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terça-feira, 13 outubro 2026
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Brasileiros passam a frequentar mais cinemas e teatros, diz pesquisa

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Pesquisa nacional feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), em parceria com o Instituto Ipsos, revela o crescimento de hábitos culturais nos brasileiros nos últimos oito anos. Foram ouvidos 1.200 consumidores em 72 municípios de todo o país entre os dias 2 e 14 de dezembro do ano passado.

O número de pessoas que disseram ter ido ao cinema e ao teatro cresceu 100%, passando de 17%, em 2007, para 35%, em 2015, e de 6% para 12%, na mesma comparação, mostra a pesquisa.

“Para surpresa nossa, uma boa notícia é que mais brasileiros estão indo, principalmente, ao cinema e ao teatro, ao contrário do que se imaginava com o avanço da internet, em que havia uma preocupação de o brasileiro diminuir sua ida a esses dois programas culturais, em função de estar mais conectado à internet, vendo filmes ou peças de teatro pelo celular ou computador. A gente não percebe isso na comparação mais dilatada, em oito anos, na medida em que dobraram os percentuais dos brasileiros que foram ao cinema ou ao teatro”, disse hoje (26) à Agência Brasil o gerente de Economia da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

Percentuais ainda são tímidos

Travassos ressaltou que os percentuais ainda são tímidos, em especial no caso de teatro, embora tenham mostrado avanço significativo. Travassos disse que as mídias sociais contribuíram para disseminar os conteúdos e dar visibilidade a artistas, “e isso colabora”. O gerente observou o crescimento do mercado promocional e de campanhas, feitas por meio de parcerias entre empresas de diferentes ramos, como bancos e cinemas ou academias e teatros. Segundo ele, elas vão ao encontro de uma necessidade de oferecer cada vez mais cultura à população.

Dos sete programas culturais pesquisados, só o item “visita à exposição de arte” permaneceu estável em 2015 em relação a 2007, com 8%. No caso da leitura, o percentual aumentou de 31%, em 2007, para 36%, em 2015. “De 2007 para 2015, houve um avanço na escolaridade, que foi sentido na economia como um todo”. Além dos lançamentos editoriais de sucessos ocorridos no período, e de feiras literárias, o mercado de trabalho mostrou aquecimento, e isso incentivou a adesão à leitura, afirmou Travassos.

Em oito anos, o percentual de brasileiros que afirmou ter feito pelo menos um programa cultural subiu 10 pontos percentuais, de 43% para 53%. Em contrapartida, 47% dos entrevistados relataram não fazer nenhum programa de lazer cultural. Christian Travassos indicou que há ainda um grande caminho a percorrer para elevar os hábitos culturais dos brasileiros. “É um mercado a ser aproveitado ainda do ponto de vista tanto das empresas quanto do poder público”.

A falta de hábito foi a razão mais citada para o não consumo de bens culturais, “porque muitas dessas atividades, como museu, show de música, ler um livro, não têm custo”, disse o economista. O custo não é colocado como principal fator impeditivo. A parcela dos que dizem não ter hábito cultural varia entre 63% e 88%. “É menor no caso de teatro e alcança 88% no caso dos que não leram um livro, na base da população como um todo”.

Entre os 47% que não fizeram nenhuma atividade cultural listada na pesquisa, o momento de lazer mais citado foi ver televisão, para 77% dos consultados, seguido da ida à igreja, com 24%.

Por Alana Gandra

Ligações de telefones fixos para celulares estão mais baratas

Começou a valer ontem (26) a redução das tarifas para ligações locais e interurbanas feitas de telefone fixo para móvel. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as tarifas das chamadas fixo-móvel local ficaram entre 14,95% a 22,35% mais baratas, dependendo da operadora de origem da chamada.

Também foram unificadas as tarifas das chamadas fixo-móvel local. Assim, o usuário de telefone fixo pagará o mesmo valor para uma chamada local, independente da operadora móvel de destino. Por exemplo, o valor a ser pago por um usuário ao realizar uma chamada local fixo-móvel em São Paulo variava entre R$ 0,26 e R$ 0,46 e agora será de R$ 0,24. No Rio de Janeiro, variava entre R$ 0,27 e R$ 0,45, e agora será de R$ 0,23.

Nas chamadas de fixo para móvel, em que os DDDs dos telefones de origem e de destino da ligação têm o primeiro dígito igual (exemplo: DDDs 61 e 62), haverá reduções entre 9,15% e 14,04%, a depender da operadora de origem da chamada. Antes da revisão tarifária, um cliente do plano básico da Brasil Telecom (DF) pagava R$ 0,77 para fazer uma chamada de DDD 61 para DDD 62. Agora, este mesmo usuário pagará R$ 0,69 para este tipo de chamada.

Nas ligações em que os primeiros dígitos dos DDDs do telefone fixo e do telefone móvel são diferentes (como DDDs 31 e 41), a redução será entre 7,73% a 11,80%, a depender da operadora de origem da chamada. Antes desta revisão, um cliente do plano básico da Telemar Norte Leste, em Minas Gerais, pagava R$ 0,87 para originar uma chamada. Agora este mesmo usuário pagará R$ 0,77 para este tipo de chamada.

A redução é consequência do Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, e abrange chamadas da telefonia fixa para celular, sejam ligações locais ou de longa distância, originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa – Oi (Telemar e Brasil Telecom), Telefônica, CTBC/Algar, Claro/Embratel e Sercomtel – e destinadas às operadoras móveis.

Por Sabrina Craide

Ministério da Justiça determina apuração de denúncia de jornalista contra FHC

Ex-presidente admitiu que tem contas no exterior
Ex-presidente admitiu que tem contas no exterior

O Ministério da Justiça determinou ontem (26) que a Polícia Federal abra inquérito para investigar a denúncia de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) usou a empresa Brasif S.A Exportação para pagar pensão no exterior a um filho da jornalista Mirian Dutra Schimidt, com quem o então senador teve um relacionamento extraconjugal entre as décadas de 1980 e 1990.

Em nota divulgada no início desta noite, o ministério informa que o inquérito tramitará em segredo de Justiça. Ao jornal Folha de S.Paulo, Mirian Dutra disse que assinou um contrato fictício de trabalho com a Brasif por meio do qual recebia recursos enviados pelo ex-presidente ao filho dela, Tomás Dutra.

No final da semana passada, a Brasif negou  que intermediasse a remessa de dinheiro de Fernando Henrique para a jornalista. A empresa, no entanto, confirmou ter contratado a jornalista, em 2002, mas negou participação do ex-presidente na contratação ou no depósito dos pagamentos.

O ex-presidente também nega que tenha usado a Brasif para enviar recursos para o exterior. Em nota, Fernando Henrique admitiu que mantém contas no exterior e que presenteou Tomás com um apartamento.

Por Ivan Richard

Trio é preso suspeitos de praticar arrastão na cidade de Curral de Cima, no Litoral Norte

Segundo PM, trio estava praticando assaltos em Curral de Cima e Itapororoca
Segundo PM, trio estava praticando assaltos em Curral de Cima e Itapororoca
Segundo PM, trio estava praticando assaltos em Curral de Cima e Itapororoca

A equipe de policiais da Força Tática (F.T-1), da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Mamanguape, conseguiu prender na noite desta sexta-feira (26), três homens suspeitos de praticarem um arrastão na cidade de Curral de Cima, no Litoral Norte paraibano.

De acordo com a Polícia Militar, Rodrigo Silva, 18, Valkleberson Almeida, 20, e Ricardo Silva, 26, das cidades de João Pessoa, Bayeux e Itapororoca, respectivamente, são suspeitos de realizarem assaltos naquela região e também de terem participado do arrastão que ocorreu noite da quinta-feira (25) na cidade de Curral de Cima.

Segundo informações da polícia, a (F.T) teria recebido uma solicitação para uma ocorrência de tentativa de roubo de uma moto no sítio cipoal, zona rural de Itapororoca. Quando a PM começou a fazer diligências pela área, os três suspeitos viram a viatura policial e tentaram fugir, mas, não tiveram êxito.

O trio foi encaminhados para a 7ª Delegacia Seccional de Polícia Civil de Mamanguape para as providências cabíveis.

Da redação, PBVale

 

Incentivos fiscais irão gerar 258 novos empregos em sete cidades da Paraíba

Sete cidades da Paraíba poderão ter mais 258 vagas de emprego após indústrias que estão nesses locais, ou que serão instaladas, receberem concessão de incentivos fiscais para projetos que somam investimentos na ordem de R$ 40 milhões.

A ideia ocorre por meio do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba (Fain) e alcança as empresas TWS (construção civil), Enele (móveis e estofados), Marmobel (mármore e granitos), HF (papel), Elizabeth (cimento), Unika (embalagens de alumínio) e Santo Expedito (laticínio), em João Pessoa, Cabedelo, Caaporã, Conde, Alhandra, Aparecida e Esperança.

A aprovação dos incentivos ocorre após a análise do projeto econômico e financeiro enviado pelos empresários ao Fain, que é administrado pela Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep). Na reunião do Conselho Deliberativo, cada integrante vota contra ou a favor da concessão do benefício, considerando fatores como a geração de emprego e importância do empreendimento para a região onde será instalado.

O Conselho Deliberativo do Fain é formado pelas seguintes entidades: Secretaria de Estado de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), Federação das Micro e Pequenas Empresas (Femipe), Secretaria de Estado da Receita, Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Secretaria de Estado de Infraestrutura, Ciência, Tecnologia e Recursos Hídricos, Banco do Nordeste, Centro das Indústrias do Estado da Paraíba (Ciep) e Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep).

Da redação

FGTS libera mais R$ 21,7 bilhões para habitação em 2016

Expectativa do governo é que decisão resulte em 140 mil novas habitações.
Expectativa do governo é que decisão resulte em 140 mil novas habitações.
Expectativa do governo é que decisão resulte em 140 mil novas habitações.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou hoje (26) a liberação de mais R$ 21,7 bilhões em recursos do FGTS para habitação em 2016. Com a ampliação, o orçamento do FGTS para este ano passa de R$ 83 bilhões para R$ 104,7 bilhões. O fundo financia obras de infraestrutura.

Os R$ 21,7 bilhões a mais serão distribuídos em duas linhas de investimento. Na primeira, R$ 11,7 bilhões serão para investimentos tradicionais na habitação, sendo R$ 8,2 bilhões para o FGTS Pró-Cotista. A segunda linha de investimento será de R$ 10 bilhões para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), de modo a estimular a construção civil no país.

“Esses recursos, todos eles voltados para habitação, representam mais empregos e a construção de, em média, 140 mil novas unidades habitacionais”, afirmou o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto. “Estamos ampliando nossos investimentos, dinamizando a economia, aumentando a produção de habitações e estimulando a geração de trabalho e emprego”, acrescentou.

De acordo com o secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS, Quênio Cerqueira, do total de R$ 21,7 bilhões anunciados hoje, pelo menos R$ 7,6 bilhões devem ser investidos em habitação popular.

Cerqueira esclareceu que o orçamento para linha pró-cotista foi ampliado devido ao crescimento da procura por esse financiamento, que é voltado mais para famílias de classe média que não se enquadram nos limites de financiamento da habitação popular e em programas como o Minha Casa, Minha Vida.

“No ano passado, o FGTS Pró-Costista teve suplementação e orçamento final de mais de R$ 6 bilhões. Os recursos para essa linha em 2016 chegarão ao limite de R$ 9,5 bilhões, o maior valor histórico porque nesses primeiros meses do ano foi observado que a procura estava maior que o orçamento vigente”, disse Cerqueira.

Desde o início deste ano, a Associação Brasileira de Mutuários Habitacionais (ABMH) vem recebendo reclamações de mutuários que tiveram o financiamento para o FGTS Pró-Cotista aprovado pela Caixa, mas não foram chamados para assinar o contrato.

Por Yara Aquino

Ex-secretário da Uefa, Gianni Infantino é eleito presidente da Fifa

Suíço em discurso antes da eleição (Foto: Getty Images)
Suíço em discurso antes da eleição (Foto: Getty Images)

O ítalo-suíço Gianni Infantino, 45 anos, foi eleito hoje (26) novo presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa). O ex-secretário-geral da Federação Europeia de Futebol recebeu 115 dos 207 votos computados.

Leia mais: Fifa inicia votação para eleger novo presidente

Infantino derrotou o xeque do Bahrein Salman bin Ebrahim Al Khalifa (88 votos), um dos favoritos, além do príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein (quatro votos) e do francês Jérôme Champagne (nenhum voto). O sul-africano Tokyo Sexwale desistiu da candidatura pouco antes do início do pleito.

Além disso, os nomes do francês Michel Platini e do liberiano Musa Hassan Bility foram retirados da lista. Platini desistiu das eleições, após ter sido acusado de corrupção e suspenso do futebol por 8 anos. Musa Hassan Bility foi impedido de participar das eleições na etapa de “controle de integridade”. A Fifa não divulgou a causa da exclusão.

A eleição de hoje definiu o sucessor de Joseph Blatter, que atuou como presidente da entidade desde 1998. Blatter renunciou depois que as autoridades de Justiça dos Estados Unidos e da Suíça deflagaram uma operação internacional contra a corrupção no futebol. A entidade foi obrigada a esclarecer denúncias de que seus principais dirigentes cobravam propina para negociar contratos de marketing, transmissão de jogos e a escolha dos países-sede da Copa do Mundo.

O congresso em Zurique reuniu 209 federações filiadas, das quais 207 estavam aptas a votar. As federações do Kuwait e da Indonésia estão suspensas.

Por Paula Laboissière

Ratinho desabafa sobre câncer e chora em programa

Apresentador abriu o jogo sobre sua família e se emocionou
Apresentador se emocionou ao falar da família

Ratinho se emocionou durante seu programa, ao vivo, exibido na última quarta-feira (24). Ao falar sobre o câncer, o apresentou relembrou a morte do próprio irmão, que a mãe não superou até hoje a perda.

O “ ” abordou um tema que vem gerando grande polêmica no mercado farmacêutico. O químico Marcos Vinicius de Almeida patenteou afosfoetanolamina sintética, conhecida como FOSFO, que vem sendo utilizado por pacientes com câncer. Todos as pessoas apresentaram melhora na condição de vida. O deputado e contratado da Record, Celso Russomanno, conversou de Brasília com Ratinho. O defensor dos direitos do consumidor no “Hoje em Dia” disse que o pai, de 86 anos, faz uso do medicamento e que o câncer no pulmão e nos ossos regrediu.

Russomanno ainda disse que a distribuição gratuita da pílula não é interessante para as grandes indústrias que almejam faturar cada vez mais. O apresentador da atração do SBT ainda pediu ajuda para o deputado em prol da causa e que iria pedir ajuda para o amigo José Luiz Datena, apresentador do “Brasil Urgente” da Band.

Após ver depoimento de uma criança pedindo pelo medicamento, Carlos Massa, o Ratinho, ficou indignado, chorou e mencionou o próprio irmão que faleceu vítima de câncer, confira:

Da Redação, com O Fuxico

Investigados na ‘Andaime’ teriam desviado quase R$ 200 mi, diz MPPB

Prisão da prefeita de Monte Horebe durante operação
Prisão da prefeita de Monte Horebe durante operação

O prejuízo causado causado pelo esquema criminoso desarticulado pela operação Andaime, que investiga desvios de recursos públicos, foi avaliado em quase R$ 200 milhões, de acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB). A informação foi divulgada em uma entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (26). Na ocasião, o órgão também apresentou denúncia contra 16 pessoas suspeitas de envolvimento nos crimes.

A operação Andaime investiga a prática de fraudes licitatórias e o desvio de dinheiro público por um grupo que utiliza empresas fantasmas para dar aparência de legalidade aos processos de contratação com os órgãos públicos, além do pagamento em obras de engenharia e coleta de resíduos sólidos.

As fraudes nas licitações das cidades no Sertão da Paraíba foram destaque de uma reportagem do Fantástico no dia 14 de fevereiro. Quatro dias depois da exibição da reportagem, a 3ª fase da operação foi deflagrada, com a prisão de seis pessoas, entre elas, a prefeita da cidade de Monte Horebe, Cláudia Dias (PSB). Os desvios na cidade de Monte Horebe foram citadas na reportagem.

Os detalhes da investigação foram apresentados pelo procurador-geral de Justiça, Bertrand Asfora, e pelos promotores Rafael Linhares e Manoel Cacimiro, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MPPB (Gaeco).

Eles informaram que o Ministério Público estadual solicitou à Justiça o sequestro de bens dos investigados, para a reparação do dano causado pelos crimes. Além das 16 pessoas denunciadas, o órgão responsabilizou quatro empresas pelas fraudes. Outras 26 estão sendo investigadas.

O promotor Manoel Cacimiro explicou quais serão os próximos passos da operação. “Essa fase da Andaime [3ª] vai seguir o processo criminal com oitiva de testemunhas, análise das provas documentais e julgamentos. As investigações vão continuar até esgotar os fatos”, explicou. Com a conclusão desta etapa, a quarta fase da operação deve ser deflagrada, atingindo pelo menos 80 cidades, segundo o promotor.

Os crimes que pesam indícios sobre os investigados são frustração de caráter competitivo de licitações, lavagem ou ocultação de ativos financeiros, falsidade ideológica e participação em organização criminosa.

Promotores apresentam detalhes da 3ª fase da operação
Promotores apresentam detalhes da 3ª fase da operação

Afastamentos e operação
No dia 21 de julho de 2015, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) determinou que a prefeita ficasse a 100 metros de prédios públicos no mesmo dia que foi realizada uma operação na prefeitura de Monte Horebe. A determinação ainda envolveu o secretário municipal de Administração, Erivaldo Jacó de Sousa.

Em outra determinação no mês de agosto, o TJ afastou Cláudia Dias do cargo de prefeita. O relator, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, alegou que a permanência da acusada no cargo de prefeita representaria risco à credibilidade do poder judiciário e ao patrimônio público municipal.

A primeira etapa da Andaime aconteceu no dia 26 de junho e cumpriu três mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária, quatro de condução coercitiva, 18 de busca e apreensão e 15 medidas de sequestro de bens. Durante a operação, também foram apreendidos dinheiro, armas, celulares e veículos.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal, foi desarticulada uma organização criminosa especializada em fraudar licitações em 16 prefeituras do Sertão.

Segundo os órgãos envolvidos na operação, o esquema era centrado em duas empresas fantasmas. A partir dessas duas empresas, se os suspeitos eram organizados em núcleos regionais nos municípios que realizavam as obras públicas supostamente em nome dessas empresas, mas que usavam notas fiscais frias para mascarar desvios de dinheiro público.

Já em dezembro de 2015, o MPF deflagrou a segunda fase da operação. Dois empresários foram presos e duas pessoas conduzidas coercitivamente para darem depoimentos. Eles são suspeitos de participação em fraudes que envolvem duas empresas fantasmas que venceram 177 licitações de obras na Paraíba, movimentando mais de R$ 18 milhões em recursos públicos.

Da Redação, com G1PB, via MPPB

Contas fecham janeiro com saldo positivo de R$ 27,9 bilhões

Agência Brasil / Arquivo
Agência Brasil / Arquivo

A União, os estados e os municípios iniciaram o ano com saldo positivo nas contas públicas de R$ 27,913 bilhões, após oito meses seguidos de défícit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Em janeiro de 2015, o superávit primário foi menor: R$ 21,063 bilhões.

Esse foi o maior superávit primário desde novembro de 2013 (R$ 29,745 bilhões). Em janeiro de 2013, o superávit primário ficou em R$ 30,251 bilhões. Os dados foram divulgados, hoje, pelo Banco Central (BC), em Brasília.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, explicou que em janeiro são comuns resultados mais “favoráveis”, devido ao aumento de receitas com o recolhimento do Imposto de Renda das empresas pelo governo federal e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) pelos governos regionais.

Em janeiro, o resultado também foi favorecido pela entrada nos cofres federais de parte dos recursos obtidos com a renovação das concessões de usinas hidrelétricas.

Em janeiro deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) acusou superávit primário de R$ 20,899 bilhões. Os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 6,401 bilhões, e os municipais, de R$ 1,576 bilhão. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram déficit primário de R$ 962 milhões em janeiro último. Os gastos com os juros – que incidem sobre a dívida – totalizaram R$ 56,218 bilhões em janeiro contra R$ 18,022 bilhões no mesmo mês de 2015.

Dívida líquida

O déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, somou R$ 28,305 bilhões no mês passado, ante o superávit de R$ 3,041 bilhões em janeiro de 2015. A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) foi de R$ 2,121 trilhões em janeiro, o que corresponde a 35,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, com redução de 0,4 ponto percentual em relação a dezembro.

Ainda segundo o Banco Central, a dívida bruta, que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais, chegou a R$ 3,992 trilhões ou 67% do PIB, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Maciel disse que a dívida pública deve continuar crescendo este ano, uma vez que o resultado primário definido para 2016 não é suficiente para estabilizar do endividamento. Entretanto, ele afirmou que estão sendo feito esforços pelo governo para que se obtenha resultados mais favoráveis. “Continuamos observando recuos das despesas. [Mas] as receitas recuam em ritmo maior do que as despesas. Isso se deve à retração da atividade econômica”, disse.

No último dia 19, o governo informou que, em vez de um superávit primário de R$ 30,5 bilhões (0,39% do PIB), o Orçamento de 2016 poderá encerrar o ano com déficit de R$ 60,2 bilhões (resultado negativo de 0,97% do PIB).

Por Kelly Oliveira

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