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Julgamento no STF pode levar Brasil a descriminalizar porte de drogas

Julgamento no STF pode levar Brasil a descriminalizar porte de drogas.
Julgamento no STF pode levar Brasil a descriminalizar porte de drogas.
Julgamento no STF pode levar Brasil a descriminalizar porte de drogas.

O Brasil pode se igualar aos demais países da América do Sul que descriminalizaram o porte de drogas hoje ilícitas e passar a ser tolerante com o consumo e com o cultivo para uso próprio. A medida depende do Supremo Tribunal Federal (STF) que deve julgar, nesta quinta-feira (13), ação questionando a constitucionalidade da proibição. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo recorreu à Corte, alegando que o porte de drogas, tipificado no Artigo 28 da Lei 11.343, de 2006, não pode ser considerado crime, por não prejudicar terceiros. O relator é o ministro Gilmar Mendes.

Para especialistas em segurança pública, direitos humanos e drogas, o STF tem a chance de colocar o Brasil no mesmo patamar de outros países da região e dar um passo importante para viabilizar o acesso de dependentes químicos ao tratamento de saúde, além de pôr fim à estigmatização do usuário como criminoso.

“A Lei de Drogas manteve a posse de drogas como crime, mas não estabeleceu a pena de prisão – o que foi um avanço. O entendimento que se tem é que isso [a proibição] é inconstitucional, diante dos princípios da liberdade, da privacidade, no sentido de que uma pessoa não pode ser constrangida pelo Estado, sob pena de sanção, por uma ação que, caso faça mal, só faz mal a ela”, disse a coordenadora do Grupo de Pesquisas em Política de Drogas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luciana Boiteux.

O diretor para a América Latina da Open Society Foundation, organização não governamental (ONG) que defende direitos humanos e governança democrática, Pedro Abramovay, diz que em nenhum país onde o porte de drogas foi flexibilizado houve aumento do consumo.

“O Brasil está atrasado e, se descriminalizar, vai se igualar a dezenas de países que já passaram por esse processo. Todos os países que descriminalizaram o consumo, que falaram que ter o porte para o consumo pessoal não é mais crime, não viram o consumo crescer. Então, esse medo que as pessoas têm, de haver aumento, é infundado com os dados da realidade”, destaca.

Ele acredita que a medida pode fazer com que dependentes tenham acesso facilitado à saúde. “Hoje, um médico que trata uma pessoa que usa crack, lida com um criminoso, tem a polícia no meio, o que torna a abordagem mais e mais difícil”, destacou Abramovay, que já foi secretário nacional de Justiça.

Traficante x usuário

Com a decisão do STF, também pode sair das mãos da polícia e do próprio Judiciário a diferenciação entre quem é traficante e quem é usuário, que tem levantado críticas de discriminação e violação de direitos humanos nas prisões. A lei atual, de 2006, não define, por exemplo, quantidades específicas de porte em cada caso, como em outros países, e deixa para o juiz decidir, com base no flagrante e em “circunstâncias sociais e pessoais”. “Em outras palavras: quem é pobre é traficante, quem é rico é usuário”, critica Abramovay.

Segundo ele, o STF deve recomendar, na sentença, que sejam estabelecidos critérios para a caracterização de usuários, por órgãos técnicos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O Supremo pode dizer que, para garantir que a Constituição seja respeitada, sem discriminação, são necessários critérios. Esse não é um tema menor, a falta de indefinição leva ao encarceramento. Estamos falando de um a cada três presos no país”, destacou Abramovay.

Em evento no Rio de Janeiro, na semana passada, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reconheceu que as “lacunas legais” para diferenciar traficantes e usuário alimentam o ciclo de violência e superlota o sistema prisional. Segundo ele, o tráfico é o segundo tipo de crime que mais coloca pessoas atrás das grades, depois de crimes contra o patrimônio. No caso de mulheres, o tráfico aparece em primeiro lugar na lista.

“Sabemos que temos uma cultura, que não me parece adequada, de querer forçar a barra de tudo quanto é traficante para poder criminalizar. Temos muita gente que é usuária – que deveria receber tratamento de saúde – entrando nas unidades prisionais em contato com organizações criminosas: ou seja, entra usuário e sai membro do tráfico”, lamentou o ministro.

A professora Luciana Boiteux aposta na regulação – da produção à venda das substâncias – como solução para enfrentar a violência e os homicídios no país relacionados ao combate ao tráfico.

Outro lado

Contrário à descriminalização do porte de drogas para consumo próprio, o deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS) acredita que a medida é o primeiro passo para a legalização das drogas o que, de acordo com ele, seria ruim para a sociedade.

“Se descriminalizar o uso, acabou, legalizou a droga. Se não for crime usar [a droga], as pessoas vão andar com droga à vontade. Vão levar para o colégio, para a praça, distribuir para os amigos. E como é que pode não ser crime comprar, mas ser crime vender? Como se resolve esse paradoxo? Isso vai acabar legalizando a venda. Os traficantes vão [fingir] ser todos usuários. Isso vai aumentar a circulação da droga. Liberar a droga só agrava o problema, não melhora”, disse Terra que preside a  Subcomissão de Políticas Públicas sobre Drogas da Câmara dos Deputados.

Ele discorda da tese de que o uso de drogas é uma liberdade do indivíduo, que só afeta a ele. “A dependência química é uma doença incurável. A pessoa vai levar aquilo para o resto da vida. Isso pode reduzir sua capacidade laborativa e de cuidar da família. Muitas vezes, [o usuário] sobrecarrega a família, porque a maioria é desempregada e não consegue cuidar da família. Ele sobrecarrega seus pais, irmãos, que têm que cuidar dele, tem que arrumar dinheiro para se manter, tem que trabalhar mais. A liberdade de ele usar droga é a escravidão da família”, afirma.

O deputado relaciona ainda o uso de drogas, lícitas e ilícitas, ao aumento da violência no país. “Nossa epidemia da violência é filha da epidemia das drogas. O Brasil é o país em que mais se mata gente no mundo. Mata mais em homicídios, em acidentes de trânsito. Se liberar, vai aumentar tudo isso. Qual é a maior causa de violência doméstica? É o álcool, porque é uma droga lícita. Não é crime comprar álcool. A violência doméstica vai aumentar muito em função da circulação das drogas ilícitas”, diz.

A opinião é compartilhada pelo empresário Luiz Fernando Oderich, que fundou a ONG Brasil Sem Grades, que pede mais segurança e defende leis mais duras para combater a violência. Max, filho de Oderich, foi assassinado há 13 anos durante uma tentativa de assalto.

Segundo Oderich, o usuário não deve ser tratado como criminoso. Entretanto, muitas vezes, ele se envolve em outros crimes por causa do uso de drogas. “Existe uma relação entre um comportamento não social e o consumo de drogas. Alguns, de uma maneira menor, e outros, de uma maneira maior. É uma coisa que não faz bem”, disse o empresário.

O psiquiatra Osvaldo Saide, da Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abrad), diz que o ideal é não tratar o usuário como criminoso, mas encaminhá-lo para tratamento. No entanto, ele destaca que a legislação precisa deixar claro o que fazer em caso de pessoas que cometam crimes sob efeito de drogas e em caso de venda de drogas pelos usuários para sustentar o próprio vício.

Para Saide, seria necessário criar alternativas ao usuário como receber a pena pelo outro crime cometido ou se submeter a tratamento compulsório. “A Justiça pode pressionar a pessoa para o tratamento em uma situação em que ela não tem noção da gravidade de seu problema, até porque a dependência química leva à falta de noção da gravidade do próprio problema. Às vezes, uma pessoa com profissão fica imersa, por exemplo, no crack”, disse.

A presidenta da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e outras Drogas (Abead), Ana Cecília Marques, acredita que a descriminalização do uso precisa ser discutida pela sociedade, mas discorda que isso seja feito por um julgamento do STF.

“É preciso que haja uma lei que defina claramente os casos específicos, como se ele é um usuário eventual, se tem uma dependência. Sou a favor de descriminalizar, mas acho que precisa ter todo esse rigor, que não é algo que existe nas nossas leis de drogas. Elas não são claras, deixam várias lacunas. E no país faltam políticas para as drogas. Sou a favor, mas temo por esse processo de descriminalização”, disse a psiquiatra.

Por Isabela Vieira e Vitor Abdala

Trauma de JP confirma morte de 5ª vítima do acidente em Pedras de Fogo

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O Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, confirmou, na manhã desta segunda-feira, a morte de mais uma vítima do acidente ocorrido no sábado (8), em Pedras de Fogo. Segundo boletim médico, José Sebastião da Rocha, de 55 anos, faleceu na manhã desse domingo (9). A outra vítima socorrida para a unidade de saúde, um homem de 62 anos, recebeu alta na noite desse domingo.

Leia também: Acidentes com motocicletas e carros deixam seis mortos e quatro feridos na Paraíba

José Sebastião da Rocha é a quinta vítima fatal da colisão registrada nesse fim de semana na PB-032, que liga a BR-101 à cidade de Pedras de Fogo (porção Sul da Zona da Mata da Paraíba, a 42 km de João Pessoa). As quatro primeiras vítimas morreram ainda no local do acidente.

Testemunhas informaram que os automóveis envolvidos eram um Volkswagen Parati e um Chevrolet Corsa. Cinco pessoas seguiam no primeiro carro, que seria um transporte alternativo. Conforme relatos de pessoas que estiveram no local, nenhum dos ocupantes usava cinto de segurança. O segundo veículo, que teve motor e rodas da frente arrancados, levava apenas o condutor.

Os Bombeiros não informaram detalhes de como a colisão poderia ter acontecido. No entanto, a Polícia Militar de Pedras de Fogo, que também enviou uma viatura ao local, disse que tudo indicava que a batida teria sido de frente, após invasão da pista contrária. As circunstâncias serão investigadas pelo Instituto de Polícia Científica.

Da redação, com Portal Correio 

Pais de estudantes desaparecidos no México anunciam greve de fome

Jiménez classficava Iguala como "grande cemitério"
Jiménez classficava Iguala como "grande cemitério"
Jiménez classficava Iguala como “grande cemitério”

Parentes dos 43 estudantes da Escola Rural de Ayotzinapa vão entrar em greve de fome para reivindicar informações sobre o paradeiro dos jovens desaparecidos desde setembro do ano passado, no México. A informação foi divulgada pela imprensa local no estado de Guerrero, que acompanha o velório do ativista Miguel Ángel Jiménez, encontrado morto no último sábado (8) no interior de seu táxi, em Acapulco. Ele era um dos principais ativistas em busca da verdade sobre a desaparição dos estudantes e de outros casos de desaparecimento na região.

Os parentes informaram, em uma coletiva de imprensa, em Guadalajara, que vão começar uma greve de fome no próximo dia 26 de setembro, quando fará um ano do sumiço dos estudantes, em Iguala, estado de Guerrero. “Vamos fazer uma greve de fome e ir às embaixadas para mobilizar mais a comunidade internacional até que entreguem nossos filhos”, disse María Conceição Tlaltempa à emissoras de rádio e jornais locais. Ela é mãe de Jesús Giovanni Rodríguez, 19 anos, um dos desaparecidos.

Quase um ano depois do desaparecimento, os familiares têm respaldo de organizações como a Anistia Internacional e agora estão se preparando para entrar com um processo contra o governo mexicano perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Após o anúncio da morte de Jiménez, alguns pais deram declarações reforçando a intenção sobre a greve de fome e lamentando o assassinato do ativista, que em 2013 fundou uma polícia comunitária chamada de Xaltianguis, uma espécie de grupo de autodefesa, que trabalhava em paralelo, na busca de informações sobre desaparecidos na região de Guerrero.
Segundo entidades que o apoiavam, Jiménez havia descoberto cerca de 129 fossas, com seu trabalho independente, e apontado as localizações às autoridades competentes.

Jiménez foi enterrado hoje e, segundo amigos, já havia sofrido ameaças de grupos de narcotraficantes e gangues criminosas na região, por causa do trabalho de investigação que realizava. Redes locais de televisão deram destaque ao velório e enterro e contaram a história do ativista. Taxista, cansado de violência, resolveu criar uma espécie de grupo paramilitar civil para proteger a população e investigar crimes. Ele deixa seis filhos, o menor com seis meses de idade.

Por Leandra Felipe – Correspondente da Agência Brasil/EBC

Mal dentro de campo, Botafogo-PB também sofre com atraso de salários

Com 13 pontos, o Botafogo-PB permanece na sétima colocação do Grupo A da Série C.
Com 13 pontos, o Botafogo-PB permanece na sétima colocação do Grupo A da Série C.
Com 13 pontos, o Botafogo-PB permanece na sétima colocação do Grupo A da Série C.

Na Maravilha do Contorno o clima não é dos melhores. O empate por 2 a 2 contra o ASA-AL, no último sábado (08), ainda não foi digerido. Além da dificuldade de engatar uma boa campanha no Grupo A da Série C, fora de campo, a situação parece estar tão complicada quanto dentro das quatro linhas.

Segundo apurado pela reportagem do Voz da Torcida, o time pessoense completará no próximo sábado (15), caso a diretoria não encontre uma solução antes, dois meses de salários atrasados.

Depois do jogo do último fim de semana, o meio campista Doda ressaltou que a equipe vem sendo guerreira, e que busca alcançar os resultados de todas as formas. Todavia, deixou subentendido possíveis pendências nos vencimentos salariais da diretoria com os atletas.

– A gente vive uma situação difícil. Não só dentro de campo, mas como fora também. Vocês viram um time aguerrido. Só que as coisas não tem fluído para o nosso lado. Estamos vivendo um momento turbulento. O pessoal lá fora está trabalhando para resolver a nossa situação. Dentro de campo, estamos correndo e temos demonstrado vontade. Todos veem isso. Vamos continuar trabalhando – desabafou o autor do primeiro gol diante do ASA.

Após perder a vitória tomando um gol aos 48 minutos do segundo tempo, um dos mais abatidos da equipe era o atacante João Paulo. Para ele, o momento é de toda equipe se unir em busca das vitórias. Ele já mira o próximo duelo, diante do Confiança-SE, fora de casa.

– A gente não merecia esse resultado pelo que todo mundo correu dentro de campo. Agora é ter paciência. Não adianta a gente se desesperar. Todo mundo tem que estar unido em um só pensamento. Precisamos pontuar e ver no que dá lá na frente. Jogaremos fora, agora. Jogo fora é sempre difícil. Mas com essa garra que temos demonstrado a gente vai conseguir alcançar os pontos que precisamos – falou o atacante.

Com 13 pontos, o Botafogo-PB permanece na sétima colocação do Grupo A da Série C. A equipe ainda não conseguiu vencer fora de casa na competição, e vai em busca do primeiro no domingo (16), diante do Confiança-SE, no Estádio Batistão, às 19h.

Da redação, com @Vozdatorcida

Banco do Brasil lança edital de concurso com vagas na Paraíba

Ao todo são 14 vagas imediatas e 106 de cadastro de reserva.
Ao todo são 14 vagas imediatas e 106 de cadastro de reserva.
Ao todo são 14 vagas imediatas e 106 de cadastro de reserva.

O Banco do Brasil divulgou nesta segunda-feira (10) edital de concurso para o cargo de escriturário com 14 vagas na Paraíba e mais 106 de cadastro de reserva. É a primeira vez que Banco oferece vagas no edital e não apenas cadastro de reserva. O salário é de R$ 2.227,26. A Cesgranrio é a organizadora responsável pela seleção.

As inscrições vão começar nesta terça-feira (11) e seguem abertas até o dia 31 de agosto pelo site  da empresa organizadora e a taxa é de R$ 42. Veja o edital completo, que foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Os candidatos devem ter nível médio e a jornada de trabalho será de 30 horas semanais. Entre as funções do cargo estão comercialização de produtos e serviços do banco, atendimento ao público, atuação no caixa (quando necessário), entre outras atividades.

Do total das oportunidades, 5% são reservadas para pessoas com deficiência (PCD) e 20% para pessoas pretas e pardas (PPP). (Os termos preto e pardo são os utlizados oficialmente pelo IBGE). Há ainda vagas para Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, somando 860 vagas em todo o Brasil, entre imediatas e cadastro de reserva.

Além do salário, o BB oferece participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente, vale-transporte, vale-cultura, auxílio-creche, ajuda alimentação/refeição, auxílio a filho com deficiência; plano odontológico, assistência médica (planos de saúde) e previdência privada.

A seleção será feita por meio de avaliação de conhecimentos (25 questões de conhecimentos básicos e 45 de conhecimentos específicos) e prova de redação. Na Paraíba, as provas vão ser realizadas nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa. Ainda haverá perícias médicas e procedimentos admissionais.

Da redação, com assessoria 

CGU tem novos critérios para fiscalizar recursos repassados a municípios

Simão: CGU publica, até o fim do ano, relatórios para oferecer a gestores públicosJosé Cruz/Agência Brasil
Simão: CGU publica, até o fim do ano, relatórios para oferecer a gestores públicosJosé Cruz/Agência Brasil
Simão: CGU publica, até o fim do ano, relatórios para oferecer a gestores públicosJosé Cruz/Agência Brasil

Um programa lançado hoje (10) ajudará a Controladoria-Geral da União (CGU) a fiscalizar recursos que são repassados pelo governo federal a estados, municípios e ao Distrito Federal. Com o Programa de Fiscalização em Entes Federativos, o processo de escolha dos municípios que serão fiscalizados passará a adotar, também como critério, alguns indicadores de vulnerabilidades identificados nos entes da federação. Desde 2003, a escolha é feita em sorteios públicos. Esse tipo de escolha também sofrerá algumas alterações, passando a abranger capitais e municípios com mais de 100 mil habitantes.

Até então, essas fiscalizações por sorteio eram feitas a partir do órgão federal responsável pelo repasse dos recursos. Agora, poderá ser feito a partir do governo local para onde os recursos foram repassados, o que garante um foco diferenciado para os fiscais. Serão sorteados, a cada ciclo, quatro capitais, 24 municípios com até 50 mil habitantes, sete com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, e dez com mais de 100 mil habitantes.

Na seleção baseada na chamada matriz de vulnerabilidade, serão levados em consideração 12 indicadores, divididos em quatro grupos: desenvolvimento econômico-social; materialidade das transferências já feitas (que, em alguns casos, sequer foram apresentadas nas contas anuais); transparência; e controle – este último, a partir de registros e indicadores levantados anteriormente pela CGU.

A nova metodologia traz mais inteligência e assertividade na escolha dos alvos de investigação dos municípios que recebem verbas do Executivo Federa, disse o chefe da CGU, ministro Valdir Simão, na cerimônia de lançamento do programa.

“Vulnerabilidade não significa fraude ou corrupção e sim que, nesses municípios, há maior probabilidade de encontrarmos problemas. É claro que, havendo indicativo ou achado relativo a fraude ou corrupção, as medidas serão adotadas junto às autoridades competentes”, afirmou Simão.

A CGU pretende publicar, até o fim deste ano, relatórios para oferecer aos gestores públicos. Dentro dos critérios estabelecidos para a matriz de vulnerabilidade, serão escolhidos entre um e três municípios de cada unidade federativa. “Estamos plenamente capacitados e preparados tecnicamente para esse aumento de demanda”, disse o ministro.

Segundo Simão, o número de ciclos de fiscalização será decidido a cada ano. “Ao final, os relatórios serão publicados na internet e as recomendações, encaminhadas aos ministérios, para que se aperfeiçõem falhas que porventura sejam encontradas. [Esses relatórios] servirão também para que tenhamos, por parte de gestor e da população, melhor acompanhamento da gestão. As denúncias, nos casos em que for identificada a malversação de recursos, serão encaminhadas ao Ministério Público.”

Na seleção de hoje, feita pelo pelo critério da matriz de vulnerabilidade, foram indicados 45 municípios. Na Região Nordeste, serão fiscalizados os municípios de Murici, em Alagoas; Candeias e Dias d’Ávila, na Bahia; Chorozinho, Barreira e Capistrano, no Ceará; Raposa, no Maranhão; João Pessoa, na Paraíba; Itapissuma e Olinda, em Pernambuco; Pau d’Arco do Piauí; Maxaranguape e Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte; e Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, em Sergipe.

Na Região Sudeste, foram escolhidos os municípios de Fundão e Viana, no Espírito Santo; Mateus Leme, Ribeirão das Neves e Rio Acima, em Minas Gerais; Duque de Caxias, no Rio de Janeiro; Biritiba-Mirim, Embu das Artes e Cajamar, em São Paulo. No Sul, as fiscalizações serão em Almirante Tamandaré e Colombo, no Paraná; Barra do Ribeiro, Gravataí e Butiá, no Rio Grande do Sul; Biguaçu, São Pedro de Alcântara e Águas Mornas, em Santa Catarina.

Na Região Norte, os municípios indicados foram Bujari, no Acre; Rio Preto da Eva, no Amazonas; Santana, no Amapá; Ananindeua, no Pará; Cantá, em Roraima; Porto Velho, em Rondônia; Lajeado, no Tocantins. No Centro-Oeste, serão fiscalizados Caturaí, Campestre de Goiás e Goiânia, em Goiás; Dois Irmãos do Buriti e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso.

Por Pedro Peduzzi

Prazo para renovar contrato do Fies é reaberto até 31 de outubro

Mudança de curso ou de instituição de ensino também pode ser solicitada.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) reabriu, nesta segunda-feira (10), o prazo para que os estudantes já inscritos no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) possam renovar o financiamento junto ao governo federal.

O novo prazo se encerra no dia 31 de outubro e os candidatos devem realizar os aditamentos pelo site do Fies.

Leia mais: MEC diz que não foi notificado sobre suspensão de lista do Fies

Além da renovação do contrato, os estudantes do programa também têm até a data para pedir a transferência integral do curso ou da instituição de ensino e para solicitar a dilatação do prazo de uso do financiamento – referente ao primeiro semestre de 2015.

O mesmo prazo foi dado para quem quer pedir o aditamento da suspensão temporária do financiamento referente ao segundo semestre de 2013 e aos primeiro e segundo semestres de 2014.

A partir desta segunda, os aditamentos de renovação semestral, transferência, dilatação, suspensão e encerramento antecipado dos contratos de financiamento concedidos pelo Fies, simplificados e não simplificados, referentes ao 2º semestre de 2015 também poderão ser realizados.

Da redação, com Agência Brasil 

Supremo decide que guarda municipal pode aplicar multas de trânsito

Supremo decide que guarda municipal pode aplicar multas de trânsito

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu durante a última semana, que guardas municipais podem impor multas e fiscalizar o trânsito das cidades. A atribuição foi questionada pelo Ministério Público, que entrou com ação contra uma norma de Belo Horizonte que autoriza a aplicação das multas.

A decisão tomada pela Corte tem efeitos em 24 processos que estavam parados em todo o Judiciário e aguardavam o pronunciamento do STF.

Por 5 votos a 1, a maioria dos ministros entendeu que o poder de polícia pode ser exercido pelos guardas, mesmo não sendo expresso na Constituição. Com a decisão, a lei municipal da capital mineira que regulamentou a competência para aplicação de multas de trânsito fica mantida.

A decisão da Corte deverá ser aplicada aos demais casos em que a atuação das guardas municipais é questionada.

Da redação, com Agência Brasil 

Preços de tarifas e serviços de bancos sobem acima da inflação

Em alguns casos, esses aumentos superam os 100%. É o caso da Cesta Exclusiva Fácil, do Bradesco, cujo valor passou para R$ 48 em fevereiro deste ano.
Em alguns casos, esses aumentos superam os 100%. É o caso da Cesta Exclusiva Fácil, do Bradesco, cujo valor passou para R$ 48 em fevereiro deste ano.
Em alguns casos, esses aumentos superam os 100%. É o caso da Cesta Exclusiva Fácil, do Bradesco, cujo valor passou para R$ 48 em fevereiro deste ano.

Os balanços do primeiro semestre divulgados pelos maiores bancos do país mostram com mais nitidez o que os clientes já estão sentindo no bolso há algum tempo: o preço das tarifas e serviços cobrados por essas instituições tem subido muito além da inflação, ajudando a inflar os ganhos do setor financeiro. Em alguns casos, esses aumentos superam os 100%. É o caso da Cesta Exclusiva Fácil, do Bradesco, cujo valor passou de R$ 27,40 em março do ano passado para R$ 48 em fevereiro deste ano e agora custa R$ 61,90 — o que representa uma alta de 125,9%. No período, a inflação medida pela IPCA foi de 13%.

No BB, o pacote Modalidade 50 foi de R$ 31,50, em 2013, para R$ 49,15 em fevereiro passado e, atualmente, o banco cobra pelos mesmos serviços R$ 54,95 — alta de 74,44%. Já o MaxiConta Itaú Eletrônica, que custava R$ 11,10, passou para R$ 13,90 no ano passado e agora sai por R$ 16,50, o correspondente a uma alta de 48,64%.

46% NÃO SABEM QUANTO PAGAM

A compilação dos preços nos sites dos bancos considerou os mesmos pacotes de serviços incluídos numa pesquisa do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que comparou valores cobrados entre março de 2014 e fevereiro de 2015. Atualmente, alguns destes pacotes não estão mais abertos a novas contratações, segundo os bancos, mas continuam disponíveis aos clientes que tinham aderido no passado. Além de operações básicas como saques, extratos e transferências entre contas, nestes pacotes “livres” estão incluídos outros serviços como envio de DOC ou TED, alerta por SMS e folhas de cheque.

— No momento em que perdem escala com crédito, os bancos recompõem uma das vertentes de ganhos carregando nas tarifas. Mudam os nomes dos pacotes periodicamente para confundir o cliente e cobrar mais — diz Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec.

Um levantamento do Idec com 246 internautas mostrou que 46% não sabem qual é seu pacote de serviços nem quanto pagam. Oliveira lembra que existe um pacote de serviços essenciais, gratuito, por determinação do BC, e que atende às necessidades da maioria, oferecendo saques, cheques e extratos. Há também os padronizados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que incluem itens como transferências e mais folhas de cheque. São mais em conta que os pacotes “livres”, com preços entre R$ 9,50 e R$ 10,50. Mas os bancos divulgam pouco essa cesta, o que leva menos gente a usá-las, diz o Idec.

No chamado pacote “1” de serviços padronizados, os aumentos também ocorreram, mas ficaram abaixo da inflação. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou que houve reajuste em quatro bancos: CEF, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander. Em média, o reajuste foi de 4,8% para uma inflação de 13%, no período de março de 2014 até julho deste ano.

A pesquisa do Idec mostrou que os reajustes foram mais frequentes nos pacotes de custo intermediário, os mais usados pelos clientes, segundo a instituição. Segundo cálculos da Austin Rating, as receitas totais com serviços de Itaú, Bradesco e Santander avançaram 11,7% no período, somando R$ 32,4 bilhões, contra R$ 29,0 bilhões de janeiro a junho de 2014.

‘MOVIMENTO HOMOGÊNEO DE ALTA’

No Bradesco, as receitas com prestação de serviços, onde se incluem as tarifas, somaram R$ 11,8 bilhões no primeiro semestre, alta de R$ 1,251 bilhão em relação ao mesmo período de 2014 (crescimento de 13,4%). Já o ganho do Itaú nesse item foi de R$ 14,9 bilhões nos primeiros seis meses do ano, avanço de 12,2%. No Santander, o avanço foi de 7,9% no semestre, totalizando R$ 5,7 bilhões. Os ganhos com serviços representaram, na média, 15% da receita dos bancos.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que, sem fiscalização do Banco Central e com diversos pacotes com nomenclaturas diferentes (o que torna mais difícil uma comparação pelos clientes), os bancos ficam livres para fixar o preço que desejam. Para Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Ratings, além da alta dos preços, o aumento da base de clientes eleva o ganho dos bancos com tarifas. Cerca de 60% da população já possuem conta em banco, um crescimento de três pontos percentuais em relação a 2013:

— O governo tentou padronizar a cobrança de tarifas, criando uma cesta de pacotes básicos. Mas são como os planos de saúde mais simples: só oferecem gaze e mercúrio (saques e extratos) aos clientes. Com outras milhares de tarifas e vários pacotes de serviços, a padronização fica difícil, e cada banco cobra do seu jeito.

Mesmo nas operações de crédito, lembra João Augusto Salles, analista de bancos da consultoria Lopes Filho & Associados, há incidência de tarifas, o que eleva a receita de serviços. Ele lembra que os bancos podem reajustar as tarifas a cada seis meses, conforme determinação do BC.

— Os bancos fazem um movimento homogêneo de aumento de tarifas. Quando os juros baixaram, reduzindo a margem de ganho, tiveram que alinhar esses preços — diz Salles, citando a concentração do mercado brasileiro, que agora tem apenas cinco grandes bancos.

O professor de Escola de Economia da USP de Ribeirão Preto, Alberto Borges Matias, e sócio da ABM Consulting, diz que mesmo num cenário de crise, com oferta de crédito mais fraca, os bancos continuam ganhando:

— Os juros altos (a Selic está em 14,25% ao ano) também são repassados aos clientes nos empréstimos, como mostraram os balanços divulgados até agora indicando maiores ganhos nas operações de empréstimos.

Para o consultor de investimentos do Banco Ourinvest, Mauro Calil, o consumidor precisa ficar atento às taxas. Se avaliar que o pacote gratuito atende às suas necessidades, Calil recomenda escrever carta de próprio punho pedindo a contratação do serviço sem a cobrança de tarifas:

— Quando o consumidor pede esse pacote, que estabelece gratuitamente o básico, o banco normalmente o faz desistir, propondo mais serviços. Entretanto, 98% dos clientes fazem as transações via internet. É muito raro o cliente ir à agência falar com o gerente.

Da redação, com O Globo

Na RCTV, Roberto Cavalcanti fala dos 62 anos do Correio

Roberto Cavalcanti foi entrevistado por Hermes de Luna, na RCTV
Roberto Cavalcanti foi entrevistado por Hermes de Luna, na RCTV

O diretor-presidente do Sistema Correio de Comunicação, Roberto Cavalcanti, foi o entrevistado do programa ’27 Segundos’ na última sexta-feira (7), na RCTV, canal 27 da NET digital. O empresário fala doaniversário do Jornal Correio da Paraíba, analisa a situação política atual e é otimista quanto a uma futura recuperação do cenário econômico nacional.

Cavalcanti começa explicando como o Sistema Correio consegue manter o crescimento e o sucesso aos 62 anos. O maior sistema de comunicação da Paraíba fez aniversário na quarta-feira (5), lançando novidades.

Ao jornalista Hermes de Luna, Roberto Cavalcanti relembra os passos da evolução tecnológica que se seguiram ao longo desses 62 anos e que fazem parte do crescimento da empresa.

Assista aos primeiro bloco: 

No segundo bloco do programa, Roberto Cavalcanti analisa a atual situação político-econômica do Brasil, destacando a importância de se manter o otimismo. “Na hora em que você tem o espírito empreendedor, você acredita. O Brasil já passou por outras dificuldades e tem riquezas fantásticas”, afirma.

Ele diz que a população está mais consciente, informada e participativa, o que, segundo ele, é uma evolução positiva para o País. “Acredito que daqui a cinco anos estejamos bem melhores do que hoje. Sem dúvidas, vamos aprender com as lições e com os erros”, reafirmando o otimismo.

Segundo bloco: 

O empresário continua comentando sobre política no terceiro bloco do ‘27 Segundos’. Ele concorda que integrantes do Judiciário que estão trabalhando em operações contra a corrupção e ganhando popularidade possam concorrer em eleições, desde que tenham preparo. “Não podemos deletar esta camada da população que, além de tudo, para estarem nas funções que exercem, passaram por concursos. Seria um ‘upgrade’ na política brasileira”.

Voltando à economia, Cavalcanti diz que espera uma reversão dos índices inflacionários e explicou fatores que deverão contribuir para que os preços caiam nos próximos meses. Segundo ele, ainda há possibilidade de números ruins, mas o País vai seguir um comportamento que deverá retardar a inflação.

Sobre a interferência política na economia, o empresário não concorda que o impeachment seja uma solução para resolver os problemas do Brasil. “Não consigo vislumbrar nas pessoas que estão pleiteando assumir o País por um determinado momento que readquiram a credibilidade da população”.

Acompanhe: 

No último bloco, Roberto Cavalcanti fala sobre investimentos do Sistema Correio e de empresas ligadas ao grupo, como a nova concessionária Honda instalada na Zona Sul de João Pessoa.

A respeito da reação dos brasileiros diante da situação atual, o empresário também opina sobre a legitimidade dos panelaços. “Faz parte do processo democrático. Não há como você impedir movimentos como esse”.

Blocos finais: 

Da redação, com Portal Correio 

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