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Fome no mundo em desenvolvimento diminuiu 27% em 15 anos, mostra estudo

Índex Global sobre Fome 2015 mostra que 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome (Arquivo/Agência Brasil)
Índex Global sobre Fome 2015 mostra que 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome (Arquivo/Agência Brasil)
Índex Global sobre Fome 2015 mostra que 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados “notáveis” na redução da fome.

A luta contra a fome no mundo registrou “progressos significativos” nos últimos 15 anos, com redução de 27%. O Brasil é um dos países que mais diminuíram a subnutrição entre os 128 analisados no  Índex Global sobre Fome (IGF) 2015, elaborado pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês). Entre os nove integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cinco foram avaliados – Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.

Com Cabo Verde, Guiné Equatorial, Portugal e São Tomé e Príncipe fora da lista, o Brasil reduziu em cerca de 66% os casos de fome entre 2000 e 2015 e já se encontra entre os países mais próximos de erradicar a fome, com pontuação inferior a 5 no IGF.  Os países que estão perto de acabar com a fome ficam com pontuação entre 0 e 7,9.

Segundo os critérios para a definição do IGF, pontuações entre 8 e 13,2 representam níveis baixos ou moderados de fome; entre 13,3 e 19,9, valores médios, e entre 20 e 34,9, são considerados “sérios”. Acima de 35 pontos são considerados alarmantes, estando nessa situação o Timor-Leste, que obteve 40,7 pontos.

Angola, juntamente com Ruanda e a Etiópia, registrou uma das maiores quedas na redução da fome, ficando entre 25 e 28 pontos. Os três países mantêm-se, entretanto, em nível “sério”, obtendo, segundo os critérios da IFPRI, 32,6 pontos. A Guiné-Bissau (30,3 pontos) e Moçambique (32,5) estão na mesma lista de Angola.

Por regiões, a África Subsaariana (média de 32,2 pontos) e o Sul da Ásia (média de 29,4) mantêm-se como as áreas mais afetadas pela fome, com valores que estão dentro dos parâmetros que o Instituto considera “sérios”.

O Sudeste asiático, o Oriente Médio, o Norte da África, a América Latina e as Caraíbas, o Leste da Europa e os Estados independentes da Comunidade Britânica (Commonwealth) registraram valores entre 8 e 13,2 pontos.

Segundo o ranking do IFPRI, 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados “notáveis” na redução da fome, baixando em 50% ou mais os percentuais.

Os dados do relatório também mostram que 68 países registraram “progressos consideráveis”, com queda entre 25% e 49,9%, e 28 reduziram o Índex Global sobre Fome em menos de 25%.

Apesar de todos os progressos, há ainda 52 países que continuam com níveis de fome que variam entre o “sério” e o “alarmante”.

No período de 15 anos, entre 2000 e 2015, a lista dos dez países com maior redução dos níveis de fome inclui três latino-americanos (Brasil, Peru e Venezuela), um da Ásia (Mongólia), quatro antigas repúblicas soviéticas (Azerbaijão, República da Quirguízia, Lituânia e Ucrânia) e dois ex-Estados iugoslavos (Bósnia-Herzegovina e Croácia).

O IGF de 2015 não inclui os resultados de alguns dos países menos desenvolvidos, como Burundi, Comores, Eritreia, Sudão ou Sudão do Sul, entre outros, devido à inexistência de dados. O mesmo ocorre com a República do Congo que não disponibilizou informações. O Congo teve o pior resultado em 2011.

A Somália, em crise desde 1991, nunca foi analisada.

Da redação, com Agência Lusa 

PB ganha lei que facilita acesso de crianças em escolas

O Projeto de Lei que garante a matrícula no 1º ano do Ensino Fundamental de crianças que completarem seis anos até o dia 30 de junho do ano em curso foi sancionado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) e publicado no Diário Oficial. Com a medida, o Estado e as prefeituras devem facilitar o acesso de crianças às escolas.

Com a sanção, fica garantida a matrícula no 1º ano do Ensino Fundamental de crianças que completarem seis anos até o dia 30 de junho. Também assegura aos alunos que já estejam cursando a Educação Infantil e completem seis anos de idade em data posterior a estabelecida pela lei, à matrícula e o ingresso no primeiro ano do Ensino Fundamental, para fins de continuidade do percurso escolar.

“Com base na proposta pedagógica, a escola tem liberdade de matricular o aluno no ano escolar em que a criança tiver condições de cursar, tendo por base o diagnóstico da equipe pedagógica, anteriormente aplicado. A Lei agora vai possibilitar que isso aconteça”, disse o deputado Tovar Correia Lima (PSDB), autor do PL.

Da redação, com assessoria 

Jovem é morto durante briga de bar em Rio Tinto

Arthur Felipe Santos
Arthur Felipe Santos
Arthur Felipe Santos, 24 anos.

Um rapaz de 24 anos morreu na tarde deste domingo (11) após uma briga em um bar na comunidade de Salema, município de Rio Tinto, no Vale do Mamanguape. De acordo com informações da Polícia Militar, Arthur Felipe Santos Matias, se envolveu em uma briga, no tumulto, foi atingido no peito com um golpe de faca.

Segundo informações, vitima e acusado bebiam juntos e teriam discutido, Arthur teria saído do ambiente e retornou minutos depois, as discussões persistiram, foi ferido logo em seguida.

O rapaz foi socorrido por populares e recebeu os primeiros socorros no Pronto Atendimento Francisco Porto, em Rio Tinto. Conforme a PM, ele não resistiu e morreu. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) em João Pessoa.

O autor do crime, apesar de já ter sido identificado pela PM, fugiu. Até o fechamento desta publicação o suspeito não havia sido preso.

Da redação, @pbvale1

Deputados da PB faltam e ajudam a manter ‘pautas-bombas’ no Congresso

Congresso Nacional.
Congresso Nacional.
Congresso Nacional.

Deputados que integram a bancada paraibana na Câmara Federal faltaram às sessões destinadas à votação dos vetos, encaminhados pela presidente Dilma Rousseff (PT), aos projetos que aumentam as despesas do Governo Federal.

O levantamento foi realizado com base nos registros de presença na Câmara. Nas duas sessões, não houve quórum para as chamadas ‘pautas-bombas’ pudessem ser votadas.

Faltaram em duas sessões os deputados paraibanos Aguinaldo Ribeiro (PP), Wellington Roberto (PRB), Wilson Filho (PTB), Damião Feliciano (PDT) e Pedro Cunha Lima (PSDB).

O deputado Veneziano Vital (PMDB) compareceu na primeira sessão. Efraim Filho (DEM), Rômulo Gouveia (PSD) e Benjamin Maranhão (SD) foram apenas para a segundo sessão. Já Hugo Motta (PMDB), Manoel Junior (PMDB) e Luiz Couto (PT) foram às duas sessões.

Leia a matéria completa na edição desta segunda-feira (12) no jornal Correio da Paraíba.

Brasileiros quebram recorde mundial em voo de parapente que teve início no céu da PB

Marcelo Pietro em voo em Tacima, na Paraíba.
Marcelo Pietro em voo em Tacima, na Paraíba.
Marcelo Pietro em voo em Tacima, na Paraíba.

O recordista de títulos brasileiros no parapente, Frank Brown, se superou mais uma vez e bateu o recorde mundial, com 513 km voados. O recorde anterior, de 502 km, era de um parapentista da África do Sul, em 2007.

A aventura começou na Paraíba, durou 11 horas seguidas e no Ceará, atravessando três Estados. Brown contou com a companhia de outros dois praticantes do esporte, Marcelo Prieto e Donizetti Lemos, ambos de Santa Catarina, na façanha.

“O recorde batido aqui foi feito por nós três. Um ajuda o outro. Vamos rastreando o ar e com outras pessoas fica mais fácil ter sucesso”, explicou. O ponto de partida do grupo foi em Araruna, na Paraíba, às 6h20 da sexta-feira e a chegada na cidade de Monsenhor Tabosa, no Ceará, foi às 17h30. Brown, de 45 anos, coleciona 11 títulos brasileiros.

Da redação, com Jornal Correio da Paraíba 

Forças iraquianas atacam líder do Estado Islâmico

Forças iraquianas atacam líder do Estado Islâmico

O Exército iraquiano atacou um comboio onde viajava o líder do grupo Estado Islâmico (EI), o califa Abu Bakr al Baghdadi, nas imediações de Anbar.

Al Baghdadi se dirigia a uma reunião do EI quando sofreu o ataque, informou o Ministério do Interior de Bagdá em comunicado. “Muitos indivíduos da diretoria [do grupo] foram assassinados ou feridos”, acrescentou a nota.

O líder, no entanto, não está entre os mortos. Fontes do governo informaram que Al Baghdadi foi transportado com urgência a um local desconhecido e que não se têm informações sobre seu estado de saúde.

Notícias de que o líder do EI havia sido atingido por ataques aéreos foram veiculadas duas vezes no último ano. Em ambas ocasiões, o “califa” negou as informações.

Refém

O religioso sírio Jacques Murad, sequestrado há cinco meses por jihadistas na Síria, foi libertado neste domingo.

Fontes próximas ao religioso informaram à Ansa que Murad se encontra desde manhã em Zaydal, ao sudeste de Homs, uma zona próxima à área controlada pelo EI.

Por Da Ansa, com Agência Brasil  

Mais de 60% dos servidores federais fecharam acordo salarial com o governo

A primeira parcela será paga somente em agosto de 2016.

Em meio ao ajuste fiscal, a maioria dos servidores do Executivo Federal já fechou acordo salarial com o governo. Segundo o balanço mais recente do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mais de 750 mil servidores, que representam cerca de 61% do total de 1,22 milhão de funcionários, já assinaram a proposta do governo. A oferta do Executivo é um reajuste de 10,8% escalonado em dois anos. A primeira parcela será paga somente em agosto de 2016.

O adiamento do reajuste, que tradicionalmente entra na folha de pagamento de janeiro, é parte do pacote do governo para redução de despesas no ano que vem. Os servidores receberão aumento de 5,5% em agosto de 2016 e de 5% em janeiro de 2017. O ajuste totaliza 10,8% porque a segunda parcela incide sobre o salário já reajustado. Na avaliação de Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), entidade que representa 500 mil servidores, a campanha salarial este ano foi difícil por causa da crise econômica.

“Não foi de fato o que a gente queria, mas o que foi possível. Foi uma campanha difícil, com limitações. O país atravessa um momento de crise política e financeira muito complexo”. De acordo com o sindicalista, o fator determinante para que as categorias chegassem a um entendimento com o governo foi o Ministério do Planejamento ter atendido à demanda dos servidores e dividido o ajuste em apenas dois anos. A proposta original do governo era conceder reajuste de 21,3% escalonado em quatro anos.

“Para nós foi determinante, pois do jeito que estava apresentado, nos colocaria uma amarra e nós só poderíamos dialogar sobre remuneração novamente em 2019”, disse.

Entre os servidores que assinaram acordo, há carreiras do Plano de Cargos do Poder Executivo (PGPE), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Previdência, Saúde e Trabalho, além de técnicos de fiscalização agropecuária, fiscais federais agropecuários e técnicos administrativos em Educação.

De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, nas próximas semanas a Condsef irá para a mesa de negociações do Planejamento com servidores do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), agências reguladoras e área ambiental. Será preciso, ainda, continuar o diálogo com os servidores do Ministério da Cultura e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que recusaram a oferta do governo no fim de setembro.

Além disso, após o fim da greve do INSS, os médicos peritos não retomaram as atividades e ainda estão paralisados.

Novos acordos

Por meio da assessoria de comunicação, o Ministério do Planejamento disse que espera novas assinaturas de acordos na semana que vem, com categorias com as quais o entendimento está próximo. Mas ainda falta dar início às negociações com os professores de instituições públicas federais e com as chamadas carreiras de Estado, que são as que envolvem funções como fiscalização e arrecadação, entre elas a Polícia Federal e auditores-fiscais, por exemplo.

O especialista em finanças públicas e professor da Universidade de Brasília (UnB) José Matias Pereira afirma que, do ponto de vista da saúde financeira dos cofres públicos, é benéfico que os servidores estejam mostrando disposição em assinar acordos em um momento em que há problemas de caixa.

No entanto, na visão dele, o ônus das dificuldades financeiras está recaindo sobre o funcionalismo. “Em um contexto em que o caixa do Estado se exauriu, essa postura de confiança, de aceitação por parte do servidor acaba sendo benéfica. Você não pode, efetivamente, tirar sangue de alguém que já está anêmico. Mas o servidor está sendo chamado a pagar essa conta”.

Por Mariana Branco

 

Corpo de jovem morto em acidente na Usina D´Pádua é enterrado em Mamanguape

Corpo de Jovem caiu em equipamento responsável pelo processamento da cana de açúcar. Caso será investigado pela Polícia Civil
Corpo de Jovem caiu em equipamento responsável pelo processamento da cana de açúcar. Caso será investigado pela Polícia Civil
Corpo de Jovem caiu em equipamento responsável pelo processamento da cana de açúcar. Caso será investigado pela Polícia Civil

O corpo do jovem José Victor, 18 anos, foi sepultado na tarde desta sexta-feira (9), no Cemitério central de Mamanguape. Ele morreu na noite da última quinta-feira (8), decorrente de um acidente de trabalho na Usina D´Pádua, em Mataraca, no Litoral Norte paraibano.

Durante toda a noite do dia em que aconteceu o acidente, a redação do Portal recebeu diversas informações ‘extraoficial’ dando conta de que José Victor teria sido puxado pela máquina de ‘triturar cana’.

O Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) foi acionado para a remoção do corpo e realização de exame pericial no local de trabalho. O delegado chefe da 7ª Delegacia Seccional de Mamanguape, Walter Brandão, informou que o delegado Norival Portela de Rio Tinto será designado para o caso e, em breve, terá novidades sobre o ocorrido.

O pai da vítima, consternado com a morte do filho, revelou que o jovem não tinha experiência no manuseio do equipamento, e estava trabalhando na Usina D´Pádua, há três meses. Ele concedeu entrevista ao repórter João David e será veiculada na próxima terça-feira (13), no Rádio Repórter da Correio do Vale.  

Acidentes de trabalho

Pelo menos sete brasileiros morrem por dia desempenhando suas atividades profissionais. A incidência de acidentes é maior entre os colaboradores de fora da organização ou terceirizados. Segundo a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), de cada dez casos laborais, oito são em áreas terceirizadas. Quatro em cada cinco mortes no trabalho acontecem na terceirização. 

Homens somam 69% dos casos

Os setores com maior número de acidentes de trabalho são: comércio e reparação de veículos automotores (14% dos casos), saúde e serviços sociais (10%), construção (8,6%), transporte, armazenagem e correios (8%), e indústria de produtos alimentícios e bebidas (7,3%). Segundo informações da Previdência Social, as vítimas são do sexo masculino em 69% dos casos. 

Da redação – PBVale

Com informações do Linguadeaco.com

 

Mamanguape: 2ª CIPM prende casal suspeito de invadir casa e levar R$ 10 mil reais

Foto: divulgação PM
Foto: divulgação PM

Um casal foi preso em flagrante, na noite dessa sexta-feira (9), após invadir a casa de um idoso e furtar R$ 10 mil reais, na cidade de Mamanguape, no Litoral Norte do Estado. De acordo com o capitão Alberto Filho, depois do crime a dupla tinha ido direto a uma loja de eletrodomésticos e comprado R$ 6 mil reais em mercadorias.

“Com eles a guarnição da Força Tática da 2ª Companhia Independente apreendeu uma TV comprada por R$ 4 mil reais, celulares, uma chapinha de cabelo e até um rack para sala, além de R$ 1.800 reais em espécie”, detalhou.

Os suspeitos foram identificados como Jefferson Júnior, de 21 anos, e Raquel de Oliveira Davi, 22. Eles foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil, em Mamanguape.

Da redação, @pbvale1

Quase 40% da população adulta está em cadastros de inadimplentes

Imagem Ilustrativa

Mais 2,4 milhões de consumidores tiveram os nomes incluídos em cadastro de devedores, entre janeiro e setembro, deste ano, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, divulgados nesta sexta-feira (9). No final de setembro, havia 57 milhões de consumidores registrados em cadastro de devedores. Esse total equivale a 38,9% da população adulta do país (faixa de 18 a 94 anos).

Em setembro, comparado a igual período de 2014, o número de consumidores com contas atrasadas subiu 5,45%. Na comparação com agosto deste ano, houve recuo de 0,59%.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, é comum haver redução na inadimplência em setembro, na comparação com agosto. Isso porque em setembro há mais dinheiro circulando na economia com início de pagamento de abono de Natal a beneficiários da Previdência. Também nesse mês, há feirões de renegociação de dívidas. “As próprias empresas procuram renegociar”, explicou a economista. Mas ela ressalta que em outubro e novembro volta a subir a inadimplência, com nova redução em dezembro, com a influência do 13º salário.

Os atrasos no pagamento de contas de serviços básicos, como água e luz, foram os que mais cresceram: 12,55%, na comparação entre setembro deste ano e o mesmo mês de 2014. As dívidas bancárias, incluídas pendências com cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros, subiram 10,32%.

As dívidas do setor de telecomunicações, atrasos no pagamento de telefone fixo, celular e TV por assinatura, cresceram 4,17%, enquanto as pendências no comércio tiveram alta de 0,85%. Segundo a CNDL, quase metade das dívidas em atraso são de bancos (48,17%). A segunda maior participação no total das dívidas é com o comércio (20,3%).

A economista destacou que a inadimplência está espalhada por todos os segmentos da economia, o que gera preocupação. Para ela, o cenário futuro também está ruim, com menos contratações no comércio no final do ano, aumento de desemprego, rendimentos menores e queda menor da inadimplência esperada para o final do ano. Segundo ela, não deve haver redução da inadimplência de 1% a 1,5% no final do ano, como geralmente acontece, devido à recessão econômica, com inflação alta.

Segundo Marcela, a inflação forte nos segmentos de alimentação, habitação e transporte dificultam a queda da inadimplência. “Não são itens específicos que a gente consegue trocar. É menos dinheiro sobrando para pagar dívidas e sair da inadimplência”, acrescentou.

Mesmo assim, a economista não acredita em descontrole da inadimplência porque os bancos estão emprestando menos. “O que limita a inadimplência é a base de crédito menor”, disse.

Para Marcela, a economia pode mostrar alguma melhora a partir do segundo semestre de 2016. Ressalta porém que é preciso que o governo resolva a crise política para a situação melhorar. “A luz no fim do túnel não está no começo do ano que vem. Está do meio para o final”, disse.

Por Kelly Oliveira

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