A imprensa norte-americana repercute hoje (4) a nova fase da Operação Lava Jato, realizada hoje (4) no Brasil, e que resultou na condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As páginas dos jornais na internet destacaram que operação se deve a investigação de corrupção na Petrobras.
O New York Timespublica que ex-presidente está sendo interrogado pela polícia, que investiga “um esquema de corrupção colossal envolvendo a Petrobras, a empresa nacional de petróleo”.
The Washington Postinforma que as autoridades brasileiras estão interrogando o ex-presidente e fazendo buscas “em sua casa como parte do caso de corrupção que atinge a gigante do petróleo Petrobras”.
O Los Angeles Timesdiz que a operação constitui “um dos desenvolvimentos mais dramáticos do caso de corrupção que atinge a gigante do petróleo Petrobras”.
Já Miami Herald publica uma foto de Lula e destaca que a polícia fez buscas em endereços relacionados com o ex-presidente, incluindo o Instituto Lula, sua organização sem fins lucrativos.
Por José Romildo – Correspondente da Agência Brasil
Ricardo Coutinho criticou o que chamou de abusos da lava-jato
Ricardo Coutinho criticou o que chamou de abusos da lava-jato
O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), condenou a ação da Polícia Federal nesta sexta-feira (04) que deflagrou a 24ª fase da Operação Lava Jato, invadindo a casa do ex-presidente Lula e levando-o para depor na sede da PF em Guarulhos.
Para o governador, a ação foi exagerada. “Direitos fundamentais estão sendo ignorados. Precisamos manter a luta para assegurar a democracia no Brasil. Isso é a espetacularização da justiça, onde objetivos nobres cada vez mais são confundidos com estratégias de correntes políticas e de elites econômicas retrógradas”, afirmou Ricardo.
Para o governador, a Polícia Federal extrapolou os limites do bom senso. “Ontem, um ex-presidente do Brasil se colocava a disposição da justiça. Hoje, um verdadeiro aparato policial foi montado para ‘conduzir coercitivamente’ esse ex-presidente para depor sob a mira da grande mídia que comanda e tenta de todas as formas ressuscitar protestos contra um governo”, disse.
Ricardo ainda afirmou ser favorável às investigações contra a corrupção. “Não se trata de defender a impunidade. Se trata de ser contrário a toda manipulação que está ocorrendo sobre os direitos fundamentais”, concluiu.
IBGE diz que o setor industrial, em janeiro, volta a mostrar um quadro de maior ritmo produtivo Arquivo/Agência Brasil
IBGE diz que o setor industrial, em janeiro, volta a mostrar um quadro de maior ritmo produtivo Arquivo/Agência Brasil
A produção industrial brasileira cresceu 0,4% em janeiro em relação a dezembro de 2015, na série livre de influenciais sazonais, interrompendo um período de sete meses de quedas consecutivas, quando acumulou perdas de 8,7%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-PF), divulgada hoje (4).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados da pesquisa indicam que, quando comparada a janeiro de 2015, a indústria, no entanto, caiu 13,8%, a vigésima terceira taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde os -14,1% de abril de 2009.
Já a queda de 9% no resultado acumulado nos últimos doze meses (a taxa anualizada) foi a mais intensa desde novembro de 2009, mantendo uma trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2,1%).
Segundo o IBGE, o setor industrial, em janeiro de 2016, “volta a mostrar um quadro de maior ritmo produtivo, expresso não só no avanço de 0,4% na comparação com o mês imediatamente anterior, que interrompeu sete meses consecutivos de queda, mas também no predomínio de taxas positivas entre as grandes categorias econômicas e as atividades investigadas”.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (4) a 24ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Aletheia. O objetivo é dar “continuidade às investigações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto do esquema criminoso revelado e relacionado à Petrobras”, segundo a nota da PF.
A PF informa ainda que cerca de 200 policiais federais e 30 auditores da Receita Federal cumprem 44 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para a delegacia a fim de prestar depoimento e depois é liberada. As medidas estão sendo cumpridas nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. A operação também inclui buscas em Guarujá, Diadema, Santo André, Manduri e Atibaia.
Segundo a PF, a casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e o Instituto Lula são alvos da operação.
A operação recebeu o nome de Aletheia em referência a uma expressão grega que significa busca da verdade.
Depois da aprovação das contas de 2012, recentemente, a Câmara de Vereadores de Curral de Cima, em sessão plenária realizada na noite desta quinta-feira (03), aprovou as contas do exercício de 2010, do prefeito Nadir Fernandes (DEM). A aprovação pelos parlamentares mirins teve maioria contando com seis votos a favor do gestor.
O prefeito Nadir Fernandes mais uma vez comemorou o resultado. Para ele, as dificuldades que são enfrentadas vêm dando a administração decisões metodologia para driblar a crise que o País enfrenta, tendo cuidados com orçamento da Prefeitura de Curral de Cima.
Em janeiro passado, Nadir manteve reunião com sua equipe de financeira traçando metas para o ano de 2016. “Diante dos problemas que tivemos em 2015, reunimos nossa equipe revermos forma de pagamentos para que acima de tudo se mantenha o pagamento do funcionalismo em dia”, adiantou.
Nadir disse que buscou realizar o pagamento dos servidores dentro do mês de fevereiro. O gestor adiantou de que uma pequena parte ficou para receber sues vencimentos no dia 10 de março. “Sofremos com a crise e as quedas de repasses, mas asseguramos de que esteamos contemplando todos os nossos servidores”, destacou.
Mantendo sua base alinhada na Câmara, Nadir contou com o apoio dos vereadores Ângelo Batista, Gil de Gracinha, Niltinho, Ronaldo Dantas, Zito da Padaria e Biu de Beba.
“Os vazamentos apócrifos, seletivos e ilegais devem ser repudiados e ter sua origem rigorosamente apurada, já que ferem a lei, a justiça e a verdade”, escreveu a presidenta.
Segundo a revista IstoÉ, o senador fez acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato, que inevstiga esquema de corrupção na Petrobras. Nos depoimentos, Delcídio teria dito que a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.
Dilma inicia o comunicado dizendo que todas as ações de seu governo têm se pautado pelo respeito aos “direitos individuais”, o “combate à corrupção” e compromisso com “o fortalecimento das instituições de Estado”. Segundo ela, o governo federal cumpre “rigorosamente” o que estipula a Constituição Federal.
“Se há delação premiada homologada e devidamente autorizada, é justo e legítimo que seu teor seja do conhecimento da sociedade. No entanto, repito, é necessária a autorização do Poder Judiciário. Repudiamos, em nome do Estado Democrático de Direito, o uso abusivo de vazamentos como arma política. Esses expedientes não contribuem para a estabilidade do País”, defendeu.
Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, havia dito que a presidenta Dilma Rousseff tinha recebido com indignação a notícia da suposta delação e vazamento de informações. “Ela [presidenta Dilma] está preocupada, porque eu acho que é uma coisa totalmente fora de qualquer padrão, uma delação que eu não sei se foi, pelo que sei não foi homologada, que envolve ministros e principalmente a figura da presidenta da República”, disse Jaques Wagner a jornalistas, após evento no Palácio do Planalto.
Pasadena
A nota à imprensa foi assinada pessoalmente por Dilma. Em geral, os comunicados oficiais do Palácio do Planalto costumam ser subscritos pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Após as declarações da presidenta, a Secom publicou outra nota, desta vez com esclarecimentos sobre a Refinaria de Pasadena, cuja aquisição pela Petrobras também é citada na reportagem como conteúdo da suposta delação. No comunicado, o Planalto replica os argumentos enviados em 2014 pela Casa Civil ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Os documentos, que mencionam reuniões do Conselho de Administração da Petrobras, foram encaminhados na época a Janot, argumentando que a decisão de compra da refinaria se baseou em um resumo executivo. De acordo com a revista, o senador teria afirmado, na delação, que Dilma sabia que por trás do negócio havia esquema de superfaturamento para desviar recursos da estatal. Com base nas informações prestadas pelo governo, a posição da procuradoria, à época, foi de arquivar o pedido de investigação sobre o processo, posicionamento que foi frisado no comunicado do Planalto.
Ministro esclarece envolvimento do seu nome em delação
O ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego, divulgou nesta quinta-feira (3) uma nota repudiando “qualquer ilação associada ao seu nome” na suposta delação do senador Delcídio do Amaral. O ex-presidente da CPI da Petrobrás, afirmou que sempre privilegiou “as decisões democráticas dos membros do colegiado”.
Delcídio do Amaral, em depoimento divulgado pela revista Isto É nesta quinta-feira, afirmou que quatro membros da CPI da Petrobrás receberam dinheiro de empresas para não convocar empreiteiros para depor na comissão, dentre eles, Vital do Rego.
Veja a íntegra da nota de Vital do Rego:
Com relação à suposta delação do Senador Delcídio Amaral noticiada pela imprensa, o Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo repudia qualquer ilação associada a seu nome. Enquanto Senador e presidente da CPI da Petrobras, trabalhou em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal em busca da elucidação dos fatos sob investigação.
O Ministro informa que sempre conduziu os trabalhos na presidência da Comissão de maneira imparcial e em respeito aos princípios constitucionais, privilegiando as decisões democráticas dos membros do colegiado. Também esclarece que, como Presidente do colegiado, cumpria as determinações do Plenário e as recomendações do Colégio de Líderes, trabalho que sempre desempenhou com transparência e lisura.
Do material apreendido, dois quilos são de cocaína e três de crack. A ação ocorreu quando agentes da PRF abordaram um carro Chevrolet Celta com placas do Ceará em frente à unidade operacional de Mamanguape. O carro era conduzido por um jovem de 24 anos e havia um passageiro. Durante as buscas por possíveis ilícitos, os policiais encontraram as embalagens de cocaína e crack debaixo do assento do banco traseiro.
A dupla declarou que apanhou a droga no terminal rodoviário de Fortaleza e tinha como destino final a capital pernambucana. Os ocupantes disseram também que receberiam R$ 2 mil pelo transporte da droga.
Os suspeitos, o carregamento de droga e o veículo utilizado para o transporte foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil de Mamanguape, onde foi registrado o flagrante.
Na nota, senador não comenta informações divulgadas pela publicação
Na nota, senador não comenta informações divulgadas pela publicação
A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) divulgou nota pública em que “não confirma” as informações publicadas em reportagem de hoje (3) da revista IstoÉ. A reportagem diz que o parlamentar firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
“À partida, nem o senador Delcídio, nem sua defesa confirmam o conteúdo da matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco. Não conhecemos a origem, tão pouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto”, diz a nota assinada pelo advogado Antônio Augusto Figueiredo Basto e pelo próprio senador.
A nota diz ainda que Delcídio não foi procurado pela reportagem da IstoÉ para se manifestar sobre “a fidedignidade” dos fatos relatados. E conclui dizendo que “o senador Delcídio do Amaral reitera o seu respeito e o seu comprometimento com o Senado da República”.
Sobre se teria firmado um acordo de delação premiada, a defesa e o senador não mencionam. Se de fato existir, e para ser válido, o acordo precisa da homologação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, responsável pelos inquéritos da Lava Jato na Corte. Depois disso, Delcídio ainda terá que apresentar provas do que disser no âmbito da delação premiada.
Rian Brito, de 25 anos, está desaparecido desde o dia 23 (Foto: GNews)
Rian Brito, de 25 anos, está desaparecido desde o dia 23 (Foto: GNews)
O corpo encontrado em uma praia de Quissamã, no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (3), é de Rian Brito, neto de Chico Anysio. A informação foi confirmada pela Defesa Civil.
“É ele. O local é distante, com muita areia”, explicou Amaro Garcia, tenente e coordenador do órgão em Quissamã ao “Ego”. No entanto, o agente não soube dizer quem fez a identificação do jovem.
As buscas começaram por volta das 5h de hoje e os bombeiros percorreram as áreas da lagoa e o mar com motos aquáticas. Já a Guarda Ambiental ficou responsável pelo patrulhamento terrestre. O corpo foi achado por volta das 11h20.
Filho de Nizo Neto, o rapaz estava desaparecido desde o dia 23 de fevereiro. A família promoveu uma forte campanha em busca de Rian por meio das redes sociais. Acompanhe o caso nas próximas páginas.