O próprio Eduardo Cunha recebeu e assinou a notificação do conselho (Foto: Veja)
O próprio Eduardo Cunha recebeu e assinou a notificação do conselho (Foto: Veja)
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara notificou nessa segunda-feira (7) à tarde o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, sobre o processo de investigação que tramita contra ele, com a aprovação do relatório preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) na semana passada. Com o recebimento da notificação, Cunha terá, a partir desta terça (8), dez dias úteis para apresentar defesa por escrito ao conselho. O prazo termina dia 21 de março.
Na quinta-feira (3), um funcionário do conselho tentou notificar Cunha, mas não o encontrou. Na segunda, o próprio deputado recebeu a notificação de um funcionário do conselho, assinou o documento às 15h28m e o devolveu ao servidor do colegiado.
Decorrido o prazo de apresentação de defesa por escrito e apresentação de testemunhas pela defesa, o Conselho de Ética terá até 40 dias úteis para ouvir testemunhas, fazer as oitivas e as investigações. Esse prazo termina em 18 de maio.
Concluída essa fase do processo, o relator Marcos Rogério terá até dez dias úteis para apresentar o texto definitivo. O prazo final para apresentação do parecer termina dia 2 de junho. A partir daí, o documento será discutido e votado.
O deputado Eduardo Cunha tem afirmado que seus advogados deverão recorrer da decisão do conselho, que aprovou o relatório preliminar para abertura das investigações contra ele.
Cunha responde a processo por quebra de decoro parlamentar e cassação do mandato em função de representação apresentada contra ele pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade.
Eduardo Cunha é alvo de processo de cassação sob acusação de ter mentido à CPI da Petrobras. Em março do ano passado, ele afirmou que não tinha contas no exterior. Posteriormente, documentos do Ministério Público da Suíça apontaram a existência de contas ligadas a ele naquele país.
O deputado Eduardo Cunha nega ser dono das contas e diz que elas são administradas por trustes. Ele admite ser o “usufrutuário” dos ativos mantidos no exterior.
Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil)
Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil)
O feminismo tem ganhado cada vez mais força na sociedade brasileira. Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência. No ano passado, a Marcha das Margaridas e a das Mulheres Negras levaram milhares de militantes a Brasília para pedir melhorias para a vida de 51,4% da população brasileira.
A secretária de Autonomia Feminina da Secretaria de Política para as Mulheres, Tatau Godinho, avalia o que o fenômeno é muito positivo para o combate ao machismo do dia a dia. “Estamos assistindo a uma camada imensa de mulheres jovens darem um novo impulso à ideia de que a igualdade entre mulheres e homens é uma coisa legal, fundamental para se ter uma sociedade moderna, e que o feminismo não é uma pauta antiga, está nas questões cotidianas”, disse.
Apesar da popularização do debate, as brasileiras ainda precisam encarar problemas como as desigualdades salariais, a pouca representatividade política e a violência.
Tatau Godinho destaca que um dos principais obstáculos a ser superado é a desigualdade no mercado de trabalho. “As mulheres têm mais dificuldade de entrar e de chegar a cargos de chefia, e ganham menos que homens cumprindo a mesma função. O machismo faz com que mulheres sejam discriminadas no acesso aos melhores cargos”, avalia.
Natália Fontoura, técnica do Ipea, diz que as mulheres encontram barreiras no mercado de trabalho (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Apesar de estudarem mais que os homens, elas encontram uma série de barreiras no ambiente profissional. “Elas têm mais dificuldade de ingressar no mercado. Em torno de 50% das brasileiras estão ocupadas ou procurando emprego, enquanto a taxa de participação dos homens é de 80%. É uma distância muito grande. Não combina com o século 21, não parece ser do nosso tempo essa informação. E tem mais, as que conseguem entrar, têm empregos mais precários”, avalia a técnica de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Natália de Oliveira Fontoura.
Segundo estudo da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), o salário médio de uma mulher brasileira com educação superior representa 62% do de um homem com a mesma escolaridade.
De acordo com o Ipea, a renda média dos homens brasileiros, em 2014, chegava a R$ 1.831,30. Entre as mulheres brancas, a renda média correspondia a 70,4% do salário deles: R$ 1.288,50. Já entre as mulheres negras, a média salarial era R$ 945,90.
Segundo a especialista do Ipea, um dos componentes que explica a diferença de rendimentos entre homens e mulheres é o fato de elas ocuparem espaços menos valorizados. “Os cursos em que as mulheres são mais de 90% dos alunos, como pedagogia, se traduzem em salários mais baixos no mercado. E os cursos em que eles são a maioria, como as engenharias e ciências exatas, têm os salários mais altos. Há uma divisão sexual do conhecimento”, explica.
Especialista no assunto, Natália ressalta que não é possível entender a dificuldade das mulheres de entrar no mercado de trabalho sem pensar que, via de regra, no Brasil, recai sobre elas toda a atribuição do trabalho reprodutivo, que inclui os afazeres domésticos não remunerados e os cuidados com a família, uma sobrecarga que dificulta a evolução nos ambientes profissionais.
“A responsabilização feminina sobre o trabalho reprodutivo explica a inserção de mulheres de forma mais precária no mercado de trabalho, por exemplo com jornadas menores, empregos informais e renda menor.”
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, 90,7% das mulheres ocupadas realizavam afazeres domésticos e de cuidados – entre os homens, esse percentual era 51,3%.
A pesquisadora defende que não dá para pensar na solução para o problema como um arranjo privado. “Hoje no Brasil a gente entende que as famílias têm que se virar e, dentro das famílias, são as mulheres que geralmente se responsabilizam. Isso é uma sobrecarga para as mulheres e vai impedir que participem da vida social, tenham mais bem-estar, participem da vida política e sindical, é um impeditivo para que mulheres ocupem uma série de espaços sociais.”
“Para que a sociedade se reproduza e toda a população tenha bem-estar, alguém tem que garantir o cuidado a crianças e idosos. A quem cabe?”.
Ela analisa que é importante que haja uma mudança cultural para que o trabalho não remunerado seja visto como obrigação de todos e que haja divisão das tarefas com os homens e com os filhos. Ela ressalta, entretanto, que não se pode ficar esperando.
“O Estado precisa assumir esse papel e oferecer serviços – tem que ter creche, educação integral, transporte escolar, mais de uma refeição nas escolas, instituição para atendimento de idosos, visitas domiciliares –, é um leque de políticas públicas de cuidado que só estamos engatinhando. Não é uma agenda do Brasil hoje.”
A iniciativa privada também pode colaborar. “A gente ouve casos bem-sucedidos de maior flexibilização [de carga horária], promoção da igualdade, co-responsabilização das empresas. Mas, se não houver uma legislação para que as empresas sejam chamadas e obrigadas a compartilhar essa responsabilidade, não vai acontecer.”
Segundo Tatau Godinhho, a SPM trabalha com iniciativas que contribuem para a melhoria das condições da mulher no mercado trabalho. “As mudanças na legislação das trabalhadoras domésticas, por exemplo, significou uma melhoria do rendimento e das condições de trabalho dessas mulheres. Por outro lado, trabalhamos muito com as políticas que o governo vem desenvolvendo para o aumento de formalização do trabalho feminino. Quanto mais formal, melhor pago e estruturado. A informalidade é um elemento extremamente forte na desvalorização do trabalho feminino e na perda de rendimentos.”
O poder ainda é deles
Apesar de o Brasil ter escolhido uma mulher para Presidência da República, os cargos eletivos e os partidos políticos ainda são dominados por homens. O Brasil está na posição 154 em um ranking da União Inter Parlamentar (Inter-Parliament Union (IPU)) que avaliou a participação das mulheres nas casas legislativas de 191 países.
Especialista defende uma reforma política radical que garanta paridade entre homens e mulheres nas listas partidárias (Foto: Valter Campanato/Arquivo da Agência Brasil)
A socióloga Carmen Silva, da organização SOS Corpo e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), avalia que vários fatores incidem para a baixa representatividade de mulheres na política. “A primeira coisa é a estrutura de desigualdade entre homens e mulheres na sociedade, no mercado de trabalho. Existe uma imagem sobre o que é uma mulher na sociedade, e elas ainda não são vistas como alguém de decisão, que resolve, e a ideia da política é ligado a isso”, disse.
Carmen defende que o fato de elas serem minoria também é explicado pelo sistema político brasileiro, a base legal que rege o processo eleitoral e de formação dos partidos. “O tipo de estrutura que temos no Brasil inviabiliza a participação de setores que são minorias políticas na sociedade, apesar de serem maioria numérica. As mulheres são mais de metade da população, mas são menos de 10% nos cargos políticos, o mesmo acontece com os negros. As pessoas em situação de pobreza não conseguem nem se candidatar.”
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, 6.337 mulheres e 15.653 homens se candidataram às eleições de 2014. Em 2010, 3.757 mulheres e 14.807 homens estavam aptos a concorrer às eleições. Apesar do aumento da participação feminina de um pleito para o outro, a proporção ficou abaixo dos 30% estipulado como mínimo pela legislação eleitoral. “A sociedade ainda considera a representação política como um espaço pouco adequado para mulheres”, avalia Tatau.
A ativista explica que a AMB defende uma cota de eleitas, e não de candidatas. “Defendemos uma reserva de vagas no Congresso. A forma que temos proposto é que a eleição seja por partido, e não por pessoa. Votaríamos nos partidos e as listas seriam compostas metade por mulheres, metade por homens, e as vagas seriam divididas igualmente. Claro que isso tem que ser associado à formação política, campanhas culturais e melhores condições de vida para as mulheres”, diz.
Para Carmen, outro ponto crucial e que tem impacto sobre as mulheres é o financiamento das campanhas, que deveria ser público, tornando a ação política um direito republicano, mesmo que a pessoa não tenha dinheiro. Ela explicou que há projetos apresentados pela Frente pela Reforma do Sistema Político na Câmara dos Deputados, “mas que não têm avançado como a AMB julga necessário”.
Desde 1997 a legislação eleitoral determina que as mulheres devem representar 30% do total de candidatos, mas a eficácia da regra é questionada por especialistas por não prever nenhuma sanção aos partidos que não preenchem a cota mínima de mulheres. A lei diz que, nesse caso, as vagas que deveriam ser delas não podem ser ocupadas por homens, mas não garante a presença delas.
Em 2015, a Lei 13.165 criou mecanismos para incentivar mulheres no cenário político, ao determinar que 5% dos recursos do Fundo Partidário devem ser investidos na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres.
Tatau avalia que essas legislações trouxeram avanços, mas que, para mudar esse cenário, é necessária uma reforma política radical que garanta paridade entre homens e mulheres nas listas partidárias. “Isso também precisa ser feito com um processo de mudança na organização político-partidária e eleitoral. Não é só a legislação que precisa mudar”, avalia.
Ela argumenta que a popularização do feminismo é importante, mas será ainda mais relevante na medida em que se vincule a uma plataforma de organização das mulheres por maior representação política. Em 2015, a Secretaria de Política para as Mulheres perdeu o status de ministério e, junto com a Secretaria de Igualdade Racial e de Direitos Humanos, passou a fazer parte do Ministério da Cidadania. O fato foi avaliado pelos movimentos feministas como um retrocesso para a luta pelos direitos das mulheres.
“O governo federal está enfrentando um processo de pressão econômica e de pressão da sociedade muito forte. E foi nesse contexto que houve a junção das três secretarias. Então ainda que consideremos que um ministério específico é o ideal, porque foi isso que defendemos no processo de criação da SPM, temos certeza de que vamos fortalecer a pauta das mulheres e não perder com esse processo a necessidade de garantir que políticas para mulheres estejam presentes. É um desafio.”
Ex-senador foi condenado em 2006 pelo escândalo das obras do TRT de São Paulo.
Ex-senador foi condenado em 2006 pelo escândalo das obras do TRT de São Paulo.
O ex-senador Luiz Estevão já está no Departamento de Atividades Especiais da Polícia Civil do Distrito Federal (DF). Ele se entregou no início da manhã desta terça-feira (8) aos policiais da Divisão de Captura que o aguardavam na entrada da residência do empresário, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do DF, Estevão será encaminhado ainda esta manhã para o Instituto Médico Legal (IML), onde fará exame de corpo de delito e, em seguida, será conduzido para a carceragem do Complexo da Polícia Civil.
A prisão do ex-senador foi determinada pelo juiz Alessandro Diaferia, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, e tem como base o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal, que no mês passado deu aval para prisão após condenação em segunda instância.
O ex-senador foi condenado pelo Tribunal Regional Federal em 2006 pelo escândalo das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Nos últimos anos, a defesa do empresário apresentou vários recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo, conseguindo adiar o cumprimento da pena. Inicialmente, Estevão deverá cumprir pena de 31 anos de prisão pelos crimes de estelionato, corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato.
A violência doméstica é responsável pela morte de cinco mulheres por hora no mundo, mostra a organização não governamental (ONG) Action Aid. A informação é resultado de análise do estudo global de crimes das Nações Unidas e indica um número estimado de 119 mulheres assassinadas diariamente por um parceiro ou parente.
A ActionAid prevê que mais de 500 mil mulheres serão mortas por seus parceiros ou familiares até 2030. O documento faz um apelo a governos, doadores e à comunidade internacional para que se unam a fim de dar prioridade a ações que preservem os diretos das mulheres. O estudo considera dados levantados em 70 países e revela que, apesar de diversas campanhas pelo mundo, a violência ou a ameaça dela ainda é uma realidade diária para milhões de mulheres.
“A intenção do relatório é fazer um levantamento sobre as diversas formas de violência que a mulher sofre no mundo. Na África, por exemplo, temos países que até hoje têm práticas de mutilação genital. Aqui, na América Latina, o Brasil é o quinto país em violência contra as mulheres. Segundo dados do Instituto Avon, três em cada cinco mulheres já sofreram violência nos relacionamentos em nosso país”, informa a assistente do programa de direitos das mulheres da Action Aid Brasil, Jéssica Barbosa.
O relatório considera as diferenças regionais entre os países e, além disso, observa o universo de denúncias subnotificadas, de mulheres que sofrem assédio, estupro ou outros tipos de violência e têm vergonha de denunciar.
“A forma de contar é sempre muito difícil, existe uma cultura de silenciar a violência contra a mulher. É a cultura da naturalização, onde há um investimento social para naturalizar a violência contra a mulher com o que se ouve na música, nas novelas, na rua. Tudo isso é muito banalizado e a mulher se questiona: ‘será que o que aconteceu comigo foi uma violência? Será que se eu denunciar vão acreditar em mim?”, diz Jéssica Barbosa.
No Brasil, a organização promove a campanha Cidade Segura para as Mulheres, que busca o compromisso do Poder Público com uma cidade justa e igualitária para todos os gêneros.
“Muitas mulheres não conseguem exercer seu direito de ir e vir. A cidade não foi pensada para as mulheres, os becos são muito estreitos e escuros no Brasil. É necessário que haja o empoderamento das mulheres para superar a situação de violência. Por mais que o Estado tenha a obrigação de garantir instrumentos, é preciso que a gente invista na autonomia dessas mulheres”, acrescenta Jéssica.
Repórter de TV americana Erin Andrews receberá indenização após ser filmada nua em quarto de hotel. Foto de arquivo de 7 de março de 2016 (Foto: Mark Humphrey/AP)
Repórter de TV americana Erin Andrews receberá indenização após ser filmada nua em quarto de hotel. Foto de arquivo de 7 de março de 2016 (Foto: Mark Humphrey/AP)
Um tribunal americano decidiu que a repórter de TV americana Erin Andrews receberá uma indenização de US$ 55 milhões após ser filmada nua em um quarto de hotel sem saber.
Após um dia de deliberações, o júri decidiu que a culpa era 51% do autor do vídeo. A outra parte da indenização (US$ 27 milhões) será paga pelos responsáveis pelo hotel.
Andrews, de 37 anos, repórter da Fox Sports, foi filmada em 2008 pelo olho mágico da porta do quarto por Michael David Barrett. Publicado na internet, o vídeo se tornou viral.
Ela chorou quando o veredito foi anunciado e abraçou seus advogados e sua família.
Depois, em uma declaração no Twitter, agradeceu à Corte, ao júri, aos advogados e à família.
“Fiquei honrada pelo apoio de vítimas por todo o mundo”, disse.
“Eles me ajudaram a me manifestar e responsabilizar aqueles que tem como trabalho proteger a segurança e privacidade das pessoas.”
Andrews processou Barratt e as duas empresas donas do hotel onde ela foi filmada, em Nashville, por US$ 75 milhões. Ele estava hospedada em um hotel perto da Universidade Vanderbilt, para cobrir uma partida de futebol americano.
Barret, executivo de uma empresa de seguros de Chicago, admitiu que filmou Andrews e disse que fez isso para ganhar dinheiro. Ele postou as imagens online após o site de fofocas de celebridades TMZ se recusar a pagar por elas.
Barret se declarou culpado por perseguir Andrews. Ele se hospedou no quarto ao lado do dela e modificou o olho mágico do quarto para fazer vídeos com nudes dela. Ele foi condenado a dois anos e meio de prisão.
Coube então ao júri decidir se a empresa dona do hotel, West End Hotel Partners, e a antiga operadora, Windsor Capital Group, também eram culpadas.
Ela acusou as empresas de negligência por permitir que ele soubesse qual seria o quarto dela para reservar o quarto vizinho.
Barrett, no entanto, disse que fez todo sozinho. Nas argumentações finais, os advogados de Andrews disseram que ele estava tentando assumir toda a culpa para que ela não ganhasse nenhum dinheiro do processo.
‘Acabou comigo’ Andrews disse que a divulgação do vídeo a deixou com medo, ansiosa e depressiva.
Ela disse ao júri que passou a ser tão cuidadosa que procura câmeras escondidas em aparelhos de ar-condicionado de hotéis e muda de quarto com medo de ser filmada.
“Me senti envergonhada, humilhada, mortificada por causa do vídeo”, disse durante seu depoimento, em que chorou diversas vezes.
Andrews disse que um dos momentos mais difíceis foi quando especulou-se que ela mesma havia divulgado o vídeo para ganhar publicidade.
“Todo mundo dizia que eu estava fazendo aquilo para ganhar fama e atenção e aquilo acabou comigo”, disse, chorando.
Em um vídeo transmitido durante o julgamento, Barett disse que escolheu Andrews porque ela era popular.
Polícia Militar encontrou carro abandonado com adesivos falsificados da Polícia Federal (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Polícia Militar encontrou carro abandonado com adesivos falsificados da Polícia Federal (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Um carro com adesivos falsificados da Polícia Federal foi apreendido no início da noite da segunda-feira (7) em Campina Grande. O veículo, encontrado pela Polícia Militar, estava abandonado em frente a uma casa na rua Maria Carolina de Amorim, no bairro Três Irmãs. O chassi do carro foi adulterado.
De acordo com o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), a apreensão aconteceu após a PM receber uma ligação anônima informando que havia um carro da PF parado em frente a uma residência. Ao chegar no local, os policiais acharam um Chevrolet Astra de cor preta e com os adesivos. No interior do veículo, foram encontrados bonés e camisas da Polícia Federal.
O carro foi levado para o pátio da PF no bairro do Catolé. Depois das investigações, a polícia descobriu que o veículo foi usado por dois homens que teriam usado o carro para colher informações na agência dos Correios que fica no Distrito de São José da Mata, em Campina Grande.
Imagens do sistema de segurança mostram que a dupla chegou na agência no carro adulterado e foram direto conversar com um dos funcionários. Segundo a polícia, os dois perguntaram sobre a quantidade de dinheiro que havia no cofre do local. Após isso, foram embora. Até a manhã desta terça-feira (8), a polícia não tinha a identidade dos suspeitos. As informações são do G1.
Bonés e camisas da Polícia Federal foram encontrados dentro do veículo (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Três homicídios foram registrados na noite de segunda-feira (7) na Grande João Pessoa, conforme levantamento feito pela Polícia Civil. Os crimes ocorreram nas cidades de João Pessoa e Santa Rita, entre 18h e 20h, ainda de acordo com a polícia. Em dois casos, as vítimas foram mortas a tiros e no outro uma mulher foi morta a facadas.
Por volta das 18h, a polícia registrou o primeiro homicídio na noite de segunda na região da Grande João Pessoa. Um homem de 26 anos estava em casa com amigos, em Santa Rita, quando invadiram e atiraram várias vezes. Quatro tiros atingiram o jovem, pelo menos um na cabeça. Apenas o jovem foi baleado no tiroteio, segundo a polícia. A delegacia de Homicídios trata o caso como execução e investiga a possível relação com um outro homicídio, registrado no início da manhã de segunda, no qual um presidiário do regime semiaberto foi assassinado a tiros.
O segundo homicídio da noite ocorreu na Rua Cosme e Damião, em Santa Rita. Um adolescente de 16 anos morreu após ser baleado cinco vezes na cabeça. De acordo com o delegado plantonista de homicídios, que registrou o caso, a vítima havia sido apreendida várias vezes e ficado internada por duas ocasiões em centros socioeducativos para adolescentes. O adolescente afirmava na local onde morava que pertencia a uma facção criminosa, segundo a polícia.
O último crime da noite ocorreu na Rua das Trincheiras, na região central de João Pessoa. Uma mulher, de aproximadamente 25 anos, foi morta com duas facadas no pescoço. Segundo a polícia, moradores da área acionaram a Polícia Militar após flagrar a mulher agonizando em uma calçada. De acordo com a Polícia Civil, após ser atacada, a vítima chegou a rastejar para dentro de um casarão abandonado, mas não resistiu aos ferimentos.
Nos três casos, a Polícia Militar realizou buscas pelas imediações do local onde ocorreram os crimes, mas até o início da manhã desta terça-feira (8) nenhum suspeito havia sido preso. Os corpos das vítimas foram encaminhados para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa. O corpo da mulher morta após ser esfaqueada não tinha sido identificado pela polícia até o registro da ocorrência. As informações são do G1.
Vítima de 29 anos foi ferida na cabeça, quando dirigia o carro dela (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Vítima de 29 anos foi ferida na cabeça, quando dirigia o carro dela (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Uma mulher de 29 anos que foi baleada na cabeça, durante uma possível tentativa de assalto ocorrida no último sábado (5), em Campina Grande, morreu nesta segunda-feira (7). A informação foi confirmada pelo Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes. O estado de saúde dela era considerado grave desde o momento de sua entrada.
Segundo o serviço social da unidade hospitalar, a vítima estava internada na ala vermelha, mas não deu detalhes sobre as complicações que resultaram na morte dela.
A Polícia Civil está investigado o caso, mas até o final da tarde desta segunda-feira (7) não identificou nenhum suspeito pelos disparos.
De acordo com a Polícia Militar, testemunhas relataram que a vítima estava dirigindo o carro dela pela Rua Manoel Martins de Oliveira, no bairro de Bocongó III, a caminho da igreja, quando dois homens abordaram ela, em uma moto, e atiraram. A Polícia Civil ainda não sabe se a intenção dos autores era roubar o carro, ou assassinar a vítima, pois nada foi levado. As informações são do G1.
Carro em que estava o sargento colidiu com um caminhão (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Carro em que estava o sargento colidiu com um caminhão (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Um sargento da Polícia Militar morreu após um colisão entre um carro e um caminhão na rodovia estadual PB-008, no sentido Jacumã/João Pessoa, nesta segunda-feira (7). De acordo com informações de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que esteve na ocorrência, a vítima já foi encontrada morta dentro do veículo e estaria sozinha.
Segundo o motorista do caminhão, que se identificou apenas como David, o carro do sargento colidiu com o caminhão na contramão. “Pelo jeito que ele vinha, ele já estava apagado”, relatou. As informações são do G1.
Des. José Aurélio da Cruz é empossado Presidente do TRE da Paraíba (Foto: Divulgação)
Des. José Aurélio da Cruz é empossado Presidente do TRE da Paraíba (Foto: Divulgação)
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) empossou nesta segunda-feira (7) o desembargador José Aurélio da Cruz como novo presidente do órgão e a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes como vice-presidente. A posse da nova mesa diretora aconteceu por volta das 16:00h na Sala de Sessões desembargador Hermes Pessoa, no primeiro andar da sede do Tribunal, em João Pessoa.
A nova vice-presidente, a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes é a primeira mulher que se tornou membro efetivo do TRE. A nova mesa diretora vai conduzir os trabalhos relativos às eleições municipais deste ano. Diversos políticos participaram da solenidade de posse, entre eles o governador Ricardo Coutinho. José Aurélio da Cruz é natural do Município de Jacaraú e Maria das Graças Morais Guedes nasceu na cidade de São Mamede, no sertão da Paraíba.
Ainda estiveram presentes o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, o procurador geral de Justiça, Bertrand Asfora, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. As informações são do G1.
Realizada pelo PT da Paraíba com o governador Lucas, em parceria com diversos partidos aliados, a plenária contou com a presença do governador Lucas Ribeiro, do senador eleito João Azevêdo, da presidente estadual do PT e deputada estadual reeleita Cida Ramos, além de deputados e deputadas eleitos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado.
A HospitalMed 2026 será realizada de 21 a 23 de outubro, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, reunindo mais de 300 expositores, 400 marcas e expectativa de 29 mil visitantes. O evento apresenta soluções em tecnologia, gestão, equipamentos e inovação, consolidando-se como uma oportunidade estratégica para médicos, clínicas, hospitais e empresas da saúde que buscam crescimento e novos negócios.
O deputado federal Aguinaldo Ribeiro articula a construção de um Centro Oncológico do Hospital Napoleão Laureano em Conceição, no Vale do Piancó. A unidade pretende ampliar o atendimento especializado e beneficiar moradores de cerca de 18 municípios da região, reduzindo a necessidade de longos deslocamentos para tratamento contra o câncer. A iniciativa conta com a participação da senadora Daniella Ribeiro, do governador Lucas Ribeiro, lideranças locais e da Fundação Napoleão Laureano.