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quinta-feira, 15 outubro 2026
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Votação do impeachment na Câmara: perguntas e respostas

A Câmara dos Deputados dará início nesta sexta-feira (15) à sessão em que os parlamentares vão decidir se o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff será ou não aberto. A reunião deve se estender por todo o fim de semana. Veja como ela vai funcionar.

– Quando começa a sessão da votação?
A discussão do processo no plenário da Câmara vai começar às 8h55 da sexta (15), segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A votação está prevista para a tarde de domingo (17).

– É preciso um quórum específico para a abertura? E para a votação?
Sim. O quórum mínimo para o início da sessão é de 51 deputados. Já para a votação, é preciso maioria absoluta, ou seja, mais da metade da Casa (257 deputados).

– Quanto tempo ela pode durar?
A expectativa é que a sessão dure 3 dias e que a votação avance pela noite de domingo (17). Não existe um prazo limite para o término da votação.

– Quanto tempo cada deputado terá para se manifestar?
Na sexta, cada um dos 25 partidos terá uma hora para se manifestar. Os líderes poderão indicar até 5 deputados para falar dentro do tempo determinado. A ordem das falas será da legenda com maior bancada para a menor. Os líderes também poderão discursar em todas as sessões – o tempo varia de 3 a 10 minutos e será proporcional ao tamanho da bancada.

No sábado, será aberta sessão para manifestação individual de deputados – a ordem será por inscrição e cada um terá 3 minutos para falar. Serão alternados discursos a favor e contra o processo de impeachment. O relator do processo, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), pode falar após cada orador ou optar por se pronunciar ao final de todas as manifestações. Deputados poderão apresentar requerimento pedindo o encerramento da discussão após a fala de quatro deputados.

– A defesa da presidente poderá se manifestar?
Sim. Na sexta, a sessão começa com a fala dos autores do pedido de impeachment e, logo depois, a defesa poderá falar por 25 minutos. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, é quem deve fazer a defesa de Dilma.

– A votação será aberta ou fechada?
A votação será aberta. Cada parlamentar será chamado pelo nome e terá 10 segundos para anunciar o voto (a estimativa, contando os deslocamentos e pequenos discursos, no entanto, é de uma média de 30 segundos de duração para cada parlamentar).

– Qual vai ser a ordem de votação dos deputados?
A chamada será iniciada com deputados do Sul e terminará com deputados do Norte. A legislação que trata do impeachment prevê que “a votação nominal será feita pela chamada dos deputados, alternadamente do Norte para o Sul ou vice-versa, observando-se que os nomes serão anunciados em voz alta por um dos secretários”. Com isso, os deputados do Rio Grande do Sul serão os primeiros a serem chamados. A decisão, no entanto, gera polêmica, já que governistas dizem que Eduardo Cunha quer gerar um clima “pró-impeachment” até o posicionamento de parlamentares do Norte e Nordeste, onde o governo, em tese, tem mais apoio. A votação do impeachment de Fernando Collor, em 1992, ocorreu por ordem alfabética, independentemente da região.

– O presidente da Câmara pode votar?
Sim. Eduardo Cunha deve votar. No impeachment de Collor, o então presidente da Câmara Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) também votou.

– Quantos votos são necessários para que o processo siga para o Senado?
Ao menos 342 deputados (dos 513), ou seja, dois terços da Casa, precisam votar favoralmente ao impeachment.

Da redação, com G1

Projeto “Legião Urbana XXX Anos” chega a João Pessoa

Imagem ilustrada
Imagem ilustrada

Um repertório conhecido, uma energia renovada. Essa é a promessa do projeto “Legião Urbana XXX Anos”, que está rodando o Brasil em uma viagem saudosista que aporta no dia 25 de maio em João Pessoa.  O projeto revive os maiores hinos da banda mais icônica do rock brasileiro no Espaço Cultural, em um show-tributo destinado especialmente aos fãs da Legião Urbana.

Com Dado Villa-Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria), integrantes da formação original, a apresentação relembra os grandes momentos da banda que acabou junto com a morte do vocalista Renato Russo, em 1996. No ano passado, eles receberam uma proposta da Universal Music para lançar uma Edição Especial do primeiro disco da banda, lançado em 1985, também chamado de “Legião Urbana”.

Surgia então o projeto “Legião Urbana – XXX anos” que, além de trazer o disco original remasterizado, vem com um outro disco, contendo algumas pérolas e raridades cuidadosamente guardadas nos cofres da gravadora. O processo de mexer com todas essas fitas, de ver aquelas fotos, de ler aqueles textos e, principalmente, de ouvir aquelas primeiras versões das músicas exatamente como elas foram criadas, foi emocionante, segundo a banda. Tanto que acabou despertando a vontade do Dado e do Bonfá de estar juntos tocando de novo.

Dessa vontade surgia uma segunda ideia: a de chamar alguns amigos e montar um show para tocar o primeiro disco na íntegra. Mas, para evitar erros ou mal-entendidos, sempre deixando claro que não existe possibilidade alguma de “volta” da Legião Urbana.

Os shows são divididos em duas partes: na primeira parte o primeiro disco na ordem original, e na segunda parte alguns dos clássicos da banda junto a cantores e cantoras convidados. “Uma das nossas maiores alegrias é confirmar que as canções da Legião influenciam as pessoas até hoje, motivando meninos e meninas a pegar um instrumento e fazer suas músicas. Acho que vocês vão gostar e se surpreender tanto quanto a gente!” , adiantou Dado.

Acompanham Dado e Bonfá no palco: na segunda guitarra Lucas Vasconcellos (Letuce), no baixo Mauro Berman (Cabeza de Panda e Marcelo D2) e nos teclados Roberto Pollo (Cirque du Soleil). Quem vai dividir os vocais com o público será o ator e cantor André Frateschi. Não será a primeira vez do André junto aos integrantes da Legião, já que ele costumava acompanhar Dado, Renato e Bonfá quando tinha 10 anos na turnê de 1985, na dobradinha entre a banda e a peça de teatro “Feliz Ano Velho”, protagonizada na época pela sua mãe, a atriz Denise Del Vecchio.

Da redação, com MaisPB

Brasil foge da Alemanha e pega grupo fácil na Rio-2016

© Reprodução/Twitter Sorteio Grupos Futebol Rio 2016
© Reprodução/Twitter Sorteio Grupos Futebol Rio 2016

Da ESPN Brasil 

A seleção brasileira masculina deu sorte no sorteio dos grupos do futebol nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Já a equipe feminina não teve a mesma fortuna.

O Brasil fugiu da Alemanha, adversária que goleou o escrete nacional por 7 a 1 na última Copa do Mundo, e jogará com África do Sul, Iraque e Dinamarca na fase de grupos do masculino.

O técnico Dunga, que comandará a equipe sub-23 do Brasil no torneio, acompanhou o sorteio dos grupos, que foi realizado no Macaranã.

A estreia será contra os sul-africanos, em 4 de agosto, às 16h (horário de Brasília), no Mané Garrincha. Três dias depois, novamente na capital, o time de Dunga encara o Iraque, às 22h. Por fim, enfrenta os dinamarqueses no dia 10 de agosto, na Fonte Nova, em Salvador, às 22h.

A competição masculina terá quatro grupos, com os dois melhores de cada chave avançando para as quartas de final.

Já para as mulheres, o caminho será bem mais tortuoso. O time feminino terá que pegar as fortes China e Suécia, com a África do Sul sendo o único adversário mais fácil da chave.

O primeiro jogo será contra as asiáticas, dia 3 de agosto, às 16h, no Estádio Olímpico Nílton Santos, no Rio de Janeiro. Três dias depois, será dia de encarar as suecas, às 22h, novamente no Engenhão, fechando a fase de grupos no dia 9, às 22h, em Manaus.

No torneio feminino, os três líderes de cada chave avançam para a próxima fase, com o melhor segundo colocado completando as semifinais.

VEJA TODOS OS GRUPOS:

TORNEIO MASCULINO

  • Grupo A
  • Brasil
  • África do Sul
  • Iraque
  • Dinamarca
  • Grupo B
  • Suécia
  • Colômbia
  • Nigéria
  • Japão
  • Grupo C
  • Fiji
  • Coreia do Sul
  • México
  • Alemanha
  • Grupo D
  • Honduras
  • Argélia
  • Portugal
  • Argentina

TORNEIO FEMININO

  • Grupo E
  • Brasil
  • China
  • Suécia
  • África do Sul
  • Grupo F
  • Canadá
  • Austrália
  • Zimbábue
  • Alemanha
  • Grupo G
  • Estados Unidos
  • Nova Zelândia
  • França
  • Colômbia

Terremoto atinge o sul do Japão e derruba prédios

Um forte tremor de terra, de magnitude 6,4 na escala Richter, atingiu hoje (14) o sudoeste do Japão, na prefeitura de Kumamoto, onde se localizam várias centrais nucleares, anunciou a agência meteorológica japonesa.

Não foi ativado alerta de tsunami. Segundo a cadeia de televisão NHK, o abalo foi mais forte do que o sentido em 11 de março de 2011, que provocou níveis de destruição catastróficos, incluindo um acidente nuclear na Central de Fukushima.

O terremoto ocorreu a dez quilômetros de profundidade, com epicentro na ilha de Kyushu.

O serviço de trem de alta velocidade foi interrompido e a NHK mostrou imagens de edifícios parcialmente danificados e pessoas nas ruas, mas até agora não há relato de vítimas.

Situado na junção de quatro placas tectônicas, é no Japão que se verificam cerca de 20% dos terremotos mais fortes no mundo.

Da Agência Lusa 

Reitoria da UFPB será definida no 2º turno

A chapa 2, encabeçada pela atual reitora e candidata a reeleição, Margareth Diniz, e a chapa 1, liderada pelo professor Luiz Júnior, foram as duas mais votadas na eleição realizada nesta quarta-feira (13) e passara para o 2º turno. A definição da reitoria da UFPB para o quadriênio de 2016 a 2020 só deve acontecer em uma nova votação no dia 27 de abril. 

Até 1h41 desta quinta-feira (14), quando as apurações foram paralisadas, a chapa formada por Margareth Diniz e Bernadina tinha recebido mais de 47% dos votos proporcionais, enquanto a chapa de Luiz Junior e Terezinha atingiu mais de 28%. As outras duas chapas que concorriam à vaga alcançaram 14% (Zé Neto e Ivonaldo) e aproximadamente 9% (Valdiney Gouveia e Viviany).

A apuração dos votos deve ser retomada nesta quinta-feira (14), quando serão computados os votos do campus de Bananeiras e o restante do campus de João Pessoa, que foi feito em cédula. A estimativa da Comissão Eleitoral da UFPB era de que mais de 41,9 mil pessoas, entre servidores, professores e alunos da UFPB, votassem na quarta-feira.

Da Redação, com G1PB

Dilma autoriza ‘pílula do câncer’, mas Anvisa diz que lei pode colocar população em risco

A lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética, sancionada nesta quinta-feira (14) pela presidente Dilma Rousseff, pode colocar a população brasileira em risco sanitário porque libera a utilização de uma substância que não passou por nenhum tipo de teste capaz de assegurar sua segurança e eficácia. A avaliação é do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa.

O médico sanitarista lembrou que a agência vinha manifestando, de forma reiterada, grande preocupação em relação à lei. O texto, publicado no Diário Oficial da União, autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com câncer e define a permissão como de relevância pública. Segundo a publicação, a opção pela utilização voluntária da substância não exclui o direito de acesso a outras modalidades de tratamento contra o câncer.

“Agora, com essa lei, vai poder ser vendida, comercializada e distribuída uma substância que não estará sujeita à fiscalização sanitária. Quem vai garantir que o que tem dentro da cápsula é mesmo fosfoetanolamina, na quantidade que está escrita na caixa? Quem vai impedir que sejam falsificadas e produzidas, por pessoas inescrupulosas, cápsulas com farinha colocadas numa caixa que diga que é fosfoetanolamina? Vai ter bula? Se sim, a bula vai poder afirmar que a pessoa deve parar a quimioterapia?”, questionou o diretor da Anvisa.

Para Jarbas Barbosa, os riscos representados pela legislação recém-sancionada são tremendos por colocar a fosfoetanolamina sintética fora do ambiente regulatório brasileiro, que vinha sendo construído desde 1970 e culminou, em 1999, na criação da agência. Jarbas disse lamentar a sanção e garantiu que o órgão vai estudar juridicamente manobras capazes de fazer com que o dano à saúde das pessoas seja minimizado.

“Eu tenho o maior respeito pelo Congresso Nacional, mas ele não é capaz de fazer uma análise técnica. E a autorização de um medicamento tem que ser feita por meio de uma análise técnica com base na ciência e em informações. O Congresso tem uma visão política porque é um órgão político. É por isso que, em nenhum lugar civilizado e em nenhum país desenvolvido, é o Congresso Nacional quem autoriza o uso do medicamentos”, afirmou Jarbas Barbosa.

De acordo com a lei, a ingestão da fosfoetanolamina sintética, conhecida popularmente como pílula do câncer, poderá ser feita por livre escolha do paciente, que precisa ter um laudo médico que comprove o diagnóstico e assinar um termo de consentimento e responsabilidade. Apesar de a posse e o uso da substância estarem autorizados, mesmo sem registro na Anvisa, os laboratórios só poderão fazer a produção, manufatura, importação, distribuição e prescrição da fosfoetanolamina sintética mediante permissão da agência.

A autorização de uso da fosfoetanolamina sintética estabelecida pelo texto é de caráter excepcional, enquanto estiverem sendo feitos estudos clínicos acerca da utilização da substância.

Da Redação, com Agência Brasil 

Inscrições para o Enem serão abertas dia 9 de maio

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 serão abertas às 10h do dia 9 de maio e terminarão às 23h59 do dia 20 do mesmo mês. As provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. A taxa de inscrição será de R$ 68, valor maior que os R$ 63 cobrados no último exame. As datas foram anunciadas hoje (14), pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante

Uma das novidades deste ano é que o estudante poderá pagar a taxa de inscrição em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios. Até o ano passado, a inscrição era paga apenas nas agências do Banco do Brasil. A taxa pode ser quitada até o dia 25 de maio, às 21h59. Para aumentar a segurança e evitar fraudes, nesta edição de 2016 será colhida a impressão digital dos candidatos.

Fraude zero

A coleta poderá ocorrer no primeiro ou no segundo dia da aplicação do exame. “É uma das fraudes que identificamos, um fazer a prova pelo outro. É fraude zero”, disse Mercadante.

A partir do Enem de 2016, os estudantes isentos de pagar a taxa de inscrição que não compareceram às provas em 2015, sem justificar a ausência, perdem a isenção. A regra havia sido anunciada no ano passado e publicada em portaria.

O ministro Aloizio Mercadante disse que a expectativa é que não haja um crescimento expressivo no número de inscritos em relação ao ano passado. A estimativa para esse ano, segundo Mercadante, é de cerca de 8 milhões de inscritos. “Vamos fazer um esforço de divulgação muito grande para chegar a 8 milhões de participantes e divulgar o aplicativo Hora do Enem”, disse.

Por Yara Aquino

Berzoini diz que Governo tem mais de 200 votos para barrar impeachment na Câmara

Ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini
Ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini
Ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini

Depois de partidos como o PP e o PRB oficializarem a saída do governo e o apoio ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o governo ainda acredita que terá votos suficientes para derrubar o processo no próximo domingo (17), e dar início a uma nova base de governo que dê governabilidade para os próximos passos.

O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, disse que o governo está preocupado não apenas com a votação de domingo, mas também em “dar estabilidade ao país.  A gente sabe que vários partidos da base têm hoje um tensionamento interno grande. Nós estamos trabalhando na fase de reta final, é deputado por deputado, caso por caso”, disse. Segundo ele, Dilma tem feito um “corpo a corpo” e procurado deputados que querem ouvir a sua opinião e seus argumentos.

Para discutir o assunto, a presidenta se reuniu no início da tarde de ontem (13), com líderes partidários e ministros do seu governo, inclusive do PMDB, partido que saiu da base aliada no último dia 29 de março. Participaram do encontro deputados que têm feito defesa aguerrida do mandato dela, como Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Sílvio Costa (PTdoB-PE), além dos peemedebistas Marcelo Castro (Saúde), Helder Barbalho (Portos) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues (PR).

De acordo com Berzoini, o Planalto busca demonstrar que o pedido de impeachemnt é improcedente com base em argumentos, e não com “toma lá, dá cá”. Ele repetiu as defesas do governo de que Dilma não cometeu crime de responsabilidade e que o relatório de Jovair Arantes (PTB-GO) aprovado pelos deputados que compõem a comissão do impeachment na segunda-feira (11) politizou um exame que é “fundamentalmente de mérito”.

“A conversa com o Congresso é absolutamente direta, transparente, no sentido de mostrar que nós não podemos brincar com a democracia, e que é hora de ter um juízo absolutamente desprovido de paixões. Não se trata de gostar ou não do governo, de apoiar ou não a presidenta, trata-se de cuidar da democracia, que é um bem fundamental de todo povo brasileiro”, afirmou Berzoini.

O ministro defendeu também que a decisão de domingo, no plenário da Câmara,  não deve se transformar em uma “eleição indireta” sem a participação do povo. Após o encontro, a presidenta fez um discurso em que propôs um “grande pacto” e “diálogo nacional” com todos os seguimentos da sociedade, caso o impeachment seja derrotado.

“Estamos convencidos que teremos no domingo número suficiente para barrar o golpe e criar as condições para construir uma nova base de governo, capaz de dar governabilidade no momento seguinte. Na nossa avaliação, a base hoje é superior a 200 votos sendo trabalhada de maneira muito rigorosa e criteriosa pelas lideranças”, disse Berzoini.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani, também esteve no Palácio do Planalto. Na terça (12), Pansera disse que os três ministros do PMDB que têm mandato de deputado vão se licenciar dos cargos para participar da votação. Segundo Berzoini, o retorno deles não é apenas para garantir os votos, mas para fazer, a partir de amanhã (14), um enfrentamento político sobre a questão.

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Rômulo Gouveia anuncia rompimento com o governo Dilma e apoio ao impeachment da presidente

Deputado federal Rômulo Gouveia declarou voto favorável ao impeachment
Deputado federal Rômulo Gouveia declarou voto favorável ao impeachment
Deputado federal Rômulo Gouveia declarou voto favorável ao impeachment

A sua decisão, segundo Rômulo, foi externada ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab

O deputado federal Rômulo Gouveia, presidente estadual do PSD na Paraíba, em carta pública, anunciou sua decisão de romper com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

No conteúdo, Rômulo fala que o Brasil vive momento histórico e decisivo  para o seu futuro e que sua indecisão deve-se a necessidade de ouvir amigos e o povo sobre o processo de afastamento da presidente.  “Assim, depois de ouvir amigos, aliados e ver membros do meu partido acompanhar a decisão de impedimento da presidente, entendi que devo fazer o mesmo”.

A sua decisão, segundo Rômulo, foi externada ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. 

O partido continua reunido na tarde desta quarta-feira (13) para tomar se posicionar sobre o processo de impeachment da presidente. A decisão deve ser anunciada amanhã.

Confira Carta de Rômulo 

Carta ao povo brasileiro e aos irmãos paraibanos

Nos últimos dias o país tem vivido momentos históricos e decisivos para o seu futuro. Este é um momento de decisão, que exige de seus representantes serenidade para poder optar entre um futuro de união ou de novas turbulências.

Minha indecisão até agora se deve porque não poderia se posicionar sobre o processo de impeachment sem antes ouvir: ouvir a comissão formada na Câmara Federal para apurar o tema, ouvir o meu partido, ouvir os prefeitos que me apóiam, ouvir os amigos e, principalmente, ouvir o povo.  Dividi minha preocupação com aqueles que me conduziram a esta Casa e a maioria dos prefeitos e amigos ecoaram o que vem das ruas.  Após estes dias de observação e sofrimento, não posso deixar sem resposta aqueles que acreditam, acompanham e torcem pelo meu mandato. Por isso, hoje venho antecipar que votarei favorável ao processo de impeachment em andamento nesta Casa.

Fiquei a vontade para tomar esta decisão ao ver meu líder partidário, Rogério Rosso, que presidiu com competência a Comissão do Impeachment, acompanhar a decisão da maioria dos deputados que se debruçaram sobre o processo.

Assim, depois de ouvir amigos, aliados e ver membros do meu partido acompanhar a decisão de impedimento da presidente, entendi que devo fazer o mesmo.

Por lealdade e gratidão, por todas as ações que fez pela Paraíba, como as parcerias para as obras da Lagoa em João Pessoa, o Complexo Aluizio Campos em Campina Grande, novas habitações na Paraíba e obras de infraestrutura executadas no estado pelo Ministério das Cidades, tive a dignidade de procurar meu amigo, presidente partidário e ministro, Gilberto Kassab, para comunicá-lo da minha decisão e espero que ele entenda.

Não posso negar a minha história política. Desde da época em que militei no movimento estudantil, até hoje, sempre lutei pelo avanço da democracia.
Todos sabem que nunca acompanhei as eleições do PT para presidência, sempre estive em meu Estado do lado oposto, mas por questões partidárias dei sustentação a governabilidade desta gestão.

Fui surpreendido nos últimos dias com a nomeação de uma amiga para a Delegacia Regional do Trabalho, mesmo tendo encaminhado, em nome do partido, ao Governo Federal um documento, antes de todo este processo de impeachment, com a decisão de não ocupar espaços na administração. A súbita nomeação aconteceu em um momento estratégico para o governo, mas nunca tratei minhas posições políticas com moeda de troca e este não seria o momento para iniciar esta prática comum para alguns.

Os que acompanham minha atuação política sabem que meu principal objetivo são os interesses da Paraíba e por isso é constante a minha busca por investimentos para o estado. Na companhia de prefeitos, vereadores e secretários, sempre busquei destravar obras e investimentos, apresentando pleitos que os paraibanos precisam. Neste momento, é bom esclarecer que a aplicação de recursos da União em ações na Paraíba, seja por liberação de emendas ou por atendimento a pedidos, são medidas republicanas que devem ser executadas como obrigações constitucionais e não como favores pessoais, obedecendo a aplicação dos deveres de cada ente federativo e poderes constituídos.

Espero, que com a aprovação do impeachment neste domingo, o Brasil possa estabelecer um governo de coalizão para que possamos retornar ao crescimento.  O país irá precisar da união daqueles que hoje estão nas ruas para fortalecer a nação e assim voltarmos ao crescimento, ao desenvolvimento, ao trabalho e a uma economia sólida.

Acredito na capacidade, equilíbrio e serenidade do vice-presidente Michel Temer para poder garantir ao Brasil o retorno da unidade e crescimento. Com seu conhecimento nacional, sei que Temer terá condições de traçar estratégias para que o mundo volte a acreditar no Brasil e para que os brasileiros voltem a ter dias melhores.

Este impeachment não é promovido por um agente político, mas pelo povo, por isso não poderia ficar na contramão dos que anseiam dias melhores.

Rômulo Gouveia, 13 de abril de 2016

Wilson Filho anuncia postura favorável ao impeachment de Dilma

No início do mês, deputado chegou a declarar que não via crime contra a presidente Dilma
No início do mês, deputado chegou a declarar que não via crime contra a presidente Dilma
No início do mês, deputado chegou a declarar que não via crime contra a presidente Dilma

Ele justificou que como líder do PTB, não poderia tomar uma posição contrária a do partido.

O deputado federal Wilson Filho (PTB) foi mais um parlamentar paraibano a se manifestar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Ele justificou que como líder do PTB, não poderia tomar uma posição contrária a do partido.

“Nós tomamos a decisão e o PTB vai dizer sim ao impeachment”, disse.

Já confirmaram votar a favor do afastamento de Dilma, os deputados Benjamin Maranhão (SD), Pedro Cunha Lima (PSDB), Efraim Filho (DEM), Manoel Júnior (PMDB), Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), Hugo Motta (PMDB) e Rômulo Gouveia (PSD).

Ontem, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), que defendia a permanência de Dilma no poder, anunciou a saída do seu partido da base do governo e o posicionamento favorável ao impeachment.

Os deputados Luiz Couto (PT) e Damião Feliciano (PDT) votam com Dilma. Já Wellington Roberto (PR) ainda não se definiu.

Da redação

Com Blog do Gordinho

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