O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) defendeu que caso o presidente nacional do partido, Aécio Neves, também esteja envolvido em operações como a Lava Jato, seja investigado.
“Se Aécio for culpado que seja investigado por Sergio Moro ou por quem quer que seja. É preciso que o país tenha lavagem. Não podemos recepcionar e entender como normal a corrupção”, disse o deputado.
Para o tucano, a reforma política urge no país. “A reforma precisa acontecer logo. Não essa enrolação que aconteceu pouco tempo atrás”.
Segundo Tovar Correia Lima, o PSDB também defende a necessidade dos programas sociais. “Precisamos que as novas gerações e os políticos de agora tenham certeza que o crime político no país não compensa. O PSDB defende a manutenção dos programas sociais e um amplo combate à corrupção”.
Ex-ministro Ciro Gomes (Foto: Alan Marques/Folhapress)
Ex-ministro Ciro Gomes (Foto: Alan Marques/Folhapress)
O ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, nome do PDT para disputar a Presidência em 2018, afirmou que embora discorde do governo da presidente Dilma Rousseff, ele acredita que o Brasil está perdendo suas condições democráticas em razão “do golpe” em andamento no país.
“O Brasil está perdendo a condição democrática, a prevalência da soberania popular”, disse ele, em referência ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, durante sua participação no Brazil Conference, evento promovido pela Universidade Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.
Segundo ele, o vice-presidente Michel Temer está “golpeando o País”.
Para o ex-ministro, duas ações de impeachment em apenas 24 anos “não são pouca coisa”.
Ele também alertou para o risco de uma crise bancária caso o Brasil não consiga controlar a dívida pública e resolver a crise politica e econômica rapidamente. “Hoje é preciso colocar muita clareza no manejo da dívida pública no País. É necessário compreender o galope da dívida como proporção do PIB, do contrário a iminência da crise será uma crise bancária no País”, disse.
Dificuldades. Temer ainda não conseguiu atrair nomes de peso para eventual Ministério e tucanos (Foto: Agência O Globo / Jorge William)
Dificuldades. Temer ainda não conseguiu atrair nomes de peso para eventual Ministério e tucanos (Foto: Agência O Globo / Jorge William)
BRASÍLIA – As intensas articulações do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) nas últimas semanas para montar uma equipe de notáveis caso assuma a Presidência da República estão sendo mais difíceis que o esperado. Apesar das várias consultas feitas a economistas de várias correntes, como o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, Temer e seus aliados mais próximos não tiveram confirmações para a composição do núcleo duro do governo. A dificuldade do vice-presidente se complica ainda mais com a decisão da cúpula do PSDB de propor punição aos integrantes do partido que aceitarem integrar eventual governo do peemedebista.
A posição do PSDB de radicalizar punições e a crescente possibilidade de fechar questão contra a participação de seus quadros em um futuro governo complica a formação de uma equipe com nomes capazes de dar uma sinalização positiva ao mercado e de reverter uma expectativa negativa em relação a Temer. Além da gravidade do quadro econômico, há incerteza também sobre o desfecho do julgamento de impugnação do mandato do vice-presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Executiva do PSDB se reúne na próxima terça-feira (26) para discutir se o senador José Serra (PSDB-SP), que vem conversando com Temer, ou outro tucano que venha a ser convidado para ocupar alguma pasta, devam se licenciar da legenda para não causar “conflito de interesse” e prejudicar o projeto do PSDB de disputar a Presidência em 2018. O senador também é cotado para a Saúde, pasta que já ocupou.
ENCONTRO COM MEIRELLES
Em Brasília, como presidente interino, Temer se encontrou neste sábado (23) com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o ministro da economia dos sonhos do ex-presidente Lula. Após uma longa conversa com o vice nesta semana, Armínio Fraga prometeu ajudá-lo a formar sua equipe econômica, mas sem fazer parte do governo. Com a recusa do economista, são vistos como possíveis nomes os presidentes do Insper, Marcos Lisboa, e da Federação Brasileira dos Bancos, Murilo Portugal, ambos ex-secretários do Ministério da Fazenda. Lisboa, no entanto, já disse que não participaria desse eventual governo.
Também é cogitado o nome do economista Paulo Rabello de Castro para o Ministério da Fazenda. Um dos colaboradores do documento Ponte para o Futuro, programa econômico de Temer, o economista ainda não teve um encontro formal com o vice-presidente, mas os dois têm boa relação e ele não descartaria a possibilidade.
“Você não convida alguém para uma possibilidade, sem nem saber quando vai assumir. Claro que ele (Temer) está recebendo pessoas, sentindo disposição, mas nenhum convite foi feito. Nem será feito amanhã (hoje) ao Meirelles. As coisas estão caminhando e não há nenhum problema”, busca amenizar um interlocutor de Temer.
Na sexta-feira (22), perguntado se estava fazendo articulações políticas para definir nomes de uma eventual equipe de governo, Temer respondeu: “Eu estou ouvindo. Naturalmente que estou sendo procurado por muita gente. Estou ouvindo muita gente, mas apenas ouvindo.”
O grupo de Temer fala em dois nomes para o Ministério da Justiça: o dos ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, e da Justiça, Nelson Jobim. Ao GLOBO, Ayres Britto disse que nunca foi consultado sobre essa possibilidade. Mas que, apesar de ser amigo de Temer, não pretende voltar a ocupar cargos na administração pública. Já Jobim, ex-ministro dos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, apesar de ser considerado um bom quadro, não tem boa relação com o vice-presidente.
TUCANOS VEEM CONLITO DE INTERESSES
A proposta de que o PSDB feche questão contra a participação em cargos em eventual governo Temer foi feita na sexta pelo líder do partido no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). O secretário-geral do PSDB, deputado Silvio Torres (SP), disse que haveria também “conflito de interesses” se o PSDB estivesse formalmente no governo. A sigla está com ação impetrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na impugnação da chapa Dilma/Temer.
Segundo Silvio Torres, o PSDB tem projeto com propostas próprias, derrotado em 2014, que será mantido para 2018. E que a ida de presidenciáveis — sejam do PSDB ou de outros partidos — para o ministério de Temer pode desequilibrar o jogo para 2018.
“Para conseguir o apoio de todos os partidos, Michel não pode levar presidenciáveis para sua equipe de ministros, senão desequilibra o jogo para 2018. Se insistir, vai ter que dar um ministério para o Serra, um para o Geraldo (Alckmin, governador de São Paulo), outro pro Beto Richa (governador do Paraná), para o Marconi (Perillo, governador de Goiás) e outro para o (senador) Aécio Neves. Ele não tem como acomodar todo mundo”, disse o secretário-geral do PSDB.
O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, que ano passado trocou o PDT pelo PSDB, também se disse contrário ao partido assumir cargos em um governo de transição.
“Sou contra o PSDB ter cargos no provável governo Michel Temer. Sou da opinião de que podemos apoiar o governo Temer no Congresso Nacional, por meio de propostas que ajudem o país a superar este grave momento de sua História. Lutamos pelo impeachment, não podemos deixá-lo só”, disse Taques.
O Kid Abelha chegou ao fim após 35 anos de carreira
O Kid Abelha chegou ao fim após 35 anos de carreira
O Kid Abelha chegou ao fim. Em um comunicado postado nas redes sociais na última sexta-feira (22), a banda confirmou o fim de suas atividades.
“Optamos por um soft-ending, um final suave, evitando o sensacionalismo”, diz o comunicado emitido pela banda de Paula Toller, que já não se apresentava desde 2013.
O trio formado por Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato começou em 1981 e lançou 13 álbuns de estúdio nos 35 anos de carreira. O último foi “Pega Vida”, de 2005.
Apesar do fim da banda ter sido confirmado só agora, o Kid Abelha teve muitas idas e vindas desde 2007. Nesses nove anos, o grupo sumia dos palcos e reaparecia em turnês comemorativas.
O auge do sucesso da banda carioca foi em 2002, com o álbum “Acústico MTV: Kid Abelha”, que vendeu 2 milhões de cópias.
Leia abaixo o comunicado divulgado pelo Kid Abelha sobre o fim da banda:
Por Sebastião Gerbase (Basinho) - basinhocoms@zipmail.cbom.br
PELO SIM: Sou um eleitor ligado nos fatos e, portanto, nunca vou me deixar levar pela onda dos políticos. E em ano eleitoral, então…
Quando vejo um governante aplicando o dinheiro público com seriedade (coisa rara), comemoro com o mesmo entusiasmo que critico os “falsos profetas”, aqueles que vivem a nos enganar, prometendo com certeza e faltando com segurança.
Não há como negar – isso eu tenho dito repetidamente – a importância das obras que o atual governador tem trazido para a nossa região. Agora mesmo, está sendo feito um trabalho na saída de Mamanguape para Itapororoca, que está causando inveja e ciúmes aos que preferem o “quanto pior melhor”. É bom que as pessoas passem lá para ver e aplaudir.
Outras obras importantes como, por exemplo, a Escola Técnica e o Hospital Geral de Mamanguape, são realidades incontestáveis, até mesmo na ótica dos adversários políticos do governador.
Isso é algo a se comemorar? Claro que sim; principalmente diante dessa avassaladora crise nacional, sem precedentes, que o país está vivenciando.
PELO NÃO: Infelizmente, nem toda obra construída com o dinheiro público, e festivamente inaugurada com os aplausos da população, tem o seu funcionamento normal garantido, como deveria.
É o que vem acontecendo com o nosso Hospital Geral de Mamanguape. As reclamações, sobre o atendimento que está sendo feito ali, estão se generalizando a paços largos. Isso não é bom. Não é bom para a população, nem é bom para a imagem do próprio governo, que já começa a ficar arranhada – observo.
Não sou contra a parceria do governo com a iniciativa privada, em certos setores da administração pública, desde que, a ingerência política não acoberte a desídia de funcionários sem qualificação profissional, como neste caso específico, que está sendo acusado o HGM.
Infelizmente estamos condenados a conviver com a politiquice, uma triste realidade que os políticos (mesmo os melhores), nos empurram de goela abaixo, na forma de garantir suas sobrevivências.
Ao invés de realizar concursos, para o provimento dos cargos públicos, um princípio constitucional, o governo prefere distribuir com cabos eleitorais (motivo de ciumeira entre estes), as vagas que vão surgindo em cada órgão criado e terceirizado.
Na pior das hipóteses, o governo deveria exigir de seus parceiros, documentalmente, a capacitação desses servidores, conforme o exercício de cada função, e fiscalizar, principalmente no caso dos hospitais, onde o foco principal deve ser a vida humana.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu, por tempo indeterminado, que as operadoras de telefonia reduzam a velocidade da internet banda larga fixa de seus clientes. A decisão, tomada pelo conselho da agência, foi anunciada nessa sexta-feira (22) à noite.
A proibição, que antes tinha prazo de 90 dias, agora vai vigorar até que a Anatel analise a questão da limitação de franquias de banda larga após reclamações de consumidores.
“Até a conclusão desse processo, sem prazo determinado, as prestadoras continuarão proibidas de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente nos casos em que os consumidores utilizarem toda a franquia contratada, ainda que tais ações estejam previstas em contrato de adesão ou plano de serviço”, diz a agência reguladora em nota publicada em seu perfil em uma rede social. O site da agência registrou instabilidades ao longo do dia.
Na última segunda-feira (18), a Anatel havia proibido a limitação da franquia de internet banda larga fixa pelo prazo de 90 dias. No entanto, o presidente da agência, João Rezende, informou que a regulamentação do serviço no Brasil não impede esse modelo de negócio.
“A Anatel não proíbe esse modelo de negócios, que haja cobrança adicional tanto pela velocidade como pelos dados. Acreditamos que esse é um pilar importante do sistema, é importante que haja certas garantias para que não haja desestímulo aos investimentos, já que não podemos imaginar um serviço sempre ilimitado”, disse Rezende na ocasião.
Hackers
O grupo de hackers intitulado Anonymous publicou na quinta-feira (21) um vídeo criticando a iniciativa das operadoras de limitar a banda larga fixa.
Nessa sexta, o site da Anatel apresentou instabilidade e ficou fora do ar por vários momentos. Não está comprovada, no entanto, a participação do Anonymous na instabilidade da página da agência reguladora.
Para participar de atividades dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, é preciso ter pelo menos 14 anos, diz Recomendação da Corregedoria Nacional de Justiça. O documento fixa as regras para a participação de menores de idade nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, bem como nos eventos correlatos à competição. Até abril de 2015, a idade mínima necessária era 12 anos.
Os menores poderão desempenhar atividades como, por exemplo, acompanhamento de atletas, ser porta-bandeiras, gandulas, amigos de mascotes, condutores de tocha e fazer performances culturais.
Publicada quarta-feira (20), a recomendação atualiza o conteúdo de documento semelhante, editado em abril do ano passado. A recomendação foi foi feita com a colaboração de representantes da Justiça do Trabalho e do Comitê Organizador dos Jogos. O entendimento é que essa é a idade estipulada legalmente, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para o trabalho na condição de aprendiz.
O documento define que chefes de missão ou delegação poderão ser responsáveis pelos menores que os acompanham durante o período de competições – desde que com a devida permissão de um dos pais ou do responsável legal. A expectativa da organização dos Jogos Rio 2016 é de que 2 mil atletas com idade inferior a 18 anos participem das disputas nas diversas modalidades olímpicas e paralímpicas.
O texto também fixa as regras para circulação de menores, nacionais e estrangeiros, nas arenas onde se realizarão as competições na cidade do Rio de Janeiro e nas outras cinco capitais que receberão disputas. Menores de 12 anos, somente acompanhados de maiores. Os maiores 12 anos poderão ingressar nos locais desacompanhados.
A partir das regras gerais estipuladas pela Corregedoria, os Juizados da Infância e da Juventude das Comarcas do Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Manaus e Brasília terão até o dia 31 de maio para publicar portarias para normatizar a questão da circulação de menores em sua jurisdição.
Número recorde de países assina acordo contra mudanças climáticas | Agência Brasil
Dilma assina acordo do clima na ONU (Foto: Jewel Samad/AFP)
Um número recorde de países, incluindo os Estados Unidos e a China, os maiores poluidores do mundo, assinou nesta sexta-feira (22), na sede das Nações Unidas (ONU) em Nova York, o acordo histórico que visa diminuir o aquecimento do planeta, negociado em dezembro passado na capital francesa, na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), conhecido como Acordo de Paris.
De forma simbólica, o presidente francês, François Hollande, foi o primeiro a assinar o documento, entre mais de 171 países representados.
“Nunca antes tantos países tinham assinado um acordo internacional num único dia”, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, saudando um “momento histórico”.
A China e os Estados Unidos foram representados, respectivamente, pelo vice-primeiro-ministro Zhang Gaoli e o secretário de Estado John Kerry.
Os países signatários representam mais de 93% das emissões de gases de efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global e as mudanças climáticas, segundo a organização não governamental World Ressources Institute.
A assinatura é apenas uma primeira etapa. O acordo só entra em vigor quando 55 países responsáveis por pelo menos 55% das emissões daqueles gases o ratificarem.
O número de pelo menos 171 países signatários em um único dia é um recorde. O precedente datava de 1982, quando 119 países assinaram a convenção da ONU sobre o direito do mar.
Os cientistas defendem uma ação imediata. O último mês foi o março mais quente já registrado, segundo os meteorologistas dos Estados Unidos. Há 11 meses, cada mês bate um recorde de calor, uma série inédita em 137 anos de registros.
O Acordo de Paris estipula a limitação do aumento da temperatura “bem abaixo dos 2ºC” em relação ao período pré-industrial e a “prosseguir os seus esforços” para restringir esta subida a 1,5ºC.
Centro de Portoviejo, capital da província equatoriana de Manabi, uma das mais atingidas pelo terremoto de 16 de abril (Foto: César Muñoz/Agência Andes)
Centro de Portoviejo, capital da província equatoriana de Manabi, uma das mais atingidas pelo terremoto de 16 de abril (Foto: César Muñoz/Agência Andes)
Quase uma semana depois do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que atingiu o Equador, destruindo povoados de províncias costeiras, foram registradas desde o dia 16 de abril, pelo Instituto Geofísico do país, 707 réplicas do tremor. A informação foi dada nesta sexta-feira (22) pelo diretor do instituto, Mario Ruiz. Segundo ele, algumas dessas réplicas superaram os 6 graus.
Ruiz disse ainda que, pela intensidade, as réplicas são capazes de alarmar a população e provocar danos adicionais às edificações que já se encontram em estado frágil. Ele informou, ainda, que o número de réplicas desde o terremoto registrado no dia 16 de abril vêm diminuindo.
“No dia seguinte depois do evento, tivemos 239 réplicas. Ontem [21] foram 52 e hoje, um número parecido. A quantidade continua diminuindo, as réplicas vão ser cada vez mais separadas e vamos ter eventualmente sismos com magnitude superior aos 5 ou 6 graus”, informou Mario Ruiz.
A cidade portuária de Manta, na província de Manabi, foi uma das mais afetadas pelo forte terremoto que atingiu o Equador no dia 16 de abril (Foto César Muñoz/Agência Andes)
Ele explicou que as réplicas fazem parte do processo de acomodação de falhas geológicas sobre as quais se assenta o país. O terremoto do último sábado é um dos mais fortes registrados no Equador.
O diretor disse que o Instituto Geofísico conta com a ajuda do Serviço Geológico da Colômbia, que enviou um grupo de técnicos com equipamentos de alta tecnologia, instalados perto da zona do epicentro. Também fazem parte da rede de cooperação o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD, na sigla em inglês), as universidades de Paris e Niza; o Consórcio de Universidades dos Estados Unidos para a Pesquisa Sismológica e o Consórcio para a Pesquisa Geodésica da Terra.
Vítimas
O número de mortos devido ao tremor aumentou para 588, enquanto o número de feridos subiu para 8.340 e de desaparecidos para 130 desaparecidos, segundo a vice-ministra de Segurança, Natalia Cárdenas.
Ela destacou que, desde o desastre, a prioridade os órgãos de emergência foi salvar vidas. “Nas três primeiras horas já havia 1.500 pessoas da Polícia, das Forças Armadas, Bombeiros, Cruz Vermelha, médicos e socorristas. Atualmente, há em torno de 24 mil profissionais atendendo às emergências”.
Vias de acesso
Rodovia que liga Portoviejo, capital da província de Manabi, no Equador, à cidade de Rocafuerte. Na altura da Ponte Mejia, está o ponto de colapso provocado pelo terremoto (Foto: César Muñoz/Agência Andes)
Hoje, foi restabelecido o tráfego de algumas vias de acesso às áreas afetadas pelo terremoto. “Há restrições em algumas vias, as quais foram habilitadas somente para deslocamento de veículos de assistência às zonas de desastre”, disse o vice-ministro de Transporte e Obras Públicas, Alex Pérez.
O Aeroporto de Manta, cuja torre de controle caiu, está operando somente para recepção de aviões de voos de emergência. Já o Aeroporto de Esmeraldas está operando plenamente. O Porto de Manta também só está recebendo barcos que transportem ajuda e provisões para as populações afetadas.
Esmeraldas é capital da província de mesmo nome, que fica na costa noroeste do Equador. De Quito a Esmeraldas, por via terrestre, a distância é de cerca de 420 quilômetros. Manta localiza-se na costa oeste, na província de Manabi, a 418 quilômetros da capital equatoriana.
A Paraíba perdeu um representante na comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no Senado Federal, com a saída de José Maranhão (PMDB). O senador Dário Berger (PMDB-SC) deve passar a compor a comissão na condição de titular, ocupando a vaga de Maranhão. Ofício tratando da indicação, assinado pelo líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE), foi lido no final da sessão plenária desta sexta-feira (22).
O partido deverá ainda indicar nome para ocupar a vaga de suplente antes reservada a Dário Berger. A comissão é integrada por 21 membros titulares e igual número de suplentes. A formação indicada por partidos e blocos partidários será submetida a voto em Plenário, na segunda-feira (25).
Aprovada a comissão, caberá ao senador mais velho convocar a primeira reunião, onde serão eleitos o presidente e o relator. Com a saída de José Maranhão, a posição de parlamentar mais velho cabe agora ao senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que já havia sido indicado por seu partido para presidir a comissão. O PMDB, por ser a maior bancada no Senado, tem o direito à indicação.
Lira já havia sido indagado sobre quando os trabalhos teriam início, adiantado que, segundos os ritos e prazos de funcionamentos, a instalação da comissão seria na terça-feira, às 10h. O senador assegurou ainda que, se eleito presidente, irá conduzir os trabalhos da comissão de forma isenta. Explicou que, no momento em que aceitou a indicação, assumiu uma postura suprapartidária.
O outro paraibano que integra a comissão é o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), indicado pelo bloco da oposição.
Os candidatos a deputado estadual e federal apoiados pelos ex-prefeitos Elias Costa e João Ribeiro somaram 5.173 votos em Jacaraú, superando os 4.221 votos obtidos pelos candidatos apoiados pelo prefeito Márcio Aurélio. A diferença de 952 votos fortalece a oposição e amplia as discussões sobre o cenário político para a sucessão municipal de 2028.
O Republicanos oficializou, por unanimidade, o nome de Wilson Filho para disputar a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba. O partido reafirmou compromisso com a base governista e destacou o fortalecimento da legenda após as Eleições 2026.
Reeleito governador da Paraíba, Lucas Ribeiro afirmou que pretende abrir um novo ciclo de diálogo com a Assembleia Legislativa. O objetivo é fortalecer a relação institucional com deputados da base e da oposição para viabilizar projetos do segundo mandato.