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Dois ex-prefeitos da PB são condenados à prisão

Ministério Público Federal da Paraíba
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O Ministério Público Federal na Paraíba obteve junto à Justiça as condenações de dois ex-prefeitos paraibanos por crimes como falsidade ideológica, desvio e apropriação de recursos públicos e por delitos previstos na Lei de Licitações. Os condenados são Hélio Freire dos Santos (ex-prefeito de Duas Estradas, no Agreste, a 124 km de João Pessoa) e José Leonel de Moura (ex-prefeito de Mulungu, também no Agreste, a 85 km da Capital). As penas variam entre reclusão, detenção, pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade. O MPF vai recorrer das duas decisões judiciais para pedir ampliação das penas.

Duas Estradas

Em 2004, de acordo com a acusação do MPF, durante o mandato na prefeitura do município, Hélio Freire dos Santos forjou um processo de licitação e contratou diretamente a empresa Prestacon – Prestadora de Serviços e Construções Ltda. para construir 42 banheiros na zona urbana do município. Os recursos federais para a construção dos banheiros eram provenientes do Convênio nº 1357/2003 firmado entre a prefeitura e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O custo total do contrato ilegal firmado entre a prefeitura e a empresa inexistente Prestacon, após a licitação forjada, foi de R$ 76.250,82. Logo no início da execução da obra, o prefeito liberou 40% do valor do contrato. A empresa se apropriou do valor antecipado, no total de R$ 26.400,27, e não executou a obra. Perícia constatou que foi iniciada, mas não concluída, a construção de apenas 16 banheiros.

Pela dispensa ilegal da licitação e desvio das verbas públicas, a Justiça Federal condenou o ex-prefeito a seis anos de prisão, sendo dois de reclusão e quatro de detenção, e ainda multa de R$ 2.033,00. Também foram condenados a penas de reclusão, detenção e multa os sócios da Prestacon, João Freitas de Souza e Jackson de Andrade. Já o representante da Prestacon Roberto Cordeiro de Araújo foi condenado pelo desvio e apropriação de recursos públicos. Cabe recurso aos condenados.

Mulungu

Em 2006, José Leonel de Moura, então prefeito da cidade, em manobra com o então secretário de Educação do município, José Carlos de Lucena (falecido) e Nelson Rufino da Silva (na época presidente da Comissão Permanente de Licitação do município), dispensou ilegalmente, conforme apontou o MPF, uma licitação para realizar curso de capacitação de professores do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os recursos eram oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Além da dispensa ilegal do procedimento licitatório, a acusação apontou que os condenados também forjaram a existência de uma licitação na modalidade carta convite, através da qual desviaram e se apropriaram de R$ 16.600 que deveriam ter sido aplicados na melhoria da educação pública no município com a capacitação dos professores do EJA.

O ex-prefeito foi condenado pela dispensa ilegal de licitação, desvio e apropriação de recursos públicos e falsificação de documentos públicos, crimes pelos quais terá que cumprir oito anos de prisão, sendo cinco anos e dois meses de reclusão em regime semi-aberto e três anos e seis meses de detenção em regime aberto, além de multa. Já Nelson Rufino da Silva foi condenado a um ano e 11 meses de reclusão e multa pela falsificação de documentos públicos, pena substituída por prestação de serviços à comunidade e multa de dois salários mínimos. Cabe recurso aos condenados.

Da Redação, com Portal Correio 

Campinense e Cruzeiro só jogam um tempo e empatam sem gols

Raposas em jogo sem gols, mas que teve seus bons momentos
Raposas em jogo sem gols, mas que teve seus bons momentos

Campinense e Cruzeiro fizeram um duelo de Raposas na noite desta quarta-feira (20), em Campina Grande. As equipes se enfrentaram pelo jogo de ida da primeira fase da Copa do Brasil de 2016. Com um homem a mais em campo desde o início do segundo tempo, a Raposa da Paraíba não conseguiu furar o bloqueio do time mineiro, e o 0 a 0 se manteve até o apito final. A decisão sobre quem se classifica para a fase seguinte fica para o próximo encontro dos times, no dia 4 de maio, em Belo Horizonte (MG). 

Os dois times estavam com o pensamento em outras competições. O rubro-negro pensava no Clássico dos Maiorais do próximo domingo (24), pelo Paraibano, que pode definir o futuro do Campinense no segundo semestre dos próximos dois anos. Já a Raposa de Minas Gerais também estava com a cabeça na semifinal do Campeonato Mineiro, tendo perdido por 2 a 0 para o América-MG na primeira partida.

Com a bola rolando, a primeira chegada perigosa foi da Raposa mineira, logo aos três minutos. O atacante Rafael Silva recebeu a bola na entrada da área e chutou de perna esquerda. O goleiro Gledson fez defesa em dois tempos e se chocou com Elber após o lance, mas recebeu o atendimento e se recuperou sem problemas.

O Campinense respondeu em um belo lance. Aos 14 minutos, Filipe Ramon cobrou escanteio e tentou fazer um gol olímpico, mas Fábio se esticou todo e evitou que a Raposa paraibana abrisse o placar.

O jogo ficou frio durante mais ou menos 20 minutos. O Cruzeiro tinha mais posse de bola, mas praticamente só trocava passe entre os defensores, sem conseguir pressionar o rubro-negro em nenhum momento. O Campinense, por sua vez, ficava na defesa, esperando as investidas dos mineiros, em vão. No finalzinho do primeiro tempo, aos 43 minutos, o time de Campina Grande chegou com perigo mais uma vez. Magno recebeu na intermediária e lançou para Danilo, que apareceu por trás da defesa, foi até a linha de fundo e cruzou para Renatinho, que cabeceou com perigo, ao lado da trave esquerda do Cruzeiro. No lance seguinte, Magno apareceu novamente e chutou forte da intermediária. A bola ainda beliscou o travessão antes de sair pela linha de fundo.

No segundo tempo, o técnico Francisco Diá, do time de Campina Grande, percebeu que o Cruzeiro não fazia uma boa partida e colocou Roger Gaúcho para que a Raposa paraibana fosse buscar a vitória contra o time mineiro.

Campinense também teve seus momentos de ser perigoso ao longo do jogo
Campinense também teve seus momentos de ser perigoso ao longo do jogo

E já aos três minutos Adalgísio Pitbull recebeu a bola do meio campista, avançou em velocidade e foi derrubado por Léo praticamente em cima da linha da área. O árbitro expulsou o defensor, mas marcou a falta fora da área. Na cobrança, Filipe Ramon bateu forte, de perna esquerda, e a bola passou tirando tinta do ângulo direito de Fábio.

Três minutos mais tarde, em cobrança de escanteio, o zagueiro Tiago Sala subiu mais que todo mundo e cabeceou no canto direito, rasteiro, mas o goleiro cruzeirense fez boa defesa e evitou o gol do rubro-negro. No contra-ataque, o Cruzeiro respondeu com Elber, que avançou em velocidade, invadiu a área e, na saída de Gledson, tocou por cima do gol.

Só aos 19 minutos o Cruzeiro conseguiu chegar novamente, desperdiçando uma chance incrível. Alisson avançou pela esquerda e foi até a linha de fundo para cruzar para Lucas Romero, que chegou batendo de primeira, sozinho na pequena área, mas mandou por cima do gol.

O time mineiro aproveitou que o Campinense foi para cima e passou a aproveitar os contra-ataques. Aos 23 minutos, Elber aproveitou falha de Magno, ganhou de Tiago Sala na velocidade e ficou cara a cara com Gledson. Ele tentou chutar na saída do goleiro, que saiu abafando e evitou o gol celeste.

O empate permaneceu até o fim do jogo. Para se classificar, o Campinense precisa de uma vitória simples ou qualquer empate com gols. Novo 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Em caso de derrota, o Cruzeiro fica com a vaga na segunda fase.

Do PBVale, com Equipe Voz da Torcida

Naufrágio no Mediterrâneo pode ter deixado 500 mortos

Ao menos 500 pessoas estavam a bordo da embarcação que naufragou no Mar Mediterrâneo no começo da semana, o que pode ter deixado centenas de vítimas, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Se as mortes forem confirmadas, esse pode ter sido o pior desastre dos últimos 12 meses na região. Em relatório divulgado ontem (20), o organismo apontou que o barco vinha da Líbia, e não do Egito como foi publicado, e que tinha como destino a Itália.

Representantes da Acnur entrevistaram alguns dos 41 sobreviventes, que foram resgatados e levados para a Grécia. Segundo eles, após várias horas de viagem, os traficantes de seres humanos, responsáveis pelo trajeto, tentaram transferir o grupo para um barco maior, que  estava lotado e que começou a naufragar por conta do peso.

Muitos dos sobreviventes não chegaram a entrar na outra embarcação, enquanto muitos deles conseguiram nadar de volta para o barco menor. Os imigrantes eram de origem somaliana, sudanesa, etíope e egípcia, em sua maioria.

Só em 2015, a Itália foi porta de entrada para mais de 150 mil pessoas que fugiam das guerras, da miséria e de perseguições, especialmente, de países do norte da África, do Afeganistão e do Iraque. O país é a segunda “rota de imigrantes” pelo mar, ficando atrás apenas da Grécia – que recebeu mais de 840 mil imigrantes no ano passado.

Da Ansa Brasil

Polícia Militar condecora indígenas com medalha de Serviços Distintos na Baía da Traição

Evento contou com participação do governador Ricardo Coutinho
Governador RC participou do evento

Durante a solenidade comemorativa ao Dia do Índio ocorrida, nessa terça-feira (19), na Aldeia São Francisco, no município da Baía da Traição, a Polícia Militar homenageou o cacique Geral dos Potiguaras, Sandro Barbosa, com a medalha de Serviços Distintos. A programação contou com a participação do governador Ricardo Coutinho e do comandante Geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves. 

Além do cacique Sandro, o sargento Djalma Félix, que é indígena e policial militar, também foi condecorado. Os dois contribuíram com serviços e atos que elevam o conceito institucional da corporação e por terem realizado trabalhos excepcionais em favor da sociedade. 

O coronel Euller Chaves ressaltou que as medalhas, concedidas pela Polícia Militar, representam todo o respeito da instituição para a cultura e a memória dos Potiguaras. Destacando, ainda, os excelentes serviços prestados pelo sargento Djalma Félix e a importância de ter nas fileiras da corporação um policial militar indígena que, com sua força e trabalho, enaltece a Polícia Militar da Paraíba. 

O governador Ricardo Coutinho destacou as ações e o compromisso do Governo com o povo indígena da Paraíba. “Este é um ato de afirmação da cidadania e do respeito ao povo indígena. Tenho muito orgulho desse povo, em especial dos Potiguaras, por isso colocamos as demandas dos índios nas políticas públicas do Governo do Estado. Fazemos o possível para atender às necessidades desta população. Trabalhamos para todas as etnias. Já realizamos diversas ações em favor dos índios e hoje anunciamos mais benefícios. Com as Trilhas Potiguaras, por exemplo, buscamos desenvolver o Litoral Norte, promovendo o turismo, mas sempre respeitando as singularidades locais. Temos um verdadeiro compromisso com o povo indígena”, ressaltou o governador.

Da Redação, com Secom-PB

Polícia prende trio e apreende armas de fogo em Mamanguape‏

Policiais da 2ª CIPM
Policiais da 2ª CIPM

Policias Militares da 2ª Companhia Independente prenderam três homens e apreenderam três armas de fogo na cidade de Mamanguape, nessa terça-feira (19).

A equipe policial da Força Tática, composta pelo sargento Leite e pelos soldados Patrício e Queiroz, realizava rondas ostensivas, em Cuité de Mamanguape, quando se deparou com um homem, de 32 anos, que estava em uma motocicleta em atitude suspeita. Ao efetuar a abordagem, foi encontrado com o mesmo um revólver calibre 38 com cinco munições.

Após retornarem às rondas, logo depois do primeiro flagrante, a mesma equipe policial prendeu dois homens que estavam em uma motocicleta e empreenderam fuga ao perceberem aos policiais. Ao serem abordados foi encontrado com os mesmos um revólver calibre 32 com cinco munições e uma espingarda de calibre indefinido.

Os suspeitos e o material apreendido foram levados para a Delegacia de Mamanguape.

Armas apreendidas
Armas apreendidas

Da Redação, com Secom-PB

Procurador eleitoral dá parecer pela cassação do governador Ricardo Coutinho

Aije pede cassação de Ricardo Coutinho e Lígia Feliciano
Aije pede cassação de Ricardo Coutinho e Lígia Feliciano

A Procuradoria Regional Eleitoral na Paraíba (PRE/PB) publicou um parecer favorável à cassação do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), e da vice-governadora, Lígia Feliciano (PDT) nesta quarta-feira (20). No entendimento do procurador regional eleitoral João Bernardo da Silva, o pagamento de precatórios para aposentados e pensionistas, por meio da PBPrev, em data próxima à eleição, propiciou uma vantagem ao governador durante o pleito.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) iniciada pela coligação “A Vontade do Povo”, liderada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), foi analisada pelo procurador e vai ser encaminhada para a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes. Ela vai ser a relatora do caso no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Segundo o procurador, a ação indica que houve um aumento sem justificativa de pagamentos retroativos a aposentados e pensionistas beneficiários da PBPrev e, com isso, abuso de poder político com viés econômico. A coligação defende que essa atitude trouxe benefícios eleitorais ao governador, que foi reeleito. João Bernardo recomenda a cassação do governador e da vice e a inelegibilidade de Ricardo e Severino Ramalho Leite, então presidente da PBPrev.

O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, informou que respeita a posição da Procuradoria Eleitoral, mas que não existe nenhuma irregularidade nos atos de Ricardo Coutinho. Segundo ele, os pagamentos foram feitos anualmente, desde 2006, dentro de um cronograma determinado pela Justiça. Além disso, ele explicou que houve mais pagamentos realizados depois do período eleitoral do que antes.

Do PBVale, com G1PB

PMDB indica senador Raimundo Lira para presidir Comissão do Impeachment

Raimundo Lira diz que terá conduta suprapartidária em comissão
Raimundo Lira diz que terá conduta suprapartidária em comissão

O PMDB indicou o senador Raimundo Lira (PB) para presidir a Comissão Especial do Impeachment no Senado. O anúncio foi feito no início da tarde de hoje (20) pelo líder da legenda, Eunício Oliveira (CE). Como titulares do PMDB no colegiado, foram indicados os senadores José Maranhão (PB), Waldemir Moka (MS), Rose de Freitas (ES) e Simone Tebet (MS). Os suplentes serão Hélio José (DF), Marta Suplicy (SP) , Garibaldi Alves (RN), João Alberto (MA), Dário Berger (SC).

Ao lembrar que o PMDB tem 18 parlamentares na Casa, Eunício de Oliveira afirmou que a escolha de Lira foi pessoal e a mais difícil da sua função de líder. “O senador Raimundo Lira preenche, no meu entendimento como líder, todas as qualidades como seriedade de tranquilidade. Esse é um processo que não pode ser feito para alguém aparecer na mídia. Esse é um processo muito sério”, disse.

Apesar de já ter declarado voto favorável ao impedimento da presidenta Dilma, o senador Raimundo Lira é visto, mesmo por parlamentares do PT, como um bom nome, moderado e de bom trânsito. Após a indicação para ser presidente da comissão especial, a assessoria do senador Raimundo Lira disse que agora ele se declara indeciso.

Instalação

Antes da instalação da comissão especial, na segunda-feira (25), os nomes indicados terão que cumprir uma formalidade: ser aprovados, em sessão deliberativa do Senado marcada para as 16h. Em seguida, já na comissão, serão eleitos o presidente e o relator da comissão. Segundo o Regimento Interno do Senado caberá ao presidente da comissão, indicar o relator. Diante da defesa do nome do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), apoiadores do governo insistem que seja indicado um nome considerado neutro para a comissão.

Outras indicações

Até o fechamento desta reportagem, apenas o PDT, que faz parte do Bloco de Apoio ao governo junto com o PT, ainda não tinha indicado o nome do titular e do suplente para o colegiado.

Representando o PT, devem compor a comissão, como titulares, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT- SC) e José Pimentel (PT-CE). Como suplentes, foram escalados os senadores Humberto Costa (PT-PE) , Fátima Bezerra (PT-RN) e a última vaga foi cedida ao senador João Capiberibe (PSB-AP). Apesar da divulgação dos nomes, o PT não oficializou as indicações. Isso será feito apenas na sexta-feira (22) , no fim do prazo dado pelo presidente do Senado, para garantir que a comissão não seja instalada antes da próxima segunda-feira (25).

Ontem mesmo, o Bloco da Oposição (PSDB-DEM-PV) já havia indicado como titulares os senadores Antônio Anastasia, Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) . Os suplentes serão Tasso Jereissati (PSDB-CE), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Paulo Bauer (PSDB-SC) e Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O Bloco Moderador (PR-PTB-PSC-PRB-PTC) terá Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrela (PTB-MG) como titulares e, como suplentes, Eduardo Amorim (PSC-SE) e Magno Malta (PR-ES).

Já o Bloco Socialismo e Democracia (PSB-PPS-PCdoB- Rede) escolheu Romário (PSB-RJ), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Vanessa Grazziotion (PCdoB-AM), como titulares, e Roberto Rocha (PSB-MA), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), como suplentes.

Outro bloco parlamentar, o da Democracia Progressista (PP-PSD) terá como titulares Ana Amélia (PP-RS), Gladson Cameli (PP-AC) e José Medeiros (PSD-MT). Sérgio Petecão (PSD- AC), Wilder Morais (PP-GO) e Otto Alencar (PSD-BA) serão os suplentes.

Operação Lava Jato

Até agora, quatro senadores indicados para vaga de titulares são alvo de inquéritos relacionados à Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF): Fernando Bezerra Coelho, Gladson Cameli, Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias. Segundo a Justiça Federal, eles são suspeitos de receber propina do esquema de desvios da Petrobras. Todos negam participação em qualquer irregularidade.

Por Karine Melo

Prefeitura de Sapé realiza concurso com 202 vagas

A Prefeitura Municipal de Sapé, na Zona da Mata paraibana, a 65 km de João Pessoa, divulgou edital de concurso público para preencher 202 vagas de servidores de nível médio/técnico e superior com salários que variam entre os R$ 880 e os R$ 2,3 mil. Clique aqui para se inscrever.

Para o concurso, o interessado pode fazer mais de uma inscrição, desde que seja para cargos de níveis diferentes e horários distintos. Acesse aqui o edital.

As oportunidades são para: assistente social; bioquímico; cirurgião dentista; enfermeiro de PSF; educador físico; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiologista; médico (PSF); anestesista; cardiologista; dermatologista; geriatra; ginecologista; mastologista; neurologista; obstetra; oftalmologista; ortopedista; pneumologista; psiquiatra; radiologista; reumatologista; urologista; nutricionista; professor de educação básica I; professor de educação básica II em artes, ciência, educação física, ensino religioso, geografia, história, matemática e português; psicologista; e supervisor educacional.

As inscrições começam a partir das 10h da segunda-feira (25) até as 23h59 do dia 13 de maio. A taxa para inscrição é de R$ 70 para cargos de nível médio/técnico e R$ 90 para cargos de nível superior e o boleto bancário pode ser pago até o dia 14 de maio.

O concurso vai contar com a realização de prova escrita, prevista para o dia 5 de junho, e de prova de títulos, que vai acontecer nos dias 20 e 21 de junho, para cargos do magistério. O resultado final com o nome dos aprovados está previsto para ser divulgado no dia 11 de julho.

Da Redação, com Portal Correio 

STF inclui citações a Dilma, Temer e Lula em inquérito da Lava Jato

Eles foram citados em delação de Delcídio, mas não são investigados
Eles foram citados em delação de Delcídio, mas não são investigados

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu hoje (20) incluir no principal inquérito da Operação Lava Jato que tramita na Corte trechos da delação do senador Delcídio do Amaral (MS) em que a presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente, Michel Temer, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são citados.  Na delação, também foi citado e incluído no inquérito Joel Rennó, ex-executivo da Petrobras do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Zavascki atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A medida não significa que os citados passaram a ser investigados pelo Supremo.

Em março, Zavascki homologou o acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS) firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para colaborar com as investigações da operação. Na ocasião, o ministro retirou o sigilo do processo e divulgou a íntegra dos depoimentos de delação.

Governos Itamar e FHC

No acordo de delação premiada assinado com o Ministério Público Federal e homologado pelo Supremo, o senador Delcídio do Amaral (MS) revelou que o esquema de corrupção na Petrobras já ocorria antes da chegada do PT ao governo, nas gestões dos presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Delcídio, na gestão do ex-presidente da estatal Joel Rennó, que comandou a Petrobras nos governos de  Itamar e Fernando Henrique, entre os anos de 1992 e 1999, ocorriam “casos de ilicitudes”, em alguns casos para “enriquecimento pessoal” como também para “financiamento de campanhas políticas”.

Temer

O senador disse em depoimento de delação premiada que o vice-presidente da República, Michel Temer, chancelou a indicação de dois ex-diretores da Petrobras que foram condenados na Operação Lava Jato. Segundo o senador, Temer era “padrinho” de João Augusto Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora, subsidiária da estatal, e de Jorge Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras.

De acordo com depoimento de Delcídio, tomado no dia 11 de fevereiro pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Henriques foi o principal operador de “um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora”, envolvendo uma suposta aquisição ilícita de etanol, entre 1997 e 2000, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Dilma

Na delação, Delcídio declarou que a presidenta Dilma tinha “pleno conhecimento” do processo de compra da Refinaria da Pasadena, nos Estados Unidos, que gerou prejuízos para a estatal. Segundo o senador, Dilma nomeou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marcelo Navarro Ribeiro Dantas com interesse em barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Lula

Em um dos depoimentos, Delcídio disse que o ex-presidente Lula tentou interferir para evitar que o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Ceveró assinasse acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. No dia 8 de abril, Lula prestou depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) e negou as acusações.

Outro lado

No mês passado, após a divulgação dos depoimentos, Temer negou que teria feito a indicação pessoalmente e que conhecesse Henriques à época. Segundo ele, a apresentação do nome de Henriques foi feita pela bancada do PMDB de Minas Gerais na Câmara.

“O nome não foi aprovado. Posteriormente, indicaram o nome do senhor Jorge Zelada, que foi encaminhado pela mesma bancada e aprovado. Aliás, esse procedimento era rotineiro, já que muitas e muitas vezes vários nomes indicados pelas bancadas eram-me tão somente comunicados. Estes são os fatos”, disse Temer.

A presidenta Dilma declarou “jamais” ter falado com Delcídio sobre a Lava Jato e negou ter tentado negociar “de forma imoral” a nomeação dos ministros, com o objetivo de conseguir a libertação de investigados que na época estavam presos preventivamente.

Na ocasião, a presidenta também disse que os esclarecimentos sobre a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2014, já foram devidamente prestados, embasados em documentação do Conselho de Administração da Petrobras, e que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento da investigação.

A defesa de Joel Rennó não foi localizada.

Por André Richter

Dilma Rousseff: Brasil tem um “veio golpista adormecido”

Dilma diz que não pode ser a única culpada pela crise econômica do país
Dilma diz que não pode ser a única culpada pela crise econômica do país

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que o Brasil tem um “veio golpista adormecido” e que não houve um presidente após a redemocratização do país que não tenha tido um processo de impedimento no Congresso Nacional.

“Se nós acompanharmos a trajetória dos presidentes no meu país no regime presidencialista a partir de Getúlio Vargas, nós vamos ver que o impeachment sistematicamente se tornou um instrumento contra os presidentes eleitos. Tenho certeza que não houve um único presidente depois da redemocratização do país que não tenha tido processos de impedimento no Congresso Nacional. Todos tiveram”, afirmou Dilma, em entrevista a veículos estrangeiros no Palácio do Planalto.

Dilma também ressaltou que se crise econômica fosse argumento “para tirar presidente da República não teria um único presidente da República nos países desenvolvidos que sobrevivesse à profunda crise econômica com desemprego”. Para ela, não é por causa da crise econômica que está ocorrendo a crise política.

A presidenta destacou que a crise atual está acontecendo pelo fato de a eleição de 2014 ter sido vencida por uma margem estreita, de pouco mais de 3 milhões de votos. A petista recebeu 54 milhões de votos. “Essa eleição perdida por essa margem tornou no Brasil a oposição derrotada bastante reativa a essa vitória e por isso começaram um processo de desestabilização do meu mandato desde o início dele. Este meu segundo mandato, há 15 meses, tem o signo da desestabilização política”, afirmou.

Os deputados aprovaram neste domingo (17), por 367 votos a favor e 137 contra, o prosseguimento do processo de impeachment contra a presidenta Dilma. Em uma entrevista concedida à imprensa ontem (18), Dilma disse se sentir indignada e injustiçada com a decisão da Câmara dos Deputados.

Se a admissibilidade do afastamento for aprovada também pelos senadores, a presidenta será afastada do cargo por até 180 dias, enquanto o Senado analisa o processo em si e define se Dilma terá o mandato cassado.

Por Ana Cristina Campos e Yara Aquino

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