Leão podia empatar, mas cedeu uma derrota por 1 a 0 no tempo normal e desperdiçou três pênaltis
O Campinense está vivo na luta pelo bicampeonato da Copa do Nordeste. Após vencer o Sport por 1 a 0 neste domingo – devolvendo o placar da vitória do Leão na última quarta-feira, a Raposa de Campina Grande fez 3 a 1 na disputa dos pênaltis e garantiu a classificação para a final do torneio.
Rodrigão marcou o gol durante a etapa regulamentar, que foi amplamente dominada pelo time paraíbano. Nos pênaltis, Joésio, Jussimar e Chapinha converteram. Tiago Sala perdeu, mas o Sport desperdiçou com Luiz Antônio, Renê e Johnathan Goiano. Só Diego Souza converteu para o Leão da Ilha.
Campeão da Copa do Nordeste em 2013, o Campinense terá como adversário o Santa Cruz, que neste domingo eliminou o Bahia na Arena Fonte Nova.
A primeira partida da final acontecerá no próximo dia 27. A grande decisão será no dia 1 de maio. Por ter melhor campanha no geral, o Campinense decidirá a Copa do Nordeste no Estádio Amigão.
DRAMA E FESTA NO ESTÁDIO AMIGÃO
Muitos passes errados, poucas chances claras. Assim foi o primeiro tempo no Amigão. Precisando da vitória, o Campinense foi superior ao Sport, assim como no jogo de ida, na Ilha do Retiro. Pela direita, Roger Gaúcho deu muito trabalho aos defensores do Leão, mas não teve o capricho no último passe para que a meta de Danilo Fernandes fosse ameaçada. O centroavante Rodrigão foi quem levou mais perigo, em chutes de fora da área que saíram rente às traves.
O Sport, por sua vez, voltou a apresentar um futebol fraco. Mesmo com cinco jogadores de meio-campo, o time de Falcão correu atrás do adversário. Além disso, o Leão da Ilha não encaixou nenhum contra-ataque. Gledson foi para o intervalo sem ser exigido.
Na volta do intervalo, o Campinense seguiu insistindo no ataque pela direita, e foi recompensado. Nas costas de Renê, Jussimar chegou à linha de fundo e cruzou na segunda trave. Rodrigão, bem posicionado, escorou para o fundo da rede: 1 a 0, placar que, persistindo até o fim, levava a decisão para os pênaltis.
E foi o que aconteceu. O Campinense ensaiou uma pressão sobre o Sport, que conseguiu segurar o ímpeto do time mandante, que não teve uma grande chance de marcar o segundo gol, que seria o da classificação.
Enquanto o Campinense buscava o gol, o Sport parecia conformado com o empate – e a consequente decisão por pênaltis. O técnico Falcão segurou a última substituição para colocar o ídolo Magrão no lugar de Danilo Fernandes aos 45 minutos da segunda etapa.
FICHA TÉCNICA
CAMPINENSE 1 (3) X (1) 0 SPORT
Data-hora: 17/04/2016, às 16h
Local: Estádio Amigão, em Campina Grande (PB)
Árbitro: Charles Hebert Cavalcante Ferreira (AL)
Assistentes: Rodrigo Guimarães Pereira (SE) e Eric Nunes Costa (SE)
Renda/Público: R$ / pagantes
Cartões amarelos: Tiago Sala, Roger Gaúcho (CAM); Samuel Xavier, Luiz Antônio, Lenis (SPO).
Cartão vermelho: Não houve.
Gols: Rodrigão (1-0, 16’/2ºT).
CAMPINENSE: Gledson; Fernando Pires, Joezio, Tiago Sala e Danilo; Negretti, Magno, Filipe Ramon (Adalgiso Pitbull, Intervalo) e Roger Gaúcho (Chapinha, 37’/2ºT); Raul (Jussimar, 12’/2ºT) e Rodrigão – Técnico: Francisco Diá.
SPORT: Danilo Fernandes (Magrão, 45’/2ºT); Samuel, Oswaldo Henriquez, Matheus Ferraz e Renê; Ronaldo, Serginho, Lenis (Johnathan Goiano, 17’/2ºT), Luiz Antônio e Mark Gonzalez (Vinícius Araújo, 32’/2ºT); Diego Souza – Técnico: Paulo Roberto Falcão.
Brasília- DF- Brasil- 17/04/2016- Manifestação da população contra o impeachment da Presidente Dilma, na Esplanada dos Ministérios.Foto:Sônia Baiocchi/ Câmara dos Deputados
Manifestantes favoráveis ao governo protestam nas proximidades da Esplanada dos Ministérios
Estimativas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) indicam que cerca de 25 mil pessoas ocupam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta tarde. São 18 mil favoráveis aoimpeachment da presidenta Dilma Rousseff e 7 mil contrários ao impedimento. A Polícia Militar também informou que apreendeu barras de ferro, garrafas, estiletes, canivetes, tesouras e facas.
Cerca de 4 mil profissionais fazem a segurança dos manifestantes que acompanham a votação do impeachment na Câmara dos Deputados. O grupo a favor da permanência de Dilma Rousseff ocupa o lado esquerdo do Congresso Nacional (sentido de quem desce a Esplanada) e usa o Teatro Nacional como ponto de concentração. O grupo pró-impeachment ocupa o lado direito da Esplanada, tendo o Museu da República como ponto de encontro.
Vista geral da área destinada ao protesto pró impeachment da presidente Dilma Rousseff
As duas zonas para manifestantes estão separadas por um corredor de 80 metros de largura por um quilômetro de comprimento, que vai da Catedral ao Congresso Nacional. O corredor tem trânsito exclusivo das forças de segurança e é protegido por policiais militares encarregados de impedir que um grupo invada o espaço reservado ao outro.
A sessão da Câmara dos Deputados para votar a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta da República começou pontualmente às 14h de hoje (17). Para que o processo seja aberto e siga para o Senado são necessários votos de dois terços dos 513 deputados da Casa, ou seja, 342.
17/04/2016- Brasília- DF, Brasil- Sessão especial para votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República. Na foto,Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados
A poucos minutos do início da votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o painel da Câmara registra a presença de 501 deputados dos 513 que compõem a Casa. O plenário está quase lotado e parlamentares seguram cartazes com dizeres favoráveis e contrários ao impeachment.
Alguns deputados estão enrolados em bandeiras do Brasil e muitos deles usam uma fita verde e amarela em volta do pescoço, que se tornou um símbolo dos defensores do impeachment.
Enquanto isso, do lado de fora do plenário, no Salão Verde, senadores de partidos de oposição aproveitam para conversar coma imprensa sobre a agilidade que pretender dar à tramitação doimpeachment no Senado, caso a abertura do processo seja aprovada pelos deputados.
Cerca de 10 deputados que votarão hoje participaram da votação que aprovou o impeachmentdo ex-presidente Fernando Collor, em 1992.
Brasília- DF- Brasil- 10/03/2015- Vice-presidente Michel Temer fala à imprensa após reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu mais um pedido de abertura de processo deimpeachment contra o vice-presidente Michel Temer. O novo pedido foi protocolado ontem (16) pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O parlamentar alega que o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff deve ser analisado ao mesmo tempo que um processo contra Temer. Lopes aguarda que a liminar seja concedida ainda hoje, antes da votação sobre o processo contra Dilma.
“O governo da nação pode sair das mãos de quem foi democraticamente eleito pelo povo, indo para as mãos de uma pessoa que está sendo acusada de ter cometido exatamente os mesmos crimes. Não pode haver, em nenhuma situação possível e imaginável, risco maior para o povo brasileiro”, afirmou o deputado.
O mandado de segurança protocolado por Reginaldo Lopes é relatado pelo ministro Marco Aurélio. No dia 5 de abril, o ministro determinou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitasse pedido de abertura de processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer.
O pedido foi protocolado pelo advogado Mariel Marley Marra, de Minas Gerais. De acordo com o advogado, há indícios de que o vice-presidente cometeu crimes de responsabilidade. O advogado tinha feito o mesmo pedido à Mesa da Câmara dos Deputados, mas a abertura foi rejeitada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na semana passada, sete dos 25 partidos com representação na Câmara dos Deputados indicaram nomes para compor a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment de Temer.
Após a decisão de ministro, a Mesa da Câmara dos Deputados recorreu à Corte e alegou que Temer não pode responder por crime de responsabilidade, porque sempre assumiu a Presidência da República eventualmente, na ausência da presidenta. Na semana passada, a Câmara apresentou primeiro recurso contra decisão do ministro.
Os advogados da Câmara também argumentam que o vice-presidente não pode ser responsabilizado pelos decretos que assinou sobre abertura de créditos suplementares. Segundo eles, Temer apenas deu continuidade às “iniciativas da presidente”.
17/04/2016- Brasília- DF, Brasil- Sessão especial para votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República.Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados
Líderes partidários iniciaram há pouco a discussão sobre o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na sessão da Câmara dos Deputados que votará processo. Antes, o relator da Comissão Especial do Impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), reapresentou os principais pontos de seu parecer, favorável ao impedimento da presidenta.
Os 25 líderes de partidos com representação na Casa poderão fazer considerações e orientar suas bancadas para a votação. O primeiro líder a falar foi o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), porque o partido tem a maior bancada da Casa.
Em seguida, o líder do PT, que tem a segunda maior bancada, deputado Afonso Florense (BA) foi à tribuna. O terceiro a usar a palavra foi o líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA).
O tempo de cada liderança é proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara. O último a falar será o líder do PMB, Wellington Prado (MG).
O banco BMG liderou, pelo terceiro mês seguido, o ranking de reclamações de clientes contra instituições financeiras, informou na última sexta-feira (15) o Banco Central (BC). Em março, o BMG registrou índice de 61,93, bem distante do Itaú (11,16), que ficou em segundo lugar, e da Caixa Econômica Federal (9,56), na terceira posição.
Para fazer o ranking, as reclamações são divididas pelo número de clientes da instituição financeira que originou a demanda e multiplicadas por um milhão. Assim, é gerado o índice, que representa o número de reclamações de cada banco para cada grupo de um milhão de clientes.
Pelos dados do BC, o BMG tem mais de 2,3 milhões de clientes, o Itaú, cerca de 60 milhões, e a Caixa, acima de 78,9 milhões. Em março, o número de reclamações consideradas procedentes pelo BC contra o BMG ficou em 148. No caso do Itaú, 673, e da Caixa, 755.
No total, o BC recebeu em março 3.289 reclamações procedentes. A principal reclamação, com 352 casos, envolve a oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada. Em seguida, ficaram as queixas (346) relacionadas a irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito. Em terceiro lugar (260), outras irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços.
Em nota, a Caixa disse que faz revisa permanentemente seus serviços, produtos e atendimento, para garantir a satisfação de seus clientes. “A redução de reclamações, assim como o aumento da solução em todos os canais, internos e externos, são prioridades do banco”, diz a nota que acrescenta que as manifestações dos clientes são subsídios para a melhorar e modernizar todos os processos do banco.
O Itaú também se posicionou sobre o ranking do Banco Cenral e disse que as reclamações de seus clientes são essenciais pra aprimorar os serviços que oferece. “Todas as manifestações de nossos clientes são objeto de nossa melhor atenção e representam oportunidades de melhorias. Continuaremos trabalhando nessas oportunidades para reduzir reclamações e aumentar a satisfação de nossos clientes”, disse o banco, em nota.
Procurado, o BMG ainda não se posicionou sobre o ranking de reclamações do BC.
Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República
Data: 15/04/2016Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Processos sofridos por João Goulart (esquerda) e Fernando Collor voltaram à tona (Foto: Arte/UOL)
Processos sofridos por João Goulart (esquerda) e Fernando Collor voltaram à tona (Foto: Arte/UOL)
Uma das principais discussões sobre o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff refere-se a um termo: golpe. Em 1964, a palavra foi usada quando João Goulart foi retirado do comando do país. Há, porém, quem defenda que o que acontece hoje não é uma ação golpista, mas o legítimo processo de impeachment, tal qual o que Fernando Collor sofreu em 1992.
Com a ajuda de historiadores e cientistas políticos, o UOL resgatou esses dois momentos históricos do país para avaliar seus pontos-chave e tentar entender o momento que vive o Brasil.
Era considerado golpe?
Jango – sim, porque o presidente foi retirado de seu posto de forma ilegal, com os militares assumindo o governo em seguida.
Collor – não, porque as denúncias de corrupção, a perda de apoio no Congresso e as manifestações das ruas tornaram o governo insustentável.
Dilma – o governo chama de golpe por não haver crime de responsabilidade; a oposição considera que o impeachment está previsto em lei e há argumentos para depor a presidente.
O que pesou contra cada governo?
Jango – ter a “pecha de comunista”, proposta de reformas que desagradavam setores da sociedade, Congresso hostil.
Collor – inflação alta, confisco da poupança, denúncias de corrupção envolvendo o governo, falta de apoio político.
Dilma – desemprego em alta, inflação fora da meta, pedaladas fiscais, denúncias de corrupção envolvendo membros ligados ao governo.
Como se portaram as forças políticas?
Jango – Brizola e aliados quiseram resistir, mas ele temia uma guerra civil e desistiu de reclamar pelo cargo.
Collor – PMDB, PT e PSDB se uniram e foram fundamentais na instalação e condução dos trabalhos na CPI que investigou Collor.
Dilma – Foi abandonada pelos partidos da base aliada (PMDB, PP, PRB, PSD) e até por seu vice-presidente.
Collor – Movimentos civis, partidos políticos, empresários.
Dilma – Movimentos civis, partidos políticos, empresários.
O vice que quase não assumiu
Considerado “esquerdista” e “comunista”, João Goulart foi impedido de assumir a Presidência da República quando Jânio Quadros renunciou ao cargo, em agosto de 1961.
Para Jango assumir, foi feito um acordo entre lideranças militares e parlamentares, que fizeram o Congresso mudar o regime político do país de presidencialista para parlamentarista, o que foi revertido em referendo em 1963.
Em 1964, a tensão aumentou quando Jango –enfraquecido pelos problemas econômicos e sob pressão de opositores e da opinião pública– apoiou marinheiros e fuzileiros navais que contrariaram ordens de seus superiores no episódio conhecido como a Revolta dos Marinheiros.
Dias depois, um movimento militar, iniciado em Juiz de Fora (MG), começou o que terminaria com a tomada do poder pelos militares. “Efetivamente, um presidente foi retirado de seu posto de forma ilegal e, em seu lugar, os militares assumiram”, recorda a professora de Ciência Política da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Liliam Furquim.
O “novo”
Apresentado aos eleitores brasileiros pela mídia como “caçador de marajás” e “guardião da moralidade”, o governador de Alagoas em 1989, Fernando Collor, surgiu como candidato à Presidência da República por um partido nanico, o PRN (Partido da Reconstrução Nacional, atual PTC – Partido Trabalhista Cristão).
Até então desconhecido da maior parte da população, Collor foi ganhando cada vez mais a preferência do eleitorado ao proferir discursos contra a corrupção e a alta inflação, que era de 1.782,85%. Mas tudo mudou quando Collor assumiu. Como primeira medida de seu governo, sua equipe econômica anunciou o confisco dos valores nas cadernetas de poupança dos brasileiros.
Perdendo apoio popular, Collor também começava a ficar sem força política dentro do Congresso à medida que apareciam denúncias de corrupção em seu governo. Uma CPI foi instalada e levou ao processo de impeachment. Em 29 de dezembro de 1992, por 76 votos a 3, os senadores afastaram Collor em definitivo da Presidência, deixando-o inelegível por oito anos.
“O impeachment do Collor veio com a sensação de uma grande execução, mas também foi uma prova de maturidade política da sociedade”, analisa Marcos Antonio da Silva, professor do departamento de história da USP. “O processo se deu dentro das regras da Constituição. No entanto, Collor foi absolvido [em 1994 e 2014] das acusações pelo STF”, recorda Lilian.
E hoje?
Se há certeza entre os acadêmicos sobre a realização de um golpe em 1964 e sobre a constitucionalidade do processo de impeachment em 1992, o mesmo não se pode dizer sobre fatos que estão em andamento. “Uma das grandes dificuldades é realizar a seleção daquilo que pode servir de fonte ao analista”, explica historiador e professor do departamento de história da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Sobre 2016, um dos fatores que explicam a dificuldade para se ter uma definição sobre o momento liga-se a “deficiências reais das leis e da postura do Judiciário, fazendo que as avaliações variem conforme as opiniões polarizadas”, avalia o cientista político Fábio Reis, professor emérito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). “Os próprios ministros do STF se manifestam agora de maneira divergente sobre o assunto. Alguns simplesmente repetem que o impeachment é previsto na Constituição. Outros destacam que a Constituição fala de crime, o que abre a possibilidade de que, não havendo crime caracterizado com clareza, o impeachment redunde em golpe.”
A professora da FGV Lilian Furquim ressalta que “o direito não é uma ciência exata e está aberto a interpretações”. “Diante disso, temos uma divisão a respeito do que é ou não crime de responsabilidade. A meu ver, temos todos os elementos, inclusive jurídicos, para o impeachment ocorrer.”
Para a professora de Ciência Política Vera Chaia, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, a crise política do país é decorrência das dificuldades encontradas pela presidente desde o início do segundo mandato, em 2015. “Dilma sofre uma oposição enorme desde o período eleitoral. Tem uma oposição que não aceitou perder as eleições, falando de fraude nas urnas. E a composição do Congresso foi muito diferente, um ‘Congresso BBB’, de Bala, Bíblia, e Boi. E a aliança com o PMDB, que já vinha de eleições anteriores, não deu certo. É difícil pensar em um governo funcionando assim.”
Um outro ponto contribui para a crise atual, segundo Lilian Furquim: a Operação Lava Jato, “que passa a revelar um esquema muito bem organizado de uso de recursos públicos para pagamento de propina”. “No epicentro do esquema, está o PT.” Para a professora, as revelações obtidas pela operação acabam deteriorando a imagem do partido e, por consequência, da própria presidente.
‘Sistema moribundo’
Já Nicolazzi, da UFRGS, aponta uma situação caracterizada por um governo de caráter popular, “mas que não quis ou não encontrou os meios para implementar as reformas estruturais que realmente transformariam a sociedade”. Isso teria tornado o governo “refém de um moribundo sistema de coalizão partidária, que modificou radicalmente sua agenda social e o afastou das suas bases políticas históricas”.
Chaia avalia que o julgamento do governo Dilma é político. “Eu acredito nos juristas que dizem que não existe condição para impeachment. Ela não roubou, não esteve envolvida em escândalos. Aí, é um golpe político, que está sendo preparado desde a eleição.”
Além da crise política, o que preocupa os acadêmicos é o futuro. “É um clima de muita radicalidade, que não sei como vai terminar”, avalia a professora da PUC-SP. “E o que ninguém discute é um projeto para o país, não se questionam mecanismos de empoderamento para consolidação da soberania do eleitor”, diz Francisco Uribam Xavier, da UFC (Universidade Federal do Ceará). “A situação é extremamente apavorante para a política do Brasil. Não sei o que vai restar disso. Sem democracia, é o caos”, pontua Marcos Antonio da Silva, da USP.
Silvio Santos disse que não sabe qual é o seu sexo (Foto: SBT)
Após ser alvo de protestos nas redes sociais, Silvio Santos será processado por homofobia. A polêmica teve início no último domingo (10/4), quando o chefão do SBT afirmou que o filho do cantor Leonardo, João Guilherme Ávila, parecia “uma bichinha” na novela Cúmplices de um Resgate. O processo foi, então, movido pelo Grupo Gay da Bahia.
O presidente da entidade, Marcelo Cerqueira, afirmou ao Correio que “Silvio Santos é intriscamente homofóbico.” Cerqueira disse que processará o dono do SBT por danos morais e homofobia. “Silvio influencia muita gente. Esse tipo de atitude promove a discrimanação”, contou o presidente do grupo.
“Ele (o Silvio) não tem licença poética para falar do biotipo, jeito ou opção sexual de quem quer que seja”, afirmou Cerqueira. Para Cerqueira, Silvio humilhou o garoto na frente de “milhões de pessoas”.
Questionado qual era o valor da ação, Cerqueira disse que o Grupo não pede dinheiro. “Apenas queremos que ele se desculpe e reconheça seus erros. Isto já nos bastaria”, completou.
https://youtu.be/zQZdcV5jUVM
Polêmicas Não é a primeira vez que Silvio se envolve em polêmicas por causa de declarações. No Teletondo ano passado, o apresentador perguntou à atriz Julia Olliver, de 11 anos, o que ela queria ser quando crescesse. Quando Julia respondeu “atriz e apresentadora”, Silvio retrucou: “Mas com esse cabelo?!”. Na ocasião, internautas consideraram a fala racista.
O número de vagas ocupadas por cargos comissionados nos municípios da Paraíba aumentou 35,1%, nos últimos 10 anos. Em 2005 eram 15.102 funcionários contratados de forma comissionada. Já em 2015, esse número aumentou para 20.404 pessoas. Os dados fazem parte da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (15).
A pesquisa mostra que, no total, os municípios paraibanos, em 2015, tinham 175.187 pessoas ocupando cargos na administração direta e indireta, por vínculo empregatício. Em 2005 esse número era de 126.629 pessoas, ou seja, teve um aumento geral de 38,5%.
Segundo o IBGE, em 2015, do total de cargos contabilizados, 103.916 (59,2%) são estatutários, 46.634 (26,6%) são sem vínculo permanente, 20.404 (11,6) são de cargos comissionados e 4.168 (2,4) por meio da Consolidação de Leis Trabalhistas (CLT). Nestes 10 anos, segundo a pesquisa, nenhum estagiário foi contratado para ocupar cargos na administração pública dos municípios paraibanos.
O maior aumento entre os setores foi em cargos sem vínculo permanente, que passou de 27.085 no ano de 2005 para 46.634 no ano passado tendo um aumento percentual de 72,2%. Os cargos estatutários aumentaram 29,5% nos últimos 10 anos, pois em 2005 eram 80.267 pessoas, conforme a pesquisa divulgada pelo IBGE.
O único setor que teve baixa foram os que possuem vagas por meio de CLT, que caiu 0,2%, passando de 4.275, em 2005, para 4.168 no ano passado.
Os candidatos a deputado estadual e federal apoiados pelos ex-prefeitos Elias Costa e João Ribeiro somaram 5.173 votos em Jacaraú, superando os 4.221 votos obtidos pelos candidatos apoiados pelo prefeito Márcio Aurélio. A diferença de 952 votos fortalece a oposição e amplia as discussões sobre o cenário político para a sucessão municipal de 2028.
Realizada pelo PT da Paraíba com o governador Lucas, em parceria com diversos partidos aliados, a plenária contou com a presença do governador Lucas Ribeiro, do senador eleito João Azevêdo, da presidente estadual do PT e deputada estadual reeleita Cida Ramos, além de deputados e deputadas eleitos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado.
Hervázio Bezerra agradeceu a votação recebida em Tavares, onde foi o quarto deputado estadual mais votado com 317 votos. O parlamentar destacou o apoio dos eleitores e de lideranças políticas durante a campanha.