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Julgamento da ‘Aije da PM’ é adiado por pedido de vista no TRE

Um pedido de vista do juiz federal Emiliano Zapata adiou o julgamento, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE)), da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) interposta pela coligação ‘A vontade povo’ que acusava o governador Ricardo Coutinho (PSB) de abuso de poder político por conceder, supostamente, benefícios e vantagens pecuniárias a policiais civis, militares e bombeiros; promover indiscriminadamente 585 policiais civis às vésperas da eleição, empregar o aparato policial em prol do projeto de reeleição e usar a polícia para tentar invadir o comitê de campanha do adversário, Cássio Cunha Lima (PSDB), na véspera da eleição com o objetivo de causar embaraço político junto à opinião pública.

O procurador do Ministério Público Eleitoral (MPE),  João Bernardo da Silva, opinou pela improcedência da ação.

‘Eu verifiquei que o programa de promoções foi estabelecido em lei e em todos os seus aspectos, não identifiquei ilegalidade. Em questão administrativa e eleitoral, esse prêmio faz parte de uma política de segurança pública instituída não só na Paraíba, mas em todos os estados, uma prática comum e louvável”, declarou o procurador.

O relator da ação, juiz Tércio Chaves de Moura, seguiu o entendimento do MPE e votou pela rejeição do processo por não vislumbrar cunho social e político nas premiações e promoções instituídas pelo governo do estado.

“O prêmio instituído para policiais militares deve ser considerado como uma ação de política de segurança pública e não um benefício social e  com natureza eleitoral. Ainda que fosse considerado como benefício social, tem que se observar o critério a ser preenchido pelos policiais”, disse.

Sobre a acusação de invasão ao escritório da coligação ‘A vontade do povo’, o relator considerou o fato “ilógico e desproporcional para cassar um mandato”.

Da Redação, com Blog do Gordinho

Tenente da Polícia Militar morre após ser baleado em João Pessoa

Tenente Ulisses, do 5º BPM, morto após atentado a tiros
Tenente Ulisses, do 5º BPM, morto após atentado a tiros
Tenente Ulisses, do 5º BPM, morto após atentado a tiros

Um tenente da Polícia Militar, de 33 anos, morreu após ser baleado nas costas no inicio da noite desta quinta-feira (4) em Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa. De acordo com informações  da Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado (Seds), o militar foi baleado nas costas e não resistiu.

O militar foi socorrido e levado para o Complexo Hospitalar Governador Tarcísio Burity, conhecido como Ortotrauma de Mangabeira, mas não resistiu e morreu. De acordo com o coronel Senna, comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, o tenente vítima dos disparos de arma de fogo, estava em uma averiguação em um conjunto habitacional, no Bairro de Mangabeira VIII.

Segundo o militar, o alvo das investigações seria um rapaz, filho de outro policial militar, que estava sendo investigado por porte ilegal de armas. Durante a averiguação, houve uma troca de tiros e o tenente foi baleado.

O policial militar pai do jovem que estava sendo investigado foi detido e levado para a Central de Polícia Civil de João Pessoa, onde será ouvido pelo delegado plantonista. O corpo do policial assassinado foi levado para a Gerência Execitiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) de João Pessoa, e ainda nesta quinta deve ser liberado.

A reportagem ainda procurou a assessoria de imprensa da Polícia Militar para obter mais informações sobre o caso e saber se mais algum suspeito foi preso, mas até as 20h50 (horário local) a assessoria, que estava com familiares das vítimas preferiu não dar informações sobre o fato.

Por Felícia Arbex

TSE dá sete dias para Dilma se defender de cassação de mandato

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) notificou hoje (4) a presidenta Dilma Rousseff sobre a decisão, de outubro do ano passado, que reabriu ação de investigação eleitoral em que o PSDB pleiteia a cassação de seu mandato e do vice-presidente Michel Temer.

De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, a presidenta foi notificada por meio de sua assessoria jurídica. Na última terça-feira, o tribunal intimou Temer, que assinou pessoalmente o documento com a citação.

Com a intimação, os advogados da coligação de Dilma e Temer terão sete dias para apresentar defesa ao tribunal.

Em fevereiro do ano passado, a ministra Maria Thereza de Assis Moura arquivou o processo, por entender que não havia provas suficientes para o prosseguimento da ação. No entanto, o TSE seguiu voto divergente do ministro Gilmar Mendes e aceitou recurso protocolado pela Coligação Muda Brasil, do candidato derrotado à Presidência da República Aécio Neves, do PSDB.

A partido alegou que há irregularidades fiscais na campanha relacionadas a doações de empresas investigadas na Operação Lava Jato. No processo, o PT sustenta que o partido recebeu doações segundo os parâmetros legais e declaradas à Justiça Eleitoral.

As contas eleitorais da presidenta e de Temer foram aprovadas por unanimidade pelo plenário do TSE, em dezembro de 2014.

Da Redação, com Agência Brasil

Justiça Federal rejeita denúncia contra Neymar e dirigentes do Barcelona

Foto: LANCE!
Foto: LANCE!
Foto: LANCE!

O juiz federal Mateus Castelo Branco Firmino da Silva rejeitou ontem (4) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o jogador Neymar da Silva Santos Júnior, seu pai, Neymar da Silva Santos, e dirigentes ligados ao Futebol Clube Barcelona, Josep Maria Bartolomeu Floreta e Alexandre Rosell Feliu. As acusações incluem sonegação de impostos e falsidade ideológica.

De acordo com a decisão, há ainda um processo administrativo em curso para apurar o pagamento de impostos, o que deve suspender uma ação penal por crime contra a ordem tributária enquanto não houver decisão de tal processo. “Pendente processo administrativo, descabe adentrar o campo penal quer considerada a ação propriamente dita, quer inquérito policial”, acrescentou o juiz.

O juiz manteve o segredo de justiça, sob a alegação de que “há nos autos em apenso informações fiscais que devem permanecer em sigilo, com a finalidade de proteger a privacidade dos investigados”.

No último dia 27, a denúncia por sonegação de tributos e falsidade ideológica foi protocolada pelo MPF na Justiça Federal contra o jogador, seu pai e dirigentes. Segundo o MPF, eles forjaram uma série de documentos entre 2006 e 2013 com o objetivo de suprimir impostos devidos à Receita Federal do Brasil.

A denúncia envolve fraudes praticadas em contratos relacionados ao uso do direito de imagem de Neymar Jr. enquanto ele estava no Santos Futebol Clube, a partir de 2006, e durante o processo de sua transferência ao Barcelona, cujas negociações tiveram início em 2011.

O MPF informou que investiga na Receita Federal os denunciados e suas empresas há cerca de dois anos. Nesse período, foram reunidas mais de cinco mil folhas de documentos e colhidos os depoimentos de diversas testemunhas.

Conforme o Ministério Público, esse material embasa a denúncia, juntamente com as informações obtidas por meio da cooperação internacional entre o MPF e a Justiça espanhola.

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo informou, em nota, que ainda não foi comunicado oficialmente da decisão da Justiça Federal que não recebeu a denúncia contra o atleta Neymar, seu pai e dois dirigentes esportivos. “Assim que for notificado, o MPF irá recorrer da decisão”, diz a nota.

O órgão disse também que, segundo informações do site da Justiça Federal, a sentença não absolveu os acusados, mas apenas afirmou que deve ser aguardado o término do procedimento administrativo que tramita atualmente na Receita Federal. O MPF alegou não ser necessário “aguardar o término do procedimento fiscal, uma vez que, segundo decisões do STF e do STJ, nos casos em que o esquema envolver empresas de fachada visando a prática de sonegação fiscal, a ação penal poderá ser movida antes do fim da atuação da Receita”.

Por Camila Boehm

PF inclui Lula em apuração sobre suposta compra de medidas provisórias

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O delegado da Polícia Federal, Marlon Cajado dos Santos, informou, em ofício ao juiz federal Vallisney Oliveira, que um inquérito no âmbito da Operação Zelotes investiga suposta participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de quatro ex-ministros na compra de medidas provisórias.

Segundo o delegado, é preciso apurar se outros agentes públicos, entre eles Lula e os ex-ministros Gilberto Carvalho, Erenice Guerra, Nelson Machado e Miguel Jorge, foram corrompidos por organização criminosa ou se este grupo estaria vitimando essas pessoas.

A Polícia Federal investiga uma suposta organização que seria formada por dois servidores públicos: um do Senado Federal e uma assessora especial da Casa Civil. Esses servidores são investigados pelos crimes de associação criminosa, extorsão, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Em nota, o Instituto Lula disse que nada justifica a conduta do delegado ao afirmar que o ex-presidente Lula seria investigado nesse inquérito. O Instituto diz que o ex-presidente foi ouvido no dia 6 de janeiro na condição de informante, sem a possibilidade de fazer uso das garantias constitucionais próprias dos investigados. E a nota termina dizendo que não há nenhum elemento que justifique a mudança do tratamento.

Nesta quinta-feira, em depoimento como testemunha na ação penal da Zelotes, o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que nunca conversou com o empresário Mauro Marcondes, investigado na operação, sobre medidas provisórias que beneficiaram o setor automotivo.

E negou conhecer algum político que tenha se beneficiado com a suposta compra das medidas.

Após prestar depoimento como testemunha no dia 25 de janeiro na Zelotes, o ex-ministro Gilberto Carvalho disse que a acusação de que houve compra e venda de medidas provisórias nos governos de Lula e da presidenta Dilma Rousseff é absurda.

A reportagem não conseguiu localizar os ex-ministros Nelson Machado e Erenice Guerra para comentar o caso.

Por Leandro Martins

Aécio diz que é alvo de “declarações criminosas” de delator da Lava Jato

Neves anunciou que vai interpelar judicialmente o delator Fernando Moura / Foto: Divulgação/PSDB
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) Foto: Divulgação/PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ontem (4), por meio de nota, que vai interpelar judicialmente o empresário Fernando Moura Hourneaux, investigado na Operação Lava Jato, sobre a citação de seu nome no depoimento prestado na quarta-feira (3) ao juiz federal Sérgio Moro. O parlamentar disse que está indignado com “reiteradas tentativas” de envolver seu partido nas investigações da operação.

Na nota, Aécio Neves acrescentou que é alvo de “declarações criminosas”, feitas por “réus confessos”, que fazem acusações sem provas. O senador disse ainda que vai interpelar Dimas Toledo para que ele, mesmo já tendo desmentido os fatos, se manifeste mais uma vez.

“É preciso que se investigue a fundo para que sejam reveladas as verdadeiras motivações das falsas acusações. A tentativa de afundar todos no mar de lama no qual hoje estão atolados os principais dirigentes do PT é parte de uma estratégia que busca unicamente diminuir aos olhos dos brasileiros a enorme dimensão dos graves crimes cometidos pelo partido e seus aliados”, declarou Aécio.

No depoimento, Moura, que é um dos delatores da Lava Jato, informou que ouviu de terceiros que Aécio Neves foi responsável pela indicação do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo. De acordo com Moura, Dimas afirmou que a divisão de propina na estatal era de “um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio”. Segundo ele, “um terço São Paulo” significava grupo político de Dirceu  e “um terço nacional” o PT nacional.

Fernando Moura

O empresário prestou depoimento ontem na ação penal que responde, junto com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e 14 investigados,  pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

No depoimento, o delator afirmou que recebeu propina por ter ajudado na indicação do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Ele também reafirmou que Dirceu deu a palavra final sobre a indicação de Duque para o cargo.

José Dirceu

Na semana passada, o ex-ministro José Dirceu prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro e negou que tenha indicado Renato Duque para a diretoria da Petrobras.

Dirceu destacou que teve seu nome usado na Petrobras e que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome. O PT sustenta que todas as doações recebidas pelo partido foram feitas por meios legais e declaradas oficialmente.

Por André Richter

Brasil doa US$ 1,3 milhão para ajuda humanitária a sírios

O governo brasileiro anunciou a doação de US$ 1,3 milhão para ações de assistência aos atingidos pelo conflito na Síria. O dinheiro será enviado por meio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). O anúncio foi feito ontem (4) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma conferência internacional em Londres para discutir a ajuda humanitária à Síria.

Na mesma reunião, a Alemanha anunciou o repasse de US$ 2,5 bilhões para a causa; o Reino Unido, US$ 1,75 bilhão; e os Estados Unidos, US$ 890 milhões. Ao todo, os líderes mundiais anunciaram ajuda de US$ 11 bilhões para a Síria até 2020.

Além da doação financeira, o Brasil pretende colaborar com 4,5 mil toneladas de arroz, o equivalente a US$ 1,85 milhão. A logística dessa doação ainda está em estudo e depende de um país-parceiro que auxilie o transporte.

De acordo com o Itamaraty, o dinheiro da doação provém de órgãos brasileiros como a Secretaria Nacional de Justiça e a Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores. Já o arroz será fornecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura.

A Conferência Internacional de Apoio à Síria e Região foi organizada pela Alemanha, Noruega e Kuwait, além do Reino Unido, e teve o apoio da Organização das Nações Unidas. O principal objetivo do evento é angariar recursos emergenciais para a população síria que mora no país e os refugiados que estão acolhidos na região.

Durante discurso em que anunciou o valor da doação brasileira, Vieira ressaltou a necessidade de uma solução política e não militar para a crise síria. Segundo o ministro, é preciso lutar contra o terrorismo, aliviar os sofrimentos da guerra, manter a Síria unida e reconstruí-la como nação.

O chanceler brasileiro destacou que não basta apenas auxiliar os que sofrem com o conflito, mas é preciso conceder abrigo aos refugiados. Vieira também citou as políticas humanitárias do Brasil que já permitiram o acolhimento de mais de dois mil sírios desde 2013. 

Por Paulo Victor Chagas

China autoriza exportações de 17 frigoríficos brasileiros

Foto: Diego Giudice / Bloomberg

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou ontem (4) que a China autorizou 17 frigoríficos brasileiros a exportar para o país asiático. Desse total, cinco são de carne bovina, oito de aves e quatro de suínas. As empresas estão distribuídas em cinco estados.

Em São Paulo estão três frigoríficos de bovinos e um de aves; em Minas Gerais, dois de bovinos e dois de aves, no Rio Grande do Sul dois de aves e dois de suínos, no Paraná, três de aves e em Santa Catarina dois de suínos.

Segundo o ministério, com as novas habilitações, haverá um aumento de US$ 340 milhões nos embarques de carnes para o mercado chinês. O órgão informou ainda que o início efetivo das vendas depende agora de negociação entre os frigoríficos e os importadores chineses.

As exportações de carne bovina do Brasil para a China foram retomadas no ano passado, com a suspensão, em maio, de um embargo do país asiático ao Brasil que durava desde 2012.

Em novembro de 2015, em missão à China, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o ministro da Administração-Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (Aqsiq) daquele país, Zhi Shueing, concordaram em estabelecer um cronograma de trabalho para análise de estabelecimentos brasileiros que aguardavam autorização para exportar.

Com a habilitação dessas 17 plantas, o Brasil passa a ter 65 frigoríficos autorizados a exportar carne para a China. Desses, 38 são de aves, 16 de bovinos e 11 de suínos. Em 2015, o Brasil exportou à China um total de US$ 1,1 bilhão em carnes, dos quais US$ 477 milhões em carne bovina, US$ 608 milhões em carne de frango e US$ 10 milhões em carne suína.

Da Redação, com Agência Brasil

Grupo defende direito ao aborto em casos de microcefalia; CNBB é contra

Foto: Agência Brasil

A intensa circulação do vírus Zika no Brasil e a possível associação da infecção em gestantes com casos de microcefalia em bebês reacende no país o debate sobre o aborto. Um grupo composto por advogados, acadêmicos e ativistas prepara uma ação, a ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), que cobra o direito de interromper a gravidez em casos em que a síndrome for diagnosticada nos bebês.

Em entrevista à Agência Brasil, a antropóloga e pesquisadora Debora Diniz, que está à frente do trabalho, explicou que a ação deve ser encaminhada à Suprema Corte em, no máximo, dois meses. O mesmo grupo impetrou ação similar, em 2004, para pedir ao STF o direito ao aborto em casos de bebês com anencefalia. O pedido foi acatado pelos ministros em 2012.

“A atual epidemia do vírus Zika exige do Estado brasileiro a implementação de um conjunto amplo de políticas para a proteção de direitos que não se restringem ao direito à interrupção da gravidez”, disse Debora, ao defender políticas amplas de planejamento reprodutivo, incluindo o acesso à testagem de infecção pelo vírus a todas as gestantes.

Em situações onde há resultado positivo para microcefalia, é preciso que haja, segundo ela, o encaminhamento para um pré-natal de alto risco, caso a mulher queira prosseguir com a gravidez, ou o direito ao aborto legal, caso a mulher prefira interromper a gestação.

Para Debora, a autorização para o aborto, nessa situação, precisa ser garantida a partir da confirmação da infecção, como um direito da mulher face a uma grave epidemia não controlada pelo Estado brasileiro.

A professora da Universidade de Brasília (UnB) destacou ainda que políticas voltadas para crianças afetadas por síndromes neurológicas decorrentes da infecção por Zika, como a própria microcefalia, não podem ficar em segundo plano. A ação que está sendo elaborada, segundo ela, também pedirá a implementação de políticas sociais com foco na limitação desses bebês e que garantam assistência integral às mães e famílias.

De acordo com a pesquisadora, o aumento de casos de suspeita de síndrome fetal ligados ao vírus Zika e a recente classificação de emergência global em saúde pública, feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçam a necessidade de articulação imediata de políticas de cuidado e atenção à saúde de mulheres e crianças afetadas pelo problema.

“Para uma mulher hoje no Brasil, saber-se grávida e infectada pelo vírus é uma situação de grande sofrimento e desproteção. Independentemente da consequência efetiva que a infecção possa ter no feto, ser obrigada a enfrentar uma gravidez de riscos graves e não totalmente conhecidos, causados pela negligência estatal em controlar uma epidemia, já é uma violação aos direitos das mulheres.”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) considera que a extrema gravidade da situação vivida por gestantes em todo o país não justifica uma defesa do aborto para casos de microcefalia. Para a entidade, a defesa da interrupção da gestação representa total desrespeito ao dom da vida e às pessoas com algum tipo de limitação.

“Lamentamos muito que alguns julguem que a solução para esses casos seja o aborto de bebês com microcefalia”, disse o presidente da entidade, dom Sérgio da Rocha.

O religioso destacou que quadros de microcefalia já existiam antes da epidemia de Zika no Brasil, mas só agora passaram a receber mais atenção por parte das autoridades sanitárias e da comunidade como um todo.

“A microcefalia não pode ser reduzida apenas à questão do vírus Zika. Essa ligação nem está ainda tão clara”, enfatizou.

Para o representante da Igreja Católica, é preciso reforçar no país a assistência a pessoas acometidas pelo vírus, sobretudo gestantes, e também a bebês diagnosticados com malformações congênitas, como a microcefalia.

Dom Sérgio defendeu a implementação de políticas que apontem para um sistema de saúde pública universal e de qualidade. “Essa deveria ser a nossa resposta. E não a resposta que alguns têm buscado”, disse em referência aos grupos que pedem a interrupção da gravidez em casos de microcefalia.

“Dizer que uma criança que está sendo gestada com microcefalia deve ser abortada é o mesmo que dizer que uma criança com algum tipo de limitação não tem direito à vida”, destacou.

Paula Laboissière

Luana Piovani será primeira capa da nova ‘Playboy’

Foto: Divulgação Playboy
Foto: Divulgação Playboy

Após muitas especulações, Luana Piovani foi oficialmente apresentada como a primeira capa da nova “Playboy” Brasil em evento no Teatro Eva Herz, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira, 4.

Luana chegou ao local por volta das 15h30 usando orelhas de coelhinha – com as quais já havia posado no aeroporto a caminho da cidade – e anunciou logo na escada: “Sou eu!”. A atriz também elogiou a escolha do local: “Amei que marcaram num teatro, não podia ser melhor”.

Animada, Luana conversou com a imprensa na entrada do teatro e falou sobre a proposta do trabalho. “Estou muito feliz, eufórica. Graças a Deus na minha vida profissional faço só o que gosto e porque quero. Sempre tive opção firme de trabalhar com o que me dá prazer. Se não tiver prazer, eu como artista não consigo criar. Estou aqui porque estou feliz”.

Luana explicou ainda por que decidiu, desta vez, aceitar o convite da revista, que já a havia convidado anteriormente. “Aceitei porque mudou o conceito. Não sou obrigada a colocar dedinho na boca para fazer punheteiro gozar”, disparou ela, sem papas na língua, como sempre.

“A mudança de conceito trouxe uma nova cara para a Playboy e foi aí que me encantei. Hoje a revista convida as mulheres para fazerem o ensaio e elas fazem da forma que querem e mostram o que querem. E é para isso que estamos lutando. Porque o corpo é nosso e fazemos com ele o queremos”, afirmou Luana.

A atriz, que já fez quatro outros ensaios sensuais, diz que agora quer fazer diferente:
“Quem quiser posar nua, posa. Eu, por exemplo, quero. Mas cada uma que for convidada vai mostrar o que quiser. É uma revista para maiores de 18 anos, e sabemos que é isso que o leitor quer. Mas agora nada é obrigatório. Agora tem um viés mais poético e de arte, é uma coisa sensual, despida. Você escolhe um fotógrafo, faz um ensaio lindo e você decide o que quer mostrar. E é exatamente isso que me dá tesão de fazer Playboy agora.”

Com um vestido preto justo, que deixava suas pernas à mostra, Luana falou ainda sobre sensualidade. “Sensualidade tem a ver com naturalidade. Você consegue se produzir para ser sexy, mas sensualidade não. Você não fica sensual, você nasce”.

A atriz também confirmou que não recebeu cachê pelo ensaio, que será publicado em abril. “Não teve remuneração  Quando você paga, tem aquela coisa de ‘to pagando’. Tem cobrança, isso não é legal. Ninguém me obriga a nada”, afirmou.

Com ou sem Photoshop?
A atriz admite que não vai partir para um ensaio 100% sem retoques, mas garante que serão poucos. “Não tenho nada conta Photoshop. Sou contra o excesso de Photoshop. Assim como sou contra o excesso de plásticas, contra o artificial. Uso Photoshop em casa, mas em coisa muito pequena. Quero fazer a nova “Playboy para mostrar para todo mundo que a mulher bonita é bonita com o peito que ela tem, com o corpo que ela tem”, afirmou ela, que completa 40 anos em agosto e é mãe de três filhos – Dom, de quase 4 anos, e os gêmeos Bem e Liz, de cinco meses.

Sobre as mudanças em seu corpo em relação aos 20 anos, ela brincou: “É outro corpo. Não tinha a cicatriz, meu peito era irretocável. Hoje vou apresentar meus seios pós-mamada de gêmeos. Não tenho medo de críticas. Hoje sou uma ferrari batida”.

Terá nudez total?
“Acho que sim . Não cheguei aqui para fazer o mesmo que já fiz em outros quatro ensaios . Mas não teremos bifes”, brincou ela. “Não temos a obrigação de mostrar nada. Tem que estar despida e fazer um belo ensaio. Você dá o que você quiser. É essa liberdade é que me deu vontade de fazer o ensaio”, completou Luana, que vai participar de toda a concepção, escolha de fotografo e até a música que tocará no estúdio durante o ensaio.

Se preocupa em os filhos verem o ensaio no futuro?
“Super pensei nisso no passado. Mas nada como a maturidade. Meu corpo é meu instrumento de trabalho. Hoje encaro o corpo de uma forma diferente. É justamente porque não terá essa conotação para pubheteiro é que fica bacana. Não tenho vergonha do que faço. E não acho que quando eles crescerem vão se envergonhar. Vou criar dois grandes homens, respeitosos, nada machistas. E quero que minha filha fique sem a parte de cima do biquíni por muito tempo”, afirmou a atriz, que também falou da relação com o marido, Pedro Scooby, com o ensaio sensual. “Já fiz outros ensaios casada com ele. Ele me ama, adora me ver bonita e não tem problema em saber que outras pessoas me desejam. Ele sabe que minha escolha é ele. E ele está superfeliz”, disse ela, sobre as fotos que serão feitas no final deste mês aqui no Brasil mesmo . “Tenho três filhos . Preciso todo dia voltar para casa”, explicou.”

Da Redação, com Ego

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