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segunda-feira, 12 outubro 2026
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Ximbinha discute com fãs de Joelma em aeroporto: ‘Não preciso de vocês’

Guitarrista ficou irritado ao ser abordado e bateu boca com os seguidores da ex-mulher
Guitarrista ficou irritado ao ser abordado e bateu boca com os seguidores da ex-mulher
Guitarrista ficou irritado ao ser abordado e bateu boca com os seguidores da ex-mulher

Ximbinha foi hostilizado pelos fãs de Joelma, que revelou estar gostando da mudança após separação do guitarrista. Um vídeo divulgado pelos seguidores da loira, mostra o músico em um aeroporto irritado e agredindo os admiradores verbalmente. “Não quero papo, eu não preciso de vocês”, disparou.

Desde o fim do casamento com Joelma, Ximbinha se envolveu algumas polêmicas. Recentemente, a cantora, cotada para ser jurada do “X-Factor Brasil”, acusou o ex-marido de ter sido o responsável do seu afastamento da filha mais velha, Natália Sarraff. A jovem acusou o ex-padrasto de assédio sexual quando mais nova – fato negado por ele.

Guitarrista nega dívidas superiores a R$ 630 mil. Assista o vídeo da discussão clicando aqui. 

Ximbinha estaria devendo mais de R$ 500 mil em um dos bancos nos quais mantém uma conta. Esse montante de mais de meio milhão de reais é decorrente de dois empréstimos contraídos (um de R$ 300 mil e o outro de R$ 200 mil), além de protestos de títulos por causa de quatro cheques sem fundo (que totalizam R$ 4,9 mil). O músico também foi acusado de não pagar R$ 130 mil para uma incorporadora ao adquirir, na planta, um apartamento em Belém (Pará).

No entanto, a assessoria do guitarrista negou a informação ao Purepeople. “As notícias sobre dívidas não procedem. O guitarrista se diz tranquilo. Ele acredita que a divulgação de notícias deste tipo servem apenas para tirar o foco deste novo momento de sua carreira, mas garante que as fontes por trás destas informações não terão êxito”, garantiu.

Por Patrícia Dias

Crise política no Brasil preocupa papa Francisco

PAPA FRANCISCO (FOTO: LISA MAREE WILLIAMS/ GETTY IMAGES)
PAPA FRANCISCO (FOTO: LISA MAREE WILLIAMS/ GETTY IMAGES)
PAPA FRANCISCO (FOTO: LISA MAREE WILLIAMS/ GETTY IMAGES)

A crise política no Brasil, com o iminente afastamento da presidenta Dilma Rousseff, é acompanhada de perto pelo papa Francisco. É o que diz o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, que se reuniu com o Pontífice na última quarta-feira.

“Eu falei com o santo padre e lhe pedi para rezar pelo nosso país, o Brasil, nesse momento delicado de sua vida [política]. E o santo padre disse que está preocupado e que reza pelo nosso país”, disse o religioso à Rádio Vaticano.

Perguntado se Francisco segue o desenrolar da crise brasileira, Tempesta respondeu: “Sim, me disse que acompanha e sabe o que está acontecendo”. Segundo o cardeal, a Igreja Católica “confia nos poderes da República e que as autoridades realizam o próprio trabalho de maneira responsável”.

“Sabemos que, dentro da Igreja, há pessoas que são a favor e contra a presidenta, assim como pessoas a favor e contra o ex-presidente Lula, mas a Igreja deve permanecer unida”, completou o arcebispo, definindo a situação do Brasil como “feia e difícil”.

Da Agência Lusa

Inflação volta a subir e vai a 0,61% em abril

Reajuste dos medicamentos pressionou o avanço da inflação em abril.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a subir em abril, ao fechar o mês com alta de 0,61% (menor resultado para os meses de abril desde 2013), resultado 0,18 ponto percentual superior ao de março que foi de 0,43%.

Com o resultado de abril, divulgado hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA passou a acumular, nos primeiros quatro meses do ano (janeiro/abril), alta de 3,25%, percentual inferior aos 4,56% registrados em igual período do ano passado.

Já a taxa acumulada nos últimos doze meses (a inflação anualizada) foi para 9,28%, também abaixo dos 9,39% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2015, o IPCA havia sido de 0,71%.

Pressão inflacionária

A alta de abril foi pressionada pelo aumento dos grupos alimentação e bebidas (alta de 1,09%), e saúde e cuidados pessoais, (variação de 2,33%). Juntos, os dois grupos foram responsáveis 89% do índice do mês, exercendo, contribuição de 0,54 ponto percentual. Segundo o IBGE, entre as principais altas dos produtos alimentícios estão a batata inglesa (13,13%) e o açaí (9,22%). Em contrapartida, o tomate ficou 15,26% mais barato de março para abril.

Já no grupo saúde e cuidados pessoais, os remédios exerceram a principal pressão para a alta de 2,33% do grupo saúde e cuidados pessoais, ao subir 6,26%, o mais elevado resultado de grupo. A alta dos remédios refletiu parte do reajuste de 12,5% autorizado pelo governo e que entrou em vigor a partir do dia 1o de abril.

Com impacto de 0,2 ponto percentual, o item remédios representou a principal contribuição individual para o índice. Plano de saúde (1,06%), artigos de higiene pessoal (0,58%) e serviços laboratoriais e hospitalares (0,52%) também se destacaram e impactaram a alta dos preços do grupo.

Energia elétrica

Grande vilã do IPCA de 2015 com alta superior a 50% no período e com contribuição decisiva para que o índice fechasse o ano passado em 10,67%, a energia elétrica encerrou abril com deflação (inflação negativa) de 3,11%, em relação a março.

Foi o item que exerceu o mais expressivo impacto para baixo (-0,12 ponto percentual). Segundo o IBGE, este comportamento se deve ao fim da cobrança extra da bandeira tarifária, já que, a partir de 1º de abril, o valor de R$ 1,5 por cada 100 kilowatts-hora (KWh) consumidos, referente à bandeira amarela, deixou de ser cobrado.

As contas de energia ficaram mais baratas em quase todas as regiões pesquisadas. As exceções foram registradas em Fortaleza, onde houve alta de 2,42%, refletindo o reajuste de 12,97% em vigor desde o dia 22 de abril, e de Campo Grande (0,38%), com reajuste de 7,40% a partir do dia 08 de abril.

Além da energia, outros itens sobressaem com queda de preços, como etanol (-4,89%), excursão (-2,21%) e cigarro (-0,99%). O cigarro, com queda de 0,99%, refletiu reajustes e reduções ocorridas em determinadas marcas e áreas ao longo de março e abril.

Em contrapartida, sete grupos exerceram conjuntamente impacto de 0,07 ponto percentual e responderam por apenas 11% do índice do mês. Neles, os principais itens em alta foram, segundo o IBGE, telefone celular (4,01%), acessórios e peças (1,55%), taxa de água e esgoto (1,51%), artigos de limpeza (1,46%), passagem aérea (1,43%), serviço bancário (0,94%), empregado doméstico (0,7%) e ônibus urbano (0,69%).

Regiões

Em 10 das 13 regiões metropolitanas e municípios pesquisados pelo IBGE, a inflação ficou acima de 0,61% da taxa média do país. O destaque foi a região metropolitana de Fortaleza, que registrou a maior alta, com a inflação de abril fechando em 1,02%. Fortaleza também registrou a maior variação na taxa acumulada em 12 meses: 11,28%.

Também ficaram com taxa acima da média nacional, Porto Alegre (alta de 0,94%); Belém (0,9%); Curitiba (0,75%); Belo Horizonte (0,71%); Campo Grande (0,7%); Recife (0,69%); e Salvador, Vitória e Rio de Janeiro (alta de 0,62%).

A menor variação de abril ficou com a região metropolitana de São Paulo, onde a taxa variou apenas 0,36%, resultado 0,29 ponto percentual abaixo da média de 0,61% do IPCA de abril. Também tiveram resultados abaixo da média, Brasília (a taxa subiu 0,43%); e Goiânia (0,53%).

Segundo o IBGE, a alta de 1,02% de Fortaleza foi pressionada pela taxa de água e esgoto (2,49%), com reajuste de 11,96% em 23 de abril, e pela energia elétrica (2,42%), tendo em vista o reajuste de 12,97% em vigor desde 22 de abril.

Já na outra ponta, o menor índice registrado na região metropolitana de São Paulo se deu em razão do resultado de 0,77% dos alimentos, abaixo da média nacional (1,09%), além da queda de 6,78% nos preços do litro do etanol

Metodologia

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento entre um a 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de  Goiânia, Campo Grande e Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 31 de março a 28 de abril de 2016 (referência) com os preços vigentes no período de 01 a 30 de março de 2016 (base).

Menor renda

Inflação que apura a variação de preços para as famílias de menor poder aquisitivo (de um a cinco salários mínimos), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,64% em abril, taxa 0,03 ponto percentual superior ao IPCA (0,61) e 0,2 ponto percentual acima do resultado de 0,44% de março.

Considerando os quatro primeiros meses do ano, o índice situa-se em 3,58%, percentual inferior aos 4,95% de igual período de 2015. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa foi para 9,83%, ficando abaixo dos 9,91% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2015, o INPC situou-se em 0,71%.

Os produtos alimentícios acusaram reajuste de 1,11% em abril, enquanto em março a alta foi 1,12%. O agrupamento dos não alimentícios teve variação de 0,43% em abril, acima da taxa de 0,14% de março.

Dentre os índices regionais, o maior foi de Fortaleza, com 1,11 %, pressionado pela taxa de água e esgoto (2,49%) com reajuste de 11,96% em 23 de abril, e pela energia elétrica com 2,82%, tendo em vista o reajuste de 12,97%, em vigor desde 22 de abril.

Já o menor índice foi o da região metropolitana de São Paulo, que ficou em 0,32%, em razão do resultado de 0,79% dos alimentos, abaixo da média nacional (1,11%), além da queda de 6,78% nos preços do litro do etanol.

O INPC adota a mesma metodologia do IPCA, mas é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários e abrange dez regiões metropolitanas, além de Brasília, Goiânia e Campo Grande.

Por Nielmar de Oliveira

FPF define datas das finais do Campeonato Paraibano

A eliminação do Campinense na Copa do Brasil, após perder por 3×2 para o Cruzeiro, na noite dessa quarta-feira (5), fez com que a Federação Paraibana de futebol (FPF) definisse o restante do calendário do Campeonato Paraibano. Com isso, as datas das duas partidas finais foram marcadas oficialmente. ‘Acesse o Voz da Torcida’.

Clique e veja a tabela do Campeonato Paraibano

Segundo a FPF, o segundo jogo da semifinal entre Campinense e CSP vai ser no dia 11 deste mês, em João Pessoa, e as duas finais foram marcadas para os dias 15 e 22 deste mês.

O primeiro jogo entre a Raposa e o CSP vai ser neste domingo (8), no Amigão, em Campina Grande. A rodada tem ainda o jogo de volta entre Botafogo-PB e Sousa, no Almeidão.

Datas semifinais saem os finalistas do Paraibano e, consequentemente, os dois clubes que vão disputar a Série D do Campeonato Brasileiro. Caso o Botafogo-PB, que disputa a Série C, seja finalista a vaga na Série D vai para o terceiro colocado no estadual.

Por Redação com informações do Voz da Torcida

Servidores do Detran são afastados por fraude de R$ 4 milhões

Dois servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) foram afastados de sua função por envolvimento em fraude. Eles eram responsáveis pela elaboração da folha de pagamento da autarquia e seguiam desviando dinheiro para suas contas pessoais desde 2010. De acordo com as investigações preliminares da Corregedoria do Detran, estima-se que o prejuízo aos cofres públicos já soma quase R$ 4 milhões.

A dupla, que era lotado Divisão de Recursos Humanos do órgão, creditava valores indevidos em suas contas correntes, em média de R$ 50 a R$ 60 mil por mês, falseando pagamentos de verbas como se fossem férias e abonos previdenciários. Nas suas folhas de pagamento eram registrados valores aparentemente corretos, mas os créditos enviados ao banco eram muito superiores aos seus salários.

Além de determinar o afastamento imediato dos envolvidos, o superintendente do Detran-PB, Aristeu Chaves, determinou a instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar, realização de auditoria nas folhas de pagamento e encaminhamento dos documentos para a Secretaria de Segurança e Defesa Social, solicitando a instauração de Inquérito Policial para apuração dos fatos na esfera penal.

Da Redação, PBVale 

 

Governo quer tributação sobre herança para compensar reajuste na tabela do IR

O projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional, pelo governo, com o reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda Pessoas Física (IRPF) a partir de 2017 prevê medidas compensatórias para a arrecadação, como a incidência do mesmo imposto para heranças acima de R$ 5 milhões e doações acima de R$ 1 milhão, que estavam isentos até agora do IRPF. A mensagem sobre o encaminhamento do projeto foi publicado no Diário Oficial da União e as medidas foram detalhadas pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e os secretários da Receita, Jorge Rachid, e de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Manoel Pires.

“Estamos aumentando a progressividade da tributação no Brasil, do Imposto de Renda, fazendo isso de uma forma responsável, sem gerar impacto fiscal no próximo ano. O custo da correção da tabela do Imposto de Renda vai ser mais do que compensada por medidas de elevação de receita em outras áreas”, disse Nelson Barbosa.

Segundo o ministro, os países mais desenvolvidos têm tributação sobre herança e doações. Para ele, as novas medidas são uma forma de se fazer justiça tributária e de boas práticas para gerar igualdade na sociedade. No Brasil, a tributação sobre herança já existe nos estados. Pelos cálculos apresentados, o impacto na correção da tabela do Imposto de Renda será de R$ 5,2 bilhões que será compensado em R$ 5,35 bilhões com a mudança na incidência para outros contribuintes, restando ainda ao caixa da União R$ 150 milhões.

Com a mudança na tabela do IR a isenção sobe de R$ 1.903,98 para R$ 1.999,18. Acima de R$ 4.897,92, a alíquota incidente será a de 27,5%.

Heranças

Sobre as heranças, a incidência do IR passa a ser acima de R$ 5 milhões e doações acima de R$ 1 milhão. Para heranças acima de R$ 5 milhões, o recolhimento de IR será de 15% sobre o que exceder os R$ 5 milhões. Acima de R$ 10 milhões, o IR será de 20% e acima de R$ 20 milhões a incidência é de 25%. No caso das doações, 15% de IR sobre o que passar de R$ 1 milhão, 20% sobre o que exceder R$ 2 milhões e 25% sobre o que ultrapassar R$ 3 milhões. A previsão de arrecadação é de R$ 1,06 bilhão com heranças e R$ 494 milhões com as doações.

Outra medida que incrementará a arrecadação é a tributação do excedente do lucro pelas empresas optantes pelo Lucro presumido e pelo Simples Nacional, com um incremento na arrecadação de R$ 1,57 bilhão e R$ 591 milhões respectivamente. Segundo o Ministério da Fazenda, o que se pretende, com a proposta do governo, é que incida o IR com uma alíquota de 15% sobre uma faixa que não é tributada, o mesmo ocorrendo no Simples Nacional.

Outra medida é sobre a tributação do direito de imagem e voz de profissionais que criam empresas para receber rendimentos, como artistas e atletas. Atualmente, a base de cálculo para a incidência do IR é de 32% dos rendimentos recebidos pelos profissionais. Pelo projeto, de acordo com o ministro Nelson Barbosa, deve-se considerar esses rendimentos de cessão de direito de imagem, nome, marca ou voz na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica em 100%. O aumento na arrecadação estimado é de R$ 836 milhões.

O governo propôs no mesmo projeto reduzir os benefícios fiscais do Regime Especial da Indústria Química (Reiq). O incremento de arrecadação estimado chega a R$ 800 milhões.

Impacto na arrecadação

Por Daniel Lima

“Resistirei até o último dia”, reafirma Dilma sobre impeachment

Em evento no Planalto, presidente se definiu como 'prova viva do golpe'
Em evento no Planalto, presidente se definiu como ‘prova viva do golpe’

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (6) que vai resistir ao processo de impeachment que tramita contra ela no Senado Federal. “Eu tenho a disposição de resistir. Resistirei até o último dia”, afirmou durante cerimônia de assinatura de contratos para construção de 25 mil unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida com entidades rurais e urbanas, no Palácio do Planalto.

A Comissão do Impeachment no Senado vota nesta sexta-feira (6) o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável à admissibilidade do processo contra a presidenta Dilma Rousseff.

“A história deixará bem claro quem é quem nesse processo. Por isso, sempre quiseram que eu renunciasse. Eu sou muito incômoda. Primeiro, porque sou a presidenta eleita; segundo, porque eu não cometi nenhum crime; terceiro, porque se eu renuncio, eu deixo e enterro a prova viva de um golpe absolutamente sem base legal e que tem por objetivo ferir conquistas adquiridas ao longo dos últimos 13 anos”, acrescentou Dilma.

Ela voltou a atacar o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o vice-presidente Michel Temer a quem acusou de serem cúmplices no seu processo de afastamento. “É golpe explícito e desvio de poder. O pecado original deste processo não pode ficar escondido. Todos aqueles que são beneficiários desse processo – por exemplo, aqueles que estão usurpando o poder, infelizmente, o senhor vice-presidente da República – são cúmplices do processo extremamente grave. A garantia que eu tenho é que isso está registrado. O registro está nas nossas consciências, na consciência do povo brasileiro”, afirmou.

Para a presidenta, o que está em curso é uma eleição indireta “travestida de impeachment”. “Vão querer, na maior cara de pau, aplicar um programa que não foi o referendado nas urnas. O meu processo é tão violento porque foi necessário uma pessoa destituída de princípios morais e éticos, acusada de lavagem de dinheiro e de contas no exterior para perpetrar o golpe. Ontem, o Supremo [Tribunal Federal] disse que o senhor Eduardo Cunha era uma pessoa que usava de práticas condenáveis. Uma das práticas mais condenáveis foi a chantagem explícita feita pelo senhor Eduardo Cunha com o meu governo”, disse.

Dilma voltou a afirmar que Cunha aceitou o processo de impedimento porque o governo não deu os votos necessários para evitar a abertura da investigação contra o peemedebista no Conselho de Ética da Câmara. “Quando ele entra com processo de impeachment, ele ameaça o governo da seguinte forma: se vocês não derem três votos para impedir que a Comissão de Ética da Câmara me condene, eu aceito o pedido de impeachment”.

A assessoria do vice-presidente informou que Temer não comentará o que chamou de “agressões”.

Por Ana Cristina Campos

Comissão do Senado aprova relatório a favor do impeachment de Dilma

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A Comissão Especial do Impeachment no Senado aprovou há pouco o parecer do relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável à admissibilidade do processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Foram 15 votos a favor e cinco contra. O presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), não votou, porque o ocupante desse cargo só vota em caso de desempate.

O resultado, anunciado pelo presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), deverá ser lido no plenário da Casa na sessão ordinária marcada para as 14h da próxima segunda -feira (9).

A leitura marca também o começo da contagem do prazo de 48 horas para deliberação da fase de admissibilidade do processo no plenário pelos 81 senadores, o que, de acordo com o calendário votado no início dos trabalhos da comissão especial, deve ocorrer na quarta -feira (11). Assim como ocorreu na comissão especial, no plenário a votação é por maioria simples, ou seja, metade mais um dos senadores presentes. Se aprovado o parecer de Anastasia no plenário da Casa, a presidenta Dilma será notificada e imediatamente afastada do cargo por 180 dias. Com isso, quem assume é o vice-presidente Michel Temer.

<<Conheça os senadores que compõem a comissão>>

No prazo de 180 dias, o impeachment deve ser aprovado pelo plenário do Senado. A votação, desta vez, será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e exige votos de dois terços (54 dos 81 senadores) para a condenação.

Em caso de absolvição, a presidenta reassume o mandato de imediato. Se condenada, Dilma é automaticamente destituída e Temer assume até o fim do mandato.

Encaminhamento

Antes da decisão, senadores da base aliada e da oposição encaminharam votos em nome das bancadas. Pela Bloco da Oposição e em defesa do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) encaminhou o voto sim.

Ao reforçar argumentos pelo impeachment, o tucano destacou que a lei tem de valer para todos, inclusive para presidentes da República. O parlamentar acrescentou que oimpeachment não trata da honestidade de quem quer que seja, não julga crimes comuns, mas é um “remédio amargo” para punir o governante com seu afastamento.

O senador Zezé Perrela (PTB-MG) também defendeu o relatório de Anastasia e encaminhou o voto sim. Perrela defendeu a adoção do parlamentarismo no Brasil e justificou a defesa do impeachment “por tudo que aconteceu no país nos últimos tempos”.

Perrela avaliou ser inadmissível um governo cobrar juros de 12% a 13% e emprestar para empresários, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela metade dessa taxa, segundo ele, com carência de uma década para começar a pagar. “Voto a favor dos 11 milhões de trabalhadores desempegados, voto pela esculhambação que a Lava Jato está nos mostrando”, justificou.

Em defesa da presidenta, a primeira a encaminhar voto contrário à admissibilidade do processo foi a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Segundo ela , Dilma é uma presidenta “que não dá tapinha nas costas e não está afeita aos jogos da política”. Ela enfrentou gente grande e corporações fortes”, completou a senadora.

Ex-ministra chefe da Casa Civil de Dilma, Gleisi afirmou que Dilma desafiou as elites brasileiras ao investir em programas sociais e destacou programas do governo como o Minha Casa, Minha Vida, o Mais Médicos e o Ciência sem Fronteiras.

Ao acrescentar que a presidenta também assegurou medidas para garantir a transparência e a administração pública, Gleisi Hoffmann destacou a continuidade das investigações de corrupção que, segundo a senadora, garantiram a independência da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

O 11º senador a se pronunciar foi o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB). Ele afirmou ter certeza de que o Senado “não faltará ao povo brasileiro”. Engrossando o coro dos que apoiam a admissibilidade do processo, Cunha Lima destacou “que todo processo de impeachment é traumático e doloroso e que o processo em curso não foge à regra”.

Uma das grandes defensoras da presidenta Dilma no Senado, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) encaminhou voto não ao relatório de Anastasia e disse que tomar a atitude mais fácil nem sempre é o mais justo. Vanessa voltou a falar que afastar a presidenta significa golpe e que essa discussão nunca será superada.

“Quem denuncia relata o processo. O que é isso se não um colégio eleitoral de exceção”, questionou Vanessa, ressaltando que “denúncia saída da sede do PSDB e que custou R$ 45 mil não é legitima”.

Por Carolina Gonçalves e Karine Melo

PM registra homicídio em Mamanguape; vítima tem faca cravada no pescoço

Imagem divulgada no whatsapp
Imagem divulgada no whatsapp

Por volta das 23h, desta quinta-feira (5), policiais da 2ª CIPM – Mamanguape foram chamados para averiguar a informação de um homicídio na Rua São Pedro e São Paulo. O corpo de José Lenildo dos Santos Silva (Zezinho) foi encontrado ferido por faca peixeira.

Morador da Rua Altair Cavalcante, no bairro do Gurguri, Zezinho como era conhecido, tinha 24 anos e teve a faca cravada na altura do pescoço, próximo da orelha esquerda.

Informações repassadas por populares dão conta que, a vítima teria sido primeiro atingido por disparos de arma de fogo, o que não foi confirmado no local.

Até o momento, o suspeito ainda não foi identificado. O delegado plantonista e a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) estiveram no local para as providências.

As causas do crime ainda são desconhecidas e será investigado pelo Núcleo de Homicídios da região do Vale.

Por Alex Figueiredo 

Paraíba tem 2ª maior alta no custo da construção civil do nordeste, diz IBGE

Os custos da construção civil na Paraíba registraram a segunda maior alta no mês de abril entre os estados do nordeste, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (6).

Segundo o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, o custo médio do metro quadrado no setor no estado foi de R$ 969,50 no mês de abril, valor 3,27% superior ao registrado em março. O único estado nordestino que teve uma variação maior foi a Bahia, onde o reajuste foi de 3,34%.

O reajuste acumulado nos últimos 12 meses é de 6,98%, acima do índice regional de 6,6%. Segundo os dados do IBGE, esse custo é atualmente quatro vezes maior que o registrado em 1994, quando a série começou a ser registrada.

Ainda segundo os dados do IBGE, o metro quadrado da construção civil mais caro do país foi registrado no Rio de Janeiro, onde o custo foi de R$ 1.091,39. No outro extremo, o estado com metro quadrado mais barato, R$ 876,36, é o Rio Grande do Norte. As informações são do G1.

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