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Carro com adesivos falsificados da Polícia Federal é apreendido na Paraíba

Polícia Militar encontrou carro abandonado com adesivos falsificados da Polícia Federal (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Polícia Militar encontrou carro abandonado com adesivos falsificados da Polícia Federal (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Polícia Militar encontrou carro abandonado com adesivos falsificados da Polícia Federal (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

Um carro com adesivos falsificados da Polícia Federal foi apreendido no início da noite da segunda-feira (7) em Campina Grande. O veículo, encontrado pela Polícia Militar, estava abandonado em frente a uma casa na rua Maria Carolina de Amorim, no bairro Três Irmãs. O chassi do carro foi adulterado.

De acordo com o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), a apreensão aconteceu após a PM receber uma ligação anônima informando que havia um carro da PF parado em frente a uma residência. Ao chegar no local, os policiais acharam um Chevrolet Astra de cor preta e com os adesivos. No interior do veículo, foram encontrados bonés e camisas da Polícia Federal.

O carro foi levado para  o pátio da PF no bairro do Catolé. Depois das investigações, a polícia descobriu que o veículo foi usado por dois homens que teriam usado o carro para colher informações na agência dos Correios que fica no Distrito de São José da Mata, em Campina Grande.

Imagens do sistema de segurança mostram que a dupla chegou na agência no carro adulterado e foram direto conversar com um dos funcionários. Segundo a polícia, os dois perguntaram sobre a quantidade de dinheiro que havia no cofre do local. Após isso, foram embora. Até a manhã desta terça-feira (8), a polícia não tinha a identidade dos suspeitos. As informações são do G1.

Bonés e camisas da Polícia Federal foram encontrados dentro do veículo (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Bonés e camisas da Polícia Federal foram encontrados dentro do veículo (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

Três homicídios são registrados na Grande João Pessoa em uma noite

Três homicídios foram registrados na noite de segunda-feira (7) na Grande João Pessoa, conforme levantamento feito pela Polícia Civil. Os crimes ocorreram nas cidades de João Pessoa e Santa Rita, entre 18h e 20h, ainda de acordo com a polícia. Em dois casos, as vítimas foram mortas a tiros e no outro uma mulher foi morta a facadas.

Por volta das 18h, a polícia registrou o primeiro homicídio na noite de segunda na região da Grande João Pessoa. Um homem de 26 anos estava em casa com amigos, em Santa Rita, quando invadiram e atiraram várias vezes. Quatro tiros atingiram o jovem, pelo menos um na cabeça. Apenas o jovem foi baleado no tiroteio, segundo a polícia. A delegacia de Homicídios trata o caso como execução e investiga a possível relação com um outro homicídio, registrado no início da manhã de segunda, no qual um presidiário do regime semiaberto foi assassinado a tiros.

O segundo homicídio da noite ocorreu na Rua Cosme e Damião, em Santa Rita. Um adolescente de 16 anos morreu após ser baleado cinco vezes na cabeça. De acordo com o delegado plantonista de homicídios, que registrou o caso, a vítima havia sido apreendida várias vezes e ficado internada por duas ocasiões em centros socioeducativos para adolescentes. O adolescente afirmava na local onde morava que pertencia a uma facção criminosa, segundo a polícia.

O último crime da noite ocorreu na Rua das Trincheiras, na região central de João Pessoa. Uma mulher, de aproximadamente 25 anos, foi morta com duas facadas no pescoço. Segundo a polícia, moradores da área acionaram a Polícia Militar após flagrar a mulher agonizando em uma calçada. De acordo com a Polícia Civil, após ser atacada, a vítima chegou a rastejar para dentro de um casarão abandonado, mas não resistiu aos ferimentos.

Nos três casos, a Polícia Militar realizou buscas pelas imediações do local onde ocorreram os crimes, mas até o início da manhã desta terça-feira (8) nenhum suspeito havia sido preso. Os corpos das vítimas foram encaminhados para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa. O corpo da mulher morta após ser esfaqueada não tinha sido identificado pela polícia até o registro da ocorrência. As informações são do G1.

Mulher baleada na cabeça em tentativa de assalto morre no Hospital de Trauma

Vítima de 29 anos foi ferida na cabeça, quando dirigia o carro dela (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Vítima de 29 anos foi ferida na cabeça, quando dirigia o carro dela (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Vítima de 29 anos foi ferida na cabeça, quando dirigia o carro dela (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

Uma mulher de 29 anos que foi baleada na cabeça, durante uma possível tentativa de assalto ocorrida no último sábado (5), em Campina Grande, morreu nesta segunda-feira (7). A informação foi confirmada pelo Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes. O estado de saúde dela era considerado grave desde o momento de sua entrada.

Segundo o serviço social da unidade hospitalar, a vítima estava internada na ala vermelha, mas não deu detalhes sobre as complicações que resultaram na morte dela.

A Polícia Civil está investigado o caso, mas até o final da tarde desta segunda-feira (7) não identificou nenhum suspeito pelos disparos.

De acordo com a Polícia Militar, testemunhas relataram que a vítima estava dirigindo o carro dela pela Rua Manoel Martins de Oliveira, no bairro de Bocongó III, a caminho da igreja, quando dois homens abordaram ela, em uma moto, e atiraram. A Polícia Civil ainda não sabe se a intenção dos autores era roubar o carro, ou assassinar a vítima, pois nada foi levado. As informações são do G1.

Sargento da PM morre em acidente em rodovia estadual na Paraíba

Carro em que estava o sargento colidiu com um caminhão (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Carro em que estava o sargento colidiu com um caminhão (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Carro em que estava o sargento colidiu com um caminhão (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um sargento da Polícia Militar morreu após um colisão entre um carro e um caminhão na rodovia estadual PB-008, no sentido Jacumã/João Pessoa, nesta segunda-feira (7). De acordo com informações de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que esteve na ocorrência, a vítima já foi encontrada morta dentro do veículo e estaria sozinha.

Segundo o motorista do caminhão, que se identificou apenas como David, o carro do sargento colidiu com o caminhão na contramão. “Pelo jeito que ele vinha, ele já estava apagado”, relatou. As informações são do G1.

Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba empossa nova mesa diretora

Des. José Aurélio da Cruz é empossado Presidente do TRE da Paraíba (Foto: Divulgação)
Des. José Aurélio da Cruz é empossado Presidente do TRE da Paraíba (Foto: Divulgação)
Des. José Aurélio da Cruz é empossado Presidente do TRE da Paraíba (Foto: Divulgação)

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) empossou nesta segunda-feira (7) o desembargador José Aurélio da Cruz como novo presidente do órgão e a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes como vice-presidente. A posse da nova mesa diretora aconteceu por volta das 16:00h na Sala de Sessões desembargador Hermes Pessoa, no primeiro andar da sede do Tribunal, em João Pessoa.

A nova vice-presidente, a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes é a primeira mulher que se tornou membro efetivo do TRE. A nova mesa diretora vai conduzir os trabalhos relativos às eleições municipais deste ano. Diversos políticos participaram da solenidade de posse, entre eles o governador Ricardo Coutinho. José Aurélio da Cruz é natural do Município de Jacaraú e Maria das Graças Morais Guedes nasceu na cidade de São Mamede, no sertão da Paraíba.

Ainda estiveram presentes o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, o procurador geral de Justiça, Bertrand Asfora, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. As informações são do G1.

UFCG divulga quarta chamada da lista de espera do vestibular 2016.1

Foi divulgada nesta segunda-feira (7) a quarta chamada da lista de espera do vestibular 2016.1 da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Nesta nova lista estão sendo convocados 368 candidatos para o cadastramento, que acontece entre os próximos dias 10 e 110. O cadastramento é obrigatório, na coordenação do curso para o qual o candidato foi aprovado, e o não comparecimento ao ato de cadastramento ou a não apresentação da documentação exigida implica na perda do direito à vaga. Confira a lista de convocados.

O horário de atendimento será das 8h às 11h30 e das 14h às 17h. A matrícula em disciplinas acontece no dia 13 de junho e as aulas estão previstas para começarem no dia 20 de junho.

A UFCG informou que, em caso de outras vagas remanescentes, ocasionadas pelo não comparecimento dos aprovados ao cadastramento ou não apresentação da documentação exigida, estão previstas mais sete chamadas. A próxima pode sair no dia 14 de março.

Documentação
Para o cadastro serão exigidos o certificado de conclusão do ensino médio (2º grau) ou curso equivalente, ou diploma de graduação em curso superior, devidamente assinado pelo candidato e pela escola; identidade, CPF, título de eleitor para os brasileiros maiores de 18 anos, com comprovante de presença na última eleição (1º e ou 2º turno da eleição de 2012), prova de quitação com o serviço militar, para os brasileiros do sexo masculino e maiores de 18 anos, certidão de nascimento ou de casamento, e comprovante de residência. As informações são do G1.

Mulheres representam 16,8% dos empregados na indústria da Paraíba

Na indústria têxtil, 47% das vagas são ocupadas por mulheres, na Paraíba. (Foto: Reprodução internet)
Na indústria têxtil, 47% das vagas são ocupadas por mulheres, na Paraíba. (Foto: Reprodução internet)
Na indústria têxtil, 47% das vagas são ocupadas por mulheres, na Paraíba. (Foto: Reprodução internet)

As mulheres representam apenas 16,8% dos formalmente empregados em indústrias paraibanas. O número é um apanhado de 2015 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O Estado tem 137.514 pessoas trabalhando em indústrias, com 114.383 homens e 23.130 são mulheres. Em relação a 2014, o crescimento de mulheres nas indústrias foi de 3,8% .

SAIBA MAIS

Ainda conforme os dados do Caged, cinco áreas da indústria reúnem um percentual maior de mulheres nos quadros de funcionários das empresas. Na indústria têxtil, dos 14.491 empregados, 6.818 são mulheres, representando 47% do total.

Em seguida vem o setor de elétrica e comunicação, onde 31,1% dos funcionários são do sexo feminino. No ramo de papel e gráfica há 3.284 empregados e 915 são mulheres, representando 28%. Nas indústrias de borracha, fumo e couros, 27,9% dos trabalhadores são mulheres.

Já no setor que mais emprega na indústria paraibana, que é o da construção civil com mais de 46 mil empregados, pouco mais de 6% dos trabalhadores são do sexo feminino. Um ramo que vem crescendo no Estado e tem uma grande representatividade principalmente em Campina Grande é o de calçados. A Paraíba tem 14.334 empregados no setor: 10.914 são homens e 3.520 mulheres.

Para a coordenadora de Gente e Gestão de uma fábrica de calçados de Campina Grande, Andreia Albuquerque, é extremamente necessária a presença de mulheres no quadro de funcionários. “Na nossa empresa, temos várias mulheres em cargos de liderança. Não existe diferenciação nem na contratação como também no valor dos salários. Trabalhamos com confecção de sandálias e precisamos da delicadeza delas, que contribuem muito”, disse.

Nesta empresa em que Andreia exerce cargo de liderança, há cerca de mil colaboradores e mais de 350 são mulheres. “As mulheres estão conquistando cada vez mais seu espaço e em todos os campos. Não existe mais profissão exclusiva”, afirmou a profissional.

Preconceito
De acordo com Irene Marinheiro, coordenadora da Organização Não Governamental Centro 8 de Março, em João Pessoa, que atua em campanhas e ações de assistência e combate a violência contra a mulher, ainda existe uma resistência por mulheres nesse tipo de trabalho e preconceito. Para ela, o conhecimento dos direitos à igualdade tem fortalecido as mulheres.

“Sabemos que é um trabalho ainda complicado para as mulheres, principalmente as casadas e que têm filhos, pois acabam tendo uma dupla jornada. Uma parte do dia passam no trabalho e outro cuidando de casa. Mas, essas mulheres são guerreiras e estão na luta pelo seu empoderamento e autonomia. A gente sabe que o machismo ainda é forte e as mulheres sofrem com isso, mas muita coisa já vem mudando, pois as mulheres sabem seus direitos e como exigir”, disse ela. 

Por Gustavo Xavier e Artur Lira

Receita vai liberar da malha fina novo lote de restituições do Imposto de Renda

A Receita libera da malha fina um novo lote de restituições do Imposto de Renda de pessoas físicas. A consulta será disponibilizada amanhã (8), a partir de 9 horas. Foram contempladas declarações de 2008 e 2015. O crédito bancário para 36.510 contribuintes será realizado no dia 15 próximo, totalizando R$ 110 milhões. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet ou ligar para o Receitafone 146.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do Imposto de Renda (pessoa física) e situação no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Para os contribuintes que permanecem em malha, a Receita sugere que consultem o Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC) ,onde é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento.

Os montantes de restituição para cada exercício e a respectiva taxa Selic aplicada podem ser verificados na tabela abaixo:

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A Receita informa, ainda, que a restituição ficará disponível nos bancos durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requer por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Por Daniel Lima

Mulheres do MST realizam protesto contra uso de agrotóxicos na Paraíba

As integrantes do MST saíram da Asplan e seguiram para a Epitácio Pessoa (Foto: Divulgação)
Manifestantes se concentram na sede da Asplan, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Manifestantes se concentram na sede da Asplan, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um grupo de mulheres integrantes do Movimento Sem Terra da Paraíba (MST) realizou na manhã desta segunda-feira (7) uma manifestação no prédio da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan) no Centro de João Pessoa. De acordo com o MST, a ação faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas e tem o objetivo de denunciar o modelo do monocultivo da cana de açúcar, que, segundo eles, é baseado no uso intensivo de agrotóxicos.

Até próximo das 12h, a manifestação aconteceu no prédio da Asplan, onde os representantes do MST queriam uma reunião para discutir o uso do agrotóxico nas plantações. Depois desse horário, os manifestantes saíram em marcha até a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Bairro dos Estados. O movimento chegou a parar o trânsito da avenida Epitácio Pessoa, uma das principais de João Pessoa. Com informações do G1.

As integrantes do MST saíram da Asplan e seguiram para a Epitácio Pessoa (Foto: Divulgação)
As integrantes do MST saíram da Asplan e seguiram para a Epitácio Pessoa (Foto: Divulgação)

‘Sexo oral por biscoitos’: As denúncias de abuso sexual contra soldados e funcionários da ONU

A maioria das denúncias vem de países da África, mas também há casos em locais como a Alemanha
A maioria das denúncias vem de países da África, mas também há casos em locais como a Alemanha
A maioria das denúncias vem de países da África, mas também há casos em locais como a Alemanha

“A menina, de sete anos, nos disse que fez sexo oral em soldados franceses em troca de uma garrafa de água e um pacote de biscoitos.”

O relato da criança citada acima faz parte das muitas denúncias de crimes sexuais cometidos por soldados e funcionários da ONU nos últimos anos. O depoimento foi registrado por membros da Comissão de Direitos Humanos da organização, que divulgou este e outros casos em um comunicado elaborado em janeiro.

Na última sexta-feira, um informe foi divulgado como parte de uma nova política de “nomear e envergonhar” os responsáveis. A ONU adotou essa estratégia depois do escândalo envolvendo o abuso de crianças e adolescentes por seus soldados na República Centro-Africana, no ano passado.

O documento, apresentado pelo secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, lista 99 novas denúncias de abuso sexual cometido por soldados e funcionários da organização em missões internacionais em 2015, o que reflete uma alta em relação aos 80 casos registrados em 2014.

Dos 99 casos denunciados em 2015, 69 foram de abusos cometidos por soldados em missões de paz e 30 por funcionários da ONU em outros setores.

E pela primeira vez foi divulgada a lista de países onde ocorreram as denúncias: Alemanha, Burundi, Gana, Senegal, Eslováquia, Madagascar, Ruanda, República Democrática do Congo, Burkina Fasso, Camarões, Tanzânia, Níger, Moldávia, Togo, África do Sul, Benin, Nigéria e Gabão.

Também foram feitas denúncias contra funcionários de vários países europeus e do Canadá. A maioria dos abusos ocorreu na África, especialmente na República Centro-Africana. Também houve denúncias de exploração sexual no Haiti.

O relatório, porém, foi muito criticado pela ONG Code Blue, que monitora as denúncias contra soldados – os “capacetes azuis” – e funcionários das Nações Unidas.

“O que a ONU fez exatamente diante das mais de 1 mil denúncias de abuso sexual contra seus funcionários desde 2007? Debaixo da máscara de que toma alguma providência, o que realmente existe é a inércia”, informou a ONG em um comunicado.

Ataques

O relatório da ONU pede que os países dos acusados julguem os culpados em seus tribunais e a criação de um banco de amostras de DNA de seus soldados para facilitar os processos criminais.

Mas, além dessas recomendações, pouca coisa mudou nos locais onde o órgão atua.

Investigadores da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, que visitaram a República Centro-Africana, denunciaram no mês passado a violação ou abuso sexual de pelo menos oito mulheres e meninas.

De acordo com a ONG, os ataques ocorreram entre outubro e dezembro de 2015, mais de um ano depois da eclosão do escândalo de abuso de menores por soldados franceses naquele mesmo país.

Uma adolescente de 14 anos falou com a Human Rights Watch:

“Eu passava pela base da Minusca (a missão da ONU no país) no aeroporto quando me atacaram. Os soldados estavam armados. Um segurou meus braços enquanto outro arrancou minha roupa. Jogaram-me em um pasto, e, enquanto um me segurava, outro me estuprou.”

Outra jovem de 18 anos afirmou ter sido estuprada quando foi pedir comida na base dos soldados da ONU na República Democrática do Congo.

“Três homens armados se jogaram em cima de mim e disseram que me matariam se eu os denunciasse. Todos eles me estupraram”, disse a jovem.

Vazamento de informações

Em dezembro de 2015, um painel independente acusou as Nações Unidas de negligência grave ao lidar com as denúncias de abuso sexual por parte de soldados e funcionários em suas missões.

O painel criticou bastante o fato de a ONU não tomar providências diante de um catálogo de denúncias, especialmente as de exploração sexual por parte de soldados franceses na República Centro-Africana.

O general Romeo Dallaire, ex-comandante das tropas da organização em Ruanda durante o genocídio ocorrido em 1994, disse em 2015 que as denúncias de abuso de menores na República Centro-Africana lhe causava nojo.

“O caso vai totalmente contra a suposta razão pela qual as tropas são enviadas a campo em missão de paz”, afirmou.

As acusações de inércia contra a ONU só chegaram à imprensa internacional depois das revelações de um funcionário da organização, Anders Kompass, que, frustrado diante da falta de ação da instituição, vazou um relatório confidencial sobre denúncias de abuso e o entregou a promotores da França.

Críticas e burocracia

A ONG Code Blue também criticou o comitê de especialistas nomeado pelas Nações Unidas para melhorar sua atuação diante das denúncias de abuso.

Segundo a ONG, o comitê é formado pelos mesmos indivíduos que ocupavam cargos de responsabilidade quando as violações anteriores foram reveladas.

“No universo paralelo da burocracia da ONU, os mesmos personagens que tiveram um papel ativo no fracasso da (missão na) República Centro-Africana agora supervisionam as mudanças para melhorar a situação. Quando as raposas estão encarregadas do galinheiro, o galinheiro está condenado”, afirmou a Code Blue.

A ONG lembra ainda em seu comunicado as palavras do painel independente realizado depois do escândalo ocorrido no país africano.

“O fato de que o problema persiste, apesar de inúmeros relatórios de especialistas designados pela ONU nos últimos dez anos, só serve para aumentar a percepção de que a ONU está mais preocupada com a retórica do que com a ação.”

via BBC

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