O Ministério da Saúde começa a enviar nesta sexta-feira (1º) aos estados a vacina contra a gripe. A entrega das doses aos municípios, segundo a pasta, é de responsabilidade dos governos estaduais. A campanha nacional de vacinação está prevista para ocorrer de 30 de abril a 20 de maio, mas alguns estados optaram por antecipar o início da imunização em razão de surtos de influenza A (H1N1), conhecida como gripe A.
De acordo com o ministério, nas três primeiras remessas da vacina, a serem enviadas até o dia 15 de abril, os estados vão receber 25,6 milhões de doses, o que corresponde a 48% do total de lotes a serem encaminhados para toda a campanha deste ano. Do montante, 5,7 milhões serão entregues ao estado de São Paulo, onde já foram registradas cerca de 40 mortes atribuídas ao vírus H1N1.
“A partir do recebimento das vacinas, os estados podem definir estratégias de contenção, conforme suas análises de risco, para a vacinação da população-alvo, observando a reserva adequada do produto para a campanha nacional. O cronograma de distribuição aos estados é elaborado de acordo com a entrega da vacina pelo laboratório produtor. As vacinas serão enviadas em seis remessas”, informou o ministério.
A pasta reforçou que, além da imunização, a população deve adotar medidas de prevenção para evitar a infecção por gripe. As ações de maior destaque incluem lavar sempre as mãos; evitar locais com aglomeração de pessoas (que facilitam a transmissão de doenças respiratórias); cobrir a boca com o braço ao tossir ou espirrar; utilizar álcool em gel nas mãos; e, caso julgue necessário, usar máscara de proteção.
“A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza tem como objetivo reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus na população alvo da campanha, como gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, as quais têm mais risco de adoecer”, destacou o ministério.
Advogado-geral entregará defesa de Dilma se houver sessão na segunda.
A presidenta Dilma Rousseff tem até as 19h de segunda-feira (4) para apresentar defesa por escrito à comissão especial destinada a analisar a admissibilidade do processo de impeachment. Nessa data se encerra o prazo de dez sessões ordinárias para a apresentação da defesa.
Para que o processo de impeachment seja aprovado na Câmara dos Deputados e posteriormente encaminhado ao Senado são necessários os votos de no mínimo 342 dos 513 deputados. A votação será nominal e aberta. Quando o processo começar, os deputados serão chamados a votar de acordo com a região ou o estado a que pertencem. Se a votação não alcançar os 342 votos, o processo será automaticamente arquivado. Caso contrário, o impeachment segue para o Senado. Para barrar o seguimento do processo, o governo precisa ter pelo menos 172 votos, o que impediria a oposição de conseguir os 342.
Entretanto, de acordo com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), na segunda-feira a defesa será entregue às 16h30 pelo advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, que fará a sustentação oral em seguida.
Após a apresentação da defesa, a comissão tem até cinco sessões ordinárias da Câmara para que o relator dos trabalhos, Jovair Arantes (PTB-GO,) apresente parecer, que deverá ser discutido e votado pelos integrantes do colegiado até o encerramento do prazo. Para ser aprovado na comissão, o parecer precisará dos votos da maioria simples dos votantes. Isso significa que não será necessária a metade mais um dos 65 integrantes da comissão para definir os rumos do processo, basta a maioria de 33 deputados para o processo ser encaminhado ao plenário.
Mesmo com o prazo de cinco sessões, o relator poderá apresentar seu parecer imediatamente na primeira sessão. Qualquer que seja o resultado da votação na comissão, o parecer ainda terá que ser submetido à votação no plenário.
Após a comissão concluir os trabalhos, o parecer será lido em plenário, na primeira sessão ordinária da Câmara. Em seguida, vai ser encaminhado para publicação no Diário Oficial da Câmara, que começa a circular pontualmente às 8h. A partir desse horário será contado o prazo de 48 horas para que o parecer entre na pauta do plenário.
Caberá ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), convocar a sessão para iniciar as discussões e a votação final sobre a admissibilidade do processo.
Nesse cenário, é provável que o parecer seja votado na comissão até o dia 12 de abril. Depois, no dia 13, ele seria publicado no Diário Oficial e estaria pronto para ir ao plenário no dia 16 de abril. A expectativa é de que a votação no plenário dure três dias.
O trâmite do processo de impeachment obedece às definições contidas na Lei 1.079/1950, na Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, conforme definiu o Supremo Tribunal Federal ao julgar o chamado rito do impeachment na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 378, a pedido do PCdoB.
No julgamento, a corte reafirmou o entendimento de que o rito a ser aplicado deve seguir os mesmos passos do processo que resultou no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Na ocasião, a votação no plenário durou dois dias, mais de 120 deputados se inscreveram para falar e 70 discursaram.
Histórico
O pedido de impeachment foi acatado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 2 de dezembro do ano passado. No documento, os advogados Helio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior pedem o afastamento da presidenta evocando as pedaladas fiscais do ano de 2014 apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Os autores do pedido dizem também que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar seis decretos autorizando despesas extras em um cenário de restrição fiscal e ao, suspostamente, repetir as pedaladas fiscais em 2015, já no exercício do novo mandato.
Os decretos, não numerados, assinados pela presidenta em 27 de julho e 20 de agosto de 2015, autorizaram o governo a gastar R$ 2,5 bilhões a mais do que o previsto no Orçamento. Para os advogados, Dilma não poderia criar despesa extra quando sabia que a meta de superávit primário (dinheiro reservado para pagar os juros da dívida) prevista no Orçamento não seria cumprida.
O governo rebate os argumentos, afirmando que as contas do governo de 2015 sequer foram apreciadas pelo TCU e pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e que, portanto, não se pode falar na possibilidade de crime de responsabilidade.
Proposta é da Comissão de Direitos Humanos (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)
Proposta é da Comissão de Direitos Humanos (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)
Os agressores de mulheres poderão ser obrigados a frequentar centros de educação e de reabilitação se isso for determinado pelo juiz. Essa alteração na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) foi aprovada no Plenário pelos senadores nessa quinta-feira (31) e segue para exame na Câmara dos Deputados. A proposta é da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
A Lei Maria da Penha já estabelece que entre as medidas de proteção à mulher agredida estão a separação do agressor e o afastamento da vítima do lar, sem prejuízos aos direitos de bens, guarda de filhos e alimentos.
Ao justificar o PLS 9/2016, os senadores da comissão relataram que em uma audiência pública houve relatos de experiências bem sucedidas de participação de agressores em cursos e encontros nos quais foram discutidos temas como identidade de gênero, machismo e responsabilidade sobre os próprios atos. Daí veio a proposta de tornar essa possibilidade legal.
Os senadores reforçaram também que essa prática é adotada em alguns estados, como em São Paulo, Rio Grande do Norte e em Mato Grosso.
A senadora Regina Sousa (PT-PI) foi responsável pelo relatório de avaliação da política pública de combate à violência contra a mulher na CDH. Ela apresentou a proposta e destacou a necessidade da reeducação do agressor, constatada no resultado positivo envolvendo 400 homens em um centro de reabilitação, sem nenhuma reincidência de agressão por vários anos.
“Mas são iniciativas do Ministério Público e da sociedade civil, e a gente entende que tem que ser iniciativa de governo. Por isso apresentei esse projeto que reputo importante para a luta das mulheres”, afirmou a senadora.
Comércio ilegal do crime organizado registra ganhos anuais de mais de US$ 3 trilhões no mundo (Foto: BBC)
Comércio ilegal do crime organizado registra ganhos anuais de mais de US$ 3 trilhões no mundo (Foto: BBC)
De acordo com dados do Escritório da ONU contra Drogas e Crimes o comércio ilegal do crime organizado registra ganhos anuais de mais de US$ 2 trilhões.
O número é alto, porém é apenas uma estimativa dada a natureza ilegal do que está sendo analisado.
Este número equivale a cerca de 3,6% de tudo o que se produz e é consumido no planeta em um ano, ou a quatro vezes o PIB da Argentina e quase dez vezes o da Colômbia.
O último relatório do Fórum Econômico Mundial fez uma estimativa menor – mais de US$ 1 trilhão – com base em uma pesquisa de 2011 feita pelo Global Financial Integrity (GFI), um centro de estudos de Washington.
O GFI elaborou seu relatório a partir de 12 atividades ilegais e as cinco primeiras são estas.
1º Narcotráfico: US$ 320 bilhões
2º Falsificação: US$ 250 bilhões
3º Tráfico humano: US$ 31,6 bilhões
4º Tráfico ilegal de petróleo: US$ 10,8 bilhões
5º Tráfico de vida selvagem: US$ 10 bilhões
Se juntarmos a estas cifras os ganhos com outras atividades criminosas (desde o tráfico de órgãos até a venda de obras de arte) a soma chega a US$ 650 bilhões.
E se levarmos em conta que a maioria das transações são feitas em dinheiro vivo, a lavagem de dinheiro se transforma em um grande negócio que explica a soma total de mais de US$ 1 trilhão citada pelo Fórum Econômico Mundial.
A BBC Mundo analisou as cinco principais atividades do ranking do GFI.
1 – Narcotráfico Em 2003 os ganhos com narcotráfico chegavam perto dos US$ 320 bilhões, uma cifra equivalente a 1% do PIB mundial.
A produção se concentra nos países em desenvolvimento e o principal destino são os mercados em países como Estados Unidos e países da União Europeia.
Em 2008 o rendimento econômico do mercado americano de cocaína chegou a US$ 35 bilhões. O cultivo de coca nos países produtores recebeu cerca de US$ 500 milhões.
Desde a grande explosão do tráfico de drogas no ocidente com as mudanças culturais da década de 1960, nenhuma estratégia conseguiu combater este crime.
Mesmo que em muitos casos o combate mais severo ao tráfico não conseguiu deter o aumento de um comércio globalizado, a estratégia de legalização das drogas também tem muitos críticos que temem que a iniciativa incentive um consumo descontrolado.
Parece ser mais fácil sufocar o narcotráfico financeiramente e, segundo Channing Sophia May, pesquisadora do tema para o GFI, esta seria uma boa medida.
“A diferença do tráfico de diamantes, que é uma atividade que opera com muito escambo por armas em zonas de conflito, é que o tráfico de drogas se movimenta com dinheiro. Isto precisa da mecânica da lavagem de dinheiro feita em paraísos fiscais, o subfaturamento do comércio internacional e o mercado negro de divisas”, disse à BBC Mundo.
2 – Falsificação Uma parte substancial do consumo e comércio mundial são transações de produtos falsificados. A estimativa é que este comércio chega a faturar US$ 250 bilhões.
A Organização Mundial de Alfândegas estima que estes produtos equivalem a algo entre 5% e 7% do comércio global.
Em 2009, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) calculou o impacto destes produtos de outra forma.
Segundo a organização, que reúne 34 países desenvolvidos e em desenvolvimento, o comércio mundial no ano de 2009 teve um aumento de 2% graças ao impacto dos produtos falsificados.
Uma das tendências mais preocupantes é o produto número um no mercado de falsificação: medicamentos.
“Quando uma pessoa compra uma carteira falsa, sabe o que comprou. Com os medicamentos é diferente, principalmente com a venda pela internet. Um dos grandes perigos é o impacto não apenas na saúde individual mas também na saúde pública. Um tipo comum de falsificação é o antibiótico com dose menor do ingrediente ativo, o que gera tolerância aos vírus, algo que pode ativar o surgimento de variedades mais virulentas”, disse Sophia May à BBC Mundo.
3 – Tráfico humano Estima-se que este ramo da economia clandestina chegue a faturar US$ 31,6 bilhões.
Os especialistas tentam diferenciar entre o tráfico humano e de imigrantes mas, com frequência, a fronteira entre ambos é indefinida.
Um imigrante que não pode pagar os custos da viagem e precisa trabalhar com frequência em condições de escravidão até pagar a dívida é um exemplo da dificuldade na hora de diferenciar estes fenômenos.
Em todo caso, o tráfico humano circula em uma direção parecida com a do narcotráfico: do mundo em desenvolvimento para o mundo desenvolvido.
Em seu último relatório publicado em 2014 a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que os lucros privados deste comércio ilegal são de US$ 150 bilhões, uma cifra que se multiplica em cinco vezes segundo as estimativas da GFI.
De acordo com a OIT cerca de US$ 99 bilhões vêm de um dos grandes capítulos do tráfico humano: a exploração sexual.
Os outros US$ 51 bilhões se devem à exploração econômica e incluem o trabalho doméstico, agrícola, construção, indústria etc.
Segundo May a diferença em estimativas se deve fundamentalmente aos anos usados na comparação e a fatores circunstanciais como os eventos esportivos ocorridos no ano da medição.
“O tráfico sexual gera mais dinheiro e muitas vezes cresce de forma exponencial antes de grandes eventos como podem ser uma Copa do Mundo de futebol ou Olimpíada”, afirmou.
4 – Tráfico ilegal de petróleo O tráfico de petróleo gera uma quantia estimada em US$ 10,8 bilhões. Esta atividade tem figurado nas manchetes nos últimos anos devido a sua importância para o financiamento do grupo auto-denominado Estado Islâmico, que ganharia até US$ 500 milhões por ano, dinheiro indispensável para sua campanha militar.
Esta atividade se expandiu muito.
Uma das variantes é o aproveitamento do petróleo barato a preços subsidiados.
O GFI cita as diferenças de preço entre o Iraque (US$ 0,05 por galão) e o Kuwait (US$ 0,79) em 2005, como um terreno fértil para contrabandistas.
A Shell estima que, em 2014, mais de 100 mil barris de petróleo deixaram a Nigéria ilegalmente a cada dia enquanto que no México a Pemex afirma que perde cerca de US$ 700 milhões por ano.
“Às vezes falamos de contrabando de petróleo cru, outras, do refinado. O Estado Islâmico vende o cru. No México é um bom negócio o roubo de petróleo porque é relativamente simples se extrair diretamente dos oleodutos da Pemex”, afirmou May.
5 – Tráfico da vida selvagem Os casos mais conhecidos na imprensa desta atividade cujo valor global se estima em US$ 10 bilhões, são os de elefantes, rinocerontes e tigres, valiosos pelo marfim, os chifres e a pele.
O tráfico destes produtos entre a África e a Ásia produz cerca de US$ 75 milhões por ano em vendas ilegais e ameaça a existência de algumas espécies.
Segundo o Fórum Mundial da Natureza, os traficantes comercializam por ano cerca de 100 milhões de toneladas de peixes, um milhão e meio de pássaros e 440 mil toneladas de plantas medicinais.
“A venda de pássaros é particularmente importante na América Latina em países como a Costa Rica. E, muitas vezes, é a venda de espécies em perigo de extinção. Uma característica do comércio de vida selvagem é que o lucro vai aumentando à medida que avança pela cadeia criminosa”, disse Sophia May.
“No comércio do marfim quem caça não ganha muito, mas quanto mais perto (o produto) está do consumidor, mais dinheiro faz”, acrescentou.
A obesidade afeta 641 milhões de adultos ou 13% da população mundial adulta e pode chegar a até 20% em 2025 se o ritmo atual da epidemia continuar, mostra estudo divulgado nesta sexta-feira (1º).
“Em 40 anos, passamos de um mundo onde as pessoas obesas são mais do que aquelas que estão com baixo peso”, disse o professor Majid Ezzati, do Imperial College de Londres, que coordenou o estudo divulgado na revista médica britânica The Lancet.
Segundo o estudo, um em cada oito adultos é obeso, número que mais do que duplicou desde 1975 e que deve aumentar para um em cada cinco até 2025.
O trabalho, considerado um dos mais abrangentes feitos até agora, teve como base dados de cerca de 19 milhões de pessoas com 18 anos ou mais, residentes em 186 países.
O coordenador do estudo alertou para a ameaça de uma crise de “obesidade severa” e de doenças provocadas pelo alto teor de gordura, de dietas ricas em açúcar, que provocam aumento da tensão arterial e do colesterol. “Haverá consequências para a saúde de uma magnitude que não sabemos”, afirmou Majid Ezzati.
O trabalho mostra ainda que nos homens a obesidade triplicou de 3,2% da população em 1975 para 10,8% em 2014 (cerca de 266 milhões de pessoas).
Nas mulheres, a obesidade cresceu de 6,4% em 1975 para 14,9% em 2014 (cerca de 375 milhões).
Em 2014, as pessoas mais gordas do mundo viviam nos países da Polinésia e Micronésia, onde 38% dos homens e mais de metade das mulheres são obesos, revela o estudo.
Cerca de 118 milhões dos obesos do mundo vivem nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Irlanda, Austrália, no Canadá e na Nova Zelândia.
No outro extremo, segundo o estudo, o Timor-Leste, a Etiópia e a Eritreia são os países onde vivem as pessoas com menos peso. As informações são da Agência Lusa.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (1º) a 27ª fase da Operação Lava Jato para investigar a prática dos crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Nesta fase, denominada Operação Carbono 14, estão sendo cumpridas 12 ordens judiciais: três mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva em São Paulo (SP), um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Carapicuíba (SP), um mandado de busca e apreensão em Osasco (SP) e três mandados de busca e apreensão, além de um de prisão temporária em Santo André (SP).
Cinquenta policiais estão envolvidos nesta operação. Os presos serão encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, enquanto aqueles conduzidos para depoimentos serão ouvidos na cidade de São Paulo.
Esta fase foi chamada de Operação Carbono 14 em referência a procedimentos usados pela ciência para a datação de itens e a investigação de fatos antigos. As informações são da Agência Brasil.
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos em resolução publicada hoje (1º) no Diário Oficial da União determinou que os preços dos remédios poderá subir até 12,5% a partir desta sexta-feira. A medida atinge mais de 9 mil medicamentos em todo o país.
De acordo com a resolução, o reajuste nos preços dos remédios teve por base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 9 de março de 2016, que acumula variação de 10,36% entre março de 2015 e fevereiro de 2016.
As farmácias e drogarias deverão manter à disposição dos consumidores e dos órgãos de defesa do consumidor as listas dos preços de medicamentos atualizadas, informa a resolução. As informações são da Agência Brasil.
O ministro do STF Luís Roberto Barroso (Foto: Roberto Jayme/UOL)
O ministro do STF Luís Roberto Barroso (Foto: Roberto Jayme/UOL)
Em meio à discussão do processo de impeachment, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o país enfrenta um problema de “falta de alternativa” e comentou em tom crítico a possibilidade de o PMDB assumir o poder. “Quando, anteontem, o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e pensei: Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando”, disse o ministro, em conversa no tribunal com alunos da Fundação Lemann.
A foto do momento em que é selado o desembarque do PMDB do governo tem como figuras principais o ex-ministro Eliseu Padilha – um dos peemedebistas mais próximos do vice-presidente Michel Temer -, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR).
Na conversa com alunos, Barroso afirmou que o problema do país é a “falta de alternativa” na política. “Não tem para onde correr. Isso é um desastre”, afirmou.
A foto do ‘desembarque do PMDB’ comentada por Barroso (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
O ministro não sabia, ao fazer os comentários, que o encontro estava sendo transmitido pelo sistema interno de TV do Supremo, ao qual todos os gabinetes do tribunal têm acesso. Após as críticas, Barroso foi informado que a conversa estava sendo exibida e pediu para que os áudios fossem excluídos.
Barroso também fez comentários sobre o sistema político. “A política morreu, porque nós sistema político que não tem um mínimo de legitimidade democrática, ele deu uma centralidade imensa ao dinheiro e à necessidade de financiamento e se tornou um espaço de corrupção generalizada”, disse o ministro, que emendou “Talvez morreu eu tenha exagerado. Mas ela está claramente enferma. É preciso mudar”.
Crítico ao sistema eleitoral do país, Barroso disse que há um distanciamento entre eleitores e eleitos. “É um sistema em que o eleitor não tem de quem cobrar e o eleito não tem a quem prestar contas, não pode funcionar”, disse, ao falar sobre a eleição por voto proporcional.
Foro
Mais cedo, em palestra a universitários do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Barroso fez críticas ao chamado “foro privilegiado”. “É um desastre para o país e é um mal para o Supremo. O foro por prerrogativa de função deveria alcançar o Presidente da República, o vice-presidente da República, os presidentes de poder e mais quase ninguém”, disse o ministro.
Ele defendeu, conforme já fez em momentos anteriores, a criação de uma vara especializada em Brasília para cuidar dos processos criminais de autoridades que hoje possuem foro perante o STF e perante o Superior Tribunal de Justiça. Atualmente, além dos presidentes de Poder e presidente e vice-presidente da República, uma série de outras autoridades possui a prerrogativa de só ser investigado e processado na área penal pelo Supremo, como deputados, senadores e ministros de Estado.
Barroso afirmou ainda que o modelo de foro privilegiado amplo “estimula a fraude à jurisdição”, citando por exemplo, de forma genérica, casos em que parlamentares renunciam para escapar do julgamento no STF. Dentro das próximas semanas, o Supremo terá de julgar a situação do foro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, ao ser empossado ministro-chefe da Casa Civil, teria suas investigações remetidas ao STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no entanto, enviou parecer à Corte na qual pede a manutenção da posse de Lula, mas a continuidade das investigações na justiça de primeira instância, para evitar efeitos prejudiciais do que chama de “desvio de finalidade” na nomeação do petista.
O ministro também afirmou que o processo de impeachment é um “momento dramático” para o país, independentemente do resultado final, mas defendeu a tolerância nas discussões. “As pessoas deveriam debater ideias sem compulsão de desqualificar as opiniões dos outros. Não precisa dizer que quem pensa diferente é mal-intencionado. (…) Um choque civilizatório no debate público brasileiro faria muito bem a todos”, disse Barroso. As informações são do Estadão.
Foram divulgados na quinta-feira (31) os resultados preliminares da pesquisa de caso-controle sobre microcefalia feita na Paraíba em parceria entre o Governo do Estado, Ministério da Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC). A primeira etapa da pesquisa mostrou, preliminarmente, que a microcefalia atinge mais os bebês de mães que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação.
De acordo com a pediatra e epidemiologista do CDC, Erin Staples, não foi encontrada nenhuma evidência que associe níveis de renda ou escolaridade com a microcefalia, o problema ocorre em classes sociais e níveis escolares variados. O estudo também não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a exposição de produtos como inseticidas.
Mais de 600 mães e bebês foram objetos do estudo. Entre os bebês, 52% são do sexo feminino e 48% do sexo masculino, na faixa-etária de 0 a 7 meses. Erin Staples ainda explicou que a próxima etapa da pesquisa será feita nos Estados Unidos com a análise das amostras de sangue coletadas nas mães e bebês paraibanos. Somente após esta fase, os resultados finais serão divulgados.
O estudo teve início no dia 22 de fevereiro, contando com oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês, com e sem microcefalia na Paraíba. O estudo de caso-controle foi feito por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.
Na ocasião da divulgação dos primeiros resultados, o governador Ricardo Coutinho enfatizou que o Estado foi pioneiro nas pesquisas em relação à microcefalia, buscando dar resposta aos questionamentos da população. “Estamos começando uma caminhada, mas ainda temos que buscar entender o universo de casos onde a zika não se relaciona com a microcefalia. As dúvidas ainda são enormes, nossa expectativa é continuar universalizando o conhecimento, porque a troca de saberes é fundamental para ambas as partes”, disse.
“Esse é um exemplo do que pode ser feito com a união de pesquisadores de diversas partes. Sem o empenho das equipes, nosso estudo não seria possível. Agradeço ao Governo do Estado, às famílias que abriram suas portas para as equipes e permitiram o êxito desta etapa da pesquisa”, ressaltou a representante do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Governo Americano, Amy Dubois. As informações são do G1.
A mentira, mesmo condenada pela maioria das pessoas, é mais comum e corriqueira do que se imagina. O assunto já foi tema de filmes e de histórias famosas, como o caso de Marcelo Nascimento da Rocha conhecido por ter sua vida retratada no livro “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, de Mariana Caltabiano. A história apresenta os golpes e mentiras que ele praticou, um deles – talvez o mais conhecido- quando se passou por herdeiro de uma companhia aérea.
Este caso reflete uma situação mais extrema, mas no dia 1º de abril, conhecido como o Dia da Mentira, pessoas de todo o mundo brincam umas com as outras, pregando peças. No Brasil, a data começou a ser difundida em Pernambuco com a circulação do jornal “A Mentira”, lançado em 1º de abril de 1848, com a falsa notícia do falecimento de D. Pedro I.
Desde então, a data é sempre lembrada, mas nos outros dias do ano é comum convivermos com mentiras, sejam de familiares, amigos, companheiros ou políticos. A psicóloga do Hapvida Saúde, Lívia Vieira, explica que todas as pessoas mentem, seja de forma mais leve ou prejudicial, a pesar da prática ser sempre condenada. “Aprendemos desde cedo a mentir para sermos aceitos no meio social, mentimos para nos auto afirmarmos, para inflar o nosso próprio ego, por conveniência, como estratégia de sucesso, ou para sermos amados e acolhidos”, afirma.
De acordo com a psicóloga, a sociedade tenta fugir do peso das mentiras e intitulou as leves omissões, as que não causam danos, de ‘mentiras brancas’. “Há mentiras em várias áreas da atividade humana como a mentira religiosa, por omissão, a convencional, a política, a conjugal e nas relações sociais”, esclarece.
No entanto, é preciso analisar as mentiras e pontuá-las de acordo com os prejuízos ou danos que possam causar nos relacionamentos pessoais e profissionais, já que pode ser algo patológico. A especialista do Hapvida Saúde explica que além de Síndrome de Münchhausen -que é um transtorno de personalidade-, em estágios graves de depressão, bulimia, anorexia, cleptomania e dependência química, é comum que as pessoas mintam compulsivamente para omitir o seu comportamento.
Por este fator, é preciso saber distinguir a mentira banal da mentira psicopática, como orienta Lívia Vieira. “Os psicopatas mentem sem culpa, mentem friamente e utilizam a mentira como ferramenta de trabalho, um meio de vida. São pessoas que mentem sem motivo, são narcisistas e capazes de tudo para alcançar os seus objetivos”, assegura.
Nos casos em que a mentira toma uma proporção maior ou, mesmo de forma mais branda, incomoda quem está por perto, a recomendação é se afastar. Segundo a psicóloga, é difícil mudar o outro, portanto é uma questão de escolha e livre-arbítrio, e se alguém sente que a mentira o prejudica, o ideal é buscar a sua própria verdade. A partir disso, de acordo com a especialista, é possível distinguir os prejuízos da mentira e agir com sensatez, tendo em vista que nem sempre é preciso entrar em conflitos para resolver problemas deste tipo.
Reeleita para a Assembleia Legislativa da Paraíba, Danielle do Vale agradeceu aos eleitores pela confiança, classificou a vitória como coletiva e prometeu intensificar o trabalho no novo mandato.
A bancada feminina da Assembleia Legislativa da Paraíba crescerá de seis para oito deputadas na próxima legislatura. Três parlamentares foram reeleitas e cinco conquistaram mandato pela primeira vez.
O jornalista Wesley Lino afirmou ter conquistado mais de R$ 250 mil em apostas sobre os resultados das eleições na Paraíba. Segundo ele, os prognósticos foram baseados em pesquisas eleitorais e na análise dos bastidores políticos.