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Inscrições para o ProUni do segundo semestre começam dia 7 de junho

No momento da inscrição, será necessário informar o número da inscrição e a senha usada no Enem e o CPF (Foto: Arthur Barbalho)

As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) do segundo semestre de 2016 começam no dia 7 de junho. As inscrições poderão ser feitas exclusivamente pela internet, no site do ProUni, até as 23h59 do dia 10 de junho, no horário de Brasília. Pelo ProUni, os estudantes concorrem a uma bolsa de estudo em cursos de instituições privadas de ensino superior.

Pode se inscrever no programa o estudante brasileiro que não tenha diploma de curso superior, que tenha feito as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 e obtido no mínimo 450 pontos na média das notas e que não tenha nota 0 na redação.

O estudante ainda precisa atender a pelo menos uma das seguintes condições: ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituição privada, na condição de bolsista integral; ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral; ser pessoa com deficiência; ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrar o quadro de pessoal permanente da instituição.

Pode concorrer à bolsa integral o candidato cuja renda familiar bruta mensal per capita não exceda o valor de 1,5 salário-mínimo. As bolsas parciais são para os casos em que a renda familiar bruta mensal per capita não exceda o valor de três salários mínimos.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 13 de junho e a segunda chamada, no dia 27 do mesmo mês. O prazo para quem não foi selecionado manifestar  interesse de entrar para a lista de espera vai do dia 8 ao dia 11 de julho.

O edital com as regras do ProUni foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27).

Por Yara Aquino

Polícia prende suspeito por posse ilegal de armas e drogas em Mamanguape

Suspeito já responde pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo
Suspeito já responde pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo
Suspeito já responde pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo

Policiais militares da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (2ª CIPM) prenderam um homem em Mamanguape, no Litoral Norte da Paraíba, na noite dessa quinta-feira (26), com duas armas de fogo e drogas.

Por volta das 18h, durante rondas no bairro São José, Conjunto Cícero Lucena, policiais da Força Tática, sob a coordenação do tenente Paiva Neto, perceberam um homem conduzindo uma motocicleta em atitude suspeita. Na abordagem, durante averiguação, foi encontrado em sua posse um revólver calibre 38, uma espingarda 12 de cano duplo, munições, trouxas de maconha e comprimidos de artane.

Segundo os policiais que efetuaram a prisão, o suspeito já responde pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. O homem detido e todo o material apreendido foram conduzidos à Delegacia de Mamanguape. Ele foi autuado por posse ilegal de arma de fogo e de drogas.

Da Redação, PBVale

Tesouro: Dívida Pública Federal cai 3,01% em abril e fica em R$ 2,79 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou redução, em termos nominas, de 3,01% em abril na comparação com março, ao passar de R$ 2,886 trilhões para R$ 2,799 trilhões. Os dados, que incluem o endividamento interno e externo, foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Tesouro Nacional. É a primeira queda mensal desde janeiro.

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, do Tesouro Nacional, Leandro Secunho, destacou que a redução se deve a um vencimento elevado de títulos prefixados no mês, já esperado. Ele enfatizou também que existe um cenário bastante positivo em relação às medidas anunciadas pelo governo, como a intenção de criar um teto para gastos públicos.

“Existe um cenário bastante positivo. Temos visto demandas relevantes para os nossos leilões. Existe uma expectativa em relação a essas medidas. Uma expectativa não só às medidas, mas também em relação ao governo, e o cenário parece bastante positivo. É isso que temos visto em termos de demanda nos nossos leilões”, explicou.

O endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Outro fator de elevação pode se dar pela assinatura de contratos de empréstimo.

No mês de abril, as emissões da DPF corresponderam a R$ 52,74 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 161,33 bilhões, resultando em resgate líquido de R$ 108,60 bilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve o estoque reduzido em 3,03% ao passar de R$ 2,753 trilhões para R$ 2,670 trilhões. A DPMFi é a dívida pública federal interna em circulação no mercado nacional.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), houve redução de 2,70% na comparação com o resultado do mês anterior, chegando a R$ 129,60 bilhões, equivalentes a US$ 37,95 bilhões. Desse total, R$ 117,71 bilhões (US$ 34,47 bilhões) referem-se à dívida mobiliária (títulos), e R$ 11,89 bilhões (US$ 3,48 bilhões), à dívida contratual.

DPFe é a Dívida Pública Federal existente no mercado internacional paga em outras moedas. De acordo com o Tesouro Nacional, a variação da DPFe deveu-se principalmente pela valorização do real em relação as moedas que compõem o estoque da dívida externa.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o governo estima a Dívida Pública Federal, em 2016, entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

‘Cultura do estupro’ no Brasil é destaque na imprensa internacional

Sites e publicações internacionais repercutem o episódio do estupro coletivo e o amplo debate sobre a cultura de agressões à mulher no país (Foto: Reprodução)
Sites e publicações internacionais repercutem o episódio do estupro coletivo e o amplo debate sobre a cultura de agressões à mulher no país (Foto: Reprodução)
Sites e publicações internacionais repercutem o episódio do estupro coletivo e o amplo debate sobre a cultura de agressões à mulher no país (Foto: Reprodução)

O estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro que desencadeou um amplo debate sobre a existência de uma cultura do estupro no Brasil ganhou páginas e sites de publicações pelo mundo nesta sexta-feira (27).

Órgãos de imprensa de diferentes continentes relataram a investigação do crime e a campanha massiva que tomou as redes sociais no Brasil.

“O Brasil encara sua própria crise de Nirbhaya”, escreveu o jornal The Times of India, em referência ao episódio de 2012 em que uma estudante indiana foi estuprada por uma gangue em um ônibus em movimento em Nova Déli e morreu em decorrência de graves ferimentos internos.

“Com menos de dois meses antes da chegada ao Rio de atletas de ponta e centenas de milhares de amantes do esporte para as Olimpíadas, a reputação da cidade sofreu um sério impacto com um estupro coletivo de uma menina de 16 anos por mais de 30 homens em uma favela da cidade”, escreve o jornal.

A publicação descreve um país “completamente sacudido” pela brutalidade do crime, embora ressalte que “crimes sexuais não são incomuns nas favelas onde quadrilhas armadas operam”.

O jornal faz uma crítica à cobertura do caso pela imprensa brasileira, apontando “silêncio” dos principais meios do país sobre o tema. Afirma ainda que o crime “reviveu memórias” de 2013, quando uma turista americana foi sequestrada por três homens em uma van no Rio e estuprada por oito vezes na frente do namorado francês.

Em texto assinado pelo correspondente em São Paulo, o The Times of India critica cobertura da mídia brasileira sobre caso no Rio (Foto: Reprodução)
Em texto assinado pelo correspondente em São Paulo, o The Times of India critica cobertura da mídia brasileira sobre caso no Rio (Foto: Reprodução)

“Quando a Índia foi abalada pelo caso Nirbhaya em dezembro de 2012, a grande mídia brasileira cobriu o episódio em detalhes, rotulando a Índia como “lugar perigoso para mulheres”. Mas a como mídia aqui continua calada sobre o caso do Rio e outro estupro coletivo registrado no Estado do Piauí na semana passada, está sob duras criticas de todos os lados”, escreve o correspondente do jornal em São Paulo, Shobhan Saxena.

Repercussão global
“Brasil chocado enquanto a polícia busca por 30 homens que estupraram menina de 16 anos”, é o titulo do texto do Jerusalem Post, de Israel.

O jornal cita o debate suscitado pelo “caso chocante” e lembra que o “vídeo do ataque se tornou viral” no Brasil, despertando indignação de usuários de redes sociais que denunciaram o episódio a autoridades.

Em versão online, o jornal The Australian mencionou que o ataque veio à tona “logo depois que dois meninos, de 14 e 16 anos, foram filmados sendo torturados e mortos por uma gangue de traficantes de drogas em Niterói”. Diz que o aumento na criminalidade no Rio “levantou temores” para os Jogos Olímpicos.

Canadense The Globe and Mail detalha a discussão sobre cultura do estupro e cita encontro de ministro com ator que já disse ter feito sexo sem consentimento (Foto: Reprodução)
Canadense The Globe and Mail detalha a discussão sobre cultura do estupro e cita encontro de ministro com ator que já disse ter feito sexo sem consentimento (Foto: Reprodução)

O diário The Globe and Mail, do Canadá, diz que o estupro coletivo ocorre em meio a um “amplo cenário daquilo que ativistas estão chamando de um ambiente propício (ao estupro) no Brasil”.

A publicação destaca que horas antes de o caso virar destaque na imprensa o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), havia mantido uma reunião de alto nível com Alexandre Frota, “um ator e estrela de reality show que já disse que não teria pudores em fazer sexo com uma mulher sem consentimento”.

Cita também o episódio em que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi condenado a pagar indenização à deputada Maria do Rosário (PT-RS) por ter dito que ela “não merecia ser estuprada”.

“A reputação de Bolsonaro parece não ter sofrido: uma pesquisa de opinião mostrou que ele é a principal opção para presidente dos 5% de brasileiros mais ricos.”

via BBC

Chile tem confrontos violentos em manifestações por educação gratuita

Estudante é detido nesta quinta-feira (26) durante manifestação em Santiago, no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)
Estudante é detido nesta quinta-feira (26) durante manifestação em Santiago, no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)
Estudante é detido nesta quinta-feira (26) durante manifestação em Santiago, no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)

Confrontos violentos foram registrados nessa quinta-feira (26) entre as forças policiais e estudantes, no Chile, para reivindicar educação gratuita para todos, uma promessa da presidenta Michelle Bachelet.

No centro da capital chilena, alguns manifestantes mascarados atiraram pedras e paus contra a polícia, que reagiu com canhões de água e gás lacrimogêneo.

Segundo dados da polícia repassados à agência France Presse, 117 pessoas foram detidas e 32 polícias ficaram feridos.

No sábado (21), uma manifestação similar deixou uma pessoa morta em Valparaíso, quando Bachelet fazia o seu discurso anual perante o Congresso.

A presidente chilena prometeu ampla reforma para acabar com um sistema educativo em grande parte privado e com benefícios para as elites, uma herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Depois do lançamento do projeto em 2014, as manifestações de estudantes e professores multiplicaram-se para reclamar a implementação mais rápida e menos seletiva da reforma.

Da Agência Lusa

OAB-PB condena estupro coletivo no Rio e alerta para a banalização do mal

A Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB) divulgou nesta sexta-feira (27) uma nota assinada por seu presidente, Paulo Maia, manifestando repúdio ao estupro praticado por mais de 30 bandidos contra uma adolescente no Rio de Janeiro, caso que despertou indignação em todo o mundo. Na mesma manifestação (leia a seguir), a entidade alerta para a banalização do mal que insensibiliza um número cada vez maior de pessoas e lembra que de acordo com estatísticas oficiais uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no país. 

“A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional da Paraíba, vem manifestar seu repúdio contra o bárbaro, absurdo e repugnante estupro coletivo praticado por aproximadamente trinta homens contra uma jovem adolescente no Rio de Janeiro. Percebemos que a banalização do mal, nos moldes do que foi sentido e descrito por Hannah Arendt, em que o comportamento das pessoas e do estado se torna insensível ao que acontece com o outro, pura e simplesmente, não só se instalou em nossa sociedade, mas dá nítidos sinais de ampliação.

Nada justifica o estupro e sua ocorrência exige não só repugná-lo publicamente como também assumir forte oposição à sua cultura, visto que no Brasil uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública fornecidos no final de 2015. A OAB PB se ombreia aos que promovem a defesa das maiores vítimas do estupro, as mulheres, se postando contra toda forma de machismo existente porque incompatível com uma sociedade igualitária para homens e mulheres.

Encampamos as propostas da ONU Mulheres Brasil, de que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de casos similares, para acesso à justiça e reparação às vítimas, garantir e fortalecer a rede de atendimento a mulheres em situação de violência, de políticas para as mulheres e profissionais especializados em gênero nas esferas governamentais.

Sejamos construtores de uma sociedade de paz e de uma cultura de paz. Que o respeito pelo ser humano seja a principal política pública do nosso Estado e em cada um de nós nossa principal motivação de vida”.

Por Rubens Nóbrega

Dupla é perseguida após assalto a correspondente bancário na Paraíba

Dono do correspondente bancário colidiu veículo contra moto da dupla em Dona Inês, na Paraíba (Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco)
Dono do correspondente bancário colidiu veículo contra moto da dupla em Dona Inês, na Paraíba (Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco)
Dono do correspondente bancário colidiu veículo contra moto da dupla em Dona Inês, na Paraíba (Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco)

Um correspondente bancário da cidade de Dona Inês, no Curimataú paraibano, foi assaltado na manhã desta sexta-feira (27). O roubo foi realizado por dois homens armados que estavam e uma moto. De acordo com a Polícia Militar, depois de fugirem com um malote de dinheiro, os dois suspeitos foram perseguidos pelo dono do estabelecimento que colidiu um veículo contra a moto da dupla.

Segundo a Polícia Militar o roubo aconteceu por volta das 8h, no Centro da cidade. Depois da perseguição, os dois suspeitos fugiram a pé por um matagal. Várias guarnições montaram um cerco na região e estão em buscas dos homens, mas até 9h50 ninguém foi preso.

“A região está cercada e os policiais estão em busca dos dois homens no matagal. A suspeita é de que eles estejam feridos, pela colisão entre o carro do dono do estabelecimento e a moto em que eles estavam”, disse o sargento da Polícia Militar, Jerônimo Barbosa.

Ainda de acordo com a polícia, o proprietário do estabelecimento ficou ferido e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O valor levado pelos homens no malote ainda não foi revelado. As informações são do G1.

Casal de idosos é agredido e torturado por filho no Agreste paraibano

Um casal de idosos foi agredido e torturado na cidade de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, e a suspeita da Polícia Militar (PM) é que o filho das vítimas tenha sido o autor desses crimes. Ainda segundo a polícia, na noite da última quinta-feira (26) o vigilante Luiz Antônio da Silva, 45 anos, espancou os pais com murros em várias partes do corpo ao mesmo tempo em que ficou jogando água fria neles. O caso foi denunciado pelos vizinhos das vítimas e o suspeito foi preso. 

A mãe do suspeito é uma idosa de 83 anos e o pai dele é um idoso de 76, de modo que ambos ficaram muito debilitados após as agressões. Conforme o sargento da PM Onaci Carneiro, o suspeito teria chegado em casa muito nervoso porque tinha acabado de ser assaltado e pediu que o pai o acompanhasse até a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência. Como o idoso se negou a fazer isso por estar cansado e pelo fato de Luiz ser maior de idade, o filho se revoltou contra os pais. 

“Ele (o suspeito) começou fazendo muitas agressões verbais e depois começou a dar murro nos pais. Eles contaram também que estavam na cama e o filho ficava jogando água fria neles. As vítimas ficaram muito debilitadas e só o pai teve condições de ir para a delegacia registrar a ocorrência. Ele ainda estava todo molhado por conta da água que o filho ficou jogando nele e precisou trocar de roupas”, contou o sargento Onaci Carneiro.

Ainda de acordo com o sargento, testemunhas contaram que filho morava com os pais e as agressões contra eles eram constantes. Luiz Antônio foi conduzido para a Central de Polícia de Campina Grande, onde ficará recolhido até a segunda-feira (30) para ser ouvido e em seguida deverá ser encamiado para o presídio. As informações são do Jornal da Paraíba.

Ex-presidiário é morto e mulher fica ferida na Paraíba

Um ex-presidiário foi assassinado e uma mulher ficou ferida na cidade de Nova Olinda, no Sertão paraibano, na noite dessa quinta-feira (26), feriado de Corpus Christi. As vítimas estavam em um bar, quando dois homens chegaram no local atirando. Um dos suspeitos foi preso.

Segundo as informações da Polícia Civil, os dois suspeitos chegaram no bar em uma moto e começaram a atirar contra o ex-presidiário. Entre os disparos, um dos tiros atingiu uma mulher que estava próximo.

O ex-presidiário morreu ainda no local. Já a mulher foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para o Hospital Regional de Piancó.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, um dos suspeitos foi identificado e acabou preso. Ele foi encontrado na própria casa. A arma usada no crime não foi localizada. A polícia está em busca do segundo suspeito, mas até 7h20 desta sexta-feira (27), ele não foi preso. As informações são do G1.

Sócio confirma crimes na exploração da turmalina paraíba

Mina de turmalina na Paraíba está no centro de fraude internacional (Foto: TV Globo)

Trechos da delação premiada do empresário Ranieri Addário confirmam prática de crime na exploração da turmalina paraíba pela empresa da qual ele é sócio, a Parazul Mineração Comércio e Exportação Ltda, que não tinha autorização para a exploração. O conteúdo da delação foi divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Ministério Público Federal de Patos, no sertão da Paraíba, e o depoimento já foi homologado pelo juízo da 14ª Vara da Justiça Federal. A data marca um ano da operação Sete Chaves, que desarticulou o esquema criminoso.

O próprio MPF já tinha denunciado sete pessoas em junho de 2015 envolvidas na exploração ilegal da turmalina paraíba em São José da Batalha, distrito do município de Salgadinho, onde a Parazul está sediada. Os envolvidos foram denunciados pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, exploração de minério sem licença ambiental e por organização criminosa com emprego de arma de fogo e tentáculos internacionais. 

Em seu depoimento, Ranieri declara que “no final de 2013 e durante 2014 houve produção de grande quantidade de turmalina paraíba na mina da empresa Parazul Mineração”. Entre os trechos divulgados pelo MPF, o empresário também diz que “no início de 2014, a Parazul produziu em torno de dez quilos da raríssima pedra” e que “a mina da Parazul era guarnecida por seguranças armados, em regra policiais militares do Rio Grande do Norte”. Ele também confirma que “o afegão Zaheer Azizi (ainda foragido) também investiu na Parazul e é sócio oculto da mineradora Terra Branca”.

Réu em ação penal, Addário confirmou que os sócios e investidores da mina tinham pleno conhecimento de que a Parazul Mineração não tinha autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ou do Ministério de Minas e Energia para lavrar. Segundo ele, eles também sabiam que a empresa não tinha licença do órgão ambiental para efetuar a exploração do minério.

Segundo o MPF, Addário confirmou que Sebastião Lourenço Ferreira é sócio de fato da empresa Parazul e também lavrou turmalina paraíba na mina da empresa. Addário deu detalhes em seu depoimento do processo de venda de cotas da empresa: Sebastião Ferreira detém 20% das cotas da Parazul, dos quais 10% foram adquiridos da parcela pertencente ao sócio de Raniere Addário, Ubiratan Batista de Almeida, por U$S 250 mil e os outros 10% foram adquiridos ao próprio Ranieri, por R$ 1 milhão mais o direito de resultado da mina pelo prazo de seis meses de exploração.

Ainda segundo o MPF, Ranieri Addário também informou que tem uma conta em Hong Kong, que foi usada para negociar toda a venda da produção de turmalina paraíba para o investidor José Miranda Costa em setembro de 2014. Addário contou ter fechado um contrato de empréstimo com Miranda para obter um milhão e quinhentos mil dólares americanos. Na delação, ele informa que Ubiratan Batista de Almeida, outro sócio da Parazul, também fez contrato idêntico com Costa, que passou a administrar a mina e teria exclusividade para a compra de toda a produção.

Addário reconheceu em seu depoimento que não declarou os valores recebidos pela exploração da turmalina paraíba à Receita Federal e acredita que a Parazul não declarou os lucros da exploração da pedra preciosa. Ele acrescentou que também houve exploração esporádica de tantalita, um mineral composto de ouro, nióbio e tântalo, e caulim, na área da Parazul, ambos sem autorização de lavra ou licença ambiental.

Ranieri ainda contou sobre conversa que manteve com o sócio Ubiratan em que teria ouvido dele que teria que pagar propina a servidores públicos do DNPM, em Brasília, a fim de regularizar a área da empresa Parazul.

Delação premiada
No acordo de delação premiada homologado, o MPF propôs a Addário a aplicação de penas no patamar mínimo em relação aos crimes cometidos, o que equivale a prisão de 7 anos e 6 meses. Ranieri Addário também vai ficar isento do pagamento de multa e o Ministério Público Federal vai se abster de cobrar ressarcimento.

Conforme o acordo de colaboração, a prova obtida vai ser utilizada validamente em ações penais, inquéritos policiais, procedimentos administrativos criminais, podendo ser emprestada também ao Ministério Público dos Estados, ao Banco Central do Brasil, ao Departamento Nacional de Produção Mineral e outros órgãos, inclusive de países e entidades estrangeiras.

Um ano de operação
Em sua denúncia, apresentada em junho de 2015, o MPF requereu que fosse fixado em R$ 60 milhões o valor mínimo para reparação dos danos causados com a exploração ilegal executada pela organização criminosa.

A pena por exploração irregular é de um a cinco anos de detenção e multa. Para exploração sem licença ambiental, a pena é de seis meses a um ano de detenção e multa. Já a pena por participação em organização criminosa é de três a oito anos de reclusão e multa. Havendo emprego de arma de fogo, as penas aumentam até 50%, e também se elevam quando ocorre atuação transnacional da organização. As informações são do G1.

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