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Renan não acata decisão de Maranhão e dá continuidade ao processo de impeachment

Plenário do Senado durante sessão não deliberativa.À mesa: senador Vicentinho Alves (PR-TO); presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL); senador Jorge Viana (PT-AC)Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão não deliberativa. À mesa: senador Vicentinho Alves (PR-TO); presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL); senador Jorge Viana (PT-AC) Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicou nesta segunda-feira (9) ao plenário da Casa que decidiu dar continuidade à tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff à revelia do ato do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a votação do dia 17 de abril. A decisão foi tomada após consultas ao regimento interno do Senado e conversa com líderes partidários na residência oficial do Senado.

Substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara, acolheu nesta segunda-feira pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, para anular a votação do processo de impeachment no plenário da Câmara (leia ao final da reportagem a íntegra da decisão de Maranhão).

“[Quando o Senado recebeu o processo] disse que a tramitação não seria tão célere de modo que parecesse apressado nem tão demorada de modo que parecesse procrastinação. Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo”, declarou Renan no plenário do Senado.

“Nenhuma decisão monocrática pode se sobrepor à decisão colegiada, tanto mais quando essa decisão foi tomada pelo mais relevante colegiado da Casa […] Por todo o exposto, deixo de conhecer o ofício da Câmara dos Deputados e determino sua juntada aos autos da denúncia com esta decisão”, completou o presidente do Senado.

O G1 procurou a assessoria do Palácio do Planalto para comentar a decisão do presidente do Senado, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.

Após o anúncio da decisão, Renan Calheiros teve de suspender a sessão temporariamente devido ao tumulto que se formou no plenário devido ao inconformismo de senadores governistas.

O presidente do Senado tentava dar a palavra ao orador que se encontrava na tribuna, o senador José Pimentel (PT-CE), mas era impedido devido aos gritos de senadores. “Não gritem, não gritem, não gritem”, apelou Renan.

Como não conseguiu ser atendido, ele decidiu suspender a sessão. “Vou suspender a sessão por dois minutos para que Vossas Excelências gritem em paz”, declarou.

O ofício do presidente interino da Câmara dos Deputados pedindo que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Casa chegou, às 11h37 desta segunda, na Secretaria-Geral do Senado. Cabia a Renan decidir se devolvia ou não o processo aos deputados federais.

Com a decisão de Renan Calheiros de dar continuidade à tramitação do processo de afastamento, deverá ser lido ainda nesta segunda-feira, no plenário do Senado, um resumo do parecer da comissão especial do impeachment que recomenda a instauração do processo pelo Senado.

Após a leitura, o resumo será publicado no “Diário Oficial do Senado” e começará a contar o prazo de 48 horas para que o relatório possa ser votado pelos senadores. A sessão de votação do parecer está prevista para iniciar na manhã desta quarta-feira (11).

A votação do impeachment
Como cada senador terá 15 minutos para fazer considerações sobre o relatório, a sessão deverá invadir a madrugada de quinta-feira (12). Se a maioria simples dos senadores presentes (metade mais um) aprovar o relatório da comissão, a presidente será afastada da sua função por 180 dias. Para que a sessão tenha início, é necessária a presença de pelo menos 41 senadores.

Se a maioria dos senadores decidir pela abertura do julgamento no Senado, o vice Michel Temer assumirá a presidência enquanto os parlamentares julgam a presidente. O processo não precisa terminar em 180 dias e, se ultrapassar este prazo, Dilma reassumiria o governo.

Na última sexta (6), o parecer do relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG), foi aprovado com 15 votos a favor e 5 contra. Dos 21 integrantes da comissão, apenas o presidente, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), não votou. Antes de autorizar a votação no painel eletrônico, ele explicou que só iria registrar voto caso ocorresse um empate.

O parecer de Anastasia diz que a denúncia acolhida pela Câmara contra Dilma apresenta os requisitos formais exigidos pela lei e pela Constituição: indícios de autoria e existência de crimes de responsabilidade. O parecer levou em conta decretos da presidente que abriram créditos suplementares sem autorização do Congresso e as chamadas “pedaladas fiscais”.

“Identificamos plausibilidade na denúncia, que aponta para a irresponsabilidade do Chefe de Governo e de Estado na forma como executou a política fiscal”, diz o texto. “Não se trata, por fim, de ‘criminalização da política fiscal’, como registrou a denunciada em sua defesa escrita apresentada a esta Comissão, mas da forma como a política foi executada, mediante o uso irresponsável de instrumentos orçamentário-financeiros”, completa o relatório.

No parecer de 126 páginas (veja a íntegra), Anastasia também rebate as críticas da base governista de que o processo representa um “golpe” e disse que ele está de acordo com a Constituição.

Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)
Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)
Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)
Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)

Por Gustavo Garcia

Cassação de Delcídio é aprovada na CCJ; votação no plenário será terça às 17h

'Não roubei, não desviei dinheiro', diz Delcídio em defesa contra cassação
‘Não roubei, não desviei dinheiro’, diz Delcídio em defesa contra cassação

O plenário do Senado se transformou hoje (9) em reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) lesse seu parecer pela constitucionalidade do processo de cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (Sem Partido-MS). O relatório foi aprovado e a votação pela cassação do mandato de Delcídio será amanhã (10) às 17h.

Os membros da comissão decidiram fazer a reunião no plenário, depois que, em sessão deliberativa comum da Casa, um requerimento de urgência para a votação do relatório pela cassação de Delcídio foi aprovado. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) alertou que, se a reunião da CCJ para a votação do relatório ocorresse amanhã (10), não haveria tempo de notificar o senador e contar os prazos para que a matéria fosse votada em plenário à noite.

Hoje, mais cedo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicou aos senadores que não colocaria a votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rosseff antes do processo de cassação de Delcídio. Segundo Renan, o processo contra o senador é mais antigo e teria que ser votado antes.

A partir disso, os membros da comissão fizeram acordo, encerraram a sessão do Senado e iniciaram a da CCJ. Em seguida, Ferraço leu seu parecer e ele foi aprovado pela comissão. Na sequência, o presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), convocou nova sessão do Senado para que o relatório recém-aprovado fosse lido em plenário e os prazos possam contar para a votação amanhã às 17h.

Por Mariana Jungmann

Bancos abrem mais tarde para o público nesta terça-feira

Profissionais da base do Sindicato dos Bancários da Paraíba, em assembleia geral extraordinária, realizada na noite desta segunda-feira (9), decidiram fazer uma paralisação parcial de uma hora, com retardamento da abertura do expediente ao público para as 11h desta terça-feira (10).

Segundo o sindicato, esta é a forma da categoria se manifestar em apoio à democracia e à manutenção de direitos, dentro das atividades do Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores.

Está marcada para as 17 horas desta terça uma manifestação dos bancários no Ponto de Cem Réis, no Centro de João Pessoa. As informações são Portal Correio. 

Moradores protestam por morte de menino na BR-101 em Mamanguape

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Moradores de Mamanguape, no Litoral Norte da Paraíba, fecharam, na noite desta segunda-feira (9), os dois sentidos da rodovia BR-101, no km 41,3, em protesto pela morte de um menino de 11 anos, que morreu após ser atropelado na noite deste domingo (8). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 80 pessoas participaram ativamente da manifestação, que juntou, no total, pelo menos 200 pessoas ao ser somada a parcela que apenas assistia ao ato, que chegou ao fim às 22h45.

A PRF informou que pneus em chamas foram usados pelos manifestantes para bloquear a via. Agentes se dirigiram ao local para negociar o fim do protesto e a liberação do tráfego. O Corpo de Bombeiros foi chamado para apagar o fogo.

Alguns manifestantes foram conduzidos à delegacia de Polícia Civil de Mamanguape sob suspeita de roubo de pneus de uma borracharia.

Na noite desse domingo, de acordo com a Polícia Militar, a criança retornava da igreja e tentava atravessar a rodovia quando foi atingida por um veículo Chevrolet Prisma. Com a pancada, morreu ainda no local. No momento do acidente, o trecho da BR-101 estava escuro e chovia.

Por Gustavo Medeiros, do Portal Correio

ONGs denunciam assédio a refugiados cristãos em asilos

Refugiados em abrigo em Efurt, no Centro da Alemanha (Foto: Jens Meyer/AP)
Refugiados em abrigo em Efurt, no Centro da Alemanha (Foto: Jens Meyer/AP)
Refugiados em abrigo em Efurt, no Centro da Alemanha (Foto: Jens Meyer/AP)

Cinco ONG cristãs denunciaram nesta segunda-feira (9) as situações de assédio que os solicitantes de asilo cristãos têm sofrido nos albergues de refugiados alemães e cobraram do governo de Angela Merkel medidas para protegê-los.

Em entrevista coletiva em Berlim, a ONG Open Doors Deutschland (Portas Abertas Alemanha) apresentou os resultados de uma pesquisa realizada com 231 cristãos refugiados, a maioria convertidos, que revelou que mais da metade se sente ameaçada nos centros de amparo alemães.

O estudo revelou que a grande maioria (88%) foi assediada por outros refugiados desses centros por motivos religiosos, e a metade (49%) também se sentiu perseguida pelo pessoal de segurança dos albergues.

Com estes resultados, a Open Doors Deutschland e outras quatro ONG de corte cristão exigiram do Executivo alemão e das agências governamentais responsáveis pelo amparo dos refugiados “uma proteção especial para esta minoria”, semelhante à que outros grupos religiosos, como os yazídies e bahaís, já solicitaram por sofrerem dos mesmos problemas.

Como medida de emergência, propuseram alojar de forma temporária os solicitantes de asilo cristãos e de outras minorias religiosas em instalações especiais, convencidos de que, embora não seja a solução ideal para favorecer sua integração, é necessária para protegê-los.

Para combater as percepções que minimizam o problema e dar voz às vítimas, as organizações participantes documentaram a discriminação e os ataques sofridos pelos cristãos nos alojamentos.

Segundo o pastor protestante Gottfried Martens, a maioria dos entrevistados é do Afeganistão e do Irã, e alguns foram ameaçados depois de se negarem a participar de orações da comunidade islâmica.

Muitos não relataram os incidentes por medo generalizado de retaliações, inclusive com ameaças de morte e, quando o fazem, às vezes alguns intérpretes muçulmanos não traduzem os incidentes de forma correta, denunciaram as ONG.

A organização Ação contra os cristãos perseguidos e necessitados (AVC) informou ainda que remeteu um pedido ao secretário-geral da União Democrata-Cristã (CDU) – o partido de Angela Merkel, Peter Tauber, para cobrar ações concretas para garantir a proteção dos cristãos.

EFE

Receita libera da malha fina lote de declarações de 2008 a 2015

Receita Federal liberou da malha fina um lote de declarações referentes aos exercícios de 2008 a 2015. A partir das 9h, desta segunda-feira (9), está disponível para consulta o lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, contemplando restituições residuais, referentes aos exercícios de 2008 a 2015.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet ou ligar para o Receitafone 146. A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF.

No Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento – telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

O crédito bancário para 71.781 contribuintes será realizado no dia 16 de maio. Os montantes de restituição para cada exercício, e a respectiva taxa Selic aplicada, podem ser acompanhados na tabela a seguir:

restituicao_maio_2016

 

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

Com anulação do impeachment na Câmara, dólar sobe e Ibovespa cai

Segundo levantamento da Agência Brasil, o corte de gastos públicos e o aumento de tributos anunciados até agora gerarão economia de R$ 51,4 bilhões em 2015.

O dólar comercial passou a operar em alta e a Bovespa cai neste momento após a notícia da anulação da votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Por volta do meio-dia, a moeda norte-americana subia 3,08%,  chegando a R$ 3,611 na venda, e o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caia 3,17%, a 50.076,82 pontos.

No fim da manhã, o presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), anulou as sessões do dias 15, 16 e 17 de abril, quando os deputados federais aprovaram a continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele acatou pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Waldir Maranhão, que assumiu a presidência após afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu os argumentos do advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, por entender que ocorreram vícios no processo de votação, tornando-a nula. As informações são da Agência Brasil.

Show de As Coleguinhas é cancelado da programação do São João de Campina

Banda solicitou o cancelamento do show; anúncio de novo nome será feita ainda esta semana.
Banda solicitou o cancelamento do show; anúncio de novo nome será feita ainda esta semana.
Banda solicitou o cancelamento do show; anúncio de novo nome será feita ainda esta semana.

Foi confirmado na manhã desta segunda-feira (9) o cancelamento do show de “As Coleguinhas”, marcado para o dia 3 de junho, dia da abertura do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

Segundo o coordenador geral do evento, Temi Cabral uma nova atração deve ser anunciada ainda esta semana. Ele explicou que cancelamento foi solicitado pela produção da própria banda.

Por enquanto, no dia 3 de junho seguem confirmados os shows de Biliu de Campina, Jairo Madruga e Flávio José.

O Maior São João do Mundo começa no dia 3 de junho e vai até o dia 3 de julho. As informações são do G1.

Polícia investiga denúncias de falsas vagas de emprego na PB

Dono da empesa diz que curso pago pelas pessoas está sendo realizado (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)

Uma empresa de João Pessoa está sendo investigada pela Polícia Civil por anunciar falsas vagas de emprego por meio da internet. De acordo com o delegado Lucas Sá, titular da delegacia de Falsificações e Defraudações, várias pessoas que teriam sido vítimas da empresa realizaram as denúncias e um inquérito foi instaurado para investigar o caso.

Jovem conta que empresa oferecia a vaga e depois cobrava por curso (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)
Jovem conta que empresa oferecia a vaga e depois cobrava por curso (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)

Segundo um jovem, que não quis se identificar, a empresa realizava os anúncios das vagas em grupos de empregos de uma rede social. Ele conta que as vítimas, ao chegar no local anunciado pela empresa, eram convidadas a fazer um curso que custa R$ 150 e quando perguntavam pela vaga, eram enganadas.

“Uma das postagens me chamou a atenção, que era justamente dizendo ‘vagas para vendedor interno e externo’. Quando cheguei lá, a minha entrevista durou dois minutos. Eu nunca vi uma entrevista de emprego durar dois minutos. Ai ele [o entrevistador] falou assim: ‘Quem for selecionado, quem quiser ficar e fazer o treinamento vai ter que pagar uma quantia de R$ 150’. Eu estava desconfiado, aí foi quando eu vi: pronto, é roubada”, disse o jovem.

Dono da empesa diz que curso pago pelas pessoas está sendo realizado (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)
Dono da empesa diz que curso pago pelas pessoas está sendo realizado (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)

O dono da empresa, Jonatha Rossi, contou, em entrevista à TV Cabo Branco, que o estabelecimento funciona há dois anos. Ele explica que anuncia as vagas de empresas credenciadas com um site que recebe os currículos dos candidatos e para quem não tem experiência, é oferecido o curso de capacitação, feito por eles. “A gente lança a vaga e não cobramos para quem tem experiência. Para quem não tem, não é obrigado a pagar, a gente oferece o nosso curso, o treinamento”, disse.

Nas redes sociais, uma outra pessoa que passou pela mesma situação publicou que a vaga não era verdadeira. “É um absurdo você perder todo o seu tempo crente que seria uma vaga de emprego”, diz a postagem. Várias pessoas compartilharam e também comentaram a publicação.

Várias pessoas compartilharam e também comentaram a publicação (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)
Várias pessoas compartilharam e também comentaram a publicação (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)

Em um dos relatos, uma jovem conta que há mais de dois meses pagou pelo treinamento, mas não recebeu. “Dois meses que fui lá, também foi a mesma coisa e cheguei a pagar 150,00 reais pelo treinamento mais depois do pagamento começou a enrolação e até hoje não recebi meu dinheiro e nada (sic)”, escreve.

O jovem que falou sobre a entrevista disse que recebeu ameaças após também postar no grupo. “Quando eu vi a postagem dela eu falei ‘vou postar também no grupo dos empregos para quem não sabe, ficar sabendo, e quem já caiu, se pronunciar’. Aí quando foi de noite, neste mesmo dia, eu recebi uma ameaça pelo Facebook de um fake que não tinha foto, não tinha nome, nem nada, dizendo para eu parar com isso e que ia sobrar para mim”, comentou.

Jonatha Rossi nega as denúncias feitas pelas pessoas nas redes sociais. “A gente tem como provar que está tendo o treinamento todos os sábados. O serviço é pago pelo treinamento e ele está sendo cumprido”, conclui. As informações são do G1.

Presidente interino da Câmara decide anular tramitação do impeachment

Deputado Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara (Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados)
Deputado Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara (Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados)
Deputado Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara (Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados)

* atualizado às 12h51

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou uma decisão nesta segunda-feira (9) para anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa.

Em seu despacho que será publicado na edição do Diário da Câmara desta terça (10), o deputado derruba as sessões do plenário que trataram do processo na Casa entre os dias 15 e 17 de abril e determina que o processo, que está no Senado, volte à Câmara. Maranhão determina que a Casa terá cinco sessões para refazer a votação no plenário.

Na última sexta (6), Maranhão afirmou em encontro com parlamentares, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”: “Vocês vão se surpreender comigo”.

O deputado Fernando Franceschini (SD-PR) já anunciou que prepara recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a medida.

O impeachment já avançou ao Senado, tendo relatório aprovado por comissão especial, e a votação é prevista para quarta-feira (11), quando os senadores decidirão sobre o afastamento por 180 dias de Dilma. Não está certo se esse calendário será mantido.

O principal argumento para invalidar a sessão é que os partidos não poderiam ter fechado questão ou dado orientação em relação ao voto dos parlamentares, uma vez que, segundo o presidente interino, “os parlamentares deveriam votar de acordo com suas convicções pessoais e livremente”. O pepista também diz que o fato de os deputados terem anunciado publicamente seus votos caracteriza pré-julgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa consagrado na Constituição.

O congressista alega ainda que a defesa de Dilma deveria ter sido ouvida por último no momento da votação. Há ainda uma alegação técnica de que o resultado da votação teria que ser encaminhado ao Senado por resolução e não por ofício, como teria ocorrido.

“Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente os seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da presidente ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo”, diz o presidente interino.

Em sua decisão, Maranhão diz que os deputados ficam proibidos de antecipar seus votos sobre o processo para a nova votação.

Maranhão acolheu recurso da AGU (Advocacia-Geral da União) questionando a votação do processo de impeachment de Dilma, no dia 17 de abril, pelo plenário da Câmara. O impeachment foi aprovado por 367 votos contra 137, pela abertura do processo de impeachment.

A Folha antecipou, na coluna Painel do último dia 6, que havia um recurso da AGU pendente, datado de 25 de abril, em que o advogado-geral José Eduardo Cardozo requeria a nulidade da votação. “Com uma canetada, Maranhão pode agora levar o impeachment à estaca zero”, disse um aliado de Cunha à época.

O deputado é aliado do governador Flávio Dino (PC do B-MA), um dos principais correligionários de Dilma, e votou contra a autorização da Câmara para abertura do processo de impeachment.

Vice-presidente da Câmara, Maranhão chegou ao comando da Casa na semana passada após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar a suspensão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato e da Presidência da Câmara, que foi o principal fiador do impeachment no Congresso.

Na ação, a AGU apontou ilegalidades como orientação de voto feita pelos líderes partidários, motivações de voto alheias ao tema em questão (os que votaram “pela família”, por exemplo), manifestação do relator no dia da votação, não abertura de espaço à defesa após essa fala e falta da aprovação de uma resolução materializando a decisão do plenário.

A acusação contra Dilma leva em conta as chamadas pedaladas fiscais e decretos que ampliaram os gastos federais em R$ 3 bilhões.

DILMA

A presidente Dilma recebeu a notícia durante evento no Palácio do Planalto para anunciar a criação de universidades. Em meio a gritos da plateia de “Uh! É Maranhão” e “Fica querida!”, a presidente afirmou sobre a decisão de Maranhão: “Eu soube agora, da mesma forma que vocês, que um recurso foi aceito e que portanto o processo de impeachment está suspenso”.

“Eu não tenho essa informação oficial. Estou falando porque não podia fingir que não estava sabendo da mesma coisa que vocês”, afirmou. “Não é oficial, não sei as consequências, tenham cautela, porque vivemos uma conjuntura de manhas e artimanhas”.

“Temos que saber que temos pela frente uma disputa dura, cheia de dificuldades. Peço encarecidamente aos senhores parlamentares uma certa tranquilidade para lidar com isso”, afirmou Dilma, que falou por cerca de 20 minutos.

Veja a íntegra da nota emitida por Maranhão:

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As informações são da Folha de São Paulo.

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