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Parecer da CCJ diz que Câmara tem que fazer eleição para presidência

“Estudo foi encomendado pelo presidente da comissão, Osmar Serraglio. Presidência da Câmara é ocupada interinamente por Waldir Maranhão”.

Parecer feito pela equipe técnica da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados defende que novas eleições sejam realizadas de imediato para a presidência da Casa, ocupada interinamente pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA).

Primeiro-vice-presidente da Câmara, Maranhão assumiu o lugar do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no último dia 5, quando o peemedebista foi afastado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da pressão para que renuncie, Maranhão já disse que não pretende abrir mão da função.

O Regimento Interno da Câmara prevê que, em caso de vacância de algum cargo da Mesa Diretora, uma eleição tem que ser feita no prazo de cinco sessões plenárias. No entanto, o entendimento da Secretaria-Geral da Mesa é que a decisão do STF apenas suspendeu o mandato de Cunha e, embora por tempo indefinido, não é suficiente para declarar vago o cargo – condição para realizar novo pleito.

O estudo da CCJ, feito a pedido do presidente da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), vai em outro sentido e poderá reforçar a demanda de partidos, como o DEM, que defendem novas eleições.

O parecer pondera que o primeiro-vice-presidente apenas substitui o presidente da Câmara, mas não pode sucedê-lo por tempo indeterminado e prolongado. Além disso, sustenta que novas eleições são necessárias para evitar que Maranhão continue acumulando cargos, inclusive para impedir a concentração excessiva de poder.

Outro ponto levantado pelos técnicos da CCJ é que Maranhão, por estar como interino na presidência da Câmara, não poderá integrar a linha sucessória da Presidência daRepública.  Pela Constituição, em caso de ausência do presidente, o vice-presidente da República assume e, na ausência deste, o presidente da Câmara.

“Assim, a Câmara dos Deputados, enquanto permanecer essa situação de transitoriedade, restará sub-representada, pois somente ao Presidente desta Instituição compete integrar a linha sucessória da Presidência da República”, diz um dos trechos do parecer.

Por fim, o estudo sustenta que a distribuição das vagas na Mesa Diretora deve respeitar o tamanho dos partidos e que, se o vice continuar acumulando o cargo de presidente, isso estará ferindo o princípio da proporcionalidade partidária. Serraglio pretende submeter o parecer ao colegiado na próxima semana. Se for aprovado, poderá ser levado ao plenário.

G1

Gilmar Mendes suspende investigação sobre Aécio Neves um dia após autorizá-la

“Ministro avaliou que não há novos fatos no caso reenviado que já havia sido arquivado por Zavascki”

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou suspender a investigação sobre o suposto envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB) no esquema de propina ligado a estatal de energia Furnas menos de 24 horas depois de autorizá-la. Segundo o ministro, o senador e seus advogados conseguiram provar nesta quinta-feira que não há novos elementos que justifiquem a abertura de inquérito. Gilmar também enviou o inquérito de volta para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deve reavaliar o caso.

Na quarta-feira, o ministro havia autorizado a abertura de investigação com base na delação premiada feita pelo ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido), que citou Aécio Neves como pessoa próxima a Dimas Toledo, apontado como operador do esquema de corrupção em Furnas. Anteriormente, o senador mineiro já havia sido mencionado no esquema de Furnas em outra delação premiada, do doleiro Alberto Yousseff, mas na época Janot considerou insuficientes as informações do delator.

Janot justificou o novo pedido dizendo que existem elementos na delação de Delcídio que comprovam fatos narrados por Youssef. No pedido de investigação, o procurador dizia ainda que Aécio Neves é suspeito de possuir contas em um paraíso fiscal por meio de uma fundação que estava vinculada à mãe dele, Inês Maria Neves Faria. A defesa de Aécio sustenta que, além de não haver novidade, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, já havia arquivado a investigação sobre o caso. Os argumentos foram acolhidos nesta quinta por Gilmar. “A petição do parlamentar pode demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que haja novas provas”, escreveu o ministro em sua decisão.

El País

Temer divulga lista oficial de ministros

O presidente interino Michel Temer já escolheu sua equipe de governo. No total, serão 22 ministérios, segundo divulgou a assessoria de imprensa da Vice-Presidência. O Ministério da Cultura, por exemplo, será incorporado ao Ministério da Educação.

Abaixo, a lista dos novos ministros:

– Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
– Raul Jungmann, ministro da Defesa
– Romero Jucá, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
– Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo
– Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
– Bruno Araújo, ministro das Cidades
– Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
– Henrique Meirelles, ministro da Fazenda
– Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura
– Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil
– Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário
– Leonardo Picciani, ministro do Esporte
– Ricardo Barros, ministro da Saúde
– José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente
– Henrique Alves, ministro do Turismo
– José Serra, ministro das Relações Exteriores
– Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho
– Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania
– Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil
– Marcos Pereira, ministério da Indústria e Comércio
– Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
– Fábio Osório Medina, AGU

* A matéria foi atualizada às 13h46

Da Agência Brasil

Corpo de Bombeiros deve utilizar nota do Enem para o CFO-2017

O processo seletivo para o Curso de Formação de Oficiais Bombeiro Militar com ingresso em 2017, do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB), deverá utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. A prova, realizada pelo Ministério da Educação, está com inscrições abertas até 20 de maio e deve ser utilizada como etapa intelectual do CFO – que terá ainda outras fases (exames psicológicos, de saúde e de aptidão física). Essa parte complementar será executada pelo próprio CBMPB.

Por isso, conforme o presidente da comissão coordenadora geral do concurso, coronel Dênis Nery, além da inscrição no Enem, os candidatos farão, posteriormente, uma outra no âmbito do CBMPB. “O edital, contendo o prazo de inscrições e os pré-requisitos para seleção, ainda será lançado. Pedimos que os candidatos fiquem atentos às publicações que serão feitas em nosso site ”, destacou.

No entanto, os interessados já podem se basear nos critérios dos editais anteriores, que também estão disponíveis no site da corporação, na aba concursos públicos. Com relação à carreira, o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Bombeiro Militar (CFO-BM) se dá na graduação de praça especial, como cadete, e ao termino, com aproveitamento, o concluinte é declarado aspirante-à-Oficial Bombeiro Militar. Desde o primeiro ano de formação, o aluno cadete já recebe uma remuneração, a ser definida em edital.

Na seleção de 2016, o salário oferecido foi de R$ 2.194,54 – no primeiro ano de formação, e R$ 4.760,19, quando da conclusão do curso. Após um período de estágio probatório de no mínimo seis meses, o bombeiro é promovido ao posto de 2º tenente (com incremento na remuneração), ingressando no Quadro de Oficiais Combatentes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba. As informações são do Jornal da Paraíba.

PB tem 119 casos confirmados de microcefalia, diz Ministério da Saúde

Luiz Philipe nasceu com microcefalia Foto: Daniel Castelo Branco/Agência O Dia

A Paraíba tem 119 casos confirmados de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, segundo o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado na quarta-feira (11). No total, foram notificados 873 casos até o dia 7 de maio, sendo que 410 foram descartados e 344 seguem em investigação.

No último levantamento, divulgado no dia 4 de maio, a Paraíba contabilizava 115 casos confirmados e 379 em investigação.

O estado segue sendo o terceiro com maior número de casos confirmados. A Paraíba ficou atrás de Pernambuco (351) e Bahia (237). Em todo o país, foram confirmados 1.326 casos de microcefalia. Outros 3.433 estão em fase de investigação. O informe reúne semanalmente as informações encaminhadas pelas secretarias estaduais de saúde.

O Ministério da Saúde esclarece que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral. As informações são do G1.

Publicadas no Diário Oficial exonerações de ministros do governo Dilma

A edição desta quinta-feira (12) do Diário Oficial da União traz a exoneração de todos os ministros do governo da presidenta Dilma Rousseff. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sila, que havia sido nomeado ministro-chefe da Casa Civil, é o primeiro da lista. Em seguida, estão os nomes:

– José Eduardo Cardozo, do cargo de advogado-geral da União

– Luiz Augusto Fraga Navarro de Britto Filho, do cargo de ministro-chefe da Controladoria-Geral da União

– Jaques Wagner, do cargo de ministro-chefe do Gabinete Pessoal da presidenta da República

– Marco Aurélio de Almeida Garcia, do cargo de chefe da Assessoria Especial do Gabinete Pessoal da presidenta da República

– Carlos Eduardo Gabas, do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil

– Edson Antonio Edinho da Silva, do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

– Ricardo José Ribeiro Berzoini, do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República

– Maurício Muniz Barretto de Carvalho, do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República

– Kátia Regina de Abreu, do cargo de ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

– João Luiz Silva Ferreira, do cargo de ministro da Cultura

– José Aldo Rebelo Figueiredo, do cargo de ministro da Defesa

– Aloizio Mercadante Oliva do cargo de ministro da Educação

– Nelson Henrique Barbosa Filho, do cargo de ministro da Fazenda.

– Josélio de Andrade Moura, da interinidade no cargo de ministro da Integração Nacional

– Eugênio José Guilherme de Aragão, do cargo de ministro da Justiça

– Inês da Silva Magalhães, do cargo de ministra das Cidades

– André Peixoto Figueiredo Lima, do cargo de ministro das Comunicações

– Nilma Lino Gomes, do cargo de ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos

– Mauro Luiz Iecker Vieira, do cargo de ministro das Relações Exteriores

– Marco Antônio Martins Almeida, do cargo de ministro de Minas e Energia

– Patrus Ananias de Sousa, do cargo de ministro do Desenvolvimento Agrário

– Tereza Helena Gabrielli Barreto Campello, do cargo de ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

– Ricardo Leyser Gonçalves, da interinidade no cargo de ministro do Esporte

– Izabella Mônica Vieira Teixeira, do cargo de ministra do Meio Ambiente

– Valdir Moysés Simão, do cargo de ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão

– Miguel Soldatelli Rosseto, do cargo de ministro do Trabalho e Previdência Social

– Alessandro Golombiewski, Teixeira do cargo de ministro do Turismo

– Antônio Carlos Rodrigues, do cargo de ministro dos Transportes

Além dos ministros, também foram exonerados 37 assessores e servidores que ocupavam cargos de chefia na Casa Civil, na Secretaria de Governo e no gabinete pessoal da Presidência, sendo seis deles a pedido.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Michel Temer é notificado e assume Presidência Interina

12-05-2016 Michel Temer assina notificação de posse como presidente interino encaminhada pelo Senado. Foto: Marcos Corrêa
Michel Temer assina notificação de posse como presidente interino encaminhada pelo Senado (Foto: Marcos Corrêa)
Michel Temer assina notificação de posse como presidente interino encaminhada pelo Senado (Foto: Marcos Corrêa)

O senador Vicentinho Alves (PMDB-TO) notificou, às 11h27 desta quinta-feira (12), o vice-presidente Michel Temer sobre o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo por até 180 dias.

De acordo com deliberação da Mesa Diretora do Senado, Temer recebe agora o título de presidente interino. Ele passa a possuir plenos poderes de nomear a equipe de governo e gerenciar o Orçamento da União.

“A missão está cumprida tanto perante a presidente Dilma como também junto aqui ao vice-presidente Michel Temer”, declarou Alves, que, ao entrar no Palácio do Jaburu, negou ter se sentido constrangido com o papel histórico que lhe coube desempenhar. Momentos antes, Alves havia notificado Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Segundo Alves, o vice demonstrou “entusiasmo” e se mostrou “esperançoso”.

Estavam ao lado Temer os futuros ministros da Fazenda, Henrique Meireles, da Justiça, Alexandre de Moraes, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ex-ministro Moreira Franco, entre outros.

Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Punição sem crime é a “maior das brutalidades” contra o ser humano, diz Dilma

Presidenta Dilma Rousseff durante declaração à imprensa (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Presidenta Dilma Rousseff durante declaração à imprensa (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Presidenta Dilma Rousseff durante declaração à imprensa (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Cercada por dezenas de ex-ministros, parlamentares e servidores do Palácio do Planalto, a presidenta afastada Dilma Rousseff faz na manhã desta quinta-feira (12) um pronunciamento à imprensa em que classificou o processo contra ela de “impeachment fraudulento”.

Dilma Rousseff admitiu que pode ter cometido erros, mas enfatizou que não cometeu crimes e que está sofrendo injustiça, a “maior das brutalidades que pode ser cometida”.

“Não cometi crime de responsabilidade. Não tenho contas no exterior, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é frágil, juridicamente inconsistente, injusto, desencadeado contra pessoa honesta e inocente. A maior das brutalidades que pode ser cometida por qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu”, disse.

Em falas interrompidas por aplausos e gritos de apoio, a presidenta lembrou que foi eleita por 54 milhões de brasileiros e disse que o que está em jogo não é somente o seu mandato.

“O que está em jogo não é apenas o meu mandato. É o respeito às urnas. À vontade soberana ao povo brasileiro e à Constituição. São as conquistas dos últimos 13 anos. O que está em jogo é a proteção às crianças, jovens chegando às universidades e escolas técnicas. O que está em jogo é o futuro do país, esperança de avançar cada vez mais. Quero mais uma vez esclarecer fatos e denunciar riscos para país de um impeachment fraudulento. Um verdadeiro golpe”, declarou.

No pronunciamento, Dilma estava acompanhada de seus ex-ministros e parlamentares aliados, como a ex-ministra Eleonora Menicucci (das Mulheres), Kátia Abreu (da Agricultura) e Giles Azevedo (assessor especial). Dilma deu a declaração no Salão Leste do Palácio do Planalto que estava lotado de servidores que vieram dar apoio à presidenta afastada. Eles entoaram palavras de ordem: “É golpe”, “Golpistas, fascistas não passarão”, “Dilma, guerreira, da pátria brasileira”.

Com relação ao resultado no Senado, ela chamou o impeachment de fraudulento. “Diante da decisão do Senado quero mais uma vez esclarecer os fatos e denunciar os riscos para o paí de um impeachment fraudulento, um verdadeiro golpe, desde que fui eleita parte da oposição inconformada pediu recontagem de votos, tentou anular as eleições depois e passou a conspirar abertamente pelo impeachment, mergulharam o país num ato de instabilidade e impediram a recuperação da economia com tomar na força o que não conquistaram nas urnas”.

E voltou a dizer que não cometeu crime, e que, por isso, se sente injustiçada. “Jamais compactuei com a corrupção, esse é um processo inconsistente, injusto, desencadeado contra uma pessoa inocente, é a maior brutalidade que pode ser cometida contra qualquer ser humano, puni-lo por um crime que não cometeu. Não existe injustiça mais devastadora que condenar um inocente, é uma injustiça, um mal irreparável, essa farsa jurídica de que estou sendo alvo. Como presidente, nunca aceitei chantagem alguma, posso ter cometidos erros, mas não cometi crime.”

Dilma também voltou a dizer que antecessores também usaram do artifício da pedalada fiscal para ajustar contas de governo. “Atos que pratiquei foram atos legais, honestos. Atos de governo idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles e não é crime também agora. Tratam  como crime um ato corriqueiro de gestão, me acusam de atraso no pagamento do Plano Safra. É falso. A lei não exige minha participação na execução desse plano. Meus acusadores tem que saber dizer que ato pratiquei. Nada restou para ser pago, nem dívida.”

Notificação

Dilma foi notificada no Palácio do Planalto pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, senador Vicentinho Alves (PR-TO), de seu afastamento do cargo após a proclamação do resultado da votação da admissibilidade do seu processo de impeachment na manhã desta quinta-feira (12).

O Senado aprovou, por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o processo será aberto no Senado e Dilma é afastada do cargo por até 180 dias. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 78 parlamentares, mas 77 votaram, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros, se absteve.

Saída do Planalto

Assim que terminou sua declaração, Dilma saiu do Palácio do Planalto pela porta principal que fica no térreo do prédio. No caminho, ela cumprimentou servidores da Presidência, em sua maioria mulheres, que a recepcionaram no caminho, que estavam em um cercado próximo à rampa. Na avenida em frente ao Planalto, onde estão concentrados milhares de manifestantes em apoio a presidenta, ela resolveu falar novamente.

Por Paulo Victor Chagas e Yara Aquino – Repórteres da Agência Brasil

Após mais de 20 horas, Senado aprova processo de impeachment e afasta Dilma

Presidente fica afastada por até 180 dias enquanto é julgada no Senado
Presidente fica afastada por até 180 dias enquanto é julgada no Senado
Presidente fica afastada por até 180 dias enquanto é julgada no Senado

O Senado aprovou, por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo deimpeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o processo será aberto no Senado e Dilma será afastada do cargo por até 180 dias, a partir da notificação. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 71 senadores.

A sessão para a votação durou mais de 20 horas. Durante o dia, dos 81 senadores, 69 discursaram apresentando seus motivos para acatar ou não a abertura de processo contra Dilma. 

Comissão Especial

Com a aprovação de hoje, o processo volta para a Comissão Especial do Impeachment. A comissão começará a fase de instrução, coletando provas e ouvindo testemunhas de defesa e acusação sobre o caso. O objetivo será apurar se a presidenta cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos com créditos suplementares mesmo após enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para revisão da meta fiscal, alterando a previsão de superávit para déficit. A comissão também irá apurar se o fato de o governo não ter repassado aos bancos públicos, dentro do prazo previsto, os recursos referentes ao pagamento de programas sociais, com a cobrança de juros por parte das instituições financeiras, caracteriza uma operação de crédito. Em caso positivo, isso também é considerado crime de responsabilidade com punição de perda de mandato.

Um novo parecer, com base nos dados colhidos e na defesa, é elaborado em prazo de 10 dias pela comissão especial. O novo parecer é votado na comissão e, mais uma vez, independentemente do resultado, segue para plenário.

A comissão continuará sob comando do senador Raimundo Lira (PMDB-PB) e a relatoria com Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Embora o Senado não tenha prazo para concluir a instrução processual e julgar em definitivo a presidenta, os membros da comissão pretendem retomar os trabalhos logo. A expectativa de Lira é que até sexta-feira (13) um rito da nova fase esteja definido, com um cronograma para os próximos passos.

Ele não sabe ainda se os senadores vão se reunir de segunda a sexta-feira, ou em dias específicos e nem se vão incluir na análise do processo outros fatos além dos que foram colocados na denúncia aceita pelo presidente da Câmara dos Deputados. A votação dos requerimentos para oitiva de testemunhas e juntada de documentos aos autos deve começar na próxima semana.

Presidente do STF

Na nova etapa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, passa a ser o presidente do processo, sendo também a última instância de recursos na Comissão Processante. “O processo volta para a comissão, sendo que a instância máxima será o presidente do STF. Se houver alguma questão de ordem que eu indeferir, o recurso será apresentado a ele. Ele passa a ser o presidente do julgamento do impeachment”, explicou o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).

Afastamento

Com a abertura do processo no Senado, Dilma Rousseff é afastada do exercício do cargo por até 180 dias. A presidenta poderá apresentar defesa em até 20 dias. O vice-presidente Michel Temer assume o comando do Executivo até o encerramento do processo. A comissão pode interrogar a presidenta, que pode não comparecer ou não responder às perguntas formuladas.

Intervenção

Há a possibilidade de intervenção processual dos denunciantes e do denunciado. Ao fim, defesa e acusação têm prazo de 15 dias para alegações finais escritas.

Segunda votação em plenário

Depois que a comissão votar o novo parecer, o documento é lido em plenário, publicado no Diário do Senado e, em 48 horas, incluído na ordem do dia e votado pelos senadores. Para iniciar a sessão são necessários mais da metade dos senadores (41 de 81). Para aprovação, o quórum mínimo é de mais da metade dos presentes.

Se o parecer é rejeitado, o processo é arquivado e a presidenta Dilma Rousseff reassume o cargo. Se o parecer é aprovado, o julgamento final é marcado.

Recursos

A presidente da República e os denunciantes são notificados da decisão (rejeição ou aprovação). Cabe recurso para o presidente do Supremo Tribunal Federal contra deliberações da Comissão Especial em qualquer fase do procedimento. 

Decisão final

Na votação final no Senado, os parlamentares votam sim ou não ao questionamento do presidente do STF, que perguntará se Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade no exercício do mandato.

As partes poderão comparecer pessoalmente ou por intermédio de seus procuradores à votação. Para iniciar a sessão é necessário quórum de 41 dos 81 senadores. Para aprovar oimpeachment é preciso maioria qualificada (dois terços dos senadores), o que equivale a 54 dos 81 possíveis votos.

Se for absolvida, Dilma Rousseff volta ao cargo e dá continuidade à sua gestão. Se for condenada, Dilma é destituída e fica inabilitada para exercer função pública por oito anos. Michel Temer, então, assume a presidência do país até o final do mandato.

Da Agência Brasil

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