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quarta-feira, 7 outubro 2026
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Golpe militar de 1964 e suas marcas 52 anos depois

Tanques de guerra tomaram as ruas em nome da ordem e para afastar o 'risco comunista'
Tanques de guerra tomaram as ruas em nome da ordem e para afastar o ‘risco comunista’

Os bastidores do golpe militar de 1964, na Paraíba, não serão devidamente percebidos sem a leitura do que escreveu e do que declarou, em entrevistas diversas, o ex-deputado Joacil de Brito Pereira. Partícipe direto desses acontecimentos, ele foi uma espécie de líder da facção civil capitaneada pelos grandes proprietários de terras e disposta ao enfrentamento armado se isso se fizesse necessário à anulação do presidente João Goulart e à de seus seguidores, a exemplo do governador de Pernambuco Miguel Arraes.

É de Joacil – falecido em 2012, perto dos 90 anos de idade – uma das melhores narrativas sobre a indecisão do paraibano Pedro Gondim, que teve origem no PSD. Eleito para o comando do Estado pelo PDC com o apoio maciço das classes trabalhadoras, nisso incluído o voto da zona rural, Pedro relutava entre o apego às hostes que o levaram ao Palácio da Redenção (desorganizadas e sem condições para a resistência) e as forças conservadoras já com baionetas e tanques nas ruas, naquele 31 de março.

Pois bem, com o golpe em marcha, o Palácio funcionou por quase toda a madrugada de 1º de abril. Reunido com os auxiliares para discutir a situação, o governador sucumbiria às pressões da maioria. Além do mais, recebera a visita nada amigável dos coronéis Ednardo d’Ávilla e Plínio Pitaluga que dele exigiram uma definição.

Segundo Joacil, Ednardo evitou que o colega de farda prendesse Pedro, ali mesmo, no instante em que ambos o perceberam evasivo e relutante. Porém, raiado o sol, a Rádio Tabajara punha no ar a mensagem governamental vazada nesses termos: “Não posso e não devo, neste instante de tanta inquietação nacional, deixar de definir minha posição, na qualidade de governador dos paraibanos. Reafirmo, preliminarmente, todos os pronunciamentos que expendi em favor das reformas essenciais, por saber que elas constituem instrumentos legais de adequação aos novos problemas do povo. E neste sentido nunca faltei com o meu estímulo e apreço ao Governo Central”.

E mais: “Os últimos acontecimentos, verificados no Estado da Guanabara, envolvendo marinheiros e fuzileiros navais, denunciaram, porém, inequívoca e grave ruptura na disciplina em destacado setor das classes armadas, com desprezo às linhas hierárquicas e completa alienação às prerrogativas da autoridade, sustentáculo autêntico da segurança nacional. O movimento que eclodiu nestas últimas horas em Minas Gerais, com repercussão em outros Estados, não é mais nem menos do que a projeção de acontecimentos anteriores, numa tentativa de recolocar o país no suporte de sua estrutura legal, propiciando clima de tranquilidade – indispensável ao processo desenvolvimentista que vivemos”.

E, por fim: “ O pensamento político de Minas Gerais hoje, como em 1930, identificou-se com a vocação histórica do povo paraibano que deseja, neste episódio e, sobretudo, o cumprimento das liberdades públicas, consubstanciadas na defesa intransigente do regime democrático”. Pedro somente seria cassado, com fama de comunista quando ocupava o cargo de deputado federal após a promulgação do Ato Institucional nº 5.

De resto, também sofreriam cassações o deputado federal Antonio Vital do Rego e o suplente Osmar de Araújo Aquino. Na Assembleia Legislativa o regime teve desocupadas, por banimento político, as cadeiras dos deputados José Maranhão, Ronald Queiroz, Robson Espínola, Romeu Gonçalves de Abrantes, Francisco Souto Neto e Mário Silveira. Também, o suplente Sílvio Pélico Porto.

CASSAÇÕES

Em 1969, a ditadura também afastava da vida política, por dez anos, o então prefeito de Campina Grande Ronaldo Cunha Lima. Conhecido por sua verve, ele assim explicou, certa vez, o motivo de sua cassação: “Não estou bem certo, mas suponho que tenha decorrido de críticas que fiz a um regabofe dos militares, no Grupamento de Engenharia, à base de dezenas de perus. Comentei que, pelo menos na Paraíba, ninguém poderia dizer que a Revolução fora feita sem sangue”.

Logo que chegaram ao poder os militares também trataram de destituir reitores de universidades públicas. Um deles, o paraibano Mário Moacyr Porto, também dono de uma verve impressionante, comentou, assim, a sua demissão.

ABELARDO

Um paraibano de Itabaiana, Abelardo Jurema, ministro da Justiça de João Goulart, esteve, por conta disso, no olho do furacão. Desencadeado o golpe, foi procurado pelo brigadeiro Moreira Alves interessado em obter de Jango a ordem para jogar 50 aviões da Força Aérea brasileira contra as tropas de Mourão Filho que desciam de Minas Gerais. “Por esse preço não quero ficar no poder”, respondeu o presidente. Fugido do país, Abelardo estabeleceu-se em Lima, a capital do Peru. Um dia acordou, às 10 da noite, com batidas à porta. Atendeu, temeroso, ao chamamento, para quase morrer de susto. Era Jânio Quadros, por cuja renúncia Jango fora feito Presidente da República: “Vim visitar um ministro do meu país que, para sobreviver, vende charutos”, disse o visitante. E, de pronto, perguntou ao dono da casa: “Já tens dinheiro para uísque?”. Abelardo só tinha para pisco, uma bebida local. E Jânio, sem se fazer de rogado: “Serve. Traz uma bem gelada”.

Por Frutuoso Chaves, do Jornal da Paraíba 

Campinense põe favoritismo no Nordestão à prova contra o Salgueiro

Primeiro jogo das quartas de final acontece nesta quinta-feira, às 21h30
Primeiro jogo das quartas de final acontece nesta quinta-feira, às 21h30

Invicto na temporada, com o artilheiro do Brasil e respeitado pelos adversários. Esse é o Campinense, que entra nas quartas de final da Copa do Nordeste com banca de favorito no duelo contra o Salgueiro. O primeiro jogo do mata-mata acontece nesta quinta-feira, às 21h30, no Estádio Cornélio de Barros, no Sertão pernambucano. Já a definição do classificado será no domingo, no Amigão, em Campina Grande.

A superioridade da Raposa é fácil de ser medida. Afinal, os dois times fizeram parte do Grupo A do Nordestão. O time paraibano passou com 16 pontos (5 vitórias e um empate), enquanto o Carcará fez 10 (três vitórias, um empate e duas derrotas). Nas duas vezes que se enfrentaram, o Rubro-Negro venceu.

Apesar de tantos números favoráveis, o adversário está longe de ser considerado presa fácil pelo técnico Francisco Diá. Ele está convicto que o Salgueiro era a “pior opção” possível para adversário no mata-mata, em detrimento a Santa Cruz, Fortaleza e CRB, as outras opções possíveis no sorteio na CBF.

“Eu analisei todos os times que poderiam aparecer na nossa frente nessa próxima fase e, de todos eles, posso garantir que o mais complicado é o Salgueiro. Eu venho analisando os jogos deles, vejo que o time é muito bem postado, e por isso vem fazendo uma bela campanha no Campeonato Pernambucano”, elogiou Diá.

Mesmo já liberados pelo departamento médico, o lateral-direito Paulinho e o atacante Raul não foram relacionados para a partida contra o Salgueiro e ficaram em Campina Grande aprimorando a parte física. A novidade deve ser Filipe Ramon no meio-campo, entrando no lugar de Jussimar.

No último treino em Campina Grande, Diá testou ainda Negretti na lateral direita no lugar de Everaldo, o que revela uma certa preocupação com os laterais do Salgueiro, que costumam apoiar muito o ataque, especialmente jogando no Cornélio de Barros.

No Salgueiro, a expectativa é que o desfecho do jogo de hoje seja diferente daqueles da primeira fase. Líder do hexagonal final do Campeonato Pernambucano, o Carcará só perdeu três vezes no ano, sendo duas delas para o Campinense pelo Nordestão.

“É uma situação diferente da que nós tivemos nos outros dois jogos contra o Campinense. A primeira fase é de classificação, onde tinham outros jogos para recuperar, como nós fizemos. Agora, não. São dois jogos, que em 180 minutos você define uma classificação para a semifinal, que é importantíssima para o Salgueiro”, afirmou o técnico Sérgio China.

Em relação ao time que venceu o Sport, no último domingo, a novidade será a volta do goleiro Mondragón, que não jogou na Ilha do Retiro por cumprir suspensão.

Por Expedito Madruga

Imóvel do ‘Minha Casa, Minha Vida’ pode chegar a R$ 225 mil

Renda para usufruir do programa subiu para até R$ 6.500, mas sem subsídio
Renda para usufruir do programa subiu para até R$ 6.500, mas sem subsídio

O governo federal lançou ontem a terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida para contratar dois milhões de unidades habitacionais até 2018. O programa criou uma nova faixa de renda intermediária entre a faixa um, que é referente aos imóveis contratados pelo poder público, e a dois, que diz respeito às contratações privadas. Na nova fase, houve reajuste do teto da faixa de renda dos beneficiários para inclusão nas categorias em até 30%, chegando a R$ 6.500, e dos preços dos imóveis, que podem chegar a R$ 225 mil, após alta de 18,42%.

O vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa, Gilson Frade, avalia que o lançamento da nova etapa do programa pode impulsionar os negócios do setor, que tiveram queda de 5% no volume de vendas no segmento residencial, no ano passado. Porém, ele tem receio sobre a efetividade dos investimentos. O governo anuncia que, em dois anos, serão aplicados R$ 210,6 bilhões, dos quais R$ 41,2 bilhões são do Orçamento Geral da União (OGU).

“O governo deve ter caixa para financiar os projetos em parceria com as prefeituras, que são realizados com recursos do OGU. Já nas demais faixas, os recursos são oriundos do FGTS. Os dois têm uma representatividade grande na cadeia da construção civil, inclusive com uma grande geração de empregos. Além disso, o reajuste nas faixas permite que ampliemos o número de pessoas que se enquadram nas categorias e que poderão ter acesso ao Minha Casa, Minha Vida”, disse Gilson Frade.

COMEÇA DIA 4 DE ABRIL

A nova Faixa 1,5 é para as famílias que ganham até R$ 2.350,00. Além disso, a seleção dos beneficiários das Faixas 1 e 1,5 será feita pelo Sistema Nacional de Cadastro Habitacional a partir de 4 de abril. Beneficiários e interessados poderão acompanhar todo o processo pelo Portal do Minha Casa, Minha Vida (www.minhacasaminhavida.gov.br), que concentrará informações sobre o programa, simulador de financiamento, além da situação cadastral de cada família. 

Na Faixa um, até 90% do valor do imóvel será subsidiado e os beneficiários pagarão prestações mensais de até R$ 270, de acordo com a renda, sem juros e durante 10 anos. Na faixa 1,5, o financiamento terá juros de 5% ao ano. Na faixa dois, a taxa do financiamento será de 5,5% a 7% ao ano. Na faixa três, o financiamento terá juros anuais de 8,16%.

Da Redação, com Agência Brasil 

Vigilante é baleado dentro de lotérica na Paraíba

Crime aconteceu na Rua João da Mata, no Centro (Foto: Reprodução/Google Street View)
Crime aconteceu na Rua João da Mata, no Centro (Foto: Reprodução/Google Street View)
Crime aconteceu na Rua João da Mata, no Centro (Foto: Reprodução/Google Street View)

Um vigilante de 50 anos foi baleado dentro de uma lotérica no Centro de Campina Grande na manhã desta quinta-feira (31). De acordo com as primeiras informações do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), o homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A lotérica fica localizada na Rua João da Mata e o Ciop registrou a ocorrência às 9h40. Segundo a informação de uma testemunha, homens teriam tentado assaltar o estabelecimento e o vigilante reagiu a tentativa e acabou sendo baleado. A polícia ainda investiga como aconteceu a ação.

O Samu foi acionado, socorreu e levou o vigilante para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. A unidade de saúde informou que o homem deu entrada por volta das 10h10 e foi encaminhado para a área vermelha em estado grave.

O Ciop não soube informar quantos pessoas participaram do assalto e se foi levado dinheiro da lotérica. As testemunhas também não sabiam dizer características dos criminosos. Até as 10h35, nenhum suspeito foi localizado. As informações são do G1.

Desabamento de ponte deixa mortos e centena de soterrados na Índia

O desabamento parcial de um elevado em Calcutá, no leste da Índia, deixou pelo menos 15 mortos e mais de uma centena de soterrados. As equipes de resgate trabalham para encontrar as pessoas que permaneciam sob escombros (Foto: Swapan Mahapatra/Press Trust of India/AP)
O desabamento parcial de um elevado em Calcutá, no leste da Índia, deixou pelo menos 15 mortos e mais de uma centena de soterrados. As equipes de resgate trabalham para encontrar as pessoas que permaneciam sob escombros (Foto: Swapan Mahapatra/Press Trust of India/AP)
O desabamento parcial de um elevado em Calcutá, no leste da Índia, deixou pelo menos 15 mortos e mais de uma centena de soterrados. As equipes de resgate trabalham para encontrar as pessoas que permaneciam sob escombros (Foto: Swapan Mahapatra/Press Trust of India/AP)

O desabamento parcial de uma ponte em Calcutá, no leste da Índia, deixou pelo menos 15 mortos e mais de uma centena de soterrados na manhã desta quinta-feira (31), segundo a CNN. As equipes de resgate trabalham para encontrar as pessoas que permaneciam sob escombros.

Caminhões ficaram presos após colapso de ponte em Calcutá, na Índia, na manhã desta quinta-feira (31) (Foto: ANI via Reuters )
Caminhões ficaram presos após colapso de ponte em Calcutá, na Índia, na manhã desta quinta-feira (31) (Foto: ANI via Reuters )

Cerca de 70 pessoas já foram socorridas. A ponte estava em construção há cinco anos, segundo a CNN, e parte dos desaparecidos trabalhava na obra.

Além da polícia e dos serviços de emergências, as pessoas que passavam pela área tentavam levantar os blocos de cimento e de metal para resgatar os sobreviventes, segundo a France Presse. O exército também mobilizou equipes para ajudar nos resgates.

O desabamento aconteceu por volta de meio-dia (horário local). A região onde aconteceu o acidente é comercial e, por isso, muito gente passava pelo local no momento do acidente.

As quedas de infraestruturas são frequentes na Índia, devido ao estado precário das mesmas e pela falta de manutenção, fatores alimentados pela corrupção e outras práticas ilegais que dominam o setor da construção, segundo a Efe.

Em setembro do ano passado, dois trabalhadores foram resgatados após nove dias presos em um túnel que colapsou por cerca de 47 metros no estado de Himachal Pradesh, no norte do país.

Equipes de resgate trabalham para retirar carro atingido por desabamento de ponte em Calcutá, na Índia, nesta quinta-feira (31) (Foto: ANI via Reuters)
Equipes de resgate trabalham para retirar carro atingido por desabamento de ponte em Calcutá, na Índia, nesta quinta-feira (31) (Foto: ANI via Reuters)

Da Redação, com G1

Divulgada lista de nomeados em concurso do MPPB

Estão no Diário Oficial Eletrônico (DOE) desta quinta-feira (31) os nomes dos seis concursados nomeados para assumir cargos no Ministério Público da Paraíba (MPPB). Acesse aqui.

Os seis concursados foram nomeados para as Promotorias de Justiça das cidades de Catolé do Rocha, Conceição, Monteiro, Patos, Princesa Isabel e Sapé, no interior da Paraíba.

Nesta quinta-feira (31) ocorre ainda a reunião para a escolha das lotações; no dia 14 de abril, no Gabinete Médico, localizado no Anexo VI do MPPB, ocorrerá a inspeção médica. A posse coletiva está marcada para o dia 28 de abril, na sede do Ministério público em João Pessoa. Os empossados passarão por um treinamento sobre prática cartorária no dia 2 de maio, ministrado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf).

O concurso ocorreu em julho de 2015 e teve mais de 50 mil inscritos, sendo que 35 mil compareceram para fazer as provas para concorrer às 105 vagas que foram abertas. As informações são do Portalcorreio.

Cajazeiras tem protesto contra o impeachment de Dilma

Manifestantes se concentram em frente à câmara de Cajazeiras (Foto: Felipe Valetim/TV Paraíba)
Manifestantes se concentram em frente à câmara de Cajazeiras nesta quinta-feira (31) (Foto: Felipe Valetim/TV Paraíba)
Manifestantes se concentram em frente à câmara de Cajazeiras nesta quinta-feira (31) (Foto: Felipe Valetim/TV Paraíba)

Manifestantes foram às ruas da cidade de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, na manhã desta quinta-feira (31), para protestar contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e pela democracia. Conforme organização do protesto, até as 8h30, aproximadamente 1.200 pessoas participavam da manifestação. A Polícia Militar confirmou 500 pessoas.

Os participantes da manifestação se concentraram em frente à Câmara de Vereadores, no Centro de Cajazeiras, por volta das 8h, munidos de cartazes e faixas. Trajando roupas vermelhas e bandeiras de partidos políticos, os integrantes do protesto pediam o afastamento do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, e defenderam a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Por volta das 9h20, os manifestantes saíram em caminhada em direção a prefeitura de Cajazeiras. Conforme levantamento dos organizadores, pelo menos representantes de 12 cidades do Sertão paraibano integram o protesto em defesa do governo. Movimentos sociais e centrais sindicais também participaram da manifestação. As informações são do G1.

Protesto saiu em caminhada pelo Centro de Cajazeiras na manhã desta quinta-feira (31) (Foto: Felipe Valetim/TV Paraíba)
Protesto saiu em caminhada pelo Centro de Cajazeiras na manhã desta quinta-feira (31) (Foto: Felipe Valetim/TV Paraíba)

Homem é morto a tiros após sair de igreja na PB

Um homem de 55 anos foi morto a tiros no início da noite de quarta-feira (30) no Recanto do Poço, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Segundo informações repassadas por testemunhas à Polícia Militar, a vítima tinha saído da igreja quando foi abordado por quatro homens e baleado várias vezes.

De acordo com a tenente Suelen, da Polícia Militar, a abordagem aconteceu na saída de uma igreja evangélica. “Os atiradores fugiram do local, quando chegamos, encontramos só o corpo estendido. As pessoas que estavam no local testemunharam, mas não deram maiores detalhes”, comentou.

Ainda segundo a policial, a irmã da vítima informou que não havia nenhum motivo aparante para que o irmão fosse alvo do crime. “Ele não vinha sofrendo ameaças, nem tinha rixa com ninguém, segundo a irmã. Também não tinha envolvimento com o tráfico. Nenhum informação acerca da motivação foi levantada por enquanto”, arrematou a PM.

O corpo da vítima foi encaminhado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa. A Polícia Militar realizou buscas no bairro, mas até o início da manhã desta quinta-feira (31), nenhum suspeito tinha sido localizado. As informações são do G1.

Sem justificativa, impeachment transparece como golpe, diz Marco Aurélio

Ministro do STF Marcos Aurélio
Ministro do STF Marcos Aurélio
Ministro do STF Marcos Aurélio

“Ministro do STF ressalta que processo deve ser baseado em crime de responsabilidade”

BRASÍLIA – O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira que o impeachment da presidente Dilma Rousseff não vai resolver a crise política e econômica brasileira. Ao contrário, ele afirmou que haverá possibilidade de conflitos sociais no caso de afastamento da presidente. O ministro defendeu o diálogo entre as forças políticas como solução das mazelas do país.

— É uma esperança vã (que o impeachment resolva a crise). Impossível de frutificar. Nós não teremos a solução e o afastamento das mazelas do Brasil apeando a presidente da República. O que nós precisamos, na verdade, nessa hora, é de entendimento, é de compreensão, é de visão nacional — declarou o ministro.

O ministro concordou com o argumento da presidente Dilma de que, se o impeachment for calcado em fatos que não configurem crime de responsabilidade, ocorrerá um golpe. Hoje, a presidente voltou a dizer que o processo de impeachment que tramita contra ela na Câmara dos Deputados é baseado nas chamadas “pedaladas fiscais” – ou seja, supostas artimanhas para maquiar contas públicas. Segundo Dilma, não se trata de crime de responsabilidade, como prevê a Constituição Federal em processo de impeachment. Além disso, os fatos narrados no processo referem-se a 2014 – portanto, as acusações são de fatos anteriores ao mandato atual.

— Acertada a premissa, ela tem toda razão. Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe — concluiu Marco Aurélio.

O depoimento de Marco Aurélio diverge de outros cinco ministros do Supremo (Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski), que já disseram que o impeachment é um instrumento legítimo para viabilizar a responsabilização política de qualquer presidente da República.

O ministro pregou ainda a cautela. Ele ressaltou que a situação atual do país é diferente de 1992, quando Fernando Collor de Mello sofreu impeachment. Segundo Marco Aurélio, hoje há dois lados fortes na disputa e, se houver impeachment, haveria risco de conflitos sociais nas ruas.

— Precisamos aguardar o funcionamento das instituições. Precisamos, nessa hora, de temperança. Precisamos guardar princípios e valores e precisamos ter uma visão prognostica. Após o impedimento, o Brasil estará melhor? O que nós teremos após o impedimento? A situação é diversa de 1992, porque temos dois segmentos que se mostram, a essa altura, antagônicos, e não queremos conflitos sociais. Queremos a paz social — afirmou.

Marco Aurélio declarou que, se o Congresso Nacional decidir pelo impeachment, existe a possibilidade de o governo apresentar recurso ao STF.

— Pode (recorrer). O Judiciário é a última trincheira da cidadania. E pode ter um questionamento para demonstrar que não há fato jurídico, muito embora haja fato político, suficiente ao impedimento. E não interessa de início ao Brasil apear esse ou aquele chefe do Executivo nacional ou estadual. Porque, a meu ver, isso gera até mesmo muita insegurança. O ideal seria o entendimento entre os dois poderes, como preconizado pela Constituição Federal para combater-se a crise que afeta o trabalhador, a mesa do trabalhador, que é a crise econômico-financeira. Por que não se sentam à mesa para discutir as medidas indispensáveis nesse momento? Por que insistem em inviabilizar a governança pátria. Nós não sabemos — concluiu.

POR CAROLINA BRÍGIDO
O Globo

 

 

De “Liga da Justiça”: abaixo-assinado pede demissão do diretor Zack Snyder, de “Batman Vs Superman”

© Divulgação
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Se engana quem tá achando que o grande sucesso de bilheteria de “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” foi o suficiente para disfarçar a avaliação negativa da crítica. Nada disso! A galera especializada e boa parte dos fãs não estão nem um pouco satisfeitos com o resultado final do filme dirigido por Zack Snyder e querem porque querem tirar o cineasta do comando de “Liga da Justiça“, outro projeto da Warner.

Pra você ter uma ideia, foi criado um abaixo-assinado pedindo providências do estúdio em relação ao manda-chuva. Bryan Cruz, autor da petição online, explica o seu ponto: “Ele já teve duas chances […] e produziu resultados medíocres”. O cara ainda acrescenta fazendo referência àqueles que gostaram do longa-metragem e dizendo que chegou a hora de “WB e DC quererem alguém no comando que possa criar algo que não divida as pessoas de tal modo”. Tenso, né?

Até o momento, mais de 5.800 pessoas assinaram a petição. Na teoria, “Liga da Justiça – Parte Um” deveria começar a ser rodado agora em abril. Mas será que existe a possibilidade dessa história toda alterar a programação da empresa de “Batman Vs Superman”? Só nos resta esperar para ver.

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