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Câncer mata 3,5 mil por ano na Paraíba; incidência no pulmão causa mais mortes

Breathing smoke out

Considerado o mal do século, atualmente o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil, com 190 mil por ano. Por se tratar de uma doença associada principalmente ao envelhecimento, quanto maior a expectativa de vida da população, maior costuma ser a incidência do câncer. Além da idade, outros fatores também podem aumentar a chance do desenvolvimento da doença. Na Paraíba, o câncer mata mais de 3,5 mil pessoas por ano e o maior número de óbitos ocorre em quem sofre com a incidência no pulmão.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), no Brasil, por ser um país muito extenso e com diferenças socioculturais e econômicas significativas entre as regiões, as taxas brutas (número de casos a cada 100 mil habitantes) sofrem variações importantes conforme a região geográfica.

Segundo as estimativas de novos casos de câncer em 2016 feitas pelo INCA, na região Nordeste, entre os homens, haverá cerca de 14.290 diagnósticos na próstata, ocupando 27,1% dos casos entre o sexo. Já nas mulheres, o risco continua com o câncer de mama que terá aproximadamente 11.190 novos casos (20,5% dos casos entre o sexo feminino) seguido do câncer de colo de útero com estimativa de 5.630 novos casos, cerca de 10,3% dos casos entre o sexo feminino.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, em relação a todos os tipos de câncer listados pelo Sistema de Informação da Mortalidade (SIM), em 2014 foram registrados 3.503 óbitos no estado e em 2015, 3.552.

Os tipos de câncer que mais mataram os paraibanos em 2014 e 2015, segundo a SES, foram:

1º Brônquios ou Pulmões;
2º Próstata;
3º Estomago;
4º Mama;
5º Fígado (Metástases);

Segundo o doutor Fernando Carvalho, cirurgião torácico de pulmão e diretor clinico do Hospital Napoleão Laureano, só em 2015, 129 pessoas foram diagnosticadas com tumores de pulmão no hospital. O mês com o maior número de casos registrados foi em agosto, quando foram detectados 21 pacientes com esse tipo. O câncer de pulmão é mais frequente em homens. Para ele, 90% desses casos acontecem com fumantes e 10% com fumantes passivos, que apenas inalam a fumaça.

“O câncer de pulmão é, dentro das patologia malignas, o que mais mata, porque quando o paciente chega a apresentar os sintomas, essa lesão já está extremamente avançada; os sintomas são muito discretos. Quando ele começa a apresentar dores e tosse, essas lesões já estão no estado avançado”, comentou o doutor.

Em 2014, em todo o estado, 389 pessoas morreram vítimas de câncer de pulmão. Em 2015, este número subiu para 410. Já em 2016, 20 óbitos por câncer de pulmão foram contabilizados.

Cuidados

Dalva Arnaud, chefe da Oncologia do Hospital Laureano, que é referência no tratamento de câncer na Paraíba, falou que o envelhecimento pode colaborar com o surgimento da doença, mas dependendo do caso, alguns fatores podem agravar quadros de saúde.

Segundo ela, o não uso do protetor solar pode acarretar câncer de pele; o câncer de pulmão nos fumantes, reforçando a necessidade de evitar o cigarro; o câncer de fígado que pode ser consequente do álcool ou de vírus, implicando na importância de frequentar o médico para acompanhar a saúde e também evitar o excesso de bebidas alcoólicas.

Dalva explica que 10% dos casos diagnosticados com câncer de mama são genéticos. A doutora também comentou que entre os homens o caso mais frequente é o que afeta a próstata, e entre as mulheres, o de mama.

Por Sayonara Elayne

TV Globo pode adotar sistema de Libras criado pela UFPB

VLibrasEngenheiros da Rede Globo se reuniram, na semana passada, em São Paulo, com uma equipe do Núcleo de Pesquisa e Extensão Lavid, do Centro de Informática (CI) da UFPB, para conhecer o LibrasTV, uma ferramenta desenvolvida pelo Lavid  para a televisão, derivada do VLibras,  que faz a tradução automática  do português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). No encontro, os participantes avaliaram a possibilidade de construir uma estrutura de testes utilizando o gerador de Libras nas afiliadas da TV Globo, em São Paulo, Rio de Janeiro e também na TV Cabo Branco, em João Pessoa.

A equipe do Lavid, representada pelo diretor do CI, Guido Lemos, e pelo professor Tiago Maritan, coordenador do projeto VLibras, foi recebida pelos engenheiros Ricardo Fontenelle e Fernando Nero, da Rede Globo. O coordenador da empresa de tecnologia Dynavideo, Giuliano Maia, também esteve presente na reunião.

Segundo Tiago Maritan, caso a parceria com a emissora seja firmada, a TV Globo fará a integração entre a solução closed caption (janela oculta), já adotada há vários anos, e a ferramenta de acessibilidade LibrasTV, que é uma espécie de versão do VLibras para TV Digital. Os dois sistemas serão ofertados, ao mesmo tempo, em 20 horas da programação diária. Conforme o pesquisador, com essa ferramenta de acessibilidade criada pelo Lavid é possível gerar conteúdos em Libras a partir de áudio, texto e vídeo.

De acordo com Maritan, a adoção de recursos de acessibilidade para surdos nos programas veiculados pelas TVs é uma determinação do Ministério das Comunicações. O governo criou um cronograma para que as emissoras adotem gradativamente as ferramentas até atingirem a acessibilidade total em 2020.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) realizou, ano passado, consulta pública para definição das normas de  transmissão de conteúdos em Libras na programação dos canais televisivos. As novas regras devem entrar em vigor nos próximos dias.

Suíte VLibras

Conforme o professor, outra solução desenvolvida pela equipe do Lavid e que já está sendo adotada por surdos, em todo o Brasil, é o Suíte VLibras, um conjunto de softwares, capaz de traduzir do português para Libras qualquer conteúdo disponibilizado pelos sites da administração pública federal.

Para ter acesso, os surdos devem apenas baixar o aplicativo no computador ou em outra plataforma móvel, como o celular, pelo link.

O Suíte VLibras poderá beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência auditiva. O sistema foi criado com financiamento do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e conta também com o apoio da Câmara dos Deputados e do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Assim como o português, Libras é um idioma oficial do Brasil desde 2002 (Lei nº 10.436) e possui estrutura gramatical própria que não está vinculada à língua oral. A compreensão é feita por meio da interpretação das expressões manual, corporal e facial.

via Agência de Notícias da UFPB , com assessoria do CI

Obras da transposição das águas do São Francisco na Paraíba chegam a 85%

Água deve chegar entre as cidades de Monteiro e Monte Horebe, na Paraíba (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Água deve chegar entre as cidades de Monteiro e Monte Horebe, na Paraíba (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Água deve chegar entre as cidades de Monteiro e Monte Horebe, na Paraíba (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

As obras de transposição das águas do Rio São Francisco na Paraíba estão 85% concluídas e devem ser entregues até o início do próximo ano, segundo o Ministério da Integração Nacional. Para o estado, estão sendo construídos dois trechos com acesso pelas cidades de Monte Horebe, no Sertão, e Monteiro, no Cariri paraibano.

A obra é considerada uma das maiores do mundo e tem um investimento de R$ 8 bilhões. “A nossa expectativa é de que entre o final deste ano e início de 2017 a obra completa seja entregue”, disse o ministro interino da integração nacional, Carlos Vieira.

No eixo Leste, são 34 quilômetros de transposição da cidade de Custódia, em Pernambuco, até a cidade Monteiro. Já no eixo Norte, o canal que liga as cidades de Cabrobó, no Sertão pernambucano, e Monte Horebe, São José de Piranhas e Cajazeiras tem 81 quilômetros.

As águas do Rio São Francisco devem beneficiar cerca de 12 milhões de pessoas, nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Segundo o Secretário de Infraestrutura da Paraíba, João Azevedo, a transposição garantirá o sonho de segurança hídrica.

“Essa água chegando a Paraíba, efetivamente nós vamos começar a solucionar os maiores problemas que nós temos aqui, de segurança hídrica”, disse ele.

No eixo Leste, a água da transposição passará pelos rios do Cariri e Agreste enchendo o açude Poções, em Monteiro, Epitácio Pessoa, em Boqueirão, e a barragem de Acauã, em Itatuba. A água chegará por meio de canais e túneis subterrâneos.

“Parte dessa água do eixo Leste também será distribuída para toda a região do Cariri, num reforço para todos os sistemas de adutoras, que já existem implantados no estado, e através do sistema adutor da Borborema, que está em fase de projeto. Nós vamos ter a possibilidade de levar água até a região do Curimataú”, acrescentou João Azevedo.

No eixo Norte, a água chegará na Paraíba pela barragem de Caiçara e seguirá para o açude Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, e em seguida para o açude São Gonçalo e Rio Piranhas, chegando ao estado do Rio Grande do Norte, onde terá outras distribuições. A Paraíba conseguiu a aprovação de uma entrada no eixo Norte para o açude de Condado, na cidade de Conceição, no Sertão.

Segundo o Ministério, em todo o Nordeste, o projeto de transposição do Rio São Francisco emprega diretamente cerca de 10 mil pessoas, tendo cera de 477 quilômetros, atingindo 27 reservatórios, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e quatro túneis.

Para muitos paraibanos, a transposição das águas do Rio São Francisco é única solução para a seca que assola o estado. “Não vai ter de onde vir outra água não. A esperança é essa obra ser concluída para a gente ter água a vontade”, disse o comerciante Antônio Alves. Informações do G1.

MPT investiga denúncias de assédio em empresas de call center na PB

Pelo menos 55 denúncias contra empresas de call center estão sendo investigadas pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB). De acordo com o procurador Eduardo Varandas, as denúncias variam desde o não pagamento de indenizações até mesmo o assédio sexual.

Uma mulher, que não quis se identificar, contou que trabalhou durante sete meses como operadora de telemarketing em uma unidade da empresa que fica no bairro de José Américo. Segundo ela, este tempo foi suficiente para ver e sofrer uma série de irregularidades trabalhistas.

“Quando eu cheguei lá no banco, no dia 4 [deste mês], eu fui sacar meu PIS e não tive direito. [Disseram] que eu trabalhei menos de 15 dias, apenas 12 dias. Eu trabalhei sete meses, não trabalhei 12 dias. O abono família é direito do trabalhador. Se você tem filho até 14 anos, ele tem o direito de receber esse valor. Eu nunca recebi. E muitas das pessoas, elas são pressionadas a ser botadas pra fora [sic]. Ou você pede pra sair ou então eles colocam você por justa causa. É dessa forma que funciona”, disse. 

SAIBA MAIS

A mulher também comenta sobre situações de assédio sexual que teria vivido durante o expediente. “O supervisor passou por mim, puxou a alça do meu sutiã sem a minha permissão. Eu estava trabalhando. Estava nessa posição [sentada] e ele passou a mão na minha perna dizendo: ‘batata de perna grossa’. Eu não dei direito a ele nem a absolutamente ninguém. E fora isso ele chegou perto de mim e disse ‘se você fosse 20 anos mais velha eu te pegava’”, contou.

Outro ex-funcionário da mesma empresa falou que também não recebeu o PIS e que ninguém explicou o porquê. Ele também falou sobre a pressão excessiva e assédio moral na cobrança para atingir metas. “Lá tem uma pausa de 10 minutos. É uma pausa-banheiro. Um supervisor se chateou e ele foi atrás das meninas no banheiro. Ele entrou no banheiro à procura delas”, denunciou.

O procurador do MPT-PB, Eduardo Varandas, explica que as denúncias dos ex-funcionários fazem parte dos procedimentos investigados pelo órgão, e que outras denúncias semelhantes também foram feitas. Varandas diz que o valor da condenação pode chegar até a casa dos milhões. 

“Cada procedimento tem seu andamento. Alguns em andamento inicial e outros em fase de conclusão, com a propositura de ação. Aí a gente pode pedir condenação de até R$ 20 milhões, dependendo da natureza do dano. O que a gente não pode permitir é a impunidade e essa postura arbitrária e praticamente lesiva aos preceitos constitucionais ligados à dignidade da pessoa humana”, conclui.

Empresa rejeita acusações
Por nota, a empresa AeC, onde os ex-funcionários trabalhavam, disse que rejeita todas as acusações. Falou que possui uma comissão que avalia qualquer irregularidade e que os colaboradores possuem dois canais para fazer reclamações. Disse também que foi a primeira empresa do Brasil a oferecer um programa de treinamento sobre códigos de ética e de conduta para todos os funcionários.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Paraíba (Sinttel), atualmente são cerca de 12 mil funcionários em duas empresas de call center só em João Pessoa. O presidente do Sinttel, Wallace Oliveira, diz que chegam denúncias de todas as unidades das duas empresas e que o diálogo não tem ajudado.

“Nós conversamos com os gestores e noticiamos estes fatos e não permitimos este tipo de assédio, o assédio moral, o constrangimento. Enfim isso tem um diálogo mas não tem tido muito avanço neste sentido”, disse Oliveira. As informações são do G1.

Rival do WhatsApp eleva lotação máxima de supergrupos para 5 mil membros

Telegram ganha novo recurso de destaque de mensagens em supergrupos. (Foto: Divulgação/ Telegram)
Telegram ganha novo recurso de destaque de mensagens em supergrupos. (Foto: Divulgação/ Telegram)
Telegram ganha novo recurso de destaque de mensagens em supergrupos. (Foto: Divulgação/
Telegram)

O que era grande ficou maior. Aplicativo de mensagem que desponta como o maior rival do WhatsApp, o Telegram elevou de 1 mil para 5 mil a lotação máxima dos supergrupos de discussão, além de incluir outras novidades.

A título de comparação, o WhatsApp elevou recentemente para 256 a quantidade máxima de participantes em um grupo.

Com a atualização, os administradores desses grupos ganham o poder de destacar certas mensagens. Elas ficam “coladas” no topo da janela de conversa para todos os usuários, mas podem ser suprimidas.

Também passa a ser possível fazer com que os supergrupos se tornem públicos. Com isso, eles podem ser acessados por meio de links. Assim, as mensagens podem ser vistas por qualquer um.

Os administradores ganham ainda ferramentas para coibir a atuação de “spammers”, usuários chatos que não contribuem para a discussão e apenas enviam mensagens fora de propósito, geralmente com a intenção de promover algum serviço ou produto. A novidade é que os gerentes dos supergrupos podem deletar todas as mensagens desses membros e até bloqueá-los.

Os novos recursos funcionam apenas em supergrupos, mas o Telegram permitirá que qualquer grupo seja elevado a essa categoria. As funções serão liberadas gradualmente.

Da Redação, com G1

Teori Zavascki homologa delação premiada do senador Delcídio do Amaral

Delcídio do Amaral (PT-MS) em sessão do Senado no ano passado (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Delcídio do Amaral (PT-MS) em sessão do Senado no ano passado (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Delcídio do Amaral (PT-MS) em sessão do Senado no ano passado (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator do processo da Operação Lava Jato, homologou o acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para colaborar com as investigações da operação. Segundo a assessoria de comunicação do STF, o ministro determinou ainda a retirada do sigilo do processo, mas ainda não se sabe a extensão da queda do sigilo. A decisão foi assinada pelo ministro Teori na segunda (14), mas a informação sobre a homologação foi divulgada somente nesta terça-feira (15) pelo STF.

A íntegra da decisão do ministro do STF sobre a homologação deve sair no início desta tarde. O acordo de delação foi firmado entre o senador e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para colaborar com as investigações da Lava Jato.

O senador Delcídio do Amaral foi preso no dia 25 de novembro do ano passado depois que Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, entregou ao Ministério Público o áudio de uma reunião na qual Delcídio propunha o pagamento de R$ 50 mil por mês à família e um plano de fuga para o ex-diretor deixar o país, que estava preso em Curitiba. O senador garantia ainda que poderia interferir junto a alguns ministros do Supremo para conseguir um habeas corpus para Nestor Cerveró.

Delcídio foi solto no dia 18 de fevereiro sob condição de se manter em recolhimento domiciliar, podendo deixar a sua residência apenas para ir ao Senado trabalhar e retornando no período noturno. Desde então, ele está de licença médica, devendo retornar ao trabalho no próximo dia 23.

Por Michèlle Canes

Governo anuncia Eugênio Aragão como novo ministro da Justiça

O subprocurador-geral da República Eugênio Aragão, anunciado pelo Palácio do Planalto como novo ministro da Justiça (Foto: Roberto Jayme/TSE )
O subprocurador-geral da República Eugênio Aragão, anunciado pelo Palácio do Planalto como novo ministro da Justiça (Foto: Roberto Jayme/TSE )
O subprocurador-geral da República Eugênio Aragão, anunciado pelo Palácio do Planalto como novo ministro da Justiça (Foto: Roberto Jayme/TSE )

A presidenta Dilma Rousseff decidiu substituir o atual ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que assumiu no início do mês. Em seu lugar, ela nomeou o subprocurador-geral da República Eugênio José Guilherme de Aragão.

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que Wellington deveria pedir exoneração do cargo de promotor de Justiça do Ministério Público (MP) da Bahia, caso quisesse permanecer no cargo. A decisão foi tomada após questionamento feito à Corte sobre a impossibilidade de membros do Ministério Público assumirem cargos do Executivo.

SAIBA MAIS

A mudança foi informada pelo Palácio do Planalto, por meio de nota à imprensa. O comunicado informa que o próprio Wellington Silva apresentou pedido de demissão. Segundo o texto, Dilma o agradece pelo “seu compromisso e desprendimento”.

O novo ministro tem 56 anos e nasceu no Rio de Janeiro. Ele é doutor em direito pela Ruhr-Universität Bochum (na Alemanha) e professor da Universidade de Brasília (UnB) desde 1997.

Aragão poderá exercer cargo de ministro por ter ingressado no Ministério Público em 1987, antes da promulgação de Constituição em 1988, quando ficou  proibido que procuradores e promotores do MP peçam licença para ocupar cargos em outros Poderes.

Antes de ser anunciado como o novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão atuava como vice-procurador eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em uma das manifestações recentes sobre a Lava Jato, o novo ministro defendeu o uso de provas da operação em uma das ações nas quais o PSDB pede a cassação dos mandatos da presidenta Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer. Para o procurador, não há irregularidade no compartilhamento dos dados das investigações. No entanto, Aragão sugeriu que, antes de pedir documentos específicos, o tribunal deve ouvir testemunhas.

Por Paulo Victor Chagas e André Richter

Em um ano, número de desocupados no Brasil sobe 27,4%

A taxa de desemprego fechou o quarto trimestre do ano passado em 9% em todo o país, a maior da série histórica iniciada em 2012, mas mostrando estabilidade em relação aos 8,9% da taxa de desocupação do terceiro trimestre de 2015.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e tem abrangência nacional. Divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa indica que, quando a comparação se dá com o quarto trimestre de 2014 (6,5%), a taxa de desocupação cresceu no último trimestre do ano passado 2,5 pontos percentuais.

As informações registram que, no fechamento do quarto trimestre de 2015, a população desocupada do país era de 9,1 milhões de pessoas, permanecendo estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas aumentando 40,8% (ou mais 2,6 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2014. Segundo o IBGE, esse foi o maior crescimento da população desocupada, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, de toda a série da PNAD Contínua.

Emprego

A pesquisa sinaliza, por outro lado, que o país tinha no fechamento do quarto trimestre de 2015 uma população ocupada de 92,3 milhões, mostrando, estatisticamente, estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas recuando 0,6% (ou menos 600 mil pessoas) em relação ao quarto trimestre de 2014.

No quarto trimestre de 2015, cerca de 35,4 milhões de pessoas ocupadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Entre o terceiro e quarto trimestres de 2015, o contingente de pessoas com carteira de trabalho assinada caiu 3% ao longo do ano (menos 1,1 milhão de pessoas).

O crescimento de 2,5 pontos percentuais no total de pessoas desocupadas no quarto trimestre do ano passado, comparado com igual período de 2014 (de 6,5% para 9%), mostra o aumento do desemprego em todo o país, com destaque para a região Norte, onde a taxa passou de 6,8% para 8,7% (alta de 1,9 ponto percentual); Nordeste (de 8,3% para 10,5%); Sudeste (de 6,6% para 9,6%); Sul (de 3,8% para 5,7%); e Centro-Oeste (de 5,3% para 7,4%).

Desemprego

Percentualmente, no entanto, o Amapá mostrou a maior taxa de desocupação (12,5%); enquanto Santa Catarina fechou com a menor taxa (4,2%). Entre as 27 capitais, Macapá fechou o quarto trimestre de 2015 com a maior taxa (14,6%) e, empatados, Rio de Janeiro e Campo Grande, fecharam com a menor (5,2%). Já entre as 21 regiões metropolitanas analisadas, Macapá (13,7%) tinha a maior taxa e Curitiba (5,2%) a menor.

Por Nielmar de Oliveira

STJ nega recurso do ‘Japonês da Federal’, citado em caso de corrupção

Policial foi condenado por corrupção passiva e facilitação de contrabando e está recorrendo das decisões (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)
Policial foi condenado por corrupção passiva e facilitação de contrabando e está recorrendo das decisões (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)
Policial foi condenado por corrupção passiva e facilitação de contrabando e está recorrendo das decisões (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso de três réus da Operação Sucuri, deflagrada em 2003, contra 19 policiais federais, além de agentes da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Um dos envolvidos no caso é o agente Newton Hidenori Ishii, que ficou conhecido como “Japonês da Federal”, ao aparecer constantemente escoltando presos da Operação Lava Jato.

À época, as investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Segundo o advogado Oswaldo Loureiro de Mello Júnior, que defende Ishii e outros 14 réus, os processos decorrentes da Operação Sucuri ainda estão correndo na Justiça e nenhum dos acusados cumpriu qualquer pena.

O caso, contudo, segue sob segredo de Justiça. Em 2009, o juiz federal Pedro Carvalho Aguirre Filho, que coordenava os processos em Foz do Iguaçu, emitiu uma nota esclarecendo apenas que os agentes federais condenados haviam recebido penas que variavam entre oito anos, um  mês e 20 dias de reclusão, além de 160 dias-multa a quatro anos e oito meses de reclusão e 100 dias-multa.

“Um denunciado do grupo de contrabandistas foi absolvido de todas as acusações, bem como do grupo de servidores públicos federais, réus nas ações penais decorrentes da Operação Sucuri, foram absolvidos quatro Agentes de Polícia Federal e dois Técnicos da Receita Federal”, explicou Aguirre Filho, sem detalhar os nomes dos réus.

Na decisão do STJ, tomada pelo ministro Félix Fischer, há um trecho que trata da redução de pena para quatro anos, dois meses e 21 dias de prisão, em regime semiaberto e mais 95 dias-multa. Todavia, o texto do magistrado não deixa claro sobre qual dos três apelantes terá a pena reduzida. A defesa de Ishii diz que ele foi condenado apenas a pagar cestas básicas.

SAIBA MAIS

O advogado de Ishii garantiu que já recorreu da decisão, à 5ª Turma do STJ, já que a decisão contra os clientes foi monocrática. Ainda de acordo com ele, há a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal, caso continue com decisões desfavoráveis.

Ainda de acordo com o advogado que o defende, o “Japonês da Federal” responde a três processos, derivados da Operação Sucuri, sendo um na esfera criminal, outro administrativo e um terceiro por improbidade administrativa. Todos estão em andamento.

Por Samuel Nunes e James Alberti

PF faz operação contra desvio de recursos públicos em Pernambuco

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) fazem nesta terça-feira (15), em Pernambuco, a Operação Remenda, com o objetivo de desarticular quadrilha que desviava recursos públicos da agricultura e do turismo, por organização não governamental (ONG) de fachada.

Os policiais federais estão cumprindo 13 mandados de busca e apreensão, sete de prisão temporária e um de prisão preventiva em Pernambuco, no Ceará, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridos mandados de intimação imediata dos investigados. Participam da investigação cerca de 90 pessoas, entre policiais e auditores da CGU.

De acordo com nota divulgada pela CGU, a investigação começou há três anos e envolve diretores de entidades, assessores e ex-políticos. O prejuízo aos cofres públicos foi estimado em cerca de R$ 4 milhões.

O trabalho teve por base fiscalização da CGU, que apurou irregularidades no processo de contratação da ONG, bem como na execução dos convênios.

A operação investigou que recursos dos Ministérios da Agricultura e do Turismo eram desviados por diretores de entidade não governamental e por ex-assessor de ex-deputado federal de Pernambuco, responsável pelas emendas parlamentares dos convênios.

Os crimes investigados são de formação de quadrilha ou bando, peculato ou apropriação indébita de recursos públicos; e lavagem de dinheiro.

A Operação Remenda faz referência a um trocadilho de palavras pelo fato de os recursos terem sidos liberados por emenda parlamentar, ou seja, remendar um problema com outra emenda.

As informações são da Agência Brasil.

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