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Investigado na Lava Jato, Vital do Rêgo reafirma inocência e diz que confia na Justiça

Brasília, TCU, julga, recurso, governo, operações financeiras de 2014
Ministro do TCU, Vital do Rêgo
Ministro do TCU, Vital do Rêgo

O ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo teve, nessa quinta-feira  (19), autorizado, pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de inquérito contra ele para investigar envolvimento do paraibano por suspeitas de fraude na Operação Lava Jato. Vital, por meio de nota, afirmou que “tem absoluta convicção da lisura de seus atos”.

Vital foi acusado pelo senador cassado Delcídio do Amaral de participar de um esquema para impedir convocações de empreiteiros na CPI da Petrobras na época que presidia a CPI mista da Petrobras em 2014.

A assessoria do ministro informou que “ele já prestou os devidos esclarecimentos por meio de nota divulgada no último dia 11”. Ainda de acordo com a assessoria, Vital “reitera a confiança na Justiça e tem absoluta convicção da lisura de seus atos”.

Com a abertura de inquérito, Vital do Rêgo, que ainda não era investigado no Supremo no âmbito da Lava Jato, agora passam à condição de formalmente investigado.

Do PBVale, com Blog do Gordinho

Prefeitura de Mari abre concurso para 44 vagas

A Prefeitura de Mari, na Zona da Mata paraibana, lançou o edital retificando o processo seletivo que pretende preencher 44 vagas, em caráter temporário, para cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os vencimentos podem chegar a R$ 1.200,00.

As chances são para os cargos de Gari, Agente Comunitário de Saúde, Fiscal de Obras, Fiscal de Tributos, Médico Pediatra, Médico Ginecologista, Médico PSF, Médico Plantonista e Técnico em Edificações. O candidato deve realizar sua inscrição pelo site www.apiceconsultoria.com, até às 23h59min do dia 24 de maio de 2016. A taxa de inscrição é de R$ 40,00 (fundamental), R$ 50,00 (médio/técnico) e R$ 60,00 (superior).

A seleção consistirá de prova escrita, prevista para 12 de junho de 2016, em local e horário a serem divulgados no cartão de inscrição. No prazo de 24 horas após a realização das provas escritas, a empresa organizadora do processo seletivo divulgará os respectivos gabaritos preliminares. Também estão previstas as etapas de teste de aptidão física e prova de títulos, somente para alguns cargos

O processo seletivo será valido por seis meses, a contar da data da publicação de sua homologação no Boletim Oficial do Município, podendo ser prorrogada a critério da Administração Pública Municipal.

Pesquisa mostra que 86% das mulheres brasileiras sofreram assédio em público

Segundo a pesquisa, 68% das mulheres brasileiras temem serem assediadas no transporte público (Foto: Divulgação/Secretaria da Mulher do DF)
Segundo a pesquisa, 68% das mulheres brasileiras temem serem assediadas no transporte público (Foto: Divulgação/Secretaria da Mulher do DF)

Pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid nesta sexta-feira (20) mostra que 86% das mulheres brasileiras ouvidas sofreram assédio em público em suas cidades. O levantamento mostra que o assédio em espaços públicos é um problema global, já que, na Tailândia, também 86% das mulheres entrevistadas, 79% na Índia, e 75% na Inglaterra já vivenciaram o mesmo problema.

A pesquisa foi feita pelo Instituto YouGov no Brasil, na Índia, na Tailândia e no Reino Unido e ouviu 2.500 mulheres com idade acima de 16 anos nas principais cidades destes quatro países. No Brasil, foram pesquisadas 503 mulheres de todas as regiões do país, em uma amostragem que acompanhou o perfil da população brasileira feminina apontado pelo censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todas as estudantes afirmaram que já foram assediadas em suas cidades. Para a pesquisa, foram considerados assédio atos indesejados, ameaçadores e agressivos contra as mulheres, podendo configurar abuso verbal, físico, sexual ou emocional.

Formas de assédio

Em relação às formas de assédio sofridas em público pelas brasileiras, o assobio é o mais comum (77%), seguido por olhares insistentes (74%), comentários de cunho sexual (57%) e xingamentos (39%). Metade das mulheres entrevistadas no Brasil disse que já foi seguida nas ruas, 44% tiveram seus corpos tocados, 37% disseram que homens se exibiram para elas e 8% foram estupradas em espaços públicos.

“É quase uma exceção raríssima que uma mulher não tenha sofrido assédio em um espaço público. É muito preocupante. A experiência de medo, de ser assediada, de sofrer xingamento, olhares, serem seguidas, até estupro e assassinato. Os dados são impressionantes se pensarmos que a metade das mulheres diz que foi seguida nas ruas, metade diz que teve o corpo tocado”, diz a representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman.

Desigualdade de gêneros

Transporte exclusivo para mulheres é umas das políticas públicas sugeridas pela representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, para diminuir o assédio em público (Foto: Fábio Rodrigues pozzebom/Agência Brasil)
Transporte exclusivo para mulheres é umas das políticas públicas sugeridas pela representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, para diminuir o assédio em público (Foto: Fábio Rodrigues pozzebom/Agência Brasil)

Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, os dados refletem a desigualdade entre homens e mulheres na sociedade. “É uma questão de gênero, de entender que na sociedade, qualquer que seja, as mulheres não são consideradas iguais aos homens. A ideia é que a mulher está subordinada no lar, na casa, no trabalho. Dados [da Organização Mundial da Saúde] apontam que uma a cada três mulheres sofre violência doméstica. Para os homens, os corpos e as vidas das mulheres são uma propriedade, está para ser olhada, tocada, estuprada”, disse.

Segundo Nadine, é necessário implementar políticas públicas que garantam a segurança da mulher em espaços públicos, com políticas públicas específicas, como a iluminação adequada das ruas e transporte público exclusivo para mulheres.

“Quando se pensa que quase todas as mulheres têm a experiência com abusos, não se tem a ideia do assédio. Isso tem um impacto, isso limita de andar na rua com segurança e direitos como educação e trabalho”, diz.

Falta repressão

A professora de direito civil da Universidade de Brasília (UnB), Suzana Borges, avalia que não há repressão adequada ao assédio à mulher em espaços públicos.

“É uma questão social porque, em função de uma posição histórica inferiorizada, a mulher foi objeto de repressão, violência, não só nos espaços públicos, mas privados, dentro da família, em casa, no trabalho”, disse.

Suzana Borges diz que há necessidade das mulheres denunciarem as situações de assédio que vivenciam no cotidiano. “Por se tratar de uma questão de gênero, a denúncia é um mecanismo que reforça a proteção”.

Assédio por regiões

A Região Centro-Oeste é onde as mulheres mais sofreram assédio nas ruas, com 92% de incidência do problema. Em seguida, vêm Norte (88%), Nordeste e Sudeste (86%) e Sul (85%).

No levantamento, as mulheres também foram questionadas sobre em quais situações elas sentiram mais medo de serem assediadas. 70% responderam que ao andar pelas ruas; 69%, ao sair ou chegar em casa depois que escurece e 68% no transporte público.

Na comparação com outros países, 43% das mulheres ouvidas na Inglaterra e 62% na Tailândia disseram que se sentiam mais inseguras nas ruas de suas cidades, enquanto que, na Índia, o espaço de maior insegurança era o transporte público, apontado por 65% das entrevistadas.

Campanha

A campanha Cidades Seguras para as Mulheres foi lançada em 2014 para tornar os espaços urbanos mais receptivos a mulheres e meninas (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
A campanha Cidades Seguras para as Mulheres foi lançada em 2014 para tornar os espaços urbanos mais receptivos a mulheres e meninas (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Os dados são publicados no lançamento do Dia Internacional de Cidades Seguras para as Mulheres, uma iniciativa da organização para chamar a atenção para os problemas de assédio e violência enfrentados pelas mulheres nas cidades de todo o mundo.

“É bastante preocupante que não haja uma perspectiva de gênero nas cidades, um planejamento que não leve isso em conta, como horários, transportes e abordagem de ensino nas escolas. Isso gera e perpetua uma cultura de violência, normatizada e normalizada, de fazer parte do desenvolvimento masculino assediar mulheres e isso não é questionado. A pesquisa mostra a naturalização da violência como uma prática bastante arraigada. Há a necessidade urgente e setorial de se enfrentar isso”, disse a coordenadora da campanha Cidades Seguras para as Mulheres no Brasil, Glauce Arzua.

A campanha Cidades Seguras para as Mulheres foi lançada pela ActionAid no Brasil em 2014. O objetivo é promover uma melhoria da qualidade dos serviços públicos nas cidades para tornar os espaços urbanos mais receptivos a mulheres e meninas.

Glauce aponta a educação como aspecto fundamental para que seja possível reverter o quadro de assédio ao redor do mundo. “A abordagem educacional é uma chave para o enfrentamento. Medidas como acontecem no Brasil, de vagões de trem separados, são paliativas, transitórias. Temos que quebrar essa cultura, que passa por campanhas, treinamento dos gestores, sobretudo criar espaços para que o planejamento das cidades tenha essa perspectiva de gênero”, diz.

Por Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil

FMI anuncia ajuda financeira para conter crises humanitárias em países pobres

Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde
Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde
Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde

Com o objetivo de contribuir para o sucesso da Cúpula Mundial Humanitária, a se realizar em Istambul, na Turquia, no início da próxima semana (23 e 24 de maio), a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, anunciou nesta sexta-feira (20) – em declaração distribuída à imprensa – uma série de medidas para ajudar países pobres que enfrentam crises humanitárias, guerras e catástrofes naturais (terremotos, enchentes, deslizamentos, secas e erupções vulcânicas). As medidas incluem agilidade de desembolso financeiro, aumento do número de financiamentos, ajuda aos governos na elaboração de políticas macroeconômicas e concessão de empréstimos para conter o déficit no serviço da dívida pública de países com população de baixa renda.

Segundo Christine Lagarde, “a necessidade de assistência humanitária atingiu níveis não vistos desde a 2ª Guerra Mundial, [uma situação que deixou] milhões de pessoas em necessidade desesperada de apoio”. De acordo com a diretora do FMI, a concessão de ajuda humanitária é “um dos maiores desafios do nosso tempo.”

Para Christine, a grave situação dos países pobres exige, das nações em condições de ajudar, “uma mudança fundamental [na forma da] ajuda humanitária”. Hoje, segundo ela, não é apenas importante conceder ajuda, mas também “assegurar uma utilização mais eficaz dos recursos escassos“.

A Cúpula Mundial Humanitária é um evento promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que vai reunir líderes das nações mais desenvolvidas do mundo, visando a discutir formas de ajudar mais de 100 milhões de pessoas que vivem em países pobres afetados por crises e catástrofes naturais.

A inclusão de linhas de financiamentos ágeis para países pobres que enfrentam crises humanitárias, conforme diretrizes do banco, será feita por meio da flexibilização da operação (que normalmente é sujeita a condicionantes). O objetivo dessa iniciativa é restaurar a estabilidade econômica do país beneficiado e dar consistência ao crescimento do programa econômico. Christine Lagarde citou, como exemplos de países com situações humanitárias graves, o Nepal, em decorrência de um terremoto em 2015 que deixou milhares de mortos, e o Vanuatu, em razão da falta de alimentos causada pela passagem do Ciclone Pam, no ano passado.

Ao mencionar a necessidade de aumentar o número de financiamento a países com os quais o FMI já venha realizando ajustes econômicos, Lagarde citou a Jordânia. A economia da Jordânia foi seriamente afetada em razão de conflitos no Iraque e na Síria, que causaram a transferência de centenas de milhares de refugiados para o território jordaniano.

Com relação à decisão do FMI de ampliar o financiamento aos países de baixa renda para satisfazer os pagamentos do serviço da dívida, o objetivo é aliviar as restrições orçamentárias de nações que enfrentam epidemias. Guiné, Libéria e Serra Leoa, que sofreram graves problemas de saúde pública, em decorrência do surto de ebola, estão entre os países beneficiados pelo FMI , inclusive com a concessão de financiamentos com taxas de juros equivalentes a zero.

A assistência a ser dada pelo FMI aos governos na elaboração de políticas macroeconômicas tem a intenção de evitar que o programa visando a combater a crise humanitária seja prejudicado por uma eventual “instabilidade macroeconômica”, disse Christine Lagarde.

A diretora acrescentou que o FMI está comprometido em aprofundar compromisso com os países de economia frágil. ajudando-os a “implementar investimentos públicos” e a “responder a choques adversos”.

“As crises humanitárias exigem ações preventivas. O FMI está empenhado em desempenhar plenamente o seu papel, trabalhando em colaboração com os governos e agências internacionais, e utilizando os seus recursos financeiros, competência política e assistência técnica”, finalizou Christine Lagarde.

Por José Romildo – Correspondente da Agência Brasil

PF deflagra operação para investigar a Odebrecht e pessoas ligadas a Lula

Empresa de Taiguara funcionava em prédio ao lado da Polícia Federal (Foto: Mariane Rossi / G1)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (20) uma operação batizada de Janus que investiga contratos da construtora Odebrecht com o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos sócios da empresa de construção civil de Santos (SP) Exergia Brasil.

O petista não é foco direto das diligências realizadas pelos policiais federais em São Paulo, em Santos e no Rio de Janeiro, mas é citado nas investigações. O Ministério Público Federal afirma que a operação apura se Lula praticou tráfico internacional de influência em favor da Odebrecht e facilitou ou agilizou a tramitação de financiamentos de interesse da empreiteira junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em julho de 2015, a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu inquérito para investigar suposto tráfico de influência internacional do ex-presidente. O alvo das investigações são viagens internacionais feitas por Lula que teriam sido bancadas pela Odebrecht. Entre os países visitados pelo petista com patrocínio da maior construtora brasileira estão Cuba, República Dominicana, Gana e Angola.

Os alvos da Operação Janus são suspeitos de terem cometido os crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, informou a assessoria da PF.

A Justiça Federal expediu quatro mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir depor). O inquérito que embasou os mandados judiciais foi aberto em 23 de dezembro.

Apesar de ser sobrinho da primeira mulher do petista, Taiguara era conhecido como “sobrinho de Lula”. O sócio do empresário santista, José Emmanuel de Deus Camano, também foi obrigado a prestar depoimento nesta sexta à PF.

Os dois estavam hospedados em um hotel no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, e foram levados para prestar esclarecimentos na superintendência da Polícia Federal na capital fluminense. Já os alvos dos mandados de busca e apreensão foram as residências dos dois empresários e também dois escritórios de contabilidade que prestavam serviços à Exergia Brasil.

Ao G1, a assessoria da Odebrecht informou que a empresa não irá comentar a nova operação da PF. Até a última atualização desta reportagem, o G1 não havia localizado as defesas de Taiguara e Camano.

A Polícia Federal explicou que o nome da operação é uma referência ao deus romano Janus (ou Jano). Ainda de acordo com a corporação, a menção à divindade latina de duas faces, que olha ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, tem o objetivo de mostrar “como deve ser realizado o trabalho policial, sempre atento a todos os lados e aspectos da investigação”.

Empresa de Taiguara funcionava em prédio ao lado da Polícia Federal (Foto: Mariane Rossi / G1)
Empresa de Taiguara funcionava em prédio ao lado da Polícia Federal (Foto: Mariane Rossi / G1)

Obra em Angola
Sobrinho de Maria de Lourdes da Silva – primeira mulher de Lula que morreu na década de 1970 –, Taiguara é um dos donos da Exergia Brasil, uma empresa do ramo da construção civil sediada em Santos que foi contratada pela Odebrecht para atuar em obras complexas de um empreendimento da construtora em Angola.

A empreiteira brasileira executou, entre 2012 e 2015, as obras de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe. No mesmo ano, a Odebrecht obteve um financiamento de US$ 464 milhões junto ao BNDES para executar o projeto no continente africano.

Segundo a PF, a Operação Janus pretende investigar se a Odebrecht utilizou os contratos com a empresa do sobrinho da primeira mulher de Lula para pagar “vantagens indevidas”. A construtora de Taiguara, conforme os investigadores, não teria capacidade operacional para executar a obra da hidrelétrica em Angola e sequer teria empregados registrados.

A apuração, informou a assessoria da Polícia Federal, teve início quando foi enviado para a corporação um procedimento de investigação criminal do Ministério Público Federal que solicitava a investigação de suposto pagamento de propina pela Odebrecht, entre 2011 e 2014, em troca de facilidades na obtenção de empréstimos de interesse da empreiteira junto ao BNDES.

Os investigadores identificaram que Taiguara registrou uma grande evolução patrimonial após sua empresa fechar o contrato com a Odebrecht. O aumento do patrimônio do empresário de Santos é considerado “incompatível” com seus rendimentos declarados.

Exergia Brasil
Funcionários do prédio onde, segundo os registros oficiais, está sediada a Exergia Brasil informaram ao G1 que a empresa está fechada há, pelo menos, um ano. Desde então, relataram os funcionários, não tiveram mais notícias de Taiguara. O imóvel, um dos mais antigos de Santos, fica ao lado da sede da superintendência local da Polícia Federal.

Os policiais federais também vistoriaram o apartamento de Taiguara, localizado na Ponta da Praia, por volta das 6h. O empresário mora em uma cobertura duplex com a mulher. Os agentes saíram do local com vários objetos e documentos do sobrinho da ex-mulher de Lula. De acordo com funcionários do edifício residencial, Taiguara não estava no local.

A PF informou que ouviu nesta sexta-feira, em Santos, o depoimento de dois contadores da Exergia Brasil, mas não revelou a identidade deles.

“Foram feitas perguntas sobre a prestação de serviço, a origem e o escopo dessas empresas. Eles [os contadores] não tinham conhecimento das obras em Angola nem dos contratos com a Odebrecht. Não trabalham para o Taiguara há três anos. A polícia não apontou irregularidades e, neste momento, apenas colheu informações. Nada foi levado da casa dessas pessoas, mas foi feito uma cópia dos arquivos referentes a essas empresas do Taiguara, lá no escritório de contabilidade”, relatou o advogado Armando de Matos Jr, responsável pela defesa dos contadores da Exergia Brasil.

CPI do BNDES
Em outubro do ano passado, Taiguara dos Santos prestou depoimento à CPI criada na Câmara para investigar contratos do BNDES com empresas investigadas na Operação Lava Jato (assista no vídeo acima trecho do depoimento de Taiguara à CPI do BNDES). Na ocasião, o empresário de Santos negou que sua ligação familiar com Lula tivesse o ajudado a fechar o contrato de prestação de serviços com a Odebrecht.

Taiguara admitiu aos deputados que mantém contato com Lula e disse ser próximo do filho mais velho do ex-presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O empresário, porém, negou ter havido interferência por parte do petista para que ele fechasse os contratos. Ele chegou a ressaltar que sua amizade com Lula e com Lulinha não interferia nem positivamente nem negativamente na obtenção dos clientes de sua empresa.

As informações são do G1.

PB chega ao último dia da campanha com 74% de vacinação contra H1N1

Vacinação contra a gripe começa dia 4 de maio e deve imunizar 751,2 mil na Paraíba

Foram imunizados contra a gripe H1N1 até a quinta-feira (19) aproximadamente 74% do grupo prioritário na Paraíba. Um total de 626.871 pessoas tinham recebido a vacina até a quinta-feira, conforme levantamento do Ministério da Saúde. A campanha de vacinação na Paraíba acaba nesta sexta-feira (20) na Paraíba, conforme a Secretaria de Estado da Saúde, e não há previsão de prorrogação do prazo.

No estado, a população do grupo prioritário é de 946.103 pessoas e a meta é vacinar pelo menos 80% delas (759.280 pessoas). A campanha deste ano foi aberta oficialmente no dia 30 de abril. A campanha tem por objetivo diminuir os riscos das complicações de doenças respiratórias, reduzindo a mortalidade por diferentes tipos de gripes.

A enfermeira do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Márcia Mayara, explicou que a campanha foi importante para blindar a população. Na Paraíba já foram confirmadas oito mortes pelo vírus H1N1. “A vacinação contra influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações nos grupos prioritários. A vacina contra a gripe é trivalente, ou seja, previne contra as complicações referentes a três tipos do vírus: H1N1, H3N2 e B”, acrescentou.

Para a campanha em 2016, o público-alvo são crianças de seis meses a menores de cinco anos, indivíduos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sistema prisional, população indígena, trabalhadores de saúde, portadores de doenças crônicas e jovens 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas. O público-alvo deve apresentar o cartão de vacinação nos postos. As informações são do G1.

Jovem é morto com um tiro em campo de futebol na Paraíba

Jovem morreu em um campo no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Jovem morreu em um campo no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Jovem morreu em um campo no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um jovem de 22 anos foi morto na noite de quinta-feira (19) enquanto jogava bola em um campinho de futebol no bairro do Cristo, em João Pessoa. Segundo informações do delegado, ele já tinha sido ameaçado de morte antes e  sofrido duas tentativas de homicídio. Conforme a polícia, com base em relatos de testemunhas, um homem se aproximou da vítima, sacou uma arma e deu um tiro na nuca.

Ainda de acordo com a polícia, a bala transfixou e ficou alojada na testa da vítima. O jovem baleado não resistiu e morreu no local do crime. O criminoso pulou o muro do campo público e fugiu. A Polícia Militar foi chamada, fez buscas pelo local, mas até o início da manhã desta sexta-feira (20) nenhum suspeito tinha sido localizado.

O corpo do jovem passou por exames da equipe de perícia do Instituto de Polícia Científica (IPC) e foi encaminhado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), no mesmo bairro onde foi registrado o homicídio. As informações são do G1.

Polícias prendem suspeito de abusar de adolescentes em Mulungu

Policiais militares e civis lotados na cidade de Sapé prenderam, nessa quinta-feira (19), um homem suspeito de abusar das próprias filhas no município de Mulungu. Após receber uma denúncia anônima informando dos abusos, o delegado da cidade acionou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar para o planejamento da ação com o objetivo de prender o suspeito.

Montada a estratégia para a captura, foi feito um cerco ao local apontado nas denúncias, onde os policiais localizaram as supostas vítimas de 14 e 11 anos, que seriam as próprias filhas do procurado.

Apesar de não encontrarem o suspeito na casa, os policiais levantaram outras informações que os levaram a um sítio no município de Mulungu, onde conseguiram prender o homem de 35 anos.

Segundo o capitão Melquisedec Lima, comandante da 3ª Companhia de Sapé, havia, inclusive, a suspeita de que as vítimas estariam grávidas do homem que estaria recebendo indevidamente benefícios da aposentadoria de dois idosos. “Tivemos informações de que ele já cumpriu pena de sete anos em Alagoa Grande por crime sexual”, relatou o oficial.

A mãe das meninas também é suspeita de ser conivente com os abusos. Ela foi detida pelos policiais. Todos foram levados para a delegacia de Sapé.

Quadrilha que aplicava golpes contra a previdência social é presa pela PRF em Mamanguape

Documentos apreendidos pela PRF em Mamanguape
Documentos apreendidos pela PRF em Mamanguape
Documentos apreendidos pela PRF em Mamanguape

Quatro pessoas foram presas, dentre elas, duas idosas com mais de 70 anos uma quadrilha de estelionatários composta por dois homens e duas mulheres foram presos pela polícia Rodoviária federal (PRF), no início da noite de ontem (19), na BR 101, em Mamanguape, Zona da Mata Norte da Paraíba. A especialidade do grupo era aplicar golpes contra aposentados da Previdência Social.

Os agentes da PRF abordaram uma caminhoneta Toyota Hilux, com quatro pessoas a bordo. O veículo vinha de Natal, capital do Rio Grande do Norte, e tinham como destino a cidade de João Pessoa. Os dois homens estavam acompanhados por duas senhoras; uma com 70 anos e outra com 71. Em princípio, pessoas acima de qualquer suspeita.

No entanto, durante o procedimento rotineira de revista os policiais encontraram escondidos em vários locais no interior do veículo diversos documentos de identidade (RGs), cartões da Previdência Social, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Caixa Econômica Social, além de vários recibos de saque da Previdência Social e comprovantes de pagamentos de aposentadorias. As identidades eram de diversas pessoas diferentes; do sexo feminino, mas todas com as fotografias das duas passageiras.

Os policiais encontraram também R$ 6.329,00 em espécie, espalhados em vários compartimentos da caminhoneta. Por fim, acabaram confessando que praticavam o golpe do saque da aposentadoria. Sacando os benefícios, onde as duas idosas se passavam por aposentadas, usando os dados das vítimas. Foi descoberto que os documentos de identidade e cartões eram falsificados por um dos homens presos. O outro preso responde pelo crime de roubo no estado do maranhão.

Os quatro foram encaminhados à delegacia da Polícia Civil da região, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Assessoria de Comunicação Social/PRF

 

Extremistas planejavam atentado em amistoso entre Brasil e França, diz procurador belga

Segundo procurador, célula extremista planejava ataque em estádio (Foto: Reuters/Francois Lenoir)
Segundo procurador, célula extremista planejava ataque em estádio (Foto: Reuters/Francois Lenoir)
Segundo procurador, célula extremista planejava ataque em estádio (Foto: Reuters/Francois Lenoir)

Uma célula extremista desmantelada na cidade belga de Verviers em janeiro de 2015 planejava cometer um atentado durante um jogo amistoso entre as seleções do Brasil e da França, que reuniu um público de mais de 80 mil pessoas em Paris dois meses depois.

A hipótese foi defendida pelo procurador federal belga Bernard Michel nesta quinta-feira (19), durante o julgamento de 16 acusados de integrar a chamada “célula de Verviers” (em referência à cidade belga onde eles se articularam).

Para o Ministério Público do país europeu, a célula formava o “embrião” dos grupos que atacaram Bruxelas, no último 22 de março, e Paris, em novembro.

Seu comandante teria sido Abdelhamid Abaaoud, suposto coordenador dos atentados de Paris, morto em uma intervenção das forças de ordem francesas cinco dias depois de ter sido acusado de participar da morte de 130 pessoas.

Palco do jogo entre França e Brasil, Stade de France foi alvo de ataque de novembro (Foto: Reuters/Charles Platiau/File Photo)
Palco do jogo entre França e Brasil, Stade de France foi alvo de ataque de novembro (Foto: Reuters/Charles Platiau/File Photo)

‘Rascunho’
O suposto projeto de atentado foi descoberto graças a uma série de escutas telefônicas, relacionadas a um belga que havia combatido junto ao grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (EI) na Síria.

Em uma das conversas registradas, um homem identificado como AK explica a Mohamed Arshad, suposto coordenador logístico da célula, que um dos alvos do ataque preparado seria uma partida de futebol que aconteceria “logo”.

O procurador federal disse acreditar que AK seja Chakib Akrouh, um dos autores dos atentados de Paris, morto em companhia de Abaaoud ao acionar um cinto de explosivos.

Michel lembrou que o Stade de France, estádio onde ocorreu o amistoso entre Brasil e França em março de 2015, foi um dos alvos do grupo liderado por Abaaoud oito meses mais tarde, nos atentados de novembro.

“Verviers foi o rascunho de Paris. A imagem que aparece globalmente é clara, mesmo se ainda faltam peças. Trata-se do mesmo modo operatório, com pontos estranhamente semelhantes.”

No apartamento de Verviers utilizado como esconderijo pelos acusados de extremismo, a polícia encontrou explosivos do tipo TATP, o mesmo usado nos atentados de Bruxelas e de Paris.

Também apreendeu armas, munições e uniformes de polícia, o que leva o procurador a deduzir que as forças de ordem belgas também eram um dos alvos do grupo.

A imprensa local afirma que os extremistas pretendiam sequestrar um magistrado e transmitir sua decapitação ao vivo pela internet, uma informação que até agora não foi confirmada ou desmentida pelo Ministério Público.

“Se a polícia não tivesse intervindo em Verviers no dia 15 de janeiro de 2015, poderíamos esperar atentados de grande alcance. E hoje sabemos o que isso significa quando vemos o que houve em Paris e Bruxelas”, disse o procurador.

Dos 16 acusados no caso, só sete assistem ao processo. Os demais estão mortos ou desaparecidos, acredita-se que combatendo na Síria.

Dois suspeitos morreram durante a operação policial para desmantelar a célula extremista. Abaaoud conseguiu escapar da polícia na Grécia, onde se escondia na época, e seu paradeiro permaneceria desconhecido até os atentados de Paris.

O Ministério Público pediu pena de 18 anos de prisão para Mohammed Arshad, quem considera a principal peça do que restou do grupo.

via BBC Brasil

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