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STF suspende lei que autoriza produção e uso da “pílula do câncer”

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nessa quinta-feira (19) a eficácia da lei que permite a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”. Por 6 votos a 4, a Corte máxima do país acatou pedido da Associação Médica Brasileira (AMB) para suspender os efeitos da lei aprovada pelo Congresso no final de março e sancionada pela presidenta afastada da República Dilma Rousseff em 14 de abril. Ao julgar o mérito da questão, sem data definida, a Corte decidirá sobre a anulação ou não da lei.

A maioria dos ministros acompanhou voto do relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, que entendeu que o Congresso invadiu a competência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de liberar substâncias médicas. Além de ser temerária, a liberação da “pílula do câncer” ocorreu sem as pesquisas científicas necessárias. Acompanharam o relator, os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavaski, Luiz Fux, Cármen Lúcia e presidente da Corte, Ricardo Lewandowski. 

“O controle dos medicamentos fornecidos à população é efetuado, tendo em conta a imprescindibilidade de aparato técnico especializado, por agência reguladora supervisionada pelo Poder Executivo. A atividade fiscalizatória dá-se mediante atos administrativos concretos de liberação das substâncias, devidamente precedidos dos estudos técnicos – científicos e experimentais. Ao Congresso Nacional não cabe viabilizar, por ato abstrato e genérico, a distribuição de qualquer medicamento”, disse Marco Aurélio.

Para o relator, é temerária, e potencialmente danosa, a liberação genérica do medicamento sem os estudos clínicos, em razão da ausência, até o momento, de elementos técnicos da viabilidade da substância para o bem-estar do organismo humano. “Salta aos olhos, portanto, a presença dos requisitos para o implemento da medida acauteladora”, disse Marco Aurélio.

Reserva administrativa

Na avaliação do ministro Luís Roberto Barroso, houve por parte do Congresso, violação da reserva de administração, ou seja, de competência do Poder Executivo. Assim, como o relator, Barroso afirmou que o risco da liberação do medicamento sem teste é maior do que os resultados positivos relatados por alguns pacientes que fizeram uso do medicamento.

“Sem a submissão da fosfoetanolamina sintética a todos os testes necessários não é possível aferir a sua segurança, qualidade e eficácia, tampouco iniciar o processo de obtenção de registro como medicamento junto à Anvisa, possibilitando sua comercialização. No estágio atual das pesquisas não há evidências que a substância tenha efeitos positivos no combate ao câncer, de que não seja tóxica e de que não produza efeitos colaterais relevantes nos pacientes que a ingerirem”, disse.

O presidente do STF disse que o Estado tem que agir “racionalmente”. “O Estado de Direito que se organiza em bases racionais. Não me parece ser possível que hoje o Estado, sobretudo em um campo tão sensível, que é o campo da saúde, possa,  agir irracionalmente, levando em conta em ordem metafísica e fundamentada em suposições que não tenham base em evidências científicas”, disse Lewandowski.

Para o ministro Luiz Fux, a Lei 13.269 de 2016 abriu um “carta de alforria” e representa um grande risco à saúde das pessoas. “Sem saber os malefícios dos efeitos colaterais essa substância pode violar o direito a saúde e uma vida digna”.

Divergência

O ministro Luiz Edson Fachin abriu divergência e foi acompanhado pelos ministros Rosa Weber, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Para Fachin, a liminar deveria ser concedida, exceto para os casos de pacientes terminais.

“É possível afirmar que as coindicantes exigidas para o acesso a determinadas substâncias podem ser relativizadas em vista da condição de saúde do paciente. Em casos tais, a situação de risco para demonstrar que as exigências relativas à segurança cedem em virtude da própria escolha das pessoas, eventualmente, acometidas de enfermidades. Essa escolha não decorre apenas do direito de autonomia, mas da autodefesa do direito à vida em prol da qualidade de vida”, disse Fachin.

Por Ivan Richard e Michèlle Canes – Repórteres da Agência Brasil

Forças Armadas gregas encontram destroços de avião no mar

As Forças Armadas gregas anunciaram ter encontrado destroços no mar, próximo à Ilha de Creta, quando procuravam o avião da EgyptAir que caiu na madrugada de hoje (19) no Mediterrâneo, com 66 pessoas a bordo.

“Foram encontrados a sudeste de Creta, dentro da área de informação aérea do Cairo”, afirmou um porta-voz do Estado-Maior, Vassilis Beletsiotis à agência France Presse.

Fonte do Ministério da Defesa informou à agência espanhola Efe que os destroços – pedaços de plástico com cordas cor laranja – estão a 50 quilômetros da Ilha de Karpatos.

Vassilis Beletsiotis acrescentou que os objetos, que flutuam no mar, foram localizados por um avião C-130 egípcio e que navios gregos estão a caminho do local.

Da Agência Lusa

STF proíbe redução de duodécimo da Defensoria Pública pelo governo estadual

Por maioria de votos, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucionais normas dos estados do Amapá, da Paraíba e do Piauí que interferiam nas autonomias das respectivas defensorias públicas estaduais.No caso da Paraíba, o STF entendeu que o governo do estado não pode reduzir repasses do duodécimo da Defensoria Pública.

A decisão foi tomada na sessão desta quarta-feira (18), no julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) 5286 e 5287 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 339, ajuizadas na Corte pela Associação Nacional de Defensores Públicos (Anadep).

O julgamento, iniciado em outubro de 2015 com o voto do relator, ministro Luiz Fux, foi retomado com o voto do ministro Edson Fachin, que havia pedido vista dos autos naquela ocasião. Ele seguiu o entendimento do relator, em todos os casos, votando pela inconstitucionalidade dos dispositivos questionados, no ponto em que violam a autonomia das defensorias públicas estaduais.

Paraíba

A Anadep ajuizou a ADI 5287, contra a Lei 10.437/2014, do Estado da Paraíba, que estima a receita e fixa a despesa do estado para o exercício financeiro de 2015. De acordo com a entidade, a lei reduziu a proposta orçamentária da Defensoria Pública estadual, em afronta à autonomia da instituição, prevista no artigo 134 (parágrafo 2º) da Constituição Federal.

A redução unilateral – pelo governador do Estado da Paraíba – do valor da proposta orçamentária elaborada pela Defensoria Pública estadual, apresentada em consonância com a Lei de Diretrizes Orçamentária e demais requisitos constitucionais, “revela verdadeira extrapolação de sua competência em clara ofensa à autonomia da referida instituição e à separação dos Poderes”, disse o ministro Luiz Fux em seu voto.

Ele reiterou os fundamentos do seu voto na ADI 5286 para declarar a inconstitucionalidade da norma paraibana, apenas quanto à parte em que fixou a dotação orçamentária à Defensoria Pública estadual em razão de prévia redução unilateral pelo governador.

Neste caso, o relator declarou a inconstitucionalidade parcial da lei, sem pronúncia de nulidade, uma vez que não há como desfazer o repasse de verbas já realizado. Segundo o ministro, enquanto não houver a apreciação legislativa da proposta orçamentária, os repasses só poderão ser feitos sobre o valor constante de nova proposta analisada pela Assembleia. “A associação queria que fosse repassado o valor com base na proposta original e isso é impossível constitucionalmente, por isso julgo parcialmente procedente”, ressaltou.

À exceção do ministro Marco Aurélio, que votou pela improcedência da ADI, todos os ministros presentes à sessão acompanharam o relator.

Os ministros Edson Fachin, Marco Aurélio, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski chegaram a se manifestar pela prejudicialidade da ação, tendo em vista que o orçamento já tinha sido executado. Contudo, no mérito, também acompanharam o relator para assentar a tese de que é inconstitucional a prática do Poder Executivo de reduzir de forma unilateral os orçamentos propostos por outros poderes e órgãos autônomos. O ministro Luís Roberto Barroso defendeu a continuação da votação para afastar a prejudicialidade, com base em precedentes como a ADI 4426, para decidir o mérito e firmar o entendimento da Corte sobre o tema.

Por Hermes de Luna com informações do STF

 

Termina nesta sexta prazo de inscrição no Enem

Os estudantes que quiserem concorrer a vagas no ensino superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem até as 23h59 desta sexta-feira (20), horário de Brasília, para se inscrever nas provas. O processo é feito apenas pela internet, no site do Enem. As provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro.

Até as 16h de quarta (18), havia mais de 5 milhões de inscrições na página do Enem. Para finalizar o processo, o participante deve informar o CPF, o número do documento de identidade e um e-mail. O candidato deve informar ainda se necessita de algum atendimento específico ou especializado e se é sabatista – aqueles que, por convicção religiosa, guardam o sábado, reservando o dia para descanso e oração.

O estudante também precisa informa se quer usar o resultado do Enem para certificação do ensino médio. Para isso, é preciso ter 18 anos completos até o primeiro dia das provas do exame.

A inscrição só é confirmada após o pagamento da taxa de R$ 68. O prazo para que isso seja feito é até as 21h59, no horário de Brasília, do dia 25. São isentos da taxa os estudantes concluintes do ensino médio em escolas públicas e os participantes de baixa renda.

Novidade

Uma das novidades deste ano é que o estudante poderá pagar a taxa em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios.

Aqueles que obtiveram isenção no Enem de 2015, não compareceram nos dois dias de provas, mas pretendem pedir nova isenção devem justificar a ausência, conforme previsto em edital. Haverá campo específico para o esclarecimento no próprio sistema de inscrição.

A nota do Enem é usada na seleção para vagas em instituições públicas de ensino superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas na educação superior privada por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) e vagas gratuitas nos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).

O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e participar do Programa Ciência sem Fronteiras.

Por Yara Aquino

Polícia elucida morte de comerciante desaparecida em Itapororoca e prende casal suspeito do crime no Ceará

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do trabalho investigativo da Delegacia de Itapororoca e da 7ª Delegacia Seccional com sede em Mamanguape, elucidou a morte de uma comerciante e prendeu, nesta quarta-feira (18), com apoio da Polícia Civil do Ceará, um casal suspeito de ter cometido o crime. A delegada de Itapororoca, Ranielle Vasconcelos, e sua equipe estão se dirigiram ainda nesta quarta-feira ao Ceará para trazer os suspeitos, que deverão apontar o local onde o corpo da comerciante foi enterrado.

Segundo a delegada Ranielle Vasconcelos, o casal Antônio Alves de Morais, que já foi vereador na cidade de Santa Rita, de 65 anos, e Elizângela Mendonça de Morais, de 35 anos, já confessaram que assassinaram e enterraram o corpo da comerciante Maria Arcanjo da Silva, que era bastante conhecida como “Lourdes” na cidade de Itapororoca. 

A prisão do casal aconteceu na cidade de Saboeiro, no Ceará, e teve o apoio do delegado regional de Iguatu, que deu voz de prisão aos suspeitos. “A equipe investigativa da 7ª Delegacia Seccional recebeu há cerca de 20 dias a denúncia do desaparecimento da comerciante Maria Arcanjo da Silva, que era conhecida como Lourdes, em Itapororoca. A partir daí, começamos um verdadeiro rastreamento dos passos do casal que havia negociado a venda de uma casa com a comerciante. Conseguimos identificar através das imagens do circuito interno de um banco que os suspeitos efetuaram saques na conta da vítima”, esclareceu a delegada.

Com base nesses indícios, a delegada Ranielle Vasconcelos pediu a prisão preventiva do casal e o delegado regional de Iugatu (CE) deu cumprimento. Depois de preso, o casal confessou o crime e disse que teria enterrado o corpo em um canavial, mas não deu detalhes do local. “Por esse motivo estamos nos dirigindo até o Ceará para trazer Toinho da Prestação e sua esposa, Elizângela Morais, para a Paraíba, a fim de que eles apontem o local exato onde o corpo de ‘Lourdes’ foi enterrado”, concluiu.

Do PBVale

Aesa prevê chuvas isoladas para a faixa litorânea nesta sexta-feira‏

A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) prevê para todo o setor leste do Estado, nesta sexta-feira (20), nebulosidade variável com possibilidade de chuvas em áreas isoladas. O setor leste compreende as regiões do Agreste, Brejo e Litoral.

Ainda de acordo com a Aesa, para a região do Semiárido, que engloba o Alto Sertão, Sertão e Cariri-Curimataú, a previsão é de nebulosidade variável.

No Sertão, a temperatura máxima deverá ficar em torno dos 34º C e a mínima, dos 23º C. Confira a temperatura para as demais regiões do Estado:

Litoral – máxima de 31º C e mínima de 23º C

Brejo – máxima de 29º C e mínima de 19º C

Agreste – máxima de 30º C e mínima de 20º C

Cariri-Curimataú – máxima de 32º C e mínima de 22º C

Alto Sertão – máxima de 34º C e mínima de 23º C 

Do PBVale

STJD não conclui julgamento, mas libera prosseguimento do Paraibano

Julgamento foi realizado na sede do STJD, no Rio de Janeiro (Foto: Phelipe Caldas / GloboEsporte.com)
Julgamento foi realizado na sede do STJD, no Rio de Janeiro (Foto: Phelipe Caldas / GloboEsporte.com)
Julgamento foi realizado na sede do STJD, no Rio de Janeiro (Foto: Phelipe Caldas / GloboEsporte.com)

O Campeonato Paraibano vai continuar. E com Campinense e CSP disputando uma das semifinais. Pelo menos essa foi a decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em julgamento realizado nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro. O curioso é que o julgamento sequer chegou ao fim, já que um dos auditores pediu vistas para analisar melhor o processo no qual o Treze pede a exclusão da Raposa do estadual. O que aconteceu foi que quatro dos sete auditores alegaram que o Galo entrou com a ação fora do prazo e pediram o arquivamento do processo; mas, com o pedido de vistas, o processo não foi finalizado, e só vai ser retomado em aproximadamente duas semanas. Ainda assim, o colegiado entendeu que havia urgência para a Federação Paraibana de Futebol (FPF) indicar seus dois representantes para a Série D do Brasileiro e, por isso, autorizou a sequência da competição estadual.

Após os advogados de Treze, FPF e Campinense apresentarem seus argumentos, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, tomou a palavra e disse que, se a Raposa fosse punida, não seria o Galo o beneficiado.

– O Treze diz que o regulamento do Paraibano prevê as certidões negativas. É mentira! As preliminares são insuperáveis. Tem que ter muito boa vontade para aceitar a tese do Treze. A lei não prevê qual é a pena e quando se aplicaria. E, se fosse punir o Campinense, o Treze não seria o beneficiado – declarou Schmitt.

Na sequência, começou a votação. O auditor-relator Ronaldo Botelho Paciente alegou que o Treze entrou com a ação fora do prazo e, por isso, pediu o arquivamento do processo. Na sequência, Flávio Zveiter pediu vistas do processo, argumentando que o caso é mais complicado do que parece e que isso pode interferir na sequência das próximas competições. Assim, ele preferiu ter mais tempo para analisar melhor a ação. Paulo Valed e o presidente do STJD, Caio César Rocha, decidiram aguardar a análise de Zveiter.

Mesmo com a impossibilidade de concluir o julgamento nesta quinta-feira, devido ao pedido de vistas, alguns auditores preferiram adiantar os seus votos, o que permitiu que já se houvesse um parecer parcial sobre o caso. A isso, seguiram-se mais três votos – Gabriel Martiniano, Alexander Macedo e Paulo César Salomão Filho -, todos contra o Treze, a favor do relator, alegando entrada da ação fora do prazo.

Com quatro votos contra o Galo (e um pedido de vistas e duas esperas pelo pedido de vistas) o colegiado decidiu abrir votação para definir se a competição continuaria suspensa ou não. Cinco auditores votaram pela retomada dos jogos, já que a FPF precisa indicar os seus dois representantes na Série D.

A tendência, assim, é que o julgamento seja retomado em aproximadamente 15 dias, novamente na sede do STJD, no Rio de Janeiro. Até lá, a bola volta a rolar na Paraíba. A FPF deve se posicionar já nesta quinta-feira sobre quando acontecerão as partidas entre Campinense e CSP. O departamento jurídico da entidade aguarda apenas a decisão do presidente Amadeu Rodrigues.

Por Cadu Vieira e Phelipe Caldas

Estado convoca aprovados em concurso da Secretária de Segurança

O governo do Estado convocou, no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (19), 20 candidatos classificados e aprovados no concurso público da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba. Clique e veja o nome dos convocados, a partir da página 4.

Os aprovados vão assumir os cargos de perito oficial criminal; perito oficial odonto-legal; perito oficial químico-legal; agente de investigação; e motorista policial.

Com a nomeação, os candidatos têm um prazo de 30 dias para comparecer a Gerência Operacional de Posse, que fica no Centro Administrativo Estadual, no Bloco III, 3º andar, bairro de Jaguaribe, levando documentação necessária para assumir o cargo.

Do PBVale, com Portal Correio 

Decisão final do impeachment sai em menos de 120 dias, diz Raimundo Lira

Raimundo Lira vem sendo elogiado por governistas e oposicionistas
Raimundo Lira vem sendo elogiado por governistas e oposicionistas
Raimundo Lira vem sendo elogiado por governistas e oposicionistas

O senador paraibano Raimundo Lira (PMDB), presidente da Comissão Especial Processante do impeachment da presidente Dilma no Senado, vai apresentar o cronograma final do processo na próxima terça-feira, às 11 horas. Segundo ele, todo o roteiro, com datas de eventos, oitivas e outras definições já está pronto. Ele evitou dar detalhes à imprensa antes dos senadores terem pleno conhecimento dos procedimentos.

Mas Lira confirmou que a decisão do Senado pelo afastamento definitivo ou retorno da presidente Dilma Rousseff (PT) sai em menos de 120 dias. Segundo ele, antes da eleição. A ideia é evitar que o debate do impeachment se choque fortemente com o período mais crítico da eleição. “Quando fica muito perto, cria uma insegurança muito grande”, afirmou em conversa, por telefone, no início da tarde desta quinta-feira (19).

O presidente, que vem sendo elogiado por governistas e oposicionistas pela condução do processo, afirmou que apesar do prazo, Dilma terá amplo espaço para defesa. Lira disse registrou ainda que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que comanda o processo, ficará no Supremo para receber possíveis recursos encaminhados por ele depois de análise da comissão.

Opinião de Ricardo Lewandowski

À Agência Brasil, o presidente do STF lembrou que a possibilidade de apresentação de recursos, as diligências e oitivas que poderão ser requeridas pela defesa e acusação podem alongar o processo de análise do mérito da denúncia por crime de responsabilidade.

“Sobre o prazo, não há possibilidade de se estabelecer nenhuma previsão, tendo em conta as provas que podem ser pedidas, testemunhas e que devem ser especificadas juntamente com a defesa dentro daquele primeiro prazo de 20 dias”, argumentou Lewandowski, que é responsável por comandar o processo no Senado. 

Por Laerte Cerqueira, do Jornal da Paraíba 

Jovem é encontrado morto dentro de vala na Paraíba

Vítima, de 20 anos, foi achada perto de pedras na Ilha do Bispo (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Vítima, de 20 anos, foi achada perto de pedras na Ilha do Bispo (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Vítima, de 20 anos, foi achada perto de pedras na Ilha do Bispo (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Um jovem de 20 anos foi encontrado morto na noite de terça-feira (17) dentro de uma vala no bairro da Ilha do Bispo, em João Pessoa. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima foi achada em uma região conhecida como beco do Aratu. Ao lado do corpo, a polícia encontrou várias pedras, embora a polícia não tenha informado se a vítima foi morta a tiros ou a pedradas.

A Polícia Civil não informou se a vítima tinha antecedentes criminais ou se era usuário de drogas. No local do crime, os moradores não deram detalhes da ocorrência à polícia.

O corpo passou por um exame de perícia do Instituto de Polícia Científica  (IPC) e foi encaminhado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa.

Buscas foram feitas pela área do beco do Aratu pela Polícia Militar, mas até o início da manhã desta quarta-feira (18) nenhum suspeito de envolvimento com o crime tinha sido localizado. A Polícia Civil pediu que caso alguém tenha uma informação que ajude na elucidação do crime, entre em contato anonimamente pelo disque-denúncia 197. As informações são do G1.

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