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Detran realiza leilão com 434 veículos na Paraíba

Detran-PB

O Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), em parceria com o Batalhão de Policiamento do Trânsito (BPTran), realizará, nesta sexta-feira (18), leilão para a venda de veículos que se encontram recolhidos ao pátio do Batalhão. O evento terá início às 8h e acontecerá no Centro de Ensino da Policia Militar da Paraíba, situado na rua Coronel Francisco de Assis Veloso, s/n , bairro de Mangueira, em João Pessoa.

Serão leiloados 434 veículos recuperáveis e sucateados. Os veículos considerados recuperáveis poderão voltar a circular, desde que o arrematante tome todas as providências necessárias, no prazo e forma exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro e resoluções elencadas no edital. Já veículos considerados como sucateados, ou seja, irrecuperáveis ou definitivamente desmontados, não poderão voltar a circular em vias públicas, devendo ter seus registros baixados no Registro Nacional de Veículos Automotores – Renavam e não podendo mais ser registrados ou licenciados no Detran-PB.

O cadastro para o evento pode ser feito no site do leiloeiro (www.leiloespb.com.br) ou no local do leilão, com antecedência mínima de uma hora, com a apresentação dos documentos pessoais e o comprovante de residência. Caso seja pessoa jurídica, é necessária a apresentação do CNPJ e documentos pessoais do representante da empresa. Os interessados podem consultar o edital do leilão no site do Detran-PB, por meio do endereço eletrônico www.detran.pb.gov.br.

O arrematante poderá efetuar o pagamento por meio de cheque ou à vista (em dinheiro, transferência ou depósito). No caso de pagamento em cheque, terá que ser próprio e nominado ao leiloeiro, e sendo à vista, a quitação inicia com uma entrada de 20%. Nas duas formas de pagamento, serão acrescidos 5% a título de comissão e mais 17% de ICMS se sucata ou 1% no caso de veículo recuperável.

Segundo o presidente da Comissão de Leilão do Detran-PB, Eugênio Pacelli, a estratégia de leilões rotineiros adotada pelo Detran-PB e BPTran é peça chave para contribuir com a diminuição da superlotação nos pátios. “Esse foi um ano de extrema importância para o Detran e Companhias de Trânsito da Paraíba. Contando com os veículos disponíveis para o leilão de sexta-feira, são quase 2.300 veículos disponibilizados para arremate só em 2015”, comentou. Ainda segundo o presidente, o Detran-PB inicia 2016 com a perspectiva de realização de leilões mais frequentes, não só na capital, mas nas Companhias e Ciretrans espalhadas por todo o estado.

Da Redação, PBVale

Mães depois dos 33 anos têm o dobro de chances de viver até os 95

Uma investigação feita por pesquisadores da Boston University School of Medicine, publicada na revista científica “Menopause”, afirma que as mulheres que têm filhos depois dos 33 anos sem tratamentos de fertilidades possuem maior probabilidade de viver mais do que as que foram mães pela última vez antes dos 30.

A pesquisa estima que os mesmos genes que permitem às mulheres ter filhos naturalmente em idades mais avançadas são os responsáveis por uma maior longevidade, que pode ir até aos 95 anos. 

Os resultados do estudo, que foram feitos com 551 famílias com vários membros que viveram até idade excepcionais (95 ou mais anos), são consistentes com anteriores descobertas que estabelecem uma relação entre idade maternal do nascimento do último filho e a longevidade excepcional.

Os investigadores determinaram a idade em que cada uma de 462 mulheres tiveram os últimos filhos e até que idade viveram e concluíram que as mulheres que tiveram o último filho depois dos 33 anos tinham o dobro de probabilidade de viver até aos 95 anos ou mais quando comparadas com as que tiveram o último filho aos 29 anos. Das 462 mulheres, 274 tiveram o último filho depois dos 33 anos.

“Pensamos que os genes que permitem às mulheres ter filhos naturalmente numa idade mais avançada são os mesmos que têm um papel muito importante no retardar do envelhecimento e na descida do risco de doenças relacionadas com a idade, como as doenças de coração, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e cancro”, explicou Thomas Perls, especialista em geriatria na Boston University Medical Center e principal investigador do estudo, citado pela imprensa norte-americana.

com informações da Agência Lusa

Desembargador determina desbloqueio de WhatsApp em todo o Brasil

O desembargador Xavier de Souza, da 11ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou o restabelecimento do aplicativo de mensagens WhatsApp no Brasil. 

Leia mais: Justiça determina bloqueio do WhatsApp em todo o Brasil

Xavier já tinha precedente favorável ao desbloqueio em outras duas decisões envolvendo impugnação de quebra de sigilo, exatamente o que foi pedido nesta quinta-feira (17) para o WhatsApp. Além de um recurso do WhatsApp, o advogado Rodrigo Mudrovitsch também entrou com um pedido de impugnação.

De acordo com a decisão do desembargador Xavier de Souza, “em face dos princípios constitucionais, não se mostra razoável que milhões de usuários sejam afetados em decorrência da inércia da empresa” em fornecer informações à Justiça.

Em nota publicada no site do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador afirma ainda que considera o aumento do valor da multa uma solução adequada, “para inibir eventual resistência da impetrante”.

Isso porque, segundo o TJ-SP, o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho de 2015. A empresa foi notificada mais uma vez em 7 de agosto, com uma multa fixada em caso de não cumprimento.

O WhatsApp não atendeu à determinação novamente, de acordo com o TJ-SP. Por isso, “o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da internet”.

A partir da decisão, as operadoras serão comunicadas e o serviço deve voltar ao normal ao longo do dia.

Da Redação, PBVale

Garotinha de dois anos compra carro na internet ao brincar com celular do pai

Pequena Sorella estava ‘testando’ o smartphone de seu pai e o aparelho estava conectado na internet
Pequena Sorella estava ‘testando’ o smartphone de seu pai e o aparelho estava conectado na internet
Pequena Sorella estava ‘testando’ o smartphone de seu pai e o aparelho estava conectado na internet

Uma criança com pouco menos de dois anos deu um grande susto em sua família ao conseguir comprar um carro enquanto brincava com o celular de seu pai.

A pequena Sorella estava ‘testando’ o smartphone de seu pai, Paul Stoute. Sem nem saber que o aparelho estava conectado na internet, ela acabou comprando um Austin-Healey Sprite que estava sendo comercializado no site de leilões virtuais Ebay. Paul só descobriu seu novo ‘presente’ quando recebeu um e-mail do site notificando a compra.

O pai conta que pensou que o e-mail era um spam, mas entrou em pânico ao descobrir que a compra de Sorella era real. Ele ainda tentou pedir a anulação da compra com o dono do veículo, mas mudou de ideia e decidiu ficar com o carro de US$ 225 (R$ 800). 

Paul disse que o veículo será de sua filha quando ela completar 18 anos e tirar sua carteira de motorista, e que até lá vai reformar o automóvel, que está bem danificado. O Sprite, fabricado na Inglaterra nos anos 60, foi tão alterado durante esses anos que recebeu o nome de ‘FrankSprite’, em referência ao monstro do personagem da literatura Victor Frankenstein, uma pessoa feita de partes de diversos cadáveres. “O que me consola é que ela não comprou um Porsche”, contou. 

“O que me consola é que ela não comprou um Porsche”, contou o pai da garotinha.
“O que me consola é que ela não comprou um Porsche”, contou o pai da garotinha.

com RedeTV

TSE aprova resoluções sobre regras das Eleições Municipais de 2016

TSE nega pedido do PSDB para cassar mandato da presidente Dilma

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral aprovou, na sessão administrativa dessa terça-feira (15), as resoluções que irão reger as Eleições Municipais de 2016. Na sessão, dez resoluções foram aprovadas pelos ministros, além de alterações no calendário eleitoral.

As instruções aprovadas são: atos preparatórios para a eleição; registro e divulgação de pesquisas eleitorais; escolha e registro de candidatos; limites de gastos a serem observados por candidatos a prefeito e vereador; propaganda eleitoral, utilização e geração do horário gratuito e condutas ilícitas em campanha eleitoral; representações, reclamações e pedidos de direito de resposta; arrecadação e gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e prestação de contas; calendário da transparência para as eleições de 2016; instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes; e sobre a cerimônia de assinatura digital, fiscalização do sistema eletrônico de votação, do registro digital do voto, da auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas e dos procedimentos de segurança dos dados dos sistemas eleitorais.

Além das dez resoluções dessa terça, o Plenário do TSE já havia aprovado o Calendário Eleitoral das Eleições Municipais de 2016 e a resolução que estabelece modelos de lacres para as urnas, de etiquetas de segurança e de envelopes com lacres de segurança e sobre seu uso nas eleições do próximo ano. O pleito ocorrerá no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, nos casos de segundo turno. Os eleitores elegerão os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros.

Manifestações do relator

Relator das resoluções do ano que vem, o ministro Gilmar Mendes destacou, entre outras, a que trata dos limites de gastos a serem respeitados por candidatos a prefeito e vereador. A eleição do próximo ano será a primeira em que a legislação traz os limites de gastos de campanhas estabelecidos pela Justiça Eleitoral, com base em normas estipuladas pela reforma eleitoral de 2015.

O ministro enfatizou ainda a resolução do calendário da transparência para as eleições de 2016, dispondo sobre a publicidade dos atos relacionados à fiscalização do sistema de votação eletrônica e à auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas. “Ressalto a sua importância, tendo em vista, inclusive, as polêmicas geradas no último pleito. Destaco que a Justiça Eleitoral não tem nada a esconder. O que se espera é uma maior participação da sociedade, especialmente dos entes legitimados a acompanhar os atos. Dessa forma, ampliar e estimular a participação das etapas de fiscalização é a finalidade do calendário da transparência”, disse o ministro.

Já a resolução sobre instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais e em unidades de internação de adolescentes, por sua vez, estabelece prazo para a transferência de eleitores para as seções eleitorais especiais. “Esse é um tema que sempre gera alguma controvérsia”, disse o ministro. Ele informou que solicitou aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) sugestões sobre o assunto para serem apreciadas, assim como ocorreu com relação aos demais textos das minutas.

O relator agradeceu mais uma vez a participação do ministro Henrique Neves e a colaboração das assessorias técnicas do TSE e da equipe de seu gabinete nos trabalhos de elaboração das resoluções. “É preciso salientar que o sucesso das eleições não se deve apenas à urna eletrônica. Deve-se, principalmente, ao corpo técnico e aos demais servidores, que realizam suas atividades com afinco extremo e profissionalismo. É importante frisar o grande volume de trabalho nesta Justiça especializada, mesmo em anos não eleitorais”, acrescentou o ministro Gilmar Mendes.

Antes da votação dessa terça, o TSE também realizou audiências públicas para receber sugestões dos partidos políticos, do Ministério Público, de instituições e da sociedade para o aperfeiçoamento das minutas.

Confira a seguir alguns pontos importantes das resoluções aprovadas na sessão desta terça-feira:

Pesquisas eleitorais

A partir de 1º de janeiro de 2016, as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as eleições ou candidatos, para conhecimento público, serão obrigadas a informar cada pesquisa no Juízo Eleitoral que compete fazer o registro dos candidatos. O registro da pesquisa deve ocorrer com antecedência mínima de cinco dias de sua divulgação.

Filiação partidária

Quem desejar disputar as eleições do próximo ano, precisa se filiar a um partido político até o dia 2 de abril de 2016, no caso, até seis meses antes da data das eleições. Pela regra anterior, para disputar uma eleição, o cidadão precisava estar filiado a um partido político um ano antes do pleito.

Convenções partidárias

As convenções para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações devem acontecer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016. O prazo antigo determinava que as convenções partidárias deveriam ocorrer de 10 a 30 de junho do ano da eleição.

Registro de candidatos

Partidos políticos e coligações devem apresentar os pedidos de registro de candidatos ao respectivo cartório eleitoral até as 19h do dia 15 de agosto de 2016. A regra anterior estipulava que esse prazo terminava às 19h do dia 5 de julho.

Gastos de campanha

Antes da reforma eleitoral deste ano (Lei nº 13.165, de 29 de setembro de 2015), o Congresso Nacional tinha de aprovar lei fixando os limites dos gastos da campanha eleitoral. Na falta desta regulamentação, eram os próprios candidatos que delimitavam seu teto máximo de gastos. Tais valores eram informados à Justiça Eleitoral no momento do pedido de registro de candidatura.

A partir das eleições do próximo ano, de acordo com o que estabelece a reforma eleitoral, o TSE é que fixará, com base em valores das eleições anteriores e critérios estabelecidos nesta norma, os limites de gastos, inclusive o teto máximo de despesas de candidatos a prefeito e vereador nas eleições de 2016.

Propaganda eleitoral

A resolução sobre o tema contempla a redução da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, com início em 26 de agosto, em primeiro turno. As duas reduções de períodos foram determinadas pela reforma eleitoral de 2015.

Instruções

De acordo com o artigo 105 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), o TSE deve expedir, até 5 de março do ano da eleição, todas as instruções necessárias para a fiel execução da lei, ouvidos, previamente, em audiência pública, os delegados ou representantes dos partidos políticos.

Da Redação, com TSE

Supremo retoma hoje julgamento sobre rito do processo de impeachment

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (17) o julgamento da validade da Lei 1.079/50 – que regulamenta as normas de processo de impeachment – e alguns artigos do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. As normas foram utilizadas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para dar andamento às etapas inciais do processo, suspenso pelo ministro Edson Fachin, relator da ação que trata do assunto. A sessão começa às 14h, e terá transmissão ao vivo do PBVale. Dez ministros apresentarão seu voto.

Nessa quarta-feira, ao apresentar o parecer, Fachin votou pela validação da votação secreta na Câmara dos Deputados para a eleição da comissão especial do impeachment, ocorrida no dia 8. Ele entendeu também que a presidenta não tem direito à defesa antes da decisão individual do presidente da Câmara, que deflagrou o processo de impeachment, e que o Senado não pode arquivar o processo se a Câmara decidir pela abertura.

Leia mais: Fachin vota pela manutenção das decisões da Câmara sobre impeachment

Para o ministro do STF, ao contrário do que foi sustentado pelo PCdoB, autor da ação, não há dúvida de que a Lei do Impeachment foi recebida pela Constituição de 1988 e que as regras do impedimento devem ser seguidas de acordo com a norma. Segundo ele, não cabe ao Supremo editar novas normas sobre a matéria.

De acordo com o relator, os regimentos internos da Câmara e do Senado podem ser aplicados ao processo, mas somente para organizar os trabalhos internos. As normas internas não podem tratar das regras do impedimento, matéria reservada à Constituição e à Lei 1.079/50, disse.

As principais regras discutidas pelos ministros são a defesa da presidenta Dilma Rousseff antes da decisão de Eduardo Cunha, a votação secreta para a eleição da comissão especial do processo pelo plenário da Casa, a eleição da chapa avulsa para composição da comissão e a prerrogativa do Senado de arquivar o processo de impeachment mesmo se a Câmara decidir, por dois terços dos deputados (342 votos), aceitar o julgamento pelo crime de responsabilidade.

Da Redação, com Agência Brasil

Fundadores do WhatsApp e do Facebook criticam bloqueio do aplicativo no Brasil

fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. A medida foi também criticada pelo diretor executivo e cofundador do WhatsApp
 fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. A medida foi também criticada pelo diretor executivo e cofundador do WhatsApp
Fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e diretor executivo e cofundador do WhatsApp, Jan Koum.

A determinação feita pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP), para que as operadoras de telefonia móvel bloqueiem o aplicativo WhatsApp por 48 horas, contadas a partir da 0h desta quinta-feira (17) no Brasil, foi alvo de críticas nas redes sociais pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. A medida foi também criticada pelo diretor executivo e cofundador do WhatsApp, Jan Koum. O WhatsApp foi adquirido pelo Facebook em 2014.

Em sua página no Facebook, Zuckerberg lamentou o bloqueio do aplicativo para mais de 100 milhões de usuários brasileiros e disse estar trabalhando para reverter a situação. “Até lá, o Messenger do Facebook continua ativo e pode ser usado para troca de mensagens”, disse o empresário.

“Este é um dia triste para o país. Até hoje, o Brasil tem sido um importante aliado na criação de uma internet aberta. Os brasileiros estão sempre entre os mais apaixonados em compartilhar suas vozes online. Estou chocado sobre o fato de que nossos esforços para proteger dados pessoais poderiam resultar na punição de todos os usuários brasileiros do WhatsApp pela decisão extrema de um único juiz”, acrescentou.

Zuckerberg disse esperar que a Justiça brasileira reverta rapidamente essa decisão. “Se você é brasileiro, por favor faça sua voz ser ouvida e ajude seu governo a refletir a vontade do povo”, completou.

Também por meio do Facebook, Jan Koum disse estar “desapontado com a visão míope” que resultou no bloqueio do acesso ao aplicativo que, segundo ele, é “uma ferramenta de comunicação da qual tantos brasileiros passaram a depender”.  “É triste ver o Brasil se isolar do resto do mundo”.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o bloqueio foi imposto porque o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho deste ano. No dia 7 de agosto, a empresa foi novamente notificada e foi fixada multa em caso de não cumprimento. Como, ainda assim, a empresa não atendeu à determinação judicial, o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da Internet, o que foi deferido pela juíza Sandra Regina Nostre Marques. Em fevereiro deste ano, o juiz Luiz Moura, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, determinou a suspensão do aplicativo WhatsApp em todo o território nacional, mas a decisão foi revogada por um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) confirmou o cumprimento da determinação judicial recebida na quarta (16), e que não foi o autor do requerimento para o bloqueio do aplicativo. A decisão foi proferida em um procedimento criminal, que corre em segredo de Justiça.

A fim de burlar a decisão judicial, diversos usuários da rede social estão sugerindo a instalação de aplicativos que, ao adotar um IP alternativo com origem em outros países, possibilitam o funcionamento do WhatsApp.

Por Pedro Peduzzi

Comissão aprova orçamento com Bolsa Família preservado e superavit primário

Barros tentou, até o fim, cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família, mas não teve apoio de nenhum partido da base ou da oposição
Barros tentou, até o fim, cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família, mas não teve apoio de nenhum partido da base ou da oposição
Barros tentou, até o fim, cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família, mas não teve apoio de nenhum partido da base ou da oposição

Proposta orçamentária de 2016 pode ser votada pelo Plenário do Congresso (sessão conjunta de Câmara e Senado) nesta quinta-feira.

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta quarta-feira (16) a proposta orçamentária de 2016 (PLN 7/15), que prevê despesas da ordem de R$ 3 trilhões no próximo ano. Os números finais do projeto, que foi relatado pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR), somente serão conhecidos amanhã, depois que todas as mudanças aprovadas hoje, por meio de destaques de deputados e senadores, forem incorporadas no texto.

O parecer final de Barros será colocado em votação nesta quinta-feira (17) no Plenário do Congresso Nacional, que tem sessão marcada para as 10 horas. Antes, os parlamentares devem votar, nessa sessão conjunta de Câmara e Senado, o projeto da nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 1/15).

Para viabilizar a votação da CMO desta quarta, foram feitos diversos acordos nos últimos dias, entre o relator-geral, o líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a presidente, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), e os demais líderes no colegiado.

Meta fiscal

O orçamento foi elaborado prevendo osuperavit primário de R$ 24 bilhões para o governo federal, valor que está previsto na LDO, e de R$ 6,5 bilhões para estados, Distrito Federal e municípios. Ao final da votação, Barros lembrou que o texto foi aprovado no mesmo dia em que a agência de classificação de risco Fitch retirou o selo de bom pagador do Brasil, que perdeu o chamado grau de investimento. Ele destacou a importância da aprovação do orçamento com superavit. “Fizemos a nossa parte. Responsavelmente, decidimos que a meta será positiva”.

A aprovação com a meta de R$ 24 bilhões reverte a situação do projeto orçamentário, que chegou ao Congresso Nacional, em agosto, com deficit de R$ 30,5 bilhões. “É a melhor notícia das últimas semanas. O Brasil terá um norte”, disse o 1º vice-presidente da comissão, deputado Jaime Martins (PSD-MG).

Bolsa Família

Em relação ao programa Bolsa Família, a Comissão de Orçamento aprovou a manutenção do valor proposto pelo governo (R$ 28,1 bilhões). Ricardo Barros tentou, até o final, reduzir essa dotação em R$ 10 bilhões, valor que ele considerava suficiente para garantir a manutenção dos beneficiários em dia com as regras do programa e reprimir eventuais fraudes, problemas de gestão e concessões sem respaldo de lei.

“Só o Bolsa Família não contribuiu para o ajuste fiscal”, criticou Barros, que não teve apoio de nenhum partido da base aliada ao governo e da oposição para o corte.

Cortes

Apesar de a proposta sair com um valor maior do que veio do governo, resultado do aumento das receitas estimadas pelo Congresso Nacional, o parecer final contempla uma série de cortes de gastos de órgãos públicos dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), Ministério Público da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU), principalmente com custeio.

“Praticamente todos os órgãos tiveram cortes. Minha intenção, desde o começo, foi entregar um orçamento mais realista possível”, disse Barros. Os gastos com funcionalismo público diminuíram entre a proposta original e o parecer aprovado, passando de R$ 287,5 bilhões para R$ 277,3 bilhões.

Investimentos

Em relação aos investimentos públicos, houve crescimento. Os números ainda são provisórios, mas os investimentos financiados pelas estatais vão somar R$ 96,8 bilhões em 2016. Já os financiados pelos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social somarão R$ 45,2 bilhões. No total, os investimentos sobem 20% em relação ao projeto.

Também houve mudanças significativas no lado das receitas, apesar de Ricardo Barros e o relator da receita, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), terem tentado evitar ganhos expressivos para não elevar a proposta com tributos de difícil arrecadação. Segundo Barros, a receita contempla entre “R$ 100 bilhões e R$ 120 bilhões que não serão arrecadados”. Na prática, esse valor já indica o tamanho do contingenciamento que o orçamento federal poderá sofrer no início do próximo ano.

Outros pontos

– o texto contém ainda recursos para um salário mínimo de R$ 871, a vigorar a partir de 1º de janeiro; e
– o Fundo Partidário foi elevado de R$ 311,4 milhões para R$ 845,3 milhões, quantia próxima da autorizado para este ano (R$ 867,6 milhões).

Assessoria

Plano cria call center para atender gestantes e ações de combate ao Aedes

População poderá fazer uma denúncia com fotos de um foco de dengue
População poderá fazer uma denúncia com fotos de um foco de dengue
População poderá fazer uma denúncia com fotos de um foco de dengue

A criação de uma Sala de Situação Estadual, do aplicativo ‘Aedes na mira’ e instalação de call center são as principais ações contidas no Plano Estadual de Combate ao Aedes Aegypti, que foi lançado pelo governador Ricardo Coutinho, na tarde desta quarta-feira (16), na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural. O ato contou com a presença do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, da secretária de Estado da Saúde, Roberta Abath, do secretário de saúde do Rio Grande do Norte, José Ricardo Lagreca, do arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, além de auxiliares do Governo do Estado.

Na oportunidade, o governador Ricardo Coutinho falou sobre a importância da mobilização social no combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. “Jamais conseguiremos erradicar o Aedes sem que haja uma mobilização social, todos unidos nessa luta. É preciso que a gente compreenda isso. É preciso que a nossa forma de abordagem para com as pessoas seja percebida. A responsabilidade da erradicação não é só do poder público, é preciso que todos façam a sua parte, pois 80% dos focos do mosquito estão em residências. Vamos olhar para dentro das nossas casas! É a partir desse cuidado que vamos começar a vencer a batalha contra o mosquito aedes aegypti”, apelou.

Sala de Situação – O evento teve início com a apresentação do plano pela secretária Roberta Abath, que destacou os cinco eixos que o compõem, ressaltando a importância de três ações: a Sala de Situação Estadual, o aplicativo ‘Aedes na mira’ e o call center. A Sala de Situação Estadual está montada provisoriamente na Secretaria de Estado da Saúde e será o local para onde a população deverá ligar para informar os focos de mosquito que forem identificados, assim como tirar dúvidas.

“A sala onde teremos integrantes do Exército Brasileiro, da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual, e Vigilância Ambiental, está ligada com a sala de Gerenciamento de Crise Nacional, em Brasília, e estará fornecendo todos os dados, para que possamos olhar e traçar um planejamento em nível nacional, em cima da situação epidemiológica”, explicou.

Aedes na mira – O aplicativo para celulares da plataforma Android ‘Aedes na mira’ foi desenvolvido pela Codata-PB, com o objetivo de agilizar o combate ao mosquito Aedes de uma maneira mais efetiva. “A preocupação do governador Ricardo Coutinho era viabilizar uma forma mais fácil e rápida de chegar até os cidadãos”, explicou Roberta Abath.

No aplicativo, a população poderá fazer uma denúncia com fotos de um foco de dengue. No momento que o cidadão envia a foto, ela será georeferenciada, ou seja, vai mostrar no mapa o lugar onde foi feita a imagem, que será enviada para o banco de dados do estado. Além disso, o aplicativo oferece também informações sobre os cuidados para evitar focos do mosquito, informações para gestantes e sobre o serviço de referência mais próximo.

Call center – Já o call center foi desenvolvido para que os atendentes possam ter um contato mais fácil com as gestantes. “Nós vamos atrás, fazer a busca ativa dessas gestantes, saber como está sendo a gestação, se está realizando o pré-natal. Vamos cuidar e acolher as nossas gestantes”, explicou Roberta Abath. O call center é realizado em cima de uma plataforma da web e será replicada para que as gestantes também possam fazer o contato. “É imprescindível cuidarmos bem das nossas gestantes, e um pré-natal bem feito é de suma importância para a saúde da mãe e do bebê”, disse Roberta. 

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, parabenizou o Governo da Paraíba pelo plano. “Posso afirmar que estou muito feliz, pois vejo aqui um plano absolutamente completo, que realmente pode sim mudar essa triste realidade da proliferação do Aedes. É preciso que todos estejamos unidos nessa luta, pois não conseguiremos vencer o mosquito sozinhos, precisamos nos dar as mãos, pois a luta será longa, porém sairemos vitoriosos”, disse. 

Para o secretário de saúde do Rio Grande do Norte, José Ricardo Lagreca, o plano de combate ao mosquito na Paraíba é concreto e servirá de inspiração para o que será desenvolvido pelo seu estado. “Posso afirmar que estou completamente satisfeito com o que vi hoje. Estarei levando para meu estado essa inspiração. Aqui vi dados da maior relevância, que poderemos acrescentar no nosso próprio plano. O enriquecimento que estou levando de tudo que vi hoje é incomensurável”, ressaltou José Lagreca.

Plano – O Plano será coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e desenvolvido em todo estado em parceria com as Secretarias de Estado e municipais de diversas pastas e é centrado em cinco eixos. “O Plano consta de cinco eixos que vão trabalhar o controle vetorial como principal peça na prevenção das doenças, a vigilância epidemiológica, a parte da assistência ao paciente, mobilização, gestão e comunicação. No outro ponto, que é a iniciação científica, faremos um trabalho de apoio com a população junto às universidades e instituições de ensino superior da Paraíba, para que sejam desenvolvidas e estimuladas a pesquisa nessa área. É importante lembrar que a população precisa se envolver na eliminação dos criadouros. O mosquito Aedes aegypti pode matar, e por isso ele não pode nascer”, explicou a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Renata Nóbrega.

Eixos – Os eixos do Plano de Combate ao Aedes aegypti  são:

1º eixo – Controle Vetorial: Considerada a principal ação para prevenir os registros das doenças transmitidas pelo mosquito, com diversas ações de vigilância, entre elas, o fumacê e a qualificação de agentes comunitários de endemias (ACE), além da participação do Exército Brasileiro, que foi acionado para reforçar o contingente operacional nas ações de combate ao Aedes aegypti;

2º eixo – Assistência ao paciente com suspeita de dengue, chikungunya, zika vírus e dos outros agravos associados (Síndrome de Guillain Barré, microcefalia): Serão promovidas qualificações dos profissionais de saúde de todas as quatro macrorregiões do estado.

3º eixo – Vigilância Epidemiológica: Prevê o monitoramento das investigações dos casos suspeitos de microcefalia e síndrome de Guillain Barré e das notificações de dengue, chikungunya e zika vírus. O Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) auxiliará nos diagnósticos.

4º eixo – Gestão: Responsável pelas promoções de campanhas publicitárias e de reuniões com os secretários municipais em parceria com o Ministério Público e também do comitê da dengue; comunicação e mobilização social.

5º eixo – Pesquisa: Em parceria com instituições de ensino e pesquisa com o incentivo a pesquisas científicas relacionadas às doenças transmitidas pelo Aedes e possíveis associações,  como a Microcefalia e Síndrome de Guillain Barré.

 

Justiça condena ex-senador do PSDB a 20 anos de prisão

Eduardo Azeredo é condenado por desvio de dinheiro público durante a campanha eleitoral a governo de Minas Gerais de 1998Arquivo Agência Brasil
Eduardo Azeredo é condenado por desvio de dinheiro público durante a campanha eleitoral a governo de Minas Gerais de 1998Arquivo Agência Brasil
Eduardo Azeredo é condenado por desvio de dinheiro público durante a campanha eleitoral a governo de Minas Gerais de 1998 (Foto: Arquivo Agência Brasil)

A Justiça condenou o ex-senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, a 20 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A sentença foi dada em primeira instância, nesta quarta-feira (16), pela juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage. 

Azeredo foi condenado por crimes cometidos durante a campanha eleitoral pela sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Eduardo Azeredo respondeu pelos crimes de peculato, ou seja, desvio de bens praticados contra a administração pública por servidor público, e de lavagem de dinheiro. O ex-senador também foi condenado ao pagamento de 1.904 dias-multa, cujo valor foi fixado em um salário mínimo vigente em 1998.

Pela sentença, a prisão será inicialmente em regime fechado. Ele ainda poderá recorrer da decisão. O processo contra Azeredo estava sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) até março do ano passado, quando a Corte decidiu que a Ação Penal 536, conhecida como o processo do mensalão mineiro, seria julgada pela Justiça de Minas Gerais.

Eduardo Azeredo renunciou ao mandato parlamentar em fevereiro do ano passado, após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar as alegações finais no processo, última fase antes do julgamento, pedindo a condenação do ex-deputado a 22 anos de prisão.

Nas alegações finais, o procurador-geral disse que Azeredo atuou como “um maestro” no esquema, desviando recursos públicos em benefício próprio para financiar a campanha política. Janot ressaltou que a prática dos crimes só foi possível por meio de um esquema criminoso montado pelo publicitário Marcos Valério, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

No documento enviado ao STF, Janot detalha como funcionava o esquema de desvios. Segundo ele, o então governador Eduardo Azeredo autorizava três empresas estatais – as companhias de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Mineradora de Minas Gerais (Camig) e o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) – a liberar o pagamento de patrocínios de R$ 3,5 milhões, em valores da época, para três eventos esportivos de motocross. A partir daí, o dinheiro passava pela agência de publicidade de Valério, por contas de empréstimos fraudulentos feitos no Banco Rural, e chegava à campanha do candidato.

Da Redação, com Agência Brasil

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