isso requer esforço. Levy salientou que a área técnica está tomando medidas, inclusive na área da arrecadação de receitas junto a grandes empresas. “Todo mundo sabe que, se a gente não cumprir o superávit primário, se não organizar a economia, a situação será mais difícil.” Segundo Levy, esse trabalho é feito em conjunto com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Uma arrecadação considerada “sensível”, e que mais vem caindo, é a do Imposto de Renda. A queda é justificada em parte, segundo ele, pela baixa perspectiva de lucro e pela diminuição da liquidez (facilidade de transformar os recursos disponíveis em retorno financeiro) das empresas. “Essa não é uma consequência do ajuste fiscal, mas da dinâmica da economia. Isso é exatamente o que estamos combatendo e é por isso que é importante avançar no ajuste fiscal e em outras medidas para a gente voltar a crescer.”

Da redação, com Agência Brasil 

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