Operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal e da Receitra Estadual (Foto: PRF-PB/Divulgação)
Cigarros foram encontrados em depósito na cidade de Araçagi, na noite de seunda-feira (23) (Foto: PRF-PB/Divulgação)
Foram apreendidos 6,5 milhões de cigarros contrabandeados em uma operação na cidade de Araçagi, na Zona da Mata paraibana, durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria de Estado da Receita na noite de segunda-feira (23). De acordo com informações da PRF, na ação duas pessoas foram presas e uma pistola foi apreendida.
Uma denúncia anônima informou que uma carga de 650 caixas de cigarro contrabandeados estavam estocadas em um pequeno galpão. No local, a polícia encontrou a carga de duas marcas trazidas clandestinamente do Paraguai. No total foram encontradas 650 caixas, contento 32.500 pacotes, o que totaliza 6.500.000 de cigarros.
O dono da propriedade estava presente e confessou que alugava o espaço para um conhecido. Durante os trabalhos dos policiais e auditores um homem esteve no local à procura do dono da fazenda a fim de pagar o aluguel do galpão. Ele foi abordado pelos policiais, que acabaram encontrando consigo uma pistola Taurus calibre 380, com 13 munições intactas e um rádio transmissor portátil.
Como não possuía porte de arma de fogo, o suspeito foi preso pelo crime de porte ilegal. Há indícios de que o mesmo tenha envolvimento com o material apreendido. O carregamento de cigarro foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal. A apreensão foi considerada como a maior feita pela PRF de carga de cigarros contrabandeados na Paraíba. As informações são do G1.
Operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal e da Receitra Estadual (Foto: PRF-PB/Divulgação)
Mercado estará aquecido em 2016 nos setores de tecnologia, saúde, seguros e setor financeiro, vendas e agronegócios
Apesar do forte cenário recessivo da economia nacional, a população desempregada da Paraíba registrou a segunda menor taxa da Região Nordeste no 1º trimestre deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana. No 1º trimestre, a Paraíba encerrou com taxa de 10% de desocupação, índice superior apenas ao Estado do Piauí (9,6%), que apresentou a menor taxa do Nordeste. O índice paraibano de desemprego também ficou bem abaixo da média do Nordeste (12,8%) e da média do país (10,9%) no mesmo período.
No ranking do IBGE da Região Nordeste, os Estados da Bahia (15,5%), do Rio Grande do Norte (14,3%) e de Pernambuco (13,3%) apresentaram as maiores taxas de desocupação neste primeiro trimestre, segundo a pesquisa Pnad Contínua (veja o quadro completo).
A pesquisa do IBGE mostra ainda que dos nove Estados da Região Nordeste, a Paraíba apresentou o menor avanço na taxa de desocupados no primeiro trimestre neste ano. Quando comparado ao mesmo período do ano passado ao deste, o índice paraibano subiu apenas 0,9 ponto percentual (de 9,1% para 10%). Já os demais Estados da Região registraram elevação bem mais forte na taxa. O Estado de Pernambuco, por exemplo, lidera o avanço na taxa de desempregos com alta de 5,1 pontos percentuais, subindo de 8,20% para 13,3%. O Estado da Bahia também registrou forte alta na taxa (4,4 pontos percentuais), assim como os demais Estados da Região.
Segundo a PNAD Contínua, a população desempregada na Paraíba está estimada em 172 mil pessoas, mas não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e ao trimestre anterior. A população ocupada, por sua vez, é de aproximadamente 1,5 milhão.
A média taxa de desocupação do Nordeste e do país também cresceu acima do Estado da Paraíba no primeiro trimestre. O Nordeste apresentou avanço de 3,2 pontos percentuais (de 9,6% para 12,8%). Entre os estados, a Bahia registra o maior índice de desemprego do país: 15,5%, a maior taxa da série, que teve início em 2012. Outros estados também mostraram índices de desemprego recordes. Em São Paulo, por exemplo, o desemprego ficou em 12%, e no Amapá e no Rio Grande do Norte, chegou a 14,3%. Todos acima da Paraíba.
Já estão no Distrito de Santa Fé, município de Solânea, na Paraíba, os representantes do Vaticano que vão analisar o histórico e os restos mortais de José Antônio Pereira Ibiapina, o Padre Ibiapina, para o processo de beatificação do religioso.
Os membros da Congregação para as Causas dos Santos, que chegaram no último domingo (22), são o postulador Paolo Vilotta e o padre Paolo Lombardo. Eles devem passar mais nove dias no local.
De acordo com o padre Gaspar Rafael, um dos escolhidos como promotor da causa para o Tribunal da Diocese, que conta, ainda, com o padre Joanderson como juiz e o padre Alípio Martins como notário, as análises vão acontecer até esta sexta-feira (27) no município paraibano.
“Durante toda a tarde de ontem foi feita a exumação do padre Ibiapina no Memorial Padre Ibiapina”, contou Gaspar. “Estaremos hoje e durante toda a semana – o tribunal com a presença dos representantes do Vaticano – ouvindo testemunhas sobre os milagres do padre. Serão três por dia, entre bispos, padres e leigos”, acrescentou.
Ainda conforme Gaspar, no domingo (29) vai ser realizada uma missa a partir das 15h na capela de Santa Fé, mostrando para o público os restos mortais de Padre Ibiapina. “Depois, toda a documentação será apresentada no Vaticano, dando prosseguimento ao processo de beatificação”, explicou.
Padre Ibiapina José Antônio Pereira Ibiapina nasceu no dia 5 de agosto de 1806, em Sobral, Ceará, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria de Jesus. Aos 60 anos de idade, deixou a carreira de professor para começar seu trabalho missionário, percorrendo mais de 600 km pelas províncias do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
Organizou missões, construiu capelas, igrejas, açudes, cacimbas, poços, cemitérios, hospitais e chegou a fundar mais de vinte Casas de Caridade para moças órfãs carentes, onde elas recebiam educação religiosa e moral, aprendiam a ler, escrever e trabalhos domésticos, além de terem assistência à saúde.
Para alguns pesquisadores ele está incluído na categoria dos iluminados, pessoas que sempre lutaram por um ideal de trabalho e fé. Foi ponte entre a Igreja e o povo pobre do Nordeste brasileiro, construindo uma obra missionária significativa e respeitada, partilhando água, alimento e abrigo com doentes, mendigos e retirantes, levando sempre uma palavra de conforto para aqueles que precisavam. As informações são do Jornal da Paraíba.
Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Gravações obtidas pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostram o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugerindo ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um “pacto” para tentar barrar a Operação Lava Jato. As conversas ocorreram em março deste ano, mas as datas dos diálogos não foram divulgadas (leia ao final desta reportagem trechos da conversa).
Romero Jucá confirmou à TV Globo que teve a conversa com o ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte de combustíveis. Segundo o ministro, Sérgio Machado o procurou em sua casa.
Senador licenciado e primeiro vice-presidente do PMDB, Jucá é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam suspeita de que ele recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
Indicado pelo PMDB, Sérgio Machado presidiu a Transpetro entre 2003 e 2015. Ele se desligou da estatal do petróleo após denúncias de envolvimento no esquema de corrupção investigado na Lava Jato.
Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (Foto: Renata Mello/Transpetro)
Machado foi citado nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do senador cassado Delcício do Amaral (sem partido-MS). O Ministério Público Federal apurou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria recebido propina de contratos da Transpetro na época em que a subsidiária era presidida por Machado.
De acordo com a reportagem da “Folha”, Romero Jucá sugeriu na conversa com o ex-presidente da subsidiária da Petrobras que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Lava Jato. O peemedebista foi um dos dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
No diálogo divulgado pela “Folha de S.Paulo”, Sérgio Machado diz ao ministro que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria pegar Jucá e outros parlamentares do PMDB investigados na Lava Jato.
“O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. Ele acha que sou o caixa de vocês”, ressalta Machado em um dos trechos da conversa.
Ainda conforme a reportagem, o ex-presidente da Transpetro fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma estrutura para protegê-lo.
Em outro trecho, de acordo com a “Folha de S.Paulo”, Sérgio Machado voltou a dizer: “Então, eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.
O ex-dirigente da Transpetro disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. E Jucá concordou que o caso de Sérgio Machado não poderia ficar nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.
Na gravação, ainda segundo o jornal, o ex-presidente da Transpetro afirma ao então senador do PMDB que, “a solução mais fácil” era colocar Michel Temer no comando da Presidência.
Jucá concorda com o interlocutor e ressalta que somente Renan Calheiros, que, segundo ele, “não gosta de Temer”, é contra a proposta de afastar Dilma do Palácio do Planalto por meio de um processo de impeachment.
“Só o Renan que está contra essa porra. Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra”, diz Jucá ao ex-presidente da Transpetro.
Na sequência, Machado destaca que é preciso “botar o Michel num grande acordo nacional”.
“Com o Supremo, com tudo”, enfatiza o ministro.
“Com tudo, aí parava tudo”, concorda Machado.
“É. Delimitava onde está, pronto”, avalia Romero Jucá, sugerindo que quem já está sendo investigado continuaria alvo da Lava Jato, mas quem ainda não faz parte da apuração do esquema de corrupção ficaria blindado.
Juca também disse na gravação que havia mantido conversas com ministros do Supremo, mas ele não menciona o nome dos magistrados com os quais teria falado. Ele ressalta, entretanto, que são “poucos” os ministros da Suprema Corte aos quais ele não tem acesso.
O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, seria um desses ministros, destacou o peemedebista, que acrescentou que Teori é “um cara fechado.
Um dos investigadores da Lava Jato, o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula comentou nesta segunda-feira, em uma entrevista coletiva em Curitiba, que a corporação foi “pega de surpresa” com o teor da conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado.
O delegado disse que a origem do áudio deve ser apurada no foro adequado. Ele também negou qualquer interferência no trabalho da Lava Jato por conta da troca de governo. “O trabalho segue normalmente”, enfatizou.
O que disseram os suspeitos À TV Globo, Jucá disse que os diálogos não trazem novidade em relação ao posicionamento dele sobre a crise política e econômica do país.
Em entrevista à GloboNews, o ministro do Planejamento disse ainda que não se sente “tolhido para trabalhar” e que, portanto, não pedirá para deixar o cargo.
Segundo o ministro do Planejamento, o “pacto” a que ele se refere seria para destravar a crise, e não um acordo para barrar a Operação Lava Jato.
Ele também afirmou que sempre se manifestou no sentido de que o país não podia ficar refém da operação. Ainda de acordo com o peemedebista, o termo “delimitar” usado na conversa não significa “barrar” a Lava Jato, mas definir quem é culpado, o crime, e a punição de cada acusado.
Jucá ressaltou que, em nenhum momento, ofereceu ajuda ou prometeu a Sérgio Machado que iria interferir nas investigações. Por fim, ele disse que “apoia a Operação Lava Jato.
Até a última atualização desta reportagem, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado não havia sido localizado.
Aécio Neves A reportagem da “Folha de S.Paulo” mostra que, durante a conversa com Sérgio Machado, o ministro do Planejamento disse que “caiu a ficha de líderes do PSDB” sobre o potencial de danos que a Operação Lava Jato pode causar em vários partidos.
Conforme o jornal, Jucá diz ao interlocutor que está “todo mundo na bandeja para ser comido”.
E, em resposta, Machado pondera que o primeiro a ser comido vai ser o presidente nacional do PSDB e senador Aécio Neves (MG).
À TV Globo, Aécio disse desconhecer e estranhar os termos da conversa entre Jucá e Sérgio Machado.
Leia trechos dos diálogos divulgados pelo jornal “Folha de S.Paulo”:
SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.
ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?
MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.
JUCÁ – Sim.
MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.
JUCÁ – Eu acho que…
MACHADO – Tem que ter um impeachment.
JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.
MACHADO – E quem segurar, segura.
JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.
MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.
MACHADO – Odebrecht vai fazer.
JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.
MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[…]
JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[…]
MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.
MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.
[…]
MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.
*
MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…
JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…
MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.
JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].
MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?
JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
[…]
MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.
JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…
MACHADO – [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.
JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.
MACHADO – Porque se a gente não tiver saída… Porque não tem muito tempo.
JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.
MACHADO – É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.
JUCÁ – Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? […] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.
MACHADO – Acha que não pode ter reunião a três?
JUCÁ – Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é… Depois a gente conversa os três sem você.
MACHADO – Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.
*
MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…
JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.
MACHADO – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…
JUCÁ – É, a gente viveu tudo.
*
JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…
MACHADO -…E burro […] Tem que ter uma paz, um…
JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.
[…]
MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].
O ministro da Educação, Mendonça Filho (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)
O ministro da Educação, Mendonça Filho (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Uma das vitrines da área social da gestão petista, programas de incentivo à educação e à profissionalização – como Pronatec, Prouni e Fies – não devem abrir novas vagas neste ano. São efeitos imediatos das medidas de contingenciamento previstas para o Ministério da Educação na gestão do presidente em exercício Michel Temer. A revisão é parte do que no novo governo se chama de “herança maldita” da administração da presidente afastada Dilma Rousseff.
Apesar de em alguns períodos da era petista ser comandada por ministros de outros partidos, o Ministério da Educação sempre foi controlado pelo PT. Dentre os titulares que estiveram à frente da área estão os petistas Tarso Genro, Aloizio Mercadante e o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
Interlocutores do novo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que ele pretende honrar até o fim as vagas que já foram contratadas, mas a perspectiva de abrir novas inscrições é apenas para o ano que vem – com otimismo, para os últimos meses de 2016. O novo governo assumiu o compromisso de dar continuidade aos programas educativos iniciados ou fortalecidos na Era PT, mas considera que tem um desafio ao que afirma ser um dos legados deixados por seus antecessores: o orçamento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) já estaria zerado para este ano, a mais de sete meses do fim.
A decisão de abrir ou não novas vagas – e, se sim, quantas – para Pronatec, Fies e Prouni depende exclusivamente de um balanço financeiro que deverá ser realizado pelo ministro. Novos gestores do MEC têm afirmado que a pasta tem “musculatura” para administrar grandes projetos, mas esse potencial estaria sendo mal aproveitado.
Um dos pilares do slogan Pátria Educadora, escolhido para o segundo mandato de Dilma, é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em que o governo financia o estudo de alunos de baixa renda em universidades particulares, “emprestando” dinheiro que, após a formatura, é devolvido pelos beneficiados.
Em 2015, 2 milhões de estudantes estavam matriculados em instituições privadas graças ao programa, no qual foram investidos R$ 17,8 bilhões.
Um ponto, contudo, preocupa o ministro, conforme seus interlocutores: a taxa bancária anual que o MEC paga às instituições para a administração do programa, hoje na casa do R$ 1,3 bilhão. Mendonça Filho não estaria disposto a manter esse gasto para o ano que vem – e tem dito aos colegas que pretende “renegociar” o valor, com a intenção de reverter parte dele para outros programas em 2017.
Bolsas
Outra crítica que os funcionários ouvem do ministro é uma suposta “desorganização e pulverização” dos sistemas de bolsas oferecidas a estudantes socialmente vulneráveis. Mendonça, de acordo com eles, gostaria de unificar os critérios de seleção para as bolsas e, no caso do Programa Universidade Para Todos (Prouni) – menina dos olhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, intensificar o que chama de premissa da meritocracia. Ou seja: para o ministro, a contrapartida do estudante que recebe dinheiro público para estudar deve ser “apresentar resultados”. Hoje, o Prouni exige apenas que o bolsista tenha aproveitamento mínimo de 75% das disciplinas cursadas no semestre.
Mais Médicos
Na área da saúde, o programa Mais Médicos, lançado por Dilma Rousseff, também deverá cada vez mais reduzir o número de médicos estrangeiros contratados. Assim que assumiu o posto de ministro da Saúde, o deputado federal Ricardo Barros (PP) já tinha uma ideia em mente: reduzir a participação de profissionais estrangeiros no Programa Mais Médicos. De olho numa aproximação com entidades de classe, Barros avisou que deverá dar prioridade para profissionais formados no Brasil.
As mudanças, no entanto, somente terão início a partir do próximo ano, depois das eleições municipais. Isso porque Barros não quer se indispor com prefeitos. Médicos estrangeiros – sobretudo cubanos – são campeões de aprovação dos administradores municipais.
Há vários motivos para isso: eles estão sempre presentes, o grau de abandono dos cargos é baixo e, principalmente, não fazem sombra no campo político aos administradores locais.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Começa nesta segunda-feira (23) o prazo de inscrições para o concurso público da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). São 65 vagas dos níveis médio e superior, com remunerações que variam de R$ 1.844,51 até R$ 7.480,00.Clique aqui e veja o edital.
As oportunidades são para os cargos de analista de gestão, analista de saneamento e assistente de saneamento e gestão.
Para concorrer ao cargo de analista de saneamento os interessados devem ser graduados em engenharia ambiental, engenharia florestal, engenharia de produção, engenharia mecânica, engenharia de telecomunicações, geologia e química. Já o cargo de analista de gestão exige graduação em direito, biologia, contabilidade, economia e medicina.
Segundo a Compesa a expectativa é de que a companhia inicia a contratação dos aprovados até o mês de setembro deste ano. Com informações do Portalcorreio.
A Justiça Federal na Paraíba realiza nesta terça (24) a 2ª praça do “Leilão Eficaz”, que contém peças de roupas, automóveis, terrenos, salas comerciais, aparelhos eletroeletrônicos e para escritórios. O leilão começa às 9h, no auditório da sede da Justiça Federal na Capital. Os bens chegam ao valor de até R$ 10,8 milhões. Clique aqui e veja os lotes que serão leiloados.
Também vão poder participar do leilão interessados que estejam nas Subseções Judiciárias de Campina Grande, Sousa, Monteiro, Patos e Guarabira por meio de videoconferência.
O bem com maior valor a ser leiloado é o prédio do Instituto de Pneumologia da Paraíba, que fica no bairro Treze de Maio, em João Pessoa, avaliado em R$ 10,8 milhões.
Maiores informações sobre o leilão podem ser obtidas pelos telefones (83) 2108-4024; 3521-3300; 3310-9102; 3351-3602; 3613-8104; e 3415-8709. As informações são do Portalcorreio.
Em pesquisa divulgada na madrugada desta segunda-feira (23), os dois prováveis adversários nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro deste ano, estão com uma diferença de apenas três pontos percentuais, o que significa empate técnico. Com isso, caiu bastante a folgada liderança que a provável candidata do Partido Democrata Hillary Clinton tinha sobre o candidato republicano Donald Trump, que era 11 pontos percentuais em abril deste ano.
De acordo com a pesquisa, divulgada pelo jornal The Wall Street Journal e pela rede de televisão NBC, Hillary Clinton está com 46% de apoio, contra 43% de Donald Drump. O avanço dos republicanos ocorreu depois que outros candidatos, no âmbito da própria agremiação, desistiram de disputar com Trump a indicação oficial do partido, em convenção prevista para julho próximo.
Hillary Clinton, no entanto, continua confiante. Em entrevista ao programa Meet the Press, na rede de televisão NBC, ela disse que a vitória se dará pela união partidária. “Vamos ficar mais fortes juntos para enfrentar nossos desafios internos e externos.”
A união do partido, porém, depende da desistência do outro candidato democrata, senador Bernie Sanders, que até agora não deu demonstrações de que deseja sair da campanha. A pesquisa do The Wall Stree Journal mostra inclusive que, se fosse contra Bernie Sanders , o candidato republicano estaria perdendo com uma diferença bem maior: 15 pontos percentuais. Nesse hipotético confronto, Bernie Sanders estaria com 54% na preferência, contra 39% de Trump.
Em vez de desistir da campanha, Bernie Sanders vem aumentando as críticas à candidadura de Hillary Clinton. Segundo ele, Hillary não pode ser a única referência na convenção que vai escolher o candidato do Partido Democrata, em julho.
Em entrevista à rede de televisão CNN, Sanders considerou “inaceitável” o comportamento dos superdelegados do Partido Democrata que vêm apoiando Hillary, antes mesmo que a situação dentro do partido esteja definida. Superdelegados são eleitores da convenção que, pelas regras partidárias, foram designados automaticamente para a função, sem passar pelas primárias ou pelas assembleias (caucus).
Na entrevista à CNN, Sanders disse que a aclamação de Hillary, antes de ser confrontada com outro candidato, configura “situação antidemocrática”.
Por José Romildo – Correspondente da Agência Brasil
Em seu discurso de posse, o novo chanceler disse que uma das prioridades em curto prazo será a intensificação das relações com a Argentina (Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Em seu discurso de posse, o novo chanceler disse que uma das prioridades em curto prazo será a intensificação das relações com a Argentina (Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Quatro dias depois de ter assumido o cargo de ministro das Relações Exteriores, José Serra embarcou nesse domingo (22) para Buenos Aires. No discurso de posse, ele prometeu fortalecer a parceria com a Argentina, principal sócio brasileiro no Mercosul – o Mercado Comum do Sul, integrado também pelo Paraguai, o Uruguai e a Venezuela. Segundo a consultora argentina Abeceb, nos últimos quatro anos a recessão provocou retração de 42% no comércio bilateral, que caiu de US$ 39,6 bilhões, em 2011, para US$ 23 bilhões em 2015.
Nesta segunda-feira (23), Serra vai se encontrar com o presidente argentino, Mauricio Macri, que tomou posse há cinco meses, depois de 12 anos de governos kirchneristas: Nestor Kirchner foi presidente de 2003 a 2007, e a mulher e sucessora dele, Cristina Kirchner, concluiu o segundo mandato em dezembro de 2015. Ele terá também encontros com a ministra das Relações Exteriores, Susana Malcorra – que na semana passada lançou candidatura à Secretaria-Geral da ONU – e com o ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay.
No discurso de posse, Serra disse que uma das prioridades em curto prazo será a intensificação das relações com a Argentina, com a qual o Brasil passou a “compartilhar referências semelhantes para a reorganização da política e da economia”, renovar o Mercosul “para corrigir o que precisa ser corrigido” e “construir pontes com a Aliança do Pacífico”, integrada pelo Chile, a Colômbia, Costa Rica, o México e o Peru.
A primeira visita oficial de Serra a um país estrangeiro tem também um motivo político: assegurar ao principal parceiro do Brasil que o governo do presidente interino Michel Temer é legítimo e que o processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff é constitucional. Ontem (22) à noite, manifestantes brasileiros em Buenos Aires esperavam o ministro na porta da Embaixada do Brasil, para protestar contra o que consideram “golpe”. Eles prometeram continuar protestando durante toda a estadia de Serra na Argentina.
Um dos temas mais polêmicos mencionados por Serra é a flexibilização do Mercosul, para permitir aos membros negociar acordos bilaterais com terceiros países. A ideia inicial dos criadores do bloco regional era seguir o modelo da União Europeia (UE), que tem um mercado sem fronteiras entre 28 países, uma mesma moeda (o euro) adotada por 19 de seus membros e uma política externa e econômica comum.
Desde a sua criação, há 25 anos, o Mercosul teve altos e baixos: em momentos de crise, seus integrantes voltavam a erguer barreiras comerciais para proteger seus mercados domésticos. Recentemente, o bloco regional também vive um momento político difícil.
Durante a campanha e depois da posse, o presidente Mauricio Macri criticou abertamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pela crise econômica e pela prisão de líderes oposicionistas que, na sua opinião, constitui violação dos direitos humanos.
A antecessora de Macri, Cristina Kirchner, tinha uma relação estreita com o governo venezuelano, que ajudou a Argentina após a crise de 2001, concedendo empréstimos ao país que – por ter decretado moratória da dívida externa – não tinha acesso ao mercado financeiro internacional. Mas, com a queda dos preços das commodities, que moveram a economia regional na última década, a situação mudou.
A queda do preço do petróleo (principal produto de exportação da Venezuela) contribuiu para a grave crise vivida hoje pelo país, que enfrenta inflação anual de 700%, desabastecimento e falta de energia. Em dezembro, a oposição conquistou ampla maioria no Congresso – a primeira vitória em 17 anos de governos socialistas, inaugurados pelo ex-presidente Hugo Chávez.
A Venezuela foi o único país do Mercosul a chamar de “golpe” o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. O Uruguai também fez ressalvas ao processo de julgamento político, mas de forma mais discreta. Mal assumiu o Ministério das Relações Exteriores, Jose Serra rebateu as críticas de Maduro – e também as dos governos da Bolívia, do Equador, de Cuba, da Nicarágua e de El Salvador. Em outra nota, o Itamaraty repudiou as declarações do secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) , Ernesto Samper, que no dia do afastamento de Dilma Rousseff advertiu para o risco de “ruptura democrática” no Brasil.
Segundo o analista político argentino Jorge Castro, a visita de Serra é uma demonstração de que o Brasil “está adotando uma posição ofensiva para multiplicar os investimentos” numa economia em recessão. “Para poder voltar a crescer e se recuperar, o Brasil precisa exportar mais. Mas, para fazer isso, terá que abrir seu mercado às importações”, disse.
Na opinião de Castro, Temer e Macri têm visão parecida de como conduzir as economias da região nesta nova fase. “Não se trata de acabar com o Mercosul, mas de aprofundá-lo e, ao mesmo tempo, buscar novas formas para negociar acordos bilaterais”, concluiu.
Por Monica Yanakiew – Correspondente da Agência Brasil
O diretor da cadeia de Solânea, Alberto de França Costa, foi baleado no pescoço na noite de domingo (22). Segundo informações do delegado Diógenes Fernandes, responsável por investigar o caso, o diretor foi baleado por um ex-presidiário. O caso ocorreu por volta das 22h, do lado de fora do ginásio da cidade de Solânea, no Agreste paraibano.
O suspeito foi identificado, mas está foragido. A polícia apreendeu cinco adolescentes que teriam participação no crime. De acordo com o delegado do caso, o suspeito e a vítima discutiram antes do crime. “Segundo as testemunhas, o suspeito saiu, pegou uma arma e retornou para atirar contra o diretor. Dois dos cinco adolescentes participaram diretamente para conseguir a arma usada pelo ex-presidiário na tentativa de homicídio”, explicou Diógenes Fernandes.
Ainda de acordo com o delegado, parentes do ex-presidiário estão presos na cadeia dirigida pela vítima. “Vamos investigar se a discussão iniciada pelo ex-presidiário foi um pretexto para esconder alguma motivação para o homicídio. O suspeito não chegou a ficar sob custódia do diretor na época em que ficou preso, mas sabemos que dois irmãos dele estão reclusos em Solânea”, comentou o delegado.
O diretor ferido foi socorrido e encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. O estado de saúde de Alberto de França Costa era considerado grave no momento em que foi socorrido. Conforme a assessoria do Trauma de Campina Grande, o diretor seguia internado até a manhã desta segunda-feira (23) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado considerado regular.
O suspeito havia sido preso anteriormente por tráfico de drogas e roubo, segundo a Polícia Civil. Ele seguia foragido até as 7h50 desta segunda-feira. Os adolescentes apreendidos foram encaminhados para delegacia de Solânea e devem ser apresentados ao Ministério Público da Paraíba. As informações são do G1.
Realizada pelo PT da Paraíba com o governador Lucas, em parceria com diversos partidos aliados, a plenária contou com a presença do governador Lucas Ribeiro, do senador eleito João Azevêdo, da presidente estadual do PT e deputada estadual reeleita Cida Ramos, além de deputados e deputadas eleitos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado.
A HospitalMed 2026 será realizada de 21 a 23 de outubro, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, reunindo mais de 300 expositores, 400 marcas e expectativa de 29 mil visitantes. O evento apresenta soluções em tecnologia, gestão, equipamentos e inovação, consolidando-se como uma oportunidade estratégica para médicos, clínicas, hospitais e empresas da saúde que buscam crescimento e novos negócios.
Hervázio Bezerra agradeceu a votação recebida em Tavares, onde foi o quarto deputado estadual mais votado com 317 votos. O parlamentar destacou o apoio dos eleitores e de lideranças políticas durante a campanha.