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Quatro pessoas são presas durante operação policial na cidade de Mari

Parte do material apreendido durante a operação (Foto: Divulgação)
Parte do material apreendido durante a operação (Foto: Divulgação)
Parte do material apreendido durante a operação (Foto: Divulgação)

As Polícias Civil e Militar desencadearam na manhã desta terça-feira (8) a operação Pasto Novo Livre, no município de Mari. Foram presas quatro pessoas suspeitas de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. A ação foi realizada pela 5ª Delegacia Seccional, que tem sede em Santa Rita em conjunto com equipes do 7º Batalhão da Polícia Militar.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Felipe Castelar, a operação policial foi realizada após várias denúncias indicarem o comércio ilegal de entorpecentes na região de Mari. “Em muitas informações que recebemos foram apontados os responsáveis, demos entrada nos mandados de prisão preventiva e conseguimos nesta terça-feira, cumpri-los”, disse o delegado.

Foram presos: José Walder Lins Rabelo Neto, de 22 anos; Josivaldo Gomes da Silva, de 29 anos; Severino Gomes dos Santos, de 18 anos. Na ação policial ainda foi preso em flagrante Sebastião Cosmo dos Santos, por posse ilegal de arma de fogo.  Na ação foram apreendidas três armas de fogo, sendo duas de grosso calibre, um revólver e uma espada.

Ainda segundo o delegado Felipe Castelar, as investigações mostram que a espada e uma das armas podem ter sido usadas no homicídio de Leonildo Nascimento Silva, no mês passado.

Os presos foram encaminhados para unidades prisionais do Estado, onde vão aguardar as decisões da Justiça. Eles vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma de fogo e um deles vai responder por homicídio.

Da Redação, PBVale

Campeonato Paraibano de Squash espera reunir 40 atletas

Squash (Foto: Divulgação/Federação Paraibana de Squash)
Squash (Foto: Divulgação/Federação Paraibana de Squash)
Squash (Foto: Divulgação/Federação Paraibana de Squash)

Vai começar a partir do dia 16 deste mês o Campeonato Paraibano 2016 de Squash. Antes disso, a Federação Squash Paraíba vai realizar um torneio início festivo, no dia 12 deste mês, para anteceder o início do estadual. O Paraibano deve reunir 40 atletas entre masculino e feminino, enfrentando-se em mais de 500 jogos no ano.

O Paraibano de Squash é disputado por grupos de nível técnico semelhante em duas etapas no ano e, conforme seu desempenho, o atleta pode subir ou descer no final da primeira etapa.

Neste ano, todos os jogos serão disputados em duas partidas ida-e-volta, o que permitirá que os confrontos entre atletas de João Pessoa e Campina Grande tenham um jogo em cada cidade, nas quadras do Squash Bessa, na Capital, e da Korpus Academia, em Campina Grande.

Além de ganhar posições no ranking paraibano, os atletas estão de olho na Copa do Brasil 2016 que acontecerá nos dias 26 a 29 de maio em Belo Horizonte. As informações são do Portalcorreio.

Sharapova cai em exame antidoping e diz: “Eu não posso culpar ninguém”

Maria Sharapova anunciou ter sido flagrada em exame antidoping (Foto: Kevork Djansezian/Getty Images)
Maria Sharapova anunciou ter sido flagrada em exame antidoping (Foto: Kevork Djansezian/Getty Images)
Maria Sharapova anunciou ter sido flagrada em exame antidoping (Foto: Kevork Djansezian/Getty Images)

A russa Maria Sharapova convocou uma coletiva de imprensa nessa segunda-feira (7), em um hotel em Los Angeles, para anunciar que foi flagrada no exame antidoping pela substância Meldonium durante o Aberto da Austrália, em janeiro. Segundo a tenista, atual número 7 do mundo, a Federação Internacional de Tênis (ITF) enviou uma carta informando sobre o exame na última semana.

“Eu assumo total responsabilidade. É importante dizer que a substância não estava na lista de banidas até o ano passado. Eu tomei legalmente pelos últimos dez anos. Em janeiro, as regras mudaram, e a substância foi proibida e eu não sabia. É o meu corpo, é o que eu coloco dentro dele. Não posso culpar ninguém que esteja treinando comigo”, declarou Sharapova, contando também que havia recebido em dezembro a nova lista de substâncias proibidas, mas não a olhou.

Organizadora dos Grand Slams, a ITF explicou o caso em comunicado oficial. A amostra pelo qual Sharapova foi pega no doping foi coletada no dia 26 de janeiro. A tenista foi notificada no dia 2 de março e admitiu a presença da substância proibida. A entidade anunciou que a russa será suspensa provisoriamente no dia 12 de março até a definição do caso. A pena máxima é de quatro anos.

Também em comunicado oficial, a Wada informou que, “para proteger a integridade do caso”, ela não vai se manifestar até uma decisão final da ITF. Assim que isso acontecer, a entidade garantiu que vai analisar o veredito e decidir apelar ou não junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS).

Mildronate, medicamento tomado por Sharapova que contém Meldonium (Foto: Reprodução)
Mildronate, medicamento tomado por Sharapova que contém Meldonium (Foto: Reprodução)

Sharapova afirmou que tomava o medicamento Mildronate, que continha a substância Meldonium, desde 2006, para tratar uma deficiência de magnésio e evitar a diabetes. Até o ano passado, a substância era permitida pela Wada.

“Eu comecei a tomar esse medicamento em 2006. Eu tinha alguns problemas de saúde na época, ficava doente o tempo todo, Meu corpo era falho em magnésio, há um histórico de diabetes na família e havia sinais de diabetes. Esse era um dos medicamentos, junto com vários outros, que eu tomava.”

Em 2015, a Wada incluiu o Meldonium na lista de observação para determinar os efeitos na performance e o quantitativo de atletas que faziam uso. Ele entrou na lista de substâncias proibidas em 2016 como um “modulador metabólico”, devido “ao uso de atletas para aumentar a performance”, segundo a Wada. Porém, a entidade havia publicado desde setembro do ano passado a lista atualizada de substâncias proibidas que vigoraria a partir de janeiro deste ano. De forma geral, o Meldonium é usado para tratar doenças como isquemia, que decorre da falta de circulação de sangue no corpo.

Wada publicou em setembro do ano passado que meldonium seria uma substância proibida em 2016 (Foto: infoesporte)
Wada publicou em setembro do ano passado que meldonium seria uma substância proibida em 2016 (Foto: infoesporte)

“O Meldonium é uma substância tomada via oral, por comprimidos, que aumenta a contração do ventrículo. Ele favorece a contração do músculo cardíaco e é usado com o fim de melhorar a capacidade cardíaca. Normalmente, as substâncias que são incluídas principalmente no item de hormônios e moduladores metabólicos exercem relativa influência. Melhora o desempenho, mas é difícil dizer o quanto. Varia de atleta para atleta, da dose tomada, do metabolismo do atleta”, explicou Eduardo de Rose, membro do Comitê Executivo da WADA, em contato com o GloboEsporte.com.

No início do ano, o ciclista russo Eduard Vorganov também foi flagrado pela mesma substância. A suspensão não foi anunciada pela Federação Internacional de Ciclismo, mas poderia variar entre 15 a 45 dias.

Maria Sharapova chega para a coletiva em Los Angeles (Foto: Reuters)
Maria Sharapova chega para a coletiva em Los Angeles (Foto: Reuters)

Antes da coletiva de imprensa, o boato que circulava pelo mundo do tênis era que Sharapova anunciaria sua aposentadoria. Ela, no entanto, reagiu com bom humor e negou qualquer possibilidade de deixar as quadras neste momento.

“Eu cometi um erro grande e decepcionei meus fãs e o esporte. Não quero terminar minha carreira desse modo e espero que eu tenha outra chance de jogar este jogo. Se eu fosse anunciar minha aposentadoria, não seria num hotel de Los Angeles e nesse carpete feio”, disse a tenista de 28 anos.

O presidente da Associação de Tênis Feminino (WTA), Steve Simon, lamentou o episódio.

“Eu estou muito triste de ouvir as notícias sobre Maria. Maria é uma líder e eu sempre soube que ela é uma mulher de grande integridade. Apesar disso, como Maria sabe, é responsabilidade de todo jogador saber o que eles colocam em seus corpos e saber se isso é permitido. Esse assunto está agora nas mãos do Programa Anti-Doping de Tênis e terá o procedimento padrão. A WTA vai apoiar as decisões tomadas ao longo do processo”, declarou o dirigente.

Sharapova é bicampeã de Roland Garros (2012 e 2014) e também conquistou a taça no Aberto da Austrália (2008), Aberto dos EUA (2006) e Wimbledon (2004).

Com Globoesporte

Mulher é achada morta em elevador após 1 mês na China

O elevador em que a mulher foi encontrada morta na China ficou desligado por um mês (Foto: Reprodução)
O elevador em que a mulher foi encontrada morta na China ficou desligado por um mês (Foto: Reprodução)
O elevador em que a mulher foi encontrada morta na China ficou desligado por um mês (Foto: Reprodução)

A notícia do descobrimento do cadáver foi reproduzida pela imprensa mundial. Mas o desaparecimento da vítima passou despercebido por um mês sem que ninguém – parentes ou vizinhos – notasse a ausência.

Ainda sob comoção, chineses se perguntam como foi possível que uma mulher tenha ficado presa em um elevador e morresse lá dentro sem que o corpo fosse descoberto.

O elevador, de um prédio residencial na cidade de Xian, havia sido desligado por dois trabalhadores de manutenção em 30 de janeiro. O cadáver da mulher foi localizado em 1º de março.

O episódio motivou um debate sobre padrões de segurança na China, mas também sobre temas como a situação de mulheres adultas solteiras (estigmatizadas na China) e o cuidado a doentes mentais no país.

Elevadores que ‘engolem pessoas’
“Trinta dias. Quanta dor e sofrimento deve ter havido? Meu coração dói por ela”, escreveu o usuário Huixinya na rede social Weibo, o Twitter da China.

Outros manifestaram horror e pena pela morte da mulher de 43 anos, identificada publicamente pelo apelido familiar: Wu.

O fato de os funcionários terem feito apenas uma rápida verificação – gritando por alguém dentro do elevador – antes de desligar o aparelho também provocou reações indignadas.

Meios de comunicação chineses informaram que os encarregados da manutenção e os responsáveis pela administradora do prédio foram presos sob acusação de homicídio culposo (sem intenção de matar).

“Era tão difícil simplesmente abrir o elevador e verificar?”, questionou um usuário nas redes sociais. “E se fosse uma pessoa surda?”, perguntou outro.

Houve ainda críticas aos funcionários, apontados como preguiçosos e irresponsáveis. “Isso não foi causado por um acidente de trabalho, mas por trabalhadores sem integridade pessoal básica”, disse um internauta no Weibo.

O episódio renovou preocupações em relação a padrões de segurança precários e a uma cultura que prefere encurtar processos. Em um caso polêmico recente, uma mulher morreu após cair de uma escada rolante com defeito em um shopping.

“A onda recente de mortes em elevadores e escadas rolantes não pode ser atribuída simplesmente a problemas de fabricação, mas a deveres incumpridos e manutenção descuidada”, dizia um comentário no portal Red Net, que reivindicava mais fiscalização para “curar a doença dos elevadores que engolem pessoas”.

App para mulheres solteiras
Com informações que apontam que Wu, a mulher morta no elevador, vivia sozinha e tinha pouco contato com a família, também surgiram inquietações sobre a segurança das mulheres solteiras.

Houve quem manifestasse surpresa pelo fato de ninguém ter alertado autoridades sobre a ausência da mulher, o que mostraria o crescente isolamento das pessoas em grandes cidades.

Xiaowuerfu, um usuário do Weibo, apontou: “Talvez poderia haver um app onde diariamente alguém desse dois toques, e pelo qual a polícia fosse avisada caso esse toque não fosse feito após dois dias”.

“Pensava que casos assim só ocorressem em áreas rurais, mas uma metrópole é também uma floresta de aço, você está rodeado por tanta gente, pode ter muitos amigos, mas poucas conexões reais”, disse outro usuário.

A situação das mulheres solteiras, estigmatizadas na China como “sheng un”, ou mulheres encalhadas, é um assunto que há tempo preocupa uma cultura que prioriza o casamento e a maternidade na vida das mulheres.

O Estado já tentou incentivar mais mulheres solteiras a se casar, principalmente pelo grande desequilíbrio de gênero causado pelo fim da política que permitia o nascimento de apenas um filho por casal.

Problemas mentais
Informações que circularam sobre o caso do elevador, atribuídas a vizinhos não identificados, davam conta que Wu sofria de problemas mentais.

Ainda que as informações não tenham sido confirmadas, houve um debate sobre o cuidado a pessoas com esse tipo de enfermidade.

“Como a família pode ter permitido que ela desaparecesse por um mês? O que houve com a sua comunidade, o que estavam fazendo?”, perguntou um usuário.

Outros criticaram a imprensa e questionaram a relevância do tema.

“Isso não tem nada a ver com o fato de a vítima ter problemas mentais. Por acaso uma pessoa sã poderia ter sobrevivido um mês presa em um elevador?”, foi outro comentário.

“Esse fato ocorreu e agora discutem o histórico de saúde mental da mulher. Por Deus, os doentes mentais não são pessoas também?”, afirmou outro comentarista.

via BBC

Inep divulga nota dos treineiros do Enem 2015

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta terça-feira (8) as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015 para os estudantes chamados de treineiros, que ainda não concluíram o ensino médio.

Para visualizar a nota, o estudante precisa acessar o site do participante, com CPF e senha.

As notas para os demais candidatos foi divulgada no dia 8 de janeiro. As provas foram aplicadas no dias 24 e 25 de outubro para mais de 5,7 milhões de candidatos.

Os treineiros fazem o Enem apenas como autoavaliação, como eles não concluíram o ensino médio e ainda não têm 18 anos não podem usar o resultado para participar de programas ou disputar vagas no ensino superior.

Cunha é notificado e tem dez dias para se defender no Conselho de Ética

O próprio Eduardo Cunha recebeu e assinou a notificação do conselho (Foto: Veja)
O próprio Eduardo Cunha recebeu e assinou a notificação do conselho (Foto: Veja)
O próprio Eduardo Cunha recebeu e assinou a notificação do conselho (Foto: Veja)

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara notificou nessa segunda-feira (7) à tarde o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, sobre o processo de investigação que tramita contra ele, com a aprovação do relatório preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) na semana passada. Com o recebimento da notificação, Cunha terá, a partir desta terça (8), dez dias úteis para apresentar defesa por escrito ao conselho. O prazo termina dia 21 de março.

Na quinta-feira (3), um funcionário do conselho tentou notificar Cunha, mas não o encontrou. Na segunda, o próprio deputado recebeu a notificação de um funcionário do conselho, assinou o documento às 15h28m e o devolveu ao servidor do colegiado.

Decorrido o prazo de apresentação de defesa por escrito e apresentação de testemunhas pela defesa, o Conselho de Ética terá até 40 dias úteis para ouvir testemunhas, fazer as oitivas e as investigações. Esse prazo termina em 18 de maio.

Concluída essa fase do processo, o relator Marcos Rogério terá até dez dias úteis para apresentar o texto definitivo. O prazo final para apresentação do parecer termina dia 2 de junho. A partir daí, o documento será discutido e votado.

O deputado Eduardo Cunha tem afirmado que seus advogados deverão recorrer da decisão do conselho, que aprovou o relatório preliminar para abertura das investigações contra ele.

Cunha responde a processo por quebra de decoro parlamentar e cassação do mandato em função de representação apresentada contra ele pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade.

Eduardo Cunha é alvo de processo de cassação sob acusação de ter mentido à CPI da Petrobras. Em março do ano passado, ele afirmou que não tinha contas no exterior. Posteriormente, documentos do Ministério Público da Suíça apontaram a existência de contas ligadas a ele naquele país.

O deputado Eduardo Cunha nega ser dono das contas e diz que elas são administradas por trustes. Ele admite ser o “usufrutuário” dos ativos mantidos no exterior.

Por Iolando Lourenço

Mulheres lutam por igualdade, mas problemas históricos persistem

Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil)
Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil)
Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil)

O feminismo tem ganhado cada vez mais força na sociedade brasileira. Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência. No ano passado, a Marcha das Margaridas e a das Mulheres Negras levaram milhares de militantes a Brasília para pedir melhorias para a vida de 51,4% da população brasileira.

A secretária de Autonomia Feminina da Secretaria de Política para as Mulheres, Tatau Godinho, avalia o que o fenômeno é muito positivo para o combate ao machismo do dia a dia. “Estamos assistindo a uma camada imensa de mulheres jovens darem um novo impulso à ideia de que a igualdade entre mulheres e homens é uma coisa legal, fundamental para se ter uma sociedade moderna, e que o feminismo não é uma pauta antiga, está nas questões cotidianas”, disse.

Apesar da popularização do debate, as brasileiras ainda precisam encarar problemas como as desigualdades salariais, a pouca representatividade política e a violência.

Tatau Godinho destaca que um dos principais obstáculos a ser superado é a desigualdade no mercado de trabalho. “As mulheres têm mais dificuldade de entrar e de chegar a cargos de chefia, e ganham menos que homens cumprindo a mesma função. O machismo faz com que mulheres sejam discriminadas no acesso aos melhores cargos”, avalia.

Natália Fontoura, técnica do Ipea, diz que as mulheres encontram barreiras no mercado de trabalho (Foto: Antonio Cruz/Arquivo Agência Brasil)
Natália Fontoura, técnica do Ipea, diz que as mulheres encontram barreiras no mercado de trabalho (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Apesar de estudarem mais que os homens, elas encontram uma série de barreiras no ambiente profissional. “Elas têm mais dificuldade de ingressar no mercado. Em torno de 50% das brasileiras estão ocupadas ou procurando emprego, enquanto a taxa de participação dos homens é de 80%. É uma distância muito grande. Não combina com o século 21, não parece ser do nosso tempo essa informação. E tem mais, as que conseguem entrar, têm empregos mais precários”, avalia a técnica de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Natália de Oliveira Fontoura.

Segundo estudo da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), o salário médio de uma mulher brasileira com educação superior representa 62% do de um homem com a mesma escolaridade.

De acordo com o Ipea, a renda média dos homens brasileiros, em 2014, chegava a R$ 1.831,30. Entre as mulheres brancas, a renda média correspondia a 70,4% do salário deles: R$ 1.288,50. Já entre as mulheres negras, a média salarial era R$ 945,90.

Segundo a especialista do Ipea, um dos componentes que explica a diferença de rendimentos entre homens e mulheres é o fato de elas ocuparem espaços menos valorizados. “Os cursos em que as mulheres são mais de 90% dos alunos, como pedagogia, se traduzem em salários mais baixos no mercado. E os cursos em que eles são a maioria, como as engenharias e ciências exatas, têm os salários mais altos. Há uma divisão sexual do conhecimento”, explica.

Especialista no assunto, Natália ressalta que não é possível entender a dificuldade das mulheres de entrar no mercado de trabalho sem pensar que, via de regra, no Brasil, recai sobre elas toda a atribuição do trabalho reprodutivo, que inclui os afazeres domésticos não remunerados e os cuidados com a família, uma sobrecarga que dificulta a evolução nos ambientes profissionais.

“A responsabilização feminina sobre o trabalho reprodutivo explica a inserção de mulheres de forma mais precária no mercado de trabalho, por exemplo com jornadas menores, empregos informais e renda menor.”

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, 90,7% das mulheres ocupadas realizavam afazeres domésticos e de cuidados – entre os homens, esse percentual era 51,3%.

A pesquisadora defende que não dá para pensar na solução para o problema como um arranjo privado. “Hoje no Brasil a gente entende que as famílias têm que se virar e, dentro das famílias, são as mulheres que geralmente se responsabilizam. Isso é uma sobrecarga para as mulheres e vai impedir que participem da vida social, tenham mais bem-estar, participem da vida política e sindical, é um impeditivo para que mulheres ocupem uma série de espaços sociais.”

“Para que a sociedade se reproduza e toda a população tenha bem-estar, alguém tem que garantir o cuidado a crianças e idosos. A quem cabe?”.

Ela analisa que é importante que haja uma mudança cultural para que o trabalho não remunerado seja visto como obrigação de todos e que haja divisão das tarefas com os homens e com os filhos. Ela ressalta, entretanto, que não se pode ficar esperando.

“O Estado precisa assumir esse papel e oferecer serviços – tem que ter creche, educação integral, transporte escolar, mais de uma refeição nas escolas, instituição para atendimento de idosos, visitas domiciliares –, é um leque de políticas públicas de cuidado que só estamos engatinhando. Não é uma agenda do Brasil hoje.”

A iniciativa privada também pode colaborar. “A gente ouve casos bem-sucedidos de maior flexibilização [de carga horária], promoção da igualdade, co-responsabilização das empresas. Mas, se não houver uma legislação para que as empresas sejam chamadas e obrigadas a compartilhar essa responsabilidade, não vai acontecer.”

Segundo Tatau Godinhho, a SPM trabalha com iniciativas que contribuem para a melhoria das condições da mulher no mercado trabalho. “As mudanças na legislação das trabalhadoras domésticas, por exemplo, significou uma melhoria do rendimento e das condições de trabalho dessas mulheres. Por outro lado, trabalhamos muito com as políticas que o governo vem desenvolvendo para o aumento de formalização do trabalho feminino. Quanto mais formal, melhor pago e estruturado. A informalidade é um elemento extremamente forte na desvalorização do trabalho feminino e na perda de rendimentos.”

O poder ainda é deles

Apesar de o Brasil ter escolhido uma mulher para Presidência da República, os cargos eletivos e os partidos políticos ainda são dominados por homens. O Brasil está na posição 154 em um ranking da União Inter Parlamentar (Inter-Parliament Union (IPU)) que avaliou a participação das mulheres nas casas legislativas de 191 países.

Especialista defende uma reforma política radical que garanta paridade entre homens e mulheres nas listas partidárias (Foto: Valter Campanato/Arquivo da Agência Brasil)
Especialista defende uma reforma política radical que garanta paridade entre homens e mulheres nas listas partidárias (Foto: Valter Campanato/Arquivo da Agência Brasil)

A socióloga Carmen Silva, da organização SOS Corpo e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), avalia que vários fatores incidem para a baixa representatividade de mulheres na política. “A primeira coisa é a estrutura de desigualdade entre homens e mulheres na sociedade, no mercado de trabalho. Existe uma imagem sobre o que é uma mulher na sociedade, e elas ainda não são vistas como alguém de decisão, que resolve, e a ideia da política é ligado a isso”, disse.

Carmen defende que o fato de elas serem minoria também é explicado pelo sistema político brasileiro, a base legal que rege o processo eleitoral e de formação dos partidos. “O tipo de estrutura que temos no Brasil inviabiliza a participação de setores que são minorias políticas na sociedade, apesar de serem maioria numérica. As mulheres são mais de metade da população, mas são menos de 10% nos cargos políticos, o mesmo acontece com os negros. As pessoas em situação de pobreza não conseguem nem se candidatar.”

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, 6.337 mulheres e 15.653 homens se candidataram às eleições de 2014. Em 2010, 3.757 mulheres e 14.807 homens estavam aptos a concorrer às eleições. Apesar do aumento da participação feminina de um pleito para o outro, a proporção ficou abaixo dos 30% estipulado como mínimo pela legislação eleitoral. “A sociedade ainda considera a representação política como um espaço pouco adequado para mulheres”, avalia Tatau.

A ativista explica que a AMB defende uma cota de eleitas, e não de candidatas. “Defendemos uma reserva de vagas no Congresso. A forma que temos proposto é que a eleição seja por partido, e não por pessoa. Votaríamos nos partidos e as listas seriam compostas metade por mulheres, metade por homens, e as vagas seriam divididas igualmente. Claro que isso tem que ser associado à formação política, campanhas culturais e melhores condições de vida para as mulheres”, diz.

Para Carmen, outro ponto crucial e que tem impacto sobre as mulheres é o financiamento das campanhas, que deveria ser público, tornando a ação política um direito republicano, mesmo que a pessoa não tenha dinheiro. Ela explicou que há projetos apresentados pela Frente pela Reforma do Sistema Político na Câmara dos Deputados, “mas que não têm avançado como a AMB julga necessário”.

Desde 1997 a legislação eleitoral determina que as mulheres devem representar 30% do total de candidatos, mas a eficácia da regra é questionada por especialistas por não prever nenhuma sanção aos partidos que não preenchem a cota mínima de mulheres. A lei diz que, nesse caso, as vagas que deveriam ser delas não podem ser ocupadas por homens, mas não garante a presença delas.

Em 2015, a Lei 13.165 criou mecanismos para incentivar mulheres no cenário político, ao determinar que 5% dos recursos do Fundo Partidário devem ser investidos na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres.

Tatau avalia que essas legislações trouxeram avanços, mas que, para mudar esse cenário, é necessária uma reforma política radical que garanta paridade entre homens e mulheres nas listas partidárias. “Isso também precisa ser feito com um processo de mudança na organização político-partidária e eleitoral. Não é só a legislação que precisa mudar”, avalia.

Ela argumenta que a popularização do feminismo é importante, mas será ainda mais relevante na medida em que se vincule a uma plataforma de organização das mulheres por maior representação política.
Em 2015, a Secretaria de Política para as Mulheres perdeu o status de ministério e, junto com a Secretaria de Igualdade Racial e de Direitos Humanos, passou a fazer parte do Ministério da Cidadania. O fato foi avaliado pelos movimentos feministas como um retrocesso para a luta pelos direitos das mulheres.

“O governo federal está enfrentando um processo de pressão econômica e de pressão da sociedade muito forte. E foi nesse contexto que houve a junção das três secretarias. Então ainda que consideremos que um ministério específico é o ideal, porque foi isso que defendemos no processo de criação da SPM, temos certeza de que vamos fortalecer a pauta das mulheres e não perder com esse processo a necessidade de garantir que políticas para mulheres estejam presentes. É um desafio.”

Por Maiana Diniz

Ex-senador Luiz Estevão se entrega e está preso na Polícia Civil, em Brasília

Ex-senador foi condenado em 2006 pelo escândalo das obras do TRT de São Paulo.
Ex-senador foi condenado em 2006 pelo escândalo das obras do TRT de São Paulo.
Ex-senador foi condenado em 2006 pelo escândalo das obras do TRT de São Paulo.

O ex-senador Luiz Estevão já está no Departamento de Atividades Especiais da Polícia Civil do Distrito Federal (DF). Ele se entregou no início da manhã desta terça-feira (8) aos policiais da Divisão de Captura que o aguardavam na entrada da residência do empresário, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do DF, Estevão será encaminhado ainda esta manhã para o Instituto Médico Legal (IML), onde fará exame de corpo de delito e, em seguida, será conduzido para a carceragem do Complexo da Polícia Civil.

A prisão do ex-senador foi determinada pelo juiz Alessandro Diaferia, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, e tem como base o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal, que no mês passado deu aval para prisão após condenação em segunda instância.

O ex-senador foi condenado pelo Tribunal Regional Federal em 2006 pelo escândalo das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Nos últimos anos, a defesa do empresário apresentou vários recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo, conseguindo adiar o cumprimento da pena. Inicialmente, Estevão deverá cumprir pena de 31 anos de prisão pelos crimes de estelionato, corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato.

Da Redação, com Agência Brasil

Violência doméstica mata cinco mulheres por hora diariamente em todo o mundo

A violência doméstica é responsável pela morte de cinco mulheres por hora no mundo, mostra a organização não governamental (ONG) Action Aid. A informação é resultado de análise do estudo global de crimes das Nações Unidas e indica um número estimado de 119 mulheres assassinadas diariamente por um parceiro ou parente.

A ActionAid prevê que mais de 500 mil mulheres serão mortas por seus parceiros ou familiares até 2030. O documento faz um apelo a governos, doadores e à comunidade internacional para que se unam a fim de dar prioridade a ações que preservem os diretos das mulheres. O estudo considera dados levantados em 70 países e revela que, apesar de diversas campanhas pelo mundo, a violência ou a ameaça dela ainda é uma realidade diária para milhões de mulheres.

“A intenção do relatório é fazer um levantamento sobre as diversas formas de violência que a mulher sofre no mundo. Na África, por exemplo, temos países que até hoje têm práticas de mutilação genital. Aqui, na América Latina, o Brasil é o quinto país em violência contra as mulheres. Segundo dados do Instituto Avon, três em cada cinco mulheres já sofreram violência nos relacionamentos em nosso país”, informa a assistente do programa de direitos das mulheres da Action Aid Brasil, Jéssica Barbosa.

O relatório considera as diferenças regionais entre os países e, além disso, observa o universo de denúncias subnotificadas, de mulheres que sofrem assédio, estupro ou outros tipos de violência e têm vergonha de denunciar.

“A forma de contar é sempre muito difícil, existe uma cultura de silenciar a violência contra a mulher. É a cultura da naturalização, onde há um investimento social para naturalizar a violência contra a mulher com o que se ouve na música, nas novelas, na rua. Tudo isso é muito banalizado e a mulher se questiona: ‘será que o que aconteceu comigo foi uma violência? Será que se eu denunciar vão acreditar em mim?”, diz Jéssica Barbosa.

No Brasil, a organização promove a campanha Cidade Segura para as Mulheres, que busca o compromisso do Poder Público com uma cidade justa e igualitária para todos os gêneros.

“Muitas mulheres não conseguem exercer seu direito de ir e vir. A cidade não foi pensada para as mulheres, os becos são muito estreitos e escuros no Brasil. É necessário que haja o empoderamento das mulheres para superar a situação de violência. Por mais que o Estado tenha a obrigação de garantir instrumentos, é preciso que a gente invista na autonomia dessas mulheres”, acrescenta Jéssica.

Por Heloisa Cristaldo

Repórter americana ganha US$ 55 mi na Justiça por ter sido filmada nua secretamente em hotel

Repórter de TV americana Erin Andrews receberá indenização após ser filmada nua em quarto de hotel. Foto de arquivo de 7 de março de 2016 (Foto: Mark Humphrey/AP)
Repórter de TV americana Erin Andrews receberá indenização após ser filmada nua em quarto de hotel. Foto de arquivo de 7 de março de 2016 (Foto: Mark Humphrey/AP)
Repórter de TV americana Erin Andrews receberá indenização após ser filmada nua em quarto de hotel. Foto de arquivo de 7 de março de 2016 (Foto: Mark Humphrey/AP)

Um tribunal americano decidiu que a repórter de TV americana Erin Andrews receberá uma indenização de US$ 55 milhões após ser filmada nua em um quarto de hotel sem saber.

Após um dia de deliberações, o júri decidiu que a culpa era 51% do autor do vídeo. A outra parte da indenização (US$ 27 milhões) será paga pelos responsáveis pelo hotel.

Andrews, de 37 anos, repórter da Fox Sports, foi filmada em 2008 pelo olho mágico da porta do quarto por Michael David Barrett. Publicado na internet, o vídeo se tornou viral.

Ela chorou quando o veredito foi anunciado e abraçou seus advogados e sua família.

Depois, em uma declaração no Twitter, agradeceu à Corte, ao júri, aos advogados e à família.

“Fiquei honrada pelo apoio de vítimas por todo o mundo”, disse.

“Eles me ajudaram a me manifestar e responsabilizar aqueles que tem como trabalho proteger a segurança e privacidade das pessoas.”

Andrews processou Barratt e as duas empresas donas do hotel onde ela foi filmada, em Nashville, por US$ 75 milhões. Ele estava hospedada em um hotel perto da Universidade Vanderbilt, para cobrir uma partida de futebol americano.

Barret, executivo de uma empresa de seguros de Chicago, admitiu que filmou Andrews e disse que fez isso para ganhar dinheiro. Ele postou as imagens online após o site de fofocas de celebridades TMZ se recusar a pagar por elas.

Barret se declarou culpado por perseguir Andrews. Ele se hospedou no quarto ao lado do dela e modificou o olho mágico do quarto para fazer vídeos com nudes dela. Ele foi condenado a dois anos e meio de prisão.

Coube então ao júri decidir se a empresa dona do hotel, West End Hotel Partners, e a antiga operadora, Windsor Capital Group, também eram culpadas.

Ela acusou as empresas de negligência por permitir que ele soubesse qual seria o quarto dela para reservar o quarto vizinho.

Barrett, no entanto, disse que fez todo sozinho. Nas argumentações finais, os advogados de Andrews disseram que ele estava tentando assumir toda a culpa para que ela não ganhasse nenhum dinheiro do processo.

‘Acabou comigo’
Andrews disse que a divulgação do vídeo a deixou com medo, ansiosa e depressiva.

Ela disse ao júri que passou a ser tão cuidadosa que procura câmeras escondidas em aparelhos de ar-condicionado de hotéis e muda de quarto com medo de ser filmada.

“Me senti envergonhada, humilhada, mortificada por causa do vídeo”, disse durante seu depoimento, em que chorou diversas vezes.

Andrews disse que um dos momentos mais difíceis foi quando especulou-se que ela mesma havia divulgado o vídeo para ganhar publicidade.

“Todo mundo dizia que eu estava fazendo aquilo para ganhar fama e atenção e aquilo acabou comigo”, disse, chorando.

Em um vídeo transmitido durante o julgamento, Barett disse que escolheu Andrews porque ela era popular.

via BBC

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