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Ricardo Coutinho classifica votação do impeachment como “farsa e golpe”

O governador Ricardo Coutinho disse, por meio do seu Twitter, que condena o que ele classifica como “farsa e golpe” o processo de impeachment aprovado, na noite de domingo (17), pela Câmara dos Deputados.

Segundo as postagens, o governador disse que o que houve na sessão de votação foi uma “encenação dos deputados”.

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Ainda segundo o governador, o combate a corrupção só será realizado caso o processo seja conduzido por agentes públicos sem envolvimento com a corrupção.

Veja abaixo as postagens do governador:

Foto: Ricardo Coutinho publicou postagens no Twitter
Créditos: Reprodução/Twitter

Do Portal Correio 

Ossada humana é encontrada enterrada em Cuité de Mamanguape

Ossada humana foi encontrada em plantação
Ossada humana foi encontrada em plantação
Ossada humana foi encontrada em plantação

Uma ossada humana foi encontrada, durante a noite de domingo (17), dentro de uma plantação de macaxeira no município de Cuité de Mamanguape, Litoral Norte paraibano, a 71 km de João Pessoa.

Segundo o agente Daniel, da Polícia Civil em Mamanguape, a ossada foi encontrada por cachorros do agricultor dono da plantação. No local, os cachorros teriam começado a cavar a terra quando encontraram os restos humanos.

“O agricultor nos acionou quando os cachorros dele acharam os ossos. Fomos ao local, junto com o Instituto de Polícia Científica (IPC), e constatamos que os ossos são humanos. O próximo passo é analisar os ossos, ver registro de pessoas que estavam desaparecidas nos últimos seis meses para tentar identificar a vítima”, contou o policial.

Por Halan Azevedo, do Portal Correio

Pelo menos cinco estados e o DF iniciam hoje vacinação contra a gripe

A vacinação contra a gripe começa hoje (18) no Distrito Federal e em pelo menos cinco estados – Espírito Santo, Bahia, Goiás, Pará e Pernambuco. É preciso ficar atento porque, em muitas localidades, apesar do anúncio da antecipação, nem todos os grupos de risco serão atendidos neste momento. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, para todos os grupos, começa oficialmente no dia 30 em todas as cidades do país.

No Distrito Federal, recebem a dose esta semana crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto e trabalhadores da saúde da rede pública e privada, totalizando 295 mil pessoas. A vacinação será feita em todos os centros de saúde, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Já no Espírito Santo, a orientação da Secretaria de Saúde é que apenas gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto e trabalhadores da saúde procurem os postos neste primeiro momento da campanha. Eles representam 13,55% do total de pessoas a serem vacinadas contra gripe em todo o estado.

Na Bahia, serão imunizados já a partir de hoje todos os grupos prioritários – idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores da saúde, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, indígenas, pessoas com doenças crônicas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que estão sob medidas socioeducativas.

Em Goiás, a previsão é que 167 municípios comecem a vacinar todos os grupos de risco esta semana. No último dia 12, a campanha foi iniciada em 79 municípios localizados nas Regionais de Saúde Central (com sede em Goiânia), Entorno Sul (sede em Aparecida de Goiânia), Pirineus (sede em Anápolis) e Estrada de Ferro (sede em Catalão).

No Pará, a Secretaria de Saúde informou que, após ter recebido 50% das doses previstas, distribuiu o quantitativo para 81 dos 144 municípios do estado para que os postos façam a aplicação em todos os grupos de risco a partir de hoje. A expectativa é que as demais doses sejam entregues até o dia 22 de abril, quando os 63 municípios restantes que ainda não iniciaram a distribuição.

Em Pernambuco, esta semana, serão imunizados apenas profissionais de saúde. Esta primeira etapa vai até sexta-feira (22). A partir do dia 25, a vacinação será liberada para os demais grupos prioritários. Até o momento, o estado recebeu 538.160 doses da vacina (24% do total).

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina da gripe é contraindicada para pessoas com alergia ao ovo ou a qualquer outro componente da fórmula e para aqueles que apresentaram reação anafilática em dose anterior. Em caso de doenças agudas febris moderadas ou graves, é recomendado adiar a vacinação até a resolução do quadro.

Por Paula Laboissière

Wagner diz que decisão da Câmara ameaça ‘interromper democracia’

Ministro de Dilma afirmou confiar em senadores, que analisarão processo
Ministro de Dilma afirmou confiar em senadores, que analisarão processo

O ministro chefe do gabinete da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, afirmou na noite deste domingo, por meio de nota, que a aprovação pela Câmara da continuidade do processo de impeachment ameaça “interromper 30 anos de democracia”. Para o ministro, o processo é um ‘”retrocesso” e uma “página triste virada pelos deputados”. Ele também disse confiar nos senadores, que deverão analisar o caso a partir de agora.

A Câmara alcançou às 23h08 deste domingo, os 342 votos necessários para que tenha prosseguimento no Senado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os senadores podem agora manter a decisão dos deputados e instaurar o processo ou arquivar as investigações, sem analisar o mérito das denúncias.

“Foi um retrocesso a instauração de processo de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Rousseff, eleita por 54 milhões de votos e sem nenhum processo e crime de responsabilidade. De modo que a decisão da Câmara dos Deputados ameaça interromper 30 anos de democracia no país”, afirmou Wagner na nota.

“Digo que é um retrocesso porque se trata de um impeachment orquestrado por uma oposição que não aceitou a derrota nas últimas eleições, e que não deixou a presidenta governar, boicotando suas iniciativas e a retomada do desenvolvimento do país”, completou.

“Foi uma página triste virada pelos deputados que concordaram com argumentos frágeis e sem sustentação jurídica do relatório do deputado Jovair Arantes.”

Na nota, o ministro também afirma acreditar que o Senado possa “observar com mais nitidez” as acusações contra a presidente. “Caberá ao Senado processar e julgar a presidente Dilma, que continua no cargo até o final do julgamento. Confiamos nos senadores e esperamos que seja dada maior possibilidade para que ela apresente sua defesa, e que lhe seja aplicada justiça”, diz o texto.

Veja a íntegra da nota:

Foi um retrocesso a instauração de processo de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Rousseff, eleita por 54 milhões de votos e sem nenhum processo e crime de responsabilidade. De modo que a decisão da Câmara dos Deputados ameaça interromper 30 anos de democracia no país.

Caberá ao Senado processar e julgar a presidente Dilma, que continua no cargo até o final do julgamento. Confiamos nos senadores e esperamos que seja dada maior possibilidade para que ela apresente sua defesa, e que lhe seja aplicada justiça. Acreditamos que o Senado, que representa a federação, possa observar com mais nitidez as acusações contra a presidenta, uma vez que atingem também alguns governadores de estado.

Foi uma página triste virada pelos deputados que concordaram com argumentos frágeis e sem sustentação jurídica do relatório do deputado Jovair Arantes.

Digo que é um retrocesso porque se trata de um impeachment orquestrado por uma oposição que não aceitou a derrota nas últimas eleições, e que não deixou a presidenta governar, boicotando suas iniciativas e a retomada do desenvolvimento do país.

Os deputados fecharam os olhos às melhorias dos últimos 12 anos, aos avanços, à inclusão social, índices históricos de crescimento econômico e à redução da pobreza.

Do G1, em Brasília

Decisão sobre impeachment é “vitória da democracia’, diz Aécio

Senador do PSDB publicou mensagem em sua página no Facebook
Senador do PSDB publicou mensagem em sua página no Facebook

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, disse neste domingo (17), em mensagem publicada em sua página no Facebook, que a decisão da Câmara dos Deputados de autorizar o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, é “uma vitória da democracia.”

“Essa vitória é, em primeiro lugar, do povo brasileiro, de todos os que foram às ruas para colocar limites em um governo que perdeu todos os limites. E também é uma vitória da democracia. Porque o impeachment está previsto na nossa Constituição exatamente para que o povo possa se defender dos governos que não respeitam a lei”, diz o texto publicado pelo senador.

O senador tucano foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições presidenciais de 2014.

Aécio afirmou ainda que o momento por que passa o país é “grave” mas que a admissibilidade do processo de impeachment representa “um passo importante para o Brasil superar suas dificuldades.”

O senador prevê, na mensagem, que o país tem “dias difíceis pela frente”, mas que “ao nosso lado está a Constituição e a solidez das nossas instituições.” De acordo com ele, os brasileiros favoráveis à saída da Dilma precisam devem manter-se mobilizados, agora, para garantir que o impeachment seja aprovado no Senado. 

“A luta ainda não acabou. É preciso manter a mobilização nas ruas e no Congresso. O pedido de impeachment agora chega ao Senado, e mais uma vez a força dos brasileiros haverá de fazer a diferença. Vamos dar ao Brasil uma nova chance! Pelo impeachment constitucional da presidente da República e por um Brasil diferente, honrado e decente”, disse Aécio.

Do G1, em Brasília

Saiba quem votou contra e a favor do impeachment de Dilma na Câmara

17/04/2016- Brasília- DF, Brasil- Sessão especial para votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República.Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados
17/04/2016- Brasília- DF, Brasil- Sessão especial para votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República. Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados
Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

Os 513 parlamentares que compõem a Câmara dos Deputados decidem sobre a abertura ou não do processo de impeachment da presidenta. Se aprovado, o processo ainda precisa ser analisado pelo Senado Federal.  Na última quinta-feira (14), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, reviu o rito a ser adotado no Plenário sobre a ordem de votação. A chamada dos estados será a seguinte: Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas. Dentro de cada estado, a chamada de deputados será feita por ordem alfabética.

Veja aqui o voto de cada deputado federal 

Da Agência Brasil

Impeachment de Dilma ainda precisa passar pelo Senado; saiba como vai funcionar

Com o sinal verde dado neste domingo (17) pela Câmara dos Deputados para abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o futuro do mandato presidencial está agora nas mãos dos 81 senadores.

Nesta segunda-feira (18), o processo será enviado ao Senado e no dia seguinte (19) lido no plenário da Casa. Ainda na terça-feira, os líderes partidários deverão indicar os 42 parlamentares que vão compor a comissão que analisará o assunto no Senado, com 21 titulares e 21 suplentes. A comissão tem prazo de 48 horas para eleger o presidente e o relator. Por causa do feriado de 21 de abril, nesta quinta-feira, isso deverá ocorrer somente na segunda-feira (25).

Os integrantes da comissão especial serão definidos conforme a proporcionalidade dos partidos ou dos blocos partidários. A partir daí, o colegiado terá dez dias para apresentar um relatório pela admissibilidade ou não do processo de impeachment. O que ainda não está claro é se são dias corridos ou dias úteis. O parecer será votado na comissão e independentemente do resultado também será apreciado pelo plenário do Senado. Em ambos os casos, a votação será por maioria simples.

Afastamento

Caso aprovada a admissibilidade do processo pelo Senado, o que deve ser decidido entre os dias 10 e 11 de maio, a presidenta Dilma Rousseff será notificada e afastada do cargo por um prazo máximo de 180 dias, para que os senadores concluam o processo. O vice-presidente da República, Michel Temer, assume o posto. Mesmo se for afastada, Dilma manterá direitos como salário, residência no Palácio da Alvorada e segurança. Nesse período, ela fica impedida apenas de exercer suas funções de chefe de Estado.

Saiba Mais

Instrução processual

Nesta etapa, o processo voltará à comissão especial para a fase de instrução. É aí que a presidenta terá até 20 dias para apresentar sua defesa. A comissão analisará todos os elementos para o impedimento e a defesa de Dilma Rousseff. Também serão juntados documentos, provas, mas, para isso, não há prazo definido em lei.

Um novo parecer com as conclusões, com base no que for reunido, será votado na comissão especial e no plenário da Casa, também por maioria simples. Se aprovado mais esse parecer a favor do impeachment, o julgamento final do processo será marcado. A sessão, no Senado, será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Nessa última votação, feita apenas no plenário do Senado, é preciso dois terços dos votos para que o impedimento seja aprovado. Ou seja, 54 dos 81 senadores.

Dúvidas

O processo de impeachment de Dilma Rousseff chega ao Senado em meio a uma série de dúvidas sobre o que determina a legislação e o regimento interno a respeito de prazos processuais.

Até terça-feira (19), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deverá reunir os líderes dos partidos e consultar o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, sobre o rito do processo na Casa. A opinião de Lewandowski é considerada fundamental para que o rito não seja questionado judicialmente por partidos. A expectativa é que a partir daí o calendário de tramitação no Senado sofra alterações.

O próprio início da participação do presidente do STF no julgamento é motivo de dúvidas. Em 1992, o ministro Sydney Sanches, que presidiu a condução do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, assumiu o comando do processo no Senado a partir de sua admissibilidade. Agora, a avaliação é que o presidente do Supremo lidere o processo apenas no dia do julgamento.

Outra dúvida diz respeito a composição da comissão que avaliará previamente a admissibilidade do processo. Ainda não está definido se o presidente e o relator da comissão serão designados, como tradicionalmente, respeitando a maior bancada, ou se haverá eleição.

O prazo que a comissão teria para apresentar um relatório e votá-lo também é motivo de questionamentos. Diferentemente da Câmara, que considerou 10 sessões plenárias, a previsão em lei é de dez dias no Senado. Não está claro, entretanto, se serão contados dias corridos ou úteis.

Por Karine Melo

Câmara aprova abertura de impeachment de Dilma

17/04/2016- Brasília- DF, Brasil- Sessão especial para votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República.Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou neste domingo (17) a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A votação atingiu os 342 votos favoráveis necessários para dar continuidade ao processo de afastamento da presidenta.

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) deu o 342º voto pelo andamento do impeachment, que agora será analisado pelo Senado Federal. Trinta e seis deputados ainda não votaram. O quórum no painel eletrônico do plenário da Câmara registra 511 parlamentares presentes na sessão. Até o placar que definiu a abertura do impeachment, 127 deputados votaram “não” e seis se abstiveram. Dois parlamentares não compareceram. 

A votação

A sessão de hoje foi aberta às 14h pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após manifestações do relator da Comissão Especial do Impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), de líderes partidários e representantes da minoria e do governo, a votação começou por volta de 17h45.

Os deputados foram chamados a votar de acordo com ordem definida no regimento interno da Câmara, da região Norte para a Sul do país. O primeiro a votar foi o deputado Abel Galinha (DEM-RR), que disse “sim” ao impeachment.

A discussão do parecer sobre a abertura de processo de impeachment de Dilma, que antecedeu a sessão de hoje, começou na última sexta-feira (15), durou mais de 43 horas ininterruptas e se tornou a mais longa da história da Câmara dos Deputados.

Histórico

Antes de chegar ao plenário, na Comissão Especial do Impeachment, o relatório de Arantes pela admissibilidade do processo foi aprovado com placar de 38 votos favoráveis e 27 contrários. O pedido de impeachment, assinado pelos juristas Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Hélio Bicudo, foi recebido por Cunha em dezembro de 2015. 

O pedido teve como base o argumento de que Dilma cometeu crime de responsabilidade por causa do atraso nos repasses a bancos públicos para o pagamento de benefícios sociais, que ficaram conhecidos como pedaladas fiscais. Os autores do pedido também citaram a abertura de créditos suplementares ao Orçamento sem autorização do Congresso Nacional como motivo para o afastamento da presidenta.

Collor

Na votação do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, estiveram presentes 480 dos 503 deputados que compunham a Câmara na época. O placar na ocasião foi de 441 votos favoráveis ao impeachment, 38 contrários. Houve 23 ausências e uma abstenção.

Por Iolando Lourenço

Líder do governo: derrota é provisória e situação pode ser revertida no Senado

Derrota é provisória, e situação pode ser revertida, diz José Guimarães
Derrota é provisória, e situação pode ser revertida, diz José Guimarães

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), acaba de admitir a derrota do governo na votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Guimarães, a derrota é “provisória”, e o governo tem ainda a chance de reverter a situação no Senado com a ajuda das ruas.

“Perdemos porque os golpistas foram mais fortes. Reconhecemos a derrota, mas de cabeça erguida. Estamos firmes, e este país vai se levantar contra esses golpistas que não têm voto, e muito menos condições de governar o país”, disse o líder do governo.

Guimarães adiantou que a estratégia dos governistas será, em um primeiro momento, concentrar esforços no Senado, e, com a ajuda do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, acionar também o Judiciário.

“Os golpistas venceram aqui na Câmara, mas a luta continua nas ruas e no senado, que pode corrigir essa ação dos golpistas que foram capitaneados por aqueles que não têm autoridade moral para falar em ética”, afirmou Guimarães. Para o deputado, reconhecer essa derrota provisória não significa dizer que a luta terminou. “A guerra não terminou. Vamos agora discutir o mérito no Senado Federal.”

“Nossas expectativas são de que o país se levante e continue a lutar. Não somos de recuar, ou nos abater por esta derrota momentânea. As ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. O mundo inteiro começa a se mobilizar. Não é possível aprovar impedimento de uma presidenta que não cometeu nenhuma ilegalidade. É um desrespeito a 54 milhões de pessoas que votaram na presidenta. A luta está apenas começando. A guerra será lenta, gradual, segura e prolongada, até porque o vice-presidente [Michel] Temer não reúne a menor condição de comandar o país”, afirmou o líder.

Guimarães acrescentou que, assim que o processo for concluído, vai se encontrar com a presidenta “para dar um abraço nessa mulher valente que é a presidenta Dilma”.

<< Acompanhe ao vivo a sessão >>

Por Pedro Peduzzi

Sobe para 246 número de mortos em terremoto no Equador

Este foi o tremor mais forte a atingir o país desde 1979
Este foi o tremor mais forte a atingir o país desde 1979

Subiu para 246 o número de mortos no terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter que atingiu o Equador. A tragédia deixou até o momento 2.527 feridos. Após anunciar o novo quantitativo de mortos, o ministro da Justiça, Ledy Zuñiga, informou hoje (17) que foram recapturados 30 dos cerca de 100 presos que fugiram de centro de reabilitação localizado na cidade costeira de Portoviejo. Os presos escaparam depois do terremoto.

Através de sua conta no Twitter, Zuñiga afirmou que a fuga aconteceu devido aos efeitos que ocorreram na estrutura do centro da prisão. O ministro descartou a existência de mortos ou gravemente feridos e afirmou que a segurança dos centros será reforçada.

O ministro de Setores Estratégicos, Rafael Poveda, informou que as refinarias Esmeraldas, Libertad e Shushufindi, bem como óleo e gasodutos, não foram danificados durante o terremoto e estão operando normalmente.

Ajuda humanitária

Equipes de resgate de El Salvador, Bolívia e Colômbia foram enviadas neste domingo ao Equador. A ajuda é composta por bombeiros de resgate, polícia, Cruz Vermelha e três outras agências humanitárias. O apoio se une às equipes venezuelanas, que já estão no país. Além de resgate, o suporte da Venezuela leva alimentos para população das áreas atingidas.

De acordo com o vice-presidente do Equador, Jorge Glas, 4,6 mil policiais, cerca de 100 especialistas em resgate e 10 mil homens da Forças Armadas foram mobilizados para atuar nas áreas atingidas. O tremor, centrado na província de Manabi, até agora registrou 189 tremores secundários em todo o território equatoriano.

Com informações da Agência Andes

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