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Com voto contrário de Ricardo Coutinho, PSB aprova posição favorável ao impeachment

Governador Ricardo Coutinho

Com voto contrário do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, a Executiva Nacional do PSB aprovou nessa segunda-feira (11) nota em que orienta voto favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. No documento, o partido considera que a petista cometeu crime de responsabilidade ao descumprir a lei orçamentária e ao editar decreto de aumento de despesas sem autorização do Legislativo.

Na nota aprovada pela Executiva Nacional, o PSB faz uma análise da grave crise política e critica a falta de diálogo do governo com os setores sociais. “Na contramão de como deveria agir, a equipe governante e a própria mandatária dedicam-se, quase que exclusivamente, a promover os meios de se manterem no poder, inexistindo uma estratégia clara para o enfrentamento da crise mais grave de toda a nossa história republicana”, afirma.

Leia a nota na íntegra:

Posição do PSB frente ao processo de impeachment

O Partido Socialista Brasileiro-PSB orienta os membros da sua bancada na Câmara dos Deputados, tanto no âmbito da Comissão processante, como do Plenário, a votarem favoravelmente à abertura do processo de impedimento da Presidente da República, pelas razões expostas a seguir:

O PSB tem se posicionado de forma cristalina perante a sociedade, sua militância e seus dirigentes, diante do país, sobre a instalação de uma crise sem precedentes, que sabidamente antecede o segundo mandato da atual Presidente, mas que encontra nele e particularmente na eleição que lhe deu causa, a sua culminância.

O PSB cumpriu, é bom que se ressalte, o seu papel, ainda no final do ano de 2013, na pessoa do seu então presidente, o Governador Eduardo Campos, que, em nome do Partido, advertiu a Presidente sobre a crise que a sua forma de governar, caracterizada pela baixíssima vocação para o diálogo e a sua política econômica, estavam gerando. Lamentavelmente, não fomos entendidos e nenhuma mudança de rumo foi realizada.

Ao contrário, em lugar de privilegiar o debate de ideias e propostas, a Presidente, então candidata à reeleição, passou a fazer uma campanha agressiva e de desconstrução pessoal de seus adversários como arma eleitoral, escondendo dos eleitores por esse recurso a verdadeira situação do nosso país.

Eleita, a Presidente cuidou de prover à crise novos ingredientes: para espanto de todos, iniciou seu mandato propondo um ajuste fiscal de viés claramente liberal e conservador, que incluiu a diminuição de direitos previdenciários e trabalhistas e cortes nos programas sociais.

Assim procedendo, contrariou o programa de governo que não escreveu, mas que verbalizou fartamente por meio de sua publicidade, evidenciando abruptamente as fragilidades que até então negara. Indiferente às condições precárias de sua reeleição, manteve seu estilo, de falta de disposição para a articulação política – abordagem incompatível com os procedimentos do presidencialismo de coalizão, que o seu partido exacerbava desde sua chegada ao poder, no já longínquo ano de 2003.

No primeiro quadrimestre de 2015 já percebia-se que o cenário de gravidade da crise estava construído. Todos, incluindo os que apoiaram ogoverno, se deram conta da guinada conservadora; a base de apoio parlamentar pressentiu que os tempos mudavam e que o grande arranjo governista corria risco de implosão; os de baixo se deram conta de que Dilma lhes concedeu apenas migalhas do orçamento. Enquanto isto, apenas em 2015 pagou aos bancos 502 bilhões de reais pelo serviço da dívida pública. A queda vertiginosa da popularidade da Presidente e as sucessivas derrotas nas Casas Parlamentares são índice indelével de que se decompunha a governabilidade.

Para os aspectos que envolvem diretamente a vida dos cidadãos e compõem o pano de fundo do processo de impedimento ou “juízo político”, como dizem de forma mais apropriada os hispânicos, o nosso País acumula derrotas sob o comando da Presidente Dilma Rousseff que:

a) tenta sem sucesso por em prática uma política econômica de viés tristemente conservador, que valoriza e beneficia de forma excessiva o setor financeiro, em detrimento da produção, do trabalho e do emprego;

b) sacrifica o futuro do país, ao desmontar a política de ciência, tecnologia e inovação, com que se está destruindo, em pouco tempo, um esforço que até certo ponto vinha sendo bem-sucedido;

c) liquida a indústria nacional, cuja participação no PIB regride a patamares de 50 anos atrás;

d) enfraquece ainda mais a federação, provocando uma grave crise federativa, cujas consequências na prestação de serviços básicos à população já estão muito evidentes;

e) sacrifica a agenda política progressista, ao banir para a condição de verniz de discurso as reformas política, agrária, urbana, federativa e tributária;

f) perde o controle sobre o endividamento, cuja mola propulsora é a recessão que, em campanha, afirmou não existir;

g) sintetiza a impotência política de que fez vítima a si mesma, na afronta que faz ao trabalhador, ao lhe entregar simultaneamente a perda de mais de nove milhões de postos de trabalho e a limitação de direitos trabalhistas, com destaque para o seguro desemprego.

h) igualmente grave é a explosão da dívida pública, que perigosamente, aproxima-se de 3 trilhões de reais, cujo serviço, compromete parcela significativa do orçamento da União.

Diante da rapidez impressionante do aprofundamento da crise, avizinha-se uma ameaça de crise cambial, embora a moeda nacional já esteja bastante depreciada. Além disso, o quadro agrava-se com a recessão pelo segundo ano consecutivo, e previsão para o ano em curso, de pelo menos 4% de queda no PIB.

Com tudo isso, e tantos outros aspectos trágicos dessa crise, seria de supor que o governo devesse colocar em prática uma ampla discussão com os setores sociais, políticos e econômicos, para encontrar saídas capazes de apaziguar a população e encontrar solução para tantos problemas.

Na contramão de como deveria agir, a equipe governante e a própria mandatária dedicam-se, quase que exclusivamente, a promover os meios de se manterem no poder, inexistindo uma estratégia clara para o enfrentamento da crise mais grave de toda nossa história republicana.

Diante deste cenário, a um só tempo de enorme gravidade e completa paralisia política, perguntam-se os brasileiros – o Governo Dilma, a pessoa da Presidente seriam capazes de um derradeiro ato de grandeza política? Teriam a honradez e a humildade de reconhecerem que seu presente faz oposição ao passado que os trouxe à vida pública?

As reiteradas declarações públicas da Presidente respondem a essas perguntas com um sonoro não, muito embora, se compreendessem – Presidente e Governo – a mensagem que lhes chega do povo, se somariam à construção da alternativa política que, ao nosso ver, melhor convém ao Brasil: a convocação de novas eleições para que se possa sanar, de forma pacífica e construtiva, os vícios insofismáveis das eleições de 2014 e o desgoverno que se assenhorou do nosso País.

Neste contexto – completamente diferente do imobilismo a que nos vemos constrangidos no presente momento – a Nação, chamada a participar como protagonista de seu próprio destino e reconciliada por meio de um novo pleito eleitoral, poderia alcançar por certo a coesão social necessária àbusca das soluções para tantas crises, que se acumularam no recente período de governo.

Outro caminho para alcançar a realização de novas eleições seria o julgamento dos processos em tramitação na Justiça eleitoral – TSE, que visa apurar as irregularidades na campanha de reeleição da Presidente.

Ocorre, entretanto, que, nem a Presidente terá a grandeza de antecipar as eleições, conforme vem declarando reiteradamente e tampouco, a curto prazo, o processo do TSE será julgado.

Ademais, a parte desses aspectos de natureza política, constata-se, a partir da simples leitura do parecer do TCU que propõe a rejeição das contas da União e também do parecer do relator da Comissão Processante, na Câmara dos Deputados, que a Presidente da República cometeu crime de responsabilidade ao descumprir a lei orçamentária e ao editar decreto de aumento de despesas sem autorização do Poder Legislativo, descumprindo reiteradamente os incisos II e VI do Art. 85, da Constituição Federal. Decorre, em larga medida, deste fato, o descontrole das finanças públicas, com graves prejuízos a economia nacional.

Em face desta sombria realidade, que se amplia dia a dia pela impotência do Governo para reagir à conjuntura, a dinâmica política impõe ao PSB apoiar o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados. Por óbvio, ressalte-se que esse é um instrumento constitucional e legal, embora extremo, que na impossibilidade da solução política ideal, ou seja, a antecipação de novas eleições presidenciais, passa a ser oficialmente apoiado pelo Partido.

Da Redação, com Portalcorreio

Aposentados e pessoas com mais de 70 anos podem ter dinheiro para sacar do Pasep

Aposentados e pessoas com mais de 70 anos que contribuíram para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) podem ter valores a receber do fundo, que é administrado pelo Banco do Brasil (BB). A informação foi divulgada pelo BB nessa segunda-feira (11). Veja abaixo quem tem direito e como sacar.

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) nos fundos de participação PIS/Pasep, responsável pela gestão das contribuições realizadas pelos trabalhadores até a data da promulgação da Constituição Federal de 1988 mostrou que aproximadamente 15,5 milhões de pessoas contribuíram para o programa naquele período e não têm conhecimento dos créditos que possuem. No caso do Programa de Integração Social (PIS), o agente administrador é a Caixa Econômica Federal.

O Fundo Pasep conta com a participação de cinco milhões de cotistas e valores sob gestão do BB estimados em cerca de R$ 7,2 bilhões. Desse público, 860 mil participantes possuem direito ao saque por terem mais de 70 anos, mas ainda não retiraram o saldo do Principal (as chamadas cotas) do Pasep. No caso do BB, o saldo remanescente do período pré-Constituição de 1988 chega a R$ 2,4 bilhões à espera dos cotistas.

Quem tem direito?

Para saberem se tem direito ao pagamento, os trabalhadores que contribuíram para os fundos PIS/Pasep podem verificar se têm valores disponíveis para saque do Principal do Pasep nas agências do Banco do Brasil, e do PIS na Caixa Econômica Federal. Têm direito ao saque do Principal apenas os cotistas que contribuíram para o PIS ou Pasep até 4 de outubro de 1988 e que ainda não resgataram seus saldos junto ao Fundo PIS/Pasep.

Podem sacar os benefícios os inscritos que possuírem saldo em suas contas individuais e que se enquadrem nas condições de aposentadoria, idade igual ou superior a 70 anos, invalidez (do participante ou dependente), transferência para reserva remunerada ou reforma (no caso de militar), idoso e/ou pessoa com deficiência com direito ao Benefício da Prestação Continuada (BPC), participante ou dependente acometido por neoplasia maligna (câncer), portador do vírus HIV (AIDS) ou doenças listadas na Portaria Interministerial MPAS/MS nº 2998/2001, e ainda por morte do titular, situação em que o saldo da conta será pago aos dependentes ou seus sucessores.

Como sacar

Os trabalhadores inscritos no Pasep devem procurar o Banco do Brasil para o saque do saldo de cotas, apresentando os documentos relacionados no site www.bb.com.br/Pasep, na aba ‘Quando e Como Sacar o Saldo’. Mais informações sobre os números do Fundo podem ser obtidas no Relatório de Gestão do Fundo PIS/Pasep, disponível no link. As informações são do Portalcorreio.

Nova Lei prevê mais possibilidades de ausência justificada do empregado ao trabalho; entenda

A Legislação Trabalhista, através da Lei nº 13.257/2016, publicada no dia 9 de março de 2016, sofreu mais uma modificação que traz alterações para os direitos dos empregados e, como consequência, deveres dos empregadores. O novo texto, ao tratar sobre as políticas públicas para a primeira infância, alterou dispositivos de diversas leis e decretos, dentre esses a Consolidação das Leis do Trabalho. Segundo a advogada trabalhista Vanessa Porto, que informa que alteração se deu especificamente no art. 473 da CLT, “essa lei acrescentou ao dispositivo consolidado as alíneas X e XI, que prevêem que todo empregado tem direito a se ausentar do serviço, sem prejuízo de sua remuneração, no mínimo, por dois dias, para acompanhar consultas médicas e exames complementares de sua esposa ou companheira, e de, no mínimo, um dia por ano, para acompanhar filho de até seis anos em consulta médica”.

Ainda de acordo com a advogada, quando se fala em no mínimo dois dias durante a gravidez e um dia por ano, é porque as convenções coletivas das categorias podem prever período maior que este, o que também precisa ser sempre observado pelo empregador, para que não deixe de aplicar ao seu empregado a norma mais favorável. “Importante frisar que os dispositivos já estão vigorando plenamente, de modo que, se apresentado, pelo empregado, atestado médico de acompanhamento nas situações e prazos mencionados, o empregador deve receber o atestado e computar a ausência como justificada”, ressaltou.

Conforme Vanessa, aos empregados cabe a atenção de apresentar o documento comprobatório sempre dentro do prazo fixado pela empresa ou pela convenção coletiva de sua categoria, já que a apresentação do documento é indispensável para que a ausência não tenha prejuízo salarial.

Além dessas hipóteses, são consideradas, pela CLT, ausências ao serviço sem prejuízo ao salário, o falecimento de cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou dependente de dois dias; licença para casamento de três dias; a licença-paternidade de cinco dias; a ausência para doação de sangue voluntária um dia por ano; o alistamento eleitoral de dois dias consecutivos, ou não; o período para cumprir exigências do Serviço Militar, pelo tempo que se fizer necessário; os dias para realização de exame vestibular com intuito de ingresso em estabelecimento de Ensino Superior; o comparecimento a Juízo pelo tempo que se fizer necessário; a participação em reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro, para os representantes de entidade sindical, também pelo tempo que se fizer necessário. As informações são do Portalcorreio.

Polícias de PE têm mais de 900 vagas em concursos; remunerações chegam a R$ 9 mil

Os Concursos da Polícia Civil e Científica de Pernambuco, com inscrições abertas, ofertam mais de 900 vagas, com remunerações que variam de R$ 3.276,42 a R$ 9.069,81, sendo exigido nível superior dos candidatos. Para a Polícia Civil, estão sendo oferecidas 650 oportunidades, divididas entre os cargos de agente, delegado e escrivão. Confira o edital. Para a Polícia Científica, estão sendo disponibilizadas 316 vagas, em diversas habilitações. Veja o edital.

As inscrições ocorrem até as 23h59 do dia 26 de abril de 2016, mediante preenchimento da ficha no site da empresa organizadora. As taxas de participação variam de R$ 160 a R$ 200.

Os concursos, dependendo do cargo pretendido, serão aplicado nas etapas de prova objetiva, discursiva, prática de digitação, capacidade física, avaliação psicológica, exame médico, investigação social, avaliação de títulos e curso de formação.

As provas objetivas e a prova discursiva serão realizadas nas cidades de Recife (PE) e Região Metropolitana, Caruaru (PE), Serra Talhada (PE) e Petrolina (PE), nas datas prováveis de 12 e 19 de junho de 2016, de acordo com o cargo pretendido.

Os concursos são válidos por dois anos, contados a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período. As informações são do Portalcorreio.

Bancada do PMDB da PB vai votar ‘fechada’ pelo impeachment, acredita Maranhão

Senador José Maranhão

A bancada do PMDB paraibano no Congresso Nacional se reúne está semanas para definir uma posição de como votará no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no próximo domingo (17), no plenário da Câmara Federal. Foi o que revelou o presidente estadual do partido, senador José Maranhão, nesta segunda-feira (11).

Ele participou da solenidade de entrega do título de Cidadania Pessoense à senadora gaúcho Ana Amélia (PP-RS), na Câmara de Vereadores de João Pessoa. Maranhão confirmou que a tendência é que toda a bancada vote pelo impeachment de Dilma no plenário. “Nós não nos pronunciamos ainda sobre a posição que vamos tomar. Mas eu noto que o partido se inclina para isso”, argumentou.

Segundo o senador, ainda no meio da semana, a bancada deve ser reunir para tratar desse tema. “É um assunto da maior importância, da maior gravidade e por isso mesmo queremos tirar uma posição uniforme. Uma posição unânime para nos posicionar nessa questão”, disse.

Por Hermes de Luna

Temer diz que vazamento foi “equívoco”, e que não há novidade

O vice-presidente Michel Temer disse que a gravação feita por ele e divulgada hoje, na qual apresenta propostas que pretende discutir, caso assuma o governo, foi um “equívoco” e que foi em resposta a alguns “companheiros”, que perguntaram a ele se estava preparado para ocupar a Presidência da República.

Segundo Temer, em vez de enviar a mensagem para outro amigo, o áudio foi direcionado a “um grupo que acabou divulgando esta matéria”.

“Eu falava com vários companheiros e, naquele momento, me perguntaram se eu estava preparado para a eventualidade daquilo que viesse a acontecer no próximo domingo, porque, certa e seguramente, se exigiria uma manifestação minha. Eu disse: Olha, até vou fazer o seguinte. Vou gravar aqui uma coisa que eu imagino que eu possa dizer”, disse.

Após o vazamento do áudio, Temer convocou jornalistas para comentar o assunto. Ele afirmou que as teses defendidas, de prestígio aos setores produtivos, manutenção de programas sociais e chamamento dos partidos para uma “salvação nacional” são as mesmas sustentadas por ele ao longo do tempo. “Não estou dizendo novidade”, afirmou. 

Perguntado se o vazamento poderia alterar o resultado da votação do impeachment na Câmara, que deve terminar neste domingo (17), Temer disse que não. Ele  afirmou também que não iria comentar críticas de que é “golpista”, e estaria sentando-se na cadeira antes do tempo. Certas afirmações não merecem, digamos assim, a honra da minha resposta”, disse o vice-presidente.

“Mas reitero que aquilo que disse foi exatamente aquilo que fiz no passado. Continuarei a fazer, dependendo do que acontecer no dia 17 [dia previsto para o impeachment ser votado na Câmara]. E verifiquem, na gravação, que me dirigi respeitosamente ao Senado, dizendo que apesar da eventual decisão que se dê, ainda teremos que cautelosamente aguardar decisão do Senado. Mas ainda que governo continue tal como está, continuarei sustentando as mesmas teses. Não mudei um centímetro do que falei no passado”, disse.

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Eunice comemora resultado da votação no OD que escolheu implantação de indústrias

Eunice acompanhou toda a plenária ao lado do governador Ricardo Coutinho.
Eunice acompanhou toda a plenária ao lado do governador Ricardo Coutinho.
Eunice acompanhou toda a plenária ao lado do governador Ricardo Coutinho.

A pré-candidata Maria Eunice Pessoa (PSB) comemorou o resultado anunciando ao final da 84ª audiência pública do Orçamento Democrático – ciclo 2016, realizada na noite da sexta-feira (08), no ginásio da Escola Técnica Estadual, para as demandas apresentadas pelos participantes de Mamaguape. Como pessoas dos 12 municípios da região, os pedidos em obras e serviços, investimentos para instalação de indústrias ficou como sendo a principal demanda com 374 votos. O esporte e lazer vieram em seguida depois com 372 votos e com 270 votos as pessoas pediram mais investimentos na educação.

A socialista Eunice disse que durante toda a semana foi orientado para que as pessoas participassem dando sua opinião e analisassem os pedidos para indústria, no contexto para geração de emprego e renda. “Temos muito para fazer em nossa cidade, mas temos que ter preocupação como nosso povo. Precisamos da instalação de indústrias que gerem emprego e renda no nosso município e, vínhamos trabalhando e orientando as pessoas nesse sentido”, disse. 

Eunice disse que OD representa o modelo de gestão implantada pelo Partido Socialista Brasileiro – PSB, classificando o evento como sendo “um lugar para cidadania e democracia. “As pessoas entenderam que reivindicar é uma prioridade” acrescentou. 

Para Eunice todos os pedidos apresentados são importantes. Além do Distrito Industrial, no esporte, os participantes de Mamanguape pediram a construção de um Complexo Esportivo, atendendo diversas modalidades. Já no lazer, o pedido foi para a revitalização do Parque Ecológico Bica de Sertãozinho. 

Eunice lembrou as ações que demandaram de pedidos nas edições anteriores do OD, como a Escola Técnica, Conjuntos Nossa Senhora da Penha I e II, Hospital Geral e as obras em andamento da adutora que trará água da barragem de Araçagi, resolvendo o abastecimento d’água em Mamanguape e Rio Tinto.

A pré-candidata destacou os investimentos na ordem de R$ 1 milhão e 800 mil nas obras de asfaltamento que estão sendo feitas na Rodovia PB-057, além de construção de calçamento nas ruas do bairro do Planalto para que seja assegurado o sistema de drenagem que sanarão os problemas de alagamentos apresentado no local. Eunice lembrou que mesmo sendo responsabilidade do município, o governador Ricardo teve a sensibilidade e autorizou a execução do serviço. 

Além do ODE, o governador Ricardo Coutinho que teve agenda corrida na região participou das inaugurações  do Posto de Polícia em Barra de Mamanguape e outro na cidade de Rio Tinto, onde funcionará a base da Patrulha Indígena. Os equipamentos visam contribuir com o trabalho realizado pelos profissionais da área de segurança na região, facilitando a atuação dos policiais. Ricardo ainda entregou a reforma da Escola Estadual de Ensino Fundamental Frederico Lundgren, também em Rio Tinto, e em seguida, inaugurou a pavimentação e drenagem de vias urbanas em Jacaraú.

Da redação

Com assessoria

 

Por 38 a 27, comissão aprova parecer a favor do impeachment de Dilma

Brasília - A Comissão Especial do Impeachment da Câmara dos Deputados aprovou o parecer do relator Jovair Arantes pela admissibilidade da abertura do processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Foram 38 votos a favor e 27 contrários (Wilson Dias/Agência Brasil)
O parecer aprovado na comissão será encaminhado ao plenário da Câmara Wilson Dias/Agência Brasil
O parecer aprovado na comissão será encaminhado ao plenário da Câmara Wilson Dias/Agência Brasil

A Comissão Especial do Impeachment da Câmara dos Deputados aprovou há pouco o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) pela admissibilidade da abertura do processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Foram 38 votos a favor e 27 contrários.

O parecer aprovado será encaminhado ao plenário da Câmara, onde será lido na sessão imediatamente após a votação. A leitura do relatório deve ocorrer amanhã (12) em sessão ordinária da Casa. Posteriormente, a peça será publicada no Diário Oficial da Câmara veiculado na próxima quarta-feira (13).

Após a publicação, 48 horas depois, o parecer entrará na pauta de votações da Câmara, como primeiro item a ser discutido e votado. A previsão, até o momento, é que a discussão seja iniciada na próxima sexta-feira (15). A votação em si deve ocorrer no próximo domingo (17).

Para ser aprovado, serão necessários os votos de dois terços dos deputados, ou seja, 342, dos 513 parlamentares. Se aprovado, o parecer será encaminhado ao Senado, que analisará a admissibilidade do processo em sessão plenária. Se o relatório não obtiver os 342 votos  na Câmara, a denúncia será arquivada.  

Ivan Richard e Iolando Loureço – Repórteres da Agência Brasil

Único da Paraíba com direito a voto, Aguinaldo se inclina pró-Dilma

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

São 65 votos na comissão especial do impeachment, entre eles, o do único paraibano no colegiado, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). Pessoas próximas ao parlamentar dizem que ele tem mantido uma interrogação constante sobre o assunto. Desde que foi denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto recebimento de propina de empreiteiras que mantinham contrato com a Petrobras, Ribeiro tem evitado falar com a imprensa. Em manifestações anteriores, ele, que foi ministro das Cidades no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), se mostrou a favor da petista.

Além de Aguinaldo Ribeiro, dois paraibanos estão na suplência da comissão, que se reúne às 17h, na Câmara dos Deputados. Manoel Júnior (PMDB) já se posicionou a favor do impeachment da presidente. Em conversa com o blog, na manhã desta segunda-feira (11), ele disse que o seu sentimento é o de que a maioria vota pela instalação do processo de impeachment. Ele diz que não acredita que o titular na comissão vá faltar à votação, mas se isso acontecer, ele estará por lá para dar o voto. Manoel Júnior é pré-candidato a prefeito de João Pessoa e diz ter se posicionado a favor do impeachment porque 60% da população é favorável.

O outro paraibano que figura como suplente na comissão especial do impeachment é o deputado federal Wellington Roberto (PR). Ao contrário de Manoel Júnior, à boca pequena, o comentário é que se ele tiver direito a voto, deve ser contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Roberto teria sido contemplado com cargos no governo, negociados pelo ex-presidente e quase ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva. Caso o impeachment vá ao plenário da Câmara dos Deputados, no entanto, dificilmente os defensores conseguirão os 342 votos necessários para autorizar o Senado a abrir o processo.

A menos que haja um fato novo.

via Blog de Suetoni Souto Maior

Mesmo desiludidos, cresce busca dos jovens pelo título para o primeiro voto

O número de jovens que vão votar pela primeira vez este ano já é 43% maior do que em 2014, quando foram eleitos presidente, governadores, senadores e deputados. Segundo levantamento do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), 97.464 jovens de 16 a 18 anos incompletos procuraram os cartórios eleitorais na Paraíba até o último dia 7 para realizar a inscrição eleitoral. Considerado por muitos analistas políticos o momento mais complicado da história recente do país, a simbologia do primeiro voto ganha ainda mais força diante do cenário de crise política e econômica.

Não bastasse os escândalos de corrupção que envolvem políticos e partidos de todas as ideologias, o jovem eleitor também se depara com uma perigosa polarização que divide o país. Embora tudo isso tenha gerado muita confusão na cabeça dos jovens, as estatísticas do TRE mostram que eles não estão alheios e querem participar do processo eleitoral. O aumento de jovens entre 16 e 18 anos incompletos já superou a marca dos 30 mil em relação a 2014. E o prazo só encerra no dia 4 de maio.

Para o cientista político Fábio Machado, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), não é possível diagnosticar se o que está acontecendo no país atualmente favorecerá ou não o processo de conscientização política do jovem. “Desde 1988, este é o período mais grave que o país atravessa, pela correlação de força e o quadro de crise econômica. A principal preocupação é o fato de que esses jovens estão entrando na vida cidadã em meio a uma grave crise constitucional”, avalia.

O descrédito do jovem nas instituições preocupa o especialista, que alerta para a falta de confiança dos eleitores nos atores políticos. “A democracia só é possível se existirem instituições políticas fortes e consolidadas e também quando os eleitores acreditam nas suas lideranças. Quando não tem uma coisa nem outra, você fica num cenário caótico e difícil”, ressalta Machado.

E é assim, sentindo-se no meio do caos, que a estudante Tainá Araújo, de 18 anos, se insere no processo eleitoral. Ela não esconde a decepção com a política e confessa que se sente confusa em relação ao cenário atual. “Se eu pudesse, não votaria esse ano, mas como não tenho opção, vou fazer com responsabilidade. Procurar um candidato limpo e que tenha compromisso com a educação”, disse. Já o estudante Danilo Lima, de 15 anos, poderia adiar o primeiro voto, mas faz questão de exercer seu direito. “Decidi votar porque quero mudar meu país, começando pela minha cidade”, disse. Danilo já terá completado 16 anos até o dia das eleições, por isso, pôde realizar a inscrição eleitoral.

Independente da falta de crédito com as estruturas partidárias, o cientista político Fábio Machado ressalta a importância de provocar a consciência política nos jovens. “O engajamento dos jovens também podem acontecer a partir das ações da sociedade civil. A política não é só feita de partidos, o jovem tem um largo campo para se engajar. O próprio movimento estudantil, que já foi tão forte, projetos sociais. Isso traz consciência política a qualquer cidadão”.

Número de jovens de 15 a 18 anos que tiraram o título
Eleições de 2012 – 58.042
Eleições de 2014 – 68.062
Eleições de 2016 – 97.464 (até o dia 7 de abril)

Inscrição eleitoral vai até 4 de maio
Só na última semana de março, o TRE-PB levou 5.961 jovens cidadãos paraibanos, com idade entre 16 e 18 anos incompletos, aos cartórios eleitorais para realizar a inscrição eleitoral. O número superou em quase mil o número de inscrições eleitorais realizadas na primeira semana da campanha Jovem Eleitor.

Para o presidente do TRE-PB, desembargador José Aurélio da Cruz, a adesão mostra que os jovens paraibanos estão motivados a participar de forma expressiva das Eleições 2016. “Eles são importantes para renovação do cenário eleitoral brasileiro”, ressaltou.

A inscrição eleitoral segue até o dia 4 de maio. Essa data também é o último dia para o eleitor requerer transferência de domicílio ou para o cidadão que mudou de residência dentro do município pedir alteração no seu título eleitoral e também para o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida solicitar sua transferência para seção eleitoral especial (Lei nº 9.504/1997).

Por Larissa Claro, do Jornal da Paraíba

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