Objetos foram encontrados no carro dos suspeitos (Foto: Divulgação/PM)
Objetos foram encontrados no carro dos suspeitos (Foto: Divulgação/PM)
A Polícia Militar apreendeu três bananas de dinamite, um revólver calibre 38, duas furadeiras, um alicate para destruir cadeados, ferramenta pé-de-cabra e duas balaclavas (touca para esconder o rosto), na tarde dessa sexta-feira (20), durante perseguição a um carro com dois suspeitos de realizar arrastões em postos de combustíveis das cidades de Duas Estradas e Lagoa de Dentro, no Litoral Norte da Paraíba. Os dois suspeitos morreram durante a ação.
Erinaldo Nunes Santana, de 30 anos, e Ednaldo Alves da Silva, 40 anos, eram suspeitos também de planejarem ataques a bancos para a madrugada deste sábado (21) na região, com a utilização dos objetos que foram apreendidos com eles no carro. Durante a perseguição, um deles morreu por causa dos ferimentos provocados pelo capotamento do veículo e o outro devido à troca de tiros com a polícia. Os dois ainda foram socorridos pela própria PM para o hospital de Mamanguape.
Durante perseguição, os suspeitos capotaram o veículo e trocaram tiros com a polícia (Foto: Reprodução/Diário de Lagoa de Dentro)
De acordo com o sargento Rennan Leite, da Força Tática da 2ª Companhia Independente, os dois foram interceptados na cidade de Mamanguape, em um bloqueio montado na PB 071 – que liga a cidade de Jacaraú à BR 101. “Eles furaram o bloqueio e começaram a fugir em alta velocidade, vindo a capotar o veículo. Um dos suspeitos ficou dentro do carro e o outro desceu, após o acidente, atirando contra a nossa guarnição, que revidou aos disparos para render os acusados”, disse.
Segundo levantamentos da Polícia Militar local, a dupla vinha sendo apontada como responsável por vários assaltos a estabelecimentos comerciais, casas e moradores dos municípios de Duas Estradas, Pedro Régis, Jacaraú e Mamanguape. O carro em que eles estavam tinha a placa clonada de Pernambuco e outras placas do mesmo estado foram encontradas dentro do veículo.
Corpo da vítima foi carbonizado em um canavial (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Corpo da vítima foi carbonizado em um canavial (Foto: Walter Paparazzo/G1)
O suspeito de matar a comerciante Maria Arcanjo da Silva da cidade de Itapororoca, no litoral Norte da Paraíba, no final de abril, mudou a versão que tinha dado ao crime e disse que ateou fogo no corpo da vítima. Antônio Alves de Morais confessou ter matado a comerciante por ciúmes e estava participando das buscas pelo corpo da vítima nessa sexta-feira (20).
Inicialmente, ele havia dito que teria enterrado o corpo da comerciante após o assassinato. Porém, ele voltou atrás e indicou o local onde o corpo foi carbonizado, em um canavial, às margens da PB-007, na região de Lucena. As buscas pelo corpo da comerciante começaram na noite da quinta-feira (19). A prisão do casal suspeito do crime foi na quarta-feira (18), no Ceará.
Antônio deu entrevista para o repórter cinematográfico Walter Paparazzo (Foto: Walter Paparazzo/G1)
“Vou completar 65 anos agora. Acabei com minha vida”, declarou Antônio Alves de Morais, que é ex-vereador de Santa Rita. Ele disse que o filho dele estava no carro na hora do crime, mas que se arrepende do assassinato. Antônio disse ainda que não ficou com dinheiro da comerciante.
Em entrevista na manhã desta sexta-feira (20), Antônio deu detalhes de como aconteceu o crime. Segundo ele, a vítima foi morta dentro do próprio carro em um local próximo ao aeroporto de João Pessoa e, em seguida, a levou para o local onde foi abandonada. “Passei uma corda no pescoço dela e puxei”, detalhou Antônio, que confessou: “Matei por ciúme!”.
Sobre a participação do seu filho no crime, ele ressalta que o rapaz só veio a saber do crime depois. “Ele gritou: ‘pai não faça uma loucura dessa não’. Ele ficou doidinho, ele é pastor”, contou. Antônio disse ainda estar confuso sobre o local onde abandonou o corpo. “Uma hora depois o arrependimento bateu. Por isso não encontrei ainda. Fiquei doidinho”, relatou.
Polícia Civl continua nas buscas pelo corpo da comerciante (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Segundo a delegada Ranielle Vasconcelos, responsável pelo caso, a vítima teria vendido uma casa para o casal e foi morta quando seguia para João Pessoa para receber o pagamento. O crime aconteceu no dia 27 de abril e a vítima estava desaparecida até o dia da prisão dos suspeitos.
“A equipe investigativa da 7ª Delegacia Seccional recebeu há cerca de 20 dias a denúncia do desaparecimento da comerciante Maria Arcanjo da Silva. A partir daí, começamos um verdadeiro rastreamento dos passos do casal que havia negociado a venda de uma casa com a comerciante. Conseguimos identificar através das imagens do circuito interno de um banco que os suspeitos efetuaram saques na conta da vítima”, esclareceu a delegada.
Com base nesses indícios, a delegada Ranielle Vasconcelos pediu a prisão preventiva do casal e o delegado regional de Iugatu (CE) deu cumprimento. A prisão aconteceu na cidade de Saboeiro, no Ceará. As informações são do G1.
A Polícia Militar apresentou nas delegacias, na noite dessa sexta-feira (20), dez suspeitos flagrados com armas, drogas, moto roubada e praticando roubos ou furtos. As prisões e apreensões aconteceram nas cidades de João Pessoa, Itaporanga, Cabedelo, Bayeux, Alagoa Nova e Manaíra.
Durante a noite, foram apreendidos três revólveres, sendo dois de calibre 38 e outro calibre 22, nos municípios de Itaporanga, Bayeux e Alagoa Nova. Nesse último, policiais do 10º Batalhão apreenderam o revólver com Rodrigo Alves Coelho, de 19 anos, e o irmão dele, um adolescente de 15 anos. Os dois estavam em uma moto e foram interceptados na PB-097.
Na capital, a PM intensificou as ações de combate ao tráfico de drogas no bairro de Mandacaru e flagrou um homem com 59 pedras de crack e um papelote de cocaína, próximo à estação de trem. Luís Rodrigo Ferreira de Oliveira, de 34 anos, foi preso e levado para a Central de Polícia Civil.
Foram apreendidos ainda, no bairro, dois papelotes de cocaína e um tablete de maconha com um homem de 25 anos, na Avenida Monte Castelo. Ele alegou que a droga era para consumo. A outra apreensão de droga da noite foi no município de Manaíra, no Sertão, onde um adolescente de 14 anos foi encontrado com uma porção de maconha.
Crimes contra o patrimônio – A PM prendeu na orla da capital um homem que tinha acabado de arrombar um carro, no Cabo Branco. Em Mangabeira, policiais do 5º Batalhão apreenderam um adolescente de 15 anos que tinha praticado vários roubos no bairro do Valentina. E em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa, Alesson José Rodrigues dos Santos, de 28 anos, foi preso por furtar a moto de um pedreiro de 33 anos, quando a vítima tinha estacionado o veículo para comprar frutas em um mercado. O veículo foi recuperado.
A última prisão da noite aconteceu no bairro do Cabo Branco, durante abordagem a Felipe da Silva, 23 anos, que possuía um mandado de prisão em aberto.
Gusttavo Lima foi atingido por um celular durante um show que realizava em Palmas, no Tocantins, na noite de quinta-feira (19). O acidente aconteceu no momento em que fãs arremessavam os próprios aparelhos para que o marido de Andressa Suita,com quem oficializou a união em dezembro de 2015, tirasse uma selfie.
“Cuidado, cuidado!”, pediu o cantor após machucar o rosto com a pancada. Em seguida, Gusttavo pegou outro celular achando que fosse o objeto que tinha lhe acertado. “Nossa, até quebrou o vibro. Que pancada”, afirmou o sertanejo, que integra a lista de jovens milionários.
Um vdeo publicado por Meu Eterno Inventor dos Amores (@meuviciogl) em Mai 20, 2016 s 9:52 PDT
Cantor constrói pista de avião em sua fazenda particular
Dono de uma ferrari de R$ 2 milhões, Gusttavo Lima está construindo uma pista particular para a aeronave dentro de sua fazenda, em João Pinheiro, Minas Gerais. No Snapchat, o sertanejo mostrou caminhões e tratores preparando a terra no local. “Fazendo a pista asfaltada aqui na fazenda… Olha como vai ficar top”, disse. “Daqui um mês a gente já está pousando de jato na porta de casa. Bom demais!”, comemorou. Em seguida, o cantor mostrou seu Alcino passeando pelas obras. “E aí pai, vai ficar boa a pista? Comodidade né?”, afirmou durante as filmagens.
O atacante Adriano pediu à Justiça do Rio de Janeiro as penhoras das cotas de TV, dos patrocínios e das bilheterias do Flamengo, conforme apuração do ESPN.com.br.
O pedido foi feito em documento enviado ao Poder Judiciário em fevereiro e ainda não teve resposta do juiz responsável pelo caso.
No caso, Adriano processa o Flamengo cobrando R$ 921.130,60 de indenização por alegar que o time rubro-negro não pagou R$ 500 mil prometidos à época de sua rescisão em sua segunda passagem, entre 2009 e 2010.
A ação corre na 47ª Vara Cível do Rio de Janeiro desde o ano passado, paralela a um outro processo, este na 45ª Vara, da empresa A10 Sports Assessoria Esportiva, que cuida da carreira do atacante e pede R$ 172.103,64 aos agentes que intermediaram a vinda do atleta.
Em junho do ano passado, a Justiça havia dado três dias para o time rubro-negro quitar a dívida ou oferecer um bem como garantia e defender-se das acusações, e foi o que o Fla fez.
No processo em nome de Adriano, o Flamengo apresentou defesa e aponta “que as testemunhas que assinaram o documento apresentado por Adriano não são minimamente individualizáveis, uma vez que o referido instrumento particular não faz qualquer indicação do nome ou CPF de quem, de fato, o assinou na qualidade de testemunha”.
Além disso, o time rubro-negro alega que “a via do referido instrumento de transação que ficou em sua posse não possui as mesmas assinaturas das ‘pseudo-testemunhas’ indicadas no documento apresentado por Adriano, o que apenas corrobora para a sua ineficácia enquanto integralização de documento”.
O Fla ofereceu o antigo Casarão de São Conrado como garantia do juízo, mas os advogados de Adriano rejeitaram.
Então, o clube ofereceu a antiga sede, na Avenida Rui Barbosa nº 170, mas o atacante foi claro quanto ao seu desejo.
O atleta diz que “não aceita o bem ofertado para a garantia da dívida e também que a oferta fere a hierarquia da lei referente às preferências de crédito, renovando os pedidos iniciais de penhora”.
Assim, na seguinte ordem de preferência, Adriano deseja a penhora das cotas de transmissão televisiva, dos direitos sobre os contratos de patrocínio, das penhrad das rendas dos jogos direto na bilheteria, do direito de arena, dos direitos econômicos sobre a venda de atletas e de eventuais rendas de transferências internacionais pelo direito de formação dos atletas.
Posteriormente ao pedido de Adriano, o Fla enviou à Justiça uma avaliação da antiga sede e pretende que o juiz prefira a penhora do imóvel aos direitos de TV do clube.
A ESPN procurou Flávio Willeman, vice-presidente jurídico do clube, mas ele disse que o Flamengo não vai comentar o caso.
A ação de Adriano acontece em um momento de recuperação financeira do clube, com aumento considerável nas receitas e queda na dívida.
Adriano atuou na Gávea em três oportunidades: a primeira no começo dos anos 2000, a segunda em 2009/2010 e a última há três anos.
Ao todo foram quatro títulos pelo Flamengo, sendo o Campeonato Brasileiro de 2009 o mais importante e que contou com participação mais decisiva do atacante. Ele foi, inclusive, o Bola de Ouro da Revista Placar naquele ano.
Hoje com 34 anos, está no Miami United, dos EUA.
Adriano vive uma decadente na carreira desde que deixou o Flamengo na segunda passagem. Passou, de forma bastante apagada, por Roma, Corinthians, de novo Fla e Atlético Paranaense.
Polícia suspeitou do casal depois de flagrante de acesso a conta da vítima
“Vou completar 65 anos agora. Acabei com minha vida.” A declaração é de Antônio Alves de Morais, suspeito de matar a comerciante Maria Arcanjo da Silva da cidade de Itapororoca, no litoral Norte da Paraíba, no final de abril. Ele confessou ter matado a comerciante por ciúmes e disse que o filho dele estava no carro na hora do crime, mas se arrepende do assassinato. Antônio diz ainda não ter ficado com dinheiro da comerciante.
Em entrevista na manhã desta sexta-feira (20), Antônio deu detalhes de como aconteceu o crime. Segundo ele, a vítima foi morta dentro do próprio carro em um local próximo ao aeroporto de João Pessoa e, em seguida, a levou para o local onde foi abandonada. “Passei uma corda no pescoço dela e puxei”, detalhou Antônio, que confessou: “Matei por ciúme!”.
Sobre a participação do seu filho no crime, ele ressalta que o rapaz só veio a saber do cirme depois. “Ele gritou: ‘pai não faça uma loucura dessa não’. Ele ficou doidinho, ele é pastor”, contou. Antônio disse ainda estar confuso sobre o local onde abandonou o corpo. “Uma hora depois o arrependimento bateu. Por isso não encontrei ainda. Fiquei doidinho”, relatou.
A polícia e os suspeitos chegaram no matagal por volta das 21h e foram para um canavial que fica às margens da PB-027, que liga Santa Rita a Lucena, onde o suspeito do crime, ex-vereador de Santa Rita, disse ter abandonado o corpo.
As buscas permaneceram no local por cerca de uma hora, mas o corpo não foi achado por causa da escuridão. Segundo a Polícai Civil, por causa da semelhança entre os canaviais, as buscas foram suspensas e voltaram no início da manhã desta sexta-feira. Até as 12h o corpo ainda não tinha sido encontradas.
Segundo a delegada a Ranielle Vasconcelos, responsável pelo caso,, a vítima teria vendido uma casa para o casal e foi morta quando seguia para João Pessoa para receber o pagamento. O crime aconteceu no dia 27 de abril e a vítima estava desaparecida até o dia da prisão dos suspeitos.
Polícia Civl continua nas buscas pelo corpo da comerciante
“A equipe investigativa da 7ª Delegacia Seccional recebeu há cerca de 20 dias a denúncia do desaparecimento da comerciante Maria Arcanjo da Silva. A partir daí, começamos um verdadeiro rastreamento dos passos do casal que havia negociado a venda de uma casa com a comerciante. Conseguimos identificar através das imagens do circuito interno de um banco que os suspeitos efetuaram saques na conta da vítima”, esclareceu a delegada.
Com base nesses indícios, a delegada Ranielle Vasconcelos pediu a prisão preventiva do casal e o delegado regional de Iugatu (CE) deu cumprimento. A prisão aconteceu na cidade de Saboeiro, no Ceará.
Brasília, TCU, julga, recurso, governo, operações financeiras de 2014
Ministro do TCU, Vital do Rêgo
O ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo teve, nessa quinta-feira (19), autorizado, pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de inquérito contra ele para investigar envolvimento do paraibano por suspeitas de fraude na Operação Lava Jato. Vital, por meio de nota, afirmou que “tem absoluta convicção da lisura de seus atos”.
Vital foi acusado pelo senador cassado Delcídio do Amaral de participar de um esquema para impedir convocações de empreiteiros na CPI da Petrobras na época que presidia a CPI mista da Petrobras em 2014.
A assessoria do ministro informou que “ele já prestou os devidos esclarecimentos por meio de nota divulgada no último dia 11”. Ainda de acordo com a assessoria, Vital “reitera a confiança na Justiça e tem absoluta convicção da lisura de seus atos”.
Com a abertura de inquérito, Vital do Rêgo, que ainda não era investigado no Supremo no âmbito da Lava Jato, agora passam à condição de formalmente investigado.
A Prefeitura de Mari, na Zona da Mata paraibana, lançou o edital retificando o processo seletivo que pretende preencher 44 vagas, em caráter temporário, para cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os vencimentos podem chegar a R$ 1.200,00.
As chances são para os cargos de Gari, Agente Comunitário de Saúde, Fiscal de Obras, Fiscal de Tributos, Médico Pediatra, Médico Ginecologista, Médico PSF, Médico Plantonista e Técnico em Edificações. O candidato deve realizar sua inscrição pelo site www.apiceconsultoria.com, até às 23h59min do dia 24 de maio de 2016. A taxa de inscrição é de R$ 40,00 (fundamental), R$ 50,00 (médio/técnico) e R$ 60,00 (superior).
A seleção consistirá de prova escrita, prevista para 12 de junho de 2016, em local e horário a serem divulgados no cartão de inscrição. No prazo de 24 horas após a realização das provas escritas, a empresa organizadora do processo seletivo divulgará os respectivos gabaritos preliminares. Também estão previstas as etapas de teste de aptidão física e prova de títulos, somente para alguns cargos
O processo seletivo será valido por seis meses, a contar da data da publicação de sua homologação no Boletim Oficial do Município, podendo ser prorrogada a critério da Administração Pública Municipal.
Segundo a pesquisa, 68% das mulheres brasileiras temem serem assediadas no transporte público (Foto: Divulgação/Secretaria da Mulher do DF)
Pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid nesta sexta-feira (20) mostra que 86% das mulheres brasileiras ouvidas sofreram assédio em público em suas cidades. O levantamento mostra que o assédio em espaços públicos é um problema global, já que, na Tailândia, também 86% das mulheres entrevistadas, 79% na Índia, e 75% na Inglaterra já vivenciaram o mesmo problema.
A pesquisa foi feita pelo Instituto YouGov no Brasil, na Índia, na Tailândia e no Reino Unido e ouviu 2.500 mulheres com idade acima de 16 anos nas principais cidades destes quatro países. No Brasil, foram pesquisadas 503 mulheres de todas as regiões do país, em uma amostragem que acompanhou o perfil da população brasileira feminina apontado pelo censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Todas as estudantes afirmaram que já foram assediadas em suas cidades. Para a pesquisa, foram considerados assédio atos indesejados, ameaçadores e agressivos contra as mulheres, podendo configurar abuso verbal, físico, sexual ou emocional.
Formas de assédio
Em relação às formas de assédio sofridas em público pelas brasileiras, o assobio é o mais comum (77%), seguido por olhares insistentes (74%), comentários de cunho sexual (57%) e xingamentos (39%). Metade das mulheres entrevistadas no Brasil disse que já foi seguida nas ruas, 44% tiveram seus corpos tocados, 37% disseram que homens se exibiram para elas e 8% foram estupradas em espaços públicos.
“É quase uma exceção raríssima que uma mulher não tenha sofrido assédio em um espaço público. É muito preocupante. A experiência de medo, de ser assediada, de sofrer xingamento, olhares, serem seguidas, até estupro e assassinato. Os dados são impressionantes se pensarmos que a metade das mulheres diz que foi seguida nas ruas, metade diz que teve o corpo tocado”, diz a representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman.
Desigualdade de gêneros
Transporte exclusivo para mulheres é umas das políticas públicas sugeridas pela representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, para diminuir o assédio em público (Foto: Fábio Rodrigues pozzebom/Agência Brasil)
Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, os dados refletem a desigualdade entre homens e mulheres na sociedade. “É uma questão de gênero, de entender que na sociedade, qualquer que seja, as mulheres não são consideradas iguais aos homens. A ideia é que a mulher está subordinada no lar, na casa, no trabalho. Dados [da Organização Mundial da Saúde] apontam que uma a cada três mulheres sofre violência doméstica. Para os homens, os corpos e as vidas das mulheres são uma propriedade, está para ser olhada, tocada, estuprada”, disse.
Segundo Nadine, é necessário implementar políticas públicas que garantam a segurança da mulher em espaços públicos, com políticas públicas específicas, como a iluminação adequada das ruas e transporte público exclusivo para mulheres.
“Quando se pensa que quase todas as mulheres têm a experiência com abusos, não se tem a ideia do assédio. Isso tem um impacto, isso limita de andar na rua com segurança e direitos como educação e trabalho”, diz.
Falta repressão
A professora de direito civil da Universidade de Brasília (UnB), Suzana Borges, avalia que não há repressão adequada ao assédio à mulher em espaços públicos.
“É uma questão social porque, em função de uma posição histórica inferiorizada, a mulher foi objeto de repressão, violência, não só nos espaços públicos, mas privados, dentro da família, em casa, no trabalho”, disse.
Suzana Borges diz que há necessidade das mulheres denunciarem as situações de assédio que vivenciam no cotidiano. “Por se tratar de uma questão de gênero, a denúncia é um mecanismo que reforça a proteção”.
Assédio por regiões
A Região Centro-Oeste é onde as mulheres mais sofreram assédio nas ruas, com 92% de incidência do problema. Em seguida, vêm Norte (88%), Nordeste e Sudeste (86%) e Sul (85%).
No levantamento, as mulheres também foram questionadas sobre em quais situações elas sentiram mais medo de serem assediadas. 70% responderam que ao andar pelas ruas; 69%, ao sair ou chegar em casa depois que escurece e 68% no transporte público.
Na comparação com outros países, 43% das mulheres ouvidas na Inglaterra e 62% na Tailândia disseram que se sentiam mais inseguras nas ruas de suas cidades, enquanto que, na Índia, o espaço de maior insegurança era o transporte público, apontado por 65% das entrevistadas.
Campanha
A campanha Cidades Seguras para as Mulheres foi lançada em 2014 para tornar os espaços urbanos mais receptivos a mulheres e meninas (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Os dados são publicados no lançamento do Dia Internacional de Cidades Seguras para as Mulheres, uma iniciativa da organização para chamar a atenção para os problemas de assédio e violência enfrentados pelas mulheres nas cidades de todo o mundo.
“É bastante preocupante que não haja uma perspectiva de gênero nas cidades, um planejamento que não leve isso em conta, como horários, transportes e abordagem de ensino nas escolas. Isso gera e perpetua uma cultura de violência, normatizada e normalizada, de fazer parte do desenvolvimento masculino assediar mulheres e isso não é questionado. A pesquisa mostra a naturalização da violência como uma prática bastante arraigada. Há a necessidade urgente e setorial de se enfrentar isso”, disse a coordenadora da campanha Cidades Seguras para as Mulheres no Brasil, Glauce Arzua.
A campanha Cidades Seguras para as Mulheres foi lançada pela ActionAid no Brasil em 2014. O objetivo é promover uma melhoria da qualidade dos serviços públicos nas cidades para tornar os espaços urbanos mais receptivos a mulheres e meninas.
Glauce aponta a educação como aspecto fundamental para que seja possível reverter o quadro de assédio ao redor do mundo. “A abordagem educacional é uma chave para o enfrentamento. Medidas como acontecem no Brasil, de vagões de trem separados, são paliativas, transitórias. Temos que quebrar essa cultura, que passa por campanhas, treinamento dos gestores, sobretudo criar espaços para que o planejamento das cidades tenha essa perspectiva de gênero”, diz.
Por Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil
Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde
Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde
Com o objetivo de contribuir para o sucesso da Cúpula Mundial Humanitária, a se realizar em Istambul, na Turquia, no início da próxima semana (23 e 24 de maio), a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, anunciou nesta sexta-feira (20) – em declaração distribuída à imprensa – uma série de medidas para ajudar países pobres que enfrentam crises humanitárias, guerras e catástrofes naturais (terremotos, enchentes, deslizamentos, secas e erupções vulcânicas). As medidas incluem agilidade de desembolso financeiro, aumento do número de financiamentos, ajuda aos governos na elaboração de políticas macroeconômicas e concessão de empréstimos para conter o déficit no serviço da dívida pública de países com população de baixa renda.
Segundo Christine Lagarde, “a necessidade de assistência humanitária atingiu níveis não vistos desde a 2ª Guerra Mundial, [uma situação que deixou] milhões de pessoas em necessidade desesperada de apoio”. De acordo com a diretora do FMI, a concessão de ajuda humanitária é “um dos maiores desafios do nosso tempo.”
Para Christine, a grave situação dos países pobres exige, das nações em condições de ajudar, “uma mudança fundamental [na forma da] ajuda humanitária”. Hoje, segundo ela, não é apenas importante conceder ajuda, mas também “assegurar uma utilização mais eficaz dos recursos escassos“.
A Cúpula Mundial Humanitária é um evento promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que vai reunir líderes das nações mais desenvolvidas do mundo, visando a discutir formas de ajudar mais de 100 milhões de pessoas que vivem em países pobres afetados por crises e catástrofes naturais.
A inclusão de linhas de financiamentos ágeis para países pobres que enfrentam crises humanitárias, conforme diretrizes do banco, será feita por meio da flexibilização da operação (que normalmente é sujeita a condicionantes). O objetivo dessa iniciativa é restaurar a estabilidade econômica do país beneficiado e dar consistência ao crescimento do programa econômico. Christine Lagarde citou, como exemplos de países com situações humanitárias graves, o Nepal, em decorrência de um terremoto em 2015 que deixou milhares de mortos, e o Vanuatu, em razão da falta de alimentos causada pela passagem do Ciclone Pam, no ano passado.
Ao mencionar a necessidade de aumentar o número de financiamento a países com os quais o FMI já venha realizando ajustes econômicos, Lagarde citou a Jordânia. A economia da Jordânia foi seriamente afetada em razão de conflitos no Iraque e na Síria, que causaram a transferência de centenas de milhares de refugiados para o território jordaniano.
Com relação à decisão do FMI de ampliar o financiamento aos países de baixa renda para satisfazer os pagamentos do serviço da dívida, o objetivo é aliviar as restrições orçamentárias de nações que enfrentam epidemias. Guiné, Libéria e Serra Leoa, que sofreram graves problemas de saúde pública, em decorrência do surto de ebola, estão entre os países beneficiados pelo FMI , inclusive com a concessão de financiamentos com taxas de juros equivalentes a zero.
A assistência a ser dada pelo FMI aos governos na elaboração de políticas macroeconômicas tem a intenção de evitar que o programa visando a combater a crise humanitária seja prejudicado por uma eventual “instabilidade macroeconômica”, disse Christine Lagarde.
A diretora acrescentou que o FMI está comprometido em aprofundar compromisso com os países de economia frágil. ajudando-os a “implementar investimentos públicos” e a “responder a choques adversos”.
“As crises humanitárias exigem ações preventivas. O FMI está empenhado em desempenhar plenamente o seu papel, trabalhando em colaboração com os governos e agências internacionais, e utilizando os seus recursos financeiros, competência política e assistência técnica”, finalizou Christine Lagarde.
Por José Romildo – Correspondente da Agência Brasil
A HospitalMed 2026 será realizada de 21 a 23 de outubro, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, reunindo mais de 300 expositores, 400 marcas e expectativa de 29 mil visitantes. O evento apresenta soluções em tecnologia, gestão, equipamentos e inovação, consolidando-se como uma oportunidade estratégica para médicos, clínicas, hospitais e empresas da saúde que buscam crescimento e novos negócios.
Realizada pelo PT da Paraíba com o governador Lucas, em parceria com diversos partidos aliados, a plenária contou com a presença do governador Lucas Ribeiro, do senador eleito João Azevêdo, da presidente estadual do PT e deputada estadual reeleita Cida Ramos, além de deputados e deputadas eleitos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado.
O deputado federal Aguinaldo Ribeiro articula a construção de um Centro Oncológico do Hospital Napoleão Laureano em Conceição, no Vale do Piancó. A unidade pretende ampliar o atendimento especializado e beneficiar moradores de cerca de 18 municípios da região, reduzindo a necessidade de longos deslocamentos para tratamento contra o câncer. A iniciativa conta com a participação da senadora Daniella Ribeiro, do governador Lucas Ribeiro, lideranças locais e da Fundação Napoleão Laureano.