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Mercado financeiro volta a reduzir projeção do crescimento da economia para 2015

Sede do Banco Central do Brasil
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A projeção de instituições financeiras para o encolhimento da economia este ano passou por mais um ajuste. Desta vez, a estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,02% para 3,05%, informou o boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base em projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia. 

A expectativa de retração do PIB em 2016 também foi alterada: de 1,43% para 1,51%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve apresentar retração de 7%, este ano. Em 2016, projeção de queda da industria ampliou-se de 1,5% para 2%.

Na previsão das instituições financeiras, a recessão da economia vem acompanhada de inflação acima da meta, este ano. A meta é 4,5%, com limite superior de 6,5%. A estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi ajustada de 9,85% para 9,91%. Para o próximo ano, a expectativa é que a inflação fique abaixo do limite superior, mas ainda distante do centro da meta, em 6,29%. Na semana passada, essa projeção estava em 6,22%.

Para tentar trazer a inflação para a meta, o BC tem mantido a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. Para as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 14,25% ao ano até o fim de 2015, mas essa projeção deve cair para 13% em 2016. A projeção mediana (desconsideros os extremos da estimativa) para o fim de 2016 é esperada em 13% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Ao manter a Selic, o BC indica que ajustes anteriores foram suficientes para produzir os efeitos esperados na economia. O BC costuma dizer que os efeitos de elevação da Selic se acumulam e levam tempo para aparecer.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu de 8,42% para 10,11%, este ano. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 8,34% para 9,59%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi alterada de 9,66% para 9,86%, este ano. A projeção para a cotação do dólar, ao final deste ano, foi mantida em R$ 4. Para o fim de 2016, a projeção está em R$ 4,20.

Por Daniel Lima, da Agência Brasil 

Aumento da gasolina fez inflação avançar em outubro

Aumento da gasolina fez inflação avançar em outubro

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou outubro com alta de 0,76%, informou o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A taxa é 0,09 ponto percentual superior ao resultado do último dia 22 quando a variação atingiu 0,67% e ficou bem acima da taxa do fechamento de setembro (0,42%). No acumulado desde janeiro, o índice teve elevação de 8,48% e, nos últimos 12 meses, a alta atinge 10,01%.

O levantamento mostra que sete dos oito grupos pesquisados tiveram aumento de preços na comparação com a semana terminada em 22 de outubro. O destaque foi o grupo transportes: este índice subiu de 1,57% para 1,92% sob a influência da gasolina. Este combustível avançou de 3,15% para 5,27%.

Em saúde e cuidados pessoais, a variação passou de 0,54% para 0,65% e entre os itens que mais causaram impacto nesta classe de despesa foram os artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,17% para 0,68%). No grupo habitação, o índice aumentou de 0,68% para 0,73% com a elevação, principalmente, dos eletrodomésticos e equipamentos (de 0,19% para 0,7%).

Por Marli Moreira

OAB cobra rigor na punição de crime de racismo nas redes sociais

Presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado
Presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado
Presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quer rigor na apuração e identificação de autores de racismo nas redes sociais. Em nota, o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, diz que o racismo não deve ser tolerado e que é preciso punições alternativas ao simples encarceramento, que possam educar a população.

No último sábado (31), a atriz Taís Araújo foi alvo de mensagens racistas nas redes sociais. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio de nota, informou hoje (2) que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) vai instaurar inquérito para apurar o crime. A atriz será ouvida e os autores identificados serão intimados a depor. O racismo é crime no Brasil e, por lei, quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode ser condenado a reclusão de um a três anos e pagamento de multa.

“Devemos combater o racismo para que possamos edificar uma nação livre, plural, democrática e verdadeiramente igualitária. Este crime deve causar indignação sempre, não apenas quando grandes ícones fossem alvos, mas pessoas simples de todo o país”, ressaltou o presidente da OAB.

“Este é um crime que reflete o pensamento autoritário que ainda povoa certos setores da sociedade brasileira, incapazes de aceitar e compreender o outro em sua integralidade e de respeitar a diversidade do ser humano”, acrescentou Marcus Vinicius.

Hoje (3), em cerimônia na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, a OAB prestará uma homenagem a Luiz Gama (1830-1882), negro liberto que se tornou libertador de negros, e foi responsável por alforriar, pela via judicial, mais de 500 escravos.

Da Redação, com Agência Brasil 

Conflito entre Israel e Palestina provocou 83 mortes em um mês

Conflito entre Israel e Palestina provocou 83 mortes em um mês

Um mês de violência entre Israel e Palestina já provocou a morte de 73 palestinos e 10 israelenses, sem que os esforços internacionais tenham conseguido frear a escalada de violência, a pior desde a guerra de Gaza, em 2014.

Ontem (2) mesmo, ações violentas no Norte do território ocupado da Cisjordânia e nas cidades israelenses de Rishón Letzión e Natania mostram que a paz está longe e que o número de mortos e feridos não para de aumentar.

Um palestino morreu, atingido por soldados israelenses na área de fronteira de Yalame, no extremo Norte da Cisjordânia, segundo os militares, depois de ter apunhalado um de seus colegas.

Os outros dois casos deixaram quatro israelenses feridos, três deles com gravidade, esfaqueados por palestinos em centros urbanos no sul e no norte de Telavive. Os atacantes seriam residentes dos territórios ocupados, mas a polícia não informou se estavam em Israel legal ou ilegalmente.

Mais de 150 mil palestinos trabalhavam em Israel até o dia 1º de outubro, com autorização ou sem, mas os acessos foram restringidos de forma dramática com o início da nova onda de violência, em setembro, após uma série de confrontos entre manifestantes palestinos e a polícia israelense na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.

Lugar sagrado para judeus e muçulmanos, o controle do local sempre foi motivo de conflito entre as duas partes. Os palestinos acusam Israel de ter mudado ostatus quo que imperava no recinto desde 1967, algo que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nega.

Apelidado pelos palestinos de “intifada de Jerusalém”, o conflito já provocou dezenas de mortes e mais de 2.240 feridos, cerca de 2 mil feridos por balas disparadas pelo Exército durante os protestos, que desde então não pararam na Cisjordânia, Jerusalém e Gaza, de acordo com dados do Ministério da Saúde, em Ramallah.

Do lado israelense o número de feridos é muito mais baixo, contabilizando-se 140 de acordo com o serviço de emergência Maguen David Adom, equivalente à Cruz Vermelha.

Os esforços de mediação, desde há duas semanas, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e depois do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, conseguiram um acordo mínimo para a instalação de câmaras na Esplanada (ainda não instaladas), para verificar o cumprimento do status quo.

Da Redação, com Agência Lusa 

Cerca de 600 milhões de pessoas poderão ficar subnutridas até 2080, diz ONU

Fenômenos climáticos afetam de forma negativa as plantações, o gado, a pesca e o meio de subsistência de muitas pessoas. Foto: John Hogg/ Banco Mundial

A relatora especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação declarou esta terça-feira que a “mudança climática impõe sérias e diferentes ameaças à segurança alimentar”.

Pelos cálculos de Hilal Elver, essa situação pode fazer com que um adicional de 600 milhões de pessoas fiquem subnutridas até 2080. A especialista explica que a frequência e a intensidade do clima extremo, o aumento da temperatura e do nível do mar, enchentes e secas têm um grande impacto no direito à alimentação.

Gado e Pesca

Segundo Elver, esses fenômenos climáticos afetam de forma negativa as plantações, o gado, a pesca e o meio de subsistência de muitas pessoas. A relatora acredita que a produção de comida em larga escala não é a melhor resposta para a demanda alimentar mundial.

Para a especialista, é preciso substituir a agricultura industrial por modelos transformadores, como a “agro-ecologia que apoie produção local de comida, proteja os pequenos agricultores, respeite os direitos humanos e as tradições culturais”.

Políticas Públicas

A relatora da ONU também defende a necessidade de se manter a sustentabilidade ambiental e facilitar o acesso a uma dieta saudável. Na avaliação dela, os que menos contribuíram para o aquecimento global são os que mais sofrem com os efeitos.

Hilal Elver diz que para responder aos desafios da mudança climática, é necessária ação urgente, com políticas que respeitem o direito à comida e outros direitos fundamentais.

COP 21

As recomendações da relatora são feitas em antecipação à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 21, que ocorre em Paris entre 30 de novembro e 11 de dezembro.

A meta da reunião é conseguir com que os países assinem um acordo universal para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa. Para a relatora Hilal Elver, esse acordo precisa incluir um “compromisso claro com justiça climática e segurança alimentar para todos”.

Por Leda Letra

Serasa realiza feirão online para endividado limpar o nome; veja como fazer

feirao-limpa-nomeConsumidores que estão inadimplentes podem participar do Feirão Limpa Nome Online do Serasa, que começa nesta terça-feira (3) e segue até o dia 14 de novembro, pela internet, em qualquer parte do Brasil. Acesse aqui. As negociações podem ser feitas a qualquer horário do dia, com várias empresas participantes. 

De acordo com Serasa, a iniciativa permite que consumidores de todo o Brasil renegociem suas dívidas diretamente com os credores, de qualquer lugar, com comodidade e de forma gratuita.

Para participar, basta entrar no www.serasaconsumidor.com.br/limpa-nome-online e preencher um cadastro. Após isso, o consumidor será levado a uma página onde são listadas todas as empresas do Limpa Nome Online com as quais ele possui alguma dívida pendente e que constam na base de dados da Serasa.

Ao escolher e clicar no nome da empresa surgirá uma página apresentando as dívidas em aberto e os canais de atendimento disponíveis (telefones, e-mail, chat). A partir daí, o consumidor pode entrar em contato diretamente com as empresas para negociar possíveis descontos, com condições de pagamento diferenciadas – em alguns casos, é possível até mesmo que o boleto já esteja disponível, a partir de uma proposta feita pela própria empresa. Todas as propostas são apresentadas pelas empresas credoras de forma individualizada. (Algumas empresas disponibilizam canais de atendimento com horários específicos de funcionamento).

A Serasa garante que o site é desenvolvido em ambiente protegido, que garante a segurança e a proteção de todos os dados do consumidor. Assim, quem não tiver internet em casa poderá usar qualquer computador para negociar suas pendências.

“Na hora da negociação, o consumidor deve analisar a proposta e, se não estiver de acordo, é importante fazer uma contraproposta, até que ambos cheguem a uma alternativa realista. O importante é que depois de renegociada, a dívida caiba no bolso do cidadão”, explica o gerente de recuperação de crédito do Serasa Consumidor, Raphael Salmi.

Veja passo a passo para uma renegociação bem-sucedida:

1. Olhe para todos os seus débitos atrasados. Não tenha medo de encarar as dívidas. Se precisar, peça ajuda de alguém de confiança. Separe dívidas de maior valor ou com os juros mais altos.

2. Faça as contas e tenha claro quanto você pode disponibilizar para pagar as dívidas que serão renegociadas, considerando as despesas fixas que já tem mensalmente. Lembre-se: renegociar e depois não arcar com a nova dívida irá causar ainda mais transtornos, além de nova restrição ao crédito. Considere nesses cálculos alguma renda extra que já seja certa (13º salário, venda de algum bem etc.).

3. Verifique se a empresa para a qual você deve está participando do Super Feirão Limpa Nome em uma de suas versões (presencial ou pela internet.

4. Caso opte por participar do evento físico, é prudente ir com uma pessoa de confiança, que esteja acompanhando seu problema e seja apta a orientá-lo na hora de renegociar, caso necessário.

5. Tenha calma na hora de renegociar, não há necessidade de aceitar a primeira proposta oferecida pelo credor. Seja claro e exponha sua real condição financeira. A preparação prévia, mencionada nos passos anteriores, irá contribuir com essa etapa.

6. Nas renegociações pela internet, lembre-se que você tem liberdade para entrar e sair do site quantas vezes quiser antes de fechar um acordo. Aproveite para pensar bem nas condições oferecidas e se decidir pela proposta que melhor se encaixa em seu orçamento.

7. Não assuma uma nova conta, com a qual você não poderá arcar, contando com verba de terceiros, que ainda não está disponível, ou com a venda de bens ainda não comercializados. Cumpra os novos prazos de pagamento até o final.

8. De acordo com a legislação brasileira, o nome do consumidor deve ser retirado do cadastro de inadimplentes até cinco dias úteis após o pagamento da dívida atrasada ou da primeira parcela da renegociação. Mas essa reabilitação do crédito não deve ser um estímulo para voltar a consumir sem planejamento.

Confira as dicas de especialistas para utilizar o 13º salário nas renegociações:

1. Faça uma conta realista e veja quanto de seu 13º poderá ser utilizado para quitar débitos atrasados. Lembre-se: para você conquistar a tranquilidade de ter o nome limpo, essa deve ser a prioridade.

2. Não se empolgue ao receber o dinheiro. Muitas vezes os apelos de consumo podem tentar desviar sua meta de pagar dívidas, mas mantenha-se firme.

3. Não desanime caso o recurso não seja suficiente para pagar todas as dívidas. Conseguir se livrar de parte dos débitos atrasados já é um grande ganho.

4. Caso não seja possível sanar todas as contas atrasadas com o dinheiro do 13º, opte pelo pagamento daquelas que têm juros maiores, como cartão de crédito e cheque especial, por exemplo.

5. Ao renegociar, seja sincero e só aceite uma proposta que caiba em seu orçamento.

6. Não faça mais dívidas. Na medida do possível, compre à vista e reduza seus gastos fixos até conseguir sair do vermelho. Esse será seu verdadeiro presente de Natal.

Da Redação, PBVale – *com informações da Serasa

Polícia divulga balanço de operação durante o feriadão de Finados na Paraíba

Operação Eternidade foi realizada durante o feriadão em toda a Paraíba (Foto: Divulgação/ Secom-PB)
Operação Eternidade foi realizada durante o feriadão em toda a Paraíba (Foto: Divulgação/ Secom-PB)

A Polícia Militar conduziu 66 pessoas em flagrante até as delegacias e apreendeu 27 armas de fogo, entre as 18h da última sexta-feira (30) e 23h59 dessa segunda (2), período em que a corporação realizou a Operação Eternidade, com o reforço de mais de 1.400 policiais.

operação eternidade 2O resultado foi divulgado no começo da manhã desta terça-feira (3) e mostra que no feriadão foram recuperadas 25 motos com queixas de roubo nas cidades de Campina Grande, João Pessoa, Santa Rita, Monteiro, Lucena, Sapé, Santa Luzia, Patos, Pedras de Fogo, Mulungu, Mamanguape e Cajazeiras. Ainda na operação, foram apreendidos mais de 4kg de maconha, crack e cocaína durante as abordagens.

Dos 66 detidos no período, 25 foram por roubo, 16 por porte ilegal de arma, 16 após serem flagrados com drogas, cinco por homicídio ou tentativa, três por força de mandado de prisão e um por crime ambiental.

As apreensões de armas de fogo na Operação Eternidade aconteceram nos municípios de João Pessoa, Queimadas, São José dos Ramos, Bonito de Santa Fé, Campina Grande, Patos, Juripiranga, Mulungu, Boqueirão, Araruna, Matureia, Santa Luzia, Bayeux, Sapé, Mamanguape e Conde. Foram 20 revólveres, seis espingardas e uma pistola.

Reforço – A Polícia Militar está planejando várias ações e operações para reforçar a segurança neste fim de ano. As atividades contarão com o incremento dos novos 520 soldados, que estão concluindo o curso de formação este mês e que no começo de dezembro já estarão nas ruas.  

Da Redação, PBVale

Patrimônio material do Estado, Teatro Santa Roza completa 126 anos de existência

Teatro Santa Roza, em João Pessoa, completa 126 anos de existência e está entre os mais antigos do Brasil (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Teatro Santa Roza, em João Pessoa, completa 126 anos de existência e está entre os mais antigos do Brasil (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Teatro Santa Roza, em João Pessoa, completa 126 anos de existência e está entre os mais antigos do Brasil (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)

Nesta terça-feira, dia 3 de novembro, o Teatro Santa Roza, patrimônio material do Estado, comemora 126 anos reunindo mais de um século de história, histórias e artes paraibanas. O espaço foi palco de importantes acontecimentos políticos, históricos e culturais. Atualmente, o Governo do Estado trabalha em mais uma reforma, que deverá levar o espaço a outro patamar de utilização.

Ao total, a área de recuperação no Teatro é de 2.243,22m². De acordo com a Suplan, o valor do investimento da primeira etapa foi de R$ 907.398,14, e na segunda, R$ 1.608.591,30, totalizando um investimento de R$ 2.515.989,44 no mais clássico teatro da Paraíba, quinto mais antigo do Brasil e patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep).

Reforma do Teatro Santa Rosa (Foto: Antonio David)
Reforma do Teatro Santa Rosa (Foto: Antonio David)

Adriana Pio, diretora do Santa Roza, explica que justamente pelo tombamento, com a reforma, não haverá mudança na capacidade de público ou alteração na estrutura da edificação do teatro. Porém, é um equipamento com ótima capacidade de atender a público e apresentações artísticas. A plateia está configurada com 427 assentos; sendo 224 dispostos nos camarotes dos dois pavimentos, 194 no térreo, três para deficientes físicos, três para obesos e três no camarote do governador do Estado.

Para a diretora-superintendente da Suplan, Simone Guimarães, essa é mais uma obra que coloca a Paraíba na rota cultural a nível nacional. “Estamos terminando a conclusão da parte estrutural do Santa Roza – um dos teatros mais antigos do Brasil. Em breve o espaço continuará sendo palco de importantes acontecimentos artísticos/culturais, bem mais preparado e com uma moderna estrutura. Essa intervenção de melhorias é um marco na sua história que vem desde o século XIX, um espaço importantíssimo para o Governo do Estado”, disse. Ainda segundo Simone, para concluir a obra falta apenas a instalação da caixa cênica.

História – O Teatro Santa Roza foi palco de importantes acontecimentos artísticos e históricos da Paraíba, como a assembleia que concebeu a bandeira do Estado; a sessão da Assembleia Legislativa que mudou o nome da capital estadual de Paraíba para João Pessoa – em homenagem ao então presidente (governador) assassinado em 26 de julho de 1930; e ainda funcionou como cineteatro no período de 1911-1941.

A Fundação Joaquim Nabuco, entidade vinculada ao Ministério da Educação, informa que a pedra fundamental para a sua construção foi oficialmente lançada em 2 de agosto de 1852, por meio da Lei Provincial nº 549, durante o governo de Francisco Teixeira de Sá. A edificação ficou sob a responsabilidade da Sociedade Particular Santa Cruz, sendo suspensa em 1882, por falta de recursos financeiros.

(Foto: Antonio David)
(Foto: Antonio David)

A obra foi retomada durante o governo provincial de Francisco da Gama Roza, de onde vem o nome “Theatro Santa Roza”. Existe uma polêmica do “S” e do “Z” na grafia da palavra Roza. Uns defendem que deve continuar com Z por ter sido uma homenagem ao então governador Francisco da Gama Roza e outros, com S, que é a forma etimologicamente correta, proveniente do latim rosa. Há ainda quem defenda que o nome do político Gama Roza se grafava com ‘S’, como a historiadora Fátima Araújo, que lançou um livro sobre a história do Teatro. Atualmente, no entanto, a grafia da fachada segue com ‘Z’.

O espaço foi inaugurado no dia 3 de novembro de 1889, ocasião em que foi apresentado o drama “O Jesuíta – ou O Ladrão de Honra”, de Henrique Peixoto. Doze dias depois da inauguração do teatro, foi proclamada a República no país e Francisco da Gama Roza perdeu seu mandato.

Venâncio Neiva, o primeiro governante republicano da Paraíba, mudou o nome do local para “Teatro do Estado”, ato posteriormente revogado. O político João Pessoa, então candidato à vice-presidência do Brasil, quis mudar a sua localização por considerar aquela área, na época, marginalizada. Todavia, ele foi assassinado antes de conseguir executar o seu plano.

O edifício – que por dentro assemelha-se à proa de um navio – está voltado para o sul e situado no antigo Campo do Conselheiro Diogo, hoje Praça Pedro Américo, centro de João Pessoa. O Teatro é um monumento representativo da arquitetura civil de seu tempo, tem estilo neoclássico com influência greco-romana. Para a construção das paredes foram utilizadas pedras calcárias e para os camarotes e revestimento interno, madeira do tipo Pinho de Riga – hoje considerada madeira nobre. Na época do Brasil Colônia e Império era usada como lastro de rolete em navios que vinham da Europa e descartada quando as embarcações chegavam ao cais do porto de destino, sendo reaproveitadas na construção civil.

Para um teatro com mais de 120 anos, é natural que ao longo desse tempo tenha passado por várias reformas e restaurações, porém todas as intervenções arquitetônicas tiveram a preocupação de conservar o estilo original. O teatro, tombado igualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é considerado ícone da cultura paraibana e patrimônio do Estado, vinculado à Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc).

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(Foto: Antonio David)

Mitos e histórias – Quem diria que na “província” João Pessoa estariam aqui artistas suecos, ainda no século XIX, limiar do século XX? E, além disso, terem virado mito, porém, infelizmente, apenas devido a uma tragédia. Em 12 de junho de 1900, o mágico sueco Jau Balabrega e seu assistente Lui Bartelle morreram durante um mal sucedido ensaio de um número de mágica envolvendo fogo. Aparentemente, o mágico e seu assistente foram vítimas de uma explosão com querosene. O caso é relatado no livro de Fátima Araújo e é apenas uma das histórias que rondam o velho Teatro Santa Roza.

Waldemar Dornelas, 73 anos, aposentado este ano como cenotécnico, foi um dos funcionários mais antigos do Teatro Santa Roza, considerado patrimônio vivo pelos funcionários remanescentes. Dornelas já ouviu diversas histórias do Teatro ao longo dos 39 anos em que trabalhou no local. Histórias dentro e fora do aspecto artístico. Sobre um incidente envolvendo mágica, o ocorrido que chegou a seus ouvidos difere do acidente com os suecos.

“Esse mágico (que não lembro o nome) tinha uma apresentação. Seu truque era fazer uma caveira voar do palco até o camarote do governador. Mas chegou o responsável pela eletricidade e acionou a luz geral, estragando seu número. Muito decepcionado, após chegar ao Hotel Pedro Américo, se enforcou pelo desgosto”, contou “Seu” Waldemar.

Há também “causos” sobre os porões do velho Teatro. Diz-se que, antigamente, era onde escravos eram torturados e executados e mulheres eram violentadas. Waldemar Dornelas conta que, certo dia, a esposa de um tenente, junto com alguns religiosos, queria examinar o porão, dizendo que o teatro “estava muito carregado”.

Segundo Waldemar, esta mulher desceu ao porão – local um pouco bagunçado, onde se guardavam cenários antigos. “Todo mundo saía sujo, mas ela entrou, mexeu em várias coisas e saiu com o vestido limpo e branco como coco e com os cabelos arrumados”, relatou o funcionário aposentado de caso ocorrido há vários anos. Como parte dos “trabalhos”, também colocaram um jarro com uma flor em cada canto do teatro. Depois disso, nada mais do que era relatado aconteceu. Waldemar afirma que ele nunca presenciou nenhum dos relatos, mas alguns técnicos e atores relatavam visões, puxões ou empurrões no palco. “Depois das florezinhas, nada mais aconteceu”, disse.

Waldemar Dornelas é um patrimônio humano deste legado que é o Santa Roza. “Se o teatro for uma religião, foi a que eu escolhi”, relata “Seu” Waldemar, ao relembrar ‘causos’, histórias, grandes autores e atores que conheceu, além de importantes peças encenadas no mais antigo teatro do Estado. O Santa Roza tem história e histórias. Em breve, voltará a ser palco de mais narrativas.

Da Redação, PBVale

Luis Torres ao PBVale: “Uniformização de mídias e a imprensa paraibana”

O Secretário de Comunicação do Governo do Estado da Paraíba, Luis Torres, concedeu entrevista ao PBVale, falando sobre a uniformização dos espaços de mídias em portais, as características da imprensa paraibana e a relação no processo da prestação de serviços sociais e institucionais.

Confira:

Da Redação, PBVale

PM é preso em batalhão após foto “acariciando” mulher em viatura; veja vídeo

Foto polêmica foi divulgada em redes sociais. Reprodução/Rede Record
Foto polêmica foi divulgada em redes sociais. Reprodução/Rede Record
Foto polêmica foi divulgada em redes sociais.
Reprodução/Rede Record

Um policial militar foi preso após uma foto polêmica ser publicada em redes sociais. Na imagem, o agente, lotado no batalhão de Irajá (41º BPM), na zona norte, aparece fardado passando a mão em uma mulher encostada na viatura.

De acordo com a corporação, ele foi preso administrativamente no próprio batalhão, e colegas que trabalham com ele estão sendo chamados para prestar depoimento. A corregedoria da PM também determinou ao 41º BPM que siga na apuração do caso e instaure processo administrativo disciplinar para avaliar a permanência do agente na corporação.

O caso lembrou a polêmica provocada por Patrícia Alves, de 23 anos. A jovem, conhecida como Paty ou Maria UPP, ficou conhecida após fotos dela segurando armas ou posando com policiais circularem na internet. Na época, em entrevista à Record Rio, ela afirmou que se relacionava com PMs por mais de cinco anos, geralmente nas bases de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Patrícia também disse que já havia saído com mais de mil PMsPor causa da polêmica, a jovem foi chamada para encarnar uma policial em um filme adulto.

Veja a reportagem:

R7

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