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Mais de 45 mil paraibanos já declararam Imposto de Renda

Cógenes Lira
Contribuintes podem declarar o Imposto de Renda através do aplicativo da Receita Federal

Apenas 15,5% dos paraibanos declararam o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (21) pela Delegacia da Receita Federal, seccional João Pessoa (DRF/JPA). Esse número equivale a 45.359 declarações registradas pelos computadores da Receita Federal do Brasil, o que é 1,06% do total recebido a nível Brasil.

Na Paraíba a previsão da DRF/JPA é o recebimento de 290 mil declarações até o prazo para o contribuinte enviar as declarações, que vai até às 23h59 do dia 29 de abril de 2016.

O contribuinte que tiver dúvidas na hora de fazer sua Declaração do Imposto de Renda pode recorrer ao Perguntas e Respostas 2016, disponibilizado no site da Receita Federal.

Mais sobre o IRPF

Entre os que devem declarar, estão os contribuintes, pessoas físicas, que receberam em 2015 acima de R$ 28.123,91 em rendimentos tributáveis. Também deve declarar o IRPF quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados, exclusivamente na fonte acima de R$ 40 mil em 2015; quem obteve, em qualquer mês do ano passado, ganho de capital na venda de bens ou fez operações no mercado de ações; quem tem patrimônio individual acima de R$ 300 mil; e proprietários rurais que obtiveram receita bruta acima de R$ 140.619,55.

Quem perder o prazo está sujeito à multa de 1% do imposto devido por mês de atraso ou de R$ 165,74, prevalecendo o maior valor. A multa máxima equivale a 20%.

Os contribuintes podem fazer a declaração do Imposto de Renda através do aplicativo da Receita Federal. O aplicativo IRPF está disponível para Android e iOS.

Da Redação, com Jornal da Paraíba

Governo envia projeto para renegociar dívida dos estados

O governo enviará até hoje (22) projeto de lei complementar para refinanciar a dívida dos estados e do Distrito Federal com a União, anunciou há pouco o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Conforme acordo fechado na semana passada, os governos locais poderão alongar a dívida com a União em 20 anos, de 2027 para 2047, e as dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dez anos.

Os estados mais endividados poderão ainda pedir um desconto de 40% no valor das parcelas, limitado a R$ 160 milhões por mês, por até 24 meses, sendo o valor não pago nesse período transferido para as parcelas posteriores. Em troca da renegociação, os governadores precisarão aprovar leis locais de responsabilidade fiscal, não conceder novos incentivos fiscais e não nomear novos servidores, salvos os casos de reposição por aposentadoria ou falecimento nas áreas de saúde, educação e segurança.

A renegociação da dívida dos estados não terá impacto fiscal em 20 anos porque todo o débito será pago, mas fará a União deixar de receber recursos no curto prazo. Caso todos os estados assinem até junho os acordos de renegociação, o governo federal deixará de arrecadar R$ 9,6 bilhões em 2016, R$ 18,6 bilhões em 2017 e R$ 17,3 bilhões em 2018.

Segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a medida representa um alívio temporário para os estados, mas trará economia no longo prazo por causa das reformas estruturais que os governadores terão de fazer. “Este é um auxílio necessário, num momento em que a economia brasileira atravessa dificuldade e está todo mundo fazendo ajuste. É indicado que o governo dê um auxílio temporário e com contrapartida para que saiam com finanças em melhor organização”, disse.

O governo enviará até amanhã (22) projeto de lei complementar para refinanciar a dívida dos estados e do Distrito Federal com a União, anunciou há pouco o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Conforme acordo fechado na semana passada, os governos locais poderão alongar a dívida com a União em 20 anos, de 2027 para 2047, e as dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em dez anos.

Os estados mais endividados poderão ainda pedir um desconto de 40% no valor das parcelas, limitado a R$ 160 milhões por mês, por até 24 meses, sendo o valor não pago nesse período transferido para as parcelas posteriores. Em troca da renegociação, os governadores precisarão aprovar leis locais de responsabilidade fiscal, não conceder novos incentivos fiscais e não nomear novos servidores, salvos os casos de reposição por aposentadoria ou falecimento nas áreas de saúde, educação e segurança.

A renegociação da dívida dos estados não terá impacto fiscal em 20 anos porque todo o débito será pago, mas fará a União deixar de receber recursos no curto prazo. Caso todos os estados assinem até junho os acordos de renegociação, o governo federal deixará de arrecadar R$ 9,6 bilhões em 2016, R$ 18,6 bilhões em 2017 e R$ 17,3 bilhões em 2018.

Segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a medida representa um alívio temporário para os estados, mas trará economia no longo prazo por causa das reformas estruturais que os governadores terão de fazer. “Este é um auxílio necessário, num momento em que a economia brasileira atravessa dificuldade e está todo mundo fazendo ajuste. É indicado que o governo dê um auxílio temporário e com contrapartida para que saiam com finanças em melhor organização”, disse.

Por Wellton Máximo e Mariana Branco

Em recurso ao STF, AGU diz que grampo pôs em risco soberania nacional

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu hoje (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para cassar as duas decisões do ministro Gilmar Mendes que suspenderam a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no chefia da Casa Civil da Presidência da República. No recurso, a AGU sustenta que não há impedimentos legais para que Lula exerça o cargo de ministro.

No recurso, a AGU também pediu a suspensão da decisão do juiz federal Sérgio Moro, que autorizou a divulgação de conversas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Para o órgão, Moro não tem competência para analisar a prova. A AGU considerou que, ao divulgar o teor das conversas da presidenta, comprometeu a soberania nacional.

Para a AGU, Lula não tem nenhuma restrição legal e pode cumprir suas funções na Casa Civil. “Restam igualmente presentes os requisitos constitucionais gerais para o preenchimento do posto de ministro de Estado. Também não está impedido de exercer cargos públicos, na medida em que não se encontra condenado em qualquer instância, muito menos despido de seus direitos políticos”, argumenta a Advocacia da União.

O órgão também negou que a nomeação de Lula para a Casa Civil foi feita para favorecê-lo na investigação da Lava Jato. A afirmação foi feita pelo ministro Gilmar Mendes, na decisão proferida na última sexta-feira (18). “Em outras palavras, tal ilação, quanto a um efeito secundário e incerto do ato impugnado adota pressuposto de que essa Suprema Corte seria leniente, menos capaz ou eficaz do que qualquer juízo inferior no processamento e julgamento das ações penais originárias, como que um locus (lugar) para proteção e impunidade. “

A AGU pede urgência na decisão por causa do recesso do Judiciário, que começa quarta-feira (23). Devido ao feriado da Semana Santa, o Supremo não terá sessões nas duas turmas e no plenário nesta semana. De acordo com a Lei 5.010/1966, norma que organizou a Justiça Federal (JF), é feriado na JF e nos tribunais superiores da quarta-feira da Semana Santa até o domingo de Páscoa.

Sérgio Moro

A AGU também recorreu ao Supremo para suspender a decisão do juiz federal Sérgio Moro, que autorizou a divulgação de conversas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Para o órgão, Moro não tem competência para analisar a prova. A AGU considerou que, ao divulgar o teor das conversas da presidenta, comprometeu a soberania nacional.

Na petição, a AGU sustentou que Moro colocou em risco a soberania nacional ao retirar o sigilo das interceptações. “Assim, tomar a decisão de divulgar o conteúdo de conversas envolvendo a Presidenta da República coloca em risco a soberania nacional, em ofensa ao Estado democrático republicano”. A reclamação será relatada pelo ministro Teori Zavascki.

No recurso, a AGU sustenta que Moro usurpou a competência do Supremo ao decidir retirar o sigilo da conversa, que envolve a presidenta da República. “Decisão de divulgar as conversas da presidenta – ainda que encontradas fortuitamente na interceptação – não poderia ter sido prolatada em primeiro grau de jurisdição, por vício de incompetência absoluta. Em vez de decidir, deveria o magistrado ter encaminhado o material colhido para o exame detido do tribunal competente (juízo natural), e não divulgá-lo, possibilitando a exposição na mídia”, sustenta o órgão.

Antes de a AGU protocolar o recurso para anular a decisão de Sérgio Moro, o juiz enviou ao Supremo as interceptações telefônicas nas quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com a presidenta Dilma Rousseff e com o então chefe da Casa Civil, e hoje ministro do gabinete pessoal da presidenta, Jaques Wagner.

Por André Richter

Petrobras tem prejuízo de R$ 34,83 bilhões em 2015

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 34,836 bilhões em 2015. Em 2014, as perdas somaram R$ 21,587 bilhões. Os resultados financeiros foram anunciados, há pouco, pelo presidente da estatal, Aldemir Bendine.

Apenas no quarto trimestre de 2015, o prejuízo da empresa foi de R$ 36,938 bilhões. No terceiro trimestre, as perdas somaram R$ 3,8 bilhões. No primeiro e no segundo trimestres, houve lucro, respectivamente, de R$ 5,3 bilhões e de R$ 500 milhões, o que levou a um saldo de R$ 2 bilhões no ano. O prejuízo do último trimestre, no entanto, anulou o resultado positivo que vinha sendo registrado ao longo do ano.

Entre as causas do prejuízo, a empresa cita “o impairment (ajuste) de ativos e de investimentos, principalmente em função do declínio dos preços do petróleo e incremento nas taxas de desconto, reflexo do aumento do risco Brasil pela perda do grau de investimento (R$ 49,748 bilhões) e despesas de juros e perda cambial (R$ 32,908 bilhões)”.

O prejuízo operacional ficou em R$ 12,4 bilhões, o que significa queda de 42%, se comparado com o ano anterior.

Os investimentos somaram R$ 76,3 bilhões, representando redução de 12% em relação a 2014.

De acordo com a Petrobras, a queda do barril de petróleo tipo Brent provocou impacto negativo no resultado da empresa, que apontou ainda a desvalorização cambial como influência negativa.

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse que, apesar do resultado contábil negativo, a empresa teve um resultado gerencial positivo. Segundo Bendine, depois de oito anos, a companhia apresentou geração de fluxo de caixa positivo e as despesas administrativas recuaram significativamente.

“Mesmo em ano tão difícil, como foi 2015, com a valorização do dólar frente ao real, tivemos um recuo forte na nossa dívida líquida e uma disciplina muito forte, não só de capital, mas em uma busca de eficiência muito grande.”

Por Cristina Indio do Brasil

Rosa Weber vai decidir recurso de Lula no STF

Nelson Jr./SCO/STF
Rosa Weber é a nova relatora de recurso de Lula no STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber vai relatar habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A redistribuição foi feita por meio eletrônico, após o ministro Edson Fachin se declarar impedido para julgar o habeas corpus. A ministra foi citada por Lula em um dos grampos telefônicos autorizados pelo juiz Sérgio Moro e divulgados na semana passada.

A defesa de Lula apresentou o recurso para derrubar decisão do ministro Gilmar Mendes, da última sexta-feira (18), que barrou a posse do ex-presidente na Casa Civil.

Ontem (20), a petição da defesa do ex-presidente Lula foi endereçada ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski. No entanto, na manhã desta segunda-feira, Lewandowski decidiu distribuir o habeas corpus eletronicamente, por entender que o assunto não é de competência da presidência do Tribunal. Ao declarar-se suspeito, Fachin devolveu o recurso à presidência da Corte.

No dia 4 de março, Rosa Weber negou pedido da defesa do ex-presidente para suspender as investigações da 24ª fase da Operação Lava Jato, que envolve Lula. No recurso, os advogados de Lula pediram que as diligências fossem suspensas até que o STF decidisse sobre o conflito de competência sobre as investigações. Para a defesa, as investigações não poderiam prosseguir porque o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal no Paraná, no âmbito da Lava Jato, investigam os mesmos fatos.

Por André Richter

Raúl Castro recebe Obama no Palácio da Revolução, em Havana

Barack Obama e Raul Castro apertam as mãos durante encontro histórico no Palácio da Revolução, em Havana
Barack Obama e Raul Castro apertam as mãos durante encontro histórico no Palácio da Revolução, em Havana
Barack Obama e Raul Castro apertam as mãos durante encontro histórico no Palácio da Revolução, em Havana

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi recebido nesta segunda-feira (21) pelo presidente cubano, Raúl Castro, no Palácio da Revolução, em Havana, para uma reunião que é considerada o ponto alto da visita do presidente americano à ilha comunista.

No encontro, Obama deve pressionar Castro por reformas econômicas e democráticas e ouvir reclamações sobre as sanções americanas ao país. O presidente cubano já deixou claro que não está disposto a negociar nenhuma mudança em sua política a pedido ou por pressão dos Estados Unidos, seu adversário por mais de meio século, segundo a France Presse.

Pouco antes, o presidente norte-americano participou de uma cerimônia na emblemática Praça da Revolução e depositou uma coroa de flores na frente da estátua do herói independentista José Martí, na mesma praça onde há também uma imagem de Ernesto Che Guevara.

O secretário de Estado americano, John Kerry, destacou esse “momento histórico” e o que significou “ter ouvido os dois hinos juntos, em Havana, com o presidente dos Estados Unidos”, segundo a France.

Obama faz a primeira viagem em 88 anos de um presidente dos EUA a Cuba.

“Temos ainda diferenças e vamos aproveitar sua viagem histórica para abordar francamente temas sensíveis como o dos direitos humanos, em um ambiente ofuscado pela detenção temporária de dezenas de dissidentes cubanos que protestavam no domingo pouco antes da chegada de Obama. Achamos que agora podemos potencializar nossa capacidade de promover mudanças”, declarou Obama à ABC.

Obama também antecipou à ABC que a Google está prestes a expandir o acesso à internet em Cuba. “Uma das coisas que anunciaremos aqui é que o Google tem um acordo para começar a disponibilizar mais acesso a Wi-Fi e Internet de banda larga na ilha”, disse Obama à rede de televisão.

Recentemente, Obama se comprometeu por escrito com o grupo Damas de Branco, cuja líder Berta Soler ficou detida por várias horas, a falar com Raúl sobre os obstáculos em direitos humanos.

Obama também se reunirá na terça com dissidentes na embaixada, em um encontro para o qual Soler foi convidada. Ela critica Obama por fazer concessões a Raúl sem que, em troca, tenham cessado “a perseguição e violência contra opositores”.

Barack Obama e Raul Castro durante encontro histórico no Palácio da Revolução, em Havana
Barack Obama e Raul Castro durante encontro histórico no Palácio da Revolução, em Havana

Embargo
Obama, de 54 anos, e Raúl, de 84, se reuniram duas vezes desde que lançaram, no final de 2014, o processo de normalização das relações bilaterais.

A primeira reunião ocorreu em abril de 2015, dentro da Cúpula das Américas, no Panamá, e a segunda, cinco meses depois, nas Nações Unidas, em Nova York.

Raúl Castro certamente espera abordar o tema que mais preocupa Cuba em sua relação com Estados Unidos: o embargo econômico vigente desde 1962.

Obama, que é favorável ao levantamento do embargo, recorreu às suas atribuições executivas para abrandar algumas das medidas que castigam os cubanos, mas o Congresso, nas mãos da oposição republicana, é o único que pode desmontar a teia de restrições.de que lançaram, no final de 2014, o processo de normalização das relações bilaterais.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez, que deus cordiais boas-vindas a Obama no aeroporto de Havana no domingo, reiterou que as medidas da Casa Branca são positivas, mas limitadas.

As autoridades insistem que Obama pode fazer mais contra o embargo, depois de ter restabelecido os voos comerciais diretos, autorizado alguns investimentos importantes e facilitado as viagens dos americanos, que ainda não podem fazer turismo livremente.

“Não há dúvidas de que ainda temos muito trabalho por fazer, e parte disso é conseguir o fim do embargo”, comentou o presidente dos Estados Unidos.

“Não creio que a visita de Obama tenha um impacto imediato na política cubana, muito menos em decisões pontuais do regime em curto prazo”, comentou à AFP Michael Shifter, presidente do centro de análises Diálogo Interamericano.

Discurso histórico
O presidente Obama também se reunirá com pequenos empresários dos dois países, enquanto sua esposa, Michelle, encontrará estudantes no centro cultural Fábrica de Arte.

Estas reuniões podem ser para os dois a chance de ouvir os cubanos, pois não tiveram essa oportunidade durante a visita que no domingo fizeram ao setor antigo de Havana por causa da chuva e das fortes medidas de segurança.

Na terça, Obama também fará um histórico discurso ao povo cubano, que será transmitido ao vivo, e depois irá a um jogo de beisebol, atividades que encerrarão sua visita a Havana.

Barack Obama e Raul Castro caminham durante encontro no Palácio da Revolução, em Havana
Barack Obama e Raul Castro caminham durante encontro no Palácio da Revolução, em Havana

Durante esta segunda, o secretário de Estado americano John Kerry se reunirá em separado com os negociadores das Farc e o governo colombiano que tentam alcançar um acordo para acabar com mais de meio século de confronto armado na Colômbia.

Os Estados Unidos, que financiaram por anos a luta contra a guerrilha comunista, apoiam o processo de paz da Colômbia e as gestões de Kerry podem ser definitivas agora que o diálogo parece estancado.

Da redação, com G1, em São Paulo 

Aécio se torna no principal alvo dos investigadores da Lava Jato, diz colunista

Wilson Dias / Agência Brasil | Jorge William / Agência O Globo
Wilson Dias / Agência Brasil | Jorge William / Agência O Globo

O senador Delcídio do Amaral tem dito a fontes próximas que agora o senador Aécio Neves (MG), líder do PSDB, se tornou no principal alvo da Operação Lava Jato agora, segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Os investigadores estão atrás da oposição e querem “arrastar um peixe grande tucano”, segundo o colunista, para não serem acusados de fazer uma investigação partidarizada, que busca incriminar somente o PT.

Ainda segundo a coluna, uma investigação em cima do senador seria uma forma de contrabalançar a operação e as acusações que a Operação vem sofrendo nos últimos dias.

Da redação, com MSN 

Rússia acusa Estados Unidos de atrasarem implementação de cessar-fogo na Síria

A Rússia acusou hoje (21) os Estados Unidos de atrasarem a implementação do cessar-fogo na Síria, acordado no final do mês passado, e avisou que poderá responder unilateralmente às violações das tréguas.

“O atraso na aplicação das regras acordadas para responder às violações do cessar-fogo na Síria é inaceitável”, disse o tenente-general Sergei Rudskoy em comunicado, acusando o governo de Barack Obama de não estar pronto para discutir o acordo com a Rússia.

O general advertiu que “a partir de 22 de março, a Rússia vai seguir unilateralmente as regras do acordo (de tréguas) em caso de ausência de reação da parte dos EUA”.

“Nós sublinhamos que apenas utilizaremos as nossas forças armadas após recebermos provas de violações sistemáticas [do acordo] pelos grupos armados”, acrescentou.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou a realização de reuniões entre os Estados Unidos e a Rússia, em Genebra e em Amã, para tratar das violações do cessar-fogo, em vigor desde 27 de fevereiro.

Uma dessas reuniões, na sexta-feira (18) em Amã, “mostrou que os americanos não estão prontos para discutir em particular o texto do acordo ou para aprová-lo”, disse Rudskoy, sem acrescentar pormenores.

Os centros de controle responsáveis por acompanhar o cessar-fogo foram instalados em Washington, nos EUA; em Moscou, na Rússia; em Lattaquié, na Síria; em Amã, na Jordânia; e em Genebra, na Suíça.

Em caso de desrespeito à trégua acordada, está previsto um sistema de alerta dos EUA e da Rússia, e depois de outros membros do grupo internacional de apoio à Síria (GISS).

Por outro lado, a Rússia criou seu próprio centro de vigilância das tréguas, cuja atividade se mantém apesar da retirada parcial da aviação militar russa iniciada em 15 de março.

Da Agência Lusa

Administrar campanha será desafio para candidatos

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Henrique Neves, disse que um dos principais diferenciais das eleições deste ano é que o candidato terá que primeiro mostrar que é um bom administrador de sua própria campanha para tentar ser um administrador público. Segundo ele, com as novas regras de financiamento de campanha, que proíbe a doação por empresas, eles  terão  72 horas divulgar na Internet o valor creditado em sua conta bancária, com a identificação do doador, além de obedecer o limite de gasto estipulado pela Justiça Eleitoral, caso contrário, terá o registro de candidatura cassado.

“Com isso, os próprios candidatos, partidos políticos e principalmente o eleitor farão a fiscalização. Se por acaso algum candidato disser que não estar recebendo dinheiro, mas está realizando muitos atos de propaganda, gastando com material de campanha”, explicou, ressaltando que todos essas situações serão examinadas pelos próprios candidatos, partidos e eleitores que deverão levar as situações mais graves ao Ministério Público ou à Justiça Eleitoral, que conforme ressaltar, saberão analisar,  decidir e aplicar com rigor à Lei Eleitoral.

O ministro esteve em João Pessoa na segunda-feira passada, para participar da aula inaugural do Curso de Especialização em Direito Processual Eleitoral, que será promovido pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) e a Escola Superior de Advocacia da Paraíba (ESA-PB), a partir de 1º de abril. Durante o evento, que ocorreu no auditório da dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB), ele abordou as recentes mudanças na Lei Eleitoral, fez comentários da minirreforma eleitoral e tirou algumas dúvidas da plateia, formada por advogados, operadores e estudantes de direito e interessados pela área eleitoral.

De acordo com Henrique Neves, A reforma eleitoral de 2015, responsável pela edição da Lei nº 13.165/2015, introduziu várias modificações no Código Eleitoral, na Lei das Eleições e na Lei dos Partidos Políticos. Além disso, a reforma trouxe outras novidades, em artigos específicos, relacionadas aos limites de gastos nas campanhas de candidatos e partidos políticos. Mesmo, que tenham trados, segundo ele, apenas em questões periféricas, acabará não tendo eficácia no mundo real, devendo resultar em outras reformas. “Toda hora há mudanças na legislação eleitoral, mudam os integrantes da Justiça Eleitoral. O país vive essa quantidade de emaranhado de normas, como muitos dizem, uma colcha de retalhos”, comentou.

Limites de gasto

Apesar de lamentar que reforma tenha tocado só em “pontos periféricos”, exaltou a importância da proibição das doações de pessoas jurídicas para as eleições deste ano, que também foi referendada pelo Supremo Tribunal Federal. “Será uma eleição totalmente nova. Embora já tivemos no País, em 1989, uma pleito sem doação de pessoas jurídicas, mas não com quantidade de regras e detalhamento que nós temos hoje”, afirmou.

Uma delas, conforme ressaltou o ministro, é o limite de gastos para campanha, que impõe que os candidatos das Capitais consideram o último pleito (Eleição de 2012), não poderão exceder este limite. Ele explicou que em alguns municípios do interior o limite é de R$ 100 mil para prefeito e R$ 10 mil para vereador.

“Quando se fala em R$ 10 mil, não significa que o vereador só pode arrecadar R$ 10 mil em dinheiro. Ele só pode gastar R$ 10 mil em dinheiro ou  em bens. Se alguém empresta um carro para ele, esse empréstimo tem um valor e ele tem que declarar como uma doação de bem estimado em dinheiro”, explicou.

Para Neves, somando todos os gastos uma campanha, caso os candidatos não saibas administrá-los, ainda que tenha reduzido o período de 45 para 30 dias, em muitas situações vão extrapolar este limite. “Por isso, precisam se adequar, porque se extrapolar este limite, as consequências são gravíssimas para ele, podendo inclusive chegar à cassação do registro”, alertou.

O ministro explicou que antes da nova norma, o Congresso Nacional tinha de aprovar lei fixando os limites dos gastos da campanha. Na ausência desta regulamentação, eram os próprios candidatos que determinavam o teto máximo de gastos. Estes valores eram informados à Justiça Eleitoral no momento do pedido de registro de candidatura.

A partir das próximas eleições, de acordo com a Lei nº 13.165/2015, o TSE é que vai fixar, com base em montantes das eleições anteriores e critérios estabelecidos nesta norma, os limites de gastos, inclusive o teto máximo das despesas dos candidatos a prefeitos e vereadores para as eleições do ano que vem.

“Não haverá um gasto para o partido e outro para o candidato. O gasto será único. A proporção de gasto que será realizada pelo partido ou pelo candidato é uma questão a ser decidida pela campanha”, ressaltou Neves.

Definição dos percentuais

O ministro explicou que, no primeiro turno para os cargos do Poder Executivo – presidente da República, governador e prefeito –, o limite será de 70% do maior gasto declarado para o cargo na circunscrição eleitoral em que houve apenas um turno no último pleito. Se a última eleição tiver sido decidida em dois turnos, o limite passa a considerar todos os gastos do primeiro e segundo turnos, sendo fixado em 50% desse total. Nas cidades onde houver segundo turno, a lei prevê que haverá um acréscimo de 30% a partir do valor definido para o primeiro turno.

Nos municípios com até 10 mil eleitores, há duas possibilidades: o teto de gastos será de R$ 100 mil para prefeito e de R$ 10 mil  para vereador, ou o estabelecido nas regras acima, caso este valor seja maior. O descumprimento dessas regras acarretará multa equivalente a 100% da quantia que ultrapassar o limite estabelecido.

O ministro informou, que o eleitor pode doar até 10% do rendimento que obteve no ano anterior. “As pessoas que declaram Imposto de Renda verificam o rendimento total em 2015; 10% disso é o limite de doação que ela pode fazer para todos os candidatos para 2016. Se ultrapassar isso, aí é examinado em um processo. Ela pode ter uma multa de 5 a 10 vezes o valor que ultrapassar”, explicou.

Cargos legislativos

Os candidatos que concorrerem aos cargos legislativos de senador, deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador poderão empregar até 70% do maior gasto contratado na circunscrição para o respectivo cargo na última eleição.

Eleições presidenciais

Como foram necessários dois turnos para a escolha de presidente da República em 2014, os candidatos a chefe do Executivo federal em 2018 só poderão assumir compromissos que custem até a metade do maior gasto declarado no ano passado.

Atualização

Para as próximas eleições, a Justiça Eleitoral terá de atualizar esses valores pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ou por índice que o substituir. Também caberá à Justiça Eleitoral dar publicidade aos limites de gastos para cada cargo eletivo até 20 de julho do ano da eleição.

Propaganda eleitoral

Outro aspecto apresentado como preocupante pelo ministro foi a distribuição do tempo de propaganda eleitoral. Já Houve a redução de 45 para 35 dias do período em que a propaganda deve ser transmitida pelas emissoras de rádio e televisão, com o aumento das inserções de 30 para 60, por dia, inclusive no domingo. Com a redução dos dias destinados à propaganda eleitoral, o público terá menos tempo para conhecer as propostas de novas lideranças.

No entanto, ele considerou que as alterações no forma da apresentação do guia, que acabou com aquele modelo padrão, ao proibir a contratação de apresentadores e artistas para apresentar o candidato, além de baratear o custo da campanha, vai estimular que o próprio candidato leve sua mensagem ao eleitor e apareça no guia, em pelo menos 75% do tempo do programa. Apenas 25% poderá ser destinada a aparição de apoiadores.

Publicidade Institucional

O ministro alertou, também, que a publicidade institucional no ano de eleições só pode ocorrer no primeiro semestre. Três meses antes da eleição é proibida. “O que se estabelece é que a lei proibia que no ano da eleição o governante realizasse um gasto que destoasse da normalidade dos últimos três anos, que era calculada pelo gasto anual. Agora o Congresso Nacional modificou para ter como parâmetro o valor da publicidade institucional do primeiro semestre dos três anos anteriores às eleições. O valor que servirá como base, conforme orientou o ministro, será o que foi empenhado no referido período.

Efeito Arrasto

Outra mudança trazida pela da reforma foi o fim do efeito arrasto. Ele acontece quando um candidato obtém uma votação expressiva, muito além do quociente eleitoral, e termina elegendo outros candidatos de sua coligação com baixa votação.   Ao explicar o assunto, o ministro Henrique Neves ressaltou que o candidato, para ser beneficiado pela expressiva votação de seu colega, deve ter obtido ao menos 10% dos votos do quociente eleitoral.

“Caso o mesmo não tenha obtido este mínimo, a vaga vai para o partido (coligação) que tiver a maior média calculada pela divisão entre o número de votos que recebeu e as vagas que tem direito com base no quociente eleitoral, respeitando a cláusula dos 10%”, explicou.

Fundo Partidário

A nova lei também promoveu algumas mudanças no que se refere à aplicação do Fundo Partidário e sua destinação como forma de incentivo à participação feminina na política.

Dentre as principais alterações, estão a do artigo 44, inciso V, da Lei 9.096. Segundo o novo texto, os recursos do Fundo Partidário deverão ser aplicados: “na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, criados e mantidos pela secretaria da mulher do respectivo partido político ou, inexistindo a secretaria, pelo instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política de que trata o inciso IV, conforme percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 5% do total”.

O parágrafo 7º do mesmo artigo, incluído pela Reforma Eleitoral 2015, trouxe outra novidade. Os recursos do Fundo Partidário poderão, a partir de agora, a critério da secretaria da mulher ou da fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política, ser acumulados em diferentes exercícios financeiros, desde que mantidos em contas bancárias específicas, para utilização futura em campanhas eleitorais de candidatas do partido. Para Neves, esta é a mais importante mudança na legislação no que se refere à promoção da participação das mulheres na política.

De acordo com o ministro, a destinação histórica de 5% do Fundo Partidário para ações e programas de incentivo à participação feminina na política se justifica porque embora as mulheres sejam a maioria da população do país, elas representam a grande minoria dos cargos públicos eletivos.

“Há ainda, sim, em alguns locais, certo preconceito com a participação feminina. Nós temos que lutar contra isso. E não há nada que incentive mais a participação feminina do que financiar a campanha de mulheres, para promover a igualdade entre os candidatos. Essa alteração me parece que é a mais significativa para o incentivo da participação feminina nas eleições”, comentou.

Além disso, o artigo 9º da própria Lei 13.165, especifica que nas próximas três eleições (2016, 2018 e 2020), as legendas deverão reservar, em contas bancárias específicas, no mínimo 5% e no máximo 15% dos recursos do Fundo Partidário destinados ao “financiamento das campanhas eleitorais para aplicação nas campanhas de suas candidatas, incluídos nesse valor os recursos a que se refere o inciso V do art. 44 da Lei no 9.096, de 19 de setembro de 1995”.

Destaques

Frases:

“Os candidatos devem se organizar, lê à legislação, as instruções do TSE e procurar  aconselhamento de advogados, se preparar para campanha e agir da forma mais lícita possível” – Henrique Neves – Ministro do TSE.

“O País não está admitindo mais qualquer procedimento que não seja ético, que não seja licito, O prejuízo para própria campanha se verificado algum fato que comprove a existência de Caixa 2 ou alguma outra forma de desvio, será mais do que evidente” – Henrique Neves – Ministro do TSE.

Da Redação, com Jornal Correio da Paraíba

Governo libera R$ 95,5 mil para custear testes rápidos de gravidez pelo SUS

O Ministério da Saúde acaba de liberar R$ 95,5 mil para custear os testes rápidos de gravidez por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado da Paraíba. A ação reforça as iniciativas do Governo Federal com as mulheres gestantes que vivem nos municípios aderidos à Estratégia Rede Cegonha. A autorização dos repasses, que serão pagos em parcela única ao gestor local, foi publicada no Diário Oficial da União do último dia 7, por meio da portaria nº 323. Para a ação em todo o país, R$ 4,8 milhões estão sendo repassados.

O teste rápido de gravidez é indicado para mulheres adultas, jovens e adolescentes que apresentem atraso menstrual igual ou superior a sete dias e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do País.

“O teste pode ser realizado dentro ou fora da unidade de saúde e, caso a pessoa deseje, um profissional poderá ajudar. O objetivo é respeitar o direito de autonomia e sigilo da mulher, além de fornecer a ela todas as orientações e apoio necessários antes e depois do teste”, explicou a Coordenadora Geral de Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde, Maria Esther Vilela.

Com os resultados do teste, os profissionais de saúde podem detectar precocemente a gravidez para início do pré-natal em tempo oportuno, identificar situações para uso de anticoncepção de emergência (caso tenha havido relação desprotegida em até cinco dias), orientar sobre o planejamento reprodutivo e acolher as mulheres adultas, jovens, adolescentes e casais que estão em situação de gravidez indesejada.

Da Redação, com Agência Brasil 

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