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sexta-feira, 11 setembro 2026
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Venezuela fecha parte da fronteira com a Colômbia após disparos contra militares

As autoridades venezuelanas reforçaram ainda as ações de segurança naquela zona fronteiriça.
As autoridades venezuelanas reforçaram ainda as ações de segurança naquela zona fronteiriça.
As autoridades venezuelanas reforçaram ainda as ações de segurança naquela zona fronteiriça.

A Venezuela anunciou o fechamento, a partir de ontem (20) e durante 72 horas, da fronteira com a Colômbia, na sequência de disparos feitos por desconhecidos contra três militares venezuelanos que participavam de uma operação de combate ao contrabando de alimentos e produtos.

Segundo um comunicado do Ministério de Comunicação e Informação da Venezuela, o fechamento foi ordenado pelo presidente Nicolás Maduro e abrange a zona fronteiriça do Estado de Táchira, a sudoeste do país.

A nota informa que os três militares foram emboscados por “grupos armados” quando se preparavam para capturar contrabandistas que pretendiam entrar com produtos na Colômbia, em uma operação anticontrabando, feita no âmbito do programa governamental Operação Libertação e Proteção do Povo, no bairro Simón Bolívar, em Táchira. Durante a emboscada, além dos três militares, um civil foi ferido.

As autoridades venezuelanas estão fazendo buscas exaustivas, “casa a casa, armazém a armazém e setor a setor” nas localidades onde suspeitam que existam “grupos geradores de violência, grupos paramilitares que atentam contra a segurança e a defesa da nação, contra a tranquilidade do povo”.

As autoridades venezuelanas reforçaram ainda as ações de segurança naquela zona fronteiriça, com a participação de efetivos da Guarda Nacional Bolivariana (Polícia Militar) e do Exército Nacional Bolivariano.

Da redação, com Agência Lusa 

STF suspende julgamento sobre descriminalização do porte de drogas

Segundo Gilmar Mendes, o porte de entorpecentes não pode receber tratamento criminal, por ofender a vida privada dos cidadãos.
O ministro Edson Fachin pediu vista no processo de descriminalização de drogas e adiou a decisão do STF
O ministro Edson Fachin pediu vista no processo de descriminalização de drogas e adiou a decisão do STF

Um pedido de vista do ministro Edson Fachin novamente interrompeu nesta quinta-feira (20), no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento sobre a constitucionalidade da criminalização do porte de drogas. Não há data para que o julgamento seja retomado. Na sessão de hoje, votou apenas o ministro Gilmar Mendes, relator do processo.

Mendes votou a favor da descriminalização do porte de drogas. O crime é tipificado no Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). De acordo com o ministro, a criminalização é uma medida desproporcional e fere o direito à vida privada.

Segundo Gilmar Mendes, o porte de entorpecentes não pode receber tratamento criminal, por ofender a vida privada dos cidadãos. Para o ministro, embora a norma trate de maneira distinta usuários e traficantes, na prática, a Lei de Drogas, na maioria dos casos de prisão, trata a todos como traficantes. Além disso, ele entende que é preocupante deixar exclusivamente aos policiais a distinção entre os dois casos, sem critérios claros estabelecidos na legislação.

No voto, o ministro defendeu medidas alternativas à criminalização do porte.

“Não há como negar que a adoção de critérios objetivos para distinção entre uso e trafico, fundados no peso da droga apreendida, às vezes, até em grau de pureza, é medida bastante eficaz na condução de politicas voltadas para tratamento diferenciado entre usuários e traficantes. Todavia, tendo em conta a disparidade entre os números identificados em cada país, não se pode tomar como referência o modelo adotado por esta ou aquela unidade [país]”, acrescentou.

Com a declaração de inconstitucionalidade da lei, quem portar drogas não poderá ser preso, exceto se o policial entender que a situação configura tráfico de drogas. Em casos de dúvida sobre a situação, o preso deverá ser apresentado imediatamente ao juiz, que decidirá pelo enquadramento como uso ou tráfico de entorpecentes.

A descriminalização é julgada por causa do recurso de um ex-preso, condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por porte de maconha. A droga foi encontrada na cela do detento. No recurso, a Defensoria Pública de São Paulo alega que o porte de drogas, tipificado no Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), não pode ser configurado como crime, por não gerar conduta lesiva a terceiros.

Além disso, os defensores alegam que a tipificação ofende os princípios constitucionais da intimidade e a liberdade individual.

Por André Richter

CPI do Futebol aprova quebra de sigilo do presidente da CBF

A decisão foi unânime entre os menbros da CPI que investiga fraudes em contratos da Confederação Brasileira de Futebol.
A decisão foi unânime entre os menbros da CPI que investiga fraudes em contratos da Confederação Brasileira de Futebol.
A decisão foi unânime entre os menbros da CPI que investiga fraudes em contratos da Confederação Brasileira de Futebol.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, e o empresário do ramo de turismo Wagner Abrahão terão os sigilos bancário e fiscal quebrados.

Requerimento de autoria do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol, senador Romário (PSB-RJ), pede que, no caso de Del Nero, as informações prestadas tenham como data inicial 12 de março de 2013, inclusive as de natureza sigilosa. As do empresário Wagner Abrahão devem ser referentes ao período de 17 de maio de 2007 a 31 de maio de 2015.

Abrahão é presidente do Grupo Águia, responsável pela logística de todas as viagens da seleção brasileira. Ele aparece como um dos beneficiários do contrato de patrocínio entre a CBF e a companhia aérea TAM.

“Marco Polo Del Nero deveria fazer como o Ricardo Teixeira [ex-presidente da CBF] e sumir. Como, a cada dia, surgem novas denúncias, vamos continuar investigando”, disse Romário, que pedu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a indicação de um funcionário para auxiliar os senadores em trabalhos técnicos e investigativos.

Na reunião de hoje (20), a CPI aprovou convites para depoimentos do presidente do Vasco, Eurico Miranda, da procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, e do jornalista inglês Andrew Jennings. Também foram pedidas a órgãos de fiscalização e controle informações sobre todos os repasses feitos pelo Ministério do Esporte às confederações esportivas entre 2005 e 2015.

Um grupo de trabalho, formado por três senadores, irá aos Estados Unidos para ouvir Charles Blazer. Ex-dirigente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), Blazer está preso. Ele é considerado pelo FBI (Polícia Federal norte-americana) um dos mentores dos esquemas de corrupção na Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Ainda sem data definida, a CPI aprovou convites para ouvir os jornalistas Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Tony Chastinet e Leandro Cipoloni, autores do livro O lado Sujo do Futebol. Também serão ouvidos o deputado federal Sílvio Torres (PSDB-SP) e o ex-senador Geraldo Althoff, relatores de comissões da Câmara dos Deputados e do Senado que, entre 2000 e 2002, investigaram a corrupção e a má gestão no futebol brasileiro.

Por Karine Melo

Manifestações ocorrem sem incidentes em várias capitais

Integrantes de movimentos sociais fazem passeata por garantia de direitos democráticos no centro do Rio de Janeiro Fernando Frazão/Agência Brasil
Integrantes de movimentos sociais fazem passeata por garantia de direitos democráticos no centro do Rio de Janeiro Fernando Frazão/Agência Brasil
Integrantes de movimentos sociais fazem passeata por garantia de direitos democráticos no centro do Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Transcorrem sem qualquer incidente as manifestações nas principais capitais do país, organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e outras organizações sociais. Os participantes defendem com unanimidade o mandato da presidenta Dilma Rousseff e suas reivindicações se distribuem entre os interesses políticos e econômicos de  cada categoria, que vão desde o protesto contra a terceirização às medidas de ajuste fiscal.

Em São Paulo, os manifestantes, que se concentraram no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, caminham neste momento em direção ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). A passeata passará pelas avenidas Faria Lima, Rebouças e Paulista. Cerca de 75 mil pessoas, segundo os organizadores, participam do ato. A Secretaria de Segurança Pública, até o momento, não deu uma estimativa sobre o número de manifestantes.

Um manifesto contra o ajuste fiscal, pela defesa da democracia e dos direitos sociais foi apresentado pelas entidades. Assinam o documento, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Marcha Mundial das Mulheres, entre outros.

“Este ato foi puxado em cima de um manifesto. Este ato não é e nem vai se tornar um ato de defesa do governo. Isso tem que ficar muito claro”, disse Guilherme Boulos, um dos líderes do MTST. “Existe um posicionamento, do conjunto das organizações em defesa da democracia e de ser contra a postura golpista da direita. Mas existe igualmente um posicionamento claro de ser contra o ajuste fiscal, de ser contra a Agenda Brasil e de não ser em defesa do governo”, acrescentou.

A manifestação na capital paulista teve ainda a presença de políticos e militantes do  PT, PCdoB, PCO e PDT. Orlando Silva, ex-ministro do Esporte e atual deputado federal (PCdoB), elogiou o grau de representatividade do evento. “Considero este ato muito representativo dos movimentos sociais. Aqui há as centrais sindicais, entidades da juventude, movimentos sem-teto. Considero que é um ato que tem uma marca muito positiva, que é a defesa da democracia, e considero legítimo os movimentos sociais criticarem medidas do governo. É natural haver críticas ao ajuste econômico porque isso afeta a vida das pessoas. E a democracia se fortalece”, disse.

No final do ato, por volta das 22h, assim como ocorreu no inicio, os manifestantes lembraram as mortes ocorridas em uma chacina, na semana passada, nas cidades de Barueri e Osasco, na Grande São Paulo.

Em São Paulo, movimentos sociais participam de manifestação a favor da  democracia          Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em São Paulo, movimentos sociais participam de manifestação a favor da democracia – Marcelo Camargo/Agência Brasil

No Rio, a manifestação começou com uma concentração na Candelária, na região central da capital fluminense. Neste momento, os manifestantes estão na Cinelândia, depois de passar pela Avenida Rio Branco. Diversas entidades sindicais, estudantis e políticas estão representadas no ato. Participam também pessoas comuns.

Para o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Joacir Pedro, é necessário reagir contra a tentativa de desestabilizar o atual governo. Segundo ele, que é presidente do Fórum dos Trabalhadores da Indústria Naval do Petróleo, o setor naval cresceu muito desde o inicio do governo Lula, quando pulou de 3 mil trabalhadores para 80 mil, com a decisão de construir navios e plataformas de petróleo no Brasil.

De manhã, ativistas do MTST e organizações sociais também se reuniram na Cinelândia contra o ajuste fiscal e medidas como a redução da maioridade penal e a Agenda Brasil, que consideram uma “ofensiva da direita” no país. O ato também é contra pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Os manifestantes caminharam por ruas do centro do Rio com faixas e palavras de ordem. A passeata foi acompanhada por policiais militares e agentes de trânsito.

Ao passar pelo Ministério da Fazenda, os manifestantes ocuparam as escadarias do prédio por alguns minutos. O grupo parou em frente ao número 50 da Avenida Nilo Peçanha, prédio onde funciona o escritório do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), gritando “Fora, Cunha” e palavras contra a redução da maioridade penal.

O coordenador do MTST, Felipe Brito, disse que o objetivo da manifestação é “emitir uma crítica à ofensiva conservadora, reacionária, autoritária e antipopular”, que, segundo ele, é personificada por Cunha. “Queremos que o governo reveja o caminho das políticas recessivas de enfrentamento da crise, porque o setor mais vulnerável é o dos trabalhadores”.

A professora Marisa Gonçalves, de 54 anos, do Sindicato dos Profissionais da Educação de Duque de Caxias, aderiu ao protesto por ser contra medidas que considera conservadoras, como o ajuste fiscal, a Agenda Brasil e o Projeto de Lei das Terceirizações. Ela defende que a esquerda se una e que o governo mude de posicionamento. “É fundamental agora unificar a esquerda. Só vamos conseguir enfrentar isso se a esquerda se unir.”

De manhã, integrantes do MTST reuniram-se na Cinelandia, entro do RioTomaz Silva/Agência Brasil
De manhã, integrantes do MTST reuniram-se na Cinelandia, entro do Rio – Tomaz Silva/Agência Brasil

O estudante Vitor de Oliveira, de 21 anos, foi ao protesto e se diz pessimista. Para ele, a esquerda está acuada: “Tem-se um governo que se diz de esquerda, mas que, na verdade, aplica medidas de direita. Então, a gente fica meio emparedado. Mas a gente tem que pressionar, sim. Sem defender o governo e sem apoiar o golpe.”

Em Fortaleza, integrantes de centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes universitários e secundaristas, entre outros, saíram da Praça da Bandeira em direção à Praça do Ferreira, na região central da capital cearense. A organização estimou a presença de 20 mil pessoas. A Polícia Militar calculou 2,5 mil.

Os manifestantes levavam faixas com frases de apoio à presidenta.“O nosso ato hoje é para reafirmar as urnas em 2014. O governo Dilma é um governo soberano, popular, que representa o que o povo brasileiro definiu nas urnas, mas que precisa tomar um curso à esquerda”, disse,  a diretora de Políticas Públicas de Juventude, Trabalho e Estágio da União Nacional dos Estudantes (UNE), Ranyelle Neves.

O líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE), participou do ato e reforçou o coro dos manifestantes. “A principal palavra de ordem é ‘não vai ter golpe’. Queremos deixar isso explícito. Se inventarem esse clima [de apoio ao impeachment], vai ter mobilização social nas ruas para vencer essa direita que não tem compromisso com o crescimento do país. Há um problema econômico e a política não pode dificultar isso”, afirmou.

Em Salvador, a estimativa da Polícia Militar é de que cerca de 8 mil pessoas tenham participado das manifestações no período da tarde. Os organizadores estimaram cerca de 10 mil. A manifestação foi encerrada na Praça Castro Alves. Na parte da manhã, outro ato, organizado por centrais sindicais, reuniu cerca de 100 pessoas, segundo a PM, e 150, de acordo com os organizadores.

Na capital amazonense, a caminhada ocorreu no centro de Manaus. Segundo a Polícia Militar, aproximadamente 4 mil pessoas participaram da manifestação. Os organizadores informaram que 5 mil estiveram presentes.

Em Belo Horizonte, os manifestantes se reuniram no centro da cidade e, depois, saíram em passeata por várias ruas da região. Segundo a polícia Militar, aproximadamente 5 mil pessoas participaram do ato nesta quinta-feira. A organização estimou um público de 10 mil pessoas.

Em Recife, além do apoio ao governo, os manifestantes defenderam também a democracia e os direitos dos trabalhadores. A caminhada teve início na Praça do Derby . A estimativa dos organizadores é de que 5 mil pessoas fizeram a caminhada.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, destacou o compromisso com a democracia e com os avanços sociais das manifestações desta quinta-feira. “Os movimentos sociais deram hoje uma grande demonstração de compromisso com a democracia e com os avanços sociais ocorridos em nosso país”, afirmou em nota.

Por Elaine Patricia Cruz e Vladimir Platonow – Repórteres da Agência Brasil

Janot denuncia Cunha e Collor e pede que deputado devolva US$ 80 milhões

Procurador denuncia ao Supremo o deputado Eduardo Cunha e o senador Fernando Collor Arquivo/Agência Brasil
Procurador denuncia ao Supremo o deputado Eduardo Cunha e o senador Fernando Collor  Arquivo/Agência Brasil
Procurador denuncia ao Supremo o deputado Eduardo Cunha e o senador Fernando Collor Arquivo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta quinta-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. São as primeiras denúncias contra parlamentares investigados na Operação Lava Jato.

O procurador informou que Eduardo Cunha recebeu propina por meio empresas sediadas no exterior e empresas de fachada. Na denúncia, Janot também pede que o presidente da Câmara pague U$S 80 milhões pelos danos causados à Petrobras. É a primeira denúncia contra um parlamentar investigado na Operação Lava Jato.

Em julho, o ex-consultor da empresa Toyo Setal Júlio Camargo informou ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato na primeira instância, que Eduardo Cunha pediu US$ 5 milhões em propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. 

No caso de Collor, as investigações indicam que o parlamentar recebeu cerca de R$ 26 milhões de propina em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

Collor também foi alvo da Operação Politeia, fase da Lava Jato que apreendeu três carros de luxo na Casa da Dinda, residência particular do ex-presidente da República. Na ocasião, a PF encontrou uma Lamborghini, uma Ferrari e um Porsche.

Segundo o MPF, a denúncia feita contra o senador Collor está sob sigilo, já que as informações são fruto de delação e ainda são sigilosas.

De acordo com Janot, Cunha recebeu US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda pela Petrobras, junto ao estaleiro Samsung em 2006 e 2007. O negócio foi formalizado sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que está preso há nove meses em Curitiba, e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. 

O caso foi descoberto  a partir do acordo de delação premiada firmado por Júlio Camargo, que também participou do negócio e recebeu US$ 40,3 milhões da Samsung para concretizar a contratação, segundo a denúncia.

De acordo com o procurador, em 2011, Eduardo Cunha pediu à ex-deputada e atual prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Almeida, que também foi denunciada, a apresentação requerimentos à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para pressionar a Samsung, que parou de pagar as parcelas da propina. Segundo Janot, não há dúvida de que Cunha foi o verdadeiro autor dos requerimentos.

Com a apresentação da denúncia, caberá ao plenário do Supremo julgar se há provas para embasar a abertura ação penal contra Cunha. Não há data prevista para o julgamento.

Eduardo Cunha  terá 15 dias para apresentar defesa, após ser notificado. Depois de  receber a manifestação da defesa, o ministro Teori Zavascki vai  elaborar seu voto e o levará a julgamento no plenário do STF. Se a maioria dos ministros entender que existem provas para abertura da ação penal, Cunha passará à condição de réu.

Em caso de rejeição da denúncia, o inquérito será arquivado. Caso a ação penal prossiga, será iniciada a fase de instrução, com os depoimentos de testemunhas defesa e acusação. Após as alegações finais da acusação e da procuradoria, a ação penal estará pronta para ser julgada e definir se Cunha é culpado ou inocente.

Notas

O presidente da Câmara e o senador Fernando Collor refutaram as denúncias. Em nota, Cunha rebateu com “veemência” e chamou de “ilações” a denúncia apresentada por Janot. No texto, ele se diz inocente e aliviado “já que agora o assunto passa para o Poder Judiciário”. 

Cunha voltou a atribuir a Janot o fato de ter sido incluído na investigação. “Fui escolhido para ser investigado. Agora, ao que parece, estou também sendo escolhido para ser denunciado.”

Ainda na nota, o deputado atacou o PT e o governo, a quem também atribui o fato de ser alvo da denúncia. Segundo ele, a denúncia objetiva retirar os escândalos da Petrobras do colo do PT e do governo e colocá-los “em quem sempre contestou o PT”.

Eduardo Cunha afirmou que está com a “consciência tranquila”. Rompido com o governo desde julho passado, o parlamentar afirmou que continuará realizando seu trabalho na presidência da Câmara com “lisura e independência”.

O deputado lembrou que, em 2013, foi denunciado pelo Ministério Público Federal e que a denúncia foi aceita pelo pleno do STF, sendo posteriormente absolvido por unanimidade. Na conclusão da nota, ele disse confiar “plenamente” na isenção do STF para conter o que chamou de tentativa de injustiça.

Fernando Collor

Fernando Collor manifestou-se por meio das redes sociais, classificando a denúncia de “lances espetaculosos”. ”Como um teatro, o PGR [procurador-geral da República] encarregou-se de selecionar a ordem dos atos para a plateia, sem nenhuma vista pela principal vítima dessa trama, que também não teve direito a falar nos autos.”

Collor acrescentou que, por duas vezes, solicitou o depoimento, “que foi marcado e, estranhamente, desmarcado às vésperas das datas estabelecidas.” Segundo o ex-presidente da República, se tivesse havido respeito a seu direito de se pronunciar e ter vista dos autos, tudo poderia ter sido esclarecido. “Fizeram opção pelo festim midiático, em detrimento do direito e das garantias individuais.”

Também por meio de nota, o ministro-chefe da  Secretaria de  Comunicação Social da Presidência da Republica, Edinho Silva, informou que o governo não se pronunciará sobre o conteúdo da manifestação do presidente da Câmara dos Deputados. “O governo da presidenta Dilma acredita na isenção das instituições que apuram as denúncias”, concluiu o ministro.

Por André Richter

Paraibana irá disputar o ‘Challenge Maceió’ neste fim de semana

Karine Ximenes
Karine Ximenes
Karine Ximenes

A ciclista profissional e campeã em circuitos nacionais da modalidade, Karine Ximenes, competirá no Challenge Maceió, um dos triathlons mais conhecidos em nível mundial. No Brasil, essa prova acontecerá pela primeira vez no Nordeste brasileiro. Neste ano, esta será a primeira competição em triathlon que Karine irá participar. O evento acontecerá neste domingo (22).

O Challenge é uma prova que acontecia apenas em Florianópolis, capital de Santa Catarina, de acordo com Ximenes. “O triathlon é da empresa europeia Challenge Family e a premiação é em euros. Essa prova tem no mundo todo e aqui no Brasil acontece em Florianópolis – e agora em Maceió também”, disse. Serão 1,9 mil metros de natação, 90 quilômetros (Km) de bike e 21 Km de corrida, respectivamente.

Segundo a atleta, este é seu primeiro triathlon de 2015, pois sofreu uma lesão no quadril. “Em fevereiro, eu me machuquei e passei quatro meses parada, sem competir nem treinar. Fiquei apenas no pedal, competindo em provas de ciclismo pelo Unipê”, contou.

Ximenes comentou que voltou a treinar em junho deste ano. “Não deu para me preparar e ficar muito forte, pois o treino para triathlons é mais longo. Mas estou bem animada para voltar e estou fazendo tudo certo para não me machucar. Minha intenção é nadar e pedalar muito forte, e correr com o que eu tiver”, garantiu.

Sobre Karine Ximenes

Formada no curso de Direito da Instituição, Karine Ximenes foi campeã nordestina de Ciclismo de Estrada e Contrarrelógio, que aconteceu esse ano, em Salvador, na Bahia. Ano passado, a atleta ganhou ouro no triathlon Conquistadores Race, realizado em Canelas, no Rio Grande do Sul. Ainda em 2014, Ximenes conquistou o bronze no GP de São Carlos, em São Paulo. Já em 2013, a ciclista conquistou o ouro no Brasília Triathlon Endurance.

Da redação, com Portal Correio, via assessoria 

Mais de 2.400 estudantes se inscrevem para seleção de estágio em Direito

Um total de 2.423 estudantes se inscreveu no processo seletivo de estágio remunerado promovido pela Justiça Federal na Paraíba para o curso de Direito, com oportunidades na sede da Seção Judiciária, em João Pessoa, e nas subseções de Campina Grande, Sousa, Monteiro, Guarabira e Patos. As provas serão aplicadas no dia 13 de setembro, das 8h às 11h, com elaboração e supervisão do Centro de Integração Empresa Escola – CIEE.
 
João Pessoa contabilizou o maior número de candidatos inscritos, 1415, seguida de Campina Grande, com 553. Noventa e dois candidatos se inscreveram para a Subseção Judiciária de Guarabira. O menor número de inscrições aconteceu na cidade de Monteiro, 11, enquanto 160 estudantes se inscreverem em Patos e 192 em Sousa.
 
De acordo com o edital, o candidato deve comparecer ao local de prova com antecedência mínima de 15 minutos. Os gabaritos provisórios serão publicados no dia seguinte ao da aplicação da prova (14/09). Já o resultado definitivo será divulgado até o dia 2 de outubro, através das páginas eletrônicas do CIEE/PB e da Justiça Federal na Paraíba (www.ciee.org.br e www.jfpb.jus.br).
Para maiores informações, acesse www.jfpb.jus.br, no item Concursos e Seleções.

Jovem é assassinado em Bar na cidade de Capim; veja imagem

Populares relataram que chegaram ouvir seis disparos de revolver
Populares relataram que chegaram ouvir seis disparos de revolver

Mais um caso de homicídio foi registrado pela 2ª Companhia Independente de Polícia Militar – Mamanguape nesta semana. Na noite dessa quarta-feira (19), Daniel Duarte dos Santos, 19 anos, foi alvejado com vários disparos de arma de fogo. O crime aconteceu no Bar São Sebastião, na Rua João Batista de Figueiredo, no Bairro do Jordão em Capim, região do Vale do Mamanguape.

Leia mais: Jovem é morto com tiros na cabeça em Mamanguape

De acordo com informações de testemunhas repassadas para PM, três homens teria chegado em um carro branco e efetuaram vários disparos de arma de fogo contra a vítima que morreu no local. Após crime os elementos teriam fugido com destino a cidade de Sapé.

A companheira da vítima que estava com ele no momento do crime, disse que ao ver que o elemento estava armado, saiu correndo e não pode identificar o elemento, porque só ouviu os disparos.

A Força Tática, comandada pelo capitão PM Paulo, realizou diligência na tentativa de localizar os acusados, mas não obteve êxito, no mesmo momento em que o destacamento de Capim fazia o isolamento da área de crime, para procedimentos de praxe. 

Da redação – PBVale

Por Alex Figueiredo

Projeto “Todos contra as Drogas”: Mobilizações sociais são iniciadas em Jacaraú

Projeto “Todos contra as Drogas” é iniciado em Jacaraú
Projeto “Todos contra as Drogas” é iniciado em Jacaraú
Projeto “Todos contra as Drogas” é iniciado em Jacaraú

O Ministério Público da Paraíba deu início, na última terça-feira (18), no município de Jacaraú, às mobilizações sociais que fazem parte do projeto “Todos contra as Drogas”, do Planejamento Estratégico da instituição. O evento ocorreu no Fórum local e contou com a presença de do promotor de Justiça Marinho Mendes Machado, da coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Educação, Ana Carolina Coutinho, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de representantes religiosos, professores, alunos e sociedade civil.

O objetivo da mobilização é sensibilizar a comunidade sobre o enfrentamento ao uso de drogas ilícitas e firmar termos de ajuste de conduta para criação do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Compod), para o desenvolvimento pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de políticas de prevenção ao uso indevido de drogas, bem como a instituição da Semana Antidrogas pela Secretaria Municipal de Educação de cada município.

Após a abertura, foi proferida palestra “Educando sobre Drogas”, pelo psicólogo Deusimar Guedes. Em seguida, os prefeitos dos municípios de Jacaraú, Lagoa de Dentro, Curral de Cima e Pedro Régis se comprometeram a assinar o Termo de Ajustamento de Conduta, assumindo o compromisso de criarem o Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, e ainda, foi acordado com os secretários de Educação dos respectivos municípios a assinatura do Termo de Compromisso para criação da Semana Antidrogas. O encerramento do evento foi realizado pela Coordenadora do Caop da Educação,Ana Carolina Coutinho Ramalho Cavalcanti.

Polícia prende dois homens apontados como maiores arrombadores de caixas eletrônicos da Paraíba

Delegado Walter Brandão investigou e elucidou o crime
Delegado Walter Brandão investigou e elucidou o crime
Delegado Walter Brandão investigou e elucidou o crime

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (Roubos e Furtos) da Capital, prendeu na noite da terça-feira (18) duas pessoas suspeitas de arrombamentos em caixas eletrônicos em João Pessoa e em outras cidades do Estado. Eriberto Nascimento Belo Júnior, de 30 anos, foi preso em Tambauzinho e Gerliano Faustino Macena de Mendonça, de 30 anos, no bairro de Mangabeira VII.

Pistola de uso restrito
Pistola de uso restrito

De acordo com o delegado titular da especializada, Walter Brandão, a dupla já vinha sendo investigada há algum tempo após vários casos de furtos a caixas eletrônicos não só em João Pessoa, mas também em outros municípios próximos. “Nós começamos a investigar a dupla após um furto frustrado de um caixa eletrônico aqui na Capital, juntamos provas, depoimentos e conseguimos prender Eriberto e Gerliano, ambos têm passagem pela polícia e têm os nomes presentes em vários inquéritos. Eriberto é foragido da Justiça e já foi condenado por assalto, formação de quadrilha e na hora da prisão apresentou identidade falsa e também foi autuado por falsificação de documentos”, disse.

Maçarico de plasma, que custa mais de R$ 50 mil
Maçarico de plasma que custa mais de R$ 50 mil

Com a dupla foram apreendidos vários materiais usados para arrombar caixas eletrônicos, entre eles, um maçarico de plasma, que custa mais de R$ 50 mil, além de armas, uma delas uma pistola de uso restrito, e materiais cortantes usados nos roubos. “Os dois mantinham uma vida de luxo, com carros caros e ainda cometiam o crime de lavagem de dinheiro, com empresas de fachada, entre elas, uma que alugava brinquedos para festas de criança. Ainda investigamos o uso de carros de aluguel nos assaltos. Com esse modo de ação, Eriberto e Gerliano são apontados como maiores arrombadores de caixas eletrônicos da Paraíba”, ressaltou o delegado Walter Brandão.

A dupla vai responder pelos crimes de furto qualificado, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e porte ilegal de arma de fogo. Os dois serão ouvidos na sede da Delegacia de Roubos e Furtos e, em seguida, encaminhados para uma unidade prisional, onde deverão aguardar as decisões da Justiça.

Assessoria

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