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quarta-feira, 14 outubro 2026
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Corpo do cabo da PB que morreu em treinamento será exumado

Cabo foi internado após ter passado mal durante corrida
Cabo foi internado após ter passado mal durante corrida
Cabo foi internado após ter passado mal durante corrida

O corpo do cabo Heide Carlos Gomes Prazeres, de 35 anos, que morreu na última terça-feira (29) após passar mal durante um treinamento para ingressar no Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, deverá ser exumado na segunda-feira (3). A medida será tomada em cumprimento a uma determinação do juiz Antonio Carneiro de Paiva Júnior.

Na determinação, o juiz detalhou que um pedido da família motivou a decisão. Além da exumação, que deverá ser feita em até 48 horas pelo Departamento de Medicina Legal, sob pena de multa de R$ 1 mil por dia, o magistrado requereu ainda a instauração de um inquérito para apurar as circunstâncias da morte.

De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, João Alves, a exumação ocorrerá na segunda-feira e o caso será investigado por parte da Delegacia de Homicídios da Capital.

Também na decisão, o juiz tereminou a suspensão das atividades do curso do Gate, contudo, segundo o major Ferreira, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), as atividades já tinham sido suspensas desde a morte do cabo.

Por Othacya Lopes, com TV Cabo Branco

MPPB recupera mais de R$ 14 milhões para os cofres do governo

Sede do MPPB

A ação dos promotores de Justiça das 1ª e 2ª promotorias de Justiça de combate aos crimes contra a ordem tributária, no âmbito da Câmara de Mediação do Núcleo de Combate à Sonegação Fiscal do Ministério Público da Paraíba (MPPB), já recuperou mais de R$ 14 milhões para os cofres do governo do Estado da Paraíba.

“Além do valor recuperado, a ação desenvolvida pelos promotores tem impactado indiretamente na arrecadação do Estado, em setores que o Ministério Público tem uma ação direta”, explica a 1ª promotora de Justiça de combate aos crimes contra a ordem tributária, Renata Carvalho da Luz.

“Nos casos que não há acordos, via mediação, o Ministério Público vem trabalhando fortemente na punição dos atores de tais crimes, alcançando mais de 95% de índice de condenação junto à Justiça Criminal”, pontuou.

A Promotoria de Justiça dos crimes contra a ordem tributária do Ministério Público da Paraíba (MPPB) foi criada há cerca de três anos. O objetivo é promover a recuperação de ativos no Estado da Paraíba, coibindo condutas lesivas ao Fisco. A promotoria também serve como instrumento fomentador e gerador de subsídios para que o Estado e os municípios possam desempenhar o seu papel primordial, que é a promoção do bem-estar social.

A criação e instalação dessa promotoria pelo procurador-geral de Justiça, Bertrand de Araújo Asfora, é resultado de uma parceria com a Secretaria de Estado da Receita. Na prática, auditores da Receita Estadual ficam à disposição da Promotoria, auxiliando no âmbito dos procedimentos extrajudiciais e judiciais.

Do Jornal da Paraíba 

Polícia troca tiros e prende suspeitos de assalto em Guarabira

Veículo abandonado pela quadrilha
Veículo abandonado pela quadrilha

Uma quadrilha que, segundo a Polícia Civil, seria composta, a princípio, por quatro homens, realizou um assalto no Mercado Municipal de Guarabira, no Brejo da Paraíba, a 98 km de João Pessoa, na tarde deste sábado (2). Na fuga após o crime, os suspeitos trocaram tiros com a polícia. Um membro do grupo foi preso. Segundo o delegado seccional da cidade, Wallber Virgolino, o detido seria comerciante na cidade de Mulungu e filho de um político de Alagoinha, municípios vizinhos.

De acordo com a polícia, os suspeitos fugiram em um Fiat Idea, que foi abandonado na Zona Rural de Alagoinha. Os homens, então, fugiram para dentro de uma região de mato, onde o comerciante foi localizado.

“Ele foi conduzido para a delegacia de Guarabira e alegou que os comparsas seriam de Campina Grande”, disse o delegado. No interrogatório, descobriu-se que havia uma caminhonete Volkswagen Amarok nas proximidades da rodoviária de Guarabira. O veículo serviria para dar suporte ao grupo. Nele foram encontradas munições variadas.

Até as 17h20 deste sábado, as polícias Militar e Civil do Brejo seguiam com uma operação conjunta para procurar deter os demais envolvidos no crime.

Do Portal Correio 

Lula espera tomar posse na Casa Civil na quinta-feira

Em ato pró-Dilma, ex-presidente disse que país vive 'clima de ódio'
Em ato pró-Dilma, ex-presidente disse que país vive ‘clima de ódio’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize, na próxima quinta-feira (7) sua posse como ministro da Casa Civil. Ele manifestou sua expectativa durante discurso hoje em Fortaleza.

“Se tudo der certo, e a Suprema Corte aprovar, quinta-feira eu estarei assumindo a Casa Civil do governo. E vou dizer por que eu aceitei, depois de muito tempo. É porque eu tô convencido, acredito nisso, como acredito em Deus, que este país tem que mudar, tem que dar a volta por cima, mudar a economia, gerar emprego e renda para essas pessoas.”, afirmou.

Na pauta de julgamentos do Supremo para a semana não consta o recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) para que Lula seja efetivado no cargo de ministro da Casa Civil. Para que o julgamento seja na quinta-feira (7), o processo precisa ser pautado pelo ministro Gilmar Mendes, relator dos mandados de segurança nos quais a posse foi suspensa.

No dia 18 de março, Gilmar Mendes, em decisão individual, suspendeu a posse de Lula no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. O ministro do STF atendeu a um pedido liminar do PPS e do PSDB. Em seu despacho, Mendes disse que a nomeação de Lula para o cargo de ministro teve o objetivo de retirar a competência do juiz federal Sérgio Moro (responsável pelas investigações da Lava Jato em primeira instância) para investigá-lo.

No recurso, a Advocacia-Geral da União (AGU) rebateu as afirmações de Gilmar Mendes sobre suposta intenção do governo de nomear Lula para beneficiá-lo com o foro privilegiado, em função das investigações da Operação Lava Jato. Para a AGU, o entendimento do ministro é equivocado e parte da premissa de que o Supremo é um lugar para proteção contra impunidade, o que não é verdade, segundo o órgão.

Vítima de ataques

Lula finalizou o discurso afirmando que há dois anos é vítima de ataques nas investigações da Operação Lava Jato sobre o compra de um apartamento no Guarujá (SP) e por benfeitorias em um sítio que é frequentado por sua família.

“Eu só tenho uma coisa nesta vida de compromisso: é com o povo deste país. Faz dois anos que estou sendo vítima dos maiores ataques que um ser humano foi vítima. Todo santo dia. Eles criaram um apartamento para mim que não é meu, e eu quero convidar todos vocês, no dia que for meu. Eles inventaram uma chácara que não é minha, e quando ela for minha vocês vão visitar minha chácara. Inventaram até um barco de US$ 4 mil. Parece o Lady Laura. É um verdadeiro iate. Eu nem vou em Angra (RJ) com meu iate, para não competir com Roberto Carlos. Ou seja, inventaram de tudo”.

Por Edwirges Nogueira

Doutor Severino Batista, ex-prefeito de Pedro Régis, se filia ao PTdoB

Deputado Genival Matias assina ficha de filiação do médico Severino Batista
Deputado Genival Matias assina ficha de filiação do médico Severino Batista
Deputado Genival Matias assina ficha de filiação do médico Severino Batista

De olho no término do prazo para filiações, que acontece neste sábado (1º), o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) tem conquistado diversos nomes importantes em todo estado. Na sexta-feira (1º), a legenda divulgou a informação que Doutor Severino Batista de Carvalho, médico e ex-prefeito por oito anos da cidade de Pedro Régis, deixou o PP e se filiou ao PTdoB.

A filiação do Doutor Severino teve a intermediação de Biu Pereira, presidente do PTdoB de Pedro Régis e a ficha de filiação foi abonada pelo deputado estadual, Genival Matias, presidente da sigla na Paraíba.

O Médico Severino Ramos é aliado do atual prefeito Baia e possui diversos serviços prestados e reconhecidos pela população das cidades de Pedro Régis e Jacaraú, locais onde é muito querido.

Durante o ato de filiação, Doutor Severino destacou que escolheu migrar para o PTdoB graças ao convite do amigo Biu Pereira e por acreditar que o partido, que está em plena ascensão no Estado, é transparente e competentemente comandado por um deputado que se importa com a região de Pedro Régis.

Genival Matias destacou a importância de mais essa aquisição para o PTdoB. “Estou muito satisfeito com a chegada do Doutor Severino, um médico renomado, que também acumula grande experiência administrativa e tem muito a contribuir com PTdoB. Como deputado estou aqui para dar respaldo, com seriedade, para ajudar no crescimento de Pedro Régis, cidade pela qual nutro muito carinho”, enfatizou.

Outras lideranças de Pedro Régis também decidiram ingressar no PTdoB após a chegada do médico Severino Ramos, bem como o ex-vereador Mário Bezerra Régis e o ex-prefeito, José Luis da Silva Netto, que foi o primeiro gestor da cidade.

Da redação, com assessoria

Projeto prevê que mais ricos paguem por cursos em universidades públicas

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Um projeto de lei apresentado no Senado Federal em dezembro de 2015 pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), tem a intenção de tornar pagas as universidades públicas para estudantes de maior renda. O PLS 782/2015, caso seja aprovado, pode instituir cobrança para alunos que tenham renda familiar superior a 30 salários mínimos (R$ 26,4 mil).

O texto aguarda manifestação das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE), cabendo a esta a votação final.

De acordo com o projeto, o cálculo dessa anuidade deverá levar em conta a média do custo per capita dos alunos matriculados no mesmo curso em universidades privadas. Apesar do esforço da política de cotas para democratizar o acesso às universidades públicas, Crivella observou, com base em dados do IBGE, que a parcela de estudantes em melhor situação financeira no ensino superior público passou de 20%, em 2004, para 36,4% em 2014.

“A despeito dos esforços para reverter essa contraversão da lógica inicial, a realidade mostra que isso foi insuficiente. A proporção de estudantes pertencentes ao quinto mais pobre da população, com renda per capita média de R$ 192, era 1,2% em 2004 e chegou a 7,6% dos alunos de faculdades públicas em 2014”, observa Crivella na justificação do projeto.

O parlamentar lembra que apresentou proposta idêntica dez anos atrás. Na ocasião, a iniciativa foi rejeitada pela CE, que a votou em decisão final. Embora reconhecesse o mérito do projeto, o relator, à época, recomendou a rejeição dele tendo em vista a possibilidade de a gratuidade do ensino superior público ser discutida dentro de um projeto de reforma universitária em tramitação no Congresso.

Da Agência Senado

Em casa, futebol tentará superar tentativas frustradas em busca do ouro olímpico

Sávio (camisa 11) tentando consolar Flávio Conceição da Seleção Brasileira de Futebol, após a derrota contra a Nigéria em AtlantaArquivo pessoal
Sávio (camisa 11) tentando consolar Flávio Conceição da Seleção Brasileira de Futebol, após a derrota contra a Nigéria em Atlanta

O ano era 1996 e o local, o estádio da Universidade de Sanford, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Na tarde de uma quarta-feira, Brasil e Nigéria disputavam uma das semifinais do futebol nos Jogos Olímpicos de Atlanta. A seleção brasileira, com jovens nomes que mais tarde se tornariam campeões mundiais em 2002, era o favorito. 

O time de Ronaldo, Roberto Carlos e Rivaldo fazia uma partida segura. O resultado de 3 a 1 no primeiro tempo era mantido com certa tranquilidade no segundo. A disputa pelo ouro parecia mais próxima. Até que, de repente, tudo começou a ruir.

“Tivemos o 3 a 1 na Nigéria; poderíamos ter feito cinco, seis gols. Não fizemos e, no segundo tempo, eles vieram para o tudo ou nada, conseguiram o empate”, lembra Zé Elias, meio-campo titular da seleção naquele jogo. “Perdemos uma grande oportunidade de matar o jogo no primeiro tempo”, completou.

Depois do empate, aos 44 minutos do segundo tempo, veio a prorrogação. À época, existia a regra do gol de ouro – um gol na prorrogação desempatava e encerrava a partida. Foi o que aconteceu, logo aos três minutos do tempo extra, com um gol do nigeriano Kanu.

“O time [estava] jogando muito bem para fazer 4 a 1 e, em cerca de 20 minutos, a Nigéria fez três gols e mudou totalmente a partida. Ali foi um acidente que aconteceu e ficou muito marcado. Estávamos muito confiantes da conquista e em poucos momentos a gente perdeu a medalha [de ouro]”, conta o atacante Sávio, também presente naquela semifinal.

Em 1996, a medalha de ouro escapou pelos dedos, como já havia ocorrido nos jogos de 1976, 1984 e 1988. Outras oportunidades – também perdidas – viriam no jogos de 2000, 2008 e 2012.

Para o jornalista esportivo Sergio Du Bocage, o resultado dos jogos de Atlanta mostra falta de planejamento. Segundo ele, não há investimento suficiente na formação de um time olímpico. “A CBF [Confederação Brasileira de Futebol] não dá a devida atenção e, na hora da decisão, essa diferença pesa.”

De acordo com Bocage, que é apresentador do programa Mundo da Bola, da TV Brasil, e tem 34 anos de cobertura de futebol, essa falta de planejamento transparece ainda na escolha do treinador. “A CBF cometeu um erro ao usar o mesmo treinador da seleção principal também na seleção olímpica, sem dar uma atenção maior a esse time pré-olímpico durante os jogos.”

A estratégia, inclusive, deve ser utilizada novamente em 2016. Para Bocage, o técnico da seleção principal não terá tempo de conhecer o time que treinará em agosto, no Rio de Janeiro. A seleção fez dois amistosos em março, os últimos antes da convocação. Na derrota diante da Nigéria e a vitória em cima da África do Sul tiveram o técnico interino Rogério Micali na beirada do campo.

“Como é que o Dunga [atual técnico dos dois times] vai assumir uma seleção que ele só viu pelo vídeo? Uma seleção com a qual ele não esteve presente em nenhum treino, em nenhum jogo”, critica Bocage.

Jogadores comemoram gol em partida vencida pelo Brasil sobre a África do Sul, no dia 27 de março

Pressão

Como se o simples fato de jogar pela primeira medalha de ouro do futebol brasileiro não fosse o suficiente, a atual seleção olímpica disputará uma competição em casa apenas dois anos após a trágica semifinal da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha, que ficou conhecida simplesmente como o 7 a 1.

Prováveis nomes na convocação final para os jogos, jovens como Gabriel, 19; Felipe Anderson, 22; e Rodrigo Caio, 22; entrarão em campo com a responsabilidade de ganhar o ouro inédito e apagar a má impressão da Copa do Mundo, quando a torcida esperava uma vitória em casa, mas viu o Brasil sendo goleado pelos alemães.

“Por ter acontecido o que aconteceu em 2014, aquela expectativa toda, o favoritismo do Brasil e, para muitos, a obrigação de ganhar em casa, acho que isso é sim uma responsabilidade a mais. E depois do que aconteceu na Copa é preciso ter uma atenção redobrada”, pondera Sávio.

Zé Elias também acredita que o peso nos ombros da jovem seleção aumentou. “Acho que essa seleção não vai ter tanto crédito quanto as outras seleções tiveram. Essa vai ter que mostrar que tem condições de conquistar [a medalha de ouro]. Depois do 7×1, o brasileiro ficou um pouco descrente do futebol, principalmente da seleção.”

Torcida

Para Bocage, a pressão existe, mas a torcida das partidas olímpicas não é a mesma de uma Copa do Mundo. “A torcida que vai assistir aos jogos de futebol na Olimpíada não será um torcedor de arquibancada. [Mas] é claro que nessa hora vão lembrar: ‘perdemos a Copa do Mundo e vamos perder a Olimpíada também?’. Mas é uma coisa que passa.”

Na opinião do jornalista esportivo Cláudio Nogueira, que cobriu as últimas três olimpíadas, a torcida presente nos Jogos Olímpicos pode favorecer o clima na seleção. “Eu acho que o brasileiro não tem tanta euforia pela competição olímpica de futebol e isso pode ser algo favorável. Se você não badala tanto, isso não prejudica a cabeça dos atletas como pode ter prejudicado na Copa do Mundo”.

Bocage acrescenta que a seleção brasileira perdeu uma grande oportunidade na final dos jogos de 2012, em Londres, quando perdeu na final para o México, por 2 a 1. “Esses garotos que vão disputar a Olimpíada no Rio estão pagando a derrota da última Olimpíada, numa final que era para ter sido brasileira.”

Nos jogos de Atlanta, a atmosfera era mais favorável. A seleção jogava após uma conquista recente de Copa do Mundo – de 1994, nos Estados Unidos – e a pressão pelo ouro, segundo Zé Elias e Sávio, não chegava aos jogadores. “Sabíamos que ali era uma pressão, como era jogar na seleção brasileira e sabíamos de uma expectativa muito grande naquele ano. Agora, não havia uma cobrança específica”, conta Sávio. “Estávamos bem focados na competição e não no peso de conseguir a medalha”, acrescentou Zé Elias. Na opinião dele, a preparação foi adequada e a derrota foi circunstancial.

Derrota em Atlanta

Os atletas presentes em Atlanta não esquecem a tristeza e o abatimento do grupo após a derrota para os africanos. “É claro que depois do jogo foi uma frustração, uma tristeza muito grande, porque aquele objetivo que tínhamos traçado não tinha sido conquistado”, lembra Sávio.

Mesmo antes da disputa de terceiro lugar, contra Portugal, o ambiente ainda era de derrota, como conta Zé Elias. “O clima estava o pior possível. Lembro que antes do jogo de Portugal, o Ricardo Teixeira [presidente da CBF na época] foi ao hotel, na preleção do Zagallo, e falou o seguinte: ‘Eu tenho apenas uma coisa pra falar. A medalha de bronze é obrigação de vocês, estamos entendidos?’”.

E a medalha de bronze foi conquistada, após vitória por 5 a 0 contra Portugal. Mesmo pouco celebrada pelo Brasil, a medalha é motivo de orgulho para Sávio. “Eu tenho a medalha de bronze guardada em casa com muito carinho. Não é fácil jogar uma Olimpíada e ser medalhista. Para mim, é uma satisfação muito grande.”

Por Marcelo Brandão

 

Síria: Exército descobre vala comum com 42 vítimas do Estado Islâmico em Palmira

O Exército sírio descobriu na sexta-feira, em Palmira, uma vala comum com corpos de 42 civis e soldados executados por integrantes do Estado Islâmico, disse hoje (2) uma fonte militar, citada pela AFP.

Segundo a mesma fonte, entre os mortos estão oficiais, soldados, membros do comitê popular (pró-regime de Damasco) e seus familiares.

“Foram executados a tiro ou decapitados”, precisou a fonte, acrescentando que entre as vítimas estão 24 civis, incluindo três crianças, e 18 militares.

Os corpos foram transferidos para um hospital da região de Homs, onde ocorreu a identificação das vítimas.

Na segunda-feira, o Exército sírio, apoiado pelas forças especiais soviéticas, reconquistou a cidade histórica de Palmira, que os jihadistas haviam invadido e destruído em maio de 2015.

Durante os quase dez meses de ocupação de Palmira, os jihadistas executaram pelo menos 280 pessoas, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Palmira é designada de “A pérola do deserto” e é conhecida pelos seus tesouros arqueológicos, parte dos quais foi deliberadamente destruído pelo Estado Islâmico.

O conflito na Síria já provocou a morte de mais de 270 mil pessoas desde março de 2011.

Da Agência Lusa

Manifestações podem mudar decisões sobre impeachment, dizem cientistas políticas

As manifestações ocorridas na última semana em diversas cidades do país, contrárias ao processo de impeachment, poderão mudar a percepção de que havia uma opinião predominante no país, favorável ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff, e até influenciar na decisão dos parlamentares sobre a questão. A avaliação é da professora Helcimara Teles, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Os movimentos estão reenquadrando a percepção que era vista como hegemônica, de que toda a opinião pública era favorável ao impeachment. Existem várias opiniões no Brasil favoráveis ao impeachment, mas existem outras também que tratam o impeachment como um golpe”, explica.

Segundo a professora Helcimara, as manifestações contrárias ao impeachment podem também influenciar nas decisões dos parlamentares em relação ao processo que está em curso no Congresso Nacional. “Uma parte significativa dos políticos brasileiros se pauta muito pela opinião pública, não se baseia em um programa, é muito flexível aos humores da opinião pública. Como se nota o crescimento desses grupos contra o golpe, uma parte da classe política pode recuar um pouco em relação a votar pelo impeachment.”

A professora de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) Flávia Biroli também acredita que os movimentos contra o impeachment podem ter um efeito na construção de um novo clima de opinião pública e também no cenário político. “Quando diferentes movimentos sociais vão para a rua dizendo que isso é um golpe, isso pode ter um efeito para os parlamentares e também pode ter um efeito indireto, incidindo sobre a opinião pública e mudando o clima político. Por mais que a grande mídia tenha trabalhando para construir um significado único para essa situação, ela não tem um significado único.”

Meios de comunicação

Para a professora Flávia, os meios de comunicação atuam na retratação dos movimentos sociais favoráveis e contrários ao impeachment. “Quando existem as manifestações conta o governo, elas são apresentadas como manifestações das pessoas, dos brasileiros, embora a gente veja lá entidades como a Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo]. Quando são manifestações contra o impeachment, a posição é outra, é como se fosse o PT, e isso não é verdade, o que a gente tem é um conjunto de movimentos sociais, de segmentos de esquerda preocupados com a nossa democracia.”

Helcimara Teles também avalia que há um problema de enquadramento da mídia sobre as manifestações. Segundo ela, as manifestações contrárias ao impeachment são formadas não apenas por integrantes de partidos políticos, mas por pessoas de todos os segmentos da sociedade. “A sociedade que estava apática quebrou a espiral do silêncio. Existe uma massa grande de pessoas de todos os segmentos, de todas as classes que estão retomando uma luta pela democracia inclusive de forma autônoma e desvinculada de partidos políticos.”

Por Sabrina Craide

Mulher morre com suspeita de H1N1 na PB; Saúde investiga 11 casos da doença

O caso de uma mulher que faleceu na última quinta-feira (31), no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, é investigado como possível morte causada por gripe H1N1, na Paraíba. Outros duas pessoas com sintomas da doença, provocada pelo vírus Influenza A estão internadas em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade hospitalar.

Marlinda de França Graciano, tinha 55 anos, era moradora do município de Puxinanã e estava internada na unidade hospitalar desde o último dia 12. Segundo o diretor do hospital, Geraldo Antônio de Medeiros, ela faleceu por volta das 3h da madrugada e foi coletado material genético que será encaminhado ao Instituto Evandro Chagas, no Paraná, o que deve confirmar ou descartar a presença do vírus em até 10 dias.

Medeiros explicou que a vítima chegou ao hospital apresentando um quadro gripal que rapidamente evoluiu para tosse e desconforto respiratório. “Ela piorou, foi encaminhada para UTI, entubada, utilizamos ventilação mecânica e não evoluiu mesmo com a administração dos medicamentos recomendados pelo Ministério da Saúde”, explicou, ressaltando que os pacientes geralmente chegam ao hospital com sintomas graves e são imediatamente isolados.

O surto da gripe H1N1 tem feito muitos paraibanos recorrerem às clínicas particulares em busca da vacina contra o vírus da Influenza A, já que a campanha nacional de imunização contra a Influenza no Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, na rede pública, vai começa apenas no dia 30 de abril (Dia D) e vai até o dia 20 de maio.

Na Paraíba, desde o início do ano, 11 casos suspeitos de Influenza foram notificados à Secretaria Estadual de Saúde (SES), conforme a Gerência de Vigilância Epidemiológica. Dentre as suspeitas, sete casos foram confirmados, sendo cinco em João Pessoa, e outros dois relativos a duas mulheres, uma de Campina Grande e outra de Soledade, no Agreste. Outros quatro casos estavam em investigação.

No país, até o dia 19 de março há registros de 305 casos suspeitos e 46 mortes por H1N1. Com relação ao número de óbitos, São Paulo registrou 38, seguido por Bahia e Minas Gerais, cada um com dois óbitos; e de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Ceará, com um óbito cada.

A mulher que faleceu no hospital de Trauma de Campina Grande estava inserida no grupo de risco. Segundo a pediatra Lucia Bricks, diretora médica de Influenza na América Latina da Sanofi Pasteur, mais da metade dos casos graves e mortes registradas este ano foram na faixa etária de 40 a 60 anos.

Mesmo diante dos casos, a gerente da 3ª Regional de Saúde, Tatiana Medeiros tranquilizou a população em relação ao avanço da doença no Estado. Segundo ela, não há um surto, o que aconteceu foi que o vírus começou a circular mais cedo, quando a expectativa era de que as manifestações ocorressem no período chuvoso e mais frio, entre junho e agosto.

Prevenção
Para prevenir a doença, o Ministério da Saúde recomenda:
– Frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento;
– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
– Manter os ambientes bem ventilados;
– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe.

Orientações
Indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem evitar sair de casa em período de transmissão da doença; restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação; evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados; adotar hábitos como alimentação balanceada e ingestão de líquidos. 

Do Jornal da Paraíba

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