Estudante é detido nesta quinta-feira (26) durante manifestação em Santiago, no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)
Estudante é detido nesta quinta-feira (26) durante manifestação em Santiago, no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)
Confrontos violentos foram registrados nessa quinta-feira (26) entre as forças policiais e estudantes, no Chile, para reivindicar educação gratuita para todos, uma promessa da presidenta Michelle Bachelet.
No centro da capital chilena, alguns manifestantes mascarados atiraram pedras e paus contra a polícia, que reagiu com canhões de água e gás lacrimogêneo.
Segundo dados da polícia repassados à agência France Presse, 117 pessoas foram detidas e 32 polícias ficaram feridos.
No sábado (21), uma manifestação similar deixou uma pessoa morta em Valparaíso, quando Bachelet fazia o seu discurso anual perante o Congresso.
A presidente chilena prometeu ampla reforma para acabar com um sistema educativo em grande parte privado e com benefícios para as elites, uma herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Depois do lançamento do projeto em 2014, as manifestações de estudantes e professores multiplicaram-se para reclamar a implementação mais rápida e menos seletiva da reforma.
A Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB) divulgou nesta sexta-feira (27) uma nota assinada por seu presidente, Paulo Maia, manifestando repúdio ao estupro praticado por mais de 30 bandidos contra uma adolescente no Rio de Janeiro, caso que despertou indignação em todo o mundo. Na mesma manifestação (leia a seguir), a entidade alerta para a banalização do mal que insensibiliza um número cada vez maior de pessoas e lembra que de acordo com estatísticas oficiais uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no país.
“A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional da Paraíba, vem manifestar seu repúdio contra o bárbaro, absurdo e repugnante estupro coletivo praticado por aproximadamente trinta homens contra uma jovem adolescente no Rio de Janeiro. Percebemos que a banalização do mal, nos moldes do que foi sentido e descrito por Hannah Arendt, em que o comportamento das pessoas e do estado se torna insensível ao que acontece com o outro, pura e simplesmente, não só se instalou em nossa sociedade, mas dá nítidos sinais de ampliação.
Nada justifica o estupro e sua ocorrência exige não só repugná-lo publicamente como também assumir forte oposição à sua cultura, visto que no Brasil uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública fornecidos no final de 2015. A OAB PB se ombreia aos que promovem a defesa das maiores vítimas do estupro, as mulheres, se postando contra toda forma de machismo existente porque incompatível com uma sociedade igualitária para homens e mulheres.
Encampamos as propostas da ONU Mulheres Brasil, de que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de casos similares, para acesso à justiça e reparação às vítimas, garantir e fortalecer a rede de atendimento a mulheres em situação de violência, de políticas para as mulheres e profissionais especializados em gênero nas esferas governamentais.
Sejamos construtores de uma sociedade de paz e de uma cultura de paz. Que o respeito pelo ser humano seja a principal política pública do nosso Estado e em cada um de nós nossa principal motivação de vida”.
Dono do correspondente bancário colidiu veículo contra moto da dupla em Dona Inês, na Paraíba (Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco)
Dono do correspondente bancário colidiu veículo contra moto da dupla em Dona Inês, na Paraíba (Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco)
Um correspondente bancário da cidade de Dona Inês, no Curimataú paraibano, foi assaltado na manhã desta sexta-feira (27). O roubo foi realizado por dois homens armados que estavam e uma moto. De acordo com a Polícia Militar, depois de fugirem com um malote de dinheiro, os dois suspeitos foram perseguidos pelo dono do estabelecimento que colidiu um veículo contra a moto da dupla.
Segundo a Polícia Militar o roubo aconteceu por volta das 8h, no Centro da cidade. Depois da perseguição, os dois suspeitos fugiram a pé por um matagal. Várias guarnições montaram um cerco na região e estão em buscas dos homens, mas até 9h50 ninguém foi preso.
“A região está cercada e os policiais estão em busca dos dois homens no matagal. A suspeita é de que eles estejam feridos, pela colisão entre o carro do dono do estabelecimento e a moto em que eles estavam”, disse o sargento da Polícia Militar, Jerônimo Barbosa.
Ainda de acordo com a polícia, o proprietário do estabelecimento ficou ferido e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O valor levado pelos homens no malote ainda não foi revelado. As informações são do G1.
Um casal de idosos foi agredido e torturado na cidade de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, e a suspeita da Polícia Militar (PM) é que o filho das vítimas tenha sido o autor desses crimes. Ainda segundo a polícia, na noite da última quinta-feira (26) o vigilante Luiz Antônio da Silva, 45 anos, espancou os pais com murros em várias partes do corpo ao mesmo tempo em que ficou jogando água fria neles. O caso foi denunciado pelos vizinhos das vítimas e o suspeito foi preso.
A mãe do suspeito é uma idosa de 83 anos e o pai dele é um idoso de 76, de modo que ambos ficaram muito debilitados após as agressões. Conforme o sargento da PM Onaci Carneiro, o suspeito teria chegado em casa muito nervoso porque tinha acabado de ser assaltado e pediu que o pai o acompanhasse até a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência. Como o idoso se negou a fazer isso por estar cansado e pelo fato de Luiz ser maior de idade, o filho se revoltou contra os pais.
“Ele (o suspeito) começou fazendo muitas agressões verbais e depois começou a dar murro nos pais. Eles contaram também que estavam na cama e o filho ficava jogando água fria neles. As vítimas ficaram muito debilitadas e só o pai teve condições de ir para a delegacia registrar a ocorrência. Ele ainda estava todo molhado por conta da água que o filho ficou jogando nele e precisou trocar de roupas”, contou o sargento Onaci Carneiro.
Ainda de acordo com o sargento, testemunhas contaram que filho morava com os pais e as agressões contra eles eram constantes. Luiz Antônio foi conduzido para a Central de Polícia de Campina Grande, onde ficará recolhido até a segunda-feira (30) para ser ouvido e em seguida deverá ser encamiado para o presídio. As informações são do Jornal da Paraíba.
Um ex-presidiário foi assassinado e uma mulher ficou ferida na cidade de Nova Olinda, no Sertão paraibano, na noite dessa quinta-feira (26), feriado de Corpus Christi. As vítimas estavam em um bar, quando dois homens chegaram no local atirando. Um dos suspeitos foi preso.
Segundo as informações da Polícia Civil, os dois suspeitos chegaram no bar em uma moto e começaram a atirar contra o ex-presidiário. Entre os disparos, um dos tiros atingiu uma mulher que estava próximo.
O ex-presidiário morreu ainda no local. Já a mulher foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para o Hospital Regional de Piancó.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, um dos suspeitos foi identificado e acabou preso. Ele foi encontrado na própria casa. A arma usada no crime não foi localizada. A polícia está em busca do segundo suspeito, mas até 7h20 desta sexta-feira (27), ele não foi preso. As informações são do G1.
Mina de turmalina na Paraíba está no centro de fraude internacional (Foto: TV Globo)
Trechos da delação premiada do empresário Ranieri Addário confirmam prática de crime na exploração da turmalina paraíba pela empresa da qual ele é sócio, a Parazul Mineração Comércio e Exportação Ltda, que não tinha autorização para a exploração. O conteúdo da delação foi divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Ministério Público Federal de Patos, no sertão da Paraíba, e o depoimento já foi homologado pelo juízo da 14ª Vara da Justiça Federal. A data marca um ano da operação Sete Chaves, que desarticulou o esquema criminoso.
O próprio MPF já tinha denunciado sete pessoas em junho de 2015 envolvidas na exploração ilegal da turmalina paraíba em São José da Batalha, distrito do município de Salgadinho, onde a Parazul está sediada. Os envolvidos foram denunciados pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, exploração de minério sem licença ambiental e por organização criminosa com emprego de arma de fogo e tentáculos internacionais.
Em seu depoimento, Ranieri declara que “no final de 2013 e durante 2014 houve produção de grande quantidade de turmalina paraíba na mina da empresa Parazul Mineração”. Entre os trechos divulgados pelo MPF, o empresário também diz que “no início de 2014, a Parazul produziu em torno de dez quilos da raríssima pedra” e que “a mina da Parazul era guarnecida por seguranças armados, em regra policiais militares do Rio Grande do Norte”. Ele também confirma que “o afegão Zaheer Azizi (ainda foragido) também investiu na Parazul e é sócio oculto da mineradora Terra Branca”.
Réu em ação penal, Addário confirmou que os sócios e investidores da mina tinham pleno conhecimento de que a Parazul Mineração não tinha autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ou do Ministério de Minas e Energia para lavrar. Segundo ele, eles também sabiam que a empresa não tinha licença do órgão ambiental para efetuar a exploração do minério.
Segundo o MPF, Addário confirmou que Sebastião Lourenço Ferreira é sócio de fato da empresa Parazul e também lavrou turmalina paraíba na mina da empresa. Addário deu detalhes em seu depoimento do processo de venda de cotas da empresa: Sebastião Ferreira detém 20% das cotas da Parazul, dos quais 10% foram adquiridos da parcela pertencente ao sócio de Raniere Addário, Ubiratan Batista de Almeida, por U$S 250 mil e os outros 10% foram adquiridos ao próprio Ranieri, por R$ 1 milhão mais o direito de resultado da mina pelo prazo de seis meses de exploração.
Ainda segundo o MPF, Ranieri Addário também informou que tem uma conta em Hong Kong, que foi usada para negociar toda a venda da produção de turmalina paraíba para o investidor José Miranda Costa em setembro de 2014. Addário contou ter fechado um contrato de empréstimo com Miranda para obter um milhão e quinhentos mil dólares americanos. Na delação, ele informa que Ubiratan Batista de Almeida, outro sócio da Parazul, também fez contrato idêntico com Costa, que passou a administrar a mina e teria exclusividade para a compra de toda a produção.
Addário reconheceu em seu depoimento que não declarou os valores recebidos pela exploração da turmalina paraíba à Receita Federal e acredita que a Parazul não declarou os lucros da exploração da pedra preciosa. Ele acrescentou que também houve exploração esporádica de tantalita, um mineral composto de ouro, nióbio e tântalo, e caulim, na área da Parazul, ambos sem autorização de lavra ou licença ambiental.
Ranieri ainda contou sobre conversa que manteve com o sócio Ubiratan em que teria ouvido dele que teria que pagar propina a servidores públicos do DNPM, em Brasília, a fim de regularizar a área da empresa Parazul.
Delação premiada No acordo de delação premiada homologado, o MPF propôs a Addário a aplicação de penas no patamar mínimo em relação aos crimes cometidos, o que equivale a prisão de 7 anos e 6 meses. Ranieri Addário também vai ficar isento do pagamento de multa e o Ministério Público Federal vai se abster de cobrar ressarcimento.
Conforme o acordo de colaboração, a prova obtida vai ser utilizada validamente em ações penais, inquéritos policiais, procedimentos administrativos criminais, podendo ser emprestada também ao Ministério Público dos Estados, ao Banco Central do Brasil, ao Departamento Nacional de Produção Mineral e outros órgãos, inclusive de países e entidades estrangeiras.
Um ano de operação Em sua denúncia, apresentada em junho de 2015, o MPF requereu que fosse fixado em R$ 60 milhões o valor mínimo para reparação dos danos causados com a exploração ilegal executada pela organização criminosa.
A pena por exploração irregular é de um a cinco anos de detenção e multa. Para exploração sem licença ambiental, a pena é de seis meses a um ano de detenção e multa. Já a pena por participação em organização criminosa é de três a oito anos de reclusão e multa. Havendo emprego de arma de fogo, as penas aumentam até 50%, e também se elevam quando ocorre atuação transnacional da organização. As informações são do G1.
Integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) em protesto de maio de 2015 na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Ed Ferreira/Folhapress)
Integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) em protesto de maio de 2015 na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Ed Ferreira/Folhapress)
O MBL (Movimento Brasil Livre), entidade civil criada em 2014 para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), recebeu apoio financeiro, como impressão de panfletos e uso de carros de som, de partidos políticos como o PMDB e o Solidariedade.
O movimento negociou também com a Juventude do PSDB ajuda financeira a suas caravanas, como pagamento de lanches e aluguel de ônibus, e teria tido apoio da “máquina partidária” do DEM.
Quando fundado, o movimento se definia como apartidário e sem ligações financeiras com siglas políticas. Em suas páginas em redes sociais, fazia campanhas permanentes para receber ajuda financeira das pessoas, sem ligação com partidos.
Os coordenadores do movimento, porém, negociaram e pediram ajuda a partidos pelo menos a partir deste ano. Atualmente, o MBL continua com as campanhas de arrecadação nos seus canais de comunicação, mas se define como “suprapartidário”. Aliás, a contribuição financeira concedida é vinculada ao grau de participação do doador com o movimento. A partir de R$ 30, o novo integrante pode ter direito a votos.
Já os partidos políticos que teriam contribuído com o MBL têm versões distintas para explicar o caráter e a forma desses apoios, chegando em alguns casos a negá-los. Conheça cada caso.
PMDB e os panfletos
Em imagem de dezembro de 2015, coordenadores do MBL (entre eles, Fernando Holiday, coordenador nacional, abaixo, à direita) posam para foto ao lado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), então presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Arquivo Pessoal/reprodução Facebook)
O PMDB teria custeado a impressão de panfletos para o MBL divulgar as manifestações pró-impeachment ocorridas pelo país no último dia 13 de março. O presidente da Juventude do PMDB, Bruno Júlio, informou ao UOL que solicitou ao presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, que custeasse 20 mil panfletos de divulgação dos atos, com a inscrição “Esse impeachment é meu”. A assessoria de Moreira Franco nega.
O dirigente da JPMDB afirma que o material foi pago pelo partido e entregue ao MBL, que distribuiu para suas sedes regionais e espalhou por todo o país. “O MBL auxiliou na logística, distribuindo os panfletos e colando cartazes, mas a Fundação Ulysses Guimarães pagou porque se tratava de uma campanha nossa, da Juventude do PMDB, que nós encampamos”, explica.
O lema “Esse impeachment é meu”, no entanto, pertence ao MBL, que estampou a frase em camisetas, faixas e cartazes, além de tê-lo utilizado em discursos e vídeos gravados por suas lideranças.
Procurada, a assessoria do atual secretário-executivo do PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) do governo interino, Moreira Franco, disse, no primeiro momento, que o ex-ministro da Aviação Civil do governo Dilma não se recordava se teria pago ou não pela impressão. Posteriormente, negou que o pagamento tenha ocorrido e afirmou que nem Moreira Franco nem o PMDB jamais trabalharam em parceria com o MBL.
Questionado sobre o apoio, o MBL não confirmou o custeio dos panfletos, disse apenas que o PMDB fazia parte da comissão pró-impeachment.
Solidariedade e DEM
Em uma gravação de fevereiro de 2016 a que o UOL teve acesso, Renan Antônio Ferreira dos Santos, um dos três coordenadores nacionais do MBL, diz em mensagem a um colega do MBL que tinha fechado com partidos políticos para divulgar os protestos do dia 13 de março usando as “máquinas deles também”.
Renan diz ainda que o MBL seria o único grupo que realmente estava “fazendo a diferença” na luta em favor do impeachment de Dilma Rousseff.
Ouça a gravação abaixo:
Em nota enviada ao UOL, Renan Santos confirmou a autenticidade do áudio e informou que o comitê do impeachment contava com lideranças de vários partidos, entre eles, DEM, PSDB, SD e PMDB.
“As manifestações não são do MBL. 13 de Março pertence a todos os brasileiros, e nada mais natural que os partidos de oposição fossem convidados a usar suas redes de divulgação e militância para divulgar a data. Não houve nenhuma ajuda direcionada ao MBL. Pedimos apenas que divulgassem com toda energia possível. Creio que todos o fizeram,” informa nota do MBL.
Braulio Moraes, presidente da Juventude do DEM no DF, entrega camiseta do MBL ao senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) (Foto: Bráulio Moraes/Arquivo pessoal)
A assessoria de imprensa do Solidariedade confirmou a parceria em nota ao UOL: “O apoio do Solidariedade ao MBL foi com a convocação da militância para as manifestações do impeachment, carro de som nos eventos e divulgação dos atos em nossas redes.”
Já o DEM informou que atuou em conjunto com o MBL, mas negou qualquer tipo de ajuda financeira ou apoio material ao movimento. “O Democratas se uniu aos movimentos de rua em favor do impeachment. Não houve nenhum tipo de apoio financeiro, apenas uma união de forças com os movimentos de rua, dentre eles o MBL”, disse o partido.
PSDB
MBL e os partidos: da esquerda para a direita, Bráulio Moraes, da Juventude do DEM, Fernando Holiday, do MBL, Victor Vilela Pupupim, da Juventude do PSDB, e Alexandre Neves, da Juventude do Democratas (Foto: Arquivo pessoal/Braulio Moraes)
Em gravação feita no dia 5 deste mês a que o UOL teve acesso, o secretário de Mobilização da Juventude do PSDB do Rio de Janeiro, Ygor Oliveira, dá detalhes a seus colegas de partido sobre uma “parceria com o MBL” para financiar uma manifestação que veio a ocorrer no dia 11 de maio, em Brasília, durante a votação no Senado que resultou no afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República.
Ouça a gravação:
Oliveira confirmou ao UOL a autenticidade da mensagem, mas disse que a “parceria” acabou por não se concretizar. “Isso foi um rascunho de uma parceria, que acabou não dando certo”, afirmou.
Ele disse também que essa fora a primeira iniciativa conjunta entre a Juventude do PSDB e o MBL, e que não pretende realizar outras: “Foi o primeiro projeto conjunto (de financiar a viagem de manifestantes a Brasília), e por ora não existe nenhuma outra iniciativa em vista.”
Procurado pela reportagem, o MBL confirmou a “aproximação ao PSDB”, mas não informou se a parceria com o partido para pagar o lanche e o transporte de manifestantes no dia 11 de maio efetivamente se concretizou.
Em nota, Renan Santos, coordenador nacional do movimento e filiado ao PSDB entre os anos 2010 e 2015, afirmou que “o MBL não criminaliza a política nem os políticos. A aproximação com as lideranças (políticas) foi fundamental para pavimentar o caminho do impeachment.”
Posto de atendimento ficou destruído depois da explosão (Foto: Roberto da Silva/Polícia Militar)
A Paraíba registrou 33 ocorrências de violência contra bancos nos primeiros quatro meses de 2016, segundo dados do Sindicato dos Bancários da Paraíba. Entre os casos, os mais frequentes foram as explosões (16) e arrombamentos (12). Também foram registradas ocorrências de assaltos (2), tentativa de assalto (1) e saidinha de banco (1) neste ano.
O diretor administrativo do Sindicato dos Bancários, Marcos Henriques, avaliou os dados de maneira negativa. “Os números continuam altos e ainda tem uma nova modalidade, a de sequestro. Em duas ocasiões, os assaltos em uma mesma agência do Bradesco em João Pessoa foram violentíssimos e os assaltantes levaram refém. A categoria bancária está muito apreensiva”, comentou.
“Essa modalidade traz sequelas irreversíveis aos bancários. Nessa agência, há cinco funcionários afastados com problemas de síndrome do pânico”, lembrou Marcos. Diante desses dados, o G1 entrou em contato com o Bradesco, porém, assessoria informou que o banco não comenta esse tipo de informação.
Apesar do número, a quantidade de ocorrências diminuiu em relação ao mesmo período dos anos de 2015 (50) e 2014 (45). O sindicato, no entanto, não consegue ver o dado de forma positiva. “Essa diminuição é muito sensível diante de um assunto tão sério. Ainda estamos no quinto mês e já estamos em 41 casos [até 17 de maio]. Não dá para mensurar nos primeiros quatro meses. Quando fizer seis, a gente vai fazer uma avaliação”, disse Marcos Henriques.
Resposta dos bancos A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) enfatizou que os bancos também são vítimas da violência e que eles conciliam duas frentes de atuação para impedir o avanço da criminalidade: o investimento no aprimoramento da segurança bancária, da ordem de R$ 9 bilhões, o triplo do que era gasto mais de dez anos atrás, e cooperação com as autoridades encarregadas da segurança pública.
“Além disso, são investidas somas expressivas de recursos em tecnologia para a realização de operações de forma rápida e segura por meio dos canais digitais, reduzindo a necessidade de recurso dentro das agências bancárias ou no manuseio de dinheiro em espécie”, diz a nota da federação.
A Febraban ressalta que seus bancos associados vêm acompanhando os ataques a caixas eletrônicos com extrema preocupação. O dano das explosões força as instituições financeiras a reformar o local e a repor os equipamentos danificados, sem reaproveitamento de peças ou maquinário. Segundo a federação, esse prejuízo não é somente da rede bancária, mas de toda a população que depende dos 159 mil equipamentos para acessar os serviços financeiros, realizar pagamentos e ainda efetuar saques além do horário bancário.
“Nesses assaltos e arrombamentos, os criminosos usam força desproporcional, com armamentos pesados, de elevado poder de destruição; a ação de segurança permitida pela legislação aos estabelecimentos comerciais e bancos é insuficiente frente à violência empregada”, explica a Febraban.
Ainda de acordo com a federação, ao longo de mais de uma década, os bancos adotaram uma série de medidas preventivas para contribuir com a redução dos assaltos. Instalaram cofres com dispositivo de tempo, circuitos fechados de televisão (CFTV), sistemas de detecção e de monitoramento, alarme etc. Os bancos também reduziram o volume de dinheiro disponível nas agências e incentivam a população a usar os canais eletrônicos para realizar operações bancárias. As informações são do G1.
Estudantes de secretariado foram os responsáveis pela organização do Ôxe Execute
Estudantes de secretariado foram os responsáveis pela organização do Ôxe Execute
Alunos do 8º período do curso de secretariado executivo bilíngue da UFPB realizou no último dia (12/05), as 19h, no centro de vivências do Campus IV, o 1º ÔXE EXECUTE – Estudantes Executando Eventos. O evento foi criado como atividade prática para avaliação na disciplina de Organização de Eventos, sob a orientação da professora Belle Santiago.
O 1º Ôxe Execute teve a finalidade de relacionar os conteúdos teóricos com a prática, adquirindo mais experiência e contribuindo para uma formação profissional mais qualificada, visto que a organização de eventos é uma das atribuições do Secretário Executivo.
O Ôxe Execute foi planejado, também, para comemorar os 10 anos de criação do Curso de Secretariado Executivo e do Campus IV, além de promover um espaço interativo entre professores, alunos e a comunidade do Vale do Mamanguape.
A programação contou com a participação de toda a comunidade acadêmica do Campus IV, composta por servidores técnico-administrativos, professores e os alunos dos cursos de Ciências Contábeis, Pedagogia e Secretariado Executivo Bilíngue, com cerca de 400 pessoas presentes.
O ‘Ôxe Execute’ foi composta por desfile com casais caracterizados à moda junina formados pelos alunos dos cursos de: Ciências Contábeis, Pedagogia e Secretariado Executivo; concurso de dança, sorteio de rifa e bingo universitário, ao som do Trio Sotaque Nordestino, que fez as pessoas dançarem muito forró.
“Diante do sucesso, da satisfação e do feedback positivo dos participantes do evento, gostaríamos de agradecer o apoio do site PB Vale, da Rádio Litoral divulgando o evento, assim como as empresas que acreditaram no projeto, patrocinando e apoiando com a execução do orçamento financeiro do evento”, relatou a estudante Nice Barbosa.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, aparece mais uma vez nos diálogos do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com caciques do PMDB. Em uma das conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre os avanços da Operação Lava Jato, no dia 11 de março, o parlamentar tucano é citado como sendo “o cara mais vulnerável do mundo” nas gravações reveladas nesta quinta-feira (26), pela TV Globo.
Machado – E o PSDB pensava que não (seria atingido pela operação), mas o Aécio agora sabe. O Aécio, Renan, é o cara mais vulnerável do mundo.
Renan – É
O tucano também apareceu na conversa de Machado com Romero Jucá (PMDB) divulgada na segunda-feira, 23, e que acabou derrubando o senador do Ministério do Planejamento com apenas 12 dias do governo interino de Michel Temer (PMDB). Na ocasião, Jucá também afirmou ao ex-presidente da Transpetro que “caiu a ficha” de líderes do PSDB. “Todo mundo na bandeja para ser comido”, disse o senador.
O presidente do PSDB aparece no diálogo, como sendo “o primeiro a ser comido”. “O Aécio não tem condição, a gente sabia disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei da campanha do PSDB”, falou Machado. “A gente viveu tudo”, se limitou a dizer Jucá.
Pauderney e Mendonça Filho
No diálogo revelado nesta quinta-feira pela repórter Camila Bonfim, da TV Globo, Sérgio Machado também cita vários outros políticos e critica nomes do DEM, como o deputado líder do partido na Câmara, Pauderney Avelino (AM) e o agora ministro da Educação do governo Temer, deputado Mendonça Filho (PE), chamados de corruptos na conversa.
Machado – O Aécio é vulnerabilíssimo. Vulnerabilíssimo. Há muito tempo! Como é que você tem cara de pau Renan, aquele cara Pauderney (Avelino, líder do DEM na Câmara) que agora virou herói. Um cara mais corrupto que aquele não existe, Pauderney Avelino.
Machado – Mendoncinha (Mendonça Filho), todo mundo pô? Que merda é essa querer ser agora dono da verdade? O Zé (Zé Agripino) é outro que pode ser parceiro, não é possível que ele vá fazer maluquice.
Renan – O Zé nós combinamos de botá-lo na roda. Eu disse ao Aécio e ao Serra. Que no próximo encontro que a gente tiver tem que botar o Zé Agripino e o Fernando Bezerra. Eu acho.”
Sarney
Além das conversas com Renan e Jucá, Machado também gravou seus diálogos com o ex-presidente José Sarney (PMDB). Machado foi filiado ao PSDB por dez anos, período em que chegou a se eleger senador e virar líder da sigla no Senado.
Posteriormente se filiou ao PMDB e, há pelo menos 20 anos, mantém proximidade com a cúpula do partido que chegou à Presidência da República após o afastamento temporário de Dilma Rousseff com a abertura do processo de impeachment no Senado.
Defesas
A defesa de Sérgio Machado afirmou que os autos são sigilosos e que, por isso, não pode se manifestar.
O líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino, disse que nunca conversou com Sérgio Machado e que nunca indicou qualquer diretor para a Petrobras ou qualquer estatal. Ele disse também que não tem envolvimento com a Operação Lava Jato ou qualquer outra operação. Para ele, o caso foi uma citação lamentável, de uma pessoa desesperada.
O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que as gravações comprovam que ele não está incluído nas irregularidades investigadas e que sua atuação como líder oposicionista ao governo do PT incomodou. Mendonça Filho disse também que seu papel nunca foi de dono da verdade, mas de fiscalizar as irregularidades do governo.
O senador Fernando Bezerra, que é investigado na Lava Jato, disse que não vai comentar uma eventual conversa de terceiros cujo conteúdo desconhece. Já o senador José Agripino disse que nunca teve nenhuma conversa com Renan, nem com Sérgio Machado, em que o assunto Lava Jato fosse sequer mencionado.
A Odebrecht informou que iria se manifestar. O ministro Teori Zavascki também não vai comentar o conteúdo dos áudios.
O PSDB disse que não existe nas gravações qualquer acusação ao partido ou ao senador Aécio Neves. O partido disse que vai acionar Sérgio Machado na Justiça pelas menções que considera irresponsáveis feitas ao partido e a seus líderes. Aécio não se manifestou sobre o assunto.
O PMDB disse que sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país e que doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da justiça eleitoral nas eleições citadas. Segundo o partido, em todos esses anos, após fiscalização e análise acurada do Tribunal Superior Eleitoral, todas as contas do PMDB foram aprovadas, não sendo encontrado nenhum indício de irregularidade.
Realizada pelo PT da Paraíba com o governador Lucas, em parceria com diversos partidos aliados, a plenária contou com a presença do governador Lucas Ribeiro, do senador eleito João Azevêdo, da presidente estadual do PT e deputada estadual reeleita Cida Ramos, além de deputados e deputadas eleitos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado.
A HospitalMed 2026 será realizada de 21 a 23 de outubro, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, reunindo mais de 300 expositores, 400 marcas e expectativa de 29 mil visitantes. O evento apresenta soluções em tecnologia, gestão, equipamentos e inovação, consolidando-se como uma oportunidade estratégica para médicos, clínicas, hospitais e empresas da saúde que buscam crescimento e novos negócios.
Os candidatos a deputado estadual e federal apoiados pelos ex-prefeitos Elias Costa e João Ribeiro somaram 5.173 votos em Jacaraú, superando os 4.221 votos obtidos pelos candidatos apoiados pelo prefeito Márcio Aurélio. A diferença de 952 votos fortalece a oposição e amplia as discussões sobre o cenário político para a sucessão municipal de 2028.