21.5 C
Mamanguape
domingo, 20 setembro 2026
Bayeux
Início Site Página 2553

Municípios da Paraíba perderam mais de R$12,63 milhões

Levantamento mostra que 22 municípios receberam recursos para Unidades Básicas de Saúde, mas perderam por não terem a contrapartida. Sem condições para arcar com a contrapartida de execução de obras para construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS), 22 prefeituras paraibanas estão devolvendo os recursos federais destinados à instalação dos equipamentos de saúde nos municípios. Estudo técnico realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revelou que, dos valores aprovados para as propostas de construção, ampliação e reforma de UBS destes municípios, que somam R$ 12,63 milhões,  foram  solicitados  aos  gestores municipais a devolução de R$ 2,41 milhões (19%).

O maior volume decorre de pareceres desfavoráveis relativos à segunda parcela dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento transferido para o ente municipal. Do total de R$ 8,40 milhões contratados, R$ 1,68 milhão deve ser devolvido pelas prefeituras, além de outros R$ 232,59 mil a serem devolvidos por não inserção da Ordem de Início de Serviço.

Há também recursos a serem devolvidos da ordem de R$ 500,41 mil ao Fundo de Saúde dos Municípios (FSM), de um total de R$ 2,46 milhões, solicitados pelos próprios gestores de 14 prefeituras paraibanas por terem desistido de continuar com a obra. Dentre elas, quase R$ 70 mil devolvidos pela prefeitura de João Pessoa para a reforma de uma UBS, três ampliações de UBS em Caaporã (R$ 1,04 milhão).

Um dos principais motivos apontados pela CNM é que os municípios têm tido suas competências sistematicamente ampliadas sem que os recursos financeiros e técnicos a eles destinados respondam à altura. Em outras palavras, as obrigações impostas pelo programa federal fazem com que a contrapartida municipal seja maior que a verba disponibilizada pela União, tendo em vista que, além do custo de executar a obra, os municípios ainda têm as despesas com o custeio operacional.

Segundo o CNM, mais de 35% dos municípios entrevistados justificaram que não deram andamento ou concluíram a obra em razão do recurso transferido pela União mostrar-se insuficiente. Ainda de acordo com informações repassadas à CNM por prefeituras de todo o país, o programa tem custado cerca de três vezes o valor do repasse realizado pela União. A manutenção de apenas uma equipe, composta por um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e agentes comunitários  de  saúde, custa, em média, R$ 32 mil, enquanto o repassado pelo governo federal não passa de R$ 10 mil. Apenas com UBS de porte I os municípios gastariam R$153,4 milhões no mês.

O estudo também constatou que 51,2% dos municípios que responderam à pesquisa mantêm os recursos inutilizados em conta específica. Os gestores alegam que a burocracia operacional tem atrapalhado.

Por Angélica Nunes 

Estudantes podem aderir à lista de espera do ProUni

Os estudantes que não foram pré-selecionados para as bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) podem aderir à lista de espera a partir de hoje (26). A lista será usada pelas instituições de ensino para ocupar as bolsas que não foram preenchidas nas etapas anteriores. O prazo para participar da lista vai até segunda-feira (29).

Para aderir, basta acessar o site do ProUni e confirmar. Os estudantes serão convocados pelas instituições de acordo com a nota que tiraram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015.

A relação dos candidatos participantes da lista de espera será divulgada no dia 3 de março. Todos os estudantes incluídos na lista deverão comparecer, entre os dias 8 e 9 de março às instituições de ensino e entregar a documentação que comprova as informações prestadas na inscrição.

Pode participar da lista de espera, exclusivamente para o curso correspondente à primeira opção, o candidato que não foi selecionado nas chamadas regulares e os pré-selecionados na segunda opção de curso, reprovados por não formação de turma.

Pode participar da lista de espera, exclusivamente para o curso correspondente à segunda opção, o candidato que não foi pré-selecionado nas chamadas regulares, na hipótese de não ter ocorrido formação de turma na primeira opção; os que não foram pré-selecionados nas chamadas regulares, na hipótese de não haver bolsas disponíveis na primeira opção; os pré-selecionados na primeira opção de curso, reprovados por não formação de turma.

Pelo ProUni, os estudantes podem concorrer a bolsas de estudo parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Enem. Nesta primeira edição de 2016, o programa teve 1.599.808 candidatos inscritos para concorrer a 203.602 bolsas.

Por Yara Aquino

França registra primeiro caso de Zika por transmissão sexual

O caso de contágio de vírus Zika através de transmissão sexual foi registado na França, depois de uma mulher ter sido infectada quando o parceiro regressou do Brasil, disse à Agência France-Presse (AFP) a ministra da Saúde da França, Marisol Touraine.

O caso foi detectado há vários dias “em uma mulher que não está grávida”, afirmou a ministra, durante uma visita à Guiana Francesa. O casal vive na região de Paris, e a mulher “encontra-se bem”, informou a equipe da ministra.

A Costa Rica declarou na quinta-feira (25) estado de emergência em 31 regiões do país para evitar a proliferação do vírus Zika, depois de, na segunda-feira (22), terem sido confirmados os primeiros dois casos de infecção autóctones.

A epidemia de Zika ocorre sobretudo na América Latina.

O Brasil registra mais de 1,5 milhão de casos, desde 2015, e a agência especializada em saúde das Nações Unidas espera uma propagação “explosiva” no continente americano, com 3 milhões a 4 milhões de casos este ano.

Ainda não existe vacina ou tratamento contra o vírus.

Da Redação, com Agência Lusa 

Agentes encontram focos do Aedes aegypti em 1,3 milhão de imóveis do país

Equipes de combate ao Aedes aegypti visitaram na última semana 14,1 milhões de imóveis, totalizando 41,5 milhões de casas e prédios comerciais vistoriados desde janeiro. Ao todo, foram encontrados focos do mosquito transmissor do vírus Zika e da dengue em 1,3 milhão de imóveis, o que representa 3,3% dos visitados.

Leia mais: Militares encontram 64,2 mil focos de ‘Aedes’ no País

Ao todo, foram vistoriados 61,8% dos imóveis previstos. No balanço da semana passada, 27,4 milhões de imóveis tinham sido percorridos pelos mais de 300 mil agentes comunitários de saúde e de controle de endemias, com apoio dos militares das Forças Armadas, destacados para identificação e eliminação de focos do mosquito.

A meta é reduzir esse índice de infestação para menos de 1% de imóveis com foco. A Sala Nacional contabilizou a recusa de acesso a 155,2 mil imóveis, além de 9,2 milhões de domicílios fechados.

Micreocefalia

O último boletim do Ministério da Saúde informa que 583 recém-nascidos foram diagnosticados com microcefalia e mais 4.107 casos estão sendo investigados para confirmação ou descarte do diagnóstico da malformação. A pasta ainda investiga quantos casos estão relacionados ao vírus Zika.

Por Aline Leal

Grécia: EUA pedem celeridade à Europa na avaliação de reformas

Os Estados Unidos pediram ontem (26) aos parceiros europeus da Grécia que terminem “sem demora” a avaliação das reformas em curso no país e honremo compromisso de aliviar a dívida grega.

O secretário norte-americano do Tesouro, Jack Lew, reconheceu que as duas partes ainda devem fazer “um trabalho considerável”, mas destacou a “importância de concluir a avaliação sem demora”, de acordo com um comunicado divulgado após conversas com o minitro alemão Wolfgang Schäuble.

Nesta primeira avaliação é feita uma análise de situação das reformas exigidas pelos credores europeus da Grécia para o programa de assistência financeira ao país, no valor de 86 bilhões de euros, acordado entre as duas partes no verão passado.

Prevista para o início do ano, a avaliação tem sido atrasada por negociações difíceis sobre novos cortes exigidos a Atenas para diminuir o déficit orçamentário.

Esse passo é considerado crucial para que o Fundo Monetário Internacional (FMI) avalie o resultado e decida se vai juntar-se aos europeus neste resgate, o terceiro desde 2010.

A Alemanha tem pedido a presença do FMI e este tem condicionado sua participação a novas medidas de poupança da parte de Atenas e a uma redução da dívida grega pelos europeus.

“[É] importante que os europeus deem seguimento ao compromisso de colocar a dívida grega numa trajetória viável através de medidas de alívio”, informa o comunicado divulgado pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Da Redação, com Agência Lusa

Governo federal espera pela prorrogação do prazo da lei que acaba com os lixões

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Estão em tramitação no Congresso Nacional dois projetos que prorrogam o prazo para que municípios passem a dar o destino adequado aos rejeitos de resíduos sólidos, fechem seus lixões e se ajustem de vez à Política Nacional de Resíduos Sólidos . A proposta que prevê o aumento escalonado do prazo, de acordo com o porte da cidade, é bem recebida pelo governo federal porque coloca os municípios na legalidade, como explica a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso.

“Apesar de não ser o ideal, se formos observar a Política de Meio Ambiente e a Lei de Crimes Ambientais, havia uma previsão de que os quatro anos seriam suficientes e não foram. O que a realidade nos mostra é que quem tem mais dificuldade são os pequenos municípios. Essa proposta tem uma concordância do Executivo porque ela cria critérios escalonados”, disse, explicando que o outro projeto que prevê a prorrogação linear de quatro anos seria menos justo com os municípios menores.

Para a coordenadora de Resíduos Sólidos do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, a possibilidade de prorrogação da política é um desserviço e vai esticar seu processo de implantação. “Não contribui para avançar na perspectiva da mudança de padrão da gestão e destinação de resíduos. É um entrave porque quando terminar os novos prazos, de novo os municpois vão deixando pra depois”, disse.

Os problemas na implantação da política poderiam ser tratados de outra maneira, segundo Grimberg, com a atuação do Ministério Público promovendo, por exemplo, Termos de Ajustamento de Conduta  junto aos municípios, estabelecendo metas e discutindo como os gestores avançariam no gerenciamento de resíduos.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada em 2010 e determina que todos os lixões do país deveriam ter sido fechados até 2 de agosto de 2014  e o rejeito (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado) encaminhado para aterros sanitários adequados.

O Projeto de Lei 2289/2015 , aprovado no Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados, dá prazo até 31 de julho de 2018, para capitais e regiões metropolitanas se adequarem; até 31 de julho de 2019, para municípios com população superior a 100 mil habitantes; até 31 de julho de 2020, para municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes e até 31 de julho de 2021, para aqueles com população inferior a 50 mil habitantes.

Segundo a diretora do MMA, os médios e pequenos municípios poderiam formar consórcios para construção de aterros, mas acabaram esbarrando na falta de vontade política, falta de técnicos locais para estar à frente dos projetos e de recursos financeiros. “A política hoje é mais complexa, exige que exista um plano de gestão, que o que vá para o aterro seja só rejeito, então tem que ter coleta seletiva e redução da geração de resíduos. Mas solução não é muito fácil”, explicou.

Veloso conta que aproximadamente 41% dos municípios já elaboraram seus planos de gestão e que apenas 58% dos resíduos sólidos gerado nas cidades estão indo para aterros sanitários adequados . Sem a prorrogação dos prazos, os gestores municipais que não se adequaram à política estão sujeitos a ação civil pública, por improbidade administrativa e crime ambiental.

Técnicas de tratamento diferenciadas

A coordenadora do Instituto Pólis explicou que, de todo o lixo produzido no país, 60% é orgânico, 30% é reciclável e apenas 10% é rejeito, que precisa ir para aterro. “Existem soluções práticas e tecnológicas, alternativas concretas de tratamento. Mas tem muita desinformação dos gestores, falta terem maior contato com experiência em andamento no Brasil e no mundo”, disse Grimberg, citando exemplos de iniciativas de compostagem e biodigestão, sistemas de tratamento da matéria orgânica.

Para ela, os gestores locais têm insegurança de migrar do sistema de aterro para o sistema de compostagem e /ou biodigestão, já que isso também requer um estudo em termos de orçamento. “Falta compreender que tem que haver um remanejo, uma reapropriação do recursos orçamentários para ser destinados para implantar novas formas de coleta e tratamento, como parques de compostagem e biodogestão”, disse Grimberg.

A divulgação de técnicas de compostagem, inclusive, é uma prioridade para o MMA, explicou a diretora Zilda Veloso, já que a aproximadamente 51% dos resíduos sólidos gerados são resíduos orgânicos, que nem sempre precisam ser considerados rejeito, algo que não tem aproveitamento técnico ou econômico. Apesar disso, menos de 1% das cidades brasileiras fazem a compostagem, segundo ela.

Além da utilização como adubo, a compostagem reduz a periculosidade da matéria orgânica, que normalmente gera gás e chorume, tornado-a um material inerte. “A questão ambiental tem que ser encarada como uma economia a médio e curto prazo que os governos federal e locais podem fazer, porque ela está ligada à qualidade de vida e saúde das pessoas dentro das cidades, em reduzir as contas de hospital e de recuperação de áreas contaminadas, por exemplo. Os países ricos fazem essa conta, de reduzir os custos da gestão”, disse Veloso.

Ela explica que o MMA oferta, sistematicamente, cursos a distância para gestores municipais, muito focados em pequenos municípios, que são os mais carentes de informação. “E não oferecemos só uma tecnologia, mas colocamos várias ideias necessárias para que se melhore minimamente a gestão de resíduos”, disse Veloso.

Acordos setoriais

Outro ponto da política de resíduos sólidos em implantação são os acordos de logística reversa. Das cinco cadeias prioritárias, três já estão com acordos assinados: embalagem de óleos lubrificantes, lâmpadas e embalagens em geral (plástico, metal, papelão e vidro). As cadeias de eletroeletrônicos e medicamentos ainda discutem os termos do acordo com o MMA.

Um dos impasses para estabelecer a logística reversa dos eletroeletrônicos, segundo Veloso, está no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados na entrada e saída de mercadorias. “Os estados não estariam reduzindo tributos, mas aplicando um imposto justo na entrada da comercialização. A não cobrança do impostos sobre o resíduo descartado vai implicar em um preço mais justo para propiciar a reciclagem”, disse, explicando que a decisão depende de negociações com os estados.

Outra questão em debate são os pontos de recolhimento de material descartável que, de acordo com a classificação de resíduos, podem ser considerados locais de armazenamento de resíduo perigoso, portanto, sujeito a licenciamento ambiental. Segundo Veloso a questão ainda está em debate no Conama mas o MMA propõe que produtos minimamente íntegros, descartados pelo consumidor, não apresentam perigo.

Neste ano, o MMA deve ainda atualizar aquelas cadeias de logística reversa estabelecidas antes da lei de resíduos sólidos.

Inclusão de catadores

A política de resíduos sólidos prevê também a inclusão socioeconômica dos catadores de material reciclável, que ficariam sem fonte de renda com o fechamento dos lixões. Segundo Zilda Veloso, apesar de não ser regra, naturalmente os municípios deveriam ofertar para eles trabalharem na coleta seletiva e centrais de triagem, por exemplo, assim como as empresas que fazem a logística reversa utilizarem a mão de obra dos catadores.

“Eu acho que para os catadores a política está sendo bem inclusiva, apesar de todas as dificuldades desse último ano. Eles estão crescendo na cadeia”, disse a diretora, citando os programas do governo federal Pró-catador, de inclusão socioeconômica de catadores, e Cataforte, que repassa recursos para cooperativas e associações desses trabalhadores.

Para Ronei Alves, da coordenação nacional do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, os municípios não estão priorizando a política de resíduos sólidos e nem elaboração dos planos de gestão para acessar recursos para o gerenciamento dos resíduos. Por outro lado, ele vê com bons olhos o acordo setorial de embalagens em geral que inclui os catadores como atores importantes da logística reversa.

“As cooperativas e associações podem ser ferramentas importantes no sistema de coleta seletiva e destinação dos resíduos. Gostaríamos que os prefeitos e governadores vissem os catadores como aliados na implantação da política”, disse Alves, contando que existem em torno de 1,2 milhão de catadores no Brasil, incluindo aqueles que estão trabalhando nos lixões e nas ruas.

Sistema de informações para a população

A diretora do MMA disse que o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos  está sendo estruturado para integrar todos os dados produzidos pelo governo federal e pelos estados e municípios no atendimento à política nacional. “Vai ser um grande ganho até o final de 2016 termos implantado o sistema. Isso vai dar visibilidade a política nacional, vai fazer com que o cidadão consiga mais informações e fique mais engajado e os próprios órgãos de governo terão uma ferramenta eficiente para propor novas ações, como trabalhar a possibilidade de incluir determinado rejeito na reciclagem no futuro.”

Para Veloso, apenas aparentemente a implantação da política está devagar e logo será possível ver o afunilamento de todas as iniciativas no efetivo cumprimento da política. É uma política com pontos complexos e que mexe com vários atores, segundo a diretora, como catadores, indústria, comércio, Ministério Público e, principalmente, o cidadão. “Porque se o cidadão não fizer a parte dele a cadeia não anda. Se ele não separar em casa o resíduo úmido do seco, como você vai fazer a coleta seletiva? Não faz. Se o cidadão não descartar a lâmpada, o eletrodoméstico, a embalagem de óleo no local correto, a logística reversa não via funcionar. E o cidadão está entendendo que ele tem uma responsabilidade nessa cadeia, tudo é um processo educativo de crescimento”, disse.

Por Andreia Verdélio

Brasileiros passam a frequentar mais cinemas e teatros, diz pesquisa

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Pesquisa nacional feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), em parceria com o Instituto Ipsos, revela o crescimento de hábitos culturais nos brasileiros nos últimos oito anos. Foram ouvidos 1.200 consumidores em 72 municípios de todo o país entre os dias 2 e 14 de dezembro do ano passado.

O número de pessoas que disseram ter ido ao cinema e ao teatro cresceu 100%, passando de 17%, em 2007, para 35%, em 2015, e de 6% para 12%, na mesma comparação, mostra a pesquisa.

“Para surpresa nossa, uma boa notícia é que mais brasileiros estão indo, principalmente, ao cinema e ao teatro, ao contrário do que se imaginava com o avanço da internet, em que havia uma preocupação de o brasileiro diminuir sua ida a esses dois programas culturais, em função de estar mais conectado à internet, vendo filmes ou peças de teatro pelo celular ou computador. A gente não percebe isso na comparação mais dilatada, em oito anos, na medida em que dobraram os percentuais dos brasileiros que foram ao cinema ou ao teatro”, disse hoje (26) à Agência Brasil o gerente de Economia da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

Percentuais ainda são tímidos

Travassos ressaltou que os percentuais ainda são tímidos, em especial no caso de teatro, embora tenham mostrado avanço significativo. Travassos disse que as mídias sociais contribuíram para disseminar os conteúdos e dar visibilidade a artistas, “e isso colabora”. O gerente observou o crescimento do mercado promocional e de campanhas, feitas por meio de parcerias entre empresas de diferentes ramos, como bancos e cinemas ou academias e teatros. Segundo ele, elas vão ao encontro de uma necessidade de oferecer cada vez mais cultura à população.

Dos sete programas culturais pesquisados, só o item “visita à exposição de arte” permaneceu estável em 2015 em relação a 2007, com 8%. No caso da leitura, o percentual aumentou de 31%, em 2007, para 36%, em 2015. “De 2007 para 2015, houve um avanço na escolaridade, que foi sentido na economia como um todo”. Além dos lançamentos editoriais de sucessos ocorridos no período, e de feiras literárias, o mercado de trabalho mostrou aquecimento, e isso incentivou a adesão à leitura, afirmou Travassos.

Em oito anos, o percentual de brasileiros que afirmou ter feito pelo menos um programa cultural subiu 10 pontos percentuais, de 43% para 53%. Em contrapartida, 47% dos entrevistados relataram não fazer nenhum programa de lazer cultural. Christian Travassos indicou que há ainda um grande caminho a percorrer para elevar os hábitos culturais dos brasileiros. “É um mercado a ser aproveitado ainda do ponto de vista tanto das empresas quanto do poder público”.

A falta de hábito foi a razão mais citada para o não consumo de bens culturais, “porque muitas dessas atividades, como museu, show de música, ler um livro, não têm custo”, disse o economista. O custo não é colocado como principal fator impeditivo. A parcela dos que dizem não ter hábito cultural varia entre 63% e 88%. “É menor no caso de teatro e alcança 88% no caso dos que não leram um livro, na base da população como um todo”.

Entre os 47% que não fizeram nenhuma atividade cultural listada na pesquisa, o momento de lazer mais citado foi ver televisão, para 77% dos consultados, seguido da ida à igreja, com 24%.

Por Alana Gandra

Ligações de telefones fixos para celulares estão mais baratas

Começou a valer ontem (26) a redução das tarifas para ligações locais e interurbanas feitas de telefone fixo para móvel. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as tarifas das chamadas fixo-móvel local ficaram entre 14,95% a 22,35% mais baratas, dependendo da operadora de origem da chamada.

Também foram unificadas as tarifas das chamadas fixo-móvel local. Assim, o usuário de telefone fixo pagará o mesmo valor para uma chamada local, independente da operadora móvel de destino. Por exemplo, o valor a ser pago por um usuário ao realizar uma chamada local fixo-móvel em São Paulo variava entre R$ 0,26 e R$ 0,46 e agora será de R$ 0,24. No Rio de Janeiro, variava entre R$ 0,27 e R$ 0,45, e agora será de R$ 0,23.

Nas chamadas de fixo para móvel, em que os DDDs dos telefones de origem e de destino da ligação têm o primeiro dígito igual (exemplo: DDDs 61 e 62), haverá reduções entre 9,15% e 14,04%, a depender da operadora de origem da chamada. Antes da revisão tarifária, um cliente do plano básico da Brasil Telecom (DF) pagava R$ 0,77 para fazer uma chamada de DDD 61 para DDD 62. Agora, este mesmo usuário pagará R$ 0,69 para este tipo de chamada.

Nas ligações em que os primeiros dígitos dos DDDs do telefone fixo e do telefone móvel são diferentes (como DDDs 31 e 41), a redução será entre 7,73% a 11,80%, a depender da operadora de origem da chamada. Antes desta revisão, um cliente do plano básico da Telemar Norte Leste, em Minas Gerais, pagava R$ 0,87 para originar uma chamada. Agora este mesmo usuário pagará R$ 0,77 para este tipo de chamada.

A redução é consequência do Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, e abrange chamadas da telefonia fixa para celular, sejam ligações locais ou de longa distância, originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa – Oi (Telemar e Brasil Telecom), Telefônica, CTBC/Algar, Claro/Embratel e Sercomtel – e destinadas às operadoras móveis.

Por Sabrina Craide

Ministério da Justiça determina apuração de denúncia de jornalista contra FHC

Ex-presidente admitiu que tem contas no exterior
Ex-presidente admitiu que tem contas no exterior

O Ministério da Justiça determinou ontem (26) que a Polícia Federal abra inquérito para investigar a denúncia de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) usou a empresa Brasif S.A Exportação para pagar pensão no exterior a um filho da jornalista Mirian Dutra Schimidt, com quem o então senador teve um relacionamento extraconjugal entre as décadas de 1980 e 1990.

Em nota divulgada no início desta noite, o ministério informa que o inquérito tramitará em segredo de Justiça. Ao jornal Folha de S.Paulo, Mirian Dutra disse que assinou um contrato fictício de trabalho com a Brasif por meio do qual recebia recursos enviados pelo ex-presidente ao filho dela, Tomás Dutra.

No final da semana passada, a Brasif negou  que intermediasse a remessa de dinheiro de Fernando Henrique para a jornalista. A empresa, no entanto, confirmou ter contratado a jornalista, em 2002, mas negou participação do ex-presidente na contratação ou no depósito dos pagamentos.

O ex-presidente também nega que tenha usado a Brasif para enviar recursos para o exterior. Em nota, Fernando Henrique admitiu que mantém contas no exterior e que presenteou Tomás com um apartamento.

Por Ivan Richard

Trio é preso suspeitos de praticar arrastão na cidade de Curral de Cima, no Litoral Norte

Segundo PM, trio estava praticando assaltos em Curral de Cima e Itapororoca
Segundo PM, trio estava praticando assaltos em Curral de Cima e Itapororoca
Segundo PM, trio estava praticando assaltos em Curral de Cima e Itapororoca

A equipe de policiais da Força Tática (F.T-1), da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Mamanguape, conseguiu prender na noite desta sexta-feira (26), três homens suspeitos de praticarem um arrastão na cidade de Curral de Cima, no Litoral Norte paraibano.

De acordo com a Polícia Militar, Rodrigo Silva, 18, Valkleberson Almeida, 20, e Ricardo Silva, 26, das cidades de João Pessoa, Bayeux e Itapororoca, respectivamente, são suspeitos de realizarem assaltos naquela região e também de terem participado do arrastão que ocorreu noite da quinta-feira (25) na cidade de Curral de Cima.

Segundo informações da polícia, a (F.T) teria recebido uma solicitação para uma ocorrência de tentativa de roubo de uma moto no sítio cipoal, zona rural de Itapororoca. Quando a PM começou a fazer diligências pela área, os três suspeitos viram a viatura policial e tentaram fugir, mas, não tiveram êxito.

O trio foi encaminhados para a 7ª Delegacia Seccional de Polícia Civil de Mamanguape para as providências cabíveis.

Da redação, PBVale

 

Últimas Notícias

BlogsOPINIÃO
Objetividade e clareza

WhatsappEnvie
Mande sua sugestão de pauta ou denúncia: (83) 9 8140-8425

Mais Lidas