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OAB-PB aprova voto de repúdio e representação contra Sérgio Moro no CNJ

“Moro autorizou o grampo de 25 advogados do escritório que defende o ex-presidente Lula”

O conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba, aprovou voto de repúdio e o pedido de representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz federal Sérgio Moro. O pedido foi fundamentado na quebra de sigilo do grampo telefônico que interceptou conversas entre a presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula e, principalmente por ter violado as prerrogativas dos advogados dos envolvidos na Operação Lava Jato.

Moro autorizou o grampo de 25 advogados do escritório que defende o ex-presidente Lula. O presidente da Ordem na Paraíba, Paulo Maia, disse ao Correio Online que, na última sexta-feira (18), solicitou na tribuna do Conselho Federal da OAB que fosse aberta uma representação contra Moro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “O grampo dos 25 advogados ao mesmo tempo foi equivocado, precipitado e desfundamentado”, afirmou Maia.

Ele informou ainda que a iniciativa foi bem acolhida pelo Conselho Nacional da Ordem e que, até o momento, nenhum representante das demais seccionais da Ordem no País divergiram da proposta. “Essa medida será adotada com a urgência que a matéria merece ser tratada, pois a postura adotada pelo Juiz Sérgio Moro viola vários princípios constitucionais”, explicou Maia.

Impeachment

Paulo Maia explicou que o fato de a OAB se posicionar favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff não significa que a Ordem adotou uma postura política partidária. Ele ressaltou que o País está vivendo um momento de polarização intenta onde ou se é situação ou oposição.

“A OAB não tem partido tanto que está tomando uma postura contra o Juiz Sérgio Moro. Somos a favor do impeachment porque encontramos elementos jurídicos que justificam o pedido de impeachment”, justificou Paulo Maia.

Por Mislene Santos

Empresa começa a inaugurar lojas no NE e vai chegar à Paraíba com 430 empregos

“Para a nova unidade da Carajás em Cabedelo, prevista para começar a operar em julho deste ano, os investimentos somam R$ 70 milhões em um prédio que ocupará uma área de 32 mil m², com 11.200 mil m² de loja dividida em dois pavimentos”

A rede Carajás dá início a inauguração de novas lojas no Nordeste. A empresa abre nesta terça (22) uma unidade em Rio Largo, na Grande Maceió (AL), e segue com os planos de chegar à Grande João Pessoa em julho, prometendo gerar 430 empregos.

Em Alagoas, a Carajás opera em Maceió e Arapiraca e na Paraíba já tem unidades em João Pessoa e Campina Grande. A nova loja em Alagoas deve gerar 200 empregos em um espaço de 12 mil metros quadrados, além de um estacionamento para mais de 700 veículos.

Já para a nova unidade da Carajás em Cabedelo, prevista para começar a operar em julho deste ano, os investimentos somam R$ 70 milhões em um prédio que ocupará uma área de 32 mil m², com 11.200 mil m² de loja dividida em dois pavimentos.

Serão comercializados 55 mil itens, como equipamentos eletroeletrônicos, utilidades, pisos, revestimentos, tintas, material elétrico, móveis e artigos para casa.

“Vivemos um momento difícil na economia nacional, mas um dia a situação será revertida e estaremos preparados para a demanda que surgirá. Tenho certeza que o mercado paraibano vai gerar essa demanda, principalmente em decorrência dos empreendimentos e indústrias instalados nos últimos anos”, avaliou o diretor-superintendente do Grupo Carajás, Abílio Neto.

Chanceler argentina confirma apoio do governo Macri a Dilma

A chanceler argentina, Susana Malcorra, disse ontem (21) que o governo Macri apoia a presidenta Dilma Rousseff e que qualquer mudança só pode ser aceita se promovida através de instituições democráticas.

Em entrevista para detalhar a agenda da visita do presidente americano Barack Obama, que chega na próxima quarta (23) à Argentina, a ministra disse que a crise política e econômica no Brasil preocupa muito, pois o país é um forte aliado. “Não só esperamos que o Brasil resolva essa crise institucional, da melhor forma possível e o mais rapidamente possível, dentro dos procedimentos da democracia. Desejamos pelos brasileiros e por nós também uma solução, porque precisamos de um sócio forte.”

Susana Malcorra recordou que, no último fim de semana, o presidente Maurício Macri disse publicamente que apoia Dilma pois ela foi democraticamente eleita. “Como tal não pode haver nenhuma forma de mudança que não seja feita de forma através de instituições democráticas”.

A chanceler afirmou que qualquer situação atípica no Brasil afeta a Argentina. “Seguimos com muita preocupação o que está acontecendo no Brasil. Temos que ser muito cuidadosos no que se diz respeito ao Brasil porque a situação do ponto de vista institucional [o país] está em um momento de grande fragilidade”, disse Susana.

Susana disse que tem mantido contatos com os ministros das Relações Exteriores do Mercosul – bloco regional integrado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. O objetivo é emitir uma nota, manifestando apoio do grupo a uma solução institucional e rápida à crise brasileira. Por falta de tempo para realizar um encontro antes da visita de Obama a Argentina, Malcorra disse que os ministros estão estudando a possibilidade de fazer uma videoconferência.

A crise brasileira, disse a chanceler, tem um impacto econômico interno, mas também na Argentina: 40% do comércio internacional do país depende do Brasil, de acordo com a chanceler. “A preocupação é clara porque um país do peso, do tamanho e da importância regional que tem Brasil, seja afetado por uma crise institucional, nos afeta todos”, disse Susana. “Queremos evitar uma desestabilização da região”, completou.

Ainda de acordo com a ministra, a reunião de Obama e Macri tem como objetivo principal discutir a relação entre os Estados Unidos e a Argentina. Ela destacou que, no entanto, a agenda está aberta.

Por Monica Yanakiew – Correspondente da Agência Brasil

Botafogo-PB insinua existência de banca de apostas

Reprodução/Raniery Soares/Voz da Torcida
Reprodução/Raniery Soares/Voz da Torcida

O vice-presidente de futebol do Botafogo-PB, Breno Morais, pediu uma investigação sobre uma possível banca de apostas envolvendo resultados do Campeonato Paraibano. A declaração foi dada no domingo (20) durante o intervalo do jogo entre o Belo e o Campinense.

O motivo da irritação de Breno Morais aconteceu após a anulação de dois gols do Botafogo-PB. Segundo o dirigente, os gols foram legais e alguém estaria lucrando financeiramente com o resultado.

Clique e veja a tabela de classificação do Campeonato Paraibano

“Precisa-se investigar banca de jogo aqui na Paraíba. Em Campina Grande tem gente que aposta na banca de jogo, e a gente vê um bandeira desses anular dois gols do Botafogo-PB. Precisa-se investigar banca de jogo, onde se joga e aposta para times ganharem. A Federação Paulista já está fazendo isso. Tem apostador aqui na Paraíba que vive nessa banca”, afirmou Breno Morais.

Ainda durante o intervalo da partida, dirigentes, jogadores e membros da comissão técnica das duas equipes trocaram acusações, empurrões e xingamentos.

Com informações do Voz da Torcida

Polícia registra pelo menos sete homicídios em poucas horas na PB

Reprodução/TV Correio HD
Reprodução/TV Correio HD
Reprodução/TV Correio HD

Pelo menos sete homicídios foram registrados na Paraíba entre o início da tarde e a noite desta segunda-feira (21). A maior parte dos crimes ocorreu na Grande João Pessoa, onde um homem também foi baleado durante um assalto.

O primeiro caso ocorreu no bairro Alto das Populares, em Santa Rita, na Região Metropolitana da Capital, logo no início da tarde. Um adolescente de 15 anos foi morto dentro da casa onde residia. De acordo com a Polícia Militar, ele estava deitado em uma cama quando pelo menos quatro suspeitos invadiram a residência e atiraram nele. Familiares do garoto, que seria envolvido com tráfico de drogas, informaram que conhecem os suspeitos.

O segundo crime foi registrado alguns instantes após o primeiro, desta vez no bairro Esplanada, na Zona Oeste de João Pessoa, onde outro menor foi morto, com dois tiros na cabeça. A PM informou que uma dupla que trafegava em uma moto era suspeita pelo assassinato. O adolescente foi morto no meio de uma rua. Nenhum morador se apresentou como testemunha do fato.

No fim da tarde, no Centro do município de Esperança, no Agreste da Paraíba, a 159 km de João Pessoa, um jovem de 20 anos foi morto com cerca de 10 disparos de arma de fogo. De acordo com a PM, ele teria envolvimento com homicídio e um comparsa havia sido preso na semana anterior.

Na Zona Rural de Pitimbu, no Litoral Sul da Paraíba, a 68 km da Capital, um agricultor de 36 anos foi morto a tiros após sair do local de trabalho, no fim da tarde. A polícia informou que desconhecia as motivações para o crime e os possíveis suspeitos.

Já durante a noite, dois homicídios ocorreram em João Pessoa. Na comunidade Asa Branca, no bairro do Roger, na área central da cidade, um adolescente de 17 anos foi morto a tiros. Em evento praticamente simultâneo, um jovem de 25 anos também foi assassinado com disparos de arma de fogo no bairro dos Ipês, na Zona Norte. Conforme a PM, suspeitos e motivações não haviam sido apurados. 

Perto do fim da noite, na cidade de Picuí, no Seridó paraibano, a 226 km de João Pessoa, uma jovem foi morta a tiros. A Polícia Civil da cidade informou que estava apurando a ocorrência e ainda não tinha conhecimento de detalhes aprofundados do caso. 

Baleado

Durante a tarde, um homem, que estava na companhia de uma enteada de 14 anos, foi baleado por uma dupla que os assaltou em Lucena, na Grande João Pessoa. As vítimas estavam se dirigindo de motocicleta para a cidade de Mamanguape, no Litoral Norte, quando foram abordadas pelos criminosos. A adolescente disse à polícia que os bandidos roubaram dinheiro, a moto do padrasto, uma roupa e um cordão dela. Ferido, o homem foi socorrido consciente em um carro particular para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na Capital. A unidade de saúde não divulgou detalhes do quadro clínico dele.

Não houve registro de prisão de suspeitos pelos crimes citados.

Da Redação, com Portal Correio 

PRF intensifica ações nas rodovias para feriado de Semana Santa

Nesta segunda-feira (21), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou uma série de ações visando a diminuir o número de acidentes que costumam ser registrados em rodovias do Estado no feriado de Semana Santa, que começa na sexta (25).

Conforme a PRF, os trabalhos são voltados principalmente para as condutas nocivas no trânsito, como embriaguez ao volante, excesso de velocidade e ultrapassagem irregulares, que são os maiores causadores de acidentes graves nas rodovias. Os veículos de duas rodas também estão na mira dos policiais rodoviários. 

O órgão chama atenção para os casos de entradas hospitalares de vítimas que consomem bebidas alcoólicas antes de dirigir. Conforme o Sisteme Único de Saúde (SUS), os gastos com vítimas de acidentes de trânsito chegam a R$ 300 milhões por ano. 

Da assessoria 

Mais de 45 mil paraibanos já declararam Imposto de Renda

Cógenes Lira
Contribuintes podem declarar o Imposto de Renda através do aplicativo da Receita Federal

Apenas 15,5% dos paraibanos declararam o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (21) pela Delegacia da Receita Federal, seccional João Pessoa (DRF/JPA). Esse número equivale a 45.359 declarações registradas pelos computadores da Receita Federal do Brasil, o que é 1,06% do total recebido a nível Brasil.

Na Paraíba a previsão da DRF/JPA é o recebimento de 290 mil declarações até o prazo para o contribuinte enviar as declarações, que vai até às 23h59 do dia 29 de abril de 2016.

O contribuinte que tiver dúvidas na hora de fazer sua Declaração do Imposto de Renda pode recorrer ao Perguntas e Respostas 2016, disponibilizado no site da Receita Federal.

Mais sobre o IRPF

Entre os que devem declarar, estão os contribuintes, pessoas físicas, que receberam em 2015 acima de R$ 28.123,91 em rendimentos tributáveis. Também deve declarar o IRPF quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados, exclusivamente na fonte acima de R$ 40 mil em 2015; quem obteve, em qualquer mês do ano passado, ganho de capital na venda de bens ou fez operações no mercado de ações; quem tem patrimônio individual acima de R$ 300 mil; e proprietários rurais que obtiveram receita bruta acima de R$ 140.619,55.

Quem perder o prazo está sujeito à multa de 1% do imposto devido por mês de atraso ou de R$ 165,74, prevalecendo o maior valor. A multa máxima equivale a 20%.

Os contribuintes podem fazer a declaração do Imposto de Renda através do aplicativo da Receita Federal. O aplicativo IRPF está disponível para Android e iOS.

Da Redação, com Jornal da Paraíba

Governo envia projeto para renegociar dívida dos estados

O governo enviará até hoje (22) projeto de lei complementar para refinanciar a dívida dos estados e do Distrito Federal com a União, anunciou há pouco o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Conforme acordo fechado na semana passada, os governos locais poderão alongar a dívida com a União em 20 anos, de 2027 para 2047, e as dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dez anos.

Os estados mais endividados poderão ainda pedir um desconto de 40% no valor das parcelas, limitado a R$ 160 milhões por mês, por até 24 meses, sendo o valor não pago nesse período transferido para as parcelas posteriores. Em troca da renegociação, os governadores precisarão aprovar leis locais de responsabilidade fiscal, não conceder novos incentivos fiscais e não nomear novos servidores, salvos os casos de reposição por aposentadoria ou falecimento nas áreas de saúde, educação e segurança.

A renegociação da dívida dos estados não terá impacto fiscal em 20 anos porque todo o débito será pago, mas fará a União deixar de receber recursos no curto prazo. Caso todos os estados assinem até junho os acordos de renegociação, o governo federal deixará de arrecadar R$ 9,6 bilhões em 2016, R$ 18,6 bilhões em 2017 e R$ 17,3 bilhões em 2018.

Segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a medida representa um alívio temporário para os estados, mas trará economia no longo prazo por causa das reformas estruturais que os governadores terão de fazer. “Este é um auxílio necessário, num momento em que a economia brasileira atravessa dificuldade e está todo mundo fazendo ajuste. É indicado que o governo dê um auxílio temporário e com contrapartida para que saiam com finanças em melhor organização”, disse.

O governo enviará até amanhã (22) projeto de lei complementar para refinanciar a dívida dos estados e do Distrito Federal com a União, anunciou há pouco o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Conforme acordo fechado na semana passada, os governos locais poderão alongar a dívida com a União em 20 anos, de 2027 para 2047, e as dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dez anos.

Os estados mais endividados poderão ainda pedir um desconto de 40% no valor das parcelas, limitado a R$ 160 milhões por mês, por até 24 meses, sendo o valor não pago nesse período transferido para as parcelas posteriores. Em troca da renegociação, os governadores precisarão aprovar leis locais de responsabilidade fiscal, não conceder novos incentivos fiscais e não nomear novos servidores, salvos os casos de reposição por aposentadoria ou falecimento nas áreas de saúde, educação e segurança.

A renegociação da dívida dos estados não terá impacto fiscal em 20 anos porque todo o débito será pago, mas fará a União deixar de receber recursos no curto prazo. Caso todos os estados assinem até junho os acordos de renegociação, o governo federal deixará de arrecadar R$ 9,6 bilhões em 2016, R$ 18,6 bilhões em 2017 e R$ 17,3 bilhões em 2018.

Segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a medida representa um alívio temporário para os estados, mas trará economia no longo prazo por causa das reformas estruturais que os governadores terão de fazer. “Este é um auxílio necessário, num momento em que a economia brasileira atravessa dificuldade e está todo mundo fazendo ajuste. É indicado que o governo dê um auxílio temporário e com contrapartida para que saiam com finanças em melhor organização”, disse.

Por Wellton Máximo e Mariana Branco

Em recurso ao STF, AGU diz que grampo pôs em risco soberania nacional

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu hoje (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para cassar as duas decisões do ministro Gilmar Mendes que suspenderam a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no chefia da Casa Civil da Presidência da República. No recurso, a AGU sustenta que não há impedimentos legais para que Lula exerça o cargo de ministro.

No recurso, a AGU também pediu a suspensão da decisão do juiz federal Sérgio Moro, que autorizou a divulgação de conversas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Para o órgão, Moro não tem competência para analisar a prova. A AGU considerou que, ao divulgar o teor das conversas da presidenta, comprometeu a soberania nacional.

Para a AGU, Lula não tem nenhuma restrição legal e pode cumprir suas funções na Casa Civil. “Restam igualmente presentes os requisitos constitucionais gerais para o preenchimento do posto de ministro de Estado. Também não está impedido de exercer cargos públicos, na medida em que não se encontra condenado em qualquer instância, muito menos despido de seus direitos políticos”, argumenta a Advocacia da União.

O órgão também negou que a nomeação de Lula para a Casa Civil foi feita para favorecê-lo na investigação da Lava Jato. A afirmação foi feita pelo ministro Gilmar Mendes, na decisão proferida na última sexta-feira (18). “Em outras palavras, tal ilação, quanto a um efeito secundário e incerto do ato impugnado adota pressuposto de que essa Suprema Corte seria leniente, menos capaz ou eficaz do que qualquer juízo inferior no processamento e julgamento das ações penais originárias, como que um locus (lugar) para proteção e impunidade. “

A AGU pede urgência na decisão por causa do recesso do Judiciário, que começa quarta-feira (23). Devido ao feriado da Semana Santa, o Supremo não terá sessões nas duas turmas e no plenário nesta semana. De acordo com a Lei 5.010/1966, norma que organizou a Justiça Federal (JF), é feriado na JF e nos tribunais superiores da quarta-feira da Semana Santa até o domingo de Páscoa.

Sérgio Moro

A AGU também recorreu ao Supremo para suspender a decisão do juiz federal Sérgio Moro, que autorizou a divulgação de conversas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Para o órgão, Moro não tem competência para analisar a prova. A AGU considerou que, ao divulgar o teor das conversas da presidenta, comprometeu a soberania nacional.

Na petição, a AGU sustentou que Moro colocou em risco a soberania nacional ao retirar o sigilo das interceptações. “Assim, tomar a decisão de divulgar o conteúdo de conversas envolvendo a Presidenta da República coloca em risco a soberania nacional, em ofensa ao Estado democrático republicano”. A reclamação será relatada pelo ministro Teori Zavascki.

No recurso, a AGU sustenta que Moro usurpou a competência do Supremo ao decidir retirar o sigilo da conversa, que envolve a presidenta da República. “Decisão de divulgar as conversas da presidenta – ainda que encontradas fortuitamente na interceptação – não poderia ter sido prolatada em primeiro grau de jurisdição, por vício de incompetência absoluta. Em vez de decidir, deveria o magistrado ter encaminhado o material colhido para o exame detido do tribunal competente (juízo natural), e não divulgá-lo, possibilitando a exposição na mídia”, sustenta o órgão.

Antes de a AGU protocolar o recurso para anular a decisão de Sérgio Moro, o juiz enviou ao Supremo as interceptações telefônicas nas quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com a presidenta Dilma Rousseff e com o então chefe da Casa Civil, e hoje ministro do gabinete pessoal da presidenta, Jaques Wagner.

Por André Richter

Petrobras tem prejuízo de R$ 34,83 bilhões em 2015

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 34,836 bilhões em 2015. Em 2014, as perdas somaram R$ 21,587 bilhões. Os resultados financeiros foram anunciados, há pouco, pelo presidente da estatal, Aldemir Bendine.

Apenas no quarto trimestre de 2015, o prejuízo da empresa foi de R$ 36,938 bilhões. No terceiro trimestre, as perdas somaram R$ 3,8 bilhões. No primeiro e no segundo trimestres, houve lucro, respectivamente, de R$ 5,3 bilhões e de R$ 500 milhões, o que levou a um saldo de R$ 2 bilhões no ano. O prejuízo do último trimestre, no entanto, anulou o resultado positivo que vinha sendo registrado ao longo do ano.

Entre as causas do prejuízo, a empresa cita “o impairment (ajuste) de ativos e de investimentos, principalmente em função do declínio dos preços do petróleo e incremento nas taxas de desconto, reflexo do aumento do risco Brasil pela perda do grau de investimento (R$ 49,748 bilhões) e despesas de juros e perda cambial (R$ 32,908 bilhões)”.

O prejuízo operacional ficou em R$ 12,4 bilhões, o que significa queda de 42%, se comparado com o ano anterior.

Os investimentos somaram R$ 76,3 bilhões, representando redução de 12% em relação a 2014.

De acordo com a Petrobras, a queda do barril de petróleo tipo Brent provocou impacto negativo no resultado da empresa, que apontou ainda a desvalorização cambial como influência negativa.

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse que, apesar do resultado contábil negativo, a empresa teve um resultado gerencial positivo. Segundo Bendine, depois de oito anos, a companhia apresentou geração de fluxo de caixa positivo e as despesas administrativas recuaram significativamente.

“Mesmo em ano tão difícil, como foi 2015, com a valorização do dólar frente ao real, tivemos um recuo forte na nossa dívida líquida e uma disciplina muito forte, não só de capital, mas em uma busca de eficiência muito grande.”

Por Cristina Indio do Brasil

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