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PB tem mais de 235 mil inscritos para o Enem 2016; boleto vence nesta quarta

Enem 2016 será em novembro (Foto: Fabio Tito/G1)

A Paraíba apresentou em 2016 um aumento de 15,18% no número de inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em relação a 2015. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Anísio Teixeira (Inep), foram 235.088 inscritos este ano contra 204.098 no ano passado. O aumento no número de inscritos é maior do que a média nacional, que registrou aumento de 9,42% este ano, com 9,2 milhões de inscritos.

Confira o relatório completo do Inep.

Segundo os dados do Inep, entre os estados do Nordeste, a Paraíba está na quinta posição, no meio dos estados com mais e menos inscritos. A Bahia foi o estado nordestino que mais registrou inscrições, com 703.740 pessoas. Já o que teve menos inscrições foi Sergipe, com 122.556.

Uma das funções do exame é fornecer a certificação do ensino médio. Quem tem no mínimo 18 anos, ainda não concluiu o ensino médio e tiver pontuação mínima de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação, recebe a certificação. Neste ano, 16.176 candidatos vão fazer as provas com este objetivo na Paraíba, um número 18,07% maior do que o número de inscritos para a certificação em 2015, que foi de 13.700.

A nota do Enem é usada como critério de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (ProUni). A participação na prova também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Além disso, estudantes maiores de 18 anos podem obter a certificação do ensino médio por meio do Enem.

Na Paraíba, as pessoas que participarem do Enem também podem se inscrever para o Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar (CFO PM) 2017, que oferece 30 vagas. O edital foi publicado e as inscrições acontecem entre os dias 4 de julho e 8 de agosto. A nota do Enem vai ser utilizada na etapa intelectual da seleção. O curso de formação para o Corpo de Bombeiros da Paraíba também vai usar a nota do enem como critério de seleção, segundo informou a assessoria de imprensa do órgão.

O prazo para as inscrições terminou na sexta-feira (20), mas as inscrições dos candidatos que não estão isentos do pagamento da taxa de inscrição, de R$ 68, só serão efetivadas após o pagamento, que pode ser feito até a quarta-feira (25), em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios, por meio da Guia de Recolhimento da União, que pode ser gerada na página do Enem na internet. Segundo o Inep, os inscritos devem ficar atento ao prazo, uma vez as operações bancárias processadas pela internet após as 21h59 são consideradas fora do prazo e as inscrições não serão homologadas nestes casos.

Ainda de acordo com o Inep, a partir do dia 1º de junho será disponibilizado o aplicativo Enem 2016 para smarphones e tablets. Por meio do aplicativo os participantes vão ter acesso às informações necessárias ao longo de todas as etapas do exame, além da possibilidade de acompanhar o andamento da inscrição.

As provas do Enem acontecem nos dias 5 e 6 de novembro. Os portões dos locais de prova vão ser abertos às 12h e fechados às 13h (horário de Brasília) e as provas vão ter início às 13h30. O tempo extra de meia hora é dedicado aos procedimentos de segurança, bem como para permitir aos participantes presentes entrarem em sala e guardarem os pertences. As informações são do G1.

Lira diz que áudio de Jucá torna impeachment de Dilma imprevisível

A instabilidade política no país, pródiga na geração de crises, torna imprevisível o resultado da Comissão Especial Processante, que analisa o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). A avaliação é do presidente do colegiado, o senador paraibano Raimundo Lira (PMDB). O parlamentar, para a sua avaliação, não se deteve apenas no vazamento do áudio do agora ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), mas ao risco de surgirem novos fatos que comprometam ainda mais o governo interino de Michel Temer (PMDB).

“Essa questão política é muito imprecisa. A preço de hoje, você analisando o hoje e projetando para o futuro, o resultado da admissibilidade vai permanecer como está, mas a gente não pode prever isso (com precisão), principalmente porque no país a cada momento surge uma crise nova e, então, fica tudo imprevisível quando se trata da parte política”, ressaltou Lira. Na avaliação dele, as declarações de Jucá, que coloca o impeachment de Dilma remédio para frear a operação Lava Jato, serve principalmente para dar discurso aos aliados da presidente afastada.

A Comissão Especial Processante volta a se reunir nesta quarta-feira (25), quando Raimundo Lira e o relator do colegiado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), vão apresentar o calendário dos trabalhos para o momento em que a presidente afastada Dilma Rousseff vira ré e deverá apresentar sua defesa no processo. Para que ela seja afastada em definitivo, serão necessários 54 votos no Senado, ou seja, dois terços dos cargos. Na fase de admissibilidade do impeachment, 55 senadores votaram contra a gestora.

Romero Jucá retorna nesta terça-feira (24) ao Senado. Ele também é membro da Comissão Especial Processante e, portanto, dará continuidade ao trabalho para manter o afastamento da presidente Dilma.

via Blog do Suetoni Souto Maior

Adolescentes são achadas mortas a tiros em canavial de Sapé

Duas adolescentes foram encontradas mortas a tiros na manhã desta terça-feira (24) em um canavial na zona rural de Sapé, na Mata paraibana. De acordo com a Polícia Militar, os moradores do local acharam os corpos e a polícia identificou que as vítimas já haviam sido apreendidas por atos infracionais semelhantes aos crimes de tráfico de drogas e assalto.

Segundo a PM, na madrugada desta terça moradores da região ouviram tiros no matagal e acionaram os policiais. A polícia fez uma ronda na região, mas não localizou os atiradores. No início da manhã, os moradores acharam os corpos e voltaram a chamar a polícia, que isolou o local para a realização de uma perícia.

O delegado Fred Magalhães explicou que a investigação no local começou por volta das 10h, mas que os peritos estão encontrando dificuldades por causa da chuva registrada na manhã desta terça no município. Ainda segundo o delegado, os moradores não souberam informar quem seriam os suspeitos nem quais os motivos do crime. O caso vai ser investigado pela Polícia Civil. As informações são do G1.

Dupla rende vigilante e assalta agência dos Correios no Cariri paraibano

A agência dos Correios e Telégrafos da cidade de São João do Cariri, no Cariri paraibano, foi assaltada na manhã desta terça-feira (24). Dois homens armados invadiram o local, renderam o vigilante e levaram a arma e colete a prova de balas dele. O veículo usado pela dupla na fuga foi abandonado na saída da cidade.

De acordo com as informações da Companhia de Polícia Militar na cidade Serra Branca, no Cariri paraibano, as testemunhas não souberam informar o tipo de arma que foi usada pela dupla. A dupla conseguiu levar dinheiro do local, mas o valor não foi informado pela gerência.

A dupla chegou a agência em um veículo Corsa de cor prata. Na fuga o carro foi abandonado na saída da cidade, no trecho que dá acesso ao município de Cabaceiras entre a BR-412 e a rodovia estadual PB-148. A Polícia Militar não soube informar qual tipo de veículo foi usando na continuidade da fuga.

O assalto ocorreu por volta das 8h. Até 11h50 nenhum suspeito foi preso. Ainda na manhã desta terça-feira, uma equipe da Polícia Federal foi até a agência e realizou uma perícia. Depois do roubo, o local foi isolado pela Polícia Militar. As informações são do G1.

PRF apreende 6,5 milhões de cigarros contrabandeados em depósito na PB

Operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal e da Receitra Estadual (Foto: PRF-PB/Divulgação)
Cigarros foram encontrados em depósito na cidade de Araçagi, na noite de seunda-feira (23) (Foto: PRF-PB/Divulgação)
Cigarros foram encontrados em depósito na cidade de Araçagi, na noite de seunda-feira (23) (Foto: PRF-PB/Divulgação)

Foram apreendidos 6,5 milhões de cigarros contrabandeados em uma operação na cidade de Araçagi, na Zona da Mata paraibana, durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria de Estado da Receita na noite de segunda-feira (23). De acordo com informações da PRF, na ação duas pessoas foram presas e uma pistola foi apreendida.

Uma denúncia anônima informou que uma carga de 650 caixas de cigarro contrabandeados estavam estocadas em um pequeno galpão. No local, a polícia encontrou a carga de duas marcas trazidas clandestinamente do Paraguai. No total foram encontradas 650 caixas, contento 32.500 pacotes, o que totaliza 6.500.000 de cigarros.

O dono da propriedade estava presente e confessou que alugava o espaço para um conhecido. Durante os trabalhos dos policiais e auditores um homem esteve no local à procura do dono da fazenda a fim de pagar o aluguel do galpão. Ele foi abordado pelos policiais, que acabaram encontrando consigo uma pistola Taurus calibre 380, com 13 munições intactas e um rádio transmissor portátil.

Como não possuía porte de arma de fogo, o suspeito foi preso pelo crime de porte ilegal. Há indícios de que o mesmo tenha envolvimento com o material apreendido. O carregamento de cigarro foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal. A apreensão foi considerada como a maior feita pela PRF de carga de cigarros contrabandeados na Paraíba. As informações são do G1.

Operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal e da Receitra Estadual (Foto: PRF-PB/Divulgação)
Operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal e da Receitra Estadual (Foto: PRF-PB/Divulgação)

Paraíba tem a 2ª menor taxa de desemprego do Nordeste, segundo o IBGE

Mercado estará aquecido em 2016 nos setores de tecnologia, saúde, seguros e setor financeiro, vendas e agronegócios

Apesar do forte cenário recessivo da economia nacional, a população desempregada da Paraíba registrou a segunda menor taxa da Região Nordeste no 1º trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana. No 1º trimestre, a Paraíba encerrou com taxa de 10% de desocupação, índice superior apenas ao Estado do Piauí (9,6%), que apresentou a menor taxa do Nordeste.  O índice paraibano de desemprego também ficou bem abaixo da média do Nordeste (12,8%) e da média do país (10,9%) no mesmo período.

No ranking do IBGE da Região Nordeste, os Estados da Bahia (15,5%), do Rio Grande do Norte (14,3%) e de Pernambuco (13,3%) apresentaram as maiores taxas de desocupação neste primeiro trimestre, segundo a pesquisa Pnad Contínua (veja o quadro completo).

A pesquisa do IBGE mostra ainda que dos nove Estados da Região Nordeste, a Paraíba apresentou o menor avanço na taxa de desocupados no primeiro trimestre neste ano. Quando comparado ao mesmo período do ano passado ao deste, o índice paraibano subiu apenas 0,9 ponto percentual (de 9,1% para 10%). Já os demais Estados da Região registraram elevação bem mais forte na taxa. O Estado de Pernambuco, por exemplo, lidera o avanço na taxa de desempregos com alta de 5,1 pontos percentuais, subindo de 8,20% para 13,3%. O Estado da Bahia também registrou forte alta na taxa (4,4 pontos percentuais), assim como os demais Estados da Região.

Segundo a PNAD Contínua, a população desempregada na Paraíba está estimada em 172 mil pessoas, mas não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e ao trimestre anterior. A população ocupada, por sua vez, é de aproximadamente 1,5 milhão.

A média taxa de desocupação do Nordeste e do país também cresceu acima do Estado da Paraíba no primeiro trimestre. O Nordeste apresentou avanço de 3,2 pontos percentuais (de 9,6% para 12,8%). Entre os estados, a Bahia registra o maior índice de desemprego do país: 15,5%, a maior taxa da série, que teve início em 2012. Outros estados também mostraram índices de desemprego recordes. Em São Paulo, por exemplo, o desemprego ficou em 12%, e no Amapá e no Rio Grande do Norte, chegou a 14,3%. Todos acima da Paraíba. 

Ranking da taxa de desocupação dos Estados do NE

ESTADOSTaxa de desocupação
Bahia               15,5%
Rio G. do Norte                14,3%
Pernambuco                13,3%
Alagoas                12,8%
Sergipe                11,2%
Ceará                10,8%
Maranhão                10,8%
Paraíba                10%
Piauí                  9,6%
Média do Nordeste               12,8%
Média do País               10,9%

Fonte: Pnad/IBGE

Representantes do Vaticano estão na PB para analisar beatificação do Pe. Ibiapina

padre ibiapinaJá estão no Distrito de Santa Fé, município de Solânea, na Paraíba, os representantes do Vaticano que vão analisar o histórico e os restos mortais de José Antônio Pereira Ibiapina, o Padre Ibiapina, para o processo de beatificação do religioso.

Os membros da Congregação para as Causas dos Santos, que chegaram no último domingo (22), são o postulador Paolo Vilotta e o padre Paolo Lombardo. Eles devem passar mais nove dias no local.

De acordo com o padre Gaspar Rafael, um dos escolhidos como promotor da causa para o Tribunal da Diocese, que conta, ainda, com o padre Joanderson como juiz e o padre Alípio Martins como notário, as análises vão acontecer até esta sexta-feira (27) no município paraibano.

“Durante toda a tarde de ontem foi feita a exumação do padre Ibiapina no Memorial Padre Ibiapina”, contou Gaspar. “Estaremos hoje e durante toda a semana – o tribunal com a presença dos representantes do Vaticano – ouvindo testemunhas sobre os milagres do padre. Serão três por dia, entre bispos, padres e leigos”, acrescentou.

Ainda conforme Gaspar, no domingo (29) vai ser realizada uma missa a partir das 15h na capela de Santa Fé, mostrando para o público os restos mortais de Padre Ibiapina. “Depois, toda a documentação será apresentada no Vaticano, dando prosseguimento ao processo de beatificação”, explicou.

Padre Ibiapina
José Antônio Pereira Ibiapina nasceu no dia 5 de agosto de 1806, em Sobral, Ceará, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria de Jesus. Aos 60 anos de idade, deixou a carreira de professor para começar seu trabalho missionário, percorrendo mais de 600 km pelas províncias do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Organizou missões, construiu capelas, igrejas, açudes, cacimbas, poços, cemitérios, hospitais e chegou a fundar mais de vinte Casas de Caridade para moças órfãs carentes, onde elas recebiam educação religiosa e moral, aprendiam a ler, escrever e trabalhos domésticos, além de terem assistência à saúde.

Para alguns pesquisadores ele está incluído na categoria dos iluminados, pessoas que sempre lutaram por um ideal de trabalho e fé. Foi ponte entre a Igreja e o povo pobre do Nordeste brasileiro, construindo uma obra missionária significativa e respeitada, partilhando água, alimento e abrigo com doentes, mendigos e retirantes, levando sempre uma palavra de conforto para aqueles que precisavam. As informações são do Jornal da Paraíba.

Em gravação, Jucá sugere ‘pacto’ para barrar a Lava Jato

Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Gravações obtidas pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostram o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugerindo ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um “pacto” para tentar barrar a Operação Lava Jato. As conversas ocorreram em março deste ano, mas as datas dos diálogos não foram divulgadas (leia ao final desta reportagem trechos da conversa).

Romero Jucá confirmou à TV Globo que teve a conversa com o ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte de combustíveis. Segundo o ministro, Sérgio Machado o procurou em sua casa.

Senador licenciado e primeiro vice-presidente do PMDB, Jucá é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam suspeita de que ele recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Indicado pelo PMDB, Sérgio Machado presidiu a Transpetro entre 2003 e 2015. Ele se desligou da estatal do petróleo após denúncias de envolvimento no esquema de corrupção investigado na Lava Jato.

Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (Foto: Renata Mello/Transpetro)
Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (Foto: Renata Mello/Transpetro)

Machado foi citado nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do senador cassado Delcício do Amaral (sem partido-MS). O Ministério Público Federal apurou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria recebido propina de contratos da Transpetro na época em que a subsidiária era presidida por Machado.

De acordo com a reportagem da “Folha”, Romero Jucá sugeriu na conversa com o ex-presidente da subsidiária da Petrobras que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Lava Jato. O peemedebista foi um dos dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No diálogo divulgado pela “Folha de S.Paulo”, Sérgio Machado diz ao ministro que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria pegar Jucá e outros parlamentares do PMDB investigados na Lava Jato.

“O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. Ele acha que sou o caixa de vocês”, ressalta Machado em um dos trechos da conversa.

Ainda conforme a reportagem, o ex-presidente da Transpetro fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma estrutura para protegê-lo.

Em outro trecho, de acordo com a “Folha de S.Paulo”, Sérgio Machado voltou a dizer: “Então, eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.

O ex-dirigente da Transpetro disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. E Jucá concordou que o caso de Sérgio Machado não poderia ficar nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Na gravação, ainda segundo o jornal, o ex-presidente da Transpetro afirma ao então senador do PMDB que, “a solução mais fácil” era colocar Michel Temer no comando da Presidência.

Jucá concorda com o interlocutor e ressalta que somente Renan Calheiros, que, segundo ele, “não gosta de Temer”, é contra a proposta de afastar Dilma do Palácio do Planalto por meio de um processo de impeachment.

“Só o Renan que está contra essa porra. Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra”, diz Jucá ao ex-presidente da Transpetro.

Na sequência, Machado destaca que é preciso “botar o Michel num grande acordo nacional”.

“Com o Supremo, com tudo”, enfatiza o ministro.

“Com tudo, aí parava tudo”, concorda Machado.

“É. Delimitava onde está, pronto”, avalia Romero Jucá, sugerindo que quem já está sendo investigado continuaria alvo da Lava Jato, mas quem ainda não faz parte da apuração do esquema de corrupção ficaria blindado.

Juca também disse na gravação que havia mantido conversas com ministros do Supremo, mas ele não menciona o nome dos magistrados com os quais teria falado. Ele ressalta, entretanto, que são “poucos” os ministros da Suprema Corte aos quais ele não tem acesso.

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, seria um desses ministros, destacou o peemedebista, que acrescentou que Teori é “um cara fechado.

Um dos investigadores da Lava Jato, o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula comentou nesta segunda-feira, em uma entrevista coletiva em Curitiba, que a corporação foi “pega de surpresa” com o teor da conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado.

O delegado disse que a origem do áudio deve ser apurada no foro adequado. Ele também negou qualquer interferência no trabalho da Lava Jato por conta da troca de governo. “O trabalho segue normalmente”, enfatizou.

O que disseram os suspeitos
À TV Globo, Jucá disse que os diálogos não trazem novidade em relação ao posicionamento dele sobre a crise política e econômica do país.

Em entrevista à GloboNews, o ministro do Planejamento disse ainda que não se sente “tolhido para trabalhar” e que, portanto, não pedirá para deixar o cargo.

Segundo o ministro do Planejamento, o “pacto” a que ele se refere seria para destravar a crise, e não um acordo para barrar a Operação Lava Jato.

Ele também afirmou que sempre se manifestou no sentido de que o país não podia ficar refém da operação. Ainda de acordo com o peemedebista, o termo “delimitar” usado na conversa não significa “barrar” a Lava Jato, mas definir quem é culpado, o crime, e a punição de cada acusado.

Jucá ressaltou que, em nenhum momento, ofereceu ajuda ou prometeu a Sérgio Machado que iria interferir nas investigações. Por fim, ele disse que “apoia a Operação Lava Jato.

Até a última atualização desta reportagem, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado não havia sido localizado.

Aécio Neves
A reportagem da “Folha de S.Paulo” mostra que, durante a conversa com Sérgio Machado, o ministro do Planejamento disse que “caiu a ficha de líderes do PSDB” sobre o potencial de danos que a Operação Lava Jato pode causar em vários partidos.

Conforme o jornal, Jucá diz ao interlocutor que está “todo mundo na bandeja para ser comido”.

E, em resposta, Machado pondera que o primeiro a ser comido vai ser o presidente nacional do PSDB e senador Aécio Neves (MG).

À TV Globo, Aécio disse desconhecer e estranhar os termos da conversa entre Jucá e Sérgio Machado.

Leia trechos dos diálogos divulgados pelo jornal “Folha de S.Paulo”:

SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ – Sim.

MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ – Eu acho que…

MACHADO – Tem que ter um impeachment.

JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO – E quem segurar, segura.

JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO – Odebrecht vai fazer.

JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[…]

JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[…]

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

[…]

MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

*

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[…]

MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…

MACHADO – [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO – Porque se a gente não tiver saída… Porque não tem muito tempo.

JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.

MACHADO – É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ – Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? […] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO – Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ – Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é… Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO – Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

*

MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…

JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…

JUCÁ – É, a gente viveu tudo.

*

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…

MACHADO -…E burro […] Tem que ter uma paz, um…

JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.

[…]

MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Da Redação, com G1

Governo suspende novas vagas do Pronatec e do Fies

O ministro da Educação, Mendonça Filho (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)
O ministro da Educação, Mendonça Filho (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)
O ministro da Educação, Mendonça Filho (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)

Uma das vitrines da área social da gestão petista, programas de incentivo à educação e à profissionalização – como Pronatec, Prouni e Fies – não devem abrir novas vagas neste ano. São efeitos imediatos das medidas de contingenciamento previstas para o Ministério da Educação na gestão do presidente em exercício Michel Temer. A revisão é parte do que no novo governo se chama de “herança maldita” da administração da presidente afastada Dilma Rousseff.

Apesar de em alguns períodos da era petista ser comandada por ministros de outros partidos, o Ministério da Educação sempre foi controlado pelo PT. Dentre os titulares que estiveram à frente da área estão os petistas Tarso Genro, Aloizio Mercadante e o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Interlocutores do novo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que ele pretende honrar até o fim as vagas que já foram contratadas, mas a perspectiva de abrir novas inscrições é apenas para o ano que vem – com otimismo, para os últimos meses de 2016. O novo governo assumiu o compromisso de dar continuidade aos programas educativos iniciados ou fortalecidos na Era PT, mas considera que tem um desafio ao que afirma ser um dos legados deixados por seus antecessores: o orçamento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) já estaria zerado para este ano, a mais de sete meses do fim.

A decisão de abrir ou não novas vagas – e, se sim, quantas – para Pronatec, Fies e Prouni depende exclusivamente de um balanço financeiro que deverá ser realizado pelo ministro. Novos gestores do MEC têm afirmado que a pasta tem “musculatura” para administrar grandes projetos, mas esse potencial estaria sendo mal aproveitado.

Um dos pilares do slogan Pátria Educadora, escolhido para o segundo mandato de Dilma, é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em que o governo financia o estudo de alunos de baixa renda em universidades particulares, “emprestando” dinheiro que, após a formatura, é devolvido pelos beneficiados.

Em 2015, 2 milhões de estudantes estavam matriculados em instituições privadas graças ao programa, no qual foram investidos R$ 17,8 bilhões.

Um ponto, contudo, preocupa o ministro, conforme seus interlocutores: a taxa bancária anual que o MEC paga às instituições para a administração do programa, hoje na casa do R$ 1,3 bilhão. Mendonça Filho não estaria disposto a manter esse gasto para o ano que vem – e tem dito aos colegas que pretende “renegociar” o valor, com a intenção de reverter parte dele para outros programas em 2017.

Bolsas

Outra crítica que os funcionários ouvem do ministro é uma suposta “desorganização e pulverização” dos sistemas de bolsas oferecidas a estudantes socialmente vulneráveis. Mendonça, de acordo com eles, gostaria de unificar os critérios de seleção para as bolsas e, no caso do Programa Universidade Para Todos (Prouni) – menina dos olhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, intensificar o que chama de premissa da meritocracia. Ou seja: para o ministro, a contrapartida do estudante que recebe dinheiro público para estudar deve ser “apresentar resultados”. Hoje, o Prouni exige apenas que o bolsista tenha aproveitamento mínimo de 75% das disciplinas cursadas no semestre.

Mais Médicos

Na área da saúde, o programa Mais Médicos, lançado por Dilma Rousseff, também deverá cada vez mais reduzir o número de médicos estrangeiros contratados. Assim que assumiu o posto de ministro da Saúde, o deputado federal Ricardo Barros (PP) já tinha uma ideia em mente: reduzir a participação de profissionais estrangeiros no Programa Mais Médicos. De olho numa aproximação com entidades de classe, Barros avisou que deverá dar prioridade para profissionais formados no Brasil.

As mudanças, no entanto, somente terão início a partir do próximo ano, depois das eleições municipais. Isso porque Barros não quer se indispor com prefeitos. Médicos estrangeiros – sobretudo cubanos – são campeões de aprovação dos administradores municipais.

Há vários motivos para isso: eles estão sempre presentes, o grau de abandono dos cargos é baixo e, principalmente, não fazem sombra no campo político aos administradores locais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Companhia abre concurso com remuneração de até R$ 7,4 mil; veja edital

Começa nesta segunda-feira (23) o prazo de inscrições para o concurso público da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). São 65 vagas dos níveis médio e superior, com remunerações que variam de R$ 1.844,51 até R$ 7.480,00. Clique aqui e veja o edital.

As oportunidades são para os cargos de analista de gestão, analista de saneamento e assistente de saneamento e gestão.

Para concorrer ao cargo de analista de saneamento os interessados devem ser graduados em engenharia ambiental, engenharia florestal, engenharia de produção, engenharia mecânica, engenharia de telecomunicações, geologia e química. Já o cargo de analista de gestão exige graduação em direito, biologia, contabilidade, economia e medicina.

Segundo a Compesa a expectativa é de que a companhia inicia a contratação dos aprovados até o mês de setembro deste ano. Com informações do Portalcorreio.

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