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quinta-feira, 8 outubro 2026
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Receita diz que 3,5 milhões ainda não declararam Imposto de Renda

A poucas horas do fim do prazo, balanço da Receita Federal divulgado às 12 horas de hoje (29) indica que 3,5 milhões de contribuintes ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda – Pessoa Física 2016. Segundo o Supervisor do Imposto de Renda, Joaquim Adir, este ano já é possível observar que muitos deixaram a entrega para o último dia. Até o momento, 24,9 milhões enviaram as informações para os computadores da Receita. A estimativa é de 28,5 milhões de declarações.

“Este ano o contribuinte atrasou um pouquinho mais. Está claro que muito mais gente deixou para as últimas horas. Os sistemas estão preparados para receber todas as declarações. Até o fim do prazo muita coisa deve acontecer”, disse.

O prazo termina hoje (29) às 23h59min59s, horário de Brasília, e quem não entregar estará sujeito a uma multa de R$ 165,74 ou de 1% do imposto devido por mês de atraso, prevalecendo o maior valor. A multa máxima pode chegar a 20% do imposto devido.

O programa gerador da declaração para ser usado no computador pode ser baixado no site da Receita Federal. O órgão liberou um Perguntão elaborado para esclarecer dúvidas quanto à declaração referente ao exercício de 2016, ano-calendário de 2015.

O aplicativo do Imposto de Renda para dispositivos móveis (tablets e smartphones) está disponível nos sistemas Android e iOS, da Apple. Os aplicativos podem ser baixados nas lojas virtuais de cada sistema.

Por Daniel Lima

Torcedores lotam loja para comprar ingressos de Campinense x Santa Cruz

Fila por ingresso são longas desde o início da manhã
Fila por ingresso são longas desde o início da manhã

Diversos torcedores do Campinense iniciaram, na manhã desta sexta-feira (29), a busca por ingressos para a partida entre a Raposa e o Santa Cruz, pela final da Copa do Nordeste. O jogo vai ser às 16h do domingo (1º), no Amigão. 

Os bilhetes estão custando R$ 30 na geral (sol), R$ 50 na arquibancada principal (sombra) e R$ 100 nas cadeiras. Estudante e idosos terão direito à meia-entrada, desde que apresentem a documentação comprobatória.

Ao todo, foram colocados 20 mil ingressos a venda, sendo duas mil entradas (10% da carga total, conforme determina o Estatuto do Torcedor) estão sendo comercializadas no Arruda, estádio do Santa, em Recife.

Em Campina Grande, a venda antecipada dos ingressos acontece nesta sexta e no sábado (30), das 8h às 18h, sem intervalo, na loja do Campinense. No domingo, os ingressos serão vendidos nas bilheterias do Amigão, a partir das 13h. As informações são do Portal Correio. 

Saúde libera mais de R$ 11 milhões para manter serviços em HUs da Paraíba

O Ministério da Saúde liberou mais de R$ 11 milhões para manutenção e atendimento ambulatorial dos hospitais universitários de João Pessoa, na Universidade Federal da Paraíba; e de Campina Grande e Cajazeiras, ambos na Universidade Federal de Campina Grande. Os valores foram divulgados em duas portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Para o HU Lauro Wanderley, na Capital, a Saúde liberou R$ 674,6 mil, em um primeiro repasse, e R$ 4,4 milhões, em um segundo repasse. Já o HU Alcides Carneiro, em Campina Grande, vai receber R$ 588,3 mil, em um primeiro repasse, e R$ 3,9 milhões, no segundo repasse.

O HU Júlio M. Bandeira de Melo, em Cajazeiras, vai receber R$ 205,2 mil no primeiro repasse e R$ 1,3 milhão no segundo repasse.

Além dos HU’s da Paraíba, hospitais universitários de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins também vão receber recursos, totalizando repasse de R$ 230 milhões. As informações são do Portal Correio. 

Forças de Segurança reforçam ações para final da Copa do Nordeste

Policiamento no Estádio "Amigão" (Foto: Rafael Vasconcelos)
Policiamento no Estádio "Amigão" (Foto: Rafael Vasconcelos)
Policiamento no Estádio “Amigão” (Foto: Rafael Vasconcelos)

As Forças de Segurança da Paraíba irão empregar um esquema de policiamento diferenciado para a final da Copa do Nordeste 2016, que acontece às 16h deste domingo (1º), no estádio Amigão, em Campina Grande, com a disputa do título entre os times Campinense de Paraíba e Santa Cruz de Pernambuco. As ações incluem reforço nos efetivos das polícias Militar e Civil, dentro e fora de campo, e atuação do Corpo de Bombeiros.

De acordo com a Polícia Militar, o efetivo vai estar presente com sua tropa nas ruas adjacentes, bem como no estádio, com suplemento de unidades especializadas, como ROTAM, Ciclo Patrulha, Patrulha Rural, Ambiental, Força Tática, Companhia de Trânsito, Choque e Cavalaria. Serão policiados a Integração, Praça da Bandeira, corredores de acesso ao estádio e bairros onde há deslocamento de torcidas. Também haverá pontos de bloqueio em locais estratégicos. Os policiais ainda vão estar de sobreaviso a partir deste sábado (30).

Policiais civis também estarão presentes na Delegacia do Torcedor, instalada dentro do estádio, com equipe formada por delegado, agentes de investigação, escrivães e motoristas policiais, para atendimento específico de ocorrências no local. Na Central de Polícia de Campina Grande, no bairro do Catolé, também haverá uma equipe policial de plantão para demais ocorrências externas, além da presença de policiais para suporte logístico e operacional.

Já o Corpo de Bombeiros terá homens e mulheres empregados diretamente na prevenção no estádio. O efetivo será distribuído também em trios, no interior do campo, munidos com equipamentos para atendimento de primeiros socorros. Nove viaturas estarão dentro do ‘Amigão’, sendo duas ambulâncias, duas de busca e salvamento, quatro motorresgate e um veículo operacional de menor porte equipado com material de primeiros socorros.

As viaturas também terão extintores para uso em pequenos focos de incêndio e uma viatura do tipo Auto Bomba Tanque, para combate a incêndio, terá ponto base nas imediações do estádio.

Da Redação, com Secom-PB

Desemprego cresce para 10,9% e atinge 11 milhões de pessoas

A taxa de desocupação atingiu 10,9% no trimestre móvel encerrado em março último, resultado 1,9 ponto percentual acima da taxa de 9% do trimestre fechado em dezembro de 2015 e 3 pontos percentuais a mais que no mesmo trimestre de 2015, quando o desemprego estava em 7,9%. Esta é a maior taxa de desemprego da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) iniciada em 2012.

Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população desocupada chegou a 11,1 milhões de pessoas, aumentando 22,2% (2 milhões de pessoas), em relação ao número de desempregados do período imediatamente anterior (outubro a dezembro de 2015).

No confronto com igual trimestre do ano passado, o número de desemprego subiu 39,8%, o que significa um aumento de 3,2 milhões de pessoas desocupadas.

Os dados do IBGE indicam que, no trimestre encerrado em março último, a população ocupada do país estava em 90,6 milhões de pessoas, apresentando uma redução de 1,7%, quando comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2015. Em comparação com igual trimestre do ano passado, houve queda de 1,5% na população ocupada, representando menos 1,4 milhão de pessoas.

Carteira Assinada

Em um ano, 1,4 milhão de pessoas deixaram de integrar o contingente de trabalhadores com carteira de trabalha assinada no setor privado, que fechou o trimestre encerrado em março último em 34,6 milhões de trabalhadores.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio Contínua divulgada pelo IBGE. O número de empregados com carteira assinada apresentou queda em ambos os períodos de comparação.

Frente ao trimestre de outubro a dezembro do ano passado, a queda foi de 2,2%, e na comparação com igual trimestre do ano passado (janeiro/março), a redução foi de 4%.

Em contrapartida, a categoria das pessoas que trabalharam por conta própria registrou aumento de 1,2% em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, o que significou incremento de 274 mil pessoas.

Na comparação com o trimestre de janeiro a março de 2015, houve aumento de 6,5% no número dos que trabalhavam por conta própria, o que representou um acréscimo de 1,4 milhão de pessoas.

Já a participação dos empregadores apresentou redução de 5,8% em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 e, de 8,6% em relação ao trimestre de janeiro a março de 2015.

Por grupamentos de atividade, o contingente de ocupados caiu 5,2% na indústria em geral no trimestre encerrado em março, em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, menos 645 mil pessoas empregadas no parque fabril do país.

A queda foi de 4,8% na construção (-380 mil pessoas); de menos 1,9% na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (o equivalente a menos 299 mil pessoas); e de 1,6% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-280 mil pessoas).

Rendimento médio

Os dados divulgados pelo IBGE indicam, ainda, que o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos fechou março em R$ 1.966, permanecendo estável frente a R$ 1.961 relativos ao trimestre de outubro a dezembro de 2015. Com relação ao mesmo trimestre do ano passado, o rendimento médio real habitual caiu 3,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando era de R$ 2.031.

Na comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2015, apenas os trabalhadores domésticos apresentaram aumento no rendimento médio (2,3%). Em relação ao trimestre de janeiro a março de 2015, na categoria dos trabalhadores por conta própria, houve redução de 3,9% no rendimento médio.

Por grupamento de atividade, ainda em relação ao trimestre outubro a dezembro de 2015, houve retração de 4% na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura e alta de 2,3% no grupamento dos serviços domésticos.

Frente ao trimestre janeiro a março de 2015, a retração foi ainda maior: de 8% nos rendimentos da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, e de 5,5% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas.

Segundo o IBGE, os R$ 173,5 bilhões relativos a massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos ficaram estáveis em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, mas teve queda de 4,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Por Nielmar de Oliveira

Contas públicas têm déficit de R$ 10,6 bi, o pior resultado para março

O setor público consolidado, formado pela União,  estados e municípios, voltou a apresentar – em março – saldo negativo nas contas públicas, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (29).

O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 10,644 bilhões, o pior resultado para meses de março na série histórica iniciada em dezembro de 2001. Em fevereiro deste ano, houve déficit primário de R$ 23,040 bilhões.

Em 12 meses encerrados em março, o déficit primário ficou em R$ 136,022 bilhões, o que corresponde a 2,28% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em março deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) acusou déficit primário de R$ 8,944 bilhões. Os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 147 milhões, e os municipais, déficit de R$ 1,040 bilhão. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram déficit primário de R$ 806 milhões no mês passado.

Em março último, o governo enviou ao Congresso Nacional projeto para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e permitir que a União possa fechar o ano com déficit primário de R$ 96,65 bilhões.

Receita

Em março, o resultado de juros nominais apresentou receita líquida de R$ 648 milhões, contra a despesa de R$ 69,489 bilhões do mesmo mês de 2015. O resultado positivo na conta de juros é inédito na série histórica do BC.

O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados de juros, chegou a R$ 9,995 bilhões no mês passado, ante R$ 69,249 bilhões de março de 2015. Em 12 meses encerrados em março, o déficit nominal ficou em R$ 579,318 bilhões, o que corresponde a 9,73% do PIB.

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 2,314 trilhões em março, o que corresponde a 38,9% do PIB, com elevação de 2,1 pontos percentuais em relação a fevereiro.

A dívida bruta (contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,005 trilhões ou 67,3% do PIB, com redução de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Por Kelly Oliveira

Impeachment é uma situação incompreensível, diz Cardozo no Senado

Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, durante sessão da Comissão Especial do Impeachment no Senado
José Eduardo Cardozo, durante sessão da Comissão Especial do Impeachment no Senado

Terceiro e último a falar hoje (29) em defesa da presidenta Dilma Rousseff na comissão especial do impeachment no Senado, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, iniciou sua fala apresentando três requerimentos no colegiado, que acabaram sendo rejeitados pelo presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB). Lira lembou que, nesta fase, apenas senadores podem apresentar esse tipo de solicitação. Em sua exposição ao senadores, Cardozo classificou o processo de impeachment de Dilma como uma “situação anômala” e “incompreensível”. 

Cardozo levantou a suspeição sobre o advogado Miguel Reale Júnior, um dos autores da denúncia que levou a abertura do processo de impeachment, que segundo ele, por ser filiado ao PSDB, não poderia ser subscrever a denúncia. No outro pedido, Cardozo afirmou que a professora de direito Janaína Paschoal, também autora da denúncia, teria recebido dinheiro do PSDB para trabalhar na elaboração da peça de acusação construída contra a presidenta Dilma Rousseff.

Ao mencionar o relator do processo na comissão, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o advogado-geral da União disse que sobre o senador “reina uma suspeição regimental”. A obervação foi feita pelo fato de o PSDB ter sido um dos apoiadores do pedido de impeachment e por isso, na visão dos parlamentares aliados a presidenta, o partido não poderia ter um de seus integrantes relatando o caso. Desde a instalação da comissão do Senado, os mesmos questionamentos já haviam sido apresentados por parlamentares do Bloco de Apoio ao Governo e tinham sido vencidos.

O único requerimento atendido foi o que solicita as notas taquigráficas da sessão do plenário da Câmara dos Deputados, que aprovou a mudança da meta fiscal de 2015 (PLN 5), vá para a comissão antes da votação do relatório, prevista para o dia 6 de maio.

Para reforçar os argumentos contra o impedimento de Dilma, Cardozo disse que a partir da próxima segunda-feira (2) pretende distribuir a todos um documento de 300 páginas explicando que não houve crime de responsabilidade.

Contextualização

Repetindo os argumentos apresentados por ele ainda na discussão na Câmara dos Deputados, o ministro voltou a enfatizar diferenças entre parlamentarismo e presidencialismo. Ele diz que, no presidencialismo, não existe a moção de desconfiança a um governo. Aos parlamentares, lembrou que no presidencialismo, o chefe de governo e o chefe de Estado são a mesma pessoa – o presidente – que precisa de garantias institucionais para exercer o seu mandato com estabilidade.

Saiba Mais

Cardozo lembrou que a Constituição determina que as contas do governo federal precisam passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU) e depois serem submetidas à análise da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. “Não houve sequer deliberação do TCU. A situação é absolutamente anômala”, afirmou. Para ele, a situação é “incompreensível”. “Essa precipitação e açodamento de fazer oimpeachment sem antes julgar as contas, é evidente caracterização de um desejo puramente político do afastamento da presidente, o que é inaceitável no presidencialismo. É próprio do parlamentarismo, mas inaceitável no presidencialismo”, afirmou.

Para Cardozo, não há razões para que o pedido seja acatado pelo Senado. Ele voltou a afirmar que não houve ato jurídico no caso das pedaladas fiscais, garantiu que não houve ilegalidade na edição dos decretos suplementares e afirmou que as contas de 2015 sequer foram analisadas.

Ao lembrar as situações previstas na Constituição Federal para um pedido de impeachment, o advogado-geral da União lembrou que neste caso, não há processo válido sem o princípio do contraditório e da ampla defesa. “Só um atentado à Constituição, praticado por um presidente, pode levar a um impeachment”, defendeu, acrescentando que deve ser tipificado em lei; e praticado no exercício do mandato em curso do presidente da República.

Golpe

Cardozo disse que, por definição, golpe é a ruptura com violência ou não para destituição de um governo. “O impeachment é um golpe de Estado? Se for respeitado o devido processo legal, não. Mas se desrespeitar a Constituição, sim”, disse, afirmando que o processo de impeachment em curso é um golpe.

José Eduardo Cardozo voltou a dizer que o impeachment é uma situação “excepcionalíssima”. E que, por isso, é um processo jurídico e político. Ele ressaltou que no Brasil, os pressupostos jurídicos foram chamados de “crimes de responsabilidade” e lembrou que impeachment é um evento “excepcionalíssimo”, como o Estado de defesa ou o Estado de sítio.

O ministro também aproveitou a exposição para se manifestar contra a inclusão de novos elementos, como fatos investigados na Operação Lava Jato, na denúncia que veio da Câmara dos Deputados. Para Cardozo, por decisão do Supremo Tribunal Federal, fatos novos não podem ser juntados no processo no Senado.

Nulidade

Cardozo usou grande parte de sua fala para alertar que os senadores, além de avaliar o pedido deimpeachment de Dilma, precisam analisar a nulidade da autorização e do processo aprovado pela Câmara no último dia 17. O ministro voltou a elencar os motivos que considera que invalidaram o processo até agora. O primeiro foi dedicado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  a quem atribuiu desvio de finalidade por interesse em conduzir a tramitação “a toque de caixa”, depois que o PT declarou que não o apoiaria na votação do Conselho de Ética sobre o processo que tramita desde novembro contra o peemedebista. Nas acusações contra Cunha, o ministro também citou a tentativa de incluir no pedido a delação premiada do senador Delcídio do Amaral e a notificação entregue a Dilma que incluia fatos que acabaram não sendo analisados pela comissão especial.

Na defesa da nulidade do processo, Cardozo ainda citou uma jurisprudência da Corte Interamericana, reconhecida pelo governo brasileiro, de que nestes casos, os parlamentares são investidos na condição de juiz “portanto não podem declarar seus votos previamente. Na Câmara, vários declararam que votariam a favor ou contra. Isto fere a imparcialidade estrutural. Em um processo jurídico político não pode”.

O ministro também afirmou que os partidos não poderiam ter fechado questão sobre o tema, ameaçando punir e expulsar deputados que contrariassem a posição das legendas. “Isto claramente maculou o processo. O voto é de consciência e não partidario. Não pode nem haver orientação partidária”, disse, lembrando ainda que a Câmara não publicou uma resolução sobre a aprovação do pedido, como previsto no Regimento Interno da Casa. “A ausência desta resolução inibe o recebimento da denúncia. Há um vício formal intransponível neste processo”.

Os senadores da comissão têm cinco minutos, com direito a réplica e tréplica, para fazer perguntas ao advogado-geral da União.

Por Karine Melo e Carolina Gonçalves

Colômbia é o 4º país da América Latina a autorizar casamento entre homossexuais

O Tribunal Constitucional da Colômbia legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Os juízes afirmaram por maioria que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não viola a ordem constitucional”, afirmou a juíza Maria Victoria Calle, acrescentando que “a atual definição de casamento no direito civil aplica-se da mesma forma a casais do mesmo sexo”.

Na Colômbia, os casais do mesmo sexo já podiam formalizar sua união, mas ficavam em uma situação jurídica incerta. Vários apelos foram feitos no sentido de definir a questão.

No dia 7 de abril, o Tribunal Constitucional já tinha rejeitado uma petição contra os direitos de casamentos iguais para casais heterossexuais e homossexuais.

A rejeição abriu caminho para a decisão, tomada quinta-feira (28), que estabelece definitivamente a igualdade garantida pela Constituição, dando aos casais homossexuais o direito legal de se casarem.

A Colômbia tornou-se o quarto da América Latina a autorizar o casamento entre homossexuais. A Argentina foi o primeiro, seguido do Uruguai e do Brasil.

No México, o casamento homossexual é legal em alguns estados e o Supremo Tribunal já decidiu que é inconstitucional estados mexicanos proibirem o casamento homossexual.

Da Agência Lusa

Cavalo usado para assalto em loja na PB era roubado, diz órgão municipal

Assaltante entrou em estabelecimento com cavalo e realizou assalto (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Assaltante entrou em estabelecimento com cavalo e realizou assalto (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Assaltante entrou em estabelecimento com cavalo e realizou assalto (Foto: TV Cabo Branco)

O cavalo que foi utilizado por um assaltante para roubar uma loja de conveniência em um posto de combustíveis de João Pessoa era roubado, segundo informou a dona do animal à Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur). O caso aconteceu na noite da terça-feira (26), no bairro da Esplanada e as imagens das câmeras de segurança da loja mostram quando o assaltante entra no estabelecimento com o animal e realiza o assalto foram divulgadas na quinta-feira (28).

O frentista que foi vítima do assalto contou, em entrevista à TV Cabo Branco, como aconteceu o crime. “Na hora que eu tava saindo lá de dentro ele apareceu de repente e me rendeu. Aí ele mandou eu passar o dinheiro e eu fiquei olhando para ver se ele puxava alguma coisa e ele puxou um canivete, ai foi o momento que entreguei o dinheiro a ele”, disse o funcionário. 

A vítima contou ainda que o assaltante se assustou após ouvir barulhos de tiros do lado de fora do posto. “Tinha um cliente nosso aqui fora e eu não sei se foi ele, mas ele [o assaltante] saiu correndo do susto, porque escutou os tiros. Eu também ouvi, mas não sei quem foi, foram dois tiros”, contou.

Ainda de acordo com o frentista, na hora da fuga o homem abandonou o animal. “Eu fui atrás do cavalo depois peguei e amarrei aqui e liguei para o pessoal da prefeitura que recolhe cavalos”, explicou. Segundo o funcionário, já é a segunda vez que o mesmo assaltante, com o mesmo animal, realiza um assalto no estabelecimento. “Da outra vez ele me assaltou e eu tava aqui fora. Eu vi quando ele estava vindo, com o mesmo cavalo, e aí puxou o dinheiro do meu bolso”, completou.

O animal foi recolhido pela Emlur, que informou, por telefone que a dona do animal pagou um valor de R$ 100 para liberar o cavalo. Ela contou aos funcionários da autarquia que esta não era a primeira vez que o mesmo suspeito teria roubado o animal. O órgão pede para que se alguém encontre um animal de grande porte abandonado, que telefone para o número 0800 083 2425. O serviço funciona 24 horas.

Entenda o caso
As imagens das câmeras de segurança do posto mostram quando o assaltante chega com um cavalo e entra com o animal na loja de conveniência. O vídeo mostra o momento em que ele desce do cavalo e entra no local com o animal. Em seguida, o assaltante encontra um funcionário do posto que voltava do setor de estoque. Ele puxa o dinheiro do bolso da camisa do funcionário e ainda pede para a vítima entregar mais.

Ainda nas imagens das câmeras de segurança, é possível ver quando o assaltante se assusta com alguma coisa e foge. O cavalo, que estava na porta da loja também se espanta com a ação  e corre para um lado diferente do assaltante e os dois fogem em seguida. De acordo com a Polícia Militar, até esta sexta-feira (29), o suspeito foi localizado. A quantia levada pelo assaltante não foi divulgada. As informações são do G1PB. 

Fies muda regras para facilitar preenchimento de vagas e abre inscrições dia 14

"Vamos ter uma importante flexibilização no sistema e vários novos estímulos para que mais estudantes possam acessar o Fies", diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante Marcelo Camargo/Agência Brasil
"Vamos  ter  uma  importante  flexibilização  no  sistema  e  vários  novos  estímulos  para  que  mais  estudantes possam  acessar  o  Fies",  diz  o  ministro  da  Educação,  Aloizio  Mercadante   Marcelo  Camargo/Agência  Brasil
“Vamos ter uma importante flexibilização no sistema e vários novos estímulos para que mais estudantes possam acessar o Fies”, diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terá inscrições antecipadas e regras mais flexíveis para ajudar a preencher todas as vagas ofertadas. As mudanças foram anunciadas hoje (27)  pelo Ministério da Educação (MEC) e serão implementadas no segundo semestre. Segundo o ministro Aloizio Mercadante, a intenção é facilitar o preenchimento das vagas. No primeiro semestre, das 250 mil vagas com financiamento ofertadas, cerca da metade não foi preenchida.

As mais de 100 mil vagas remanescentes no processo seletivo do primeiro semestre que não forem preenchidas até o segundo semestre serão novamente ofertadas. A inscrição, que no ano passado ocorreu em agosto, será antecipada para o período de 14 a 17 de junho deste ano.

No dia 31 de maio, serão divulgadas as vagas selecionadas pelo MEC. O resultado do processo seletivo regular será divulgado no dia 20 de junho. O Rio de Janeiro terá, no entanto, calendário diferenciado devido aos Jogos Olímpicos. As datas serão divulgadas posteriormente.

“Vamos ter uma importante flexibilização no sistema e vários novos estímulos para que mais estudantes possam acessar o Fies”, disse Mercadante. Ainda não há previsão de quantas vagas serão ofertadas, Segundo Mercadante, serão mais que as 314 mil ofertadas no ano passado, e os recursos para o programa já estão assegurados.

Novas regras

As novas regras incluem a ampliação do prazo para conclusão da inscrição de cinco dias corridos para cinco dias úteis e maior autonomia para a instituição confirmar a matrícula do estudante, por meio da Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA). Haverá também redução do patamar mínimo de prestação do Fies de R$ 100 para R$ 50. As mudanças valerão para os contratos firmados no segundo semestre.

O MEC também flexibilizou a oferta de cursos prioritários. Até o último processo seletivo, 70% das vagas eram ofertadas em saúde, engenharias e licenciaturas e pedagogia. Agora serão 60% para essas áreas. De acordo com Mercadante, o remanejamento segue a demanda por esses cursos. Saúde terá metade das vagas nas áreas prioritárias, engenharia, 40%, e cursos para a formação de novos professores, 10%.

As vagas que não forem preenchidas no processo seletivo regular serão ofertadas novamente, com prazo específico para alunos inscritos que não foram aprovados. Está prevista também etapa para que os estudantes que não foram aprovados no Fies do primeiro semestre concorram às vagas remanescentes. As que sobrarem poderão também ser ofertadas em outros cursos da mesma mantenedora de ensino.

O MEC mantém a exigência de o estudante tirar pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para concorrer às vagas e de renda familiar de até 2,5 salários mínimos por pessoa. “Essa é a nota [no Enem] que exigimos para o participante ter certificação do ensino médio. Não podemos dar uma bolsa subsidiada para estudante que tira nota abaixo da que deveria tirar para concluir o ensino médio. Isso seria rebaixar a qualidade. Não faremos isso”, afirmou o ministro.

Sobre o patamar da renda, Mercadante disse que existe uma demanda para que seja alterada para até 3,5 salários mínimos para que mais pessoas possam participar do programa, mas ressaltou que a questão ainda está sendo discutida.

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

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