A atriz Camila Pitanga ganhou o processo que movia contra a Editora Abril e vai receber R$ 300 mil por divulgação de fotos sensuais dela na revista Playboy.
A publicação usou imagens de Camila Pitanga no filme ‘Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios’, no ano de 2012.
No longa, a atriz protagoniza cenas quentes de sexo e aparece nua em algumas imagens.
Lucy diz que a sanfona também será uma companheira em cena (Foto: Divulgação)
Após participar do “The Voice Brasil”, em 2013, e emocionar o público no musical “Nuvem de Lágrimas”, a paraibana Lucy Alves, 29 anos, é a grande aposta de “Velho Chico”, novo folhetim das nove que estreia nesta segunda-feira (14).
Selecionada pelo exigente diretor Luiz Fernando Carvalho, ela será Luzia, a mulher do protagonista Santo (Domingos Montagner), na terceira fase da novela.
“Quando me disseram que esse seria meu papel, fiquei feliz e preocupada ao mesmo tempo. É uma responsabilidade ser a antagonista de uma história tão bonita e com atores já consagrados”, diz a musicista, cuja personagem lutará para manter seu casamento depois que o marido reencontrar um amor do passado: Maria Tereza (Camila Pitanga). “A Luzia é apaixonada por esse homem e vai lutar por seu amor. Coragem e bravura fazem parte de sua personalidade”, frisa.
A ribeirinha, que tem com Santo as filhas adolescentes Isabel (Rayza Alcantara) e Olivia (Giullia Buscacio), teme a volta da rival pois, no passado, foi a responsável por interceptar as cartas em que Maria Tereza revelava a Santo que estava grávida. Assim, ele nunca soube que Miguel (Gabriel Leone) é seu filho. “Em nome desse amor, Luzia é capaz de tomar algumas atitudes ruins. Mas isso não faz dela uma vilã. Ela age movida pela paixão, por querer manter sua família unida”, adianta Lucy. “Acredito que muitas mulheres vão se identificar com ela.”
A cantora conta que, antes, chegou a fazer um teste para a série “Dois Irmãos” (que está toda gravada, mas ainda não tem data de estreia). “O Luiz gostou muito do teste, mas não conseguiu me encaixar na atração. Na segunda oportunidade, ele me pediu para ficar à vontade, usar a sanfona que estava no estúdio e improvisar”, lembra. Multi-instrumentista, Lucy usará o acordeão, seu companheiro da vida real, em cena. “É a maior alegria, pois a novela tem um lado musical muito interessante, que resgata as raízes do Nordeste do país. Não só eu vou cantar, dançar e tocar, como outros personagens da trama também”, complementa a atriz.
Empolgada com a estreia no folhetim, Lucy diz que ainda não está preparada para a repercussão e as críticas. “Os fãs estão ansiosos, pois é um papel de destaque na novela. Não sei como lidar com os críticos, mas já me cobro Lucy Alves estreia como atriz fazendo uma vilã em ‘Velho Chico’, quero fazer com que a Luzia toque as pessoas”, revela.
O autor Benedito Ruy Barbosa na festa de lançamento de Velho Chico no último dia 7Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/globo-faz-novela-para-conservadores-sem-sacanagem-diz-autor-10700#ixzz42pi6cu7q
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O autor Benedito Ruy Barbosa na festa de lançamento de Velho Chico no último dia 7
Velho Chico tira os centros urbanos do horário nobre da Globo e coloca no lugar uma história que faz um retrato do sertão nordestino a partir de 1968. A nova novela das nove está sendo escrita para o público conservador, que rejeitou tramas como Babilônia e A Regra do Jogo, suas antecessoras. Tem cenas de sexo, mas somente para ilustrar suas histórias de amor. Tem violência também, mas não o matar por matar. A produção se apoia na guerra de dois rivais defendendo suas terras e ideias: o coronel Jacinto Saruê (Tarcísio Meira) e o capitão Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi). Esse duelo vai atravessar gerações.
“Devemos respeitar o público. Quando se faz uma novela, tem 80 milhões de pessoas assistindo. O autor tem de saber que tem mãe, pai, tio, avô, o diabo a quatro diante da TV. Tem de respeitar essa gente”, diz Benedito Ruy Barbosa, supervisor de Velho Chico. O texto é uma história dele, que foi desenvolvida e está sendo escrita por sua filha Edmara Barbosa e seu neto Bruno Barbosa Luperi.
O fio condutor da trama são as histórias de amor de Afrânio (Rodrigo Santoro) e Iolanda (Carol Castro), nos primeiros capítulos, e a de sua filha Tereza (Julia Dalavia) e Santo (Renato Góes) em seguida. Os atores que protagonizam esses romances, seguindo o estilo Romeu e Julieta, mudam no 25º capítulo. Antonio Fagundes assume o papel de Afrânio, e Christiane Torloni o de Iolanda. Camila Pitanga será Tereza na fase adulta, e Domingos Montagner, Santo.
“O amor é a coisa mais linda do mundo. É bonito isso proliferar em uma sociedade carente de afeto. Tem excesso de violência, excesso de sacanagem na TV, falta bem querer, falta amor. Velho Chico tem histórias que podem parecer ficção, mas são verdadeiras. Já existiram e vão continuar a existir sempre. No dia em que li o capítulo sobre o principal amor da novela, eu chorei”, conta Benedito Ruy Barbosa, que volta ao horário nobre após 14 anos, desde Esperança (2002). Ele é autor de 37 novelas, entre elas O Rei do Gado (1996) e Terra Nostra (1999).
Para o novelista, os folhetins atuais não têm emoção. Por isso, ele diz que o telespectador que sentar no sofá para ver a nova novela das nove vai se sentir aprisionado. “Antes, eu via três, quatro novelas seguidas. Hoje não consigo mais. Não é uma crítica a um ou outro colega, só preciso dizer que resgatar a emoção é necessário. É a emoção que faz o público querer ver o capítulo de amanhã e depois de amanhã”, observa o veterano, aos 84 anos.
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) divulgou na última sexta (11) o calendário para pagamento do seguro desemprego dos pescadores artesanais, o seguro-defeso. Pelo cronograma, o valor será pago de acordo com o número final do Programa de Integração Social (PIS) de cada trabalhador.
O benefício é concedido mensalmente a pescadores durante o período em que a pesca fica proibida com o objetivo de garantir a reprodução dos peixes. O valor das parcelas será correspondente a um salário mínimo mensal durante o período do defeso.
As parcelas serão pagas em lotes semanais. Primeiro dia, trabalhador com PIS finais 1 e 2; segundo dia, PIS finais 3 e 4; terceiro dia, PIS finais 5 e 6; quarto dia, PIS finais7 e 8; e quinto dia, PIS finais 9 e 0. A resolução com o calendário foi publicada no Diário Oficial da União.
Benefício é concedido mensalmente a pescadores durante o período em que a pesca fica proibida com o objetivo de garantir a reprodução dos peixes
O seguro-defeso é custeado com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O pagamento é feito pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, por intermédio da Caixa Econômica Federal, em conta simplificada ou conta poupança, em favor de beneficiário correntista da Caixa, sem qualquer ônus para o pescador.
O beneficiário que não desejar receber por meio de crédito em conta poderá solicitar à Caixa o pagamento em espécie, mediante Cartão do Cidadão ou direto nas agências. O pedido deverá ser feito até no máximo dez dias após o recebimento da parcela.
Apesar da divulgação do calendário, dos 40 períodos defeso do país, dez estão suspensos em vários estados, e por consequência o pagamento do seguro. A suspensão foi determinada na portaria interministerial nº192/2015, e mantida pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo o governo, a suspensão é necessária para uma revisão das normas que instituíram os períodos de defesos.
A Paraíba teve 139 crianças vítimas de estupro no ano de 2015. Os dados são referentes apenas a casos de estupro de vulnerável, quando a vítima tem até 14 anos, denunciados em 10 municípios da Paraíba, com inquéritos concluídos, passados pelas Delegacias da Mulher de oito cidades e nas delegacias de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude de João Pessoa e de Campina Grande.
Conforme as informações repassadas pelas delegadas, a maior parte das vítimas é do sexo feminino e tem entre 9 e 13 anos. Contudo, também há casos de estupro em crianças menores de 5 anos. João Pessoa foi a cidade que mais registrou casos, 51. Em seguida, aparece Campina Grande com 39 e Bayeux, com 18. A lista ainda tem Patos (10), Queimadas (6), Sousa (6), Guarabira (5), Cabedelo (2), Dona Inês (1) e Cuitegi (1).
De acordo com a delegada Graça Morais, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude da capital, esse tipo de crime acontece principalmente dentro da própria casa da criança, por pessoas que convivem com a criança e não levantam suspeitas, como padrastos, vizinhos, parentes ou até mesmo o pai.
Outra situação comum nesse tipo de crime é a demora nas denúncias, o que pode livrar o suspeito do flagrante. Segundo a delegada, geralmente, a situação de ameaça sofrida pelas vítimas contribui para que os casos só cheguem ao conhecimento da polícia anos depois.
No ano passado, o Disque 123, canal da Secretaria Estadual de Direitos Humanos (SEDH) recebeu 35 denúncias sobre casos relacionados à violência sexual em crianças e adolescentes na Paraíba, sendo 29 informes sobre abuso e seis sobre exploração sexual.
Para a gerente de Proteção Social Especial da pasta, Gabrielle Andrade, esses dados seriam apenas uma estimativa desse problema, que afeta um número maior de vítimas. Porém, ela ressalta que todas as denúncias recebidas pelo Disque 123 são apuradas e os casos encaminhados aos demais órgãos que formam a rede de proteção.
As crianças e adolescentes vítimas de violência sexual são encaminhadas para atendimentos nos Centros de Referência em Assistência Social (Creas). O mesmo atendimento também é oferecido aos familiares das vítimas, com apoio psicológico, jurídico e médico. São 26 Creas regionais que atendem a 120 municípios e outros 78 Creas municipais.
De acordo com o Código Penal, o estupro de vulnerável acontece quando há conjunção carnal ou outro ato libidinoso com menor de 14 anos. A pena prevista é de 8 a 15 anos de reclusão, podendo ser acrescida de mais tempo (de 10 a 20 anos) se houver lesão corporal de natureza grave ou ainda se resultar em morte (de 12 a 30 anos).
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República divulgou na noite de hoje (13) nota em que afirma que “a liberdade de manifestação é própria das democracias” e deve ser respeitada por todos.
“O caráter pacífico das manifestações ocorridas neste domingo demonstra a maturidade de um país que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições”, diz a nota da Secom.
O texto foi divulgado após reunião da presidenta Dilma Rousseff com os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, no Palácio da Alvorada, para avaliar as manifestações contra o governo ocorridas este domingo (13) em vários estados do país.
O Botafogo-PB teve uma atuação sólida e dominou o Sousa durante toda a partida realizada no Estádio Almeidão
O Botafogo-PB teve uma atuação sólida e dominou o Sousa durante toda a partida realizada no Estádio Almeidão
A oitava rodada do Campeonato Paraibano 2016, que aconteceu neste domingo (13), foi favorável para o Botafogo e o Campinense. Os times ampliam a liderança nos grupos A (Raposa) e B (Belo).
Em João Pessoa, no Estádio Almeidão, o Botafogo venceu o Sousa por 2 a 0. Com dois gols de Val o time pessoense mostrou mais futebol em campo e derrotou o adversário. O Dinossauro até tentou balançar a rede adversário, mas não logrou Êxito. Com a vitória, o Belo que estava já classificado ampliou a liderança do Grupo B.
O Campinense também saiu vitorioso neste domingo. A Raposa enfrentou o Atlético de Cajazeiras e venceu por 2 a 0, mantendo o favoritismo. O jogo aconteceu no Estádio Perpetão, em Cajazeiras.
Os gols do Campinense foram feitos por Adalgiso Pitbull e Rodrigão. Com a vitória, o Campinense confirma a classifica e continua na liderança do Grupo A.
Manifestação acontece próximo ao Busto de Tamandaré, em João Pessoa (Foto: Caio Ismael/G1)
Manifestação acontece próximo ao Busto de Tamandaré, em João Pessoa
Milhares de pessoas ocuparam parte da avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, nesta domingo (13), em manifestação a favor do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O ato durou três horas e reuniu 15 mil pessoas, de acordo com a organização, e 2 mil, segundo a Polícia Militar, na Capital. Além de João Pessoa, houve mobilização em Patos e Campina Grande.
Em João Pessoa, a mobilização ocupou o trecho que liga o Busto de Tamandaré. O ato foi encerrado com o Hino Nacional e uma caminhada. Políticos como o senador Cássio Cunha Lima e o deputado federal, Efraim Filho, participaram do evento na Capital.
Segundo a Polícia Militar da Paraíba, não houve incidentes durante o protesto que durou cerca de três horas. As pessoas usaram roupas das cores da bandeiras e com cartazes de apoio a Polícia Federal pela operação Lava Jato. Simpatizantes pelo impeachment da presidente usam bandeiras do Brasil.
Reprodução / Hermes de Luna
Bonecos infláveis da presidente com uma faixa impeachment e do ex-presidente Lula vestido de presidiário foram colocados no carro de som. Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula foram severamente atacados pelos oradores, que pediram o impeachment da presidente, a prisão do seu antecessor. Outro nome citado nos atos, mas de maneira positiva, foi o do juiz da Operação Lava Jato. Sérgio Moro foi exaltado em faixas na manifestação.
Campina Grande e Patos
Mobilizações aconteceram no interior da Paraíba. De acordo com a Polícia Militar, cerca duas mil pessoas participaram do ato em Campina Grande. Os manifestantes ocuparam a Praça da Bandeira. Não houve incidente.
Em Patos, no Sertão do estado a 307 km de João Pessoa, os manifestantes saíram em carreta e passeata. A organização estima que cerca de 1000 pessoas participaram da mobilização contra a presidente Dilma. O grupo saiu da praça Edvaldo Mota e seguiu para o Praça Coreto, no Centro da cidade, onde o ato foi encerrado.
Pessoas ajudam feridos após atentado a bomba no centro de Ancara, Turquia, no dia 13 de março
Pessoas ajudam feridos após atentado a bomba no centro de Ancara, Turquia, no dia 13 de março
Um atentado com carro-bomba no centro de Ancara, na Turquia, deixou 34 mortos e 125 feridos neste domingo (13), de acordo com a agência Reuters. Entre os feridos, 19 estão em estado grave. Por isso, o número de mortos ainda pode aumentar.
O ministro da saúde turco afirmou que entre os mortos estão um ou dois suspeitos de ter provocado o ataque, ainda segundo a Reuters. O governo turco acredita que o ataque visava atingir civis, afirmou a Associated Presse.
O barulho pôde ser ouvido a 2,5 km de distância e uma grande nuvem de fumaça podia ser vista subindo ao longo do centro da cidade, disse uma testemunha da Reuters.
A explosão aconteceu às 16h35 GMT (13h35 de Brasília) na praça de Kizilay, perto de uma delegacia e de um ponto de ônibus.
Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque até este momento e a polícia turca ainda busca esclarecer o atentado. “Acredito que o inquérito será concluído amanhã [segunda-feira (14)] e os resultados serão anunciados”, disse o ministro do interior turco, Efkan Ala, em comentários transmitidos ao vivo pela televisão, de acordo com a Reuters.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que ataque não enfraquece a determinação de lutar contra o terrorismo.
Policiais trabalham ao lado de veículos destruídos após atentado em Ancara, Turquia, em 13 de março
A Turquia vive um estado de alerta permanente desde o último verão no hemisfério norte, quando começou a enfrentar uma série de ataques que o governo atribuiu ao grupo jihadista Estado Islâmico.
Além disso, desde o ano passado o país está imerso em um novo conflito contra os curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), proibido na Turquia e que se rebelou há uma década contra o Estado turco.
Pessoas carregam ferido após atentado a bomba no centro de Ancara, Turquia, no dia 13 de março
Rio de Janeiro - Manifestação em Copacabana contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff
Rio de Janeiro – Manifestação em Copacabana contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff
A manifestação do Movimento Vem Pra Rua, no Rio de Janeiro, durou cerca de cinco horas e ocupou vários quarteirões nas duas faixas da Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, zona sul da cidade, neste domingo (13). O que mais se viu foram bandeiras do Brasil, cartazes contra o governo federal e o PT, empunhados por manifestantes vestidos de verde e amarelo.
A Polícia Militar acompanhou a manifestação com viaturas e um helicóptero. Não foram registrados confrontos nem incidentes graves. A PM não divulgou número de manifestantes, mas os manifestantes ocuparam cerca de dez quarteirões da orla. A apresentação do hino nacional encerrou a manifestação.
Por volta das 9h, teve início a concentração na altura do Posto 5, seguida de uma caminhada de cerca de dois quilômetros. A diversidade de ideias marcou o encontro. Alguns defendiam a intervenção militar, faixas pediam novas eleições, outras defendiam que o juiz Sérgio Moro, que julga, em primeira instância, os processos resultantes da Operação Lava Jato, se candidate à Presidência da República.
Os manifestantes também levavam faixas contra a legalização do aborto. Porém, a defesa pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva monopolizaram os discursos nos três carros de som.
O analista de sistema Ricardo Meneses, de 33 anos de idade, se manifestou contra o impeachment. “Acho que não é por aí. Temos que pressionar por uma reforma política, porque tirar a presidente não vai mudar nada, só vai enfraquecer o país”, disse.
O pedreiro aposentado Paulo Cordeiro acordou às 4h e saiu de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, de trem, para a manifestação na zona sul. “Vim para melhorar o Brasil, porque está tudo ruim. O custo de vida aumentou e o dinheiro que a gente ganha não dá mais para nada”, disse.
A professora Susana da Costa Santos, 58 anos, veio em caravana de seis ônibus do condomínio onde mora na Barra da Tijuca, zona oeste. “Estamos todos focados em apoiar a Polícia Federal e o Ministério Público, que estão protegendo o povo, que é trabalhador. Estou aqui, porque temos que nos unir por um país sério e justo”.
Moradores de prédios na Avenida Atlântica apoiavam a manifestação com bandeiras do Brasil estendidas em suas janelas. Um avião, que sobrevoou a orla várias vezes com a faixa “Não vai ter golpe”, foi vaiado todas as vezes pelos manifestantes.
Por volta das 15h, os manifestantes começaram a dispersar na altura do Posto 2.
Na concentração, no Posto 5, havia uma fila em frente a uma tenda que colhia assinaturas de apoio à Proposta de Emenda à Constituição 361 (PEC), que propõe aumentar a autonomia da Polícia Federal.
São Paulo
São Paulo – Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff
Em São Paulo, manifestantes a favor do impeachment já se concentravam na Avenida Paulista, região central da capital, antes das 14h. Por volta das 10h, chegaram os primeiros caminhões de som dos grupos que organizam o protesto contra o governo.
A maior parte das pessoas veste verde e amarelo ou carrega a Bandeira Nacional. Os manifestantes ocupam a via que, aos domingos, costuma ser fechada aos carros e usada como rua de lazer. Dois bonecos infláveis gigantes, um representando Dilma e outro o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em roupas de presidiário, foram instalados no centro da avenida. Nos acessos à via, ambulantes vendem réplicas do boneco e bandeiras do Brasil.
Salvador
Salvador – No Farol da Barra, manifestantes se reúnem a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff
Manifestantes contrários ao governo Dilma reuniram-se às 10h, na Barra, bairro de classe média em Salvador. Segundo a Polícia Militar, cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto, que se encerrou no Farol da Barra, onde houve dispersão dos participantes por volta das 13h.
O Farol da Barra é um dos principais pontos turísticos da capital baiana. Do local, os manifestantes seguiram para o Mirante Cristo da Barra, outro ponto turístico, onde os participantes posaram para uma fotografia, rezaram um Pai Nosso e aplaudiram, ao meio-dia, o juiz Sérgio Moro, que julga, em primeira instância, os processos resultantes da Operação Lava Jato.
A empresária Maria da Glória Carvalho, 59 anos, diz que está protestando contra a corrupção. “Sou empresária, produtora agrícola e fazendeira. O Brasil está tomado pela corrupção e precisa mudar. Nós precisamos limpar o nome do nosso país”, disse a moradora do Caminho das Árvores, bairro de Salvador.
O ato foi convocado nas redes sociais pelo Movimento Brasil Livre (MBL), principal organizador do protesto, que ocorre simultaneamente em várias cidades do país. Um dos coordenadores do MBL na Bahia, Eduardo Costa, destacou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff como o principal ponto de pauta do movimento. “Fora Dilma, fora Lula, fora PT. Há outras coisas que precisam ser feitas, mas temos que começar por aí, para que outros governantes retomem os rumos do nosso país.”
Recife
Recife – Na Praia de Boa Viagem, manifestantes se reúnem em apoio ao combate à corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff
A manifestação contra o governo federal, no Recife, levou 120 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, à orla da capital pernambucana, no bairro de Boa Viagem. O ato, que começou às 10h, pediu o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sob um sol intenso, três trios elétricos e um carro de som puxavam o ato. Os manifestantes vestiam verde e amarelo e levavam cartazes pedindo o impeachment e criticando o Partido dos Trabalhadores (PT). Muitas bandeiras do Brasil foram levadas, e também cartazes de apoio ao juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato, que investiga a lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras do país e políticos de vários partidos. Até um boneco de Olinda do juiz foi levado para o ato.
A multidão percorreu a avenida da orla no bairro de Boa Viagem, um setor nobre da capital pernambucana. Muitos moradores de prédios que ficam à beira mar colocaram mensagens e bandeiras brasileiras nas janelas em apoio à manifestação. A parte da frente dos edifícios funcionaram como uma espécie de camarote, de onde os recifenses aplaudiam o ato e gritavam mensagens contra o governo.
Fortaleza
Em resposta à manifestação contra o governo federal e contra o ex-presidente Lula, militantes e parlamentares do PT realizaram hoje (13) pela manhã uma carreata pelas ruas da periferia de Fortaleza. O grupo se concentrou no bairro Parangaba e percorreu cerca de 12 quilômetros pelo lado oeste da cidade em direção à orla do bairro Pirambu.
A caravana foi organizada pelo líder do Governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE), que disse que o evento foi uma preparação para o ato que será realizado no dia 18 de março em todo o Brasil. “É muito importante sermos solidários a Lula neste momento, pelo que ele representa para o povo brasileiro. Isso aqui é só o ‘esquenta’ para o dia 18. Se os manifestantes contra o governo vão botar hoje muita gente nas ruas, nós vamos botar o dobro no dia 18.” Em Fortaleza, o ato vai se concentrar na Praça da Bandeira, no centro da cidade.
Pelas avenidas, várias pessoas nas calçadas demonstravam apoio. Algumas portavam bandeiras vermelhas. Houve também quem se colocou contra a manifestação. A Polícia Rodoviária Estadual prestou apoio à carreata durante o percurso. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social afirmou que não vai se manifestar sobre a estimativa de público do evento.
Brasília
Brasília – Manifestantes vão à Esplanada dos Ministérios protestar contra o governo Dilma Rousseff
A manifestação em Brasília de apoio ao combate à corrupção e a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, realizada na Esplanada dos Ministérios, terminou ao som do Hino Nacional. Ao final do hino, os manifestantes gritaram “Fora, PT”.
Segundo a Polícia Militar, 100 mil pessoas participaram da manifestação. Não houve ocorrência de atos violentos, segundo a PM, apenas registro de extravio de documentos e atendimento de pessoas com mal-estar. O percurso dos manifestantes começou no Museu da República e foi até o Congresso Nacional, em um total de dois quilômetros.
No país
As manifestações de apoio ao combate à corrupção, contra o governo e a favor do impeachment foram marcadas em mais de 500 cidades pelo país. A maioria delas organizada pelo Movimento Vem pra Rua ou pelo Movimento Brasil Livre. Eventos de apoio ao governo Dilma e a Lula também ocorreram no Rio de Janeiro, São Bernardo do Campo (SP) e Porto Alegre. A Central Única dos Trabalhadores marcou para o próximo dia 18 manifestações em defesa da democracia em todo país. Em Brasília, manifestação organizada pelo PT que ocorreria na manhã de hoje foi cancelada depois que o governo local invocou a regra estabelecida pela Constituição de que dois eventos públicos ao ar livre não podem ocorrer no mesmo lugar.
Reeleita para a Assembleia Legislativa da Paraíba, Danielle do Vale agradeceu aos eleitores pela confiança, classificou a vitória como coletiva e prometeu intensificar o trabalho no novo mandato.
O jornalista Wesley Lino afirmou ter conquistado mais de R$ 250 mil em apostas sobre os resultados das eleições na Paraíba. Segundo ele, os prognósticos foram baseados em pesquisas eleitorais e na análise dos bastidores políticos.
O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo foi convidado por Lula para uma reunião em Brasília, nesta segunda-feira (5), com lideranças eleitas de todo o país para definir as estratégias da campanha do segundo turno.