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Vítimas de padre pedófilo francês pedem audiência ao Papa

Philippe Barbarin foi acusado de não denunciar os crimes (Foto: Robert Pratta/Reuters)
Philippe Barbarin foi acusado de não denunciar os crimes (Foto: Robert Pratta/Reuters)
Philippe Barbarin foi acusado de não denunciar os crimes (Foto: Robert Pratta/Reuters)

As vítimas francesas de um padre pedófilo escreveram nesta segunda-feira ao papa Francisco para pedir uma audiência privada e explicações sobre a gestão do caso pelo cardeal de Lyon Philippe Barbarin, acusado de não denunciar os crimes.

“Nós já não temos confiança em nossa diocese, que é o juiz e júri neste caso”, explicou Bertrand Virieux, membro da associação de vítimas.

“Apelamos, portanto, ao Papa. Não cabe a nós pedir a renúncia do cardeal Barbarin, mas ao Papa decidir sobre isso”, acrescentou.

Os autores da carta foram vítimas de agressões sexuais cometidas pelo padre Bernard Preynat contra jovens escoteiros de Lyon entre 1986 e 1991. Preynat foi acusado em 27 de janeiro após reconhecer os fatos.

Suas vítimas denunciam a “omertà” que encobriu por décadas o padre pedófilo e criticam a atitude das autoridades da diocese durante 25 anos.

Desta forma, entraram com uma ação contra vários líderes da diocese, incluindo Barbarin, por não denunciarem os crimes.

Na sequência desta ação, a justiça francesa abriu uma investigação por “falta de denúncia” e por “colocar em perigo a vida dos outros”.

Barbarin, arcebispo de Lyon desde 2002, argumentou que não tinha responsabilidades no momento dos fatos e que apenas soube de “rumores” em 2007.

De acordo com a diocese de Lyon, Barbarin só recebeu um primeiro depoimento de uma vítima em meados de 2014, depois de ordenar uma investigação e pedir a opinião do Vaticano. Ele afastou de “todas as formas de ministério” o padre acusado em maio de 2015.

Barbarin recebeu o apoio do Vaticano.

“As muitas vítimas não conseguem entender” esse apoio, segundo escreveram em sua carta ao Papa. “Elas querem entender como um homem pode cometer esses atos hediondos contra crianças sem que sua hierarquia” reagisse para evitar outras vítimas.

via France Presse

Rompimentos e traições marcam alianças políticas na Paraíba

Na política paraibana, o aliado de hoje pode ser o inimigo de amanhã e vice-versa. A história recente no Estado é pródiga em exemplos do gênero. Enquanto várias lideranças disputam à tapa o cargo de vice-prefeito nas chapas que vão concorrer nas eleições de outubro em João Pessoa e Campina Grande, uma olhada para as alianças recentes nas duas cidades mostra que, parodiando o poeta Vinícius de Moraes, elas só são eternas enquanto duram.

Pelo menos quatro lideranças almejam figurar na vice de Luciano Cartaxo (PSD), na disputa pela prefeitura de João Pessoa, enquanto o atual vice, Nonato Bandeira (PPS), sem espaço, afirma não ter interesse de ocupar o cargo mais uma vez. O afastamento político entre os dois é perceptível, mas nenhum deles ainda confirmou rompimento da aliança firmada para as eleições de 2012.

As diferenças políticas ficaram ainda mais acentuadas nas eleições de 2014, quando Bandeira apoiou a candidatura de Cássio Cunha Lima (PSDB) a governador e Cartaxo, o então inimigo político do seu vice, Ricardo Coutinho (PSB). Posteriormente, Cartaxo rompeu com Coutinho, enquanto Bandeira admitiu a possibilidade de reavaliar sua relação com o PSB e apoiar o candidato do governador nas eleições deste ano.

Quando as alianças envolvem o governador do Estado, o histórico de rompimentos é extenso. Coutinho protagonizou rompimentos com todos os antigos vices: Manoel Junior (PMDB), seu vice durante o primeiro mandato como prefeito de João Pessoa; Luciano Agra, vice-prefeito no segundo mandato como prefeito e Rômulo Gouveia (PSD), quando chegou ao Estado, em 2010. Atualmente, Lígia Feliciano (PDT) é a atual vice-governadora da Paraíba.

Mas na lista de rompimentos que envolvem o governador não constam apenas seus vices. Coutinho passou de aliado a adversário de José Maranhão (PMDB), em 2010. Depois se alinhou ao senador em 2014. Agora, a relação dá sinais de desgaste. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) foi aliado em 2010 e seu adversário em 2014. Já com Cartaxo, foi aliado em 2014 e adversário neste ano.

Rompimento e descaso em Santa Rita

Na relação entre prefeitos e seus vices, o rompimento mais emblemático envolve Reginaldo Pereira (PRP) e Netinho de Várzea (PR), eleitos prefeito e vice-prefeito de Santa Rita em 2012. Após Pereira ter seu mandato cassado pela Câmara Municipal, seu vice anunciou rompimento político e assumiu a prefeitura, o que deu início a uma série de conflitos entre os dois, denúncias e troca de acusações. Os dois se revezaram no comando da cidade desde 2014.

No Brejo paraibano

No município de Bananeiras, o vice-prefeito Matheus Bezerra (PMDB) anunciou o rompimento com o prefeito Douglas Lucena (PSB) em uma carta aberta à população na qual confirma que vai disputar a prefeitura este ano. O peemedebista alegou não receber de Lucena o devido reconhecimento pelos serviços prestados, criticou a gestão do socialista, com quem já não conversava há algum tempo.

No Sertão do Estado

Em Sousa, a aliança firmada entre José Célio (sem partido) e André Gadelha (PMDB) para as eleições de 2012 não seguiu adiante. Ainda em 2013, o vice, José Célio rompeu com Gadelha e anunciou que pretende disputar com ele o comando da prefeitura este ano. Em Nova Olinda, o vice-prefeito Idácio Souto (PMDB) acusou a prefeita Maria do Carmo de não cumprir acordos assumidos com ele e rompeu politicamente com o grupo da prefeita. Ele ainda anunciou que pretende disputar as eleições deste ano.

Governando com o inimigo

  • Luciano Cartaxo x Nonato Bandeira

Os dois ainda evitam falar em rompimento, mas o fim da aliança entre o prefeito e o vice de João Pessoa já é tida como certa. Bandeira, um dos principais articuladores políticos da campanha de Cartaxo em 2012, teve papel inexpressivo durante sua gestão. Com o afastamento político entre eles, Bandeira já descartou ser novamente vice na chapa de Cartaxo, mas ainda não definiu seu rumo político-partidário

  • Ricardo Coutinho x Rômulo Gouveia

Com planos para disputar uma vaga no Senado, o então vice-governador foi excluído por Ricardo Coutinho da chapa majoritária de 2014. Sem espaço, Gouveia rompeu com Coutinho, voltou a apoiar o ex-aliado, Cássio Cunha Lima, e garantiu uma vaga na Câmara dos Deputados. Gouveia acusou o governador de quebrar acordos e não cumprir compromissos. Em retaliação ao rompimento, Coutinho exonerou todos os auxiliares de Rômulo Gouveia na vice-governadoria

  • José Maranhão x Luciano Cartaxo

Então vice-governador do Estado, em 2010, Luciano Cartaxo, colocou seu nome à disposição do governador José Maranhão para figurar novamente como vice em sua chapa, mas foi preterido. Maranhão alegou que precisava de um companheiro de chapa com maior representatividade política e escolheu Rodrigo Soares para missão. Perdeu as eleições no segundo turno para Ricardo Coutinho, enquanto Cartaxo conseguiu se eleger deputado estadual

  • Ricardo Coutinho x Luciano Agra

Vice-prefeito de Ricardo Coutinho na disputa de 2008, Luciano Agra assumiu a prefeitura de João Pessoa em 2010, quando Coutinho deixou o cargo para disputar o governo do Estado. Agra pretendia se candidatar a prefeito nas eleições de 2012, mas teve os planos frustrados pelo governador, que lhe negou legenda. Contrariando as pretensões de Agra, Coutinho lançou Estela Bezerra na disputa, enquanto Agra rompeu com os socialistas e apoiou a candidatura de Luciano Cartaxo

  • Cássio Cunha Lima x Cozete Barbosa

Cássio Cunha Lima foi eleito prefeito de Campina Grande no ano 2000, tendo a petista Cozete Barbosa como vice-prefeita. Quando o tucano deixou a prefeitura para disputar o governo do Estado, Cozete assumiu a gestão municipal, mas não contou com o apoio de Cunha Lima quando decidiu se candidatar, em 2004. Cunha Lima lançou Rômulo Gouveia. Cozete saiu candidata, mas obteve uma votação pífia. No segundo turno, ela apoiou Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), que venceu a disputa

  • Ricardo Coutinho x Manoel Junior

Manoel Junior foi eleito vice-prefeito de João Pessoa em 2004, ao lado de Ricardo Coutinho. Durante o mandato houve um distanciamento entre os dois, mas na eleição municipal seguinte o peemedebista ainda tentou ser vice novamente na chapa de Coutinho. Foi preterido. O socialista convocou um conselho político e escolheu Luciano Agra para ser seu vice-prefeito nas eleições de 2008.

Por Michelle Farias

Votações no Senado devem ficar em suspenso até o meio da semana

Com o acirramento da tensão política, após o pedido de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Ministério Público de São Paulo, os trabalhos do Senado Federal devem seguir o ritmo do noticiário político na semana que se inicia. A expectativa é que as votações no plenário da Casa fiquem paralisadas pelo menos até a quarta-feira (16), quando o Supremo Tribunal Federal votará os embargos de declaração sobre o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O aprofundamento das posições radicalizadas na Casa também deve ser um fator que pode dificultar acordos de procedimento para as votações. Caso os senadores consigam vencer as diferenças para permitir os trabalhos no plenário na terça-feira (15), está na pauta a discussão do projeto de lei que trata de mudanças na gestão das empresas estatais.

Independentemente do clima político, os senadores já tem outros assuntos marcados para esta semana. O Conselho de Ética se reunirá na quarta-feira para votar o relatório preliminar do senador Telmário Mota (PDT-PA), que recomenda a abertura de processo contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS). O relatório foi apresentado na última semana, quando foram concedidas vistas coletivas aos membros do conselho.

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga irregularidades na organização da Copa do Mundo e relacionadas à Confederação Brasileira de Futebol pode reunir-se para ouvir o presidente interino da CBF, Antônio Carlos Nunes Silva. A oitiva está marcada para quarta-feira. Nunes Silva havia sido convocado a depor pelo presidente da CPI, senador Romário (PSB-RJ), que determinou a condução coercitiva dele ao Senado caso se recusasse a comparecer.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, no entanto, caçou a condução coercitiva de na última quinta-feira (10) e concedeu a Nunes Silva a garantia de permanecer calado no depoimento e não assinar nenhum documento se comprometendo a falar a verdade. Se ele decidir não comparecer à CPI novamente – ele já havia justificado que não poderia comparecer nos dias 2 e 3 em razão de compromissos pessoais –, no entanto, o presidente da CBF deverá apresentar sua justificativa. Teori esclareceu que a condução coercitiva pode ser aplicada apenas em caso de falta injustificada no depoimento.

Por Mariana Jungmann

Candidatos são flagrados usando radiotransmissor em prova da UFPB

A comissão supervisora do concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para pessoal técnico-administrativo, cujas provas foram aplicadas no domingo (13), identificou uma tentativa de fraude à seleção. De acordo com Deivysson Pereira, presidente da comissão, alguns candidatos tentaram burlar as provas utilizando um radiotransmissor, foram presos e eliminados do processo. A quantidade de pessoas envolvidas na fraude não foi divulgada pela comissão.

SAIBA MAIS

“A forma do equipamento usado pelos suspeitos, segundo informado pela Polícia Federal, é inédita na Paraíba. Eles utilizaram um radiotransmissor disfarçado de cartão de crédito. Mas a equipe do Idecan, empresa organizadora do concurso, conseguiu descobrir a tentativa de fraude e os candidatos suspeitos foram identificados, eliminados, presos em flagrante e entregues à Polícia Federal”, explicou o presidente da comissão.

O Idecan, empresa organizadora do concurso, divulgou na manhã desta segunda-feira (14) o gabarito preliminar das provas.

Deivysson Pereira explica que a tentativa de fraude aconteceu durante o turno da tarde, quando foram aplicadas as provas para os cargos de Nível Médio. O concurso prevê o preenchimento de 154 vagas para 37 cargos para os campi de João Pessoa, Bananeiras, Areia, Mamanguape e Rio Tinto. As remunerações variam de R$ 1.739,04 a R$ 2.666,54.

Segundo a comissão organizadora, cerca de 22% dos 87.500 candidatos inscritos faltaram às provas. O número oficial de faltosos foi 19.335 candidatos. “Essa previsão já era esperada. Para um concurso desse porte, estimamos uma quantidade de faltosos em cerca de 20%. Como não tivemos ocorrência de problemas acerca de atrasos de candidatos, esse número é realmente de pessoas que se inscreveram e não foram fazer as provas”, concluiu Pereira. As informações são do G1.

Divulgado gabarito preliminar de provas do concurso da UFPB

O Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistência Nacional (Idecan) divulgou, na manhã desta segunda-feira (14), o gabarito preliminar das provas do concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que foram realizadas no domingo (13). Os gabaritos estão disponíveis por prova, todos no mesmo link, e podem ser conferidos no site da empresa organizadora. A previsão é de que o resultado preliminar seja divulgado no dia 23 de abril.

SAIBA MAIS

Segundo a Idecan, 87.260 pessoas se inscreveram na seleção, mas cerca de 22% faltaram às provas objetivas. O edital oferece 154 vagas em cargos de três níveis de escolaridade (fundamental, médio e superior). As provas foram realizadas em João Pessoa, Bananeiras, Areia, Mamanguape e Rio Tinto.

O processo de seleção do concurso, além das provas objetivas que têm caráter eliminatório e classificatório, também conta com provas práticas para os cargos de Farmacêutico e Técnico em Laboratório, exceto na área de Redes de Computadores, também de caráter eliminatório e classificatório. Vão ser habilitados para fazer a prova prática os aprovados nas provas objetivas em número correspondente a dez vezes o número de vagas para cada cargo.

Os candidatos vão fazer a prova prática para comprovar seu domínio sobre as tarefas determinadas pelo examinador técnico da área. Serão apresentadas situações práticas em cada na área, utilizando equipamentos e ferramental específico e serão avaliados os conhecimentos, as habilidades na realização de procedimentos técnicos e as condutas diante das situações práticas que deverão ser realizadas pelos candidatos.

A prova prática será realizada apenas na cidade de João Pessoa, em local que será divulgado no site do Idecan. A previsão é que a aplicação acontece nos dias 30 de abril e 1º de maio.

Colisão entre carro e moto deixa um morto em aldeia da Baía da Traição

Um homem morreu em um acidente envolvendo um carro e uma moto na tarde desse domingo (13), na aldeia Lagoa do Mato, em Baía da Traição, Litoral Norte paraibano. Na colisão, o piloto da moto, Edmilson Pereira dos Santos, de 52 anos, morreu no local.

Populares relataram à polícia que a vítima, residente em Mataraca, vinha em uma motocicleta de modelo Yamaha, quando foi atingido por um veículo. O condutor do carro se evadiu do local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas Edmilson Pereira já estava em óbito. Após a perícia, a moto foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil, em Mamanguape.

Da Redação, PBVale

Homem é achado morto dentro de prédio de reciclagem na Paraíba

Homem foi achado morto dentro do prédio da Emlur no Bairro dos Estados, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Homem foi achado morto dentro do prédio da Emlur no Bairro dos Estados, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Homem foi achado morto dentro do prédio da Emlur no Bairro dos Estados, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um homem foi achado morto em um prédio usado como posto de coleta da Autarquia Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) de João Pessoa, na manhã desta segunda-feira (14), no Bairro dos Estados. Segundo informações da Polícia Militar, o corpo foi achado por um dos funcionários da Emlur, que acionou a polícia.

Conforme os funcionários do posto, a vítima morava no local e foi encontrado morto pelos trabalhadores que chegaram por volta das 6h30 desta segunda-feira. Os indícios apontam para um crime violento, de acordo com a polícia. A delegacia de homicídios vai investigar o caso.

José Miguel, funcionário que encontrou o corpo do vigilante, explicou que vigilante praticamente morava no prédio. “Ele só ia para casa no final do mês, final de semana. Uma pessoa boa. A gente chamava ele de vigilante, apesar dele não ser oficialmente um. Ele era um catador normal. Não temos nem ideia de como aconteceu isso”, comentou.

A Polícia Militar fez buscas pela área, mas até as 9h nenhum suspeito de envolvimento com o caso tinha sido preso. O corpo do agente de reciclagem deve ser encaminhado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), no bairro do Cristo Redentor, após exames de perícia. As informações são do G1.

Adolescente morre e criança fica ferida em tiroteio na Paraíba

Adolescente, de 12 anos, era irmã da menino, de 5 anos, que foi baleado (Foto: Reprodução / TV Cabo Branco)
Adolescente, de 12 anos, era irmã da menino, de 5 anos, que foi baleado (Foto: Reprodução / TV Cabo Branco)
Adolescente, de 12 anos, era irmã do menino, de 5 anos, que foi baleado (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Um tiroteio registrado no Centro da cidade de Bayeux, na região da Grande João Pessoa, deixou uma adolescente morta, e uma criança e um jovem feridos na noite de domingo (13). Conforme informações repassadas pela Delegacia de Homicídios de João Pessoa, a adolescente, de 12 anos, que morreu no local do crime foi atingida acidentalmente, assim como o menino de 5 anos, que é irmão da adolescente morta. Para a polícia, o alvo do atirador era o jovem que foi baleado, de 19 anos.

De acordo com relato de testemunhas repassados à polícia, um homem chegou ao local em uma motocicleta preta, por volta das 18h30, desceu e sacou a arma. Os tiros foram direcionados ao jovem, que é ex-presidiário e cumpre pena no regime semiaberto. O suposto alvo do atirador estava bebendo com amigos no momento do tiroteio na casa em que mora. A adolescente e o menino eram vizinhos do jovem e brincavam na rua no momento do tiroteio, segundo o delegado de homicídios, Pedro Ivo Soares.

SAIBA MAIS

“A adolescente foi baleado e infelizmente morreu poucos minutos depois, no local do crime. O menino, que era irmão da adolescente que morreu, foi atingido por um tiro na perna. O jovem foi ferido por dois tiros. Estamos investigando as causas do crime. Mas o que podemos afirmar neste momento é que os dois irmãos foram feridos acidentalmente, somente por morarem ao lado da casa do alvo”, comentou.

A criança e o jovem foram encaminhados pelo Samu e Polícia Militar, respectivamente, para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Os dois feridos deram entrada por volta das 18h40 na unidade. Conforme boletim médico divulgado durante a madrugada desta segunda-feira (14), ambos seguiam internados. A criança em estado de saúde considerado regular e o jovem em quadro clínico grave. Porém, às 8h45, o ex-presidiário de 22 anos não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Pedro Ivo Soares adiantou que polícia já tem uma linha de investigação e possíveis suspeitos do crime. Ele pediu que a população que ajudasse a polícia por meio do disque-denúncia, 197. “Trabalhamos com informação, os policiais em estão em campo fazendo buscas, mas qualquer informação mais relevante de alguma testemunha pode ajudar a acelerar a prendermos os culpados. As informações podem ser dadas anonimamente”, completou. As informações são do G1.

Manifestações mostram crise sistêmica na política, dizem especialistas

Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

As manifestações ocorridas nesse domingo (13) no país mostram que o Brasil vive uma crise sistêmica na política, na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil.  

Apesar de o foco dos atos ter sido a crítica à corrupção, ao governo da presidenta Dilma Rousseff e ao PT, o professor de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, disse que a crise não é apenas do mandato da petista.

“A Dilma é expressão máxima, mas acho que a gente não vai ter estabilidade tão logo. O que está movendo a mobilização é a investigação da Lava Jato, que é muito transversal a todos os partidos políticos. A investigação afeta PT, PMDB e PSDB. Isso já está gerando uma crise sistêmica e vamos ver que solução o Brasil vai encontrar para isso, porque estamos com poucos atores [políticos] com legitimidade”, disse Ortellado, que esteve na mobilização na capital paulista e estuda os protestos de rua em São Paulo nos últimos anos.

SAIBA MAIS

Para o professor da USP, o fato de políticos terem sido vaiados e hostilizados na manifestação realizada na Avenida Paulista, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), mostra que os manifestantes estão insatisfeitos com todos os partidos políticos. 

“A desconfiança não está apenas no PT. Para os manifestantes, o PT é um caso máximo e muito grave de corrupção, mas a corrupção é sistêmica e está espalhada por todos os partidos políticos. A desconfiança não está apenas nos partidos políticos, mas também nas suas principais lideranças. Poucos escapavam desse sentimento e é isso que a gente viu mais uma vez aqui [em São Paulo]. Quando os políticos se arriscaram a tentar ter um papel mais proeminente e subir nos carros de som, foram impedidos. Essa é uma novidade desse processo porque esta foi uma manifestação que foi chamada por partidos políticos também, não apenas por grupos da sociedade civil”, afirmou Ortellado.

Para o professor Ortellado, a instabilidade política pode gerar uma situação preocupante. “Isso pode abrir para uma situação muito perigosa para algum aventureiro se cacifar com um discurso antipolítico. Foi o que aconteceu na Itália com o [ex-primeiro-ministro Silvio] Berlusconi ou o que está acontecendo nos Estados Unidos agora com o [pré-candidato presidencial republicano Donald] Trump. Uma pessoa que vem de fora do sistema político que busca consertar isso, mas sem programas políticos claros”.

Falta de representatividade

O cientista político Márcio Malta, da Universidade Federal Fluminense (UFF), também acredita que a crise política é estrutural. “É uma crise estrutural em termos de uma falta de representatividade em relação a todos os políticos: o Cunha [Eduardo Cunha, presidente da Câmara], o Temer [Michel Temer, vice-presidente da República], o PSDB, o PT. É como se falassem: não nos sentimos representados por esses políticos no Planalto e no Congresso. Parte da população que está indo para as ruas repudia também esse tipo de comportamento de alguns políticos que tentam tirar proveito nesse tipo manifestação”, disse.

Para Malta, o país está sem uma agenda. Na avaliação do cientista político, a saída passa por ações propositivas, reforma política e financiamento público de campanha efetivos. “A classe política tem responsabilidade: tem que entender essas manifestações pelo viés do que está levando as pessoas às ruas e por que tantas pessoas estão insatisfeitas com o governo. O quadro é bastante complexo, mas é preciso respeitar a Constituição”.

Segundo o professor da UFF, um outro fator que aumenta a insatisfação da população é a crise econômica. “Ela é decisiva. À medida que a classe média perde poder de consumo, também essa insatisfação e indignação crescem. Mas as instituições não podem ser abaladas, por exemplo, por uma crise econômica. Tem que respeitar o rito de um presidente eleito e a oposição, se estiver insatisfeita, que se organize e dispute uma próxima eleição”, afirmou.

Por Ana Cristina Campos

Polícia investiga incêndio em prédio de delegacia no Cariri da Paraíba

Parte interna da delegacia (Foto: Reprodução/ De Olho no Cariri)
Parte interna da delegacia (Foto: Reprodução/ De Olho no Cariri)
Parte interna da delegacia (Foto: Reprodução/ De Olho no Cariri)

Parte da delegacia da Polícia Civil e do destacamento da Polícia Militar de Assunção, no Cariri paraibano, pegou fogo na madrugada desta segunda-feira (14). De acordo com o delegado Ariosvaldo Adelino, a polícia está investigando se o incêndio foi criminoso ou acidental.

O caso aconteceu por volta das 4h da manhã. Durante a madrugada, apenas dois policiais ficam no local. “No momento do incêndio, os policiais militares não estavam lá. Eles tinham acabado de sair para fazer uma ronda quando os moradores viram o fogo e chamaram os policiais”, explicou o delegado.

O incêndio começou na parte de trás da casa onde funcionam a delegacia e o destacamento. Conforme informações do delegado, o fogo atingiu as paredes, o telhado, colchões, camas, fogão, geladeira, televisão e outros objetos dentro do local. Segundo a polícia, o incêndio foi de média proporção.

O Instituto de Polícia Científica realizou a perícia durante a manhã e o resultado será divulgado nos próximos dias. “Nós vamos colher os depoimentos dos moradores para também chegar a uma conclusão. Muitos estão falando sobre ser vandalismo, mas o caso ainda está em investigação”, afirmou Ariosvaldo Adelino. As informações são do G1.

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